Zinestesia n1

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Este fanzine tem por objetivo mostrar o trabalho dos alunos de Letras da Universidade de Pernambuco (UPE), visando a arte literária como protagonista deste espaço. Uma obra que promove uma melhor e maior interação entre os próprios estudantes nazarenos. Quem sabe, dentro da UPE, encontremos o mais novo ícone entre os poetas renomados? Mas, enquanto não podemos julgar o que é arte, o CALET Poeta Mauro Mota apresentará a todos uma exposição de liberdade e uma dose de novidade.

Transcript of Zinestesia n1

  • Distribuio gratuitaAno IN 1Maio de 2010

    Apoio:

    Realizao:

    http://ffpnmcalet.blogspot.com/http://brechodasletras.blogspot.com

  • Este fanzine tem por objetivo mostrar o trabalho dos alunos de Letras da Universidadede Pernambuco, visando a arte literria como protagonista deste espao. Uma obra que promove uma melhor e maior interao entreos prprios estudantes nazarenos. Quem sabe, dentro da UPE, encontremos o mais novo cone entre os poetas renomados? Mas, enquantono podemos julgar o que arte, o CALET Poeta Mauro Mota apresentar a todos uma exposio de liberdade e uma dose de novidade.

    Coord. Editorial: Stephanie SaskyaCapa e Ilustraes: Julio MeloRealizao: Centro Acadmico deLetras - Poeta Mauro MotaLicena Criative CommonsAlguns direitos reservadosAtribuio-Uso no-comercial-Compartilhamentopela mesma licena 2.5 Brasil

  • Jos Anderson de Andrade Coutinho20 anosO que o levou a escrever?As obras regionais de grandes autores, como por exemplo, Jorge Amado. Contato:Email: andersonandrade100cantor@bol.com

    Relato de um Bia-fria

    Nas altas horas da madrugada Me preparo para trabalhar Levo na bagagem uma bia-fria Para me alimentar

    De sol a sol caminho com um nico objetivo:Cortar a cana de palha verde onde vejo a esperanca De comida para minha famlia dar

    Sou de poucas leituras com algumas letras perdidas no ar Mas sei medir quadras sei quanta cana cortar

    De sol a sol corto a cana Sobrevivo, me alimento, existoE porque desse trabalho no gostar?

    Sim. Desde criana me ensinaram a trabalhar.

    Anderson Andrade.

  • Bart Alheiros Dias20 anosSe voc no escrevesse, como seria sua relao com o mundo? Minha poesia me salva. No dia em que a caneta escorregar da minha mo porque eu morri (rs).Contato:Blog: poetasemfuturo.blogspot.comEmail: bartolomeudias20@yahoo.com.br

    Universo Universitrio

    Eu no dormiAcordo s quatro trabalho na escola trabalho no trabalhoPapis, papis, papisAhhhhhOlhos esbugalhados!

    Me molho e vou mais um dia[E quanta pressa]"O que interessa"Eu j sabiaEu "t" -estavaObsequiando favoresProblematizando o pobremaFazendo do comum horroresCincia besta, meu Deus [MEU VEI]Meu erro certoMas preciso irXau xau x.. !xxxxxxxxxxxxxx...

    a vida de universitrioUm universo de novidadesNuma rotina de operrio

    Correl vem o busoFalando pelos cotovelosPsiclogo s avessasNessa viagem infinitaBrega que sou, ouo pagodeE durmoPra no chorarRezo pro tempo passarPra esvaziarem a pista

    Nem tudo so floresTem o trabalho de hojeE a nota no pode faltarAgonia, correriaA tinta acabou]Corre a maratona carnavalesca em ladeirasPra salvar uma vidaE um monte de letrinhas pra dar luzSe o trabalho no nasceNo cresce - e no apareceDesarranjo de mentesFormulrios em branco- Noites em claro, meu caro -Extra Terrestres!

