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Vacina HPV mitos e verdades

Maria Tereza da Costa Oliveira, PhD, MSc, MDFPL/Unidade de Imunizao, OPAS/OMS

Imunizao no Contexto da Sade do Adolescente Reunio do Instituto Sabin

So Paulo, Brasil 24 e 25 de julho de 2018

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Tpicos principais

Principais mitos Eventos associados vacina Eventos graves envolvendo a vacina Impacto dos eventos Preveno

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Segurana da vacina

A vacina HPV cercada por vrios mitos sobre a sua segurana, o que j aconteceu no passado com outras vacinas. Mas com a vacina HPV tem sido sistemtico, com impacto negativo nas coberturas; pode levar at mesmo a sua retirada do esquema nacional de um pas.

J foram administradas mais de 270 milhes de doses da vacina no mundo e os dados de estudos desenvolvidos em vrios pises que introduziram a vacina (e vigilncia ps comercializao) confirmam que ela bem tolerada e no h razes para maiores preocupaes sobre sua segurana.

Segurana da vacina: mitos

A vacina estimula atividade sexual precoce

A vacina causa infertilidade

A vacina causa srios problemas de sade

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Mito: a vacina estimula atividade sexual precoce

Este mito encontra-se disseminado nos pases da Regio e tambm no mundo. Como exemplo, pesquisa realizada na Eslovnia mostrou que alguns estudantes de medicina (11,2%), ginecologistas (14,7%) e pais (entre 17,5 a 27,2%) acreditam ser verdade.

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Segurana da vacina

O Comit Assessor Global da OMS sobre Segurana das Vacinas (GACVS por sua sigla em ingls) publicou sua ltima reviso em julho de 2017, reafirmando a segurana da vacina HPV.

Os seguintes eventos foram amplamente investigados: o Sndrome de Guillain Barro Taquicardia postural ortostticao Dor Regional Crnicao Insuficincia ovariana prematura e falencia ovariana primriao Acidentes tromboemblicoso Sncope/episdio vasovagal

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Dor no local da injeo em horas e at dias aps a vacinao o evento mais frequente (84%), seguido de edema e eritema (25% ).

Dor acentuada dificultando as atividades habituais foi notificada em 6% dos casos.

As taxas de reaes locais so inferiores em meninos e adolescentes do sexo masculino entre 9-15 anos de idade.

Eventos locais:Dor, edema, eritema

Dor de cabea (33%), febre (10%), fadiga, enjo, dor muscular, artralgia e sintomas gastrointestinais.

As taxas de eventos sistmicos moderados relacionados com as trs vacinas so similares (exceto mialgia e fadiga que costumam ser mais frequentes com a bivalente).

Eventos sistmicos: Febre, dor de cabea e outros

AnafilaxiaEvento

sistmico extremamente

raro (1,7/milho de doses).

Grave e requer

tratamento imediato.

Contraindica dose

subsequente

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Pesquisa de base populacional na Inglaterra concluiu que a vacina HPV NO aumenta o risco de Sndrome de Guillain- Barr.

Anlise de dados de vigilancia durante 4 anos aps a comercializao da vacina bivalente NO encontrou aumento de casos de paralisia de Bell e de Guillain-Barr.

Evento sistmico: doena auto imune

Fonte: WHO. Safety update of HPV vaccines. Meeting of the Global Advisory Committee on Vaccine Safety, 78 June 2017. WER 2017; 92(28): 393404.

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Taquicardia postural ortosttica (POTS)

Sndrome da dor regional crnica (CRPS)

Dor continua e intensa, desproporcional gravidade da ferida (se acaso existir), que piora com o tempo em vez de melhorar. A CRPS frequentemente afeta uma das extremidades (brao, perna, mo ou p).

Eventos sistmicos: CRPS, POTS Insuficincia/falncia ovariana e tromboembolismo venoso

Frequentemente est acompanhado por: Dor em queimao Maior sensibilidade da pele Mudanas na temperatura (quente ou mais fria em comparao com a

extremidade oposta), na cor da pele (manchada, prpura, plida, ou vermelha), e na textura (brilhante e fina e as vezes com excessiva sudorese)

Mudanas no padro de crescimento de unhas e cabelo Inflamao e rigidez nas articulaes afetadas Incapacidade motora, ou dificuldade para mover a parte

afetada. A dor pode se estender para toda a mo ou perna mesmo

que a ferida original tenha sido s em um dedo. A dor pode piorar com estrs emocional.

uma condio rara que ocorre uma intolerncia ortosttica.Ao se levantar rpidamente, a pessoa tem taquicardia e queda da presso arterial. Provoca enjos, desmaios que podem ser debilitantes e incapacitantes. uma falha do sistema nervoso autnomo.Afeta tanto homens como mulheres de todas as idades, mas a maioria dos casos so diagnosticados entre 15- 50 anos de idade.A causa desconhecida. Em muitos casos comea depois de uma gravidez, cirurgia ou virose y pode piorar antes de um perodo menstrual.

