A DIVISO DIDTICA DA HISTRIA Histria para Supletivo 1 Mdulo / 1 Prova A DIVISO DIDTICA DA HISTRIA A...

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  • 1

    Histria para Supletivo

    1 Mdulo / 1 Prova A DIVISO DIDTICA DA HISTRIA A diviso didtica da Histria tem a finalidade didtica, ou seja, facilitar sua compreenso.

    Antiguidade ou Idade Antiga

    Perodo da Histria que iniciou com a inveno da escrita (aproximadamente 4.000 anos antes do nascimento de Cristo) e

    terminou em 476 da era Crist, com o fim do Imprio Romano.

    Foi uma poca histrica marcada pelo surgimento de cidades, escravido, dos imprios territoriais, dos primeiros conhecimentos

    sobre a natureza e o homem.

    Idade Mdia

    Foi o perodo entre o ano 476 e o ano em que ocorreu o fim do Imprio Bizantino, em 1453. Na Idade Mdia prevalecia a

    existncia dos chamados feudos na Europa. Uma sociedade muito influenciada pela Igreja Crist, etc. A vida de todos europeus

    estava profundamente marcada pela religiosidade. Era a poca dos castelos com seus cavaleiros.

    Idade Moderna

    Teve incio em 1453 e durou at o ano de 1789, o ano da Revoluo Francesa. A modernidade foi um perodo histrico agitado

    por muitas mudanas nas sociedades da Europa, mas principalmente para a Amrica, incluindo o Brasil.

    Idade Contempornea

    Como o prprio nome sugere, um perodo histrico mais recente, prximo a atualidade. Este um tempo de muitas revolues

    polticas, transformaes rpidas na vida das pessoas e um incrvel desenvolvimento do conhecimento cientfico sobre o ser humano e

    tudo que o rodeia.

    O Brasil na Histria

    Como veremos no decorrer do perodo, a Histria do Brasil esteve ligada desde o ano de 1500 Histria europia. O fato histrico

    que denominamos chegada dos portugueses ao Brasil ou, Descobrimento do Brasil, ocorreu logo no incio da chamada Idade

    Moderna.

  • 2

    Como saber a que sculo pertence um ano qualquer?

    Vejamos alguns exemplos na tabela abaixo:

    ANO 32 225 1277 1451 1641 1971 400 1500

    0 2 12 14 16 19 4 15

    + 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + 1

    Sculo I III XIII XV XVII XX IV XV

    Observando a tabela acima, podemos concluir que para sabermos a que sculo pertence um ano, devemos ignorar os dois ltimos

    algarismos do ano e somar uma unidade (+ 1) ao que sobrou:

    Exemplo:

    1789 17 + 1 = 18; portanto 1789 est no sculo XVIII.

    Existe apenas uma exceo, ou seja, quando o ano termina em 00. Neste caso a regra ignorar os dois ltimos algarismos (00) e NO

    acrescentar nada.

    Exemplo:

    1900 19 + 0 = 19; portanto 1900 est no sculo XIX.

    Exerccios:

    1. A que sculo pertencem os anos abaixo?

    a) 27 - ____________

    b) 159 - ____________

    c) 730 - ____________

    d) 1875 - ____________

    e) 600 - ____________

    f) 2000 - ____________

    A ERA DOS DESCOBRIMENTOS

    A Formao de Portugal Na Antigidade, os romanos haviam conquistado a Pennsula Ibrica. Na foz do rio Douro fundaram uma povoao, a qual deram

    o nome de Cale. Esta regio era conhecida por Portucale, originando-se assim o nome atual: Portugal.

    Mais tarde a regio foi invadida pelos visigodos (brbaros), que a permaneceram at serem vencidos pelos rabes, no sculo VIII.

    O conflito com os mouros

    Os rabes (mouros) dominaram quase toda Pennsula Ibrica, com exceo do extremo-Norte, onde formaram-se os Reinos

    Cristos de Leo, Castela, Navarra e Arago. No sculo XI, o rei de Leo e Castela, auxiliado por nobres franceses, lutou contra os

    mouros e conseguiu expuls-los de uma parte do territrio, onde surgiu o Condado Portucalense, Doado ao nobre D. Henrique de

    Borgonha.

    Em 1139, o filho do Conde de Borgonha, chamado D. Afonso Henriques, conseguiu proclamar a independncia do Condado.

    Desta forma surgiu o Reino de Portugal, com seu primeiro rei D. Afonso Henriques, da dinastia de Borgonha.

    Continuando a Guerra de Reconquista contra os mouros, a dinastia de Borgonha estendeu seu territrio mais para o Sul da

    Pennsula Ibrica, anexando a regio conhecida como Algarves.

    O progresso de Portugal

    O sculo XIV foi marcado por vrias crises na Europa. Como fome, doenas (peste negra) e guerras (Guerra dos Cem Anos

    Frana x Inglaterra). Com essa situao, grandes mercadores italianos, que traziam mercadorias do Oriente e eram responsveis pela

    distribuio das mesmas da Itlia para o interior da Europa at Flandres, deixaram as rotas terrestres e optaram por uma rota martima.

    Essa rota martima levava os navios do Mar Mediterrneo para o Atlntico, atravs do Estreito de Gibraltar, atingindo, durante o

    percurso, portos do litoral portugus, que tornaram-se bastante importantes, como: Lisboa, vora e Porto.