    A volta sempre mais calmaReconforto minh'almaNaquela poltrona imbecilQue nem com apelos milUm dia se horizontarMe contento em entortar a colunaEsta por ser uma plumaNunca se reclamou [Quem cala consente]Eu quem sinto a dor

    Em casa a cozinha certaEngulo um po com mais tempoMas corre, que depois do banhoDe frente ao PC me apresentoE quase me afogo na telaMeu dia sem fim comeou

  • Meu amigo, vou lhe contarOqi na Zona da Mata viNo terreiro de AlianaMais belo que conheciNasceu mestre SalustianoO melhor do meu Brasi

    Na Carpina verde a pinhaSe enriquece de bonanaMostra que tem muita gente Que suspira de esperanaQuando v aquela cidadeCrescendo feito criana

    A taxa de analfabetos Caiu por aqueles ladosLendo o mundo ligeiroMeninos advogadosLogo sonham em se tornarEm uma nao de Letrados

    Subindo um pouco pro Norte Encontro com os FerreirosQue trabalham com a madeiraDos pinhos de arvoredoFazem as rebeca mais lindaSete notas e um segredo

    O mestre Man PitungaTrabalhou naquelas terrasFez rebeca a vida todaPra Recife e Olinda belaConquistou nosso pasCom sua arte linda e singela

    Ali pelaquelas bandas Tem terreiro de GoianaCaboclinho pra mais de milAtira com a flecha e danaMoa bela, meiga e formosaManda um beijo e das lembrana

    Note que um pouco pra lesteDescendo os canaviaisTem a cidade do BarroTracunhem, meu rapazQue povo mais criativoArtista no falta mais

    L pra cima de ItambNo sei que danado que temEsse nome me lembra leiteMeu amigo, a mim tambmSe souberes me conte logoDe leite num entendo bem

    Logo ali pelo comeoTem terra do Pau-BrasiMeu irmo se no conhecesLhe conto que por aliPelas terras de PaudalhoTem as mata mais viri!

    Logo agora me despeoMeu amigo foi um prazerLhe contar da Mata NorteMuito ainda tem pra verDepois conversamos maisUm dia a gente se v

    E quase que me esqueciDa cidade abenoadaNazar tem estudantesCanaviais pela estradaE o baque solto ligeiroDos pais da rima sagrada

    Agora que me despeoNo sou homem de me atrasarVoltar atrs que no faoMas tive que explicarQue a Zona da Mata NorteTem muito mesmo o que mostrar!Bart Dias

    Mata Norte

  • lida Elias Trigueiro18 anos.Que conselho voc daria a quem l suas obras?Eu aconselharia a ler em um lugar sozinho com muita positividade.Contato: E-mail: elidatrigueiro@hotmail.com

    Deixa

    E s existe uma coisa que me atormenta, esta tua ausncia. Isso que me faz procurar no vento os teus olhos, e na chuva o teu calor, mas no vejo,

    no sinto, no ouo, no vivo, nem morro.Saudade pode parecer agradvel, quando podemos mat-la.

    Se o vento no te traz para mim, eu vou buscar-te na chuva e se ela tambm me negar o teu cheiro, eu irei e sentarei no topo daquele monte e esperarei que os meus cabelos

    congelem, para que eles parem de me pedir tuas mos. No posso mais seguir assim. Se te vais eu choro, se aqui no ests eu sofro,

    se longe no me dizes nada eu morro. Caio no cho como as folhas do outono, e deixo que o vento me leve para onde ele quiser.

    Se ele tambm no vier, deixa. Deixa, que eu fico ali quieta, ao menos tento parar de ir atrs de ti, tento cansar-me de lutar.

    Tento perder a vontade de ir ao lugar donde eu acabei de chegar. E deixa que o tempo passe, e me ensine que ele no pode trazer-te para mim.

    E deixa eu ver que no vais falar comigo. Deixa que eu aprendo sozinha, deixa que eu choro sozinha, deixa que eu fico sozinha.

    Deixa.Mas no deixa para sempre.

    No te cales para sempre. Eu preciso da tua voz.

