NEGÓCIOS DIGITAIS – A INTERNET COMO PLATAFORMA DE SERVIÇOS - PDF

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A Internet nos últimos anos tem evoluído exponencialmente. Tanto no crescimento da quantidade de usuários e sites, quanto em serviços oferecidos para os internautas. O que antes era restrito a compartilhamento de informações, envio de emails, bate-papo por parte dos usuários, hoje há uma gama de serviços disponíveis, que vão desde serviços bancários, passando por redes sociais, compras coletivas, chegando até a sites que oferecem reservas de mesas de diversos restaurantes ao redor do planeta. Diante desta nova fase da Internet, chamada de Web 2.0, este artigo tem o objetivo de demonstrar, através da pesquisa e estudos bibliográficos, que há um mercado com grande potencial a ser explorado por pessoas de vários setores, inclusive os da área de Sistemas de Informação. Este artigo discute o conceito de Startup Digital e procura explicar o movimento empolgante de jovens empreendedores que criam soluções que, ao mesmo tempo em que solucionam problemas dos seus usuários, geram receita para suas Startups, com o objetivo de verificar se a Internet é viável como plataforma de serviços para o surgimento de novos modelos de negócio.

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NEGCIOS DIGITAIS A INTERNET COMO

PLATAFORMA DE SERVIOS1

Fernando da Silva Pontes2

RESUMO

A Internet nos ltimos anos tem evoludo exponencialmente. Tanto no crescimento da quanti-

dade de usurios e sites, quanto em servios oferecidos para os internautas. O que antes era

restrito a compartilhamento de informaes, envio de emails, bate-papo por parte dos usu-

rios, hoje h uma gama de servios disponveis, que vo desde servios bancrios, passando

por redes sociais, compras coletivas, chegando at a sites que oferecem reservas de mesas de

diversos restaurantes ao redor do planeta. Diante desta nova fase da Internet, chamada de Web

2.0, este artigo tem o objetivo de demonstrar, atravs da pesquisa e estudos bibliogrficos, que

h um mercado com grande potencial a ser explorado por pessoas de vrios setores, inclusive

os da rea de Sistemas de Informao. Este artigo discute o conceito de Startup Digital e pro-

cura explicar o movimento empolgante de jovens empreendedores que criam solues que, ao

mesmo tempo em que solucionam problemas dos seus usurios, geram receita para suas Star-

tups, com o objetivo de verificar se a Internet vivel como plataforma de servios para o

surgimento de novos modelos de negcio.

Palavras-chave: Internet; Startups Digitais; Empreendedorismo; Modelos de negcio; Plata-

forma de servios.

ABSTRACT

Internet in the last years has exponentially developed. Both in the growth of the number of

users and sites, and in services offered to internet users. What before was restricted to sharing

information, sending e-mails, chat among users, there is now a range of available services,

ranging from banking services, going through social networks, collective purchasing, reaching

sites which offer reservation for tables in many restaurants around the planet. Given this new

phase of the internet, called Web 2.0, this article aims to demonstrate, through the research

and bibliographical studies, that there is a market with great potential to be explored by peo-

ple from many sectors, including the ones from the area of Systems of Information. This arti-

cle discuss the concept of Digital Startup and looks for explaining the exciting movement of

young entrepreneurs who create solutions that, at the same time they solve problems of their

users, generate revenue for their startups, in order to verity if Internet is practicable as a plat-

form of services to the emergence of new models of business.

Keywords: Internet; Digital Startup; Entrepreneurship; Business Models; Service platform.

1 Artigo Cientfico apresentado ao curso de Sistemas de Informao da Faculdade de Imperatriz (FACIMP),

como requisito para a obteno do ttulo de Bacharel em Sistemas de Informao, sob a orientao do Prof. Es-

pecialista Jorge Ferreira da Costa. 2 Graduando do Curso de Sistemas de Informao da Faculdade de Imperatriz FACIMP.

2

1 INTRODUO

Conforme o relatrio Broadband: State of Broadband3 publicado pela ONU em setem-

bro de 2012, existem 2.26 bilhes de usurios de Internet, onde o Brasil j a quarta nao

que acessa mais a Internet no mundo, com cerca de 70% de penetrao. O mesmo relatrio

aponta o crescente acesso Internet por dispositivos mveis e que s os smartphones somaro

cerca de 3 bilhes de unidades at 2017. Atrelado a esta pesquisa o Ibope Media divulgou em

setembro de 2012 que o Brasil alcanou 70,9 milhes4 de pessoas com acesso Internet no

local de trabalho ou em sua residncia, resultado de um aumento de 7% nos ltimos seis me-

ses e de 16% no perodo de um ano.

Atravs destas informaes, percebe-se o real potencial de uma mdia que teve seu ob-

jetivo inicial com o intuito de conectar mainframes e compartilhar seu poder de processamen-

to e hoje considerada pela ONU um dos direitos humanos. Por trs deste potencial, revela-se

um mercado promissor para aqueles que se aventuram em desenvolver servios que solucio-

nem uma diversidade de problemas para esta quantidade enorme de internautas que esto vi-

dos por ferramentas que ajudem a melhorar as suas vidas.

