Corredores de Escoamento

download Corredores de Escoamento

If you can't read please download the document

  • date post

    08-Jul-2016
  • Category

    Documents

  • view

    2
  • download

    0

Embed Size (px)

description

Trabalho sobre corredores de escoamento

Transcript of Corredores de Escoamento

Corredores de escoaento e modais de transporte para a produo agricola brasileira

Corredores de escoaento e modais de transporte para a produo agricola brasileiraAbrao DuarteEdilson BattiniErnesto Gomes JuniorIsabela DoertzbacherMatheus GiarettaNicolas AverMatriz de transporteVariveis que influenciam: Fatores geogrficos, geolgicos, climticos, territoriais, posicionamento dos centros consumidores e produtores, disponibilidade e localizao dos cursos dgua, distncias mdias de transportes, caracterstica da demanda, e a histria do desenvolvimento econmico.

Influncia histricaJustificativas

Apesar de os modais ferrovirio e hidrovirio serem os mais adequados aos produtos agrcolas, continua existindo, no Brasil, uma concentrao no uso do modal rodovirio para escoamento de gros. O transporte por rodovias torna-se mais caro por razes como a precariedade das estradas e as longas distncias percorridas.Atualmente um fator de perda de competitividade e contribui para o aumento do Custo Brasil, pois o modal rodovirio supre lacunas de outros modais, predominando em muitas operaes que, por suas especificidades no economicamente o mais adequado.

Os modais ferrovirio e hidrovirio so mais adequados para o transporte de produtos agrcolas devido s caractersticas das cargas e s respectivas movimentaes no Brasil, ou seja, grandes volumes, com concentrao em curtas pocas do ano, baixos quocientes valor/frete das mercadorias e longas distncias.

Perda mdia de receita com o custo do escoamento (soja):Produtor brasileiro: 25%

Produtor Norte-Americano: 10%Custo logstico da soja (2003):Brasil: 18,8%

Estados Unidos: 8,3%

Argentina: 7,8%

Eficincia dos diferentes modais de transporte*Rodovirio*Ferrovirio*Hidrovirio

Eficincia dos diferentes modais de transporte*Rodovirio*Ferrovirio*HidrovirioPouco econmico- Econmico- Muito econmico

Eficincia dos diferentes modais de transporte*Rodovirio*Ferrovirio*HidrovirioPouco econmico- Econmico- Muito econmicoPouca eficincia energtica-Boa eficincia energtica- tima eficincia energtica

Eficincia dos diferentes modais de transporte*Rodovirio*Ferrovirio*HidrovirioPouco econmico- Econmico- Muito econmicoPouca eficincia energtica-Boa eficincia energtica- tima eficincia energtica- Custo de investimento 44% menor que o ferrovirio e 84% menor que o rodovirio. ATabela 2 compara algumas variveis entre os modais, que evidenciam maior vantagem hidrovia para o transporte de cargas a longa distncia. Torres (2006) calcula que a tonelada transportada por 1.000 km custaria R$ 100,00 pela rodovia, R$ 65,00 pela ferrovia, enquanto pela hidrovia o custo seria bem inferior, de R$ 40,00.

Para o transporte decommodities,a intermodalidade (rodovia/hidrovia/ferrovia) muito mais vantajosa se comparada ao uso isolado da rodovia, com os custos sendo entre 15% e 20% menores. Eficincia dos diferentes modais de transporte*Rodovirio*Ferrovirio*HidrovirioPouco econmico- Econmico- Muito econmicoPouca eficincia energtica- Boa eficincia energtica- tima eficincia energtica17,3 km/1.000 km2 - 5,6 km/1.000 km2 - Custo de investimento 44% menor que o ferrovirio e 84% menor que o rodovirio. - 3,4 km/1.000 km2Falta de conexo direta entre os pares de origem e destino (hidro e ferro). Sistema rodovirio faria a ligao entre a origem e o transbordo para o modal mais eficiente.Sistemas de hidrovia e ferrovia no atingem os grandes polos produtores. Sistema rodovirio faria a ligao, porm encontraria trechos longos e mal conservado de rodovias.A exigncia de transbordos (tempo e investimento).

Intermodalidade (Rodovia/hidrovia/ferrovia)Menor custo generalizado.Flexibilidade em atuar porta a porta.Preferncia (Rodovia)Menor custo generalizado.Flexibilidade em atuar porta a porta.Preferncia (Rodovia)Desvantagens (Rodovia)Grandes distncias.Pequena capacidade de cargas.Custo mdio superior (tonelada/km).O maior consumo de energia.Rotas de transporte em condies precrias.Maiores preos e fretes.

Contexto histrico-poltico na anlise da matriz de transporte de cargas brasileiraAo analisar a matriz de transportes de cargas no Brasil no contexto histrico-poltico, tem-se que a concentrao logstica no modal rodovirio tem sua raiz no perodo de desenvolvimento da indstria automobilstica e dos baixos preos do petrleo, principalmente aps a segunda metade da dcada de 50, quando, ento, se observou a expanso dessa modalidade.

