1 Relacao esteril

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    19-Jan-2016
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  • RELAO ESTRIL MINRIO

    e Modelagem de Blocose Modelagem de Blocos

    Prof. Alexandre dos Santos Nunes

  • INTRODUO: A relao estril/minrio pode ser definida como a

    quantidade de estril que deve ser removida para se conseguirb t i i l til d j l A iacesso a substncia mineral til, que se deseja lavrar. Assim a

    opo de se lavrar subterraneamente ou a cu aberto dependede se ultrapassar ou no a relao de minerao limite (oua relao estril/minrio limite) nmero adimensionala relao estril/minrio limite), nmero adimensionalque expressa uma relao mssica (como, por exemplo, t/t).

    Esta relao de minerao limite um dos valoresfundamentais de qualquer planejamento de lavra, bem comoos denominados teores de corte (para a mesma jazidah t d t dif t l f l dhaver teores de corte diferentes se ela for lavradasubterraneamente ou se a cu aberto, admitindo comotecnicamente viveis ambos estes tipos de lavra), os teoresmnimos ou marginais etc todos possuindo importantesmnimos ou marginais, etc., todos possuindo importantessignificados tcnicos e econmicos, sendo impossvel o seucalculo sem recurso qualquer tipo de funo benfico e semse recorrer as tcnicas de parametrizaose recorrer as tcnicas de parametrizao .

  • Teor de Corte (lavra a cu aberto)Entende-se por teor de corte de um bloco (tc) aquele teor capaz de

    l t t t b tpagar sua lavra, seu tratamento, bem como seus custosindiretos e financeiros, no auferindo nenhum lucro e tambmno suportando a remoo de nenhum estril associado (ao bloco).

    Teor mnimo ou marginal (lavra a cu aberto)Teor mnimo ou marginal (tm) aquele teor que paga apenas os

    t d b fi i t l d t i di tcustos de beneficiamento, alm dos custos indiretos efinanceiros subseqentes corresponde ao bloco que j foi lavradoque, em lugar de ser jogado ao bota-fora, levado usina debeneficiamento extraindo-se o elemento valioso no dando nembeneficiamento, extraindo se o elemento valioso, no dando nemlucro nem prejuzo.

    Teor de utilizao (lavra a cu aberto) Teor de utilizao (lavra a cu aberto)O conceito de teor de utilizao (tu) tem aspectos a ver comestabelecimento do contorno final da cava, planejamento seqencialda lavra beneficiamento do minrio e fluxo de caixa da empresada lavra, beneficiamento do minrio e fluxo de caixa da empresa.

    Teor limite (teor de corte subterrneo)D fi i li i ( )Defini-se como teor limite (tl) o menor teor que compensaeconomicamente a lavra subterrnea.

  • RELAO DE MINERAO LIMITE

    A escolha ou delimitao entre as alternativas de se lavrara cu aberto ou em subsolo feita levando-se em contaos custos de lavra, a recuperao e a diluio.

    A minerao a cu aberto, normalmente, executadacom a remoo de certa proporo de estril (de

    cobertura ou profundidade) e o custo desta operao,obviamente, deve ser levado em conta.

    Desta forma, a relao estril/minrio desempenha umimportante papel na definio da lavra se a cu abertoimportante papel na definio da lavra, se a cu abertoou se em subsolo.

  • RELAO DE MINERAO LIMITE

    Expresso Opo Equao

    CMs > CMca + Ce*R Lavra a cu aberto (1)

    CMs = CMca + Ce*R Indiferente (2)

    CMs < CMca + Ce*R Lavra subterrnea (3)

    CMs Custo de lavra subterrnea de uma unidade mssica do minrio,inclui os custos operacionais de desmonte, carregamento, britagem dominrio e transporte do mesmo ate a usina de concentrao;

    C Custo de lavra a cu aberto de uma unidade mssica do minrioCMca Custo de lavra a cu aberto de uma unidade mssica do minrio,inclui os custos de desmonte, carregamento, britagem e transporte at ausina de concentrao;

    Ce Custo de lavra do estril, de uma unidade mssica do minrio,Ce Custo de lavra do estril, de uma unidade mssica do minrio,inclui seu desmonte, carregamento e transporte at o correspondentepilha de estril;

    R Representa o nmero de unidades mssicas de estril a remover para cadaunidade de minrio lavrada a cu aberto;

  • RELAO DE MINERAO LIMITE

    R denominado relao de minerao limite (RL).

    Se qualquer bloco a ser desmontado demandar umaremoo de estril com relao de mineraoremoo de estril com relao de mineraosuperior ao valor de RL, este s poder serlavrado subterraneamente.

    Da equao (2) tira-se o valor desta relao limite: Da equao (2) tira se o valor desta relao limite:

    CC

    e

    McaMsL C

    CCR e

  • RELAO DE MINERAO LIMITE

    Se o bloco tecnolgico tiver uma relao R > RL e se o teor ti forigual, ou superior ao teor tl (ti tl), o bloco ser lavradosubterraneamente.

