PRAGAS DO CAFEEIRO. INTRODU‡ƒO Dentro do conceito de cafeicultura racional o controle...

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PRAGAS DO CAFEEIRO

PRAGAS DO CAFEEIROINTRODUODentro do conceito de cafeicultura racional o controle s pragas do cafeeiro ocupa lugar de destaque.O cafeeiro atacado por muitas pragas, que, se no combatidas devidamente, ocasionam grandes prejuzos e em muitos casos limitam a produo.O cafeeiro hospeda normalmente muitos insetos. Dentre eles merecem destaque especial, a broca-do-caf e o bicho-mineiro pelos prejuzos que freqentemente causam produo.A broca destri os frutos, podendo causar a perda total da produo em anos favorveis praga.O bicho-mineiro, provoca o desfolhamento e a reduo da rea foliar, podendo causar perdas de mais de 50% na produo, prejuzos esses j constatados no Estado de Minas Gerais. (REIS; SOUZA; MELO, 1978)O grau da importncia das pragas varia com as diferentes regies cafeeiras do pas;O Bicho Mineiro, a Broca e Cochonilhas so problemas destacados, praticamente em todas as regies onde se cultiva o caf;Ataques de caros vermelhos e bichos mineiros tm se intensificado com a utilizao de fungicidas cpricos, para o controle da ferrugem do cafeeiro.Tem se notado ainda, o aparecimento de outras pragas atacando o caf, como diversas espcies de lagartas, provavelmente decorrentes do desequilbrio biolgico, causado pela grande utilizao de produtos qumicos.Sabe-se das muitas possibilidades e vantagens do controle biolgico, mas ainda no se dispe de informaes suficientes para sua aplicao prtica. So dotados, entretanto, nas recomendaes de controle qumico, cuidados necessrios para a preservao dos inimigos naturais.O controle s pragas deve ser feito quando o seu nvel populacional pode ocasionar dano econmico, encaixando-se dentro do sistema de Manejo de Pragas.SISTEMA DE MANEJO DE PRAGASOs sistemas de manejo de pragas visam desenvolvimento de uma estratgia global de ao, que lana mo de um elenco de tticas de controle, tais como : qumicos, biolgicos, culturais, e uso de variedades resistentes .

Recomenda-se observar atentamente as pocas de controle e usar os defensivos recomendados nas dosagens certas, para evitar problemas de resduos dos produtos nos frutos e para no causar desequilbrios biolgicos. importante reconhecer os insetos e caros que atacam o cafeeiro e distinguir as pragas para control-las adequadamente.Apresentam um aparelho bucal em formato de estilete, por onde as ninfas sugam a seiva das razes, eliminando o excesso de gua.A umidade do solo, mesmo em pocas de clima seco, um indcio da ao das cigarras. (GALLO et al., 1988) Possuem, em geral, colorao escura, verde oliva a marrom; as asas so transparentes com algumas manchas escuras, podem apresentar pilosidade bastante intensa no abdome.Os machos possuem rgos emissores de sons que atraem as fmeas. A fmea coloca os ovos no interior da casca dos ramos do cafeeiro por intermdio de seu ovipositor em disposio linear aps a ecloso, surgem as formas jovens que penetram no solo, as vezes a grandes profundidades, fixando-se nas razes onde sugam a seiva da planta.

PRAGAS DAS RAZESCIGARRAS DO CAFEEIRO

Quesada gigas (Olivier, 1790)Fidicina pronoe (Walker, 1850)Carineta fasciculata (Germar, 1830)Descrio

Nos ltimos anos, este inseto tem aumentado a sua importncia, e segundo alguns, seria devido utilizao de reas de cerrado. Existem diversas variedades de cigarras dos gneros Quesada e Fidicina. A principal diferena entre elas o tamanho.As ninfas do gnero Quesada medem de 20 a 35 mm, o perodo de revoada, ou de acasalamento, que ocorre de agosto a dezembroAs ninfas do gnero Fidicina medem de 18 a 20 mm, iniciam a cpula nos meses de novembro e encerram o perodo em maro. So insetos cuja fase imatura de ninfa mvel vivida no solo, agindo despercebidamente nas razes das plantas.

A durao da fase ninfal geralmente longa (um ano). Terminado o perodo ninfal, abandonam as razes que sugam e, por orifcios circulares, saem do solo.Posteriormente, se fixam a um suporte, que pode ser o prprio tronco do cafeeiro, e iniciam sua fase ninfa imvel. A durao dessa fase de aproximadamente 48 horas, quando ocorre o rompimento do dorso do inseto, por onde sai a cigarra adulta. Em seguida rompe-se o tegumento na regio dorsal do trax e emergem os adultos, deixando a exvia. A emergncia dos adultos inicia-se em setembro-outubro (Q. Gigas., F. pronoe,),) e fevereiro ( C. Fasciculata) (GALLO et al., 1988).

