Almanaque Paulo Freire

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    03-Jan-2016
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  • Conta Freire que queria ser cantor, viver de msica, sair cantando para as gentes e com elas. De certa forma, Paulo Freire

    mesmo um cantor. Melhor, um cantador da palavra criada,

    intencionada e cultivada desde o povo, do contexto social, brasileiro ou

    universal, como o so Guimares Rosa, Chico Buarque, Augusto Boal,

    Thiago de Mello, Jorge Amado, Geraldo Vandr, Gilberto Gil, Patativa

    do Assar, Ariano Suassuna, Henfil, dentre outros tantos, por ele

    admirados. E canta a msica da luta. Queria ser lembrado por isso.

    Canta a esperana. Canta, com amor ardente, a autonomia,

    a libertao, a justia social, o dilogo e a criao,

    na educao e na vida.

  • AlfabetizaoCrculo de cultura

    ConhecimentoConscientizao

    Cultura Dilogo

    Curiosidade Educaotica Humanizao

    LiberdadePoliticidade

    Esperana

    ALMANAQUE HISTRICOCoordenao GeralMercado Cultural

    Coordenao de ProduoFlvia Diab

    Coordenao de AdministraoClo Assis

    Coordenao PedaggicaJason MafraSonia Couto

    Textos e Atividades LdicasJos Eustquio RomoMaria Jos ValeSandra Cristina Gorni BenedettiSonia Maria Gonalves Jorge

    ConsultoriaAlpio CasaliLisete ArelaroMoacir GadottiRicardo HascheVera Barreto

    CuradoriaAna Maria Arajo FreireLutgardes Costa FreireInstituto Paulo Freire

    ProduoMaria OliveiraNomia Inohan

    Reviso de TextosBeatriz de Paoli

    ImagensAcervo Ana Maria Arajo Freire, Acervo Filhos Paulo Freire, Acervo Instituto Paulo Freire

    Projeto Grfico e DiagramaoMiriam Lerner

    CapaLula Ricardi XYZ Design

    PROJETO MEMRIA 2005

    Paulo Freire Educar para Transformar

    Fundao Banco do Brasil

    PresidenteJacques de Oliveira Pena

    Diretor Executivo de Desenvolvimento SocialAlmir Paraca Cristvo Cardoso

    Diretor de Tecnologia Social e CulturaLuis Fumio Iwata

    AssessoraMaria Helena Langoni Stein

    Petrobras

    PresidenteJos Sergio Gabrielli

    Gerente Executivo de Comunicao InstitucionalWilson Santarosa

    Gerente de Comunicao NacionalLuis Fernando Nery

    Coordenadores do Projeto MemriaJanice DiasLenart Nascimento Filho

    Instituto Paulo Freire

    Diretor GeralMoacir Gadotti

    Diretores Pedaggicosngela AntunesPaulo Roberto Padilha

    Diretora de Relaes InstitucionaisSalete Valesan Camba

    Coordenadores do Projeto MemriaJason MafraSonia Couto

    ColaboradoresAnderson AlencarAlex RibeiroFlander Calixto

    Paulo Freire CIDADO BRASILEIRODE VOLTA DOCNCIA

    48 a 52

    COMO SECRETRIO MUNICIPAL DE EDUCAO DE SO PAULO 51

    LTIMOS ESCRITOS58

    REPERCUSSES E HOMENAGENS61 a 64

    SUMRIO

    Paulo Freire CIDADO DO MUNDONA BOLVIA E NO CHILE

    32 a 38

    NOS ESTADOS UNIDOS E NA SUA39 a 42

    NA FRICA43 a 47

    Paulo Freire CIDADO NORDESTINOINFNCIA

    5 a 11

    ADOLESCNCIA12 a 16

    JUVENTUDE E IDADE ADULTA17 a 31

    UtopiaDADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAO NA PUBLICAO (CIP)V149c Vale, Maria JosPaulo Freire, educar para transformar: almanaque histrico / Maria

    Jos Vale, Sonia Maria Gonalves Jorge, Sandra Benedetti. So Paulo: Mercado Cultural,2005.

