Tipos de Introd Des e Colc Contato

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REDAÇÃO PROFESSOR SILVIO LUCIO REDAÇÃO – O ESTUDO DA DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA OBS. : Estrutura válida para um texto dissertativo-argumentativo de, no mínimo, 25 linhas, sem contar o título. Vamos iniciar o estudo com alguns esclarecimentos sobre a primeira parte da estrutura que é a Tese, antes chamada de Introdução. A Tese de uma dissertação deve ser clara, objetiva e concisa, preferencialmente. Esta precisa ser discutida, argumentada e concluída. Seguem exemplos de teses, visto que uma das reclamações dos alunos é sempre esta: " – Professor, eu não sei começar!" Assim, os exemplos ajudarão a resolver esse impasse, dando inúmeras possibilidades ao aluno. Vale lembrar que na tese deve sempre estar presente a palavra-chave do tema proposto. INTRODUÇÃO 1 Cena descritiva: Exemplo : O som invade a cidade. Buzinas estridentes atordoam os passantes. Edifícios altíssimos cobrem os céus cinzentos da metrópole. Uma fumaça densa e ameaçadora empresta a São Paulo o aspecto de fotografias antigas sombreadas pela cor do tempo. É a paisagem tristonha da poluição. 2 Uma frase declarativa ou afirmação: Exemplo : O artista contemporâneo, diante de um mundo complexo e agitado, tem por missão traduzir o mais fielmente possível essa realidade. Mesmo que pareça impossível impedir que o subjetivismo esteja presente, deve-se despir de opiniões já estabelecidas de pré- julgamentos ou preconceitos, a fim de que essa tradução seja fidedigna. A ESTRUTURA DISSERTATIVA ARGUMENTAÇÃO TESE/ INTRODUÇÃO CONCLUSÃO parágrafo 5 a 6 linhas 2º, 3º e 4º parágrafos 5 a 6 linhas cada um parágrafo 5 a 6 linhas

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REDAO O ESTUDO DA DISSERTAO ARGUMENTATIVA

REDAO O ESTUDO DA DISSERTAO ARGUMENTATIVA

OBS.: Estrutura vlida para um texto dissertativo-argumentativo de, no mnimo, 25 linhas, sem contar o ttulo.

Vamos iniciar o estudo com alguns esclarecimentos sobre a primeira parte da estrutura que a Tese, antes chamada de Introduo.

A Tese de uma dissertao deve ser clara, objetiva e concisa, preferencialmente. Esta precisa ser discutida, argumentada e concluda.

Seguem exemplos de teses, visto que uma das reclamaes dos alunos sempre esta:

" Professor, eu no sei comear!"

Assim, os exemplos ajudaro a resolver esse impasse, dando inmeras possibilidades ao aluno.

Vale lembrar que na tese deve sempre estar presente a palavra-chave do tema proposto.

INTRODUO1 Cena descritiva:

Exemplo:O som invade a cidade. Buzinas estridentes atordoam os passantes. Edifcios altssimos cobrem os cus cinzentos da metrpole. Uma fumaa densa e ameaadora empresta a So Paulo o aspecto de fotografias antigas sombreadas pela cor do tempo. a paisagem tristonha da poluio.

2 Uma frase declarativa ou afirmao:

Exemplo:

O artista contemporneo, diante de um mundo complexo e agitado, tem por misso traduzir o mais fielmente possvel essa realidade. Mesmo que parea impossvel impedir que o subjetivismo esteja presente, deve-se despir de opinies j estabelecidas de pr-julgamentos ou preconceitos, a fim de que essa traduo seja fidedigna.

3 Frases ou expresses nominais:

Exemplo:

Baixos salrios. Mdicos descontentes. Enfermagem pouco qualificada. Falta de medicamentos. Desvio de verbas. Hospitais insuficientes e mal aparelhados. Atendimento precrio. Esse o retrato da sade pblica brasileira.

4 Resgate histrico ou dados retrospectivos:

Exemplo:

As primeiras manifestaes de comunicao humana nas eras mais primitivas foram traduzidas por sons que expressavam sentimentos de dor, alegria ou espanto. Mais tarde, as pinturas rupestres surgiram como primeiros vestgios de tentativa de preservao de uma era...

5 Citao: textual e comentada.

Exemplo:

Textual: "O escravo brasileiro, literalmente falando, s tem uma coisa: a morte." Joaquim Nabuco, grande terico do movimento abolicionista brasileiro. Nabuco revela uma das caractersticas que o pensamento antiescravista apresenta: a nota de comiserao pelo escravo.

Comentada: O terico Joaquim Nabuco, em sua comiserao pelo escravo brasileiro, disse que este s tem a prpria morte. O movimento brasileiro antiescravista, quando j fortalecido, deixou bem clara essa pungente acusao nas palavras dos abolicionistas.

