VALTER DE PAULA/PMU

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Uberlandinos deixam legado na história de Uberlândia
REPORTAGEM TRAZ HISTÓRIA DE PERSONAGENS QUE TIVERAM IMPORTANTE PAPEL NA CIDADE. Páginas | 3 A 7
133 ANOS
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R$ 2,00 diariodeuberlandia.com.br• ANO 31 • Terça-feira, 31/08/2021 • Nº 10.040 •
2 | CIDADES DIÁRIO DE UBERLÂNDIA www.diariodeuberlandia.com.br
O Diário de Uberlândia possui parque gráfi co próprio.
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DIRETORA FINANCEIRA
Juliedda Schmutzler
COORDENADOR REDAÇÃO E ONLINE Dhiego Borges
PRODUÇÃO Karol Mascarenhas
REPÓRTERES Gabriele Leão
CRÔNICA DA CIDADEAntônio Pereira da Silva Jornalista e professor
Vasconcelos Costa
O Prefeito José Antônio Vasconcelos Costa governou Uberlândia de 1942 a 1945. Foi um dos beneficiários da ditadura getulista. Benedito Valadares nomeou-o Prefeito três vezes: para Pouso Alto, Pouso Alegre e Uberlândia. Recebeu ainda outras nomeações para altos cargos federais.
Era jovem. Veio para cá com apenas 26 anos de idade.
Não fez um mau governo. Calçou ruas, construiu o Mer- cado Municipal, planejou e iniciou a urbanização da mais complicada via da cidade, a avenida Getúlio Vargas que se encontra sobre um córrego, o
Cajubá, ladeado por um char- co. Em compensação, mandou derrubar a Matriz de Nossa Senhora do Carmo em torno da qual nasceu a cidade.
O fato pitoresco de sua ad- ministração foi o modo como tomou posse. Tão logo foi no- meado pelo Interventor Benedito Valadares, pegou um trem da Rede Mineira de Viação, em Belo Horizonte, e veio, como um passageiro comum. Feita a baldeação em Uberaba, chegou a Uberlândia pela Mogiana.
Desembarcou e desceu a pé pela avenida Afonso Pena, como um anônimo viajante. Hospedou-se no Hotel Zardo, onde pernoitou sem identifi- car-se.
Na manhã seguinte, deixou o hotel e desceu mais a avenida, a pé. A prefeitura, na época, es-
tava instalada no prédio da Câ- mara Municipal (atual Museu), no meio da praça Clarimundo Carneiro.
Como o prefeito anterior, Vasco Giffoni, não se encontra- va mais no exercício da função, o Secretário determinou que o prédio ficasse fechado para o público até a chegada do novo administrador. Colocou na porta da frente um vigia e proibiu a en- trada de quem quer que fosse.
Impedido cortesmente pelo porteiro, Vasconcelos Costa desobedeceu-o e foi entrando. O porteiro veio atrás dizendo- -lhe que não podia entrar. Eram ordens do Secretário.
- Onde é o gabinete do Pre- feito?
Atônito com o atrevimento do jovem visitante, o porteiro gaguejou, mas informou:
- É... é... ali... Deixando o homem mais
espantado ainda, Vasconcelos abriu as portas do gabinete e sentou-se na poltrona do man- datário. Experimentou-lhe o conforto tranquilamente.
- O senhor não pode... - Vá chamar o Secretário! O porteiro fez meia volta e
saiu à busca do Secretário com a pressa de quem necessitava de transferir logo para alguém um problema que não sabia resolver.
O Secretário chegou pisando quente. Quem seria o atrevido?
Já ia admoestá-lo e pô-lo pra rua, quando Vasconcelos esfriou-lhe a indignação:
- Você é o Secretário? Eu sou o novo Prefeito, Vasconce- los Costa!
