Conhecimento nutricional de praticantes de musculação de...

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24 RESUMO OBJETIVO: avaliar conhecimentos de praticantes de musculação sobre alimentação pré e pós- treino, hidratação durante o exercício e verificar o número de consumidores de suplementos. MÉTODOS: estudo realizado com 105 praticantes de atividade física entre 18 e 65 anos, aplicando-se questionário sobre as vertentes do projeto. RESULTADOS: houve predominância feminina (62,9%), idade superior a 40 anos (58,1%) e nível superior completo (76,2%). O principal objetivo do exercício foi qualidade de vida (71,4%) com relação inversa ao uso de suplementos (9,5%), maior entre homens, com principal finalidade de aumento da disposição. Sobre hidratação, 90,5% acreditam que água é suficiente. Para 59% o consumo alimentar imediato pré-treino pode trazer prejuízo. O consumo de carboidratos é essencial no pré-treino para 56,2%. Alimentação exclusivamente proteica no pós-treino foi julgada incorreta por 84,8%. CONCLUSÃO: observou-se bom conhecimento dos participantes sobre os aspectos estudados, porém, ainda é fundamental a orientação adequada do nutricionista. Palavras-chave: nutrição, treinamento de resistência, conhecimento, hidratação. ABSTRACT PURPOSE: to evaluate knowledge of bodybuilders on feed pre-and post-workout, hydration during exercise and verify the number of consumers of supplements. METHODS: A study of 105 individuals between 18 and 65 years, using a questionnaire on aspects of the project, each participant received a informative guide. RESULTS: There was female predominance (62.9%), age over 40 years (58.1%) and high level education (76.2%). The main objective of the exercise was quality of life (71.4%) with an inverse relationship to the use of supplements (9.5%) higher among men, with main purpose to increase disposition. On hydration, 90.5% believe that water is sufficient. For 59% the food consumption immediately pre-workout can bring harm. The consumption of carbohydrates is essential in the pre-training to 56.2%. Feed only protein in the post-workout protein was judged incorrect by 84.8%. CONCLUSION: There was a good knowledge of participants on the issues studied, but is still essential proper guidance of a nutritionist. Key-words: nutrition, resistance training, knowledge, fluid therapy. Recebido em 5 de Dezembro de 2011; aceito em 27 de Fevereiro de 2012. Conhecimento nutricional de praticantes de musculação de uma academia da cidade de São Paulo ADAM, Bruna O.¹; FANELLI, Camila¹; SOUZA, Érika S.¹; STULBACH, Tamara E.²; MONOMI, Priscila Y.³ Autor de correspondência: Érika Souza* ¹ Graduados. Alunas da Graduação em Nutrição do Centro Universitário São Camilo. ² Nutricionista. Mestre em Nutrição e Saúde Publica e doutoranda em Nutrição e Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. ³ Nutricionista. Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo. Brazilian Journal of Sports Nutrition Vol. 2, No. 2, Março, 2013, 2436 *Autor de correspondência: Endereço: Avenida Padre Arlindo Vieira, 3086, bloco 3, apto. 101, CEP 04166-003 - E-mail: [email protected] Associação Brasileira de Nutrição Esportiva http://www.abne.org.br

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RESUMO

OBJETIVO: avaliar conhecimentos de praticantes de musculação sobre alimentação pré e pós-

treino, hidratação durante o exercício e verificar o número de consumidores de suplementos.

MÉTODOS: estudo realizado com 105 praticantes de atividade física entre 18 e 65 anos,

aplicando-se questionário sobre as vertentes do projeto. RESULTADOS: houve predominância

feminina (62,9%), idade superior a 40 anos (58,1%) e nível superior completo (76,2%). O

principal objetivo do exercício foi qualidade de vida (71,4%) com relação inversa ao uso de

suplementos (9,5%), maior entre homens, com principal finalidade de aumento da disposição.

Sobre hidratação, 90,5% acreditam que água é suficiente. Para 59% o consumo alimentar imediato

pré-treino pode trazer prejuízo. O consumo de carboidratos é essencial no pré-treino para 56,2%.

Alimentação exclusivamente proteica no pós-treino foi julgada incorreta por 84,8%.

CONCLUSÃO: observou-se bom conhecimento dos participantes sobre os aspectos estudados,

porém, ainda é fundamental a orientação adequada do nutricionista.

