TESTE FUNCIONAL DE SOFTWARE: UMA PROPOSTA DE TESTE EM ... · PDF fileTESTE FUNCIONAL DE...

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  • Recebido at Agosto/2011, aprovado at Setembro/2001.

    Vinculada ao Curso de Letras: Licenciatura e Bacharelado e ao Programa de Mestrado em Letras

    Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

    Unidade Universitria de Campo Grande MS

    www.cepad.net.br/linguisticaelinguagem

    www.linguisticaelinguagem.cepad.net.br

    TESTE FUNCIONAL DE SOFTWARE: UMA PROPOSTA DE TESTE EM

    SOFTWARE EDUCATIVO

    Toni Amorim de Oliveira1

    UNEMAT

    Max Robert Marinho2

    UNEMAT

    Henrique Candido de Moraes3

    UNEMAT

    Resumo. Elaborou-se um plano de teste funcional para o software educacional Coelho Sabido na cidade dos bales. Buscou-se identificar se o software atende a todas as funcionalidades propostas, com base na utilizao do mesmo por crianas, as quais no seriam capazes de apontar possveis falhas que possam existir, alm do fato de que os docentes que utilizam o software, geralmente, no possuem conhecimentos necessrios para efetuar a identificao de falhas existentes. A anlise do software foi feita considerando-se a instalao, apresentao, instrues iniciais e a primeira fase do jogo, para os quais se gerou 10 planos de teste com 40 casos de teste cada, totalizando 400 casos de teste. Identificou-se nesta etapa que o software apresenta um grande grau de dificuldade de uso considerando-se a faixa etria para a qual foi desenvolvido (4 a 6 anos). Outra dificuldade encontrada foi a caracterstica que o mesmo apresenta de no permitir sua utilizao sem que o cd de instalao esteja inserido no drive. No se adotou nenhuma ferramenta especfica para realizao dos testes, os planos de teste elaborados foram baseados na descrio feita no manual do usurio, e na sua utilizao.

    Palavras-chave: Engenharia de software, teste de software, software educacional

    1Professor Assistente Mestre, UNEMAT Alto Araguaia-MT. [email protected] 2 2Professor Auxiliar, UNEMAT Alto Araguaia-MT. [email protected] 3 Acadmico do curso de Licenciatura em Computao Departamento de Computao Campus Universitrio de Alto Araguaia, Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). [email protected]

  • Recebido at Agosto/2011, aprovado at Setembro/2001.

    Vinculada ao Curso de Letras: Licenciatura e Bacharelado e ao Programa de Mestrado em Letras

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    1. INTRODUO

    Segundo Valente (1991) para a implantao do computador na educao so

    necessrios basicamente quatro ingredientes: o computador, o software educativo, o

    professor capacitado para usar o computador como recurso educacional e o aluno. Na

    educao o computador tem sido utilizado tanto para ensinar sobre computao como

    para ensinar praticamente qualquer assunto.

    Valente (1991) ressalta que quando o computador ensina o aluno, o

    computador assume o papel de mquina de ensinar e a abordagem educacional a

    instruo auxiliada por computador. Essa abordagem tem suas razes nos mtodos de

    instruo programada tradicionais, porm ao invs do papel ou do livro, usado o

    computador.

    Entretanto, para Valente (1991) as novas modalidades de uso do computador na

    educao apontam para uma nova direo: o uso desta tecnologia no como "mquina

    de ensinar", mas como uma nova mdia educacional, o computador passa a ser uma

    ferramenta educacional, uma ferramenta de complementao, de aperfeioamento e de

    possvel mudana na qualidade do ensino. Isto tem acontecido pela prpria mudana na

    nossa condio de vida e pelo fato de a natureza do conhecimento ter mudado. Hoje, ns

    vivemos num mundo dominado pela informao e por processos que ocorrem de

    maneira muito rpida e quase imperceptvel.

    Atualmente gera-se o questionamento de professores do porque no abordam o

    uso da informtica na educao, sendo que atualmente, esse instrumento est ganhando

    espao na sociedade. Tajra (2001) ressalta que sua percepo de que a maior parte das

    justificativas est apoiada nas aes de terceiros e poucos so os professores que

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    percebem que o ponto de partida de qualquer mudana inicia-se num processo interno

    de sensibilizao para uma nova realidade.