Prejuzos

De acordo com Rena et al. (1984) as cigarras podem causar prejuzos totais s lavoras atacadas.Para perceber a alta nocividade desses insetos basta considerar que as plantas sofrem um bombeamento de seiva nas razes, em virtude de centenas de ninfas das cigarras.As plantas perdem folhas com queda precoce de flores e frutos; as extremidades dos ramos secam, causando sensvel diminuio da produo, em lavouras novas entre 6 e 10 anos. So registradas, em ataques intensos, at 400 ninfas por cova, o que pode levar a planta a morte (GALLO et al., 1988).Reis e Souza (1986) afirmam que os sintomas caractersticos das ninfas Q. Gigas nas razes manifestam-se na parte area das plantas, pelo definhamento, clorose nas folhas das extremidades dos ramos, queda precoce das folhas, resultando em ramos desnudos, com a permanncia de folhas somente nos pices. No perodo chuvoso, as lavouras atacadas, recebendo os tratos culturais normas, exibem um desenvolvimento vegetativo normal, no apresentando definhamento to visvel, mas no perodo seco, os sintomas tornam-se caractersticos.Devido a suco de seiva, pelas ninfas, a planta apresenta: clorose nas folhas da extremidade dos ramos (semelhante a deficincias nutricionais).

Controle

Controle cultural

Consiste na eliminao do cafezal infestado e plantio de novos cafeeiros somente aps dois a trs anos.Os cafezais em formao no so atacados pelas cigarras, porque na plantas ainda novas o sistema radicular no suficientemente desenvolvido e a parte area no apresenta ainda o formato do arbusto para abrigar e atrair o inseto adulto. (REIS; SOUZA, 1986)

Controle biolgico

Observou-se em 1980 que ninfas moveis das cigarras no solo apresentavam-se mortas, mumificadas, com o corpo recoberto por um fungo de colorao esverdeada, muitas vezes em associao com um lquen ramificado, localizado em parte generalizadas do corpo, principalmente na cabea e apndices, identificado como Metarhizium anisopliae (Metschnikoff, 1879). Aps o isolamento do fungo de ninfas parasitadas coletadas no campo, ele foi multiplicado em laboratrio, sendo a suspenso de esporos pulverizada em ninfas vivas, grandes, da espcie Quesada gigas, criadas em mudas de cafeeiros.Trinta dias aps a pulverizao das ninfas vivas, estas se apresentavam mortas, totalmente envolvidas pelo miclio e esporos do fungo.Controle qumico recomendada a aplicao de adubo, para que a planta volte a receber nutrientes.A aplicao de produtos qumicos para o combate das ninfas deve ser feito em perodos chuvosos, para que haja uma melhor absoro pelo solo.Outro fator que influencia a aplicao o perodo de revoada das cigarras. O controle qumico deve coincidir com a poca em que as ninfas descem ao solo para se instalarem nas razes. (GALLO et al., 1988) o mais eficiente. Deve ser feito atravs do uso de inseticidas lquidos ou granulados sistmicos de solo. A poca da aplicao muito importante para o sucesso do controle. Para as espcies do gnero Quesada as aplicaes devem ser feitas a partir de setembro, estendendo-se at dezembro. Para as espcies menores o controle deve ser iniciado em dezembro, estendendo-se at maro. Iniciar o controle quando se constatar a presena de aproximadamente 15 a 20 ninfas por cova de caf. importante observar que a eficincia desses produtos depende da umidade do solo. Na ocasio da aplicao o solo dever estar livre de ervas daninhas.COCHONILHA DA RAIZ

Dysmicocus crytus (Hempel, 1918)(Homopetera-Pseudococcidae)

A cochonilha-da-raiz do cafeeiro um inseto sugador, de colorao rosa, que tem apresentado maior infestao em solos arenosos ou areno-argilosos.pode estar localizada a uma profundidade de at 50 cm.O aparecimento da praga est relacionado altas temperaturas, com variao de 20C a 25C.A locomoo da cochonilha entre as razes pode ocorrer atravs de formigas ou por enxurradas. A cochonilha da raiz do cafeeiro na fase adulta mede de 2,5 a 3 mm de comprimento por 1,5 a 2 mm de largura.

Excreta um lquido aucarado, que condiciona o desenvolvimento de um fungo do gnero Bornetina, formando assim uma cripta sobre a colnia.A sucesso de criptas, tambm chamadas pipocas, se apresenta com aspecto de nodosidade das razes, e servem para alojar o inseto. Os sintomas de ataques so mais evidentes no inverno, quando h problemas de falta d'gua e de menor circulao da seiva.Os sintomas da infestao so amarelamento na parte area de plantas em fase de formao ou o definhamento de cafeeiros adultos.Em plantas jovens, o ataque pode resultar em morte.Isso tambm pode ocorrer se o inseto atacar a raiz principal da planta, provocando, assim, a destruio dos tecidos.

A cochonilha tambm pode se alojar em razes secundrias ou tercirias e, alm de destruir os tecidos, impede a absoro de nutrientes pela planta. Segundo os dados de Nakano (1972), o inseto pode dar at 5 geraes anuais. Em um perodo de 52 dias cada indivduo pode dar origem a outros 253.Reproduo partenogentica.

Prejuzos

Uma cova de caf com cinco anos de idade, com a raiz principal completamente atacada, pode perder o equivalente a 6.044 frutos do caf cereja ou 0,84kg de caf beneficiado.Essas cochonilhas podem destruir razes secundrias e tercirias e destruir seus tecidos, impedindo assim a assimilao de nutrientes pela planta. Atacando raiz principal, podem causar tambm a morte da planta pela destruio da raiz. (NAKANO, 1972)Controle

Como a cochonilha da raiz inicia seu ataque em reboleira, o controle feito na rea atacada e em plantas ao redor (faixa de segurana).Aplica-se inseticida sistmico granulado em sulco, a 10cm de profundidade, distncia de 20cm d