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II Corntios

Silvio Dutra

DEZ/2015

2

A474 Alves, Silvio Dutra II Corntios./ Silvio Dutra Alves. Rio de Janeiro, 2015. 117p.; 14,8x21cm 1. Teologia. 2. Paulo. 3. Comentrio Bblico. 4. Epstola. I. Ttulo.

CDD 230.227

3

Sumrio

II Corntios 1.................................................. 4

II Corntios 2.................................................. 14

II Corntios 3.................................................. 22

II Corntios 4.................................................. 34

II Corntios 5.................................................. 41

II Corntios 6.................................................. 48

II Corntios 7.................................................. 54

II Corntios 8.................................................. 64

II Corntios 9.................................................. 72

II Corntios 10................................................ 81

II Corntios 11................................................ 90

II Corntios 12................................................ 105

II Corntios 13................................................ 113

4

II Corntios 1

Consolados Para Consolar

Quando Paulo escreveu a Segunda Epstola aos Corntios, ele se encontrava na Macednia

(numa das trs cidades daquela regio em que

havia fundado igrejas, a saber, Filipos, Tessalnica ou Bereia).

Ele havia evangelizado Corinto durante sua segunda viagem missionria juntamente com

Silas e Timteo, estivera em feso durante sua terceira viagem e no havia ainda ido a Corinto,

e j lhes havia escrito a sua primeira epstola

quando se encontrava em feso, e cerca de um

ano aps lhes escreveu esta segunda carta quando se encontrava na Macednia, um pouco

antes de ir ter pessoalmente com eles em

Corinto.

A importncia de saber estas informaes est ligada ao fato de melhor compreendermos os motivos da escrita desta segunda epstola, em

face das repreenses e instrues que Paulo havia dado quela Igreja em I aos Corntios.

Pelo que se infere do contedo desta segunda epstola, houve uma resistncia s exortaes e repreenses que haviam sido dadas

anteriormente pelo apstolo, para que

repreendessem e exclussem da comunho dos

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santos algum que havia feito um grande agravo

pblico, provavelmente o incestuoso citado no

quinto captulo da primeira epstola, que agora

havia demonstrado sincero arrependimento, e por isso Paulo lhes pediu que lhe perdoassem

em face do arrependimento que havia

demonstrado, para que no fosse consumido por amargurada tristeza.

Este era o apstolo cujo exemplo devemos seguir na obra do evangelho, porque tudo fazia

no pelo que era afetado em si mesmo, mas por

zelo da causa de Cristo, de modo que dilatou seu

corao para aquele que lhe fizera a ofensa, de forma que fosse restaurado comunho dos

santos.

Esta epstola foi destinada no somente igreja de Corinto, mas tambm a todos os santos da

Acaia, que era o nome antigo da Grcia, regio

onde se localizava a cidade de Corinto.

Como era comum em todas as suas epstolas, o

apstolo lhes recomendou graa e paz de Deus Pai e de Jesus Cristo, porque so as grandes marcas do Senhor na Sua Igreja, sendo

que a paz filha da graa, uma vez que no pode

existir verdadeira paz onde a graa no estiver reinando nos coraes.

Paulo bendisse o nome de Deus Pai porque o Pai das misericrdias e o Deus de toda a

consolao; que demonstra o Seu grande amor

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para conosco nas tribulaes e aflies que

sofremos, porque por elas somos tambm

aperfeioados no mesmo amor do Senhor, para

que possamos nos tornar sensveis, atenciosos, afetuosos e consoladores para com aqueles que

estiverem passando por alguma tribulao, por

termos aprendido por experincia prpria, que podemos contar com o amor, a misericrdia, e a

consolao do Senhor em nossas tribulaes,

lhes encorajando portanto a tambm

esperarem em Deus, de quem vem o nosso socorro e auxlio na tribulao (v. 3).

Aqueles que tiverem sido provados em muitas aflies por causa do seu amor a Cristo, tambm

tero muitas consolaes por meio do prprio

Cristo (v. 4), de forma que sejam habilitados a

serem seus instrumentos na consolao dos que esto atribulados; de modo que no somos

atribulados e consolados somente por nossa

prpria causa e interesse, mas por causa e para

o interesse de muitos, para que tambm sejam consolados e salvos atravs da nossa

instrumentalidade nas mos do Senhor.

De sorte que necessrio suportar com pacincia as aflies para que a consolao seja

eficaz; porque certo que Deus no consolar murmuradores que se queixam dEle.

