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  • Kahuna healing

    Cura kahuna

    Sade holstica &prticas de cura da polinsia

    Serge Kahili King

    Traduo no-oficial de: Mercedes Lorenzo

  • 2Captulo 1

    Introduo

    Desde o tempo das primeiras exploraes europias no Oceano Pacfico, o mundo ocidental tem construdo uma imagem romntica dos Mares do Sul baseada no conceito de uma simples, despreocupada, primitiva sociedade. Tem sido o sonho de muitos homens atirar a sobrecarga do emprego e da famlia e correr para uma ilha tropical onde tudo o que voc tem a fazer deitar numa rede e bebericar um ponche de frutas enquanto os inocentes nativos tomam conta de qualquer necessidade sua. Uma outra atitude ocidental, menos romntica, que antes das bnos da civilizao serem trazidas a eles, o povo das ilhas eram selvagens ignorantes governados por medo supersticioso e sensualidade indisciplinada. Junto com esta atitude estava a idia de que esse povo no tinha pensamento filosfico a ser dito, no desenvolvia conceitos abstratos, nenhuma arte alm da decorativa, nem livros de nenhum tipo, e certamente nenhuma cincia ou tecnologia digna de ser mencionada.

    A verdade do assunto, estabelecida por pesquisa cientfica em muitos campos, que as sociedades da Polinsia eram cada uma to complexa quanto as nossas: sua moral, tica e cdigos legais to restritos; sua filosofia to desenvolvida; sua arte e literatura to ricas; e sua cincia to hbil quanto as nossas. De qualquer modo, a direo na qual eles desenvolveram esses aspectos foi nica. Como os modernos psiclogos sociais assinalam, se ns tentarmos julgar as realizaes de outras culturas usando a nossa como o padro, nos arriscamos a distorcer o julgamento e limitar severamente qualquer benefcio que possa derivar do contanto com a cultura que estamos julgando. E a cultura da Polinsia tem aspectos que podem nos beneficiar em todas as reas da vida.

    O POVO DA POLINSIA

    Polinsia um termo aplicado igualmente a uma rea geogrfica e ao povo que divide uma histria comum, uma lngua comum, e origens culturais e fsicas. A rea usualmente definida com um tringulo abrangendo da Nova Zelndia no sudoeste do Pacfico, para o Hawaii ao norte, e descendo Ilha de Pscoa no sudeste. Esta uma rea imensa, to ampla quanto o continente da Amrica do Sul, e dotada de ilhas vulcnicas e de coral que muitas vezes esto afastadas por duas mil milhas. O que extraordinrio que esta rea toda foi explorada, habitada e teve comrcio regular entre as ilhas por centenas e possivelmente milhares de anos antes de Colombo fazer sua viagem atravs do Atlntico.

    As pessoas dessa rea, os Polinsios, compreendem os Maori, Samoanos, Tongas, Tahitianos, Marquesos, Havaianos, Pascoenses e outros, nomeados na maior parte nos tempos atuais depois de terem sido localizados. Apesar desses grupos estarem separados por vastas distncias, e em alguns casos terem ficado fora de contato com os outros por sculos, h menos diferenas culturais entre eles do que entre vizinhos como a Frana e a Alemanha. Um nariz fino Maori e um nariz grosso Havaiano talvez no paream irmos, e seu modelo ambiental de vida talvez varie consideravelmente, mas eles dividem a mesma lngua bsica, heris culturais, lendas e conhecimento interior. E eles aceitam uns aos outros como vindos de uma mesma descendncia, como Peter Buck, viajante do Maori, encontrou quando viajava para outras ilhas que no tinham sido contactadas por um Polinsio de fora, como memria viva.

    Uma questo que permanece incerta entre os antroplogos a terra natal dos Polinsios, junto com a questo de qual rota foi feita at o seu presente lar. A teoria moderna preferida que eles vieram da Indonsia, ou possivelmente da ndia, e passaram atravs do grupo de ilhas do Pacfico ocidental, Micronsia ou Melansia, no seu caminho. Isto baseado em parte em algumas similaridades lingusticas menores, a suposta origem de muitas plantas usadas pelos Polinsios, um pouco de semelhanas tecnolgicas, e a noo de que, visto que eles tiveram de vir de algum lugar, a sia seria o lugar mais provvel.

  • 3Max Freedom Long e outros tm proposto que a terra natal dos Polinsios foi o Oriente Prximo. Long baseia sua idia numa histria no verificada de um Ingls que viveu com uma tribo Brbere no Saara. Esta tribo afirmava Ter sido parte de um grupo que havia construdo as pirmides do Egito; eles haviam se separado do resto do grupo que veio para o Pacfico procurar uma nova terra. De qualquer forma, eu passei uns quatro anos e meio, indo e vindo, com os Brberes, e eu no consegui verificar semelhante tradio. Mais importante, Long impressionantemente usou estudos lingusticos para mostrar que o conhecimento kahuna estava incorporado em partes do Velho e Novo Testamento da Bblia. Ele at chegou a ir longe traando uma rota para o Pacfico destinando o grupo abaixo do Mar Vermelho, ao longo da costa da frica para Madagascar (cuja lngua, Malagasy, tem afinidades com o polinsio), atravs do oceano para a ndia, e dal atravessando a Indonsia para o Pacfico, usando similaridades filosficas como seu principal argumento. J uma outra terra natal Polinsia tem sido proposta por Thor Heyerdahl designada Kon Tiki, que tenta provar de um modo prtico que os Polinsios podem Ter vindo da Amrica do Sul.