6 Pergunta ou uma seqncia de perguntas:

Exemplo:

Os pensadores do sculo XIX propuseram nos termos da poca as questes que, apesar de toda a posterior realidade, continuam a intrigar os crticos sociais: como funciona a mente de um poltico? Quais so os fatores imponderveis que o levam a agir desta ou daquela maneira?

7 Definio:

Exemplo

O envelhecimento um processo evolutivo que depende dos fatores hereditrios, do ambiente e da idade, embora ainda no tenham sido descobertas as causa precisas que o determinam em toda a sua amplitude e diversidade.

8 Linguagem figurada:

Exemplo:

Os meios de comunicao, com sua velocidade estonteante de informao, fazem de cada homem um condmino do mundo. De repente, todos ficaram sabendo quase tudo, sem tempo para digerir 90% das informaes que recebem; uma ilha cercada de comunicaes por todos os lados.

9 Narrao:

Exemplo:

O ano de 1997 foi marcado pela expanso da informtica no pas: realizaram-se as mais importantes feiras do mundo, apresentando novidades que deslumbraram os brasileiros. Os mais vidos de atualizar-se transformaram-se em presas definitivas de um dos mercados mais lucrativos do planeta.

10 - Idias contrastantes ou ponto de vista oposto:

Exemplo:Enquanto muitos polticos brasileiros praticam a corrupo ao desviarem altssimas somas em dinheiro do tesouro pblico, cerca de 30% da populao sobrevive com menos de um salrio mnimo. E para agravar, ainda temos episdios inaceitveis como a proposta de aumento do salrio dos deputados de R$ 12.000 para R$ 21.000!!

11 Comparao:

Exemplo:

A era da informtica veio aprofundar os abismos do pas: de um lado, assistimos ao avano tecnolgico desfrutado por cerca de 2% da populao; de outro, assistimos crescente marginalizao da maioria que sequer consegue alfabetizar-se minimamente.

12 Contestao ou confirmao de uma citao:

Exemplo:O computador liberta, afirmou Nicholas Negroponte, o pioneiro da era digital. Contudo, o modo como a informtica vem se impondo parece angustiar o homem, gerando ansiedade que, longe de libertar, escraviza.

13 Declarao surpreendente:

Exemplo:

Jamais houve cinema silencioso. A projeo das fitas mudas era acompanhada por msica de piano ou pequena orquestra. No Japo e outras partes do mundo, popularizou-se a figura do narrador ou comentador de imagens, que explicava a histria ao pblico. Muitos filmes, desde os primrdios do cinema, comportavam msica e rudos especialmente compostos.

A ARGUMENTAO

O desenvolvimento a parte mais extensa do texto dissertativo. Compreende os argumentos (evidncias, exemplos, justificativas etc.) que do sustentao tese idia central apresentada no primeiro pargrafo. O contedo dos pargrafos de desenvolvimento deve obedecer a uma progresso: repetir idias mudando apenas as palavras resulta em redundncia. preciso encadear os enunciados de maneira que se completem (cada enunciado acrescentar informaes novas ao anterior). Deve-se tambm evitar a reproduo de clichs, frmulas prontas e frases feitas recursos que enfraqueam a argumentao.

Cabe lembrar, ainda, que a adequada utilizao de seu repertrio cultural ser determinante para diversificar e enriquecer seus argumentos. Observe alguns exemplos de argumentao:

Argumento de Autoridade:

Citao uma opinio de uma autoridade que tem prestgio e crdito com relao ao assunto que est sendo tratado, um especialista, dados de instituio de pesquisa, uma frase dita por algum, lder ou poltico, algum artista famoso ou algum pensador, enfim, uma autoridade no assunto abordado. Se bem utilizado, um argumento difcil de ser refutado.

Obs.: a frase citada deve vir entre aspas.Uma cmera na mo e uma ideia na cabea - a famosa frase-conceito do diretor Gluber Rocha virou uma frmula eficiente para explicar os R$ 130 milhes que o cinema brasileiro faturou no ano passado. (Adaptado de poca, 14/04/2004)

Argumento por Causa e Consequncia:

Para comprovar uma tese, voc pode buscar as relaes de causa (os motivos, os porqus) e de consequncia (os efeitos). Algumas expresses indicadoras de:

- causa: por causa de, graas a, em virtude de, em vista de, devido a, por motivo de.

- consequncia: consequentemente, em decorrncia, como resultado, efeito de.

Algumas expresses que podem ser usadas para abordar temas com divergncia de opinies: em contrapartida, se por um lado... / por outro... , enquanto uns afirmam... / outros dizem que...Ao se desesperar num congestionamento em So Paulo, daqueles em que o automvel no se move nem quando o sinal est verde, o indivduo deve saber que, por trs de sua irritao crnica e cotidiana, est uma monumental ignorncia histrica.