Palavras-chave: nutrição, treinamento de resistência, conhecimento, hidratação.

ABSTRACT

PURPOSE: to evaluate knowledge of bodybuilders on feed pre-and post-workout, hydration

during exercise and verify the number of consumers of supplements. METHODS: A study of 105

individuals between 18 and 65 years, using a questionnaire on aspects of the project, each

participant received a informative guide. RESULTS: There was female predominance (62.9%),

age over 40 years (58.1%) and high level education (76.2%). The main objective of the exercise

was quality of life (71.4%) with an inverse relationship to the use of supplements (9.5%) higher

among men, with main purpose to increase disposition. On hydration, 90.5% believe that water is

sufficient. For 59% the food consumption immediately pre-workout can bring harm. The

consumption of carbohydrates is essential in the pre-training to 56.2%. Feed only protein in the

post-workout protein was judged incorrect by 84.8%. CONCLUSION: There was a good

knowledge of participants on the issues studied, but is still essential proper guidance of a

nutritionist.

Key-words: nutrition, resistance training, knowledge, fluid therapy.

Recebido em 5 de Dezembro de 2011; aceito em 27 de Fevereiro de 2012.

Conhecimento nutricional de praticantes de musculação de uma

academia da cidade de São Paulo

ADAM, Bruna O.¹; FANELLI, Camila¹; SOUZA, Érika S.¹; STULBACH, Tamara E.²;

MONOMI, Priscila Y.³

Autor de correspondência: Érika Souza*

¹ Graduados. Alunas da Graduação em Nutrição do Centro Universitário São Camilo.

² Nutricionista. Mestre em Nutrição e Saúde Publica e doutoranda em Nutrição e Saúde

Pública pela Universidade de São Paulo.

³ Nutricionista. Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São

Paulo.

Brazilian Journal of Sports Nutrition Vol. 2, No. 2, Março, 2013, 24–36

*Autor de correspondência: Endereço: Avenida Padre Arlindo Vieira, 3086, bloco 3,

apto. 101, CEP 04166-003 - E-mail: [email protected]

Associação Brasileira de Nutrição Esportiva

http://www.abne.org.br

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Introdução

A disseminação de padrões estéticos estereotipados como o corpo magro, com baixa

quantidade de gordura ou com elevado volume e tônus muscular, além da busca pelo melhor

condicionamento físico para manutenção da saúde, intensificou a procura por academias de

ginástica, principalmente por indivíduos sem vínculo profissional com esportes¹ ².

Uma modalidade praticada com frequência é o treinamento de força (musculação), que

objetiva melhora da performance esportiva, condição física geral e crescimento da massa muscular

– hipertrofia – que ocorre por meio do aumento da secção transversa do músculo, visando obter um

maior número de fibras musculares e alcançar o máximo desenvolvimento destas³.

O ganho de massa muscular tem estreita relação com a predisposição genética e o treinamento

realizado, considerando volume, intensidade, duração, intervalo, velocidade e frequência do

exercício praticado4.

Um ótimo desempenho na realização de exercício com pesos pode ser atingido adotando-se

uma alimentação adequada quanto à quantidade, qualidade e horário da ingestão, aliada a uma

reposição hidroeletrolítica antes, durante e após o treino. Em contrapartida, um consumo alimentar

incorreto inibe a performance e prejudica a saúde. Porém, nem sempre há preocupação com uma

alimentação adequada, seja por falta de informação, orientação ou recursos financeiros5 6 7.

Segundo estudos, o conhecimento de nutrição em jovens é melhor nos atletas em relação aos

não praticantes. No entanto, as informações a respeito de nutrição e atividade física são geralmente

fornecidas por pessoas nem sempre habilitadas em nutrição esportiva, criando tabus e dependendo

de como são interpretadas, podem levar a um consumo dietético inadequado. Portanto, há uma

necessidade crescente de orientação e educação em nutrição esportiva para auxiliar os esportistas a

melhorar seus hábitos alimentares, em virtude do desconhecimento por parte destes sobre a

existência de dietas apropriadas nas diferentes fases do exercício, onde cada nutriente presente

pode desempenhar uma função específica¹.

