1a Parte Economia Internacional Unifor.2014.2

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Principios de Economia Internacional

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  • ECONOMIA INTERNACIONAL

    1 PARTE

    Prof: HENRIQUE MARINHO

    henrique.jorge@unifor.br

    Fones: (85) 3477-3195

    9983-6445

    AGOSTO/2014

    Fundao Edson Queiroz Universidade de Fortaleza UNIFOR Cursos de Economia e Comrcio Exterior

  • PERFIL DO FACILITADOR

    HENRIQUE JORGE MEDEIROS MARINHO

    Economista, formado pela UFC em 1975. Mestrado em Economia pelo CAEN/UFC e Mestre em Negcios Internacionais pela Universidade de Fortaleza

    Scio Diretor da C&M Consultoria Econmico e Financeira e Servidor aposentado do Banco Central do Brasil

    Coordenador do Curso de Economia da UNIFOR e Leciona nos cursos de Economia e Comrcio Exterior, desde 1977, e tambm leciona na Ps-graduao

    Presidente do Conselho Regional de Economia- CORECON/CE- 8 Regio, para o mandato de 2013 e 2014

    Fundao Edson Queiroz Universidade de Fortaleza UNIFOR Curso de Economia e Comrcio Exterior

  • PERFIL DO FACILITADOR

    HENRIQUE JORGE MEDEIROS MARINHO

    autor dos livros : Teorias do Comrcio Internacional e Poltica

    Comercial. Ed. Cincia Moderna. RJ. 2011;

    O Estudo das Relaes Internacionais: Teorias e

    Realidade. Ed. Aduaneiras. S.P. 2008;

    Economia Monetria: Teorias e a Experincia Brasileira, pela Editora Cincia Moderna. RJ.2007;

    Poltica Cambial Brasileira. Ed. Aduaneiras. S.P. 2003;

  • CONTEDO PROGRAMTICO

    TEORIAS CLSSICAS E MODERNAS, Teoria clssica e moderna do comrcio internacional: Vantagens Absolutas, Comparativas e de Fatores, Vantagem Competitiva, Imperfeies de Mercado, Concorrncia Monopolista e Economias de Escala.

    POLTICA COMERCIAL: Protecionismo, Tarifas, Dumping, Salvaguardas, Controles e Organizao Mundial do Comrcio (OMC), Fundo Monetrio Internacional (FMI)

    BALANO DE PAGAMENTOS: Conceituao e Polticas de Ajustamento, Balano de Pagamento no Brasil e seus ajustamentos. Indicadores de Vulnerabilidade externa

    REGIMES CAMBIAIS: Taxas Fixas e Flutuantes, Padro Ouro, Bretton Woods, Paridade do Poder de Compra, Poltica Monetria e Mercado Externo

    POLTICAS MACROECONMICAS: Anlise IS/LM/BP, Teoria da Paridade dos Juros, Juros x Cmbio

    GLOBALIZAO: Blocos Econmicos: NAFTA, UNIO EUROPEIA, MERCOSUL, BRICS.

  • BIBLIOGRAFIA BSICA

    KRUGMAN, Paul R e Maurice Obstfeld-Economia internacional: Teoria e Poltica. 6. ed. So Paulo. Pearson Educatins. 2007.

    MARINHO, Henrique- Teorias do Comrcio Internacional e Poltica Comercial. Ed. Cincia Moderna. RJ. 2011.

    CARVALHO, Maria Auxiliadora e Cesar Roberto Leite da Silva- Economia Internacional. Ed. Saraiva. S.P. 4Ed. 2007.

    Textos disponveis no UNIFOR on line

  • METODOLOGIA:

    Aulas expositivas e Leitura dirigida;

    Discusso de temas: individual e em grupo.

    AVALIAO:

    1 NP: Nesta etapa ser realizada apenas uma avaliao parcial para a Nota do 1 NP, acrescentada de um trabalho individual em sala de aula

    22/09 - Prova do 1 NP

    29/09 - Prova de 2 Chamada do 1 NP

    2 NP: Nesta etapa sero realizadas duas avaliaes parciais e a Nota do 2 NP ser calculada pela mdia aritmtica das provas parciais.

    13/10 - 1 Prova do 2 NP

    17/11 - 2 Prova do 2 NP

    01/12 Prova de 2 Chamada do 2 NP

    METODOLOGIA DO CURSO E AVALIAO

    Fundao Edson Queiroz Universidade de Fortaleza UNIFOR Curso de Comrcio Exterior

  • A importncia do Comrcio Exterior

    Vender excedentes da produo

    Aumentar a capacidade produtiva do pas

    Obter economia de escala na produo

    Comprar produtos de melhor qualidade

    Complementar oferta de produtos que o pas no tem capacidade ou tecnologia para produzir

    Produzir mais que a capacidade do mercado interno os produtos que pas tenha melhor competitividade

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    MERCANTILISMO Viso da riqueza e do poder de uma nao

    As naes seriam mais ricas quanto maiores fossem sua populao e seu estoque de metais preciosos

    O Estado devia prover o bem estar da populao, estimular o comrcio, indstria e favorecer as exportaes

    A elevao das exportaes possibilitava o incremento do volume de metais preciosos do pas, porque eram pagas com ouro e prata

    O crescimento do estoque de meios de pagamento de um pas depende da produo das minas nacionais ou do supervit na balana comercial

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    David Hume Autor da hiptese que suplantaria os argumentos mercantilistas em

    favor do supervit comercial (hiptese do preo-fluxo de metais preciosos).