Por volta de 1940-1950, portanto, se imperou uma cultura 'rodoviarista', j que a concentrao econmica industrial no estado de So Paulo, ou, no Centro-Sul do Pas inviabilizava a integrao regional via frrea. Alm disso, o rodoviarismo suscitava um forte apelo econmico e moderno, contribuindo para o processo de formao de mercado e de integrao nacional. O modal rodovirio automobilstico, portanto, era visto como uma revoluo no padro nacional de transportes, transpondo os ares da modernidade do sculo XX ao Brasil, enquanto o modal ferrovirio se caracterizava como 'coisa do passado'.

A nfase no transporte rodovirio se deu no apenas pelo fato de ser o mais adequado ao perodo pelo qual passava a economia brasileira - de concentrao econmica e industrial na regio Centro-Sul -, de modo a permitir interligaes diretas entre a origem e os centros de distribuio das mercadorias. Do ponto de vista das inverses de capital, ou seja, dos custos fixos iniciais, o modal rodovirio mais barato que o ferrovirio, uma vez que os investimentos em rodovias podem ser espaados no tempo, abrindo-se, primeiramente, o caminho, em piso de terra, para posterior asfaltamento.

Os investimentos iniciais para se implantar rodovia e hidrovia so, respectivamente, 25% e 6% menores que o montante necessrio para a ferrovia. No entanto, se considerada a geografia da regio, englobando suas especificidades de relevo, esses valores podem se alterar, de modo a tornar o investimento inicial de uma ferrovia muito inferior ao de uma rodovia.Pode-se concluir que as ferrovias no se revitalizaram no Brasil, a partir do momento de implantao e nfase do modal rodovirio, em razo da maior demanda por recursos para investimentos (j escassos) e do apelo econmico e moderno da indstria automobilstica. Portanto, a consolidao do padro rodovirio de transportes no Pas apresenta no somente um vis econmico, mas, principalmente, cultural.

Circulao de granis slidos agrcolas: modais de transporte e logsticaAs grandes empresas que controlam, direta ou indiretamente, as diversas etapas do chamado "complexo soja", montante e jusante da produo propriamente dita, funcionam segundo as caractersticas domacro-circuito, isto , acionando os pontos de modernizao do territrio nacional e do mundo, para responder de forma competitiva aos mercados internacionais. A combinao de aes entre os agentes pblicos e privados e a distribuio seletiva de grandes sistemas de transporte e logstica na viabilizao da produo de soja para exportao, tm provocado profundas transformaes na organizao e no uso do territrio brasileiro.

Alguns dos principais eixos de exportao da soja, controlados pelas grandes empresas, geram fatores de desagregao e ingovernabilidade, de enrijecimento e vulnerabilidade do territrio nacional.A movimentao da produo (mais de 50 milhes de toneladas na ltima safra), tanto para a fluidez da soja em gros, quanto de seus derivados (farelo e leo refinado) exige, cada vez mais, velocidade, qualidade e baixos custos, uma vez que o frete um componente muito significativo dos custos finais de granis slidos agrcolas (produtos de baixo valor agregado e grande volume). A competitividadedeixa de ser um atributo apenas das empresas e passa a caracterizar tambm o espao.

Nas novas regies, o modal rodovirio, embora pouco adequado para o transporte de granis agrcolas, ainda hoje muito utilizado para o escoamento da soja, uma vez que as regies Centro-Oeste e Norte do territrio brasileiro foram integradas aos centros dinmicos do territrio brasileiro atravs de estradas, a partir da segunda metade do sculo XX.A nova situao da produo de gros no territrio brasileiro mobilizou as aes do Estado no que compete ao planejamento territorial na dcada de 1990. Alm das conhecidas prticas que marcam as polticas neoliberais nos pases da Amrica Latina, tais como privatizaes, concesses de servios pblicos a empresas privadas (com destaque para transportes e comunicaes), flexibilidade normativa quanto ao mercado internacional, a proposta dosEixos Nacionais de Integrao e Desenvolvimento(como um componente dos Planos Plurianuais - PPA) tomou o lugar de um verdadeiro planejamento territorial estratgico. Prevaleceu o atendimento a interesses de segmentos particulares de produtores decommodities, atravs de polticas de investimentos em corredores de transportes.

Os eixos de integrao, na verdade, no integram as regies brasileiras entre si, mas as regies produtoras decommoditiesaos mercados internacionais, beneficiando, em primeiro lugar, as grandes empresas do setor. Isso pode ser observado atravs dos corredores que interligam as regies produtoras dos novosfrontsaos portos de exportao.

Corredor de transporte no brasilNo Brasil, com base na nomenclatura apresentada pelo GEIPOT (1999 e 2001) existem oito grandes Corredores de Transporte:

Norte (Hidrovia dos Rios Purus- Acre Amazonas e dos Rios Negros Branco);Noroeste (Hidrovia do Rio Madeira);Oeste-Norte (Hidrovia dos Rios Tapajs Teles Pires);Nordeste (Hidrovia do Rio So Francisco);Centro-Leste (Estrada de ferro Vitria Minas);Sudeste (Hidrovia do Tiet Paran);Mercosul (Hidrovia dos rios Tiete Paran Paraguai e do Taquari Guaba e da Lagoa dos Patos;

Corredor NoroesteA rea de influncia do Corredor Noroeste abrange reas do norte do Mato Grosso, Rondnia e sul do Amazonas. Os principais modais de transporte so o fluvial (rios Madeira e Amazonas, entre sua foz e Itacoatiara) e o rodovirio (BR-364 e BR-163, entre Porto Velho e a Chapada dos Pareci