Unidade Incendio

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  • Instalaes Hidrossanitrias Prediais 1

    6. INSTALAES PREDIAIS DE COMBATE A INCNDIO

    6.1 QUADRILTERO DO FOGO

    Combustvel: elemento que reage com o oxignio, produzindo a combusto. Os combustveis podem ser divididos em: slidos, lquidos e gasosos. Um dos mtodos de extino consiste na retirada do material combustvel (ao fsica).

    Calor: elemento que d incio ao incndio e que incentiva a sua propagao. O mtodo de extino mais utilizado consiste no controle da reao de combusto ou resfriamento do material incendiado, sendo a gua o agente extintor mais utilizado.

    Oxignio: elemento responsvel pela manuteno das chamas e intensificao da combusto. Denomina-se abafamento ao mtodo de extino que consiste na diminuio dos nveis de oxignio abaixo da concentrao requerida pelos materiais para queimar. Exemplos: utilizao de panos para controle de pequenos incndios; utilizao de sistemas de inundao total com gs carbnico.

    Reao em Cadeia: ocorre na reao qumica da combusto (exotrmica) e acaba por retro-alimentar o processo. O mtodo de extino pela inibio da reao em cadeira da combusto aplica-se quelas em que h produo de chamas. Existem elementos capazes de reagir com os radicais ativos intermedirios da reao qumica da combusto, intervindo e rompendo a reao em cadeia.

    6.2 LEGISLAO

    Lei Municipal N 3301/1991 - Disposies sobre normas de preveno e proteo contra Incndio.

    Esta Norma fixa os requisitos indispensveis a Preveno e Proteo Contra Incndio nos prdios e estabelecimentos do Municpio de Santa Maria, considerando, principalmente, a segurana de pessoas, instalaes, equipamentos e mercadorias.

    Lei Estadual No. 10987/1997, RS. Estabelece normas sobre sistemas de preveno e proteo contra incndios,

    dispe sobre a destinao da taxa de servios especiais no emergenciais do Corpo de Bombeiros e d outras providncias.

  • Instalaes Hidrossanitrias Prediais 2

    Decretos Estaduais No. 37380/1997 e No. 38273/1998, RS. Aprova as Normas Tcnicas de Preveno de Incndios e determina outras

    providncias. As Normas tem por finalidade fixar os requisitos mnimos exigidos nas edificaes e no exerccio de atividades profissionais estabelecendo especificaes para a segurana contra incndios no Estado do Rio Grande do Sul.

    NR 23 - Proteo Contra Incndios, do Ministrio do Trabalho.

    Para fazer o projeto deve-se sempre adotar a lei municipal ou a lei estadual (a mais recente), se a lei municipal mais branda, vale a lei estadual. Para o dimensionamento e detalhamento das instalaes e equipamentos devem ser seguidas as normas brasileiras (ABNT).

    6.3 CLASSES DE INCNDIOS: CLASSE A Fogo em materiais combustveis slidos, tais como madeira, papel e assemelhados. A extino se d por resfriamento, principalmente pela ao da gua. CLASSE B Fogo em combustveis lquidos e gasosos, tais como: inflamveis, leos, graxas, vernizes, GLP e assemelhados. A extino se d por abafamento, pela quebra da cadeia qumica ou pela retirada do material. Os agentes extintores podem ser produtos qumicos secos, lquidos

    vaporizantes, CO2, gua nebulizada e a espuma mecnica (mais indicado). CLASSE C Fogo em equipamentos eltricos tais como: transformadores, motores, aparelhos de ar condicionado, televisores, rdios e assemelhados. So usados os ps qumicos secos, lquidos vaporizantes e o CO2. CLASSE D Fogo em metais pirofricos, tais como: magnsio, titnio e zircnio. Esses metais queimam mais rapidamente, o combate exige equipamentos, tcnicas e agentes extintores especiais, que formam uma capa protetora isolando o metal combustvel do ar atmosfrico.

    6.4 SISTEMA DE COMBATE A INCNDIO

    Objetivos: extinguir o fogo; evitar a sua propagao; resfriar os materiais e o edifcio.

    Classificao:

    - Sistemas mveis: extintores portteis e extintores sobre rodas. - Sistemas fixos:

    Sob comando: hidrantes e mangotinhos; Automticos: chuveiros automticos (sprinklers) e gua nebulizada.

  • Instalaes Hidrossanitrias Prediais 3

    6.5 SISTEMA DE PROTEO POR EXTINTORES DE INCNDIO

    Os Decretos Estaduais No. 37380/1997 e No. 38273/1998, RS, estabelecem: obrigatria a instalao de extintores de incndio em todas as edificaes e

    estabelecimentos existentes e em construo e a construir, excetuados os prdios unifamiliares.

    A existncia de outros sistemas de proteo no exclui a obrigatoriedade da instalao de extintores.