DIVULGAÇÃO
Ao centro de terno escuro, Vasconcelos Costa. À direita, Sebastião Rangel, e à esquerda, Abalém Moruta, políticos da época
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TERÇA-FEIRA 31 DE AGOSTO DE 2021
Uberlandinos: eles também fazem parte da história | DIÁRIO HOMENAGEIA CIDADÃOS QUE CONTRIBUEM PARA O LEGADO DE UBERLÂNDIA
SÍLVIO AZEVEDO
Escrito por Moacyr Lopes de Carvalho e Remi de Freitas França nos anos
60, o hino da cidade começa com “Uberlândia, terra gentil que seduz”. Uma frase que representa muito dos seus 133 anos e como o potencial de- mográfico da cidade atrai cada vez mais pessoas de outros municípios, que contribuem para o progresso da antiga São Pedro do Uberabinha.
A história da cidade já foi contada diversas vezes, de
como Felisberto Carrejo se instalou na região e deu início a um povoado que hoje é uma das 10 maiores cidades do in- terior do país. Segundo dados recém-divulgados pelo Insti- tuto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na última sexta-feira (27), a estimativa é de que Uberlândia possua hoje mais de 706,5 mil habitantes.
Grande parte desses mais de 700 mil habitantes é forma- da por famílias que viram em Uberlândia uma oportunidade de vida e acabaram se insta- lando na cidade. Entre esses
milhares de moradores, estão o atual prefeito, Odelmo Leão, que é natural da vizinha Ube- raba e o ex-prefeito, Virgílio Galassi, que era natural de São Paulo.
Nessa reportagem espe- cial, o Diário de Uberlândia homenageia os uberlandinos por meio de personagens que tiveram importante papel no seu progresso: o comendador Alexandrino Garcia, o cantor e empresário Léo Chaves e o técnico e idealizador do projeto socio-esportivo Uberlândia Vôlei, Manuel Honorato.
A HISTÓRIA DE UM COMENDADOR
Nascido em 3 de abril de 1907 na freguesia Lapa do Lobo, em Portugal, Alexandri- no Garcia veio para São Pedro do Uberabinha, agora Uber- lândia, com os pais em 1919. Anos depois, criou, junto com a família, uma empresa com uma máquina processadora de arroz, a José Alves Garcia e Filhos.
No ano de 1941, Alexandri- no Garcia criou sua primeira empresa, um posto de ser-
ESPECIAL ANIVERSÁRIO
ARQUIVO PESSOAL
Luiz Alberto Garcia, filho mais novo, assumiu negócios após a aposentadoria do pai
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viços chamado Alexandrino Garcia e Irmãos, que recebeu concessão da General Motors do Brasil para revender seus produtos. Alguns anos depois, fundiu sua empresa com a José Alves Garcia e Filhos, criando a Empresa Irmãos Garcia.
Ao longo dos anos, foram várias empresas em diversos segmentos que, posterior- mente, fizeram ou deixaram de fazer parte do antigo Grupo ABC, atualmente Algar, marca que é uma das maiores do país no setor de tecnologia e comunicação.
Em 1952, ele assumiu a presidência da Associação Comercial e Industrial de Uber-
lândia (ACIUB). Falecido em 1993, o comendador Alexandri- no Garcia, título que ostentou após receber do Governo de Portugal as insígnias da Or- dem do Infante Dom Henrique, deixou muito mais do que um legado econômico, mas uma filosofia que foi passada por gerações da família.
“A trajetória dele está aí. Graças a Deus é algo palpável. O maior legado que ele deixou foram as crenças e valores que ele tinha. Isso não desaparece. A qualquer tempo da história, daqui 100, 200 anos, os valo- res que ele deixou e a crença que ele tinha no Brasil, nos homens, vai ficar para o resto da vida”, contou à reportagem
Luiz Alberto Garcia, filho mais novo que assumiu os negócios após a aposentadoria de Ale- xandrino.
O legado da família é muito forte, mas todos estão basea- dos nas crenças e valores que Alexandrino deixou para a família. É o que une todos. “Uma frase que ele falava pra nós sempre é: ‘nada resiste à força do trabalho’. O trabalho é capaz de resolver qualquer problema que você tiver. É trabalho que vai resolver”.
