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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARAN

    CURSO DE ZOOTECNIA

    LUCAS BARBOSA DE LIMA

    CARACTERSTICAS BROMATOLGICAS DE FARINHAS DE ORIGEM ANIMAL UTILIZADAS EM DIETAS PARA FRANGOS

    CURITIBA 2015

  • LUCAS BARBOSA DE LIMA

    CARACTERSTICAS BROMATOLGICAS DE FARINHAS DE ORIGEM ANIMAL UTILIZADAS EM DIETAS PARA FRANGOS

    Trabalho de Concluso do Curso de Gradao em Zootecnia da Universidade Federal do Paran, apresentado como requisito parcial obteno do ttulo de Bacharel em Zootecnia. Orientador: Prof. Dr. Alex Maiorka Orientador do Estgio Supervisionado: Med. Vet. Marcelo Ivan de Frana

    CURITIBA 2015

  • DEDICATRIA

    Dedico este trabalho a todos aqueles

    que, dia aps dia, se empenham em

    no deixar a chama do saber se apagar.

  • AGRADECIMENTOS

    minha famlia, que sempre me orientou e me incentivou em minhas escolhas.

    Aos amigos.

    todas as pessoas que, direta ou indiretamente, colaboram para que eu chegasse

    at aqui.

  • Continue faminto. Continue tolo.

    Steve Jobs

  • LISTA DE ILUSTRAES

    Figura 1. Esquema geral do aproveitamento de resduos para fabricao de farinhas

    de vsceras, penas e sangue......................................................................................16

    Figura 2. Esquema geral do aproveitamento de resduos coletados para fabricao

    de farinha de carne e ossos e sebo...........................................................................16

  • LISTA DE TABELAS

    Tabela 1.Especificaes de qualidade de farinhas carne e ossos de origem

    bovina.........................................................................................................................15

    Tabela 2. Especificaes de qualidade de farinha de vsceras.................................19

    Tabela 3. Especificaes de qualidade de farinha de penas hidrolisadas.................21

    Tabela 4. Especificaes de qualidade de farinhas de sangue.................................22

  • LISTA DE ABREVIATURAS

    Graus Lmbda Marca Registrada % Porcentagem ANFAR Associao Nacional dos Fabricantes de Raes APPCC Anlise de Perigos e Pontos Crticos de Controle BHA cido Beta Hidrxido BHT Beta Hidroxitolueno BPF Boas Prticas de Fabricao C Clsius Ca Clcio CIA Cinza Insolvel em cido Cu Cobre CVSD Clulas Vermelhas Spray Dryed DGM Dimetro Geomtrico Mdio EB Energia Bruta EE Extrato Etreo EEB Encefalopatia Espongiforme Bovina EDTA cido Etileno Tetra-Actico FB Fibra Bruta FCO Farinha de Carne e Ossos FDA Fibra em Detergente cido FDN Fibra em Detergente Neutro Fe Ferro FOA Farinha de Origem Animal FPH Farinha de Penas Hidrolisada FSFD Farinha de Sangue Flash Dryed FSC Farinha de Sangue Comum FV Farinha de Vsceras g Grama HCl cido Clordrico IP ndice de Perxidos IS ndice de Saponificao LNA Laboratrio de Nutrio Animal M Molar Mx. Mximo mEq. Miliequivalncia mg Miligrama Mn. Mnimo MM Matria Mineral MS Matria Seca N Nitrognio NaOH Hidrxido de Sdio P Fsforo PB Protena Bruta PD Protena Digestvel PPHO Procedimento Padro de Higiene Operacional PS Protena Solvel

  • Se Selnio UFPR Universidade Federal do Paran Vit. Vitamina Zn Zinco

  • SUMRIO

    1. INTRODUO ......................................................................................................13 2. OBJETIVO .............................................................................................................14 3. REVISO BIBLIOGRFICA ..................................................................................15 3.1 FARINHAS DE ORIGEM ANIMAL ......................................................................15 3.1.1 FARINHA DE CARNE E OSSOS .....................................................................16 3.1.2 FARINHA DE VSCERAS ................................................................................18 3.1.3 FARINHA DE PENAS HIDROLISADAS ...........................................................19 3.1.3 FARINHA DE SANGUE ....................................................................................21 3.2 FATORES QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DE FOA ...............................22 3.2.1 CONTAMINAO POR SALMONELA ............................................................23 3.2.2 PEROXIDAO DE GORDURAS ...................................................................23 3.2.3 AMINAS BIOGENICAS (POLIAMINAS) ...........................................................24 3.2.4 ENCEFALOPATIA ESPONGIFORME BOVINA ...............................................25 3.2.5 COMPOSIO E DIGESTIBILIDADE DOS AMINOCIDOS E DA ENERGIA...................................................................................................................26 3.2.6 NDICE DE SAPONIFICAO .........................................................................27 3.2.7 DIMETRO GLANULOMTRICO MDIO (DGM) ...........................................27 3.3 INFLUNCIA DAS FOA EM DIETAS PARA FRANGOS ....................................28 4. RELATRIO DE ESTGIO ...................................................................................29 4.1 PLANO DE ESTGIO .........................................................................................29 4.2 LOCAL DO ESTGIO .........................................................................................29 4.3 ANLISES E METODOLOGIAS .........................................................................30 4.3.1 MATRIA SECA ..............................................................................................30 4.3.2 MATRIA MINERAL .........................................................................................31 4.3.3 EXTRATO ETREO .........................................................................................32 4.3.4 FIBRA BRUTA ..................................................................................................33 4.3.5 PROTENA BRUTA ..........................................................................................34 4.3.6 EXTRATIVOS NO NITROGENADOS ............................................................36 4.3.7 FIBRA EM DETEREGENTE NEUTRO ............................................................36 4.3.8 FIBRA EM DETERGENTE CIDO ...................................................................36 4.3.9 LIGNINA ...........................................................................................................37 4.3.10 ENERGIA BRUTA ..........................................................................................37 4.3.11 MACRO MINERAIS ........................................................................................37 4.3.12 NDICE DE PEROXIDO .................................................................................39 5. CONSIDERAES FINAIS ..................................................................................40 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ..........................................................................41 ANEXO ......................................................................................................................46 Anexo 1. Plano de estgio .........................................................................................46 Anexo 2. Termo de compromisso ..............................................................................47 Aenxo 3. Ficha de avaliao no local de estgio ......................................................48

  • RESUMO

    As farinhas de origem animal so amplamente utilizadas na alimentao de frangos

    devido ao seu baixo custo, facilidade de aquisio e por sua importncia ambiental.

    Estes ingredientes apresentam grande variao em sua composio, pelo fato de

    no existir um padro estabelecido para sua produo, bem como pela grande

    variabilidade de matrias primas utilizadas. Farinhas de carne e ossos, farinha de

    vsceras, farinha de penas hidrolisada e farinha de sangue compe o grupo de

    farinhas de origem animal mais utilizada para fabricao de raes para aves.

    Alguns quesitos devem ser observados na utilizao destes ingredientes, j que

    podem interferir em sua qualidade, tais como composio bromatolgica,

    contaminao microbiolgica, ndice de perxido e digestibilidade de aminocidos e

    energia. O estgio final obrigatrio foi realizado no Laboratrio de Nutrio Animal

    pertencente ao Departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Paran.

    Foram desenvolvidas atividades de identificao de matrias primas de raes

    utilizadas na alimentao animal, acompanhamento de anlises bromatolgicas e

    avaliao de composio nutricional por meio de anlises qumicas. O estgio se

    mostrou vlido como experincia profissional por meio de aprimoramento do

    conhecimento terico sobre o estudo da composio dos alimentos, associado a

    vivencia prtica das atividades realizadas.

    Palavras-chaves: composio qumica, subprodutos de origem animal, qualidade

  • 13

    1. INTRODUO

    O uso de alimentos de origem animal em dietas para frangos de corte

    comum devido a seu importante valor nutricional somado custo acessvel deste

    ingrediente se comparado com outras fontes de protena, como o farelo de soja, por

    exemplo, que apresenta controle de preo baseado em mercados internacionais.

    Aliado a isto, as farinhas de origem animal vem como uma forma de diminuir o

    desgaste ambiental decorrente dos resduos de frigorficos e incubatrios, uma vez

    que parte do material que seria destinado a tratamento de resduos, por vezes

    incinerado, pode ser reutilizado na cadeia produtiva da protena avcola.

    sabido que grande parte dos custos de produo de frangos corresponde a

    alimentao, com isso, estratgias de o