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  • CURSO DE GESTO E ADMINISTRAO PBLICA

    ANLISE FINANCEIRA E ORAMENTAL

    Apontamentos

    Leiria 30/09/2005

    Fernando de Jesus Amado dos Santos Docente da ESTG Leiria

  • Parte I

    I INTRODUO

    O presente trabalho destina-se a ser utilizado pelo alunos do curso de Gesto e Administrao Pblica, e pretende sintetizar alguns dos aspectos leccionadas ao longo do semestre, nomeadamente a utilizao das tcnicas e mtodos de anlise financeira, partindo das demonstraes financeiras contabilsticas, transformando-as para efeitos de anlise financeira, por forma a utilizar os diversos tipos

    de indicadores e rcios econmico-financeiros.

    II BALANO e DEMONSTRAO DE RESULTADOS CONTABILSTICOS

    As demonstraes financeiras contabilsticas so as que resultam do processo contabilstico e incluem o

    Balano , Demonstrao de resultados, demonstrao dos fluxos de caixa etc. No essencial correspondem aos documentos elaborados de acordo com as regras do POC- Plano Oficial

    de Contabilidade e aprovados pelos scios no final do exerccio.

  • III BALANO e DEMONSTRAO DE RESULTADOS FUNCIONAL

    O Balano Funcional, assim designado por expressar um estrutura representativa dos fluxos dos trs ciclos da actividade das empresas explorao, de investimento e financeiro, constitudo a partir dos

    saldos das contas expressos no Balancete Analtico. Existe, assim, uma tripla vantagem:

    a) Coerncia total dos dados com as restantes demonstraes financeiras visto serem construdas com base na mesma fonte;

    b) Maior rigor na preparao deste quadro para efeitos de anlise financeira, na medida em que possvel incluir em cada rubrica as contas mais elementares, o que proporciona uma informao mais aderente realidade financeira da empresa.

    c) Possibilidade de proceder aos ajustamentos aos saldos contabilsticos das contas, mantendo sempre os seus valores originrios, o que torna o modelo mais flexvel e com

    menor probabilidade de erros.

    O Balano funcional est construdo com base nos seis grandes grupos em que se decompem as origens e aplicaes de capital e assim definidas.

    BALANO FUNCIONAL

    APLICAES (ACTIVOS) Activos Fixos

    Necessidades Cclicas Tesouraria Activa

    ORIGENS (PASSIVOS Capitais Permanentes Recursos Cclicos Tesouraria Passiva

  • Cada um deste grandes grupos ainda se decompe em subgrupos (p. ex: capitais prprios; imobilizados corpreos, etc.) e estes, por sua vez, em rubricas mais elementares (por exemplo contas de capital, ou existncia de mercadorias, etc.).

    Em sntese, a estrutura de informao a seguinte

    GRUPO P. ex.: Capitais Permanentes SUB-GRUPOS P. ex.: Capitais Prprios RUBRICAS P. ex.: - Capital

    - Reservas Legais

    - etc.

    )

    DEMONSTRAO DE RESULTADOS

    DEMONSTRAO DOS RESULTADOS FUNCIONAIS

    Tendo como base a natureza dos resultados evidenciada na Demonstrao dos Resultados por natureza

    (modelo do POC), estruturam-se os proveitos e custos, particularmente os relacionados com a actividade operacional da empresa, em grupos que facilitem a anlise econmica e os riscos econmico e financeiro. semelhana do Balano, os valores so obtidos directamente a partir dos saldos contabilsticos das contas do balancete analtico, podendo ser ajustados para efeitos da anlise econmica e financeira. A Demonstrao dos resultados funcionais est estruturada nos seguintes grandes grupos: Proveitos Operacionais Custos Operacionais Resultados Financeiros Resultados extraordinrios

    Tributao e distribuio de Resultados

    Os proveitos e custos operacionais e, consequentemente, os resultados operacionais so uma consequncia das operaes relacionadas com a actividade normal da empresa, ou seja, das directamente relacionadas com o negcio, independentemente das condies de financiamento

  • PROVEITOS OPERACIONAIS

    VENDAS DE MERCADORIAS Contempla as vendas lquidas de mercadorias. Este valor obtm-se a partir dos saldos lquidos das subcontas da conta 71 Vendas, representativas das vendas brutas e das

    redues (descontos, devoluo e IVA includo nas vendas) de mercadorias.

    VENDAS DE PRODUTOS O mesmo que na rubrica anterior, mas no que concerne s vendas de produtos acabados, intermdios, subprodutos, desperdcios, resduos e refugos.

    PRESTAES DE SERVIOS Diz respeito ao saldo lquido da 72 - Prestaes de servios, do POC. Adicionando s contas anteriores (vendas de mercadorias e produtos) obtm-se o VOLUME DE NEGCIOS, valor expresso na D.R. Funcional.

    VARIAO DE EXISTNCIAS DE PROD. ACABADOS Diz respeito diferena entre as existncias no fim e no incio do perodo dos produtos acabados e intermdios, dos subprodutos, resduos e refugos.

    VARIAO DE EXIST. DE PROD. EM CURSO Diz respeito diferena entre as existncias no fim e no incio do perodo de anlise, dos produtos e trabalhos em curso.

    OUTROS PROVEITOS OPERACIONAIS Engloba os saldos das restantes contas de proveitos operacionais, nomeadamente, proveitos suplementares, subsdios explorao, trabalhos para a prpria empresa e outros proveitos e ganhos operacionais (saldos credores das contas 73 a 76 do POC). Podero aqui ser ajustados outros proveitos operacionais que, por critrios contabilsticos tenham sido lanados noutras contas do POC.