    Hume, assim como os mercantilistas, acreditava que um supervit comercial levaria necessariamente transferncia de metais preciosos para o pas superavitrio. Todavia, acreditava que tal transferncia levaria no ao crescimento da riqueza de um pas, e sim ao crescimento dos preos dos produtos produzidos domesticamente.

    O aumento do nvel domstico de preo teria como consequncia fazer com que as exportaes desse pas ficassem relativamente mais caras, reduzindo a procura delas no exterior.

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    TEORIA DAS VANTAGENS ABSOLUTAS Adam Smith, em 1776 Investigao Sobre a Natureza e as Causas

    da Riqueza das Naes

    Cada nao deve concentrar seus esforos na produo do bem que consegue produzir em melhores condies

    A riqueza das naes o resultado do aumento da produtividade do trabalho, que consequncia da diviso do trabalho

    Pelo comrcio internacional um pas exporta as mercadorias que consegue produzir mais barato que os demais e importa aqueles que produz mais caro.

    Horas Trabalhadas

    PAS BEM X BEM M

    A 2 3

    B 3 2

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    TEORIA DAS VANTAGENS ABSOLUTAS Horas Trabalhadas

    Pas Bem M Bem X A 2 3 B 3 2

    O Pas A se especializa na produo e exportao do bem M, que produz com maiores vantagens absolutas O Pas B se especializa na produo e exportao do bem X, que produz com maiores vantagens absolutas

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    TEORIA DAS VANTAGENS ABSOLUTAS DE ADAM SMITH

    Um pas exporta se ele produz a custos mais baixos que outros, isto , se ele apresenta Vantagem Absoluta.

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    David Ricardo, em 1817: Princpios de Economia Poltica e Tributao

    O comrcio bilateral sempre mais vantajoso

    As trocas dependem das quantidades relativas de trabalho para produzir dois produtos em dois pases

    O modelo de comrcio internacional implica na especializao de cada pas na exportao do produto que tem vantagem comparativa

    O Modelo pressupe que:

    Comrcio entre dois pases com dois produtos

    Considera apenas um fator de produo, o trabalho

    Existe diferena tecnolgica em diferentes pases

    A balana comercial est sempre em equilbrio e o custo de transporte zero

    Considera rendimentos constantes de escala

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    TEORIA DAS VANTAGENS COMPARATIVAS DE RICARDO

    O pas A tem vantagem comparativa na produo de M > Seu custo 2/5 = 0,4 > 40% do custo em B

    O custo de produzir X 3/4 = 0,75 > 75% do custo de B

    PORTANTO: O pas A tem vantagem comparativa a B em produzir o Bem M, menor do que seu custo relativo de produzir X

    Horas Trabalhadas

    PAS BEM M BEM X

    A 2 3

    B 5 4

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    De acordo com Ricardo:

    Um pas no precisa ter vantagem absoluta na produo de qualquer mercadoria para que o comrcio internacional entre ele e outro pas seja mutuamente benfico.

    Vantagem absoluta significava maior eficincia de produo ou o uso de menos trabalho na produo.

    Dois pases poderiam beneficiar-se com o comrcio, se cada um tivesse uma vantagem relativa na produo.

    Vantagem relativa significa que a razo entre o trabalho incorporado s duas mercadorias diferia entre dois pases, de modo que cada um deles poderia ter, pelo menos, uma mercadoria na qual a quantidade relativa de trabalho incorporado seria menor do que a de outro pas.

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    TEORIA DAS VANTAGENS COMPARATIVAS DE DAVID RICARDO

    Os pases exportaro os bens nos quais tm maior vantagem comparativa na sua produo e

    importaro os bens nos quais apresentem menor produtividade, ou seja, no tm vantagem

    comparativa na sua produo.

  • Crticas de Krugman ao Modelo de Ricardo

    Prev um grau extremo de especializao no existente no mundo real

    Supe no existncia de efeitos diretos sobre a distribuio de renda

    No reconhece que as diferenas de recursos entre pases so as causas do comrcio

    Ignora as economias de escala como estmulo ao comrcio

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    TEORIA DA DOTAO DE FATORES DE HECKSCHER OHLIM:

    um pas exportar o produto que usa de forma intensiva o fator que relativamente abundante domesticamente

    A especializao internacional determinada pelas diferenas internacionais nas dotaes relativas de fatores de produo

    A hiptese do rendimento de escala crescente

    O modelo considera que os dois pases produzem dois bens a partir de dois fatores. A tecnologia de produo idntica nos dois pases e os consumidores tm as mesmas preferncias

  • TEORIA CLSSICA DO COMRCIO INTERNACIONAL

    TEORIA DA DOTAO DE FATORES DE HECKSCHER OHLIM:

    As teorias clssicas se apiam no custo comp