É consenso na comunidade científica que a dieta pode fornecer todos os nutrientes necessários

a uma vida saudável. Sendo assim, a suplementação da dieta é recomendada apenas em situações

específicas. Os suplementos são apresentados aos consumidores como uma forma de se alcançar os

resultados desejados da atividade física, em menor tempo, porém, sua recomendação para melhora

do desempenho físico é contraditória8.

Frequentemente, determinadas substâncias são comercializadas sem base em qualquer

pesquisa científica que determine seus benefícios potenciais ou possíveis efeitos colaterais nocivos.

Alguns produtos entram e saem de moda antes que existam estudos que estabeleçam seus efeitos6.

Praticantes de exercício físico estão expostos a informações nutricionais de diversas fontes e

os nutricionistas podem providenciar informações acuradas sobre vários tópicos de interesse, não

só aos praticantes, mas aos profissionais que atuam na área. Desse modo, a meta do nutricionista é

fazer com que o esportista alcance ótimo estado nutricional, por ser um profissional que tem amplo

conhecimento sobre os paradigmas e riscos de saúde associados ao esporte e desenvolve

procedimentos de avaliação específicos às necessidades do desportista. Assim, um de seus papéis é

aconselhar o praticante de atividade física acerca das necessidades nutricionais adequadas antes,

durante e depois do exercício e para a manutenção de uma boa saúde, peso e composição corporal

adequado¹ 6.

Portanto, o objetivo desta pesquisa é avaliar os conhecimentos de praticantes de musculação

sobre a alimentação pré e pós-treino, hidratação durante o exercício, além de verificar o número de

indivíduos que utilizam suplementos nutricionais.

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Métodos

Trata-se de um estudo de corte transversal descritivo com coleta de dados primários, aprovado

pelo Comitê de Ética do Centro Universitário São Camilo, sob o parecer no. 047/05.

A pesquisa foi realizada em uma academia de ginástica no bairro Bosque da Saúde, na Zona

Sul do município de São Paulo, no período de 10/10/2011 a 09/12/2011. Os critérios de inclusão

adotados foram a prática de musculação e idade entre 18 e 65 anos. Deste modo, a amostra foi

composta por 105 praticantes de musculação.

Para recrutar os candidatos à participação do estudo, foi afixado cartaz informativo

direcionado ao público-alvo nos murais da academia, descrevendo sucintamente a pesquisa, e o

mesmo também foi encaminhado via e-mail aos alunos matriculados na modalidade. Os

interessados assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido no qual declaravam sua

participação voluntária e autorizavam a utilização dos dados com garantia de anonimato e

confidencialidade.

Os próprios pesquisadores desenvolveram e aplicaram um instrumento de coleta de dados

composto por nove questões fechadas e abertas, abordando dados pessoais (idade, gênero e

escolaridade) e conhecimentos sobre nutrição na prática esportiva (conforme figura 1). A coleta foi

realizada no período de 03 a 18 de novembro de 2011.

Figura 1: Instrumento de coleta de dados aplicado aos praticantes de musculação de uma

academia em São Paulo.

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Logo após a aplicação do questionário, cada participante recebeu um instrumento de

orientação na forma de um guia de bolso contendo informações corretas sobre nutrição na

prática do treinamento de força, esclarecendo as questões abordadas no instrumento de coleta de

dados.

Os dados obtidos foram tabulados, analisados e comparados com outros achados científicos

inerentes à nutrição na prática desta modalidade.

Ao final do estudo, foi afixado um cartaz informativo no mural da academia divulgando os

resultados da pesquisa e breves orientações referentes a cada questão.

Resultados

No presente estudo, foram entrevistados 105 indivíduos, sendo 62,9% do gênero feminino

(n=66) e 37,1% do gênero masculino (n=31) (Gráfico 1). A idade predominante foi entre 41 e

50 anos (36,2%), porém, a faixa etária de 51 a 60 anos também apresentou-se expressiva

(21,9%) (Gráfico 2). A média de idade entre os homens foi de 41,5 anos e entre as mulheres foi

de 45,5 anos.

Gráfico 1: Gênero de praticantes de musculação, em porcentagem, de uma academia da

cidade de São Paulo, 2011.

Gráfico 2: Faixa etária de praticantes de musculação, em porcentagem, de uma

academia da cidade de São Paulo, 2011.