    Se R > RL, com teor de bloco inferior ao teor limite (ti < tl), nohaver lavra, pois, se houvesse, conduziria a prejuzos econmicos

    Se R < RL, vrias consideraes devem ser feitas:

    d d bl f l d ( ) Quando o teor do bloco ti for igual ou superior ao teor de corte (ti tc) obloco ser lavrado a cu aberto;

    Quando o teor do bloco ti, estiver compreendido entre o teor marginal e oteor de corte (tm ti < tc) aplica-se o conceito de teor de utilizaoteor de corte (tm ti < tc) aplica se o conceito de teor de utilizao(tu) (a lavra ou no depender de outras variveis)

    Finalmente, por razes de ordem econmica, no se aproveita emhiptese alguma, materiais com teores inferiores ao teor mnimo,sendo pois estes blocos considerados estreissendo, pois, estes blocos considerados estreis.

    Resumindo as diversas opes no grfico abaixo, tem-se, por exemplo,para R = 8 83 tl = 0 69% t = 0 33% epara RL = 8,83, tl = 0,69%, tc = 0,33% etu = tm = 0,29%.

  • RELAO ESTRIL/MINRIO GLOBAL, GERAL OU MDIA:GERAL OU MDIA: baseada na quantidade total de estril que deve ser removida para

    obter a tonelagem de minrio desejado. Pode ser usado para comparar diferentes desenhos da mesma cava

    ou de cavas diferentes e depende de fatores como forma e altitudeou de cavas diferentes e depende de fatores como forma e altitudedo corpo mineral, ngulos de inclinao e topografia. usadageralmente para comparar diferentes tipos de cavas e determinar osespaos para as pilhasespaos para as pilhas.

    A relao estril/minrio global sempre menor que a relao estrilminrio econmica.

    EGlobal

    QMRE /Onde:

    Q = quantidade (tonelagem) de estril eM

    Global Q/

    QE = quantidade (tonelagem) de estril eQM = quantidade (tonelagem) de minrio

  • RELAO ESTRIL/MINRIO ECONMICA:ECONMICA:

    Indica qual a quantidade de estril pode serq q peconomicamente removido para extrair uma tonelada deminrio (viabilidade) e usada para determinar o limited d d i i lda cava do ponto de vista econmico. sensvel emmudanas na operao e nos custos de remoo doestril estradas e preo do produtoestril, estradas e preo do produto.

    ESTRILDOREMOODECUSTOPRODUODECUSTORECEITAMRE ECONOMICA

    /ESTRILDOREMOODECUSTO

  • Questo

  • RELAO ESTRIL/MINRIO INSTANTNEA OU PERIDICA:INSTANTNEA OU PERIDICA:

    a relao estril/minrio aplicada em um perodo de( l ) d d dtempo (como um ms, por exemplo). Pode ocorrer desde

    o comeo da mina at o fim da vida da cava. Com oesboo da cava final todo minrio acima da cava finalesboo da cava final, todo minrio acima da cava finalpode ser minerado com lucro. No limite da cava final, ocusto de remoo balanceado pelo pagamento lquido p p g qdo minrio extrado e processado.

  • Questo

    Considerando um jazimento de minrio de cobre, calcule o teor de corte e a relao estril/minrio econmica

    com base nos dados abaixo fornecidos:

  • Questo

  • Planejamento a longoPlanejamento a longo, mdio e curto prazosd o u o p os

  • H basicamente trs grupos de fatoresenvolvidos nesse planejamento.

    a) Fatores naturais e geolgicos: condies geolgicas a) Fatores naturais e geolgicos: condies geolgicas,tipos de minrios, condies hidrolgicas, topografia ecaractersticas metalrgicas do minrio.

    b) Fatores econmicos: teor e tonelagem do minrio,razo de extrao, teor de corte, custo operacional, custo deinvestimento lucro desejado razo de produo e condiesinvestimento, lucro desejado, razo de produo e condiesde mercado.

    c) Fatores tecnolgicos: equipamentos, ngulo de talude,c) Fatores tecnolgicos: equipamentos, ngulo de talude,altura da bancada, rampa da estrada, limites de propriedadee limites da cava.

    Os limites da cava definem a quantidade de bemmineral lavrvel e a quantidade de rejeito e estrilq jassociados.

  • PLANEJAMENTO A LONGO PRAZO Procura-se definir o limite da cava final, podendo

    sofrer mudanas como consequncia da variao naeconomia de mercado, aumento do conhecimento docorpo de minrio e melhoria na tecnologia de minerao.O PLP d f li d O PLP deve sofrer atualizaes de tempos emtempos, visando adequ-lo a novas situaes.O limite final da cava define a fronteira alm da qual a O limite final da cava define a fronteira alm da qual alavra de um determinado bem mineral deixa de sereconmica, alm de estabelecer a reserva lavrvel e aeconmica, alm de estabelecer a reserva lavrvel e aquantidade de estril a ser removida e disposta empilhas.

    Sobre os limites da cava no podem ser construdasestruturas permanentes da mina, tais como: plantas deb f b dbeneficiamento, barragem de rejeito etc.

  • PROJETO DE CAVA FINAL

    Existem basicamente trs grupos principais de abordagempara o planejamento de cava final:para o planejamento de cava final:

    a) Abordagem manual (Modelagem de blocos)b) Ab d t i l (S D t Mi t ) b) Abordagem computacional (Surpac, DataMine, etc.)

    c) Combinao de ambas.

    Mtodos computacionais so atualmente os maisempregados devido enorme quantidade de dadosrequeridos para um projeto de mina a cu abertorequeridos para um projeto de mina a cu aberto.

    Como muitas reservas minerais esto cada vez maismarginais (teores) uma anlise exaustiva acaba sendomarginais (teores), uma anlise exaustiva acaba sendore