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  • congado dos Arturos, contagem, mG.

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    Po e s i a E s t r a n g e i r a

    Hildebrando Prez Grande

    Traduo de Diana Araujo Pere ira

    Hildebrando Prez Grande. lima, 1941. Professor titular da escola de literatura da universidad Nacional mayor de san marcos. Prmio de Poesia casa de las Amricas, la Habana, 1978. Prmio internacional de Poesia rafael Alberti, la Haba-na-Andaluca, 2013. Prmio inter Art, lima, 2013. diretor Aca-dmico da revista de letras & Artes martn. Autor de Aguar-diente, forever (cinco edies la Habana, Grenoble, lima). seus poemas foram traduzidos para o ingls, italiano, Alemo, Portugus e suas canes foram interpretadas por margot Palomino, richard Villaln, daniel Holgado, entre outros. Participou de diversos fes-tivais de poesia, feiras de livros e colquios literrios na Amrica e europa.

    Professora de literatura da universidade Federal da integrao latino-Americana (uNilA). Graduada em Portugus- -espanhol pela uFrJ (1998), mestrado em lngua e literaturas Hispnicas (2002) e doutorado em literaturas Hispnicas tambm pela uFrJ, com perodo de doutorado sanduche (capes) na universidad de sevilla (2007). de 2008 a 2010 realizou estgio ps-doutoral na uFrJ. autora de vrios livros de crtica literria e tradues, alm de poeta.

  • Traduo de Diana Araujo Pere ira

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    Honeyt noms, honey, me dicesY no sabes cmo se arrebata mi lengua.t noms, honey, deliras, Y balbuceas constelaciones remotas,mariposas ardientes, Pinos frescos,mientras un ro de mielilumina la noche gastada por tus cnticos y aullidos.

    con mi torpe abecedario que viene desde antiguolevanto tu nombresagrado y sangrante,con tu honey y mi lengua,con mi flecha y tu honey, Oh, Poesa.

  • Hildebrando Prez Grande

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    Honeys voc, honey, me dizese no sabe como se arrebata minha lngua.s voc, honey, deliras, e balbuceias constelaes remotas,Borboletas ardentes, Pinheiros frescos,enquanto um rio de melilumina a noite gasta por teus cnticos e uivos.

    com meu torpe abecedario que vem do antigolevanto teu nomesagrado e sangrante,com teu honey e minha lngua,com minha flecha e teu honey, Oh, Poesia.

  • Traduo de Diana Araujo Pere ira

    222

    el ngel exterminadorentre los espejos de tu mirardesordenadocomo las sbanas calcinadasdel hoteldonde apenas sobrevives al huracn sedientode tu doncella, te preguntassi te irs de este mundo con las manosVacas o si te dejarnllevar en tu piel estrujadala huellade aquellos mordiscosQue deliciosamente te hicieron ceniza,Velamen lunar,Pradera interminable,soplo divino.

  • Hildebrando Prez Grande

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    O anjo exterminadorentre os espelhos do teu olhardesordenadocomo os lenis carbonizadosdo hotelOnde apenas sobrevives ao furaco sedentode tua donzela, te perguntasse irs deste mundo com as mosVazias ou se te deixarolevar em tua pele espremidaA marcadaquelas mordidasQue deliciosamente te fizeram cinza,Velame lunar,Pradaria interminvel,sopro divino.

  • Traduo de Diana Araujo Pere ira

    224

    el boxeadorNufrago de ti mismo, perdidoentre los frutos del marY aquel alfabeto que no entiendes,No sales de tu asombroNi de las olasQue te arrastran ms y ms y an ms.Y bebes la ltima copa de vino,el beso feroz del tiempo:esa fugaz eternidadQue empiezas a contar como un boxeadorHerido en la lonadonde relampagueas como un carbnHmedo, tratando de no extinguirte, esperandocon rabia mal disimuladala cuenta de 7, 8, 9,10, fuera! ante el aplausocanalla del olvido.

  • Hildebrando Prez Grande

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    O boxeadorNufrago de ti mesmo, perdidoentre os frutos do mare aquele alfabeto que no entendes,No escapas do assombroNem das ondasQue te arrastam mais e mais e ainda mais.e bebes a ltima taa de vinho,O beijo feroz do tempo:essa fugaz eternidadeQue comeas a contar como um boxeadorFerido na lonaOnde relampagueias como um carvomido, tentando No se extinguir, esperandocom raiva mal dissimuladaA conta de 7, 8, 9,10, fora! diante do aplausocanalha do esquecimento.

  • Traduo de Diana Araujo Pere ira

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    Big Bangdicen que mi estancia planetariaHa concluido,Que me vaya con mis huesosFidedignosA otro mundo. Al hueco negro,si es posible. Pero yo quieroreparar estas callesrotas,estos bosquescalcinados.Y beberel agua de los rosQue atraviesanmi infancia,los valles amables,mi pecho ya resquebrajado.

    Quiero quedarmeAqu, Bucear en tu amar:Que es el vivir.

  • Hildebrando Prez Grande

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    Big-Bangdizem que minha estncia planetriaJ terminou,Que v embora com meus ossosFidedignosA outro mundo. Ao buraco negro,se for possvel. mas eu queroreparar estas ruasrotas,estes bosquescarbonizados. e beberA gua dos riosQue atravessam minha infncia,Os vales amveis,meu peito j rachado.