Adam et al., 2013 Brazilian Journal of Sports Nutrition

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O principal objetivo da prática de musculação apresentado foi a busca por qualidade de

vida (71,4%). O emagrecimento e o aumento de massa muscular tiveram menor

representatividade, correspondendo ambos a 14,3% (Gráfico 3).

Quanto à escolaridade, a maioria dos participantes relatou nível superior completo (76,2%),

seguido pelo nível superior incompleto (11,4%) e ensino médio completo (9,5%) (Gráfico 4).

Gráfico 3: Objetivo da atividade de praticantes de musculação, em porcentagem, de uma

academia da cidade de São Paulo, 2011

.

Gráfico 4: Escolaridade de praticantes de musculação, em porcentagem, de uma academia

da cidade de São Paulo, 2011.

O uso de suplementos nutricionais mostrou-se pouco comum entre os praticantes, relatado

por apenas 9,5% (Tabela 1). Dentre estes, 70% (n=7) eram homens e 30% (n=3), mulheres

(Tabela 1). Os principais objetivos relatados foram aumento da disposição (n=4) e aumento de

massa muscular (n=3), também foram descritos queima de gordura, emagrecimento e

rejuvenescimento facial (Gráfico 5).

Adam et al., 2013 Brazilian Journal of Sports Nutrition

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Ao serem questionados se somente a água seria suficiente para a hidratação durante o exercício,

90,5% responderam que sim e 9,5% responderam que não (Tabela 2).

Sobre a importância da alimentação pós-treino, 82,9% discordaram que esta fosse a mais

importante do dia, afirmando que todas as demais também são importantes. Apenas 17,1% concordaram

que a alimentação neste período tem maior importância sobre as outras (Tabela 2).

Em relação à influência do consumo alimentar imediatamente antes do treino, 59% dos praticantes

consideraram que esta pode causar prejuízo ao rendimento durante a atividade física. No entanto, a maioria

ponderava sobre a quantidade ingerida (Tabela 2).

Ainda sobre a alimentação antes do exercício, 56,2% dos participantes responderam que consumir

carboidratos neste período é fundamental e 43,8% não consideraram importante (Tabela 2).

A afirmativa sobre a alimentação após o treino composta exclusivamente por proteínas foi julgada

incorreta por 84,8% dos indivíduos da população do estudo (Tabela 2) por acreditarem que todos os grupos

alimentares são importantes.

Tabela 1. Consumo de suplementos por praticantes de musculação, por gênero e total, em número

de indivíduos e porcentagem, de uma academia da cidade de São Paulo, 2011.

Masculino Feminino Total

n % n % n %

Sim

Não

7

88

6,7

83,8

3

92

2,9

87,6

10

95

9,5

90,5

Gráfico 5: Objetivo do consumo de suplementos por praticantes de musculação, em número de

indivíduos, de uma academia da cidade de São Paulo, 2011.

Adam et al., 2013 Brazilian Journal of Sports Nutrition

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Tabela 2. Opinião de praticantes de musculação sobre a alimentação e hidratação no

treino, em porcentagem e número de participantes, de uma academia da cidade de São Paulo,

2011.

Afirmativa apresentada ao participante

Resposta

SIM NÃO

n % n %

O consumo de água é suficiente para hidratação durante o exercício. 95 90,5 10 9,5

A alimentação pós-treino é a mais importante. 18 17,1 87 82,9

A alimentação imediatamente antes do treino pode prejudicar seu

rendimento. 62 59,0 43 41,0

Consumir carboidratos antes do treino é fundamental. 59 56,2 46 43,8

A alimentação pós-treino deve conter somente proteínas. 16 15,2 89 84,8

Discussão

Tempos atrás, nas academias, havia uma preferência feminina pela ginástica, muitas vezes

por acreditarem que a musculação poderia masculinizar suas formas. Como no presente estudo,

Furtado et al. (2009) também identificou maior frequência do gênero feminino (68,8%) na

academia pesquisada. Sendo assim, com o avanço das ciências do esporte, atualmente

encontramos um número cada vez maior de mulheres que aderem à musculação para suprir

seus desejos de beleza e/ou como momento de lazer e também para obter os benefícios

proporcionados por esta atividade na prevenção do desenvolvimento de patologias comuns no

processo de envelhecimento9 10

.

