Aula 12_prolapso Genital

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11/07/2012 1 DESLOCAMENTOS E PROLAPSOS GENITAIS CONCEITO É A SAÍDA DE UM ÓRGÃO OU PARTE DESTE DE SUA TOPOGRAFIA NORMAL RESULTADO DO DESEQUILÍBRIO ENTRE FORÇAS ENCARREGADAS DE MANTÊ-LO EM POSIÇÃO NORMAL E FORÇAS QUE TENDEM À EMPURRÁ-LO PARA FORA Em 2000, 115.644 brasileiras sofreram cirurgias para a correção de prolapsos genitais FATORES RESPONSÁVEIS PELA MANUTENÇÃO DA ESTÁTICA PÉLVICA PRESSÃO INTRAABDOMINAL TÔNUS UTERINO APARELHO DE FIXAÇÃO DO ÚTERO APARELHO DE SUSTENTAÇÃO

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DESLOCAMENTOS E PROLAPSOS GENITAIS

CONCEITO

É A SAÍDA DE UM ÓRGÃO

OU PARTE DESTE

DE SUA TOPOGRAFIA

NORMAL

RESULTADO DO DESEQUILÍBRIO

ENTRE FORÇAS

ENCARREGADAS DE

MANTÊ-LO EM POSIÇÃO NORMAL

E FORÇAS QUE TENDEM

À EMPURRÁ-LO PARA FORA

Em 2000,

115.644 brasileiras sofreram

cirurgias para a correção de

prolapsos genitais

FATORES RESPONSÁVEIS

PELA MANUTENÇÃO DA ESTÁTICA PÉLVICA

• PRESSÃO INTRAABDOMINAL

• TÔNUS UTERINO

• APARELHO DE FIXAÇÃO DO ÚTERO

• APARELHO DE SUSTENTAÇÃO

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• APARELHO DE FIXAÇÃO DO ÚTERO

– LIGG. REDONDOS

– LIGG. UTEROSSACRAIS

– LIGG. CARDINAIS OU DE MACKENRODT

Ligamento cardinal

Ligamento útero-sacro

Anel pericervical

• APARELHO DE SUSTENTAÇÃO

– DIAFRÁGMA PÉLVICO

– FÁSCIAS PÉLVICAS

– DIAFRÁGMA UROGENITAL (Trígono urogenital ou Períneo anterior)

Diafrágma pélvico

(Levantador do ânus)

Diafrágma urogenital

Diafrágma pélvico

LEVANTADOR ou ELEVADOR DO ÂNUS:

• M Coccigeno

• M Iliococcígeno

• M Pubococcígeno:

– M Pubovaginal

– M Puborretal

Músculo coccígeno

Músculos pélvicos (vista superior)

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M Ileococcígeno

M Pubococcígeno } Pubovaginal.

Puborretal

Músculos perineais (vista lateral)

Piriforme

Coccigeno

Iliococcígeno

Pubococcígeno

Arco tendíneo

Músculos pélvicos (Vista inferior)

M Piriforme M coccígeno

M ileococcígeno

M Pubococcígeno

Arco tendíneo

Ligamento sacro-espinhoso

Ligamento sacro-tuberoso

Obturador interno

Fáscias pélvicas

Fáscia vesico-vaginal ou pubo-cervical

Fáscia ou septo reto-vaginal

Vagina

Bexiga

Reto

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Diafragma urogenital

• M Transverso profundo do períneo

• M Transverso superficial do períneo

• M Bulboesponjoso

• M Isquiocavernoso

M bulboesponjoso

M isquiocavernoso

M transverso

superficial do

períneo

VAGINAL WALL

PERICERVICAL RING

AN

TE

RIO

R

PO

ST

ER

IOR

VAGINAL WALL

AN

TE

RIO

R

PO

ST

ER

IOR

PROLAPSES

VAGINAL WALL

AN

TE

RIO

R

PO

ST

ER

IOR

PR

OL

AP

SE

S

AN

TE

RIO

R

TIPOS DE PROLAPSO

• PROLAPSO UTERINO

• PROLAPSO VAGINAL

– PAREDE ANTERIOR:

• CISTOCELE

•URETROCELE

– PAREDE POSTERIOR:

