Princ­pios bsicos de Incuba§£o - .entrando a partir da­ no ciclo de Krebs,...

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  • Princpios bsicos de Incubao Thomas A. C. Calil Mdico Veterinrio CRMV-SP 15018 Gerente de Operaes Pas Reform do Brasil

    Atualmente a avicultura moderna est se voltando para o tema incubao numa freqncia e intensidade nunca antes encontrada em outro segmento dessa cadeia produtiva. O conhecimento acumulado em reas diversas como nutrio e alimentao, sanidade, manejo, ambincia se desenvolveu em um ritmo dificilmente acompanhado pela incubao nos ltimos anos.

    Entretanto, a necessidade mandatria de se conhecer as constantes alteraes dos processos metablicos dos embries fez com que vrias frentes de pesquisas de instituies pblicas e tambm da iniciativa privada focassem o entendimento e as associaes entre fenmenos bioqumicos/biofsicos e os parmetros fsicos da incubao moderna. Tal necessidade tem trazido benefcios indstria avcola tais como o surgimento de equipamentos de incubao de altssima qualidade, completamente alinhados s demandas biolgicas e fsicas do ovo incubado das linhagens atuais. Toda a aplicao prtica desse conhecimento do mundo da incubao voltada, principalmente, para os equipamentos de estgio nico, os quais ainda no so comumente usados no nosso pas.

    Os parmetros fsicos necessrios para uma correta incubao continuam os mesmos desde o incio da incubao industrial. O que foi alterado e deve ser de conhecimento dos incubadores a maneira como gerenciamos viragem, ventilao, umidade e temperatura e a relevncia atribuda a cada um desses parmetros. A utilizao de controle de CO2 foi adicionada ao rol das necessidades do embrio de certa forma recentemente e ainda levanta controvrsias por parte da comunidade cientfica e fabricantes de equipamentos.

    Vrios artigos cientficos comprovam que a gerao de calor no final do perodo de incubao dos embries das linhagens modernas praticamente o dobro do que se via na dcada de 80 (Lourens, 2006). Isso culminou na evidente incapacidade dos equipamentos de incubao em lidar com a remoo adequada de calor nos estgios finais do desenvolvimento embrionrio, seja a incubao realizada no modelo de estgio mltiplo ou nico (equipamentos de geraes anteriores).

    Portanto, de todas as conseqncias da evoluo no desenvolvimento embrionrio, o controle de sua temperatura e no somente da mquina o item mais importante nos dias atuais. Compreendendo a fisiologia embrionria podemos entender porque o controle de temperatura afeta todos os outros parmetros fsicos e tambm afetado por eles.

    Devemos sempre entender o processo de incubao como uma perfeita simbiose entre fenmenos bioqumicos e fenmenos fsicos mutuamente combinados atravs de metodologias cientficas aplicadas. Embora nossa capacidade de interveno, por enquanto, esteja limitada aos fatores fsicos, de extrema importncia conhecer os fenmenos bioqumicos para que os fsicos exeram influncias positivas sobre eles. Dos fenmenos fsicos envolvidos na incubao a temperatura , com segurana, o mais importante.

    O correto entendimento da temperatura do embrio e da mquina deve estar associado aos outros trs parmetros fsicos consagrados da incubao e justamente sobre esses parmetros que discorreremos nas prximas pginas.

  • Fisiologia embrionria princpios bsicos

    Quando o assunto fisiologia embrionria, logo os eventos morfolgicos e cronolgicos ao longo dos 21 dias de incubao nos vm mente, como a idade correta de incubao para o surgimento de rgos e estruturas, sejam elas visveis ou no a olho nu. Entretanto, para ilustrar um exemplo, o fato de sabermos que o surgimento dos batimentos cardacos tem incio por volta de 48 horas de incubao no nos faz entender como podemos auxiliar o embrio a se desenvolver melhor. preciso ir alm. preciso conhecer a fisiologia do embrio desde o incio da incubao, que se d ainda no trajeto oviduto-cloaca.

    A fisiologia completa do desenvolvimento embrionrio tema muito extenso e de grande complexidade. Entretanto basta entendermos alguns dos principais fenmenos que ocorrem no embrio para podermos ter uma viso geral que nos permita intervir positivamente em nosso dia-a-dia dentro de um incubatrio.

    Quando ocorre a fecundao (momento em que o espermatozide se funde ao vulo) algumas reaes qumicas tomam lugar, o blastodisco (pequena rea brancacenta visvel a olho nu) se transforma didaticamente em blastoderma e os processos de embriologia precoce se iniciam estimulados apenas pela temperatura interna da ave. De maneira geral, tais processos so resumidos em clivagem (quando ocorre a formao das zonas opacas e pelcidas) e gastrulao. A clivagem tem incio ainda durante a formao da casca na cmera calcgena da ave e nela se forma a blastocele aps sucessivas divises de clulas denominadas blastmeros e tambm os precursores dos futuros tecidos embrionrios e da ave adulta, denominados neste momento epiblasto e hipoblasto. J a gastrulao o momento mais importante desde a fecundao e caracterizada principalmente pelo incio da transio de uma estrutura bi-dimensional (2D) para uma estrutura tri-dimensional (3D) ocorrendo ainda no organismo da galinha e sua durao muito restrita, sendo a formao do eixo central do embrio o fenmeno mais importante, pois a partir da ter incio a linha primitiva e a formao dos somitos, os quais originaro os rgos da ave at a fase adulta (Boerjan, 2006). Durante a gastrulao trs camadas de clulas se estabelecem e alguns autores indicam o surgimento dessas camadas como ponto de incio da gastrulao. As trs camadas originadas durante a gastrulao so (Hybro, 2007):