De acordo com Mazo, Benedetti e Lopes (2007), a obtenção de saúde e longevidade são

conceitos fortemente adquiridos por pessoas que já passaram dos quarenta anos de idade, como

a população verificada no presente estudo, onde a média de idade observada mostrou-se

superior à encontrada no estudo de Pereira e Cabral (2007) onde a média da idade da população

era de 30,5 anos¹ ¹¹.

Mazo, Benedetti e Lopes (2007) acrescentam ainda que a realização de exercícios de

forma constante e moderada é um excelente método de melhoria da qualidade de vida, esta

apontada pela população estudada como principal objetivo da prática de musculação, com

menor frequência de emagrecimento e aumento de massa muscular. Tais dados vão ao encontro

do verificado no estudo de Fujita, Silva e Navarro (2010), onde o principal objetivo era

qualidade de vida, seguido de performance¹¹ ¹².

Mazini Filho et al. (2010) confirmam que a prática regular de exercícios pode contribuir

para melhor qualidade de vida, ao oferecer diversas vantagens como fortalecimento muscular;

aumento da resistência óssea; adequação do perfil lipídico; aumento da sensibilidade à insulina;

minimização das modificações teciduais ocasionadas pelo envelhecimento; melhora no

funcionamento hemodinâmico do coração; controle da hipertensão e melhora da imunidade,

ocasionando menor incidência de infecções¹³.

Tanto a saúde quanto a dieta do indivíduo são fatores relevantes para uma melhor

qualidade de vida. Apesar de não representar uma variável do estudo, verificou-se durante a

coleta de dados que a maioria dos participantes tinha descendência japonesa, população esta

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que possui em sua cultura um padrão alimentar diferenciado, com baixo consumo de açúcares

simples e gordura saturada, e rico em fibras e ácidos graxos poliinsaturados¹4.

Uma variável que também demonstra associação com os cuidados com a saúde e acesso

à informação, podendo influenciar também no estilo de vida das pessoas é o nível de

escolaridade, que tem apresentado associação positiva com a prática de atividade física em

diversos estudos¹5 ¹

6 ¹

7.

A escolaridade relatada pela maioria dos participantes foi de nível superior completo, dado

este também observado na pesquisa de Duran et al. (2004), que verificaram maior frequência em

academias de adultos com nível superior completo (31,3%)¹8.

Os estudos de Florindo et al. (2009a) e de Florindo et al. (2009b) destacaram também

que a associação positiva entre nível de escolaridade e prática de atividade física tem sido

observada no Brasil e em países como Peru, Países Bálticos, México, bem como em países de

renda alta¹6 ¹

7.

Há ainda muita falta de informações confiáveis em relação à Nutrição, apesar do elevado

número de participantes com bom nível de instrução, levando os praticantes de exercícios físicos

a manterem hábitos alimentares inadequados, ou consumir erroneamente suplementos

alimentares, prejudicando o alcance de seus objetivos com a prática de exercícios físicos¹8.

Apesar do uso de suplementos nutricionais mostrar-se pouco comum entre os participantes

deste estudo, Linhares e Lima (2006) relataram que a utilização destes apresenta-se cada vez

mais frequente entre os praticantes de musculação, sendo observado em 35% de sua amostra.

Valor semelhante a este (31%) foi encontrado por Hirschbruch, Fisberg e Mochizuki (2008).

Cabe ressaltar que, em comparação ao total de participantes, a porcentagem encontrada é menor,

mas os autores supracitados já a consideram um índice preocupante² ¹9.

Foi evidenciado na atual pesquisa, um número superior de indivíduos (90,5%) que não

utilizam suplementos por acreditarem que a alimentação, quando feita de forma adequada,

garante o aporte de nutrientes necessários para suprir as perdas ocasionadas pelo exercício.

A eficácia da ingestão balanceada de alimentos ricos nos diversos macronutrientes

(carboidratos, lipídios e proteínas), micronutrientes (vitaminas e minerais) e líquidos, baseada

em uma correta educação alimentar, garante ao praticante de atividades físicas condições

adequadas para preservar a saúde e melhorar seu rendimento¹9. Sendo assim, Hallak, Fabrini e

Peluzio (2007) recomendam que suplementos nutricionais não sejam considerados alimentos

convencionais da dieta, devendo ser utilizados somente em situações específicas8.