Em uma live realizada jun- to a colaboradores do grupo Algar, Luiz Alberto lembrou de como o comendador Alexan- drino Garcia incentivava as pessoas e utilizava os erros
como forma de aprendizado. “Ele tinha resposta para
tudo. Qualquer assunto, ou problema que levasse, ele te dava a resolução. Ele nunca brigou comigo, ou com qual- quer pessoa que tenha errado. Ele sempre falava ‘É o preço do erro. Mas, se errar novamente não tem perdão’. Olha que be- leza, isso. Transformar o erro em aprendizado. Essa parte de companheirismo, por toda a vida ele dizia que se acredita, vai que vai dar certo”.
BOLA AO CHÃO
Muito se fala sobre o futebol na cidade, com o Uberlândia Esporte Clube sendo a mais
Alexandrino Garcia chegou em Uberlândia com os pais em 1919
ARQUIVO PESSOAL
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prestigiada agremiação es- portiva, até pelos seus quase 100 de história. Mas, outra modalidade esportiva sempre trouxe orgulho para os uber- landenses, o voleibol.
O reflexo disso são os resultados alcançados pelas equipes da cidade em diversas categorias, desde a base ao profissional. E quem contribui para esse trabalho é o parai- bano e também uberlandino Manoel Honorato, radicado na cidade desde 1999.
Manuel possui um projeto social/esportivo junto à comu- nidade desde 1994, quando ainda estava morando em Campina Grande (SP). Através do convite de um ex-atleta, veio para Uberlândia, de onde não saiu mais.
“Atletas de Uberlândia fo- ram fazer teste no clube Ba- nespa, que fica no bairro de Santo Amaro, em São Paulo. Alguns não passaram e foram fazer teste no Corinthians, onde eu fazia estágio. Um
Além da música, Leo é palestrante, escritor e presidente-fundador do Instituto Hortense, que atua no ramo de educação socioambiental em escolas públicas e entidades do terceiro setor
Cantor e empresário Leo Chaves, natural de Abre Campo (MG), mora em Uberlândia desde 2007
DIVULGAÇÃO
Nestes 133 anos de Uberlândia, a CALU tem orgulho de escrever quase 60 anos de uma história que marca a vida de milhares de famílias uberlandenses.
São quase seis décadas de vida nessa cidade próspera, de gente trabalhadora e feliz, que nutre amor e respeito pela nossa marca.
Obrigado, Uberlândia!
PARABÉNS, UBERLÂNDIA!
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deles me entregou um bilhete pedindo que o levasse para a Paraíba. Isso aconteceu. Levamos ele e mais dois uber- landenses para treinar comigo na Paraíba e, um ano depois, ele me fez o convite para vir para cá. Foi quando me mudei e passei a morar em Uberlân- dia”, contou Honorato.
Ao chegar à cidade, Manoel sentiu um misto de sensações, pois a cidade adorava o vôlei, com diversos clubes, porém, estava receoso com os novos trabalhos que se iniciavam. “A primeira impressão que eu tive é de uma cidade que respirava vôlei, com vários clubes, todo mundo levando o vôlei muito a sério. Em contrapartida, eu percebia que muitos não queriam um novo trabalho em Uberlândia e torciam para dar errado. Essa foi a primeira impressão”, lembrou.
Desde então, o projeto da Academia do Vôlei cresceu e, hoje, além dos trabalhos com categorias de base, tem
uma equipe disputando a elite do vôlei nacional. Na edição 2020/2021 da Superliga Mas- culina, mesmo com um orça- mento baixo, terminou a fase classificatória em 6º, sendo eliminado nas quartas-de-final pela equipe de Campinas.
“Passados os anos, vejo que a cidade se consolidou no vôlei. Tivemos que, como diz o uberlandense, comer um quilo de sal para, depois de 22, chegar aonde chegou. Duas equipes na Superliga principal. Realmente a cidade continua respirando vôlei, não só as equipes adultas profissionais, mas as de base. A coisa se profissionalizou. É como eu vejo o voleibol na cidade”.
Ainda em 2021, a Academia do Vôlei fechou uma parceria com o poder público e em- presas para abrir uma filial do projeto na cidade de Coroman- del, que atenderá crianças e jovens de 8 a 17 anos de forma gratuita.
