MAIS PREZA 29-06

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    06-Mar-2016
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Edição #50 Mais Preza - 29/06

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  • Uma das figuras mais carim-badas das turmas universitrias aquela que est sempre recla-mando das cadeiras, das aulas ou dos professores. No gosta disso, no curte aquilo e todo aquele mimimi. Para uns, puro can-sao ou estresse, mas, para ou-tros, um atestado de que algo est errado. Seja por falta de in-formao ou de vocao, todo se-mestre tem muita gente se dan-do conta que no est cursando o que gosta.

    Foi assim que aconteceu com Daiane Dornelles. S que ela no mudou de curso uma vez; a es-tudante, de 20 anos, est na sua terceira faculdade. Primeiro eu me identificava com a descrio de Nutrio, mas as aulas sem aprendizagem prtica comea-ram a me irritar. Depois, pensei que deveria escolher a minha profisso pelas habilidades que tinha e cursei um semestre de Cincias Econmicas. No dia a dia das aulas, eu vi que curio-samente a faculdade envolvia muita histria e desisti. Daiane acertou o pulo quando, final-mente, escolheu a Administra-o. Eu at j tinha pensado em ser administradora, mas tinha

    um pouco de medo porque o mercado est cada vez mais sa-turado. Hoje sei que sempre vai ter lugar para quem se puxar de verdade, revela. Ela j est no terceiro semestre, no segundo estgio, e cada vez mais apaixo-nada pelo curso.

    S que nem sempre esse troca-troca simples assim para todo mundo. Pode faltar coragem, informao ou, simplesmente, sobrar indeciso. No a toa que grupos como o Ncleo de Apoio ao Estudante da Ufrgs fazem tanto sucesso entre a gurizada da universidade. O projeto apoia e orienta os alunos que esto in-satisfeitos com a escolha que fi-zeram. A gente conversa, tenta entender os interesses deles e, ao mesmo tempo, levar o conhe-cimento real do que significa na prtica cada profisso, explica a coordenadora do Ncleo, Maria Clia Lassance. S neste ano, os encontros j reuniram cerca de 300 alunos. Dessa turma toda, 70% pediram transferncia ou iro prestar vestibular novamen-te. E Maria Clia arrisca em dizer: esses jovens costumam fazer a escolha profissional sem conhe-cer a fundo tudo o que a envolve.

    5 0#

    E agora, #comofaz?A Gabriela Rosado a da foto tem 21 anos e

    sempre adorou assistir a programas do canal de TV a cabo National Geographic. Na hora de escolher o curso para ingressar na faculdade no teve dvidas: Geografia, bvio. Um ano se passou e, no terceiro semestre, veio o choque de realidade. As aulas comearam a ter um nvel de aprofundamento que eu nunca tinha pensado e os assuntos foram ficando cada vez mais complexos. Percebi que o meu amor pelo tema seria facilmente suprido assistindo a programas na TV e que, na verdade, a profisso no era exatamente como eu imaginava, conta. Da em diante, Gabriela se achou na Arquitetura. Depois da crise por largar a primeira faculdade, viu que hbitos como amar reformas, adorar pintar a casa e colecionar revistas com o tema construo, indicavam a profisso, agora, sim, certa.

    Muita gente pensa que com a facilidade de acesso informao, os jovens tendem a se aprofundar mais sobre o que realmente almejam para a vida profissional. Ledo engano. Sobra informao, mas falta conhecimento. Para Maria Clia, a grande quantidade de dados expostos em todas as mdias possveis no supre a necessidade dos pr-universitrios, pelo contrrio, pode embananar ainda mais. Eles tm muita oferta e sabem de forma bem bsica sobre muitas profisses. O conhecimento sobre o curso de forma profunda, s vezes, nem o prprio convvio com professores e o dia a dia da aula proporciona, explica. Mas calma, tambm no preciso pnico. Quem passou pela experincia do troca-troca garante que conversar com profissionais e estudantes da rea e pedir a real, muitas vezes pode ser a luz no fim do tnel.

    Tars

    ila

    Per

    eira

    c o m p o r t a m e n t o m s i c a c u l t u r a i n t e r n e t c a r r e i r a c i n e m a m o d a a g i t o

    PORTO ALEGRE,SEXTA-FEIRA,29 de junhode 2012

    SINTOMAS de quem trocou de cursoP

    G.2 FRIAS

    no Falando umas VerdadesPG.

    3 GRUNGE universitrio?P

    G.4

  • Essa pergunta do ttulo o mote de um vdeo mui-to bacana divulgado semana passada pela agncia especializada em tendncias de consumo de compor-tamento jovem, a Box 1824. A apresentao reflete, em sntese, o que voc acabou de ler na nossa capa. O estu-do caracteriza os jovens de hoje, os millennials (ou ge-rao Y), como pessoas movidas essencialmente pela paixo. A comparao feita no vdeo com geraes an-teriores mostra que, diferente dos baby boomers, que buscavam estabilidade em primeiro lugar, e da gerao X, que pretendia ficar rica enquanto jovem, os millen-nials vasculham opes profissionais em que possam associar suas paixes com o trabalho. Ou seja, para a gurizada, atualmente, muito mais importante estar fazendo o que gosta, em uma ocupao que esteja alia-da a suas afinidades, do que levar adiante uma carreira apenas em busca de estabilidade. a gerao em que o prazer determina a realizao profissional. T a fim de assistir ao vdeo na ntegra? Passa l no maispreza.com.br que publicamos em um dos nossos posts!