A suplementação, em determinados casos, pode causar um desequilíbrio fisiológico

trazendo como consequência toxicidade ao organismo e interações que poderão refletir em

deficiências nutricionais. Portanto, é fundamental que a indicação de uso seja feita e

acompanhada por um profissional qualificado, pois o efeito pode ser contrário ao esperado

(principalmente ganho de massa muscular e/ou disposição no exercício) e ainda pode trazer

danos sérios e irreversíveis. Também é importante conhecer a composição e a finalidade do

produto e ter consciência de que todo suplemento deve ser fabricado dentro de certos padrões de

qualidade para que sejam preservadas suas características e garantida sua eficácia e inocuidade¹9.

O uso de suplementos mais comum entre o gênero masculino foi confirmado na pesquisa de

Hallak, Fabrini e Peluzio (2007) onde observaram que 63,7% dos homens consumiam estas

substâncias8.

A constatação de que os homens usam mais suplementos do que as mulheres concorda com

outros estudos que mostram que os mesmos tendem a utilizar suplementos de maneira mais

regular e o gênero feminino, de modo mais ocasional. Tal fato deve-se, segundo Hallak, Fabrini

e Peluzio (2007), às promessas de ganho de massa muscular e desempenho físico, difundidas em

relação ao uso de suplementos nutricionais, aliadas à impaciência em atingir os resultados

esperados e ao desejo de aparentar a melhor forma, os tornam propensos a consumir qualquer

Adam et al., 2013 Brazilian Journal of Sports Nutrition

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substância que se apresente como atalho para atingir o padrão de beleza imposto² 8.

Hirschbruch, Fisberg e Mochizuki (2008), assim como Linhares e Lima (2006), relatam que os

objetivos da suplementação mais referenciados pelos praticantes foram aumento da massa

muscular e aumento da disposição durante os exercícios, relação inversa à encontrada no presente

estudo como descrito no gráfico² ¹9.

Exceto por aqueles que se exercitam por motivos competitivos, o consumo de suplementos

não é um diferencial e, sim, mais uma característica do frequentador de academias, tanto que os

objetivos e finalidades da prática de exercícios dos usuários e dos não usuários são praticamente os

mesmos².

No caso da maior parte dos suplementos, não há provas conclusivas de benefícios à saúde e a

performance, e qualquer melhora nesta tende a ser mediada por um efeito placebo. As informações

errôneas se difundem na mídia para os atletas, seus técnicos, os treinadores e o público que

comprará tal substância somente para experimentá-la8.

Os suplementos devem ser utilizados com cautela, somente após revisão cuidadosa de sua

legitimidade e da literatura corrente sobre os ingredientes que constam no rótulo do produto; eles

não devem ser recomendados até que se faça uma avaliação da saúde, da dieta, das necessidades

nutricionais, do uso atual de suplementos, drogas e das necessidades energéticas do indivíduo. Um

dos profissionais melhor capacitado para fazer essas avaliações é o nutricionista² 5.

Quanto à hidratação, Furtado et al. (2009) ao avaliar os conhecimentos de 77 indivíduos sobre

o hábito de hidratar-se durante o exercício, questionou os participantes sobre a necessidade do

consumo de repositores hidroeletrolíticos para compensar a perda hídrica nesta etapa, e obteve

resultado de apenas 9% relatando a ingestão deste tipo de bebida, por acreditarem que somente a

água era insuficiente. Dado semelhante foi encontrado no atual estudo, onde a minoria utiliza-se

destes recursos para hidratação, por acreditar que somente a água é capaz promover hidratação

eficiente ao seu organismo9.

Para uma hidratação adequada, segundo Carvalho e Mara (2010)7, deve-se levar em

consideração alguns fatores, como por exemplo, a duração do exercício que pode ser classificado

em:

• Atividades de até uma hora: somente a reposição de água é suficiente para suprir as

necessidade hídricas e prevenir a desidratação na prática de atividade física por este período. Nessa

situação, a reposição de carboidrato e sódio não é recomendada, principalmente porque em geral

são atividades de alta intensidade, nas quais o esvaziamento gástrico é prejudicado;

• Atividades entre uma e três horas: devido ao alto consumo de oxigênio (60 a 90%), deve

ocorrer reposição hídrica e de substrato energético. Nesses casos, a reposição de sódio é indicada

para melhorar a palatabilidade e aumentar a absorção de glicose, porém, não com a preocupação de

evitar a hiponatremia;

• Atividade de mais de três horas: em decorrência do consumo máximo de oxigênio (30 a

70%), além da reposição hídrica e do substrato energético, há necessidade do fornecimento de

eletrólitos, principalmente o sódio, com o intuito de evitar a hiponatremia.