So Paulo s chegou a esse caos porque um seleto grupo de dirigentes decidiu, no incio do sculo, que no deveramos ter metr. Como cresce dia a dia o nmero de veculos, a tendncia piorar ainda mais o congestionamento o que leva tcnicos a preverem como inevitvel a implantao de perigos. (Adaptado de Folha de S. Paulo. 01/10/2000)

Argumento baseado no senso comum:

Basear-se no senso comum tambm pode ser uma estratgia argumentativa bem sucedida. Proposies como: "no se faz um grande pas sem investimentos em educao" e "a destruio de meio ambiente causar srios problemas s geraes futuras" so tidas pela sociedade como verdadeiras. Por outro lado, deve-se tomar cuidado com opinies sem validade cientfica, preconceituosas, etnocntricas.A mulher de hoje ocupa um papel social diferente da mulher do sculo XIX.

Argumentao por raciocnio lgico

A criao de relaes de causa e efeito um recurso utilizado para demonstrar que uma concluso (afirmada no texto) necessria, e no fruto de uma interpretao pessoal que pode ser contestada.O fumo o mais grave problema de sade pblica no Brasil. Assim como no admitimos que os comerciantes de maconha, crack ou herona faam propaganda para os nossos filhos na TV, todas as formas de publicidade do cigarro deveriam ser proibidas terminantemente. Para os desobedientes, cadeia (VARELLA, Drauzio. In: Folha de S. Paulo, 20 de maio de 2000).

Argumentao por exemplificao

A exemplificao consiste no relato de um pequeno fato (real ou fictcio). Esse recurso argumentativo amplamente usado quando a tese defendida muito terica e carece de esclarecimentos com mais dados concretos.J foi criada at uma campanha "Quem financia a baixaria contra a cidadania" para que sejam divulgados os nomes das empresas que anunciam nos programas que mais recebem denncias de desrespeito aos direitos humanos. O mais importante nessa iniciativa que a participao da sociedade, que pode abandonar a passividade e interferir na qualidade da programao que chega s casas dos brasileiros.

Argumentao histricaQuem assiste TV hoje talvez nem imagine que seu compromisso inicial, quando chegou ao pas, h pouco mais de meio sculo, fosse com educao, informao e entretenimento. No se pode negar que ela evoluiu transformou-se na maior representante da mdia, mas em contrapartida esqueceu-se de educar, informa relativamente e entretm de maneira discutvel.

Argumentao por constataoPara alm daquilo que a televiso exibe, deve-se levar em conta tambm seu papel social. Quem h no renunciou um encontro com amigou ou a um passeio com a famlia para no perder a novela ou a participao de algum artista num programa de auditrio? Ao que tudo indica, muitos tm elegido a tev como companhia favorita.

Argumentao por comparaoEnquanto pases com Inglaterra e Canad tm leia que protegem as crianas da exposio ao sexo e violncia na televiso, no Brasil no h nenhum controle efetivo sobre a programao. No de surpreender que muitos brasileiros estejam defendendo alguma forma de censura sobre a TV aberta.

A CONCLUSO DO TEXTO DISSERTATIVO

Quando elaboramos uma dissertao, temos sempre um objetivo definido: defender uma idia, um ponto de vista. Para tanto, formulamos uma tese interessante, que ser desenvolvida com eficientes argumentos, at atingir a ltima etapa da estrutura dissertativa: a concluso. Assim, as idias devem estar articuladas numa seqncia que conduza logicamente ao final do texto.

No h um modelo nico de concluso. Cada texto pede um determinado tipo de fechamento, a depender do tema, bem como do enfoque escolhido pelo autor. Em textos com teor informativo, por exemplo, caber a concluso que condense as idias consideradas. J no caso de textos cujo contedo seja polmico, questionador, ser apropriada uma concluso que proponha solues ou trace perspectivas para o tema discutido.

Observe alguns dos procedimentos adequados para se concluir um texto dissertativo:

Sntese da discusso apropriada para textos expositivos, limita-se a condensar as idias defendidas ao longo da explanao.

Retomada da tese a confirmao da idia central. Refora a posio apresentada no incio do texto. Deve-se, contudo, evitar a redundncia ou mera repetio da tese.

Proposta(s) de soluo partindo de questes levantadas na argumentao, consiste na sugesto de possveis solues para os problemas discutidos.

Com interrogao (retrica) s deve ser utilizada quando trouxer implcita a crtica procedente, que instigue a reflexo do leitor. preciso evitar perguntas que repassem ao leitor a incumbncia de encontrar respostas que deveriam estar contidas no prprio texto.

A ESTRUTURA DISSERTATIVA

ARGUMENTAO

TESE/ INTRODUO

CONCLUSO

1 pargrafo

5 a 6 linhas

2, 3 e 4 pargrafos

5 a 6 linhas cada um

5 pargrafo

5 a 6 linhas