• ENTEROCELE

•RETOCELE

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CISTOCELE

DESLOCAMENTO DA BEXIGA

PARA BAIXO E PARA TRÁS

CONTRA A PAREDE ANTERIOR

DA VAGINA DEVIDO À

FRAQUEZA

DA FÁSCIA PUBOCERVICAL

SINTOMAS

• INÍCIO - ASSINTOMÁTICO

• QND ASSOCIADA A URETROCELE - GRAUS VARIADOS DO

INCONTINÊNCIA

• DIFICULDADE PARA INICIAR MICÇÃO

• ESVAZIAMENTO INCOMPLETO BEXIGA

• RETENÇÃO AGUDA URINA

• FREQ. MICCIONAL

• INFECÇÕES URINÁRIAS

• SENSAÇÃO COMPRESSÃO OU MASSA NA VAGINA EM PÉ OU

PRESSÃO ABDOMINAL

• DISFUNÇÃO SEXUAL

URETROCELE

DESLOCAMENTO ANATÔMICO

E QUEDA DA URETRA E

PAREDE VAGINAL ANTERIOR

PARA DENTRO DO CANAL VAGINAL

INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO

PERDA ÂNG. URETROVESICAL

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RETOCELE

ENFRAQUECIMENTO DA PORÇÃO

POSTERIOR DA FÁSCIA

RETOVAGINAL LEVANDO À

PROTRUSÃO DO RETO PARA DENTRO

DO CANAL VAGINAL

GERALMENTE RELACIONADA A DANO DO PERÍNEO:

PARTO

EPISIOTOMIA

LACERAÇÃO PERINEAL

SINTOMAS

• INÍCIO ASSINTOMÁTICA

• COMPRESSÃO E MASSA CANAL VAGINAL

• PODE INTERFERIR MOTILIDADE

INTESTINAL

ENTEROCELE

HERNIAÇÃO OU PROTRUSÃO

DO FUNDO-DE-SACO

POSTERIOR ATRAVÉS

DA PAREDE POSTERIOR DA VAGINA

DEVIDO À FRAQUEZA

DA FÁSCIA RETOVAGINAL

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SINTOMAS

• INÍCIO ASSINTOMÁTICO

• SENSAÇÃO COMPRESSÃO E DISTENSÃO DO CANAL VAGINAL

(MASSA)

PROLAPSO UTERINO

DESCIDA DO COLO DO ÚTERO

AO LONGO DO CANAL VAGINAL

EM GRAUS EXTREMOS

A VAGINA PODE FICAR

COMPLETAMENTE INVERTIDA

QUANDO COMPLETO A VAGINA PROLAPSADA TRARÁ CONSIGO:

• ANTERIOR - BEXIGA E URETRA

• POSTERIOR - RETO E INTESTINO

GRAUS DE PROLAPSO UTERINO

• GRAU I - A CÉRVIX PERMANECE DENTRO DA VAGINA

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• GRAU II - A CÉRVIX SURGE NO PERÍNEO, OU FICA SALIENTE (ESFORÇO)

• GRAU III - ÚTERO INTEIRO FORA DO CORPO , TOTAL INVERSÃO VAGINA

FATORES PREDISPONENTES

• RETROVERSÃO UTERINA

• SEDENTARISMO

• FRAQUEZA CONGÊNITA

• MAL FORMAÇÃO

• MULTIPARIDADE

• FATORES TRAUMÁTICOS • PRESSÃO ABDOMINAL

• TUMOR CAVIDADE PÉLVICA

• ALTERAÇÕES POSTURAIS

• TOSSE CRÔNICA

• FATORES:

– HORMONAIS – RACIAIS – NEUROLÓGICOS – OBSTÉTRICOS

TRATAMENTO

•PROFILÁTICO

•CIRÚRGICO

•FISIOTERÁPICO

OBJETIVOS FISIOTERÁPICOS

• PROMOVER PROFILAXIA

• FORTALECER A MUSCULATURA PÉLVICA

• PROMOVER REEDUCAÇÃO POSTURAL

• TRATAR LOMBALGIAS E OUTRAS ALGIAS

PÉLVICAS RELACIONADAS

• PROMOVER ORIENTAÇÕES GERAIS

PRÉ E PÓS-PARTO

PRÉ E PÓS-CIRÚRGICO