Vilson santos-falando-em-publico

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  • 1. FALANDO EM PBLICO

2. FALANDO EM PBLICO VILSON SANTOS Marketing Pessoal, v. 2 3. Santos, Vilson. Marketing Pessoal: falando em pblico. / Vilson Santos. Imperatriz, MA: tica, 2008. 95 p. [Srie Marketing Pessoal, v. 2] 1. Administrao Marketing. 2. Marketing Pessoal. 3. Motivao Pessoal e Profissional. I. Santos, Vilson. II. Ttulo. CDD 658.3 Copyright 2008, by VilsonSantos Todososdireitosreservados. Coordenao editorial: Adalberto Franklin Reviso: Rita de Cssia Barros Marques Projeto grfico: tica Editora Capa: Ramon Bravin Henrique Impresso: tica Editora (sistema digital) Dados de Catalogao na Publicao 4. Ao senhor Deus, toda honra e toda glria. s mulheres de minha vida, Daniele, Brbara e Thawana. 5. 7 O primeiro livro do autor, Marketing Pessoal: atitu- des e comportamentos na construo da marca pessoal teve grande aceitao, especialmente entre profissionais das reas de Administrao e de Direito. poca, acredi- tei que essa produo teria satisfeito sua nsia de comu- nicar aos outros o que considerava importante para o aperfeioamento da imagem. Contudo, algum tempo aps, percebi que Vilson passou a tecer longos coment- rios sobre apresentaes de trabalhos acadmicos, so- bre o medo das pessoas no contato com o pblico, sobre falhas na comunicao... Esses comentrios me indicavam apenas uma coisa: Idias! Como lmpadas se acendendo acima das cabeas dos personagens de gibis, as idias sobre um novo li- vro estavam brotando na mente acelerada do Vilson. Meses depois, laconicamente (como sempre) me infor- mou que eu iria revisar o tal novo livro. Muita responsa- bilidade para quem no especialista em lngua portu- guesa e mais adepta da informalidade que das rgidas regras de nossa gramtica. Por isso, ao ler (de uma s vez!) o primeiro esboo, tive duas impresses: a primeira de que este livro era uma continuao do primeiro, abordando os aspectos especficos da comunicao com o pblico, parte extre- PREFCIO 6. 8 mamente importante do que o pessoal da rea de Admi- nistrao denomina marketing pessoal. A segunda impresso envolvia srias dvidas sobre que linguagem seria adequada, diante de informaes to prticas e to pessoais! Afinal, falar de carisma, de medo, de falhas de comunicao e at de roupas adequa- das para uma apresentao formal atingiria o leitor dire- tamente em suas maiores fraquezas. Seria como por um dedo na ferida para, em seguida, oferecer o remdio. No que este livro apresente remdios prontos e plenamente eficazes contra os medos (traduza-se em pnico) e outras falhas no momento de falar em pblico, mas apresenta o conhecimento emprico, apoiado, natu- ralmente, em teorias cientficas, de quem j passou e su- perou essa aterrorizante experincia. Para os leigos, na rea de comunicao, a teoria con- tida nos captulos Carisma e comunicao e Estrutura racional da comunicao ajuda a compreender os meca- nismos para a preparao de uma comunicao realmen- te eficaz. Da mesma forma, os exerccios prticos propos- tos a partir do capitulo Medos, bloqueios e barreiras nos levam certeza do Poder que podemos alcanar nes- sa esfera pessoal. Enfim, na reviso final, resolvemos pelo (quase) as- sassinato da gramtica. Explico: o que significa a gramti- ca para o texto? A gramtica d a estrutura adequada, mas o texto que teria o papel de envolver e expressar 7. 9 ao leitor todos os aspectos da dinmica do ato de falar em pblico. Nesse caso, deixar vontade os tempos verbais, por exemplo, pouca influncia causa ao objetivo final des- te livro que ajudar o leitor a superar suas dificuldades, atravs de uma leitura agradvel e produtiva enquanto aguarda pelo (certamente) prximo volume da coleo Marketing Pessoal. Rita de Cssia Barros Marques 8. 11 SUMRIO Apresentao............................................................. 13 1 A primeira experincia ............................................... 15 2 Carisma e Comunicao............................................. 17 3 Estrutura racional da comunicao .......................... 23 4 Medos, bloqueios e barreiras ...................................28 5 Instrumentos de Preparao para a Comunicao 34 8 Itens importantes no plano de desenvolvimento pessoal ........................................ 46 9 Apresentao de trabalhos acadmicos ................. 48 10 Apresentaes de trabalhos em grupo - Comportamentos ......................................................53 O uso de recursos audiovisuais na sala de aula .......57 11 Apresentaes em pblico....................................... 59 Preparao do terreno ............................................. 59 Planejamento pessoal ...............................................62 15 Cuidados com a embalagem .................................... 64 16 Estrutura da apresentao em pblico ................... 68 Iniciando a apresentao ......................................... 68 Desenvolvimento da apresentao.......................... 71 Concluso da apresentao..................................... 