Sabrina 992 - Tempestade de Paixões - Sophie Weston

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  • 8/10/2019 Sabrina 992 - Tempestade de Paixes - Sophie Weston

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    Tempestade De Paixes

    (Saving The Devil)

    Sophie Weston

    Sabrina N 992

    "Passei da poca da redeno h muito tempo"Paulo Branco salvou a vida de Miranda

    e acreditava que agora era ela quemqueria salv-lo. Mas Miranda sabia que avida que levava at ento no apreparara para lidar com um homemcnico e rude como Paul Branco. Logo eladescobriu que as atitudes dedescompromissada aspereza delepossuam um charme perigoso que era

    impossvel resistir. e algum precisavaser salvo! esse algum era Miranda! e deseus pr"prios dese#os...

    Digitalizao: Ale M.Reviso: dna !antos

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    $op%right & '(() b% ophie *eston +riginalmente publicado em'(() pela Mills , Boon Ltd.! Londres! nglaterra

    odos os direitos reservados! inclusive o direito de reprodu/o totalou parcial! sob qualquer 0orma.

    1sta edi/o publicada atravs de contrato com a Mills , Boon Ltd.1sta edi/o publicada por acordo com a Mills , Boon Ltd.odos os personagens desta obra so 0ictcios. 2ualquer semelhan/a

    com pessoas vivas ou mortas ter sido mera coincid3ncia.tulo original4 aving the devil

    radu/o4 5na $arolina 6erreira do 7ascimento

    18+95 7+:5 $;L;95L L85.9ua Paes Leme! - o Paulo - Brasil

    $op%right para a lngua portuguesa4 '((@ 18+95 7+:5$;L;95L L85.

    6otocomposi/o4 1ditora 7ova $ultural Ltda. mpresso eacabamento4 Ar0ica $rculo

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    AP#$%&' (

    + vento soprava violentamente contra as #anelas. Miranda cruzou os

    bra/os e tentou convencer-se de que no estava com medo. 5venturaC gritou! embora no tivesse ningum na Misso paraescut-la. 1ra o que queria! noD :amos! aproveiteC

    + vento bateu 0orte mais uma vez contra as #anelas! s" que daquelavez seguiu-se o barulho de vidros estilha/ando-se e ob#etos caindo nocho.

    e pelo menos meu pai estivesse aqui! ela pensou.Eenr% Lane sara na manh do dia anterior! ignorando os avisos de

    Miranda quanto F amea/a de tempestade. Plane#ara a viagem ao longo dorio havia muitos meses! e quando o barco 0icara pronto para zarpar!nada o 0izera mudar de idia! nem os perigos que poderia en0rentar!nem os pedidos da 0ilha para que 0icasse.

    + vento soprou com viol3ncia mais uma vez e algo tocou o tornozelode Miranda. 1la se assustou! embora 0izesse cinco anos que morasse na0loresta amazGnica! convivendo com suas surpresas. +lhou para o cho!alarmada.

    :iu um gatinho e soltou um suspiro! aliviada. 9iu e 0ez um carinho nacabe/a do animal.

    +l! queridoC 8eiHaram voc3 para trsDMia! a gata da Misso! trans0erira seus 0ilhotes do alpendre para

    algum lugar desconhecido.I1ssa mudan/a de Mia um dos sinais que indicam que a tempestade

    est chegandoI! dissera Joo! um dos homens que trabalhavam na

    Misso. I+s animais pressentem.I+ gatinho! obviamente! no tinha no/o de que 0ora abandonado.Miranda pegou-o no colo. + pequeno 0elino come/ou a ro/ar-secharmosamente contra o casaco dela.

    6ico 0eliz por sentir-se con0ortado ela murmurou. Levantou-see caminhou pela casa. eguira as instru/Kes dadas por Joo e 0echaratodas as #anelas! desligara o gs e acendera algumas velas.

    Preocupado! ele perguntara se ela ia 0icar bem. Parecera inquieto e

    hesitante! mas # 0icara l o mHimo que pudera. inha uma 0amlia paracuidar e! se Miranda no se enganava! morava rio abaiHo.

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    :ou 0icar bem ela a0irmara. 5 Misso 0oi construda aquiporque um lugar seguro. 7ada vai acontecer. 1u e papai #en0rentamos muitas tempestades.

    7aqueles cinco anos em que morara com o pai! vira ventos e

    tempestades to 0ortes que chegaram a arrancar rvores e criarverdadeiros lagos.obrevivera Fquilo! abrigando-se na casa e 0azendo conservas de

    alimentos! enquanto o pai ignorava o perigo e 0alava sobre a santidadede sua Misso.

    Mas no lembro de uma tempestade como essa! con0essou a simesma.

    + rdio no 0uncionava desde aquela tarde! antes de Joo partir. 1le

    abrira o aparelho! trocara as baterias! mas no 0ora capaz de descobrirqual era o problema. 2uando Miranda convencera-o a largar o rdio e irpara #unto da 0amlia! ele prometera mandar algum para consert-lo.

    $om a ventania que est l 0ora ser di0cil algum conseguir chegaraqui! ela disse a si mesma.

    omos apenas eu e voc3 0alou! a0agando o gatinho. 5 chuva caatorrencialmente.

    Menos de uma hora atrs! o cu estava limpo! pensou.Mordeu o lbio in0erior. 7unca 0icara naquela casa sozinha! massabia o que 0azer. 8evia vestir-se adequadamente para en0rentar atempestade! encher uma mochila com suprimentos essenciais e procurarum lugar alto e seguro antes que o rio :erde transbordasse.