DA MÚSICA PARA OS NEGÓCIOS
Em 2007, a dupla Victor & Leo já trilhavam no caminho da fama, com músicas estouradas no cenário nacional e três álbuns lançados, um deles, gravado ao vivo em Uberlândia, cidade que Leonardo Chaves Zapala Pimen- tel, o Leo, natural de Ponte Nova (MG), escolheu para morar.
Além da música, Leo é pa- lestrante, escritor e presidente- -fundador do Instituto Hortense, que atua no ramo de educação socioambiental em escolas públi- cas e entidades do terceiro setor. A escolha por Uberlândia se deu por vários fatores, entre eles, o clima interiorano, mas com as- pectos de desenvolvimento com qualidade de vida. A mudança se deu em 2007, com a instalação do escritório do cantor na cidade.
“Eu vejo Uberlândia como uma cidade em plena ascensão, do ponto de vista comercial e estrutural. Ela cresce de forma intensa, oferecendo qualidade
de vida cada vez melhor para as pessoas e um leque de oportu- nidades de novos negócios para empreendedores e empresários. É uma cidade modernizada do ponto de vista tecnológico”, disse o cantor.
A logística também foi ou- tro ponto preponderante para a escolha, pois sua posição geográfica favorece no acesso outras regiões do país. A primei- ra impressão foi de uma cidade acolhedora, que oferece aos seus moradores, tudo que um grande centro possui.
“É uma cidade que tem como base o agronegócio, o meio rural, que eu sempre gostei e me identifiquei. Uberlândia é uma cidade universitária, gosto disso também. O Praia Clube foi uma das atrações que conheci no começo. Tem as represas. Tudo isso. Um aglomerado de coisas que eu me identifico. Me identifiquei muito com a cidade. E me considero hoje, de fato, uberlandense”.
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Uberlândia registra queda de 23% em vagas formais | ESPECIALISTAS ACREDITAM QUE RETOMADA DA ECONOMIA AINDA É FRACA NA CIDADE
LORENA BARBOSA
De acordo com o Cadas- tro Nacional de Empre- gados e Desemprega-
dos (Caged), Uberlândia gerou saldo positivo de 1.007 empre- gos formais gerados em julho. Foram 10.605 admissões e 9.598 desligamentos. Entretan- to, se comparado com o mês de junho, quando o saldo de em- prego foi de 1.307, o resultado apresentou diminuição de 23% em julho, o que reflete também aumento nos desligamentos, assim como nas admissões.
Apesar de números positivos, especialistas destacam que o Caged por si só ainda não representa o momento de re- tomada da economia.
O setor de comércio foi o que mais abriu vagas e contri- buiu para o saldo positivo com 490 contratações. O presidente da Câmara de Dirigentes Lo- jistas (CDL), Cícero Heraldo Oliveira Novaes, explica que esse saldo positivo nada mais é do que a reposição dos postos de trabalho que foram fechados pela insegurança trazida pela pandemia. Ele não considera
uma retomada real, mas sim a volta de empresários que tiveram prejuízos e problemas e agora estão se recompondo novamente ao mercado.
“Ainda não podemos con- siderar um fato extremamente positivo, no sentido de que a economia está retomando, mas isso é bom considerando que o número não foi negativo”, destacou José Cícero.
Tiveram saldos positivos também no setor da construção civil com 354 contratações, serviços com 149 e a indústria com 104 vagas de emprego. O
setor de agropecuária registrou o fechamento de 90 vagas e acumulou saldo negativo pelo quarto mês consecutivo. O saldo negativo do setor se deu em razão, principalmente, da produção de sementes certi- ficadas, que fechou 73 vagas em julho. É importante destacar que Uberlândia não se bene- ficia na geração de vagas da colheita de café, característica do mês de julho, porque o município praticamente não produz o grão, mesma questão válida para a produção de soja.
O saldo acumulado nos
# VOZ POVO!A DO34 9987.20200
Parabéns a todos vocês que fazem parte da história da nossa cidade.
