SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE SÃO .Anexo 2 - Planilha de Casos de Diarréia - Impresso I Anexo

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  • SECRETARIA DE ESTADO DA SADESO PAULO

  • ANO 2002

    GOVERNADOR DO ESTADO DE SO PAULOGERALDO ALCKIMIN

    SECRETRIO DE ESTADO DA SADEJOS DA SILVA GUEDES

    COORDENADOR DOS INSTITUTOS DE PESQUISA - CIPJOS DA ROCHA CARVALHEIRO

    DIRETOR TCNICO DO CENTRO DE VIGILNCIA EPIDEMIOLGICAPROFESSOR ALEXANDRE VRANJAC - CVE/SES-SPJOS CSSIO DE MORAES

    DIVISO DE VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA DAS DOENAS DE TRANSMISSOHDRICA E ALIMENTAR - CVE/SES-SPMARIA BERNADETE DE PAULA EDUARDO - Coordenao geralELIZABETH MARIE KATSUYAJOCELEY CASEMIRO DE CAMPOSMARIA LCIA ROCHA DE MELLONDIA PIMENTA BASSIT

    Este manual um resumo elaborado a partir dos Manuais de Monitorizao das DoenasDiarricas Agudas, editados em 1999, pelo CENEPI/Fundao Nacional deSade/Ministrio da Sade, com adaptaes para a realidade do estado de So Paulo.

    Manual disponvel no site http://www.cve.saude.sp.gov.br, em Doenas Transmitidas por Alimentos

  • MONITORIZAO DAS DOENASDIARRICAS AGUDAS

    - MDDA -

    NORMAS E INSTRUES

    - 2002 -

  • SUMRIO

    Apresentao

    1. Descrio da doena 1

    2. Objetivos da MDDA 2

    3. Caractersticas da MDDA 3

    4. Como calcular o nmero de unidades de sade para a MMDA 4

    5. Quais critrios utilizar para a escolha das unidades de sade para a MMDA 5

    6. Seleo de variveis 5

    7. Instrumentos de coleta e registro de dados 6

    7.1. Planilha de Casos de Diarria - Impresso I 6

    7.2. Distribuio dos casos de diarria por faixa etria, plano de tratamento e

    procedncia - Impresso II 8

    7.3. Notificao de casos de diarria - Impresso III 8

    7.4. Relatrio Trimestral - Distribuio dos Casos de Diarrias Registrados nas

    Unidades Monitorizadoras - Impresso IV 9

    8. Fluxos e prazos de envio das informaes 9

    9. Definies de competncias 11

    10. Avaliao 11

    11. Bibliografia consultada 12

    Anexos

    Anexo 1 - Quadros auxiliares para o diagnstico diferencial das diarrias 15

    Anexo 2 - Planilha de Casos de Diarria - Impresso IAnexo 3 - Distribuio dos Casos de Diarria por faixa etria, plano de tratamentoe procedncia - Impresso II 25Anexo 4 - Planilhas Quadriculadas para Grficos de MDDA 29Anexo 5 - Notificao de Casos de Diarria - Impresso III 33Anexo 6 - Relatrio Trimestral - Distribuio dos Casos de Diarria Registradosnas Unidades Monitorizadoras - Impresso IV 43

  • Apresentao

    Este manual tem como objetivo sistematizar o conhecimento sobre a

    diarria e fornecer orientaes tcnicas bsicas para os profissionais de sade

    envolvidos no atendimento doena e s equipes de vigilncias

    epidemiolgicas e autoridades de sade responsveis pelo seu monitoramento,

    controle e preveno.

    Se de um lado a diarria reconhecida como uma importante causa no

    quadro de morbi-mortalidade do pas, de outro, a implantao de um sistema

    para sua vigilncia tem encontrado vrias dificuldades. Primeiramente, sua

    incidncia elevada impe desafios concretos para seu registro; em segundo

    lugar, a inobservncia da obrigatoriedade de notificao de surtos e a

    aceitao tanto de parte da populao como de profissionais de sade de que

    a ocorrncia da diarria fato "normal" tm contribudo para o insucesso no

    seu controle e para a instalao de surtos de grandes propores.

    Cabe ressaltar, contudo, que o perfil epidemiolgico das doenas

    diarricas nos dias de hoje vem se alterando, tendo em vista, principalmente, o

    surgimento de novos patgenos denominados emergentes. As diarrias que

    causavam a desidratao com complicaes decorrentes do atendimento

    inadequado ou da falta de atendimento e que tiveram, no passado ainda

    recente, reduo drstica com a implantao de programas como o da TRO -

    Terapia da Reidratao Oral, hoje, devido aos patgenos emergentes podem

    provocar graves manifestaes clnicas, bitos e seqelas resultantes de suas

    potentes toxinas, alm da alta capacidade alastradora de vrios de seus

    patgenos, que requerem medidas e monitoramentos mais rgidos para seu

    controle.

    fato que, com a introduo de medidas de saneamento bsico, obteve-

    se em todo o mundo, incluindo-se os pases em desenvolvimento, um declnio

    importante das taxas de mortalidade e de morbidade por Doenas Infecciosas

    e Parasitrias, que eram veiculadas principalmente pela gua contaminada e

    devido ausncia de esgotos.

    Ainda que as antigas doenas caracterizadas como doenas da pobreza

    e decorrentes da ausncia de saneamento bsico possam ser encontradas em

  • regies rurais e pontos da periferia urbana, onde as condies de vida so

    ainda bastante precrias, as diarrias nos dias atuais tm tido como principal

    fonte de veiculao os alimentos.