    - Endoderma: Dar origem ao sistema respiratrio, rgos secretores e contribuiro para a formao de vrias partes do trato gastro intestinal.

    - Ectoderma: Ser a base principal para a formao da pele, bico, cloaca, olhos e sistema nervoso.

    - Mesoderma: A partir dessa camada os ossos, o sistema sanguneo/circulatrio, excretrio, e os rgos reprodutores tero incio.

    No momento da postura o blastoderma est em fase de gstrula. Portanto, essas clulas podem ser consideradas clones uma das outras, sem funo especfica at esse momento (denominadas tecnicamente clulas indiferenciadas toti e pluripotentes). Basta fornecer temperatura para podermos dizer que o processo de incubao tem incio e a partir desse momento podemos dizer, tambm, que o que ocorre no embrio subdividido em trs fases distintas que por alguns momentos se interpolam, visto que os diferentes tecidos embrionrios tm diferentes limiares timos de desenvolvimento, todos associados temperatura (Decuypere & Michels, 1992). Isso faz com que no seja possvel determinar o momento exato em que inicia e/ou termina qualquer dessas fases. Em geral o que ocorre no embrio :

  • Diferenciao

    Diferenciao Celulara formao dos rgos vitais do embrio tem incio. Neste momento ocorrem as principais interferncias genticas e a biologia celular tem um acelerado metabolismo. A diferenciao celular ocorre atravs da interao entre instquesto e fatores qumicos auxiliados por princpios mecnicos e fsicos.

    Crescimento: Uma vez havendo a especializao, cada grupo celular

    inicia uma seqncia organizada de multiplicao (mitoses sucessivascrescimento (hipertrofia) que levar para a formao de tecidos e rgos. Esta a fase de maior durao e ocorre concomitantemente com a diferenciao e maturao celular durante determinados perodos.

    Maturao: Uma vez que tecidos e rgos vitais e

    incio a maturao dos mesmos, ou seja, o estabelecimento de suas funes propriamente ditas. durante essa fase que as principais glndulas iniciam a secreo hormonal promovendo evidente interao entre rgos atravs de constantes numa entranhada cadeia promotora de causas e efeitos metablicos.

    O Grfico esquemtico discutida (Boerjan, 2006).

    E, para que isso ocorra fisiologicamente da melhor maneira possvel, do que o

    embrio precisa?

    Crescimento Maturao

    Diferenciao Celular: As clulas se tornam especializadas e a partir da a formao dos rgos vitais do embrio tem incio. Neste momento ocorrem as principais interferncias genticas e a biologia celular tem um acelerado metabolismo. A diferenciao celular ocorre atravs da interao entre instrues genticas contidas no DNA da espcie em questo e fatores qumicos auxiliados por princpios mecnicos e fsicos.

    : Uma vez havendo a especializao, cada grupo celular inicia uma seqncia organizada de multiplicao (mitoses sucessivascrescimento (hipertrofia) que levar para a formao de tecidos e rgos. Esta a fase de maior durao e ocorre concomitantemente com a diferenciao e maturao celular durante determinados perodos.

    : Uma vez que tecidos e rgos vitais estejam formados, tem incio a maturao dos mesmos, ou seja, o estabelecimento de suas funes propriamente ditas. durante essa fase que as principais glndulas iniciam a secreo hormonal promovendo evidente interao entre rgos atravs de constantes feed backs positivos e negativos, numa entranhada cadeia promotora de causas e efeitos metablicos.

    esquemtico abaixo define didaticamente a cronologia de cada fase

    E, para que isso ocorra fisiologicamente da melhor maneira possvel, do que o

    Avakian, 2005

    Maturao

    especializadas e a partir da a formao dos rgos vitais do embrio tem incio. Neste momento ocorrem as principais interferncias genticas e a biologia celular tem um acelerado metabolismo. A diferenciao celular ocorre atravs da

    rues genticas contidas no DNA da espcie em questo e fatores qumicos auxiliados por princpios mecnicos e fsicos.

    : Uma vez havendo a especializao, cada grupo celular inicia uma seqncia organizada de multiplicao (mitoses sucessivas) e crescimento (hipertrofia) que levar para a formao de tecidos e rgos. Esta a fase de maior durao e ocorre concomitantemente com a diferenciao e maturao celular durante determinados perodos.

    stejam formados, tem incio a maturao dos mesmos, ou seja, o estabelecimento de suas funes propriamente dita