Apostila Brigada de Incendio 16 24 HA Comb Inc e 1 Socoros

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NDICEAssunto TEORIA DO FOGO TRIANGULO DO FOGO MTODOS DE PROPAGAO PROCESSOS DE EXTINO CLASSES DE INCNDIOS EFEITOS DA FUMAA SISTEMAS DE SEGURANA CONTROLE DE PNICO LEIS E DECRETOS EQUIPAMENTOS DE PREVENO E COMBATE A INCNDIOS RESERVATRIOS DE COMBATE A INCNDIOS EXTINTORES DE INCNDIO HIDRANTES ALARMES SPRINKLERS MEIOS DE ESCAPE ILUMINAO DE EMERGNCIA BRIGADAS DE INCNDIOS MEMORIAL DESCRITIVO PLANO DE FUGA NOES DE ENFERMAGEM PRIORIDADES NO ATENDIMENTO ANLISE DO PACIENTE EXAME SUBJETIVO ANLISE PRIMRIA OBJETIVA ANLISE SECUNDRIA OBJETIVA OBSTRUO RESPIRATRIA (ADULTO CONSCIENTE) OBSTRUO RESPIRATRIA (ADULTO INCONSCIENTE) PARADA RESPIRATRIA PARADA CARDIO RESPIRATRIA (ADULTO) ESTADO DE CHOQUE QUEIMADURAS EMERGNCIAS CLINICAS HEMORRAGIAS FERIMENTOS ESPECIAIS FRATURAS CHOQUE ELTRICO ANIMAIS PEONHENTOS Pgina 02 03 06 06 07 07 09 09 09 10 12 14 19 20 20 21 21 22 30 31 32 33 33 33 34 35 37 38 40 41 44 45 48 51 52 53 56 57

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HISTRICO DO FOGO TEORIA PRIMITIVA Na pr-histria, o fogo servia apenas para iluminao e meio de aquecimento para o homem primitivo. Surgia ele das descargas eltricas produzidas por relmpagos. SEGUNDA TEORIA Por volta do sculo XVII, STHALL, lanou a teoria que o fogo possua um elemento extremamente leve, o FLUOGSTICO, sendo o fogo a perda ou liberao desse elemento. TERCEIRA TEORIA Na idade mdia, os ALQUIMISTAS asseguravam que o fogo era um elemento bsico, juntamente com a terra, a gua e o ar. QUARTA TEORIA Sculo XVII, segundo LAVOISIER, o fogo o resultado de um combustvel reagindo com o oxignio, submetido ao de um agente gneo. GENERALIDADES DA COMBUSTO A) O fogo: lgico que para iniciarmos um estudo sobre incndio, indiscutivelmente, precisamos conhecer determinados princpios bsicos sobre fogo. O fogo uma necessidade vida moderna, como sempre foi aos nossos antepassados, desde a Idade da Pedra, quando era usado exclusivamente para aquecimento dos homens das cavernas. Na vida moderna, o fogo, ou, melhor dizendo, a combusto usada para a indstria, para os transportes, para a produo de energia e inmeras outras necessidades indispensveis; usado intensamente tanto no mais humilde lar como na mais complexa indstria. O fogo, quando sob controle sempre de extrema utilidade, entretanto quando foge ao controle do homem transforma-se num agente de grande poder destruidor:: O INCNDIO Na Idade Mdia os alquimistas definiam o fogo como elemento bsico, considerando-o indivisvel, mas modernamente, principalmente aps os estudos de Lavoisier foi que descobriu-se que tratava-se de um fenmeno qumico, denominado Combusto , caracterizado pela presena de luz e calor. Embora a combusto em alguns casos muito particulares ocorra sem a presena de Oxignio, como por exemplo a queima do Antimnio em Atmosfera de Cloro, comumente ela no pode ocorrer sem a presena daquele elemento. Portanto , trata-se de um fenmeno de Oxidao.

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A COMBUSTO. OXIDAO A combinao qumica do Oxignio com o combustvel conhecida como oxidao. O produto resultante o xido . Na oxidao, uma parte da energia qumica transformada em energia trmica. Nas grandes velocidades de oxidao o calor desprendido tal que h surgimento de luz na forma de fogo. FORMAS DE COMBUSTO A combusto classifica-se quanto a velocidade, em: ATIVA LENTA INSTANTNEA ESPONTNEA ELEMENTOS ESSENCIAIS DO FOGO Sendo o fogo uma reao qumica segundo as experincias de Lavoisier, torna-se necessria a existncia de trs elementos para viabilizar o fenmeno. Todos os trabalhos neste sentido so fundamentados na natureza, quantidade, intensidade e dosagem desses elementos que passaremos a denomin-los ELEMENTOS ESSENCIAIS DO FOGO, formando o tringulo da combusto.

1 COMBUSTVEL: o elemento que serve de campo de propagao do fogo, a matria sujeita a transformaes e se divide em quatro grandes grupos: Carbono Hidrognio Enxofre Fsforo

Os combustveis podem apresentar-se nos estados fsicos da matria , slido, lquidos e gasosos; entretanto poucos so os corpos que queimam, ou melhor dizendo, reagem com o Oxignio nos estados slidos ou lquidos. Normalmente, o combustvel para reagir com o Oxignio precisa ser transformado em vapor. O fato de alguns combustveis reagirem com o oxignio no estado slido , como o caso do enxofre e materiais alcalinos (potssio, sdio, magnsio etc) constitui exceo regra. A combustibilidade de um material depende de sua maior ou menor capacidade de reagir com o oxignio sob ao do calor. Os materiais que para queimarem-se necessitam de temperaturas acima de 1000 C so considerados incombustveis para efeito de seguro-incndio. 3

