Revista Mineira de Engenharia - 14ª Edição

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Revista Mineira de Engenharia - 14ª Edição

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  • Ano 3 | Edio 14 | Julho Agosto 2012

    IMPRESSO ESPECIAL

    991 22 55 307- DR/MG

    SOC. MINEIRA DE ENGENHEIROSCORREIOS

    CONSTRUO SUSTENTVEL, UM CAMINHO SEM VOLTA

    Tecnologia e InovaoEntrevista EvandoMirra de Paula eSilva

    RIO + 20SME analisa resultados prticos do evento

    Leia Mais CARREIRA - Trainee uma oportunidade de ouro para engenheiros recm-formados

    ENIC / Minascon Movimenta a cadeia produtivada construo

  • 3Sustentabilidade a palavra da modaque ganha fora em praticamentetodos os pases, estando vinculada atodos os campos de atuao em umasociedade. No nosso Pas esta expres-so cada vez mais citada, principal-mente quando est em pauta odesenvolvimento. Entretanto, