Apostila Futsal Pablo

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E CENTRO UNIVERSITRIO DE BELO HORIZONTE

E CENTRO UNIVERSITRIO DE BELO HORIZONTE

DISCIPLINA: FUTSAL

PROFESSOR: Pablo Ramon Coelho de Souza

Esta apostila refere-se ao contedo posterior Avaliao Intermediria de Aprendizagem (AIA)

Da capacidade de jogo ao treinamento ttico no futsal

A capacidade de jogo caracterizada pela prtica de situaes que so tpicas aos jogos esportivos coletivos, devido s caractersticas que as diferentes modalidades apresentam em comum, tais como: relaes de oposio (adversrios) e cooperao (colegas); objeto de jogo (bola), espao , objetivo e regulamento.

Para o desenvolvimento da capacidade de jogo importante observar que, determinados aspectos tticos dos esportes coletivos so comuns a todos eles. Por exemplo: a progresso com a bola, sair da marcao ou desmarcar-se, ou seja, aspectos bsicos da ttica individual, so comuns ao futebol de campo, ao handebol, ao basquetebol etc. A tabela, o cruzamento ou overlap, as cortinas ou bloqueios, so aes tticas de grupo que tambm aparecem em todos os jogos esportivos coletivos, mesmo no voleibol, onde s vezes existem algumas aes diferenciadas.

importante destacar que essas aes tticas possuem e requisitam da criana uma organizao cognitiva semelhante, sendo ainda mais interessante que esta organizao, este conhecimento ttico pode ser estimulado desde as brincadeiras na infncia. Um fator relevante nesse processo de ensino-aprendizagem-treinamento a necessidade de desenvolver na criana o interesse a motivao para a soluo de problemas / tarefas motoras, sendo que este objetivo paralelamente estimule a criana a melhorar sua capacidade de tomar decises.

Para que se possa tomar uma deciso sendo que no esporte sempre ser uma deciso ttica - existem alguns momentos que antecedem a concretizao da ao. A dvida sobre o que fazer anterior questo do como fazer. O que fazer, est caracterizado pelo nvel de desenvolvimento da ttica do indivduo. O como fazer, caracterizado pelo nvel de rendimento da tcnica do indivduo.

Ao se trabalhar com a criana, em determinadas situaes do jogo, o praticante no ter sucesso na realizao de certas aes. Muitas vezes, isto ocorre pela falta de conhecimento ttico e, no somente pela falta ou pelo erro da tcnica!.

Deste modo, a criana precisa aprender a executar e dominar, o gesto tcnico, mas fundamentalmente tambm, conhecer o funcionamento do jogo, as suas regras tticas, as relaes quando-ento, enfim as suas caractersticas tticas.

Sendo assim a ttica ou o que fazer ocupa, portanto, um papel preponderante, pois procura-se usufruir, da maneira mais apropriada de todos os meios e comportamentos permitidos nas regras especficas dos esportes, para tornar possveis a suas aes e limitar as do adversrio.

Apresenta-se uma classificao da ttica em relao a sua funo e caracterstica:

Funo: diz respeito as aes do atleta na situao de ataque ou defesa, determinadas pela posse ou no da bola.

Caracterstica: diz respeito ao nmero de atletas envolvidos na ao, podendo ser individual, de grupo ou coletiva.

a) individual - ocorre quando um jogador, atravs da aplicao de uma tcnica em uma situao de jogo, visa atingir um objetivo determinado. No futsal, pode ser exemplificado pela sua capacidade de saber quando utilizar um chute, drible ou passe em uma situao de ataque;

b) grupo: so aes coordenadas entre dois ou trs jogadores, atravs de uma sequncia de tcnicas individuais, visando um objetivo comum. No futsal, seria a utilizao de um cruzamento, bloqueio ou tabela, visando finalizar a gol.

c) coletiva: elaborao de aes simultneas, envolvendo trs ou mais jogadores, conforme um plano de ao geral em relao ao objetivo visado. No futsal, seriam os rodzios ou a marcao individual meia-quadra, onde todos os jogadores envolvidos executariam aes coordenadas visando uma organizao geral do jogo.

ATAQUEDEFESA

TTICA INDIVIDUAL

Quando passar, driblar, chutar, conduzir e desmarcarINDIVIDUAL

Quando acompanhar, antecipar, desarmar e recuar

TTICA DE GRUPO

Tabela

Cruzamento

BloqueioTTICA DE GRUPO

Cobertura

Troca de Marcao

Ajuda

TTICA COLETIVA

Sistemas de ataque e aes ofensivas (com jogadores de linha e com o goleiro)

Contra-ataque

Situaes de Bolas ParadasTTICA COLETIVA

Sistemas de Defesa (quanto ao tipo, quanto ao espao de jogo e quanto intensidade)

Marcao de Contra-ataque

Marcao de Bolas Paradas

Exemplos ofensivos do que se deve perceber para tomar decises que impliquem em tticas individuais (quando conduzir, chutar, driblar, etc) ou tticas de grupo (tabela, cruzamento e bloqueio):

O QUE FAZER?