    Eu preciso do teu amor. Eu preciso de ti.

    Eu te amo.

    tragdia do Golfo do Mxico

    O sol causticante...as matas? Sumindo. J se sente aquele vento quente, e no mais aquelas brisas suaves que refrescavam as belas poesias. E como se no bastasse pintaram o mar de preto.Os peixes esto sufocados, est tudo escuro, noite para eles, e se para eles, para ns. E se tudo saiu do controle, o homem percebeu um pouco tarde aquilo que estava bvio, ele no forte o suficiente para dominar os mares, ele no grande o suficiente para medir seus desastres, ele no sbio o suficiente para saber quando uma tragdia pode acontecer. Mas as ondas escuras agora vo banh-lo. Ele se alimentar de peixes tingidos por suas prprias mos, e no poder faz-los viver. E quem poder resolver o problema? Ser que ele o far?Ser que as guas podem tornar-se azuis? Ser que os rios ficaro limpos? Sua fora pobre homem, to pequena, to intil, nada. Agora tu vs. Agora entendes.

  • Gerlane Cristina da Silva20 anosQue conselho voc daria a quem l suas obras?Escrever correr o risco de se passar por ridculo. tentar exteriorizar aquilo que subjetivo, visando causar aquele tal 'estranhamento', termo usado por Pedro Nazzu pra tentar explicar o que sentimos ao ler Literatura [ou algo que fale de sentimentos].Escrever se expor, se contar, contar ou tentar tocar quem l, s vezes pode no surtir efeito, s vezes pode sim causar.Escrever sempre tem causa, mas o efeito imprevisvel, e talvez desconhecido. Logo, no escrevo para agradar, mas para causar algo, e aceito se no for bem quista... Os sentimentos so subjetivos demais para serem profundamente compartilhados, aceitos e compreendidos.Contato:http://gehcris.blogspot.com/ geh_chris@hotmail.com http://recantodasletras.uol.com.br/autores/gehcris

    No sou mesmo!

    Ele espera que eu tenha asasE que eu saiba voar.Ou que eu viva num altar[Numa redoma infundada]. Sarcasticamente sorrioDessa precipitada conclusoQue no contradiz o que souMas que tambm no diz nada no. No posso ser quem pensaSe c dentro habita o inimaginvel[...] Sou um ser em construoInconstante, impulsiva, indeterminadaIndiferente.Certamente no tenho definio.

    Em voc E foi o no saberSe bem ou mal-me-querQue me fez querer bem A um outro algum. Divaguei por muito tempoPor incertos sentimentos,Mas agora eu j sei,Eu me encontreiE no foi em voc.

  • U m c o n t o d e u m a n o i t e

    Uma rpida conversa. Um convite especial que pedia uma resposta urgente. Por no esperar, hesitou por alguns segundos; mas, encontro marcado. Tinha ansiedade transparente no olhar, e expectativa em cada segundo do silncio e do falar. Era a primeira vez que lhe faziam um c o n v i t e a s s i m .Era uma menina mulher, ou uma mulher menina... dessas difceis de se encontrar. Dona de puros desejos, de sonhos simplrios e inimaginveis... O inusitado imprevisvel sempre lhe pareceu algo ideal, mas possvel. Teve sempre uma vida pacata poupou seu flego eu acho, parecia esperar o sufoco chegar, o que lhe perturbaria a mente, o sono, o corpo e o corao. Romntica, sonhadora... boba, talvez. Sempre viveu espera do amor acontecer, no o 'amor' arrebatador, selvagem, fugaz, mas o amor calmo, pleno, sublime. Em sua vida sentiu mais do que viveu. A esperana era o motivo de tanta evaso. Acreditava que mais a frente estava o t e s o u r o q u e t a n t o p r o c u r a v a : o s e g r e d o d a f e l i c i d a d e .Sob o cu escuro coberto de estrelas viu o prncipe chegar, em seu cavalo branco vindo do interior dos seus mais fortes desejos. Os o