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  • SHS0402 - Instalaes Hidrulicas e Sanitrias

    Fossas spticas e disposio final dos efluentes

    Francisco Glaucio Cavalcante de SouzaDoutorando em Engenharia Hidrulica e Saneamento

  • Lanamento no corpo hdrico: Autodepurao; Resoluo 357 do CONAMA (17/03/2005).

    Introduo

    O que fazer com o esgoto coletado?

    Tratar. Diversos nveis e tipos de tratamento; Condies locais.

    Rede coletora de esgotos;

  • Autodepurao

  • Tratamento

    DQO Demanda qumica de oxignio;

    DBO Demanda bioqumica de oxignio;

  • Conceitos bsicos

    O que fazer nos casos mais simples? Fossa sptica; Efluente da FS: sumidouros, valas de

    infiltrao, valas de filtrao e filtros de areia.

    Disposio no solo; Lanamento no corpo receptor.

  • Fossas spticas

    Definio;

  • Fossas spticas

    Padronizao: NBR 7229 Projeto, construo e operao

    de sistemas de tanques spticos; NBR 13969 - Tanques spticos - Unidades

    de tratamento complementar e disposio final dos efluentes lquidos - Projeto, construo e operao.

  • Fossas spticas

    Funcionamento: Reteno do esgoto: 24 a 12 horas;

    Decantao do esgoto: Sedimentao de 60 a 70% dos SS; Formao de escuma.

    Digesto anaerbia do lodo;

    Reduo do volume do lodo.

  • Fossas spticas

    Afluentes fossa sptica: Esgoto domstico;

    Uso de caixa de gordura; Vetados:

    Efluentes que possam causar condies adversas ao bom funcionamento da fossa;

    Elevado ndice de contaminao por microorganismos patognicos.

  • ( )Lf.KT.CN1000V ++=

    Fossas spticas

    Dimensionamento:

    V = volume til em litros;N = nmero de pessoas ou unidades de contribuio;C = contribuio de despejos, litros/pessoa.dia;T = tempo de deteno, em dias;K = taxa de acumulao de lodo digerido em dias;Lf = contribuio de lodo fresco, em litro/pessoa.dia.

  • Fossas spticas

    Tipos e formas: Fossa sptica de cmara nica;

    Fossa sptica de cmaras sobrepostas; Fossa sptica de duas cmaras mltiplas em

    srie.

  • Fossa sptica prismticaretangular de cmara nica

  • Fossa sptica cilindricade cmara nica

  • Fossa sptica cilindrica de cmaras sobrepostas

  • Fossa sptica de forma prismticaretangular de cmaras em srie

  • Fossas spticas

    Volume mnimo da cmara de sedimentao: Convencionais prismticas ou cilindricas:

    1.250 litros;

    Cmaras sobrepostas: 500 litros.

    Profundidade til: At 6,0m3: 1,20m a 2,20m; De 6,0 at 10,0m3: 1,50m a 2,50m;

    Acima de 10,0m3: 1,80m a 2,80m.

  • Fossas spticas

    Fossa de cmara nica: Forma cilindrica:

    Dimetro interno mnimo: 1,10m Profundidade til mnima: Tabela 9.4

    Forma prismtica retngular: Largura interna mnima: 0,80m; Relao entre comprimento e largura: 2 a 4; Profundidade til mnima: Tabela 9.4

  • Fossas spticas

    ( )Lf.KT.CN1000V ++=

    Exemplo: Fossa de cmara nica Dimensionar uma fossa prismtica de cmara

    nica para atender um pequeno prdio onde moram 26 pessoas, com nvel scio-econmico mdio.

  • Fossas spticas

    Nmero de contribuintes:

    Exemplo: Fossa de cmara nica26

    Contribuio percapta: C = 130 l/hab.d

    Vazo diria: Q = N.C = 26 x 130 = 3,380 l/d

    Tempo de deteno: T = 20 h = 0,83 d

    Taxa de acumulao do lodo: K = 57d (1 ano)

    Contribuio do lodo fresco: Lf = 1,00 l/hab.d

  • Fossas spticas

    Volume til da fossa:

    Exemplo: Fossa de cmara nica

    V = 1000 + 26 (130x0,83 + 57x1) = 5.287 l = 5,28 m3

    Profundidade til fixada: H = 1,50 m

    rea superficial: A = 5,28 m3/1,50 m = 3,5 m2

    Dimenses em planta: (2,9 x 1,2) m

    Verificao da relao L/B: 2,9 / 1,2 = 2,4

  • Fossas spticas

    Fossa de cmara sobreposta: Grandes vazes;

    Efluente mais clarificado; Unidade independente para sedimentao;

    Volume inferior para digesto; NBR 1982.

  • Fossas spticas

    Fossa de duas cmaras em srie: Efluente mais clarificado;

    Tanques cilndricos: 3 cmaras em srie; Tanques prismticos: 2 cmaras em srie;

    Proporo entre as cmaras: 2:1.

  • Fossas spticas

    Efluente das fossas spticas: Carga orgnica reduzida DBO 30%;

    Slidos no retidos e produto solvel da decomposio do lodo 50%;

    Efluente escuro e com odor caracterstico; Bactrias.

    Qual a disposio adequada para esse efluente?

  • Fossas spticas

    Disposio de efluente lquido das fossas spticas: Consideraes; Seleo:

    Natureza e utilizao do solo; Profundidade do lenol fretico; Grau de permeabilidade do solo; Utilizao da fonte de gua de subsolo utilizada

    para consumo humano; Volume e taxa de renovao das guas de

    superfcie.