    Ser exigido, no mnimo, duas unidades extintoras por pavimento, exceto nos prdios exclusivamente residenciais e estabelecimentos com risco de incndio pequeno ou mdio, com rea construda de at 30 m2, onde ser exigida apenas uma unidade.

    Somente sero aceitos extintores de incndio cuja qualidade seja atestada pelo INMETRO e demais rgos credenciados.

    A classificao do risco de incndio ser feita com base nas normas do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB).

    Tabela 6.1. Quantidade de unidades extintoras (NR 23) Classe de risco

    rea de ao mxima para uma unidade extintora

    Distncia mxima a ser percorrida

    (A) Pequena 500 m2 20 m (B) Mdia 250 m2 10 m

    (C) Grande 150 m2 10 m

    Tabela 6.2. Tipo e capacidade dos extintores Tipo de extintor Unidade extintora Classe de incndio

    gua-gs ou gua pressurizada 10 l A Espuma 10 l A e B

    Gs carbnico (CO2) 6 kg B e C P qumico seco 4 kg (A), B e C

    P qumico especial - D

    A Lei N 3301/1991, do Municpio de Santa Maria, estabelece: Sempre que houverem duas ou mais classes de incndio juntas, dever ser usado

    um tipo nico de extintor para cobertura de todas elas. Quando no houver extintor nico para a cobertura das trs classes (A, B e C),

    devero ser exigidos que cubram as classes existentes, intercalando os diferentes tipos indicados, respeitando a quantidade de uma unidade para cada rea de ao mxima ou pavimento.

    A existncia de garagem (coberta ou descoberta) ou elevador no prdio obriga a instalao de extintores nestes locais independente do nmero de pavimentos.

    Os extintores devero ser localizados obedecendo os seguintes critrios: I onde sejam bem visveis, para que todos fiquem familiarizados com sua

    localizao; II onde haja menor probabilidade de o fogo bloquear seu acesso; III no ter sua parte superior a mais de 1,80 metros acima do piso;

  • Instalaes Hidrossanitrias Prediais 4

    IV no estar localizados nas paredes das escadas; V quando sobre rodas, terem sempre garantido livre acesso a qualquer ponto

    do estacionamento; VI estar claramente sinalizados e com a indicao das classes de fogo a que

    aplicam (de fcil compreenso para leigos).

    O acesso aos extintores, em hiptese alguma, poder ser obstrudo total ou parcialmente.

    Os responsveis pela segurana e atendimento dos prdios devero possuir conhecimento de manuseio e emprego dos extintores a ser administrado pela firma instaladora ou Corpo de Bombeiros.

    A instalao dos extintores dever ser permanentemente mantida em rigoroso estado de conservao e funcionamento.

    Figura 6.1. Esquema de instalao do extintor de incndio.

  • Instalaes Hidrossanitrias Prediais 5

    6.6 INSTALAES HIDRULICAS DE COMBATE A INCNDIO SOB COMANDO

    Os Decretos Estaduais No. 37380/1997 e No. 38273/1998, RS, estabelecem: As edificaes devero ser dotadas de instalaes hidrulicas de combate a

    incndio quando: I - possurem altura superior a 12 m; II - no sendo residenciais, tiverem rea total construda superior a 750 m2; III - forem destinadas a postos de servio ou garagem com abastecimento de combustveis; IV - destinadas residncia, com rea de pavimento superior a 750 m2; V - servirem como depsitos de gs liqefeito de petrleo; VI - Depsitos de lquidos inflamveis e combustveis.

    Instalaes Hidrulicas de Proteo Contra Incndio sob comando: aquelas em que o afluxo de gua, do ponto de aplicao, faz-se atravs de controle manual de dispositivos adequados.

    Para a instalao deste sistema, devero ser obedecidas as exigncias da NBR 13714 da ABNT, sendo que somente sero aceitos esguichos especiais regulveis.

    As edificaes que no possurem sistema hidrulico sob comando, distando a mais de 30m da via de acesso para veculos de combate a incndio, devero instalar rede seca.

    Nas edificaes onde houver reserva de gua elevada, com capacidade superior a 10.000 l. (dez mil litros), dever ser instalado um ponto de tomada de gua, com prolongamento at local de fcil acesso para veculos de combate a incndio.

    6.6.1 Terminologia (NBR 13714/2000)

    Bombas de incndio:

    a) Bomba principal: bomba hidrulica centrfuga destinada a recalcar gua para os sistemas de combate a incndio.

    b) Bomba de pressurizao (Jockey): bomba hidrulica centrfuga destinada a manter o sistema pressurizado em uma faixa preestabelecida.

    c) Bomba de reforo: bomba hidrulica centrfuga destinada a fornecer gua aos hidrantes ou mangotinhos mais desfavorveis hidraulicamente, quando estes no puderem ser abastecidos somente pelo reservatrio elevado.

    Dispositivo de recalque: dispositivo para uso do Corpo de Bombeiros, que permite o recalque de gua para o sistema, podendo ser dentro da propriedade quando o acesso do Corpo de Bombeiros estiver garantido.

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