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  • 2017 UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE - UNIVILLE

    CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DISCIPLINA: CONTABILIDADE GERENCIAL E TRIBUTÁRIA

    CARGA HORÁRIA: 72 HORAS AULA

    SÉRIE: PRIMEIRA

    PROFESSOR: JOSÉ KEMPNER

    TITULAÇÃO: MESTRE EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS E FINANCEIRAS

    APOSTILA CONTABILIDADE GERENCIAL E

    TRIBUTÁRIA

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    EMENTA DA DISCIPLINA: Noções básicas da ciência contábil. Plano de contas. Escrituração contábil. Regimes contábeis. Elementos necessários para a formação do resultado. Balancete de verificação e encerramento do exercício. Demonstrações contábeis. Formas de Tributação no Brasil. Tributação da pessoa física e jurídica. Obrigações acessórias.

    OBJETIVOS:

    Geral: Proporcionar ao futuro economista condições de reconhecer na contabilidade uma fonte geradora de informações que, bem aplicadas, serão úteis no processo de gestão dos negócios, quando da tomada de decisão.

    Específicos:

     Capacitar o acadêmico com uma visão contábil e de controles internos;  Prepará-lo para os conceitos básicos e práticas da Contabilidade;  Oferecer, além da técnica contábil necessária ao registro das operações internas, condições de

    analisar as demonstrações contábeis e financeiras.

    CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

    1) Noção Básica de Contabilidade

    1.1) Introdução

    1.2) Terminologia

    1.3) Conceito

    1.4) Aplicação e Usuários da Contabilidade

    2) Patrimônio

    2.1) Conceito e Definição

    2.1.1) Bens

    2.1.2) Direitos

    2.1.3) Obrigações

    2.2) Patrimônio Líquido

    2.3) Formação do Patrimônio e suas Variações

    2.4) Origens e Aplicações de Recursos

    2.4.1) Passivo: origem dos recursos

    2.4.2) Ativo: aplicação dos recursos

    2.5) Atividades práticas

    3) Contas

    3.1) Conceito

    3.2) Classificação das Contas

    3.2.1) Contas Patrimoniais

    3.2.1.1. A separação entre Curto (Circulante) e Longo Prazo (não Circulante)

    3.2.2) Contas de Resultado

    3.3) Noções de Débito e Crédito

  • 3

    3.4) Atividades práticas

    4) Escrituração

    4.1) Conceituação

    4.2) Livros utilizados na Escrituração contábil

    4.2.1) Livro Diário

    4.2.2) Livro Razão

    4.2.3) Livro Caixa

    4.2.4) Livro Registro de Inventário

    4.3) Métodos de Escrituração

    4.3.1) Método das Partidas Simples

    4.3.2) Método das Partidas Dobradas

    4.4) Lançamento

    4.4.1) Conceito

    4.4.2) Elementos Essenciais

    4.5) Contabilização de Juros e Descontos

    4.6) Exercício de Fixação

    5) Razonete e Balancete

    5.1) Razonete

    5.2) Balancete

    6) Plano de Contas

    6.1) Conceito

    6.2) Modelos de Plano de Contas

    7) Depreciação, Amortização e Exaustão

    7.1) Depreciação

    7.2) Amortização

    7.3) Exaustão

    7.4) Atividades práticas

    8) Princípio da Competência

    8.1) Introdução

    8.2) Ajustes em Contas de Despesas

    8.2.1) Despesas pagas antecipadamente

    8.2.2) Despesas incorridas e não pagas

    8.3) Ajustes em Contas de Receitas

    8.3.1) Receitas realizadas e não recebidas

    8.3.2) Receitas recebidas antecipadamente

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    8.4) Regimes Contábeis

    8.4.1) Conceito

    8.4.2) Comparação entre regime de caixa e regime de competência

    8.5) Atividades práticas

    9) Apuração do Resultado e encerramento do Exercício

    9.1) Introdução

    9.2) Resultado Líquido (antes das participações)

    9.2.1) Deduções, participações no resultado

    9.3) Atividades práticas

    10) Demonstrações Contábeis

    10.1) Introdução

    10.2) Balanço Patrimonial (BP)

    10.3) Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)

    10.4) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)

    10.5) Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)