O QUE PERCEBER?

(Sinais relevantes)

Conduo

local da quadra;

a relao espacial entre a bola e o executante;

caracterstica e comportamento do adversrio;

Chute local da quadra;

a relao espacial entre a bola e o executante;

caractersticas e comportamento do goleiro;

caracterstica e comportamento do adversrio;

Drible

local da quadra;

a relao espacial entre a bola e o executante;

caracterstica e comportamento do adversrio;

situao do jogo;

Passe

local da quadra;

relao espacial entre a bola e o executante;

posio do adversrio;

caractersticas do adversrio;

posio do companheiro;

caractersticas do companheiro

situao do jogo;

Tabela todos os aspectos referentes ao passe;

espao para deslocamento de quem vai receber a devoluo;

acompanhamento do defensor;

Bloqueio

local da quadra;

comportamento do adversrio;

comportamento do colega;

Cruzamento

local da quadra;

comportamento do adversrio;

comportamento do colega;

ILUSTRAES/EXEMPLOS DE ALGUMAS TTICAS DE GRUPO DEFENSIVAS:

Troca de marcao

Ajuda

TTICA COLETIVA OFENSIVA

Apesar do dinamismo existente e do desaparecimento gradativo da especializao, h na literatura deste esporte, uma diviso em relao s posies dos jogadores e caractersticas principais:

a) Goleiro: um elemento de importncia cada vez mais reconhecida. A possibilidade de realizar o balano defensivo, particularmente se inserido em equipas de caractersticas claramente ofensivas, assim como pelo fato de se assumir como o primeiro elemento da estratgia ofensiva, em especial no lanamento de rpidos contra-ataques, tornam o goleiro, um dos mais privilegiados jogadores de qualquer equipe. Deve possuir boa colocao, agilidade, ousadia, flexibilidade e ateno.

b) Fixo: o jogador, geralmente, mais recuado, exceo do goleiro, predominando a funo de defesa sobre a de atacante finalizador. Deve apresentar senso de distribuio de jogo, bom passador e coordenador das jogadas.

c) Alas: podem denominar-se direito ou esquerdo, segundo a posio que ocupam na quadra. A lateralidade dos jogadores determina a existncia de um lado dominante e outro fraco (por exemplo: o jogador esquerdo, na ala direita, ter como lado dominante o centro, e fraco a ala), o que leva a considerar a dupla opo de jogar por ambas as alas. Devem apresentar bom preparo fsico, boa conduo de bola e saber explorar espaos vazios.

d) Piv: um jogador que se caracteriza pela sua posio mais avanada e que, muitas vezes, joga de costas para a baliza. Predomina no jogo ofensivo e, sobretudo finalizador. Deve ser forte no jogo 1x1 e/ou saber distribuir as jogadas, podendo tambm realizar aes de finalizao.

SISTEMAS DE JOGO

Sistema 2-2

Consiste em dois jogadores posicionados na meia quadra defensiva e outros dois na meia quadra ofensiva. Este sistema mais utilizado em faixas etrias menores, devido ao baixo de nvel de complexidade e facilidade de execuo.

Sistema 2-1-1

Consiste em uma variao do sistema anterior, porm com dois jogadores posicionados na meia quadra defensiva, um terceiro posicionado na altura da linha central prximo a lateral e o quarto na meia quadra ofensiva, prximo ao penalte. Sua aplicao tambm simples, sendo tambm utilizado nas faixas etrias menores.

Sistema 3-1

Surgiu a partir do sistema 2-1-1, porm, consistindo em ter o fixo posicionado na altura da marca de penalidade mxima de sua quadra defensiva, com os alas abertos nas laterais um pouco mais a frente, ainda na meia quadra defensiva, e o piv posicionado na meia quadra ofensiva prximo marca de penalte. um sistema com um nvel de complexidade maior, visto as possibilidades de movimentaes e aes destes jogadores envolvidos.

Sistema 1-3

Consiste de trs jogadores posicionados na meia-quadra adversria, procurando atrair a marcao dos jogadores adversrios correspondentes, criando espaos para que o jogador mais recuado possa efetuar o drible no seu marcador e criar uma situao de superioridade numrica. Usado em situaes extremas pois implica num risco muito grande para a equipe que adota este sistema.

Sistema 3-2

Consiste na ao de um goleiro com boa qualidade de trabalho com os ps, dois jogadores posicionados prximos ao meio da quadra e outros dois prximos rea do adversria. Este sistema visa criar superioridade numrica objetivando a finalizao ao gol adversrio ou melhorar a posse de bola.

Sistema 4-0

Consiste no posicionamentos dos quatro jogadores de linha prximos lateralmente, visando trazer o adversrio para sua meia-quadra de defesa, em busca de explorar o espao vazio na meia-quadra de ataque da equipe de posse de bola

Aes ofensivas Com atletas de linha

Rodzio de trs

Surgiu como necessidade de suprir a deficincia causada pela pouca mobilidade dos sistemas estticos anteriores. Consiste numa