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  • Toxicologia social

    Etanol, inalantes, cannabis, alucingenos, opiceos e opiides e estimulantes do sistema nervoso central

  • COCANA alcalide de sabor amargo com propriedades anestsicas e vasoconstritoras extrado das folhas da Erithroxylon coca (na9va da Amrica do Sul), conhecida como coca ou epadu (pelos ndios brasileiros)

    nome qumico: benzoilme9lecgonina

  • PADRES DE USO Folhas de coca: mascadas junto com substncia alcalinizante ou sob forma de ch

    (forma tradicional nos pases Andinos) Concentrao: 0,5 a 1,5 %

    Cloridrato de cocana: p fino e branco; pode ser u9lizado por via venosa ou aspirado (via nasal). Concentrao: 15 a 75 %

    Crack: em forma em pedra, vola9liza quando aquecida; fumada em cachimbos rudimentares contendo de 50 a 150 mg da droga Concentrao: 40 a 70%

    Merla: pasta da cocana; tambm pode ser fumada Concentrao: 40 a 71 %

    Bazuko: pasta ob9da das primeiras fases de separao da cocana das folhas da planta quando estas so tratadas com lcalis, solventes orgnicos (querosene ou gasolina) e cido sulfrico; contm muitas impurezas txicas e fumada em cigarros (basukos) Concentrao: 40 a 90%

  • COCANA: toxicidade

    Doses txicas so muito variveis Dependem principalmente:

    tolerncia individual via de administrao (aspirada, fumada, injetada, etc)

    uso concomitante de outros frmacos: interaes com lcool (cocae9leno), herona (speed ball) e

    outros agentes (inibidores da ace9lcolina) Doses letais podem variar de 20 mg IV at doses de 1400 mg VO

    Uma carreira tem entre 30 a 40 mg

    Um papelote de pedra entre 100 e 150 mg

  • COCANA

    Bem absorvida por todas as vias Meia-vida: 30-60 minutos Biotransformada no Igado e pelas esterases plasmKcas

    Excretada na urina sob forma de 4 subprodutos idenKficveis: ecgonina, ecgonina-meKlester (sem aKvidade vaso-constritora), norcaina (potente vasoconstritor) e o principal metablito, benzoilecgonina (detectvel at 30 dias)

    Absoro, distribuio, biotransformao e excreo

  • COCANA: mecanismo de ao complexo

    Inibio da recaptura e aumento da liberao de catecolaminas no SNC e perifrico

  • COCANA: mecanismo de ao complexo

    Bloqueio dos canais de sdio:

    Anestesia das membranas axonais

    Vasoconstrio

    Ao quinidina-like no corao, em altas doses bradicardia e hipotenso

    Ao sinrgica + = efeitos cardiotxicos

  • COCANA: Mecanismo de ao

    Alfa adrenrgicos Beta 1 adrenrgicos Beta 2 adrenrgicos

    Vasoespasmo Hipertenso

    Hipotenso Vasoespasmo

    Hipertenso Taquicardia ventricular

    Vasodilatao Fibrilao Ventricular

    Aumento da dopamina agitao psico-motora

    Aumento da serotonina alucinaes, anorexia e hipertermia

    ACMULO DE CATECOLAMINAS (dopamina, norepinefrina, epinefrina e serotonina) nas terminaes sinp9cas ps-ganglionares

    AUMENTO DO ESTMULO DOS RECEPTORES , 1 e 2 adrenrgicos

  • Quadro clnico: 3 Fases

    1. Es9mulao inicial

    Midrase, cefalia, nuseas, vmitos

    Ver9gem, tremores no intencionais (face, dedos), 9ques

    Palidez, diaforese

    Bradicardia transitria, hipertenso arterial, taquicardia, dor torcica

    Hipertermia

    Euforia, agitao, apreenso, instabilidade emocional, inquietude, pseudo-alucinaes

    COCANA: intoxicao aguda

  • COCANA Quadro clnico: 3 Fases

    2. Es9mulao avanada Hipertenso arterial, taquicardia, arritmias ventriculares e, s vezes, hipotenso arterial

    Encefalopa9a maligna, convulses, estatus epile7cus

    Dor abdominal Taquipneia, dispnia Pode ocorrer hipertermia

  • COCANA Quadro clnico: 3 Fases

    3. Depresso Coma arreflexivo, arresponsivo Midrase fixa Paralisia flcida Instabilidade hemodinmica Insuficincia renal (vasculite, necrose tubular aguda por rabdomilise)

    Fibrilao ventricular ou assistolia Insuficincia respiratria, edema agudo pulmonar Cianose, respirao agnica, parada cardio-respiratria

  • COCANA: diagnsKco clnico

    Paciente adulto jovem que desenvolve sndrome adrenrgica de curta durao

    Agitao psicomotora

    Movimentos estereo9pados

    Dor torcica

    Leses de mucosa e de septo nasal

  • O uso concomitante de lcool e cocana resulta na formao in vivo de ethylbenzylecgonina cocaethyleno, que tem uma toxicidade muito maior, meia vida mais longa e DL50 menor.

    COCANA

    Associaes com ADT, IMAO, me9ldopamina e reserpina podem ter efeitos severos devido alterao do metabolismo da epinefrina e nor-epinefrina.

    Associao com fluoxe9na pode resultar em sndrome serotoninrgica.

  • COCANA Diagns9co Laboratorial especfico

    CCD - Cromatografia de camada delgada - Posi9va para metablitos da cocana em urina, mais especificamente benzoilecgonina at 60 horas da exposio (nica) e at 30 dias (uso crnico).