    Alguns fatores so apontados como determinantes para que o alimento

    seja considerado a principal fonte de veiculao de doenas: a) o

    desenvolvimento econmico e a globalizao do mercado mundial favoreceram

    a disseminao dos micrbios; b) as modificaes no estilo de vida com a

    crescente utilizao de alimentos industrializados e pela mudana de hbitos

    consumindo-se refeies fora de casa; c) os prprios processos tecnolgicos

    de produo que podem propiciar condies para o surgimento de novos

    patgenos como o uso indiscriminado de antimicrobianos na criao de

    animais, o uso de raes industrializadas, ou processos industriais de

    preparao do alimento; d) o aumento do consumo de alimentos "frescos" ou

    "in natura" ou crus, alm da, f) intensa mobilizao mundial das populaes,

    atravs das viagens internacionais, dentre outros.

    Assim, no somente as metrpoles, refletindo mais caracteristicamente

    os problemas da globalizao da economia e da urbanizao sem

    planejamento, mas tambm os municpios pequenos, aparentemente distantes

    dos novos problemas, vm apresentando em seu perfil epidemiolgico, os

    novos patgenos com surtos de grandes propores representados pelas

    salmoneloses, criptosporidioses, ciclosporases, ou por enteroviroses

    provocadas pelos vrus Norwalk ou Rotavrus, dentre outros.

    Acrescente-se a isto, as diarrias sanguinolentas, causadas pela E.coli

    O157:H7 e por outras bactrias produtoras de toxina tipo Shiga que podem

    causar sndromes gravssimas como a sndrome hemoltico-urmica (SHU) e a

    prpura trombocitopnica trombtica (PTT).

    Este manual, elaborado a partir da proposta de Monitorizao das

    Doenas Diarricas Agudas, pelo Centro Nacional de Epidemiologia -

    CENEPI/FUNASA/MS, para todo o territrio nacional, e da experincia de

    implantao do sistema no estado de So Paulo, constitui-se em

    documento bsico para as equipes de vigilncias sade e para as

    unidades de sade que atendem diarria, contendo, alm de orientaes

    tcnicas, os formulrios e fluxos de informaes para o desenvolvimento a

    contento do programa.

  • Pretende-se assim contribuir para a melhoria da notificao e da

    avaliao dos dados de diarria e estabelecer mais precisamente os

    critrios de implantao ou implementaes do sistema e seu papel, o que

    deve possibilitar conhecer melhor o impacto da doena diarrica no estado

    de So Paulo e trazer parmetros mais adequados para as medidas de

    controle e preveno de surtos e epidemias.

    Nossos agradecimentos especiais aos estagirios do Programa de

    Aprimoramento Profissional em Epidemiologia das Doenas Transmitidas

    por Alimentos, convnio FUNDAP e CVE/SES-SP, dos anos de 2000 e

    2001 e aos alunos do I Curso de Especializao em Epidemiologia Aplicada

    s Doenas Transmitidas por Alimentos, convnio Faculdade de Sade

    Pblica/USP e CVE/SES-SP, do ano de 2000, que participaram dos

    treinamentos para as DIRS e Municpios, discutindo os formulrios,

    captando as crticas, reelaborando os textos bsicos e assim contribuindo

    para o aperfeioamento deste documento.

    DIVISO DE DOENAS DE TRANSMISSO HDRICA E ALIMENTAR

    CENTRO DE VIGILNCIA EPIDEMIOLGICA "PROF. ALEXANDRE VRANJAC"

  • 1. Descrio da doena

    A diarria aguda uma sndrome clnica de diversas etiologias que se

    caracteriza por alteraes do volume, consistncia e freqncia das fezes,

    mais comumente associada com a liquidez das fezes e o aumento no nmero

    de evacuaes.

    Com grande freqncia costuma ser acompanhada de vmitos, febre,

    clicas e dor abdominal. Algumas vezes pode apresentar muco e sangue

    (disenteria). Em geral auto-limitada, isto , tende cura espontaneamente,

    com durao de 2 a 14 dias, e sua gravidade depende da presena e

    intensidade da desidratao e do tipo de toxina produzida pelo patgeno que

    pode provocar outras sndromes.

    Representa um sintoma de infeco que pode ser causada por

    diferentes bactrias, vrus e parasitas ou outros agentes entricos. Doenas

    diarricas especficas como clera, shigueloses, salmoneloses, infeces por

    Escherichia coli, yersinioses, giardases, campilobacterioses, criptosporidioses,

    ciclosporases, gastroenteropatias virais e outras que no estaro sendo

    tratadas neste documento, mas, encontram-se descritas em detalhe no Manual

    de Doenas Transmitidas por Alimentos, o INFORME NET DTA, disponvel na

    internet, no site http://www.cve.saude.sp.gov.br, em doenas transmitidas por

    alimentos, ou nos manuais especficos.

    A diarria tambm pode ocorrer associada com outras doenas

    infecciosas como a malria e o sarampo, podendo ser causada por agentes

    qumicos, fungos, induzida por antibiticos, ou por toxinas produzidas por

    determinados microorganismos.

    Estimativas apontam que mais de 4 milhes de crianas no mundo,

    menores de 5 anos, principalmente nos pases em desenvolvimento vo a

    bito, devido diarria infecciosa aguda. No Brasil, apesar das limitaes do