    Quero ficarAqui, mergulhar em teu amar:Que o viver.

  • Traduo de Diana Araujo Pere ira

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    el siglo de los busesAhora que estamos ciegos, miramosmejor que nunca: las algasrelampagueancon su triste color azabache,el oxgeno ralea. tambin los sueos.en el horizonte herido humean las alas de un zorzal ahumado.Y la lluvia huele a carne sazonadaPor alguna vendimia deleznable.este mundo se vieneAbajo. Hay muchos muertos,Heridos y confusos. ciegoscomo estamos, miramosmejor que nunca. es el siglode los buses.

    un hueso durode roer es el smog. como el cielo.

  • Hildebrando Prez Grande

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    O sculo dos nibusAgora que estamos cegos, vemosmelhor que nunca: as algasrelampagueiamcom sua triste cor azeviche,O oxignio enrarece. tambm os sonhos.No horizonte ferido exalam as asas de um zorzal defumado.e a chuva cheira a carne temperadaPor alguma colheita detestvel.este mundo desaba.H muitos mortos,Feridos e confusos. cegoscomo estamos, vemosmelhor que nunca. o sculodos nibus.

    um osso durode roer o smog. como o cu.

  • congado dos Arturos, contagem, mG.

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    Po e s i a E s t r a n g e i r a

    tradutora. realizou a sua Graduao em letras Hispnicas com meno em lingustica, na Puc do chile (2005). mestre em literatura, pela universidade do chile (2009) e doutora em letras Vernculas (literatura Brasileira), pela universidade Federal do rio de Janeiro (2014). desde 2013 trabalha como tradutora. realiza trabalhos para a ABl e est a cargo da coleo de literatura brasileira da editora chilena calabaza del diablo.

    rossella di Paolo

    Traduo de Ana Lea Plaza

    rossella di Paolo nasceu em lima, em 1960, e estudou lite-ratura na Pontifcia universidade catlica do Peru. Publicou os seguintes livros de poesia: Prueba de galera. lima: Antares, 1985; Continuidad de los cuadros. lima: Antares, 1988; Piel alzada. lima: col-millo Blanco, 1993; Tablillas de San Lzaro. lima: Fondo editorial de la Pontificia universidad catlica del Per, 2001.

    Poemas seus tm sido reunidos em diferentes antologias de poesia peruana e hispano-americana, tais como: Cuerpo plural. Antologa de la poe-sa hispanoamericana contempornea, editado por Gustavo Guerrero. Valencia: instituto cervantes y Pre-textos, 2010 e La poesa del siglo XX en Per. seleccin y prlogo de Jos miguel Oviedo. madrid: Visor, 2008.

    como docente universitria, rossella di Paolo tem escrito tambm comentrios e resenhas literrias para meios locais, e participa em edi-es e exibies multidisciplinarias de poesia, pintura e fotografia.

    Os poemas apresentados fazem parte do livro de poemas indito, La silla en el mar, em homenagem ao escritor norte-americano Herman melville.

  • Traduo de Ana Lea Plaza

    232

    limaA Herman Melville y a Paul Gauguin que la conocieron de paso y de nio.

    Van vienen melville yGauguin perdidos entre jiro-nes de baba blancaballena enrollndose y de-senrollndose inmensatela virgen horror vacuiarpones pinceles palosde ciego en la neblinatoda superficie es blancaherir las superficiestodas las superficies blancascomo el miedo / como el vtreo volcado de los ojoso los cruzados huesosvade-retro cielo de lima vendaje horrendo rondante inventode gallinazosail prpura cian sangre ocre turquesa...sangre bermelln verde siena violeta...azul-cobalto amarillo turqu sangre magenta...

  • Rossella Di Paolo

    233

    limaA Herman Melville e a Paul Gauguin que a conheceram de passagem e de menino.

    Vo vm melville eGauguin perdidos entre farra-pos de baba brancabaleia enrolando-se e de-senrolando-se imensatela virgem horror vacuiarpes pincis e pausde cego na neblinatoda superfcie brancaferir as superfciestodas as superfcies brancascomo o medo / como o vtreo volcado dos olhosou os cruzados ossosvade-retro cu de limabandagem horrenda rondante inventode urubusanil prpura ci sangue ocre turquesa...sangue vermelho verde siena violeta...azul-cobalto amarelo turqui sangue magenta...

  • Traduo de Ana Lea Plaza

    234

    tres para Bartlebyngelus cado non serviam!

    No soy el esclavo del seorde cierta edad.No se har en msegn su palabra.No se har en m el verbocarne de accin.No servir oh no servirpara nada.

  • Rossella Di Paolo

    235

    trs para BartlebyAngelus cado non serviam!

    No sou o escravo do senhorde certa idade.No se far em mimsegundo a sua palavra.No se far em mim o verbocarne de ao.No servirei oh no servireipara nada.

  • Traduo de Ana Lea Plaza

    236

    No lzarote arrancara de la siesta de vivir muertosi conociera la mano que sujeta las manecillasde tu corazn sol de piedra campana de piedra paradita tu boca no se abrir al aire de mi bocame levanto me arranco el polvo los pelos un poco la penay camino cmo camino lejos de ti.

  • Rossella Di Paolo

    237

    No lzarote arrancaria da sesta de