2 COMBURENTE: outro elemento essencial do a combusto e representado pelo oxignio. Este elemento possibilita vida s chamas e intensifica a combusto. Assim que em ambientes pobres de oxignio o fogo no tem chamas e nos locais ricos elas so brilhantes e com elevada temperatura como no caso de maaricos de oxi-acetileno, utilizado para corte e soldagem de materiais. Existem corpos que possuem oxignio na sua composio, liberando-o durante a queima ou em outras reaes, portanto podendo manter a combusto em ambiente confinado, o caso da plvora dos cartuchos de armas de fogo. Normalmente o que atua como comburente no incndio oxignio existente no ar atmosfrico, cuja composio a seguinte: 78% de Nitrognio, elemento neutro que no entra na combusto. 21% de Oxignio, absolutamente necessrio ao processo. 01 % de outros gases da natureza, incluindo-se os gases nobres.

3 AGENTE GNEO: Os principais agentes gneos so: O prprio calor Fogo (chama) Energia mecnica (atrito, choque e compresso) Energia eltrica (centelha) Energia Radiante (raio laser) tambm um dos elementos essenciais combusto, constituindo um dos lados do tringulo do fogo. J nos referimos a ele quando estudamos os combustveis. Segundo o que vimos anteriormente, os combustveis em geral precisam ser transformados em gases para queimaram-se e a quantidade necessria de calor para vaporiz-los varia de corpo para corpo. Assim a gasolina vaporiza a temperaturas abaixo de 0 graus e a madeira e o carvo exigem mais calor e assim sucessivamente. 4 - REAO EM CADEIA Ou transformao em cadeia constitui um assunto bastante complexo e cujos estudos so muito recentes. Por essa razo vamos estud-la sob duas formas, uma mais simples e uma segunda, o fogo tcnico: Como j do seu conhecimento os materiais precisam primeiramente serem aquecidos at gerarem gases ou vapores que combinados com o oxignio do ar, formam uma mistura inflamvel, essa mistura na presena de uma fonte de calor ir se inflamar, gerando maior quantidade de calor, que vai aquecendo novas partculas do combustvel e inflamando-os de uma forma contnua e progressiva, vai sempre gerando maior quantidade de calor. Em resumo, a reao em cadeia o produto de uma transformao gerando outra transformao e que vem se explicar a propagao do fogo ao longo dos combustveis. O fenmeno qumico da combusto uma reao que se processa em cadeia que aps a partida inicial mantida pelo calor produzido durante o processamento da reao. A cadeia de reaes formada durante a combusto propicia a formao de produtos intermedirios instveis, principalmente radicais livres, prontos para se combinarem com outros elementos, dando origem a novos radicais ou a corpos estveis. Assim, nas reas de combusto sempre teremos a presena de radicais livres. A esses radicais livres cabe a 4

responsabilidade da transferncia de energia necessria para a transformao da energia qumica em energia calorfica, decompondo as molculas intactas e dessa maneira uma verdadeira cadeia em reao. A reao em cadeia considerada, pelos estudiosos, o quarto elemento essencial da combusto. Um combustvel, antes de queimar passar por determinados estgios, denominados temperaturas importantes: PONTO DE FULGOR

a temperatura mnima na qual os corpos combustveis comeam a desprender vapores que se incendeiam em contato com uma fonte externa de calor. Entretanto, retirando-se esta fonte externa de calor, a chama no se mantm devido insuficincia na quantidade de vapores. PONTO DE COMBUSTO:

a temperatura mnima, na qual os gases desprendidos dos corpos combustveis, ao entrarem em contato com uma fonte externa de calor entram em combusto e continuam a queimar-se mesmo com a retirada desta fonte externa de calor. Tambm denominado Ponto de Inflamao. PONTO DE IGNIO

a temperatura mnima na qual os gases desprendidos dos combustveis entram em combusto apenas pelo contato com o oxignio do ar, independentemente de qualquer fonte de calor. Inmeros fatores so envolvidos para determinar o ponto de ignio, como tamanho, forma da partcula, local onde ocorreu a queima, porcentagem e concentrao dos gases ou vapores (misturam com o ar, intensidade e durao do aquecimento, catalisadores, efeitos dos materiais estranhos etc). Na tabela abaixo damos os pontos de fulgor e de ignio de alguns principais materiais existentes em indstrias e na vida domstica: COMBUSTVEL PONTO DE FULGOR Gs Natural gs Gasolina -42 Hidrognio gs Metano gs leo lubrificante Mineral 149/232 leo de Soja 282 Parafina 199 Querosene 38 Obs: Temperaturas em Graus Celsius. explosivas. O calor provoca efeitos fsicos e qumicos nos corpos e fisiolgicos quando atua nos seres vivos e vegetais. A teoria moderna do calor explica que devido ao seu efeito as partculas que compem os tomos dos corpos entram em movimento sob sua ao, intensificando-o de acordo com a elevao da temperatura. Portanto o calor a energia cintica dos tomos. 5 PONTO DE IGNIO 483 208 400 540 260/371 445 245 210

Os combustveis gasosos queimam imediatamente e formam com o ar misturas

MTODOS DE PROPAGAO DE CALOR 1 - CONDUO: Processo pelo qual o calor transmitido diretamente de matria para matria e de molcula para molcula, isto , sem intervalos entre os corpos. Por exemplo, a transmisso de calor em barras de objetos metlicos. 2 CONVECO: o processo pelo qual o calor transmitido atravs de circulao do meio transmissor: gs ou lquido. o caso de transmisso de