    64 p.

    ISBN 85-98757-04-7Projeto Memria Paulo Freire educar para transformar

    1. Educao 2. Freire, Paulo Biografia 3. Freire, Paulo Vida e obra. I. Jorge, Snia Maria Gonalves II. Benedetti, Sandra III. Ttulo

    CDD 21.ed. 370.92

  • ABLIO ADALBERTO BENTO CARLOS DANILO ELGIO ERNESTO FREDERICO GETLIOHOMERO IVAN JOO LEANDRO FREDERICO GETLIO JOO PEDRO REINALDOSEBASTIO TANCREDO VINCIUS WILSON ZACARIAS ADRIANA BETINA CRISTIANEDIANA EUGNIA FLORA GISELA HELENA IARA JOANA LUCIANA MARINA NICOLE OLIN-DA NELSON TAMARA VANESSA ZILDA ABLIO ADALBERTO BENTO CARLOS DANILOELGIO ERNESTO FREDERICO GETLIO HOMERO IVAN JOO LEANDRO MANUEL NOELOLEGRIO PEDRO REINALDO SEBASTIO TANCREDO VINCIUS WILSON ZACARIASANDREA TODOS OS NOMES DO MUNDO FLORA GISELA HELENA IARA JOANALUCIANA MARINA NICOLE OLINDA PATRCIA ROSA SARITA TAMARA VANESSA ZILDAABLIO ADALBERTO BENTO CARLOS DANILO ELGIO ERNESTO FREDERICO GETLIOHOMERO IVAN JOO LEANDRO MANUEL NOEL OLEGRIO PEDRO REINALDO SEBASTIOTANCREDO VINCIUS WILSON ZACARIAS ADRIANA BETINA CRISTIANE DIANAEUGNIA FLORA GISELA HELENA IARA JOANA LUCIANA MARINA NICOLE OLIN-DA PATRCIA ROSA SARITA TAMARA VANESSA ZILDA ABLIO ADALBERTO BENTO

    EDUCAR PARA TRANSFORMAR Paulo Freire Paulo Freire EDUCAR PARA TRANSFORMAR

    Voc sabia ?

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    Nomes e significadosPaulo: de pequena estatura (latim)

    Reglus Regulus: pequeno rei (latim)Freire: irmo, frei (do latim frater e

    posteriormente do francs frre)

    CIDADO NORDESTINO

    O nome, nas culturas ocidentais, a principal referncia de identidade que o ser humano conquista.O nome de cada um inalienvel, imprescritvel, inestimvel, imutvel, irrenuncivel,intransfervel, intransmissvel e ubquo.Tente relacionar os termos acima com seus significados: No pode ser cedido para outro No possvel estimar o seu valor No pode ser vendido ou comprado Pertence tanto ao direito pblico quanto ao privado No se pode abrir mo dele Em geral, no pode ser mudado No se herda No se perde por desuso e no se adquire por usucapio

    I Genoma atravs do genoma que se podemapear como se desenvolve e funciona

    um ser vivo. O genoma pode ser chamado de seu Mapa Gentico.

    Com variaes individuais, o genoma transmitido de gerao a gerao e

    permite reconstruir a rvore genealgica de todo

    ser vivo.

    RVORE GENEALGICAPor suas ramificaes naturais, tanto das razes quanto dosgalhos, a rvore tem sido o elemento natural utilizado pa-ra simbolizar visualmente uma famlia, seus componentese suas relaes de ascendncia e de descendncia.

    Ascendentes de Paulo Freire

    conhecendo maisp

    Em 19 de setembro de 1921,numa segunda-feira, nascia em Recife (PE) Paulo Freire, o quarto filho do militar Joa-quim Temstocles Freire, que estava muito enfermo. Segundo sua me, Edeltrudes Ne-ves Freire, quase que o Paulinho seria rfo ao nascer.

    O seu nome completo PAULO REGLUS NEVES FREIRE.O pai de Paulo queria homenage-lo com o no-me Regulus, mas, por um erro do cartrio, seunome ficou sendo Reglus.

