Sist. Freio Hidrulico

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  • 1SISTEMA DE FREIO HIDRULICO

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    MECNICA DE VECULOS LEVES

    SISTEMA DE FREIO HIDRULICO

    2003

  • 2MECNICA DE VECULOS LEVES

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    Sistema de Freio Hidrulico

    SENAI-SP, 2003

    Trabalho elaborado e editorado pela Escola SENAI Conde Jos Vicente de Azevedo

    Coordenao geral

    Coordenao do projeto

    Organizao de contedo

    Assistncia editorial

    Editorao

    Produo de imagens

    Arthur Alves dos Santos

    Jos Antonio MessasMauro Alkmin da Costa

    Francisco J. Pacheco HeviaRicardo Trava

    Maria Regina Jos da Silva

    Teresa Cristina Mano de Azevedo

    Ulisses Miguel

    SENAI

    TelefoneTelefax

    E-mail

    Home page

    Servio Nacional de Aprendizagem IndustrialEscola SENAI Conde Jos Vicente de AzevedoRua Moreira de Godi, 226 - Ipiranga - So Paulo-SP - CEP. 04266-060

    (011) 6166-1988(011) 6160-0219

    senaiautomobilistica@sp.senai.br

    http://www.sp.senai.br/automobilistica

    S47s SENAI. SP. Sistema de Freio Hidrulico - Bsico. So Paulo, 2000. 86p. il.

    Apostila tcnica

    CDU 629.063.6

  • 3SISTEMA DE FREIO HIDRULICO

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    INTRODUO 7

    UM POUCO DE HISTRIA 9

    CONCEITOS FSICOS 10 Energia 10 Energia cintica 10 Calor 10 Atrito 11 Compresso e aspereza 12 Escorregamento 12 A funo do freio 12

    FREIO A TAMBOR 14 Freio a tambor simplex 15 Freio a tambor duplex 16 Freio a tambor uni-servo 17 Freio a tambor duo-servo 17 Freio a tambor twimplex 18

    ACIONAMENTO DE SAPATAS 19 Cilindro de rodas 19

    FREIO A DISCO 20 Freio a disco fixo 21 Freio a disco deslizante 22 Freio a disco no eixo traseiro 25 Freio de estacionamento 27 Freio de servio 27 Exerccios 28

    SUMRIO

  • 4MECNICA DE VECULOS LEVES

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    PRINCPIOS HIDRULICOS 30 Compressabilidade 30 Incompressabilidade 30 Presso 31 Lei de Pascal 33

    CILINDRO MESTRE 36 Cililndro mestre simples 37 Cilindro mestre duplo 42

    SERVOFREIO 46 Presso atmosfrica 46 Servofreio 48 Servofreio Girvac 51 Exerccios 51

    VLVULA REGULADORA DE PRESSO 53 Inrcia 53 Inclinao durante a frenagem 53 Distribuio de esforos 54 Estabilidade direcional 55 Vlvula reguladora de presso 56

    SISTEMA ANTI-BLOQUEIO ABS 60 Dirigibilidade 60 Estabilidade direcional 61 Distncia de frenagem 62 Sistema anti-bloqueio ABS 63 Exerccios 65

    DIAGNSTICO DE POSSVEIS PROBLEMAS 67 Cilindro de roda 67 Cilindro mestre 68 Disco de freio 69 Fluido de freio 70 Freio a disco 72 Freio a tambor 73

  • 5SISTEMA DE FREIO HIDRULICO

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    Pastilhas de freio 74 Servofreio 75 Vlvula reguladora de presso 77

    FREIO A DISCO TRASEIRO 78 Freio de servio 79 Freio de estacionamento 81 Regulagem do cabo 84

    BIBLIOGRAFIA 86

  • 6MECNICA DE VECULOS LEVES

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

  • 7SISTEMA DE FREIO HIDRULICO

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    O mdulo Sistema de freio hidrulico - tem como objetivo orientar o aluno sobre ofuncionamento de todos os componentes desse sistema; o diagnstico de possveisproblemas com as respectivas causas, conseqncias e como corrigi-las; as regulagens etestes que devero ser feitos para que se possa ter total confiabilidade nesse sistema.

    O desenvolvimento dos estudos desse mdulo deve ocorrer em duas fases: aulas tericase prticas.

    A diviso do mdulo em duas fases apenas recurso de organizao sendo que as aulasde teoria e de prtica devem ocorrer simultaneamente e a carga horria deve variar deacordo com as necessidades didtico-pedaggicas.

    As aulas tericas visam desenvolver nos alunos o domnio de contedos bsicos e detecnologia imediata necessria para a realizao dos ensaios.

    As aulas prticas caracterizam-se por atividades realizadas direta e exclusivamente pelosalunos. Nessas aulas, o aluno vai aprender a remover, inspecionar, testar e instalarcomponentes do Sistema de freio hidrulico; executar sangria; diagnosticar falhas noSistema e executar as devidas reparaes.

    O texto que se segue ir tratar do contedo bsico da fase terica do mdulo. Esse contedocompreende os seguintes assuntos: freio a tambor; cilindro mestre; freio a disco; servofreio; vlvula reguladora de presso sistema anti-bloqueio ABS; freio a disco traseiro.