  • Fossas spticas Lanamento nos corpos receptores

    Tipos de pr-condicionamento dos efluentes

    Tratamento biolgico completoAbaixo de 1:150

    Remoo do material sedimentvel (precipitao)

    De 1:300 at 1:150

    Remoo do material sedimentvel (simples)

    De 1:500 at 1:300

    Remoo do material grosseiro e areia

    Acima de 1:500

    Tipo de pr-condicionamentoDiluio (esgoto/gua)

  • Fossas spticas

    Lanamento nos corpos receptores: Qrio 40x Qefl;

    Resoluo 357/2005 do CONAMA; Leis, normas e diretrizes estaduais.

  • Fossas spticas

    Sumidouros: Poos absorventes;

    Vida til longa; De forma cilindrica ou prismtica;

    Paredes protegidas por pedras, tijolos, madeira etc.

  • Sumidouro cilindricode alvenaria de tijolos

  • Sumidouro cilindricocom enchimento

  • Sumidouro prismtico

  • Fossas spticas

    Sumidouros: Dimensionamento:

    A = rea total de infiltrao, m2;

    Ci = coeficiente de infiltrao, litros por m2.d Q = vazo afluente, litros por dia.

    Ci/QA =

  • Fossas spticas

  • Fossas spticas

    Capacidade de absoro do solo (ABNT): Em 3 pontos do terreno, abrir vala; No fundo de cada vala, abrir buraco de 30x30x30m; Raspar o fundo com objeto perfurante; Limpar e colocar 5cm de brita n1 bem limpa; Manter o buraco cheio de gua por 4 horas; No dia seguinte, encher com gua, aguardando que

    a mesma se escoe completamente; Em seguida, encher at a altura de 15 cm e

    cronometrar o tempo em que o nvel baixa 1 cm; Consultar a curva.

  • Teste de absoro do solo

  • Teste de absoro do solo

  • Fossas spticas

    Exemplo: Sumidouro Para as mesmas condies do exemplo

    anterior, dimensionar um sumidouro, sendo o terreno arenoso predominando areia e silte.

  • Fossas spticas

    Vazo afluente:

    Exemplo: SumidouroQ = 3.380 l/d

    Adotando 2 sumidouros em paralelo:

    Q = 1.690 l/d

    Coef. Infiltrao: Ci = 90 l/m2.d

    Prof. til fixada: h = 1,50 m

    Relao fixada comprimento a/largura b: 2

  • Fossas spticas

    rea total de paredes

    Exemplo: Sumidouro

    A = Q/Ci = 1.690/90 = 18,8 m2

    Largura a:

    18,8 = 2 x (a+b) x h = 2 x (3a) x 1,5

    Comprimento b: 4,0 m

    Dimenses teis: 2,0 x 4,0 x 1,5 m = 12m3

    a = 2,0 m

  • Fossas spticas

    Valas de infiltrao: Conjunto de canalizaes, assentados a

    uma profundidade racionalmente fixada, em solo cujas caractersticas permitam a absoro do esgoto efluente.

    Tubulaes: manilhas de grs cermica, com juntas abertas, ou tubos porosos, PVC para drenagem;

  • Valas de infiltrao

  • Valas de infiltrao

  • Fossas spticas

    Valas de filtrao: Duas canalizaes de esgotos superpostas,

    com camada entre as mesmas ocupada com areia

    Emprego: Tempo de infiltrao no solo alto; Elevada remoo de poluentes; Destino: corpo dgua.

  • Valas de filtrao

  • Fossas spticas

    Filtro biolgico anaerbio: Emprego:

    Elevada remoo de poluentes; Destino: corpo dgua.

  • Filtro biolgico anaerbio

  • Filtro biolgico anaerbio

  • Fossas spticas

    Limpeza 1 a 3 anos, podendo chegar a 5 anos;

    Camada do lodo igual ou superior a 50 cm ou 1/3 da profundidade do lquido;

    Disposio do lodo em estaes de tratamento de esgotos;

    Centrais de recebimento de lodo.

  • Tipos de limpeza

  • Fossas spticas Lei Estadual no 1.172, 17/11/1976

    Art. 24 . Os sistemas particulares de esgotos no ligados ao sistema pblico devero ser providos, pelo menos, de fossas spticas, construdas segundo normas tcnicas em vigor, com seus efluentes infiltrados no terreno atravs de poos absorventes ou irrigao subsuperficial, assegurando-se a proteo do lenol fretico.

  • Fossas spticas Lei Estadual no 1.172, 17/11/1976

    Art. 24 : 1 . Nas reas no servidas por sistemas pblicos de esgotos sanitrios ou deabastecimento de gua, a distncia mnima entre o poo ou outro sistema de captao de gua e o local de infiltrao do efluente de fossa sptica ser, no mnimo de 30 metros, independentemente da considerao dos limites das propriedades;

  • Fossas spticas Lei Estadual no no 1.172, 17/11/1976

    Art. 24 : 2 . Os projetos de loteamentos, edificaes e obras, bem como os documentos para licenciamento de atividades hortifrutcolas, de florestamento, reflorestamento e extrao vegetal, devero indicar a localizao das captaes de gua e das fossas spticas.

  • Fossas spticas Lei Estadual no 1.172, 17/11/1976

    Art. 24 : 3 . Os projetos de edificaes e obras devero ainda conter os projetos detalhados da fossa sptica ou de outro processo de tratamento, desde que aprovado pela CETESB, e do sistema de infiltrao do seu efluente.

  • Fossas spticas

    Eficincia

    70 a 85%Filtro anaerbio

    75 a 95%Vala de filtrao

    35 a 65 %Fossa spt