    2 S e x t a - f e i r a , 2 9 d e j u n h o d e 2 0 1 2

    Sintomas

    Rep

    rodu

    o/

    Box

    1824

    Voc est fazendoo que ama? Preguia > Burrice

    Salvo excees, eu considero que a pre-guia um problema muito mais comum nas pessoas do que a burrice. Explico-me. O ser humano vive (e muito bem) procurando sair o menos possvel da zona de conforto. Isso vale para a relao com a famlia, na-morada, marido, no trabalho, com os ami-gos. Acredito que, na grande maioria das vezes, as pessoas tm preguia de fazer a coisa certa, tm preguia de pensar e en-tender certas coisas. Li em algum lugar que preguia um jeito de burrice. Justo. Para ter uma boa vida no preciso reinventar a roda, ter uma ideia genial ou ter um QI acima da mdia. Para se dar bem na vida, o primeiro requisito : no ter preguia.

    Nos relacionamentos, assim: voc sabe o que a sua namorada gosta, sabe o que faz ela feliz, depois de um tempo j entende at mesmo os defeitos dela. Logo, s uma questo de querer fazer as coisas certas para ser feliz no amor. Mas, repito, fa-zer d trabalho. Fazer muitas vezes significa deixar a zona de conforto, colocar-se no lu-gar dela e usar a cabea para encontrar uma soluo para aquilo que est incomodando.

    Na vida profissional, assim: se um funcionrio no muito inteligente, mas um cara pr-ativo, um fazedor, um cara que vai atrs, ele provavelmente vai se dar me-lhor do que o inteligente que tem preguia. Na maioria das vezes (no importa a rea), todo mundo sabe como as coisas devem ser feitas, mas (no querendo ser repetitivo) fa-zer d trabalho. A relao profissional entre jovens e funcionrios experientes eviden-cia isso. Muitas vezes, a galera da gerao Y chega cheia de ideias para uma causa dentro da empresa, porm a turma mais experiente entende que no, que a vida in-teira foi feito daquele jeito e que no tem que mudar. Caso clssico esse, em que os (teoricamente) mais inteligentes os ex-perientes perdem pela preguia para os mais jovens, mesmo que esses no tenham tanto conhecimento.

    Vamos tirar a preguia do corpo, povo! Imagina s se a gente no tivesse tanta pre-guia na hora de votar? Seria muito legal a gente ter disposio para nos informarmos mais sobre o que realmente fazem os pol-ticos durante os quatro anos de mandato. Seria to mais saudvel a vida se a gente praticasse esporte pelo menos uma ou duas vezes por semana. As relaes amorosas seriam to mais cheias de amor se a gente no tivesse preguia de fazer as coisas cer-tas. Mas tem que fazer mesmo. No adian-ta ficar s no discurso, ou voc vai parecer mais burro do que preguioso. E fica a dica: FAZER > FALAR.

    Falamos!

    Esse texto foi originalmente publicado no blog de Guilherme Alf (guilhermealf.com.br) e o seu contedo de responsabilidade do autor.

    Guilherme Alfgalf@correiodopovo.com.br

    A ideia da semana sobre troca de livros. Se voc curtiu, passa l no plantetuaideia.com.br e d um like. Quem sabe ela no vira realidade?Pra incentivar a leitura, j imaginaram um espao como uma Biblioteca de Troca de Livros? Poderia funcionar da seguinte forma: a pessoa leva um livro de 300 pginas para doar e pode escolher outro de at 350 pginas que esteja disponvel na biblioteca. No seria um emprstimo, o livro passa a ser da pessoa, mas garanto que a maioria iria continuar o processo para troc-lo por outro aps a leitura, e assim por diante! :)

    Gustavo Sobral

    Eu curti a Sexta Universitria do Preto Z (Joo Alfredo, 486). A festa superdescontrada e cheia de gente bonita e cheirosa! Os DJs comandam as pick-ups com muito hip hop, house e at funk chic. O legal que alm dos DJs, sempre tem atraes ao vivo de samba ou pagode. A noite muito astral e, pra mim, o melhor jeito de comear o final de semana.Felipe Pipoka, 28 anos, designer

    Arq

    uivo

    Pes

    soal

    /CP A minha dica uma srie

    recente que teve o episdio piloto exibido em abril nos

    EUA: Girls. Comecei a assistir pelas comparaes com um dos meus seriados preferidos que o Sex and

    the City. A temtica sobre o universo feminino e tambm

    mostra a amizade entre quatro meninas que vivem em Nova Iorque. A batida bem jovem e sem glamour

    excessivo, tanto nos figurinos quanto nos relacionamentos e nas carreiras das gurias. Tem como assistir Girls on-line e, no Brasil, a estreia dia 23 de

    julho, no HBO.Taidje Gut, 24 anos, jornalistacurtiO que eu

    Arq

    uivo

    Pes

    soal

    /CP

    Mait Knig fazia Nutrio e hoje cursa Jornalismo

    Como essa gurizada que trocou de faculdade percebeu que estava na hora de dizer chega para o curso que escolheu? Sinais no dia a dia delas que indicavam que algo no ia bem. D uma olhada nos sintomas desses dois estudantes que mudaram completamente de rumo depois de se ligar nos pequenos indcios dirios!

    Comeou a no aguentar mais nenhuma aula

    Ficava irrit