Montain, Cheuvront e Sawka (2006) acrescentam que a hidratação com água apresenta como

vantagens um rápido esvaziamento gástrico, desnecessária adaptação para a palatabilidade da

solução e custo praticamente zero²8.

Um estudo realizado em Recife avaliou vários aspectos do consumo alimentar e entre eles a

alimentação antes, durante e após o exercício e como resultado sobre qual refeição era mais

importante, 44% referiram a pós-treino, 44% a pré-treino e 12% ambas²0. Surpreendentemente,

grande parte dos participantes da presente pesquisa (82,9%), alegaram que não somente a

alimentação pós-treino era importante, mas também todas as outras refeições, pois acreditam que

os nutrientes fornecidos por todas elas são necessários para manutenção do funcionamento

adequado do organismo.

Adam et al., 2013 Brazilian Journal of Sports Nutrition

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Uma dieta desequilibrada em variedade e quantidade de alimentos, assim como a inadequada

ingestão no pré e pós-exercício pode acarretar deficiências alimentares, levando ao um

comprometimento da saúde e, consequentemente, a uma perda de qualidade de vida²0. Portanto, há

crescente necessidade do profissional nutricionista na área esportiva para orientar e auxiliar os

praticantes de musculação nas corretas escolhas alimentares melhorando a saúde e desempenho nos

exercícios físicos²¹.

Em relação à influência do consumo alimentar imediatamente antes do treino, no estudo de

Feitosa, Gonçalves e Oliveira (2010), 79% dos indivíduos responderam que se alimentam entre 15

e 30 minutos antes do treino, principalmente de pequenas porções de alimentos, indo de encontro

aos achados deste estudo²².

Lira et al. (2008) destacam em seu estudo que a ingestão de alimentos ricos em determinados

nutrientes (gorduras, proteínas e fibras) e/ou grandes refeições logo antes da atividade física

predispõem à manifestação de sintomas gastrintestinais, como vômitos, náuseas, pirose

retroesternal (azia), cólica abdominal, aceleração dos movimentos intestinais, entre outros. Desta

forma, ressalta-se que de fato pode haver comprometimento no desempenho do praticante ao

alimentar-se imediatamente antes do início do exercício, com influência, inclusive, da quantidade

de alimentos ingeridos²³.

Os autores explicam, ainda, que a ingestão alimentar descrita acima influencia na redução do

fluxo sanguíneo intestinal durante o exercício, podendo ser uma das causas dos sintomas

gastrintestinais²³.

Portanto, deve-se levar em consideração a quantidade, a qualidade e o horário da ingestão do

indivíduo a fim de combinar ingestão alimentar e exercício com pesos5.

Muitos indivíduos desconhecem a importância da alimentação antes de qualquer tipo de

atividade física, e este fato favorece a manifestação de hipoglicemia principalmente nos exercícios

de alta intensidade e longa duração, onde há um maior trabalho muscular, necessitando de

nutrientes que fornecem energia (glicogênio) durante sua contração²0. Sendo assim, com base nos

dados coletados, a maior parte da população estudada conhece a importância do consumo de

carboidratos anteriormente ao exercício para o fornecimento de energia durante o treino.

Para Sapata, Fayh e Oliveira (2006), as reservas de glicogênio do organismo são importantes

durante o período de jejum e também durante a situação de exercício prolongado, na qual a glicose

e os ácidos graxos são oxidados para fornecer energia para a contração muscular. Porém, alguns

autores têm sugerido o consumo de carboidratos pré-exercício como uma alternativa essencial para

minimizar a depleção de glicogênio que ocorre ao longo do exercício de força, pois tal depleção

pode comprometer o treinamento pela queda do rendimento esportivo²4 ²

5.

Assim, a alimentação pré-treino pode ser considerada um importante recurso ergogênico e

fator otimizante de resultados. No entanto, é importante lembrar que o tamanho da refeição, sua

composição e o período de intervalo em que se afasta do início da atividade podem causar

desconforto gástrico ao praticante, interferindo em seu desempenho²6.

