Transgnicos

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    17-Dec-2014
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    Science

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  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA INSTITUTO DE ARTES, HUMANIDADES E CINCIAS PROFESSOR MILTON SANTOS BACHARELADO INTERDISCIPLINAR EM CINCIAS E TECNOLOGIA CSSIO LEAL JSSICA PITANGA ROBERT OLIVEIRA RUY FILHO TRANSGNICOS Salvador-BA 2014

2. CSSIO LEAL JSSICA PITANGA ROBERT OLIVEIRA RUY FILHO TRANSGNICOS Trabalho sobre Transgnicos apresentado para o componente curricular Tpicos Especiais em Tecnologia, como requisito para obteno do ttulo de Bacharel em Cincias e Tecnologia da UFBA. Orientador: Prof. Juanma Sanchz Arteaga Salvador-BA 2014 3. TRANSGNICOS TRANSGNICOS: INCERTEZA CIENTFICA? Os Transgnicos so uma realidade, presente em praticamente todo mundo. Os Transgnicos, para a indstria que os desenvolve e distribui, so tidos como altamente confiveis. O discurso dos defensores que os transgnicos representam o desenvolvimento das variedades de plantas e alimentos de forma aprimorada atravs de sua modificao gentica, que para diversos fins e ligados a necessidades peculiares, tem o intuito de produzir plantas adaptadas a climas adversos e mais resistentes a pragas, o que permite o desenvolvimento e a produtividade agrcola, envolvendo fins alimentcios, no consumo indireto e/ou direto de alimentos por humanos e animais (raes), aumento na produo de alimentos em grande quantidade que segundo os defensores, ajudar a resolver o problema da fome no mundo e como j acontece em espcies modificadas, plantaes resistentes a herbicidas, resultando em poucas perdas de plantio. O desenvolvimento da biotecnologia na rea de alimentos, que teve sua insero no mercado de forma rpida, tambm traz muitas incertezas sobre a confiabilidade e biossegurana dos transgnicos, acumulando, infelizmente cada vez mais provas contra os Transgnicos. Para os cientistas, aps estudos aprofundados sobre os alimentos transgnicos mais utilizados no mundo agrcola, assim como os herbicidas (processos) que sustentam a cultura, no h garantias que a transgenia nos alimentos, principalmente como est sendo desenvolvida e sua finalidade, sejam realmente segura. E os alertas vo desde a toxidade dos herbicidas utilizados nos cultivos de soja transgnica, a reduo das propriedades nutricionais destes alimentos, at a maneira como influencia no organismo humano. A comunidade cientfica, em sua maioria, atravs de artigos e depoimento sobre o tema, alega que a influncia das empresas no qu, como e na avaliao dos seus produtos, gera inconsistncia nos testes para o consumo humano destes alimentos, alm de no revelar quais os reais riscos desses alimentos modificados, podem desencadear positiva e negativamente na natureza. Estes pesquisadores esbarram nas restries severas que as multinacionais impem de acesso s bases de dados, substncias e produtos, o que dificulta um estudo aprofundado sobre os produtos e transgnicos em questo. 4. O tema transgnico , alm de controverso, bastante polmico. Tanto no meio cientfico quanto nos debates entre especialistas, principalmente o uso da transgenia em alimentos. Os debates contrrios e favorveis se do por meio da comunidade cientfica, que em um papel investigativo sobre os transgnicos, alm de promover o desenvolvimento biotecnolgico, realiza revises e pesquisas que comprovam ou no se de fato as afirmaes que se diz benficas em relao aos transgnicos, tem relao com as comprovaes por mtodos cientficos, sendo muitas dessas comprovaes contrrias ao que difundido pela indstria do ramo, contra o discurso das multinacionais que com apoio dos seus cientistas, tentam comprovar o benefcio dos transgnicos perante a sociedade. Entre a comunidade cientfica, as fabricantes multinacionais que esto engajadas nos projetos de biotecnologia, conseguem aprovao dos seus projetos em outros pases devido ao apoio do governo (estratgia de crescimento econmico, a partir da alta produo em determinados alimentos com finalidades variadas), assim como em rgos Tcnicos e Regulamentadores. Evidencia-se um enorme investimento dessas multinacionais em laboratrios e Centros de Pesquisas, para contribuir com os avanos biotecnolgicos dos seus produtos e, obviamente, para que o discurso seja favorvel ao uso dos transgnicos. O poder de interveno a das multinacionais nos governos de vrios pases vem de alguma forma, a comprometer as pesquisas e investigao cientfica em torno dos transgnicos atravs de relatos de coero, conflitos de interesses, afastamento e at assdio moral queles que so contra aos interesses dessas empresas e governo. A monitorao da biossegurana vista como um empecilho para os lucros das multinacionais, que tentam a todo custa e influenciar as tomadas de decises que possam agilizar as liberaes dos seus produtos, atravs dos estudos que eles mesmos disponibilizam e julgam serem suficiente para tal. Estes cientistas, contrrios ao desenvolvimento transgnico so, na tica das grandes corporaes, uma ameaa aos negcios. Entre o impasse da comunidade cientfica e os fabricantes, esto as comisses tcnicas internas. Estas comisses tm um papel importante quanto regulamentao. So a partir destas que pareceres tcnicos invalidam ou no os produtos que devero entrar no mercado, e mesmo que no tenha um poder de deciso, seu parecer vir a 5. contribuir para busca da qualidade de vida e meio ambiente que a biotecnologia presente nestes alimentos/organismos pode realmente proporcionar. Com essa grande importncia, que avalia os riscos e a segurana destes alimentos/produtos, que estes rgos deveriam se posicionar com expressiva autonomia cientfica, que preparada e segura, garantiria que os organismos ou/e alimentos transgnicos, alm de testado e avaliados com rigor das normas internas de acordo com estudos preliminares de circulao internacional, permitiria ou no seu uso e consumo na natureza e com humanos, sem qualquer sombra de dvida e presso para tal. Pois caso contrrio, s seria mais uma comisso tcnica que atua em benefcio dos interesses das multinacionais que precisam de respaldo de opinies dos que se colocam como avaliadores destes produtos. Neste duelo, quem mais sofre inegavelmente quem consome. E consumir no sentido mais conveniente da palavra: o produtor que necessita dos gros para plantio como forma de trabalho e sustento, queles que trabalham nestas plantaes e so expostos toxidade dos produtos necessrios para a manuteno do plantio, os prejuzos da monocultura, o ser humano que se alimenta destes alimentos e que convivem com estes organismos e o prprio meio ambiente que alm de absorver os produtos, alimentos, sofre dessa engenharia reversa. Os avanos da Transgenia so uma realidade, um caminho quase sem volta, que no significa ser sinnimo de malfico. Nem deve ser. A diferena se os transgnicos podem ser o veneno e o remdio a dose, inclusive a do interesse. A tentativa de controle e uma srie de benefcios so os pontos positivos destes cientistas que tentam, com a biotecnologia, melhorar o meio ambiente, assim como a qualidade de vida do mundo que vivemos a partir dessas intervenes. E a forma mais plausvel de conhecer como a biotecnologia interfere na natureza, incluindo o ser humano consumidor, atravs das pesquisas. No h como mensurar se no de outra forma, porque atravs das experimentaes que possvel saber se est no caminho certo ou se a tcnica precisa de aperfeioamento. Se a livre pesquisa e divulgao ficam ameaadas, alm de no se ter controle sobre do que est sendo produzido a partir das interferncias, a compreenso da utilidade que a transgenia pode trazer, ser permeada de dvida, incertezas e ignorncia. 6. OS TRANSGNICOS E A SADE O tema por si soa bastante polmico e carrega as diversas opinies ao redor do mundo sobre os seus impactos na vida do ser humano, alguns contra e outros favor. Essa discusso ganha fora quando a sade da humanidade colocada em questo devido aos problemas causados pelo contato com os compostos qumicos e alimentos que foram submetidos aos agrotxicos em seu processo de cultivo, afim de evitar pragas e outros organismos. Fato que os efeitos dos alimentos transgnicos na sade de animais e humanos tm se tornado cada vez mais preocupantes, afinal desconhecida a extenso das modificaes geradas pela manipulao gentica, podendo ocasionar riscos sade devido ao consumo de produtos transgnicos. A construo de plantas geneticamente modificadas um processo de consequncias imprevistas, pois a insero de novos genes podem levar ao surgimento de caractersticas inesperadas, como protenas alergnicas ou toxinas. Com foco na sade humana, a grande preocupao acerca desses alimentos est no aumento intencional ou inadvertido de toxinas naturais j existentes em muitas plantas, produzindo enfermidades diversas, assim como provocando o surgimento de novas alergias, resistncia a antibiticos (usados nessas plantas geneticamente modificadas) ou at mesmo alterao dos valores nutricionais e do gosto dos alimentos. Muitas pessoas no mundo sofrem com problemas alrgicos e segundo o laboratrio de York, localizado no Reino Unido, a porcentagem em relao as pessoas detectadas com alergia a soja, aumentaram cerca de 50% depois da comercializao da soja transgnica. Medicamentos, enzimas, reagentes e vrios produtos so produzidos por micro- organismos transgnicos em ambiente confinado. Esse tipo de uso da transgenia, o uso confinado, no representa um perigo ao meio ambiente. O consumidor recebe uma substncia qumica purificada e analisada e tambm no tem contato com o ser vivo transgnico. O protocolo de avaliao de segurana dessas substncias qumicas muito mais rigoroso e detalhado do que o usado para garantir a segurana dos alimentos transgnicos. O medicamento mais conhecido produzido por transgnicos a insulina. Alguns transgnicos contm genes que conferem resistncia aos antibiticos e podem transferir essa caracterstica para bactrias existentes no organismo humano, ocasionando um grande problema a sade humana. Apesar de todos os riscos j 7. constatados, os alimentos esto nas prateleiras dos supermercados e outros estabelecimentos, sendo comercializados. Sobre essa comerciali