    Os comerciantes portugueses (burguesia) passaram a obter maiores lucros e o governo de Portugal pretendia estimular as

    atividades comerciais e a navegao. Por outro lado, a dinastia de Borgonha estava freqentemente ameaada pelo vizinho Reino de

    Castela. Quando morreu D. Fernando, o ltimo rei da Dinastia de Borgonha, o rei de Castela tentou retomar Portugal. Mas, com a

    ajuda da burguesia, do povo e de nobres ligados ao comrcio, em 1385, D. Joo, Mestre de Avis, atravs da chamada Revoluo de

    Avis, foi proclamado rei, mantendo a autonomia de Portugal e iniciando a Dinastia de Avis.

    Foram os soberanos portugueses dessa nova Dinastia que apoiaram e fizeram desenvolver a expanso martima e colonial

    portuguesa.

  • 3

    As Grandes Navegaes

    Na Idade Mdia quase todo

    comrcio martimo era feito atravs

    do Mar Mediterrneo, permitindo o

    contato entre mercadores europeus e

    orientais. Os europeus compravam

    grande quantidade de mercadorias na

    cidade de Constantinopla (antiga

    Capital do Imprio Bizantino),

    considerada o maior entreposto

    comercial entre o Ocidente e o

    Oriente.

    Do Oriente, os europeus

    importavam ouro, jias, tapetes,

    porcelana, seda e outros artigos, alm

    das to desejadas especiarias, tais

    como: canela, cravo-da-ndia, noz moscada, pimenta, ervas aromticas, etc. Os europeus que obtinham maiores ganhos com esse

    comrcio eram os genoveses e os venezianos. Porm, no ano de 1453 os turcos otomanos tomaram a cidade de Constantinopla e

    praticamente impediram os europeus de manterem seu lucrativo comrcio.

    Esse fato impulsionou o movimento das Grandes Navegaes porque no restava outra alternativa, seno encontrar uma nova rota

    para o Oriente, que chamavam genericamente de ndias.

    Outras razes para as Grandes Navegaes

    - Para os comerciantes e governantes portugueses havia o interesse em conseguir uma rota exclusiva de comrcio com o Oriente para

    aumentar os lucros;

    - Necessidade de encontrar metais preciosos e novos produtos para incrementar o comrcio europeu;

    - Marinheiros daquela poca acreditavam em lendas sobre locais fabulosos, repletos de ouro e at na existncia de um Paraso

    terrestre;

    - A Igreja buscava espalhar a f crist entre os povos que viessem a ser conhecidos.

    A grande aventura portuguesa

    Fatores que favoreceram as navegaes portuguesas:

    - Posio geogrfica favorvel;

    - Comerciantes enriquecidos (com capital para investir nas viagens);

    - Governo centralizado, com autoridade para incentivar as navegaes e ansioso por partilhar dos lucros;

    - Tradio martima, os lusitanos eram excelentes navegadores;

    - A Escola de Sagres, onde os navegadores obtinham maiores conhecimentos sobre a navegao em alto mar.

    importante lembrar

    As navegaes foram, de certa forma, facilitadas pela invenes que apareceram na Europa naquela poca, por exemplo:

    - a plvora, o papel e a bssola, invenes chinesas, divulgadas pelos rabes;

    - o astrolbio, instrumento rabe de orientao pelos astros (assim como quadrante);

    - a caravela, navio mais leve e rpido, inventado pelos portugueses;

    - a imprensa, criada pelo alemo Guttenberg, o que facilitou a divulgao dos conhecimentos nuticos.

    O DESCOBRIMENTO DA AMRICA

    O navegador genovs, Cristvo Colombo, acreditava que poderia chegar s ndias por uma rota diferente. Seu plano era ousado

    para poca, pois baseava-se na hiptese de que a Terra era redonda, idia que ainda no havia sido reconhecida pela maioria dos

    chamados sbios da Igreja.

    Com sua experincia e capacidade de observao, Colombo no tinha dvidas... bastaria navegar sempre na direo do Ocidente,

    acompanhando a curvatura da Terra, para chegar no Oriente.

    Em primeiro lugar, Colombo ofereceu seus servios ao rei portugus Dom Joo II, mas este no se interessou pelos seus planos.

    Diante disso, Colombo procurou os reis catlicos, Fernando e Isabel da Espanha. Mas estes estavam ocupados no combate aos

    rabes que ainda dominavam o pequeno reino de Granada, no Sul da Espanha.

    Quando finalmente os rabes foram expulsos em 1492, Colombo pode partir com trs caravelas: Santa Maria, Pinta e Nia.

    Colombo partiu do porto de Palos a 3 de agosto. Somente em 12 de outubro de 1492 avistaram terra. Era a ilha de Guanaani, que

    Colombo chamou de So Salvador.

    Porm, Colombo pensava ter chegado s ndias. Por isso, deu aos habitantes naturais o nome de NDIOS.

    Ler para crer:

    - S mais tarde se descobriu que a terra encontrada era um novo continente; esta constatao no foi feita por Colombo, mas por

    Amrico Vespcio. E em homenagem a ele que a terra passou a se chamar Amrica.

    - Um dos companheiros de Colombo, Vicente Pinzn, esteve no Brasil em janeiro de 1500, percorrendo a Costa Norte. Nesta viagem

    descobriu a foz do rio Amazonas (que ele chamou de Mar Dulce) e o rio Oiapoque, que por muito tempo teve o nome de Vicente

    Pinzn.