    O fato que alguns processos especficos que a escola ensina rapidamente se

    tornam obsoletos e inteis. Portanto, ao invs de memorizar informao, os estudantes

    devem ser ensinados a buscar e a usar a informao (Oliveira 2003).

    Estas mudanas podem ser introduzidas com a presena do computador que

    deve propiciar as condies para os estudantes exercitarem a capacidade de procurar e

    selecionar informao, resolver problemas e aprender independentemente. (Oliveira

    2003).

    Valente (1991) ainda afirma que a mudana da funo do computador como

    meio educacional acontece juntamente com um questionamento da funo da escola e

    do papel do professor.

    Tajra (2001) ressalta que a verdadeira funo do aparato educacional no deve

    ser a de ensinar, mas sim, a de criar condies de aprendizagem. Isto significa que o

    professor deve deixar de ser o transmissor do conhecimento (o computador pode fazer

    isto e o faz muito mais eficientemente do que o professor) e deve ser o criador de

    situaes de aprendizagem e o facilitador do processo de desenvolvimento intelectual do

    aluno. As novas tendncias de uso do computador na educao mostram que ele pode

    ser um importante aliado neste processo que estamos comeando a entender.

    Adicionalmente, vale ressaltar que, como afirma Amorim (2010), os sistemas

    de informao passaram a fazer parte do ambiente cotidiano das pessoas, empresas,

    sejam por meio de convergncia, canais multimdia, mltiplos fatores interligados e

    negcios cada vez mais dependentes de softwares e computadores.

    Isso ocasiona uma crescente demanda por produtos de software com qualidade,

    o que fazem com que as empresas invistam em profissionais, ferramentas e tcnicas que

    proporcionem a melhoria do processo de desenvolvimento de produtos de software. Em

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    muitos casos, a obteno de melhorias advm da adoo de tcnicas de teste de software

    (Barti apud Amorim 2010).

    Mediante ao exposto, temos como definio que durante o processo de

    desenvolvimento de software, h diversas atividades que tem por objetivo garantir a

    qualidade do produto a ser entregue ao cliente. Toda via, problemas ainda podem

    aparecer, assim sendo, os testes so executados para garantir a identificao e resoluo

    desses problemas (Barti apud Amorim 2010).

    Segundo (Barti apud Amorim 2010), os custos decorrentes da correo de um

    problema detectado nas fases iniciais do desenvolvimento so consideravelmente

    inferiores aos custos do mesmo problema, quando detectado aps a entrega do produto

    ao cliente. Nessa fase, os custos podem ser bem mais que financeiros, pois podem

    atingir tambm a imagem e a credibilidade da empresa perante o cliente.

    Os testes podem ser considerados como o processo de executar aes visando

    encontrar e revelar a presena de erros no sistema (Barti apud Amorim 2010).

    Ou seja, consiste na verificao dinmica do funcionamento de um

    determinado programa, baseado em um conjunto finito de casos de testes,

    cuidadosamente relacionados dentro de um domnio infinito de entradas contra seu

    funcionamento esperado, (Pezz apud Amorim 2010).

    Os testes so amplamente utilizados e bem aceitos para a avaliao e aceitao

    de um sistema de software e, podem ser considerados como uma forma de se fazer uma

    reviso completa do sistema, avaliando e apontando os possveis erros, ou seja, desde o

    projeto at a implementao, e podem ser classificados em teste estrutural ou teste

    funcional (Barti 2002, Bastos 2007, e, Pezz 2008 apud Amorim, 2010).

    Segundo Barti (2002) apud Amorim, (2009), o teste estrutural, tambm

    chamado de teste de caixa-branca (white box), consiste em examinar a estrutura interna

    do programa testando a lgica do mesmo atravs da analise do cdigo fonte e da

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    elaborao de teste, cobrindo todos os caminhos do programa. Esses testes devem

    garantir que todas as linhas de cdigos e condies estejam corretas.

    Os testes devem exercitar todos os caminhos independentes dentro de um

    mdulo, ao menos uma vez, as decises lgicas para verdadeiro e falso, todos os laos

    em suas fronteiras e dentro de seus limites, e as estruturas de dados internas para

    garantir a sua validade (Amorim e Candido,