84 Avaliao da apresentao ...................................... 86 9. 12 17 Entrevistas em emissoras de rdio e TV .................. 87 18 Uso de recursos audiovisuais................................... 89 19 Oratria e poltica ......................................................92 Referncias................................................................ 99 10. 13 APRESENTAO A necessidade de comunicao faz parte do desen- volvimento humano. Sem ela, seria impossvel a compre- enso entre as pessoas. Quando nos comunicamos, re- velamos nossa inteligncia e perspiccia, ampliamos nossos conhecimentos, habilidades e atitudes. Se observarmos bem, a maioria dos erros, sejam eles pessoais ou profissionais, tm suas origens nas falhas de comunicao. Estas falhas esto diretamente relaciona- das com a falta de sintonia e m interpretao das men- sagens emitidas e recebidas. No h dvida que a comunicao eficaz um grande diferencial para quem deseja uma boa colocao no mer- cado de trabalho, almeja um novo cargo ou apenas pre- tende sair-se bem nas apresentaes acadmicas, em um discurso poltico, etc. Convivemosdiariamentecomasmaisdiversasformas de comunicao em ambientes tambm diversificados, com membros da famlia, colegas de trabalho, alunos, cli- entes, fornecedores, superiores e subordinados, o que no uma tarefa fcil. Em todas essas situaes, temos como desafio nos adequar e contornar as interferncias que anulam ou blo- queiam o processo de comunicao. Para isso, preciso 11. 14 repensar as relaes pessoais e profissionais, respeitan- do crenas e valores das outras pessoas, ajustando as semelhanas, os objetivos comuns e as formas de lingua- gem mais adequadas para um bom convvio. Agindo as- sim, evitaremos alguns dos problemas criados pela co- municao ineficiente. No somente pelo uso da voz que influenciamos os ouvintes. Outros meios de expresso podem reforar as palavras, tais como, a gesticulao, postura e o vestu- rio. As aes do orador podem ser reveladas pela voz e escolha certa das palavras. Estas so naturalmente in- tensificadas com a expresso facial, o movimento do cor- po e das mos e o contato visual. A comunicao no se nutre apenas de argumentos. Outros fatores tambm contribuem para o importante papel da arte de falar. A comunicao oral tambm in- fluenciada pelo volume da voz, a articulao das palavras e o uso correto das regras gramaticais. Afinal, a comunicao foi e ainda fundamental para a socializao humana. Cada momento, evento ou con- texto requerem formas diferenciadas de mensagem. De- senvolver essa competncia implica muito mais do que apenas conhecer e dominar as regras da comunicao: exige tambm percepo, dedicao e treinamento. Vilson Santos 12. 15 No tenho a pretenso de apresentar neste livro uma frmula mgica para algum se tornar um exmio orador, ou simplesmente esgotar um assunto to vasto. O objetivo mostrar, de maneira simples, que o cami- nho para quem deseja vencer o medo de falar em pblico ou melhorar a comunicao possvel e est ao alcance de todos. Basta o uso de tcnicas e mtodos adequados At meus 23 anos de idade, nunca passou por minha cabea a possibilidade de encarar um auditrio para falar sobre qualquer coisa. Mesmo fazendo faculdade, eu pro- curava sentar-me no fundo da sala, no para fazer ba- guna, mas para que no atrasse a ateno do profes- sor. E quando uma pergunta era feita, mesmo sabendo da resposta, no tinha coragem de falar, com receio da reao das pessoas. Minha primeira experincia, e devo admitir que um tanto quanto tensa, foi quando participei de um curso de parapsicologia em Belm-Par, pelo Instituto Paraense de Parapsicologia (IPP). Aps o termino de uma jornada in- tensa de estudo sobre controle e desenvolvimento men- tal, meu professor Voltaire Hesket (in memoriam), solici- tou-me que falasse aos iniciantes do curso - um auditrio com aproximadamente 70 pessoas - sobre o que era o curso e quais os benefcios. Aprimeiraexperincia 13. 16 Voc no imagina o que aconteceu (ou pode at imagi- nar...), as conseqncias de uma solicitao dessa a uma pessoa que tem medo de falar em pblico. Na realidade, eu no tinha medo de me apresentar para uma platia, eu tinha pavor! Naquelemomentoochodesapareceusobmeusps, o corao acelerou, o auditrio se multiplicou, deu um branco geral, fiquei gelado, a voz parecia no sair. Minha mente se esvaziou de tudo. Tive a sensao que ia des- maiar. Mas, como no havia jeito de escapar, j que a pla- tia estava aguardando, respirei fundo e procurei relem- brar os acontecimentos durante a jornada de estudos. Como algum que folheia uma agenda, fui organizando namemriaosprincipaisfatos.Oscincosminutosquefalei foramparamimfoiumaeternidade.Mesmocomavoztre- mula, quando dei por conta, j havia falado de tudo que aconteceu. Ao trmino, olhei para o lado e vi nosso instru- tor Voltaire sorrindo tranquilamente. Senti uma enorme vontade de esgan-lo, pelo que me fez passar. E ele s me disse uma frase escolhi voc, por que era preciso. Aprendi uma coisa com aquela situao. Se eu tivesse sido chamado para falar sob