Uberlândia 133 anos.
terça-feira, 24 de agosto de 2021 11:11:44
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TERÇA-FEIRA 31 DE AGOSTO DE 2021
MARCELO CABRAL
Em julho, Uberlândia gerou saldo positivo de 1.007 empregos formais
sete primeiros meses do ano é positivo na cidade, com a criação de 8.744 postos de trabalho. Foram 70.017 admis- sões e 61.273 desligamentos de janeiro a julho deste ano. A economista do Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais do Instituto de Economia e Relações Inter- nacionais da Universidade Fe- deral de Uberlândia (CEPES), Alanna Santos de Oliveira explica que os dados do Caged mostram uma tendência de melhora no quadro de geração de empregos formais.
Entretanto, indicadores re- levantes do nível de aqueci- mento da economia, como o Índice de Volume de Vendas do Varejo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o Indicador de Formação Bruta de Capital do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apresentaram significa- tiva queda, o que tem deixado especialistas de mercado re- ceosos quanto a confiabilidade dos dados do Novo Caged, que mudou a metodologia de pesquisa desde o ano passado. Alanna destacou que existe sim uma geração de emprego, não só no comércio como na cons- trução e também na indústria. Contudo, ela não é tão intensa quanto a apresentada.
“Até no nosso dia a dia a gente já tem uma percepção disso, principalmente a con- dição de miséria das pessoas e a quantidade de estabeleci- mentos que está com cartaz de aluga-se. Tudo isso meio que entra em contradição com o cenário tão positivo que o Novo Caged tem apontado”, destacou a economista.
Outra questão preocupante é que no dia 25 de agosto aca- bou o Programa Emergencial
de Manutenção de Emprego e Renda, que estava com a segunda edição vigente desde abril deste ano. O programa foi importante para minimizar as demissões durante a crise sanitário-econômica gerada pela pandemia de Covid-19, ao permitir a suspensão ou redução da jornada de trabalho e possibilitar a estabilidade no emprego por igual período ao da suspensão ou redução.
A expectativa, segundo a economista, é que as demis- sões possam crescer significa- tivamente nos próximos meses. Mas um ponto positivo é que a vacinação tem avançado e isso ajuda muito a recuperação de alguns setores como lazer, turismo, bares e restaurantes.
O presidente da CDL afir- mou que empresários do co- mércio torcem para que não haja mais problemas com a pandemia e que, a cada dia, mais segmentos sejam abertos, principalmente nos serviços que foram muito prejudicados.
Ele acredita ainda que até final de outubro e novembro a economia possa começar a voltar aos eixos, mas estima que somente no próximo ano haverá um equilíbrio parecido com o que existia antes do coronavírus.
Cícero Heraldo Oliveira disse ainda que é preciso que o empresário tenha mais apoio do Legislativo para aumentar a empregabilidade. “A constitui- ção como um todo precisa ser revista para que as empresas tenham um ambiente de negó- cios que facilite o crescimento. Hoje é imposto em excesso, problema em todos os sentidos e burocracia. O que contribui para que o empresário fique na informalidade”, concluiu o presidente da CDL.
DESEMPREGO
Ainda sobre os dados anali- sados, Alanna reforçou que os resultados referem-se a uma parcela do mercado de traba-
lho, o formal celetista, e deixa de contemplar grande parte de trabalhadores informais. Por isso, é importante que os da- dos do Caged sejam analisados paralelamente a outros dados, como os da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), do Insti- tuto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo os números dos meses de março, abril e maio deste ano, a taxa de desem- prego no Brasil foi de 14,6%, o que corresponde a 14,8 milhões de pessoas em busca de colo- cação no mercado de trabalho. Os dados mostram ainda que 48,9% da população brasileira está empregada formalmente. A economista destaca que os números estão assim desde de maio de 2020, o que aponta que, há cerca de um ano, me- nos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.
A CALLINK SERVIÇOS DE CALL CENTER LTDA, CNPJ 08.331.318/0001-67, vem através deste formalizar a rescisão do contrato de trabalho do colaborador LUIZ GUSTAVO MEDEIROS GOMES CTPS: 001740821 / 0050, conforme pedido de desligamento realizado ao gestor no dia 24/08/2021, assim, o contrato se encerrou, a partir desta data, nos termos do Art. 487, da CLT. No que tange à noticação extrajudicial recebida em 27/08/2021, o contrato de trabalho à título de experiência fora nalizado em 21/08/21, neste sentido, considerando a data do pedido de desligamento, não há o que se…