    Como visto no Prlogo (fora desta traduo), meu mentor Kahuna, WK, tem uma verso consideravelmente diferente, com o suporte em grande medida de pesquisadores como James Churchward, autor de um nmero de livros sobre o continente de Mu, e Leinani Melville, autor de Children of the Rainbow (Crianas do Arco ris). Ele afirma que a Polinsia teve a origem das similaridades culturais em outro lugar e no como receptor final. claro que podem haver muitas dvidas sobre esta verso como qualquer outra, mas ela tem a virtude de ser uma verso Polinsia e responder muitas questes. Ela explica, por exemplo, porque a extrema habilidade dos navegadores Polinsios nunca colonizou nenhuma rea fora do anteriormente mencionado tringulo, como o conhecimento kahuna pode Ter viajado atravs do mundo sem ser acompanhado pelos Polinsios, e como grupos semelhantes como os Maori e Nova Zelandezes podem Ter salmos de navegao antigos que do as direes de navegao para o Hawaii. Ela tambm explica porque grupos como os Maori, Havaianos e Pascoenses falam em suas lendas de pessoas que estavam vivendo nas ilhas quando eles chegaram l. Em havaiano, esse povo chamado de Mu, e h muitas narrativas de conflito e cooperao entre eles. Na ilha de Kauai no crculo havaiano, eu tenho visto fundaes de templos e trabalhos de pedra que se parecem com os estilos de construo pr-Inca mais do que qualquer coisa construda mais recentemente pelos povoadores Polinsios. Estas so supostamente construes do povo de Mu, tambm conhecido como Menehune.

    O SISTEMA KAPU

    A questo da origem talvez nunca seja respondida satisfatoriamente por ningum, mas um fato que os Polinsios estavam l quando os Europeus chegaram Polinsia. Entre outras coisas, os primeiros exploradores ocidentais encontraram um grupo poderoso de pessoas chamadas kahunas, que eram lderes religiosos, mestres em arte e artesanato, doutores, juristas, professores e conselheiros polticos da sociedade. Eles e os chefes de famlia conduziam o povo no que seria chamado de sistema Kapu, apesar de que muitos ocidentais estavam mais familiarizados com a forma de falar Tonga Tabu ou Taboo.

    O sistema Kapu tem sido muito mal falado porque tem sido muito pouco entendido. A palavra Kapu usualmente tem sido traduzida por proibido e tem sido associada com advertncias a respeito de coisas fora do escopo da razo. Uma traduo completa da palavra, de qualquer modo, pode tambm incluir os significados de sagrado, santo, ou consagrado. O sistema Kapu foi realmente um cdigo de leis, como as que so necessrias para qualquer sociedade funcionar facilmente. Um determinado bosque de rvores ou um lugar especial de pesca podiam ser declarados Kapu por uma ou mais temporadas para mant-los em condies de continuar sendo explorados, por exemplo. Isto no diferente de nossos regulamentos atuais sobre estaes de caa e pesca, mas semelhante previso ambiental era totalmente desconhecida para os primeiros visitantes europeus na Polinsia, que no entendiam porque uma rvore ou lugar era Kapu e outra no. Certas partes de um templo ou lotes de terra tambm podiam ser declarados Kapu porque eles eram reservados para uso sacerdotal ou dos chefes. O caminho para um lugar poderia ser marcado por um par de varetas cruzadas com uma bola de tecido branco no topo, e os nativos se recusavam a transpassar semelhantes marcas, porque a quebra das leis do Kapu era severamente punida. J os mesmos europeus que poderiam hesitar grandemente antes de violar um tratado real ou governamental de mantenha distncia ou no ultrapasse no seu prprio pas, muitas vezes pensam que os nativos da ilha esto meramente agindo por superstio.

    Os kapus mais difceis de entender para os estrangeiros eram, claro, aqueles que repartiam seus costumes

  • 4sociais. Em algumas partes da Polinsia havia uma punio Kapu com a morte contra quem permitisse que a sombra de um plebeu se sobrepusesse de um chefe. Isto pareceu um tipo grosseiro de superstio no incio, mas os estrangeiros provavelmente no sabiam que a palavra sombra tambm tinha o significado de risada, e que o evento acima podia ser interpretado como um ato de sublevao ou lesa majestade. Um outro Kapu proibia mulheres de comer bananas, porque a palavra para banana similar palavra para genitais e o ato poderia ser to ofensivo quanto usar palavras sexuais em pblico como tradicionalmente acontece nos USA.

    O Kapu, ento, formou a base para o sistema legal Polinsio. No seu melhor ele reforava a coeso e produtividade da sociedade; mas o sistema podia ser, como muitas vezes era, usado por vidos chefes e sacerdotes para explorao poltica e econmica. Rebelies sociais e emigraes no eram incomuns, inspiradas por excessivas restries K