    CUSTOS OPERACIONAIS

    CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS Corresponde ao preo de custo das mercadorias

    vendidas, tendo em conta o critrio valorimtrico adoptado pela empresa. obtido pela expresso (Ex.iniciais + Compras lquidas - Ex. finais - Regul. existncias (SC) + Regul. existncias (SD).As compras lquidas correspondem s compras brutas (conta 312 do POC) deduzidas das respectivas redues de valor (Devolues - conta 3172 e Descontos e abatimentos - conta 3182)

  • CUSTO DAS MATRIAS CONSUMIDAS O mesmo que na rubrica anterior, mas no que concerne aos consumos de matrias primas e subsidirias. Idem, para o referido na rubrica anterior.

    OUTROS CUSTOS VARIVEIS Dizem respeito aos custos correntes, cujo montante se pode relacionar com o nvel de actividade da empresa O programa permite-lhe seleccionar qualquer conta de custos que pretenda aqui incluir.

    CUSTOS FIXOS DESEMBOLSVEIS Dizem respeito aos custos correntes, cujo montante independente do nvel de actividade da empresa e que resultem em pagamentos de explorao. .

    CUSTOS FIXOSNO DESEMBOLSVEIS Dizem respeito sobretudo s amortizaes e provises do exerccio (contas 66 e 67 do POC), que podero ser ajustadas pelos aumentos, redues e compensaes (v.g. de subsdios para investimento).

    Os resultados financeiros so uma consequncia das operaes do ciclo financeiro, que influenciam a rendibilidade e o risco, mas numa perspectiva de financiamento e do seu custo.

    RESULTADOS FINANCEIROS

    Os custos financeiros podem ser ou no desembolsveis e resultam da diferenas das contas do POC 78 menos 68

    RESULTADOS EXTRAORDINRIOS

    Os resultados extraordinrios tm um carcter eventual ou ocasional, pelo que infuenciam de forma mais aleatria a rendibilidade da empresa.

    Resultam da diferena das contas do POC 79 menos 69

    . TRIBUTAO E DISTRIBUIO DE RESULTADOS

    Na tributao e distribuio de resultados pretende relevar-se quer o efeito fiscal sobre a rendibilidade, quer o impacto da distribuio sobre o autofinanciamento e o crescimento sustentado.

  • BALANO FUNCIONAL

    Activo fixo Capitais permanentes Imobilizaes corpreas 18,114 10,631 Capitais prprios 37,270 39,771 Imobilizaes incorpreas 0,000 0,000 Dvidas a pagar MLP 0,000 0,000 Investimentos financeiros 0,000 0,000 Acrscimos diferimentos 0,000 0,000 Dv. a receber MLP 0,000 0,000 Acrscimos diferimentos 0,000 0,000 Soma activo fixo 18,114 10,631 Soma cap. permanentes 37,270 39,771

    Necessidades cclicas Recursos cclicos Existncias 0,000 0,000 Fornecedores 2,454 13,942 Dv. receber expl. CP 3,833 7,284 Dv. pagar expl. CP 397,000 902,000 Acrscimos diferimentos 0,000 0,000 Acrscimos diferimentos 0,000 0,000 Soma necessidades cclicas 49,152 72,682 Soma recursos cclicos 2,851 14,845

    Tesouraria activa Tesouraria passiva Dv. receber extra-expl. CP 0,000 0,000 Emprstimos obtidos CP 1,000 0,000 Disponibilidades 15,019 23,648 Dv. pagar extra-expl. CP 41,388 52,902 Acrscimos diferimentos 224,000 556,000 Acrscimos diferimentos 0,000 0,000 Soma tesouraria activa 15,243 24,204 Soma tesouraria passiva 42,388 52,902

    Total das aplicaes 82,510 107,519 Total das origens 82,510 107,519

  • DEMONTRAO DE RESULTADOS FUNCIONAL Exerccios 2003 2004

    Proveitos Operacionais Volume de Negcios 131,519 111,694 Variao da Produo 0 0 Outros Proveitos Operacionais 0 0 Total Proveitos Operacionais 131,519 111,694

    Custos Operacionais C.M.V.M.C. 86,991 68,966 Outros Custos variveis 27,554 23,019 Sub-Total 114,546 91,986 Margem Bruta 16,973 19,707 Custos Fixos Desembolsveis 3,662 6,231 Custos Fixos no Desembolsveis 8,645 9,032 Sub-Total 12,307 15,264 Resultados Operacionais 4,666 4,443

    Resultados Financeiros Proveitos Financeiros 57 0 Custos Financeiros 185 180 Sub-Total 0 0

    Resultado de Explorao 4,538 4,263

    Resultados Eventuais Proveitos Extraordinrios 0 20 Custos Extraordinrios 85 95 Sub-Total 0 0

    Resultados Antes Impostos 4,453 4,188

    Imposto sobre Rendimento 1,452 1,064

    Resultados Lquidos 3,001 3,123

    Dividendos 0 0

    Resultados Retidos 3,001 3,123

  • Parte II

    1- O Equilbrio Financeiro

    A anlise do equilbrio financeiro tem como suporte os grupos previamente definidos para o balano funcional e tendo como base os trs ciclos: de investimento, de explorao e financeiro. Contudo, ir