    "O nome de um homem no comouma capa que lhe est sobre os om-bros, pendente, e que pode ser tira-da ou arrancada a bel-prazer, masuma pea de vesturio perfeitamenteadaptada ou, como a pele, que cresceujunto com ele; ela no pode ser arrancadasem causar dor tambm ao homem."

    Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)

    Paulo Freire com um ano de idade.

    Ilustrao: Fabiano Silva

    PAULOFREIRE

    A mangueira teve significado espe-cial para Paulo Freire. Foi som-bra das mangueiras, rabiscando ocho com gravetos, auxiliado pelospais, que iniciou sua alfabetizao.

    CecilianoDemtrio

    Freire

    MariaAnsiaFreire

    Jos XavierBarreto

    das Neves

    EdeltrudesNevesFreire

    JoaquimTemstocles

    Freire

    AdozindaFloresNeves

    Regulus tambm o nome da estrela AlfaLeonis, a estrela mais brilhante da constelao deLeo, que representa o leo morto por Hrculesem um de seus doze trabalhos. Ela pode ser vistaao longo da Via Lctea no hemisfrio norte.

    4

    Paulo Freire com sua primeira esposa, Elza, filhos, genros e netos.

    5

  • O nome Pernambuco indgena e quer di-zer mar furado, devido formao rochosaque acompanha a sua costa.

    Paulo Freire EDUCAR PARA TRANSFORMAR EDUCAR PARA TRANSFORMAR Paulo Freire

    PernambucoSituado na regio Nordeste, o estado dePernambuco tem uma rea de 98.281 km2, mais18,2 km2 do arquiplago Fernando de Noronha.Possui 184 municpios, que se distribuem em trsgrandes regies geoeconmicas: Litoral/Zona daMata, Agreste e Serto.

    A FORA DA UNIOEm muitas cidades de Pernambuco, o arte-sanato uma grande fora econmica. Ascermicas de Tracunham, os bordados dePassira, as esculturas em madeira de Ibimi-rim, as tapearias de Lagoa do Carro, asrendas de Poo e a cermica figurativa deCaruaru, entre outros, so exemplos do ta-lento de um povo que descobriu nesse tra-balho a unio dos esforos de homens e mu-lheres de todas as idades e a garantia desubsistncia. O sistema de cooperativa abriucaminho para a sua arte e hoje o artesanatoda regio comercializado nos grandes cen-tros consumidores do pas e at no exterior.

    O Frevo um ritmo genuinamente pernambucano. A palavra frevo nasceu da linguagem simples

    do povo e vem de ferver, que as pessoas pronunciavam frever. Significava efervescncia,

    agitao. H diferentes modalidades: Frevo-de-Rua, Frevo-Cano e Frevo-de-Bloco.

    conhecendo mais p O FREVO

    Esta uma pgina do Livro do Beb de Paulo Freire, que foi batiza-do na Igreja Catlica.

    Cada religio tem o seu jeito de celebrar o nascimentoEntre os muulmanos, costume o pai recitar o azan no ouvido do recm-nascido. Trata-se de uma pre-

    ce que exprime os conceitos da religio.

    No Judasmo, as crianas so levadas sinagoga e l recebem o seu nome diante da Tor, o livro

    sagrado dos israelitas.

    Os hindus praticam um ritual de banhar os filhos e de escrever com mel, em sua lngua, a expresso

    OM, slaba sagrada que representa o som da criao.

    Ekomojade (dia de dar o nome) a cerimnia que se faz ao recm-nascido no Candombl, onde se

    declara qual orix reger o destino da criana, que recebe um nome religioso africano.

    O padre catlico abenoa a criana com o sinal da cruz, unta-lhe o peito com leo e derrama gua

    benta sobre sua cabea, durante o batismo.

    Por acreditar que o batismo deve ser uma opo voluntria, os evanglicos de vrias denominaes

    s batizam as crianas aps os nove anos de idade, sendo imersas completamente na gua, como Jesus

    foi batizado.

    Muito festejado pelos indgenas, o nascimento possui tr