Sendo assim, com o presente artigo, busca-se verificar atravs de pesquisa e estudo bi-

bliogrficos se a fase atual da Internet Mundial o momento propcio para aqueles que que-

rem investir tempo e dinheiro para desenvolver solues que utilizem a Internet como plata-

forma de servios, onde qualquer um pode criar uma ferramenta que, ao mesmo tempo em

que solucione os problemas de vrias pessoas no mundo, tambm seja rentvel, podendo as-

sim verificar se h tambm um mercado para absorver estes empreendimentos. Esta nova fase

tambm conhecida como a segunda5 era das Startups Digitais

6, onde tem-se como grandes

cases, players como Facebook, Google, Instagram, Tumblr, Twitter, Buscap, Peixe Urba-

no, Apontador e tantos outros.

3 Relatrio que avalia a implantao da Banda Larga em todo o mundo. Disponvel em: <

http://www.broadbandcommission.org/Documents/bb-annualreport2012.pdf>. Acesso em: 18 jan. 2012. 4 Internet no Brasil cresceu 16% em um ano. Disponvel em: < http://www.ibope.com.br/pt-

br/relacionamento/imprensa/releases/Paginas/Internet-no-Brasil-cresceu-16-em-um-ano.aspx>. Acesso em: 18

jan. 2012. 5 A primeira era aconteceu nos anos de 1993 at o estouro da bolha da Internet no ano 2000. 6 So empresas de pequeno porte, recm-criadas ou ainda em fase de constituio, com atividades ligadas pesquisa e desen-volvimento de ideias inovadoras, cujos custos de manuteno sejam baixos e ofeream a possibilidade de rpida e consistente gerao de lucros (SEBRAE).

3

2 O INCIO DA INTERNET AO SEU CONTEXTO ATUAL

A Internet atual est anos luz do que foi na sua fase inicial. No se sabe ao certo quan-

do e onde foi criada realmente, o que se sabe que na dcada dos anos de 1960, tanto nos

Estados Unidos, com a ARPANET7, quanto na Europa mais precisamente no Reino Unido

com a NLP Data Communications Network, existiam projetos para o desenvolvimento de

redes de computadores. Nestes laboratrios, tambm foram desenvolvidos protocolos como o

TCP/IP8 e outras tcnicas como a comutao de pacotes.

Em 29 de outubro de 1969, Leonard Kleinrock, ento membro da equipe da ARPA-

NET, conseguiu pela primeira vez transmitir uma mensagem9 entre mainframes interligados

por microcomputadores, os IMPs (Interface Message Processor), na rede da ARPANET. Um

pouco antes na Inglaterra, o governo britnico desenvolvia e implantava a Mark I, uma das

redes pioneiras que utilizava o conceito de comutao de pacotes. Porm, devido burocracia

e o desinteresse do GPO (General Post Office), rgo do governo britnico responsvel pelo

monoplio do sistema de comunicao, a rede que entrou em operao em 1967, funcionou

somente at 1973 em carter experimental (CARVALHO, 2006, p. 14).

Aps vrios acontecimentos, surgia em 1972, o primeiro programa para enviar e rece-

ber mensagens eletrnicas (emails). O mesmo foi desenvolvido pela necessidade que a AR-

PANET tinha de coordenar as suas atividades internas entre vrios tcnicos e cientistas. Da

em diante, o uso do email cresceu at se tornar, durante mais de uma dcada, a aplicao mais

utilizada em toda a rede, contrariando as previses iniciais de que a ARPANET seria, princi-

palmente, usada para o compartilhamento de recursos computacionais (CARVALHO, 2006,

p. 20).

No entanto, para que a ARPANET se consolidasse como uma tecnologia pronta seria

necessrio convencer seus usurios finais. E em outubro de 1972, a ARPANET foi apresenta-

da durante a primeira International Conference on Computer Communications (ICCC), em

Washington, nos Estados Unidos, e o resultado foi surpreendente. At mesmo os mais cticos,

como as empresas telefnicas, se rederam ao potencial que a ARPANET representava. A par-

tir da muitas empresas foram criadas para explorar os recursos que a rede disponibilizava, e

7 Advanced Research Projects Agency Network. 8 Transport Control Protocol - Internet Protocol. 9 Eles conseguiram transmitir o "l" e "o", e ento o sistema caiu! Portanto, a primeira mensagem na Internet foi

"lo". Eles foram capazes de fazer o login completo cerca de uma hora mais tarde. (Informao disponvel em:

).

4

outras foram criadas para aperfeio-la e assim tornar-se uma rede mundial conhecida como

Internet (CARVALHO, apud SALUS, 1995, p. 70).

At ento a Internet era composta por um aglomerado de informaes em texto puro,

sem qualquer estilo de design como apresentada hoje. Alguns esforos foram feitos para

melhor-la esteticamente, mas algo que realmente iria mudar a cara da Internet s surgiu 20

anos depois da primeira transmisso de dados da ARPANET. Foi em 1989, atravs de Tim

Berners-Lee, um engenheiro de software que trabalhava no CERN10

, que a Rede Mundial de

Computadores ganhou uma nova face, a World Wide Web (WWW).

A Web, como mais conhecida, uma das aplicaes que rodam sobre a Internet e

constituda por trs tecnologias fundamentais. So elas:

HTML: HyperText Markup Language. a linguagem de marcao responsvel

por formatar as pginas e p