    INTRODUO

  • 8MECNICA DE VECULOS LEVES

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

  • 9SISTEMA DE FREIO HIDRULICO

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    A inveno da roda foi um marco na histria da Humanidade. Ela resolveu srios problemasde transporte, pois permitiu a reduo do atrito entre o veculo e o cho. Junto com asoluo, porm, veio um problema: como parar esta roda?

    Muitas invenes foram concebidas no incio, mas at a Revoluo Industrial no houvemuitos progressos. At essa poca, os freios mais pareciam com as alavancas que ascrianas usam at hoje para frear um carrinho de rolems!

    Com o aparecimento do automvel, porm, a necessidade de freios eficientes tornou-seindispensvel. Nessa ocasio foi criado o freio a tambor, acionado atravs de cabos e vares.Este freio ficou conhecido como panela.

    Em 1914, a utilizao de lquido para transmitir os esforos de frenagem trouxe recursospara que novos projetos fossem gerados, o que promoveu o desenvolvimento de cilindroshidrulicos e posteriormente o conhecido freio a disco. Desde ento, empresasespecializadas no mundo todo se dedicam ao aperfeioamento de equipamento para osmais diversos tipos e modelos de freio, destinados aos diferentes e modernos meios detransporte.

    UM POUCO DE HISTRIA

  • 10

    MECNICA DE VECULOS LEVES

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    ENERGIA

    Para provocar o movimento de um veculo precisamos fornecer a ele energia. Por exemplo,para acelerar um nibus eltrico devemos fornecer a ele energia eltrica.

    No caso do veculo a gasolina, a lcool ou diesel a energia vem do combustvel.

    ENERGIA CINTICA

    Quando o veculo est a uma certa velocidade, ele possui um tipo de energia chamadaenergia cintica. Logo, a energia fornecida ao veculo fica armazenada nele na forma deenergia cintica.

    CALOR

    Para frear um veculo precisamos retirar dele a energia cintica. O que acontece com aenergia cintica retirada do veculo? Transforma-se em outra forma de energia, denominadacalor. Logo, em um veculo h dois tipos de mquinas: uma, o motor, que transforma a

    energia cintica

    CONCEITOS FSICOS

  • 11

    SISTEMA DE FREIO HIDRULICO

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    energia do combustvel em energia cintica, e outra, o freio, que transforma a energiacintica em calor. dessa ltima mquina que vamos tratar.

    OBSERVAES Uma carreta carregada (de aproximadamente 40 toneladas), a 100 km/h, quando freada,

    gera calor suficiente para ferver 50 litros de gua.

    O freio, assim como o motor, tem a funo de transformar um tipo de energia em outro.Nos dois casos podemos calcular a potncia da mquina: o freio de uma carreta tempotncia de aproximadamente 4.000 HP.

    ATRITO

    Toda vez que um corpo escorrega ou tenta escorregar sobre outro, aparece uma forachamada atrito, que tenta impedir o escorregamento. O princpio de funcionamento dequalquer tipo de freio o atrito entre dois corpos.

    energia cintica calor

    tentativa deescorregamento

    atrito

    atrito

    escorregamento

  • 12

    MECNICA DE VECULOS LEVES

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    COMPRESSO E ASPEREZA

    A intensidade do atrito entre dois corpos depende de dois fatores:

    Compresso: Quanto maior a compresso de um corpo contra outro, maior ser o atrito.

    Tipo de superfcie em contato: De um modo geral as superfcies mais speras causammais atrito que as mais lisas.

    ESCORREGAMENTO

    Quando um corpo escorrega sobre outro aparece calor. Esse fato pode ser comprovado devrias maneiras:

    Num dia frio as pessoas esfregam as mos para se aquecer. Se algum movimentasseas duas mos juntas, de modo a no haver escorregamento, no apareceria calor.

    Duas pessoas, descem por uma corda. Uma desce escorregando, a outra desce semescorregar. A primeira queima as mos. A segunda no queima.

    A FUNO DO FREIO

    O freio pra a roda e o piso pra o carro. Quando um veculo se movimenta, suas rodasgiram. Por incrvel que parea, a funo do freio no fazer o carro parar, e sim diminuir arotao da roda at faz-la parar de girar. Suponha que um carro tenha os freios funcionandoperfeitamente mas esteja com os pneus carecas e trafegando numa pista molhada.

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    SISTEMA DE FREIO HIDRULICO

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    Acionando os freios podemos garantir que a roda vai diminuir a sua rotao at parar degirar. Mas no podemos garantir que o carro vai parar conforme o desejado.

    Logo, para frear o carro de forma eficiente, devemos ter: Freios eficientes Pneus em bom estado Pista em boas condies

    RECOMENDAESAo examinar os freios de um veculo, deve-se: Verificar todos os itens de segurana. Trocar todas as peas que no estiverem em perfeitas condies. No usar peas

    duvidosas. No fazer quebra-galhos. Alertar aquele que vai usar o veculo dos problemas que podem diminuir a eficincia da

    frenagem, como por exemplo os pneus carecas.

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    MECNICA DE VECULOS LEVES

    ESCOLA SENAI CONDE JOS VICENTE DE AZEVEDO

    J sabemos que a funo do freio parar a roda. Para isso h necessidade de uma foraoposta a rotao da roda.

    Essa fora oposta conseguida pelo atrito entre duas peas. Vejamos como isso possvel:

    I