No existem evidencias de

associao causal entre a vacina HPV

e CRPS, POTS, Insuficincia/

falncia ovariana e tromboembolismo

venoso.

Fonte: WHO. Safety update of HPV vaccines. Meeting of the Global Advisory Committee on Vaccine Safety, 78 June 2017. WER 2017; 92(28): 393404.

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a perda de concincia, repentina e breve (dura 15-30 s), provocada por um aporte de oxignio cerebral insuficiente, associada a uma perda de tonus postural e seguida de recuperao espontnea (sem necessitar manobras de reanimao).

A pre sncope, situao que habitualmente precede a sncope, pode se apresentar de forma isolada, consiste uma sensao sbita de enjo, fraqueza e de desfalecimento eminente.

Evento sistmico: Sncope

Definio

A sncope pode ser classificada como cardiognica e no cardiognica. As no cardiognicas so as mais frequentes e entre elas est a sncope comum ou vasovagal. Mais frequente em adolescentes e adultos jovens do

sexo feminino; Habitualmente ocorre quando a pessoa est em p; So fatores precipitantes: estrs emocional

(ansiedade, medo, dor) ou estrs fsico (fome, desidratao, anemia, doena intercorrente, fadiga);

Episdios de sncope aps a vacina HPV j foram relatados.

Pode ocorrer aps qualquer medicamento injetvel/vacina.

Caractersticas da Sncope comum

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Informar sobre a vacina (sem assustar a pessoa). Evitar os fatores desencadeantes:

o jejum, o baixa ingesto de lquidos, o ambientes quentes, o ortostatismo prolongado.

Aplicar la vacina em lugar privado, ventilado e com a pessoa assentada.

Preveno de episdios de sncope

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Quando as vacinas se administram a grupos, asreaes fsicas dos vacinados podem ser similares,pelo mesmo mecanismo das reaes psicognicasde massas por outras causas.

So definidos com aparecimento de sintomassugestivos de uma doena orgnica, mas sem umaorigem identificada, em algumas pessoas queacreditam conhecer a causa.

Estes surtos j ocorreram em diferentes culturas,meio ambientes, lugares de trabalho, em escolas eentre militares, como exemplo. Acreditam ter umaintoxicao alimentar, existirem gases txicos,venenos, perigo de exploso. A resposta sempreparecida.

Evento sociognico coletivo

Sintomas frequentes: Dor de cabea, fraqueza, enjoos e perda de conscincia.

Uma vez que comeam difcil de conter. Ganham fora rapidamente e podem ser ampliados pela imprensa

O manejo de estes eventos pode ser difcil.

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Na Itlia ocorreram alguns surtos de dana coletiva compulsiva. O fenmeno foi chamado de tarantismo pois as vtimas acreditavam terem sido picadas por uma aranha (tarntula) ou escorpio e estarem envenenadas. O surto mais antigo que se tem notcia ocorreu no sculo XIII.O nico antdoto conhecido era danar medianteuma msica especial para separar o veneno do sangue.

Evento sociognico coletivo

Tanznia 1962 epidemia de riso contagioso durou 18 meses e atingiu mais de mil pessoas

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Sabemos que as vacinas HPV so seguras;

Os eventos associados vacina so leves e moderados com evoluo espontnea;

A vacina j foi culpada de causar uma srie de eventos graves. Hoje aps diversos estudos e centenas de milhes de doses aplicadas esta causalidade foi afastada;

A ansiedade causada pelo medo de receber a vacina debe ser prevenida. Informar continuadamente profissionais de sade, professores, pais e crianas/adolescentes essencial;

Medidas de cuidado no momento da vacinao so efetivas.

Concluses

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Referencias Bibliogrficas Andrews N. No increased risk of Guillain Barr syndrome after a human papilloma virus

vaccine: A self-controlled case-study in England. Vaccine 35 (2017) 17291732. CDC. Human Papillomavirus Vaccination Recommendations of the Advisory Committee

on Immunization Practices (ACIP). MMWR 2014; 63:1-30. WHO. Human Papillomavirus vaccines: WHO position paper, October 2014. WER 2014;

89(43): 465-491. WHO. Human Papillomavirus vaccines: WHO position paper, May 2017. WER 2017;

92(19): 241-268. WHO. Global Advisory Committee on Vaccine Safety, 2-3 December 2015. WER 2016;

91(3):21-32. Donegan C. Et al. Bivalent human papillomavirus vaccine and risk of fatigue syndromes in

girls in UK. Vaccine (2013), http://dx.doi.org/10.1016/j.vaccine.2013.08.024. WHO. Safety update of HPV vaccines. Meeting of the Global Advisory Committee on

Vaccine Safety, 78 June 2017. WER 2017; 92(28): 393404.

http://dx.doi.org/10.1016/j.vaccine.2013.08.024

Obrigada!

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