    10.6) Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

    10.7) Exercícios Práticos

    11) Tributação da Pessoa Física e Jurídica

    11.1) Tributos

    11.1.1) Conceito

    11.1.2) Espécies de tributos

    12.1.2.1. Imposto

    12.1.2.2. Taxa

    12.1.2.3. Contribuição de Melhoria

    12.1.2.4. Contribuições Federais

    11.1.3) Impostos federais, estaduais e municipais

    11.2) Tributação da Pessoa Física

    11.2.1) Cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física

    11.2.2) Atividades práticas

    11.3) Tributação da Pessoa Jurídica

    11.3.1) Lucro Real

    11.3.1.1. Empresas obrigadas ao lucro real

    11.3.1.2. Vantagens e desvantagens do lucro real

    11.3.1.3. Influência nos custos e tributos sobre vendas

    11.3.1.4. Forma de apuração do IRPJ e da CSLL

    11.3.1.5. Exercícios de Fixação

    11.3.2) Lucro Presumido

    11.3.2.1. Empresas que podem utilizá-lo

    11.3.2.2. Vantagens e desvantagens do lucro presumido

  • 5

    11.3.2.3. Base de cálculo

    11.3.2.4. Apuração do IRPJ e da CSLL

    11.3.2.5. Lucro presumido x lucro real

    11.3.2.6. Exercícios de Fixação

    11.3.3) Simples Nacional ou Supersimples

    11.3.3.1. Empresas que podem optar pelo simples nacional

    11.3.3.2. Quem não pode optar pelo simples nacional

    11.3.3.3. Tributos abrangidos pelo simples nacional

    11.3.3.4. Base de cálculo dos tributos

    11.3.3.5. Alíquotas dos tributos abrangidos pelo simples nacional

    11.3.3.6. Vantagens e desvantagens da opção pelo simples nacional

    11.3.3.7. Influência nos custos de materiais, mão-de-obra e tributos sobre vendas

    11.3.3.8. Cálculo dos Tributos

    11.3.3.9. Exercícios de Fixação

    11.3.4) Lucro Arbitrado

    11.3.4.1. Hipóteses de Arbitramento do lucro

    11.3.4.2. Formas de Arbitramento do lucro

    11.3.4.3. Exercícios de Fixação

    11.3.5) Microempreendedor Individual - MEI

    11.3.5.1. Regras para opção pelo SIMEI

    11.4) Obrigações Acessórias

    RECURSOS NECESSÁRIOS: Datashow, fotocópias, microcomputador, etc.

    AVALIAÇÃO: Serão realizadas provas bimestrais, individuais ou em grupo, com ou sem utilização de material

    didático, podendo ser feitas avaliações parciais, tais como trabalhos de pesquisa bibliográfica,

    solução de exercícios em grupo etc.

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    1. Noção Básica de Contabilidade

    1.1. Introdução

    O estudo da contabilidade pode ser comparado com a construção de uma casa, na qual cada tijolo deve ser cuidadosamente colocado, cada porta e cada janela devem ser cuidadosamente assentadas, para que a obra seja resistente e bem-acabada (Ribeiro, 2010).

    Nesta analogia, o produto da contabilidade são as informações por ela geradas e disponibilizadas para seus usuários, com o intuito de tomada de decisões. Essas informações são fornecidas através das chamadas demonstrações contábeis, dentre as quais se destacam o Balanço Patrimonial (BP) e a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).

    1.2. Terminologia

    Na terminologia contábil, muitas palavras têm significados diferentes dos quais estamos acostumados a ouvir e falar no nosso dia a dia. A palavra Receita, por exemplo, na linguagem comum pode significar várias coisas, como receita médica, receita de bolo, o “caminho das pedras”; em contabilidade, receita nada mais é do que o faturamento da empresa ou os valores positivos da DRE. A Despesa, que representa os valores negativos da DRE, por outro lado, talvez não cause tanta controvérsia por ter certa relação com o que já conhecemos no meio familiar; o que diverge um pouco no meio contábil é que nem tudo o que se gasta é despesa; procura-se separar, por exemplo, gastos com Investimentos, Custos de produção, Gastos Administrativos e Comerciais etc.

    Também no meio contábil, Ativo é onde estão localizados os bens e direitos da empresa, ou seja, o lado esquerdo do Balanço Patrimonial (BP). Já o Passivo é composto pelas obrigações, ficando do lado direito do BP.

    De todas as terminologias, as que mais causam dúvidas ao estudante de contabilidade são as palavras Débito e Crédito. Aprendemos em nosso cotidiano que débito é sinônimo de redução, subtração, ou seja, tem sinal negativo, e que crédito é o inverso. Na linguagem contábil, esta lógica pode ser invertida, dep