A principal razo de Paulo ter iniciado o seu discurso com estas palavras, possivelmente se

deveu ao fato de terem os corntios sido

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consolados por Deus depois da muita tristeza

que tiveram que suportar por causa das

repreenses que receberam tanto da parte de

Deus quanto do apstolo, em face do seu arrependimento.

A tristeza que haviam experimentado havia afinal sido transformada em leo de alegria,

porque foi uma tristeza segundo Deus, pelo

constrangimento do Seu Esprito, para que deixassem o modo errado pelo qual vinham

caminhando at ento.

Eles estavam sofrendo agora e teriam ainda muito que sofrer por causa do evangelho, e por

isso Paulo lhes encorajou com o seu prprio exemplo de pacincia nas aflies por amor de

Cristo e da obra do evangelho, citando a

tribulao que havia experimentado na sia,

tanto na regio da Galcia, quanto em feso, a ponto de ter sido afligido alm da sua prpria

capacidade de suportar, tendo chegado mesmo

a perder a esperana de continuar vivo (v. 8).

Mas como tinha aprendido a no estar apegado sua prpria vida, seno ao Senhor, pela total

confiana nEle, sabendo que ainda que viesse a morrer seria ressuscitado, foi livrado pela graa

de Deus de to grande morte, como ainda vinha

sendo livrado dela em muitas ocasies, sabendo portanto que continuaria sendo livrado at que

completasse o ministrio que lhe fora dado para

ser cumprido (v. 9, 10).

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Nestes livramentos, estava plenamente convicto de que haviam contribudo as oraes

das Igrejas em seu favor, para que pela

misericrdia que lhe fora feita pelas intercesses de muitas pessoas, tambm

fossem dadas graas a Deus por ele, por muitos,

e no somente por ele prprio (v. 11).

Esta era portanto a sua glria, saber que contava com a estima de muitos por causa da boa conscincia que possua, e da simplicidade e

sinceridade com que vivia, e que provinham de

Deus, e no com sabedoria carnal, mas vivendo

na graa de Deus neste mundo, particularmente para com as Igrejas (v. 12).

De forma que o prprio Paulo era motivo de glria para eles, isto , em quem poderiam se

gloriar em razo do modo despojado como viveu

entre eles, e em grande sinceridade e

simplicidade para lhes pregar o evangelho; assim como seriam a glria de Paulo no dia da

volta do Senhor, por causa da recompensa que

receberia por t-los ganho para Ele (v. 13, 14).

Ele estava lhes escrevendo da Macednia, informando-lhes que em breve iria ter com eles,

e de novo retornaria Macednia, e mais uma vez voltaria a visit-los, quando ento pretendia

seguir em viagem para Jerusalm (v. 15, 16).

Alguns estavam colocando em dvida a sua palavra de que lhes visitaria para colocar em

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ordem as coisas na Igreja de Corinto no seu

devido lugar, porque diziam que ele no ousaria

enfrent-los face a face depois de tudo o que

havia ocorrido naquela Igreja, mas o apstolo lhes lembrou que ele nunca usou de leviandade

para com eles, e que a sua palavra sempre foi

sim, sim, e no, no.

Paulo seguiu a fidelidade de Deus de modo que nunca usou de duas palavras com os corntios

acerca de um mesmo assunto. Se era sim Paulo

nunca disse no.

Tanto ele, quanto Silas e Timteo, quando fundaram aquela igreja e estiveram lhes

pregando o evangelho, nunca usaram de

duplicidade no falar, antes lhes pregaram a Jesus Cristo, no qual sempre houve sim; porque

todas as promessas que h para os cristos em

Deus, tm em Cristo a confirmao de um sim, porque todas sero cumpridas fielmente por

Deus atravs da nossa unio com Seu Filho.

Para a glria de Deus, Paulo e seus cooperadores tiverem o privilgio de ver cumpridas em Corinto tais promessas que tm o Amm por

meio de Cristo.

De modo que Paulo foi ungido por Deus para lhes pregar o evangelho com a confirmao de

Cristo do seu apostolado, fazendo com que os

corntios recebessem o penhor do Esprito

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Santo em seus coraes, atravs da sua

pregao.

Ento, no era por covardia, ou por duplicidade que ele no havia ainda retornado a Corinto,

mas por falta de possibilidade e no de

oportunidade porque fora movido pelo Esprito,