    + problema era que com a viol3ncia do temporal! todos os caminhosque conhecia deviam estar intransponveis.

    2ual sua sugestoD perguntou secamente ao 0ilhote.

    6icamos aqui em casaD +u nos arriscamos a morrer de 0ome! sermordidos por uma cobra ou sabe l 8eus o que maisD+ bichano 0echou os olhos e permaneceu im"vel. +brigada pela a#uda Miranda agradeceu! irGnica. 50agou-o

    atrs da orelha e! sem saber ao certo por qu3! sentiu-se melhor. +medo que eHperimentara come/ava a desaparecer.

    + pnico pode me matar com mais 0acilidade do que a0luente do5mazonas ou a pr"pria 0loresta! disse a si mesma.

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    Bem! no h tempo para hesitar! ou 0icar conversando com animais declarou. 5 tempestade no vai passar to cedo. 5 melhor coisa a0azer sairmos daqui.

    6oi at um armrio e retirou uma mochila que o pessoal da Misso #

    deiHava pronta para caso de emerg3ncia! com alimentos! vitaminas!tabletes puri0icadores de gua e utenslios rudimentares. 9etirou amaioria dos medicamentos para colocar mais alimentos! dizendo a simesma que precisaria muito mais de comida do que de aspirinas.

    5prendera o que tinha de vestir num dia como aquele! na primeirasemana em que chegara! quando os antrop"logos americanos aindaestavam ali.

    eu pai 0icara 0urioso por que 9ol0 Pulos! um dos #ovens

    antrop"logos! a levara para a 0loresta! dizendo a Miranda o que eladeveria usar! o que observar e como guiar-se entre as grandes eopulentas rvores que escondiam o cu com suas copas.

    9ol0 mostrara como ela devia utilizar a bssola e um velho mapa!desenhado num peda/o de pano com tinta F "leo.

    Eenr% mostrara-se totalmente contra aquela caminhada e! poralguma desconhecida razo! insultado por aquele mapa.

    sso trabalho do demGnio dissera! tirando o mapa das mosde 9ol0. N um mapa Ido demGnioI muito bom o antrop"logo retrucara.

    2uem 0ez era um pro0issional. ;m sedutor pro0issional. 1le s" conheceu este lugar porque a

    0amlia pagou para que sasse do 9io de Janeiro. aiu mundo a0oradando IpalestrasI. :eio para c porque a 0amlia no o suportava mais. Num homem perigoso.

    Mas o mapa que ele desenhou muito bom.Eenr% abrira e 0echara a boca! ento voltara a aten/o paraMiranda.

    :oc3 no uma turista declarara. 1st aqui a trabalho.Miranda recusara-se a acompanhar 9ol0! depois daquilo! e ele no

    aceitara sua deciso! passando a mal conversar com ela.1u sabia que no seria 0cil trabalhar aqui no Brasil com meu pai!

    Miranda pensou. Eenr% Lane um homem obcecado pelo trabalho. e0ez todo o pessoal da Misso trabalhar duro! por que me tratariadi0erenteD

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    odos avisaram-na dos riscos que correria ao aceitar o convite dopai.

    5 curiosidade e o dese#o de uma "r0 de estar ao lado de seu entequerido me trouHeram para c! disse a si mesma.

    5prendera muito! 0icando ao lado do pai durante aqueles anos!principalmente uma coisa4 a0ei/o no era um complemento automticoem rela/Kes 0amiliares.

    $om certeza! 0ora um erro que #amais cometeria de novo. 5lm domais! passara a maior parte de sua vida sem amor e sobrevivera. 7oprecisava desse sentimento. 7unca mais iria magoar-se de novo.

    sso! se eu sair daqui acrescentou. +u sobreviver a estanoite.

    6oi para o quarto trocar de roupa. + que precisava vestir paraen0rentar a 0loresta eram roupas 0eitas com 0ibras naturais. 5briu oarmrio e pegou uma cal/a! uma camisa! um cachecol! um casaco! meiasde seda e bota de cano mdio! estilo militar.

    1ssas botas no so nem um pouco con0ortveis! mas melhor us-las do que ser atacada por sanguessugas! pensou.

    1 agoraD perguntou em voz alta. Ogua potvel! claro. ;ma

    0aca... 1 o que maisD +lhou-se no espelho que ganhara de presentedos pro0essores da Misso. $omo estou horrorosaC eHclamou. eno 0osse pelos cabelos compridos! eu pareceria um homem.

    $olocou as mos na cintura e riu. 5 pr"pria 1rrol 6l%nn zombou.+ gato! que estava deitado sobre o travesseiro! na cama! ergueu a

    cabe/a e miou. 5cho que deve estar com 0ome Miranda supGs. $om certeza!

    nesse momento! os outros 0ilhotes esto aconchegados na me! mas elano vir buscar esse aqui! pensou. Pobre "r0o disse. :oc3 e eu temos muito em comum.

    5cariciou o animal. e eu 0or embora! vou deiHar bastante comidapara voc3. 1spero que sua 0amlia volte para busc-lo depois dotemporal.

    " que o gato parecia saber que algo di0erente estava acontecendo.$omeu um pouco da comida que Miranda lhe deu! mas assim que elavoltou para o quarto! seguiu-a.

    :ai ser di0cil Miranda murmurou.

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    Prendeu os cabelos e vestiu a capa de chuva. + 0ilhote soltou maisum miado. Miranda levou-o de volta at o prato de comida! mas ele aseguiu de novo. 1la o pegou no