Portanto, Carvalho et al. (2009) sugerem a escolha de uma preparação com consistência leve

ou líquida, e explicam que a refeição que antecede os treinos deve ser pobre em gorduras e fibras,

além de moderada na quantidade de proteína para facilitar o esvaziamento gástrico, rica em

carboidratos para manter a glicemia e maximizar os estoques de glicogênio, e deve fazer parte do

hábito alimentar do praticante²6.

A afirmativa julgada incorreta pela maioria dos indivíduos entrevistados sobre a alimentação

após o treino composta exclusivamente por proteínas, contradiz a pesquisa de Lessa, Oshita e

Valezzi (2007) que referiram a um mito relatado pelos indivíduos de seu estudo, segundo o qual se

deve consumir grande quantidade de proteínas para obter um aumento significativo na

musculatura. No entanto, se a ingestão for excessiva, ou seja, maior que a necessidade do

organismo, os aminoácidos extras podem ser convertidos em gordura e carboidrato para serem

armazenados¹0.

Adam et al., 2013 Brazilian Journal of Sports Nutrition

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Segundo Fujita, Silva e Navarro (2010), a suplementação de proteína antes e/ou após o

exercício favorece a hipertrofia muscular e a força. Já Carvalho et al. (2009) expõe que o

aumento do consumo proteico na dieta além dos níveis recomendados não leva a aumento

adicional da massa magra, pois argumenta que há um limite para o acúmulo de proteínas nos

diversos tecidos. O autor recomenda que ingestão proteica, após o exercício físico de

hipertrofia, favorece o aumento de massa muscular somente quando combinada à ingestão de

carboidratos e Orsatti, Maestá e Burini (2008) acrescentam que esta deve ocorrer no período de

1 a 3h após exercício com pesos¹² ²6 5.

Piaia, Rocha e Vale (2007) justificam o argumento, ao citar que os carboidratos exercem

importantes funções, dentre elas a preservação da proteína, pois que quando a quantidade de

carboidratos ingerida é insuficiente, a proteína pode ser utilizada como fonte energética.

Esclarecem ainda que o uso da proteína para esse fim não é desejável, já que sua principal

função está relacionada com o crescimento, a manutenção e o reparo de tecidos, portanto,

quantidades adequadas de carboidratos representam um aspecto muito importante na prática de

exercício, quando a demanda de energia e de proteínas pode estar aumentada²7.

Carvalho e Mara (2010) concordam com os autores supracitados, colocando que mesmo no

caso de atletas de força (fisiculturistas, halterofilistas, etc.) a recomendação de proteína pode ser

facilmente obtida por meio de uma dieta balanceada, que, portanto, é suficiente para promover a

necessária síntese proteica para o ganho de massa muscular, não havendo necessidade de

qualquer suplementação. As autoras reforçam que também para indivíduos que praticam

exercícios de natureza não competitiva, uma dieta balanceada conforme o que é recomendado

para a população em geral é suficiente para manutenção da saúde e para possibilitar bom

desempenho físico7.

Estudos mais recentes demonstram que indivíduos fisicamente ativos necessitam de uma

quantidade superior ao recomendado de proteína por dia, sendo esta diferente para cada tipo de

atividade, a fim de garantir a saúde e performance do indivíduo sem causar danos à saúde²8.

A qualidade de vida é o enfoque principal dos frequentadores da academia estudada, onde

estão sempre em busca de conhecimento, especialmente na área de nutrição. Sendo assim, a

maioria dos participantes do presente estudo relatou a importância de realizar todas as refeições

para obter um bom rendimento, assim como, sobre o consumo de água durante o exercício ser

suficiente e que uma alimentação adequada em quantidade, qualidade, variedade e harmonia é

suficiente para reposição das perdas decorrentes do exercício, não havendo necessidade do

consumo de suplementos nutricionais.

Contudo, apesar dos participantes demonstrarem um bom conhecimento sobre as vertentes

desta pesquisa, ainda há dúvidas sobre quantidades e horários relacionados ao consumo

alimentar e de água antes, durante e após o exercício, incluindo também a ocasião adequada ao

uso de suplementos nutricionais, por isso, faz-se fundamental a presença de um profissional

nutricionista para garantir que as informações corretas e com embasamento científico cheguem

a este público.

Adam et al., 2013 Brazilian Journal of Sports Nutrition

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