    Falsos posi9vos: Lidocaina (passagem de sonda vesical, naso-gstrica, p. Ex)

    Tcnicas de anwgeno/an9corpo ou espectrofotometria podem ser bem mais sensveis, mas geralmente no so necessrios na urgncias.

  • COCANA : tratamento

    Casos menos graves

    Geralmente so de curta durao.

    Respondem bem ao uso de benzodiazepnicos (5 a 10 mg IV), podendo repe9r aps 5-10 minutos conforme necessidade, at

    normalizao da taquicardia e hipertenso

    Pacientes assintom9cos com sinais vitais e exames laboratoriais normais por mais de 12 horas, podem receber alta hospitalar

  • COCANA : tratamento

    Casos moderados/severos

    Suporte vital

    Agitao/convulso: benzodiazepnicos/barbitricos Hipertermia: medidas zsicas compressas frias, controle da temperatura

    ambiente

    Rabdomilise: administrar SF 0,9% para manter volume urinrio de 2 a 3 mL/kg/h. Monitorar eletrlitos, CK e funo renal.

    Hipotenso/choque: infuso de aminas vasoa9vas (preferir dopamina e, se no houver resposta, norepinefrina)

  • Cocana : tratamento Sndrome coronariana aguda/hipertenso/taquicardia

    Primeira linha: Oxignio Aspirina Benzodiazepnicos 5-10 mg IV, a cada 5-10 min Nitroglicerina - 50 mg/250 ml SG 5% IV (5 a 100 g/min)

  • COCANA : tratamento Sndrome coronariana aguda / hipertenso / taquicardia

    Segunda Linha: em pacientes refratrios

    Fentolamina - 1 mg/IV em bolo, seguido por 1 a 5 mg/min em S.G. 5% Pode haver reflexo da freqncia e da contra9lidade cardaca

    Beta-bloqueadores no sele9vos esto contra-indicados Esmolol ou metoprolol (beta-1 sele9vos)- uso controverso: no agravam a hipertenso mas podem levar hipotenso (esmolol preferido, devido sua meia-vida muito curta)

    Nitroprussiato de sdio - 0.1 m/kg/min IV Angioplas9a primria preferida ao uso de trombol9cos

  • IDENTIFICAO DE COCANA TESTES COLORIMTRICOS

    Amostra: p (branco cristalino)

    Reao de Marquis 1 mL de formaldedo a 40% em 20mL de H2SO4 conc.

    Em uma lmina escavada de porcelana, colocar uma pequena poro de p e adicionar gotas do reaKvo de Marguis Levar ao aquecimento + se vermelho Kjolo

    Reao com hipoclorito de sdio

    Em uma lmina escavada de vidro, ou em placa de Petri, colocar uma pequena poro de p e adicionar gotas de hipoclorito de sdio. Na presena de cocana formar-se- um precipitado branco flocoso (reao posiKva).

  • ANFETAMINAS e ANLOGOS

    www.cassiescorner.bizland.com/drugs

    Exemplos

    Anfetaminas:

    Me9lfenidato (Ritalina) Anorexgenos (anfepromona, femproporex, etc.)

    Methamphetamine: Speed, Ice,

    Perver9n

    MDMA: ecstasy

  • ANFETAMINA e ANLOGOS

    Via de uso: Geralmente de uso oral IV ou fumada, pura ou misturada a outras drogas

    Mecanismo de ao: Bloqueio da recaptao das catecolaminas

    Quadro Clnico:

    Sndrome adrenrgica prolongada Iluses, parania Taquicardia, hipertenso Hipertermia, diaforese Hiper-reflexia, midrase, convulses, coma Pode ocorrer rabdomilise

  • Diagns9co: Histria e exame zsico Exame toxicolgico (CCD) posi9vo

    Tratamento: Medidas de descontaminao G.I. quando indicado

    Tratamento sintom9co e supor9vo: similar ao da intoxicao pela cocana

    A acidificao urinria pode ser 9l, est contra-indicada em presena de rabdomilise

    Ateno para: hipertermia, rabdomilise e aparelho cardiovascular (acidente vascular cerebral e infarto do miocrdio)

    ANFETAMINA e ANLOGOS

  • DEPRESSORES

  • Classificao 1. Opiceos naturais: derivados do pio que no sofreram

    nenhuma modificao (pio, p de pio, morfina, codena)

    2. Opiceos semi-sint9cos: resultantes de modificaes parciais das substncias naturais (herona)

    3. Opiceos sint9cos ou opiides: totalmente sint9cos, so fabricados em laboratrio e tem ao semelhante dos opiceos

    (zipeprol, metadona, fentanil)

    OPICEOS e OPIIDES

  • Toxicocin9ca Inco de ao: 10 minutos via venosa, 10-15 minutos aps uso nasal (butorphanol, herona), 30-45 minutos por via IM

    Metabolismo: essencialmente pelo zgado, criando derivados ina9vos

    Armazenamento: alguns opiides (propoxifeno, fentanyl, e buprenorfina) so mais liposolveis e podem ficar armazenados no tecido gorduroso

    Excreo: renal

    OPICEOS e OPIIDES

  • Quadro clnico

    Trade clssica: miose, depresso respiratria e coma

    Hipotenso Hipo ou hipertermia. Bradicardia, edema pulmonar Crises epilp9cas (propoxifeno)

    OPICEOS e OPIIDES

  • Diagns9co Laboratorial

    Cromatografia em camada delgada (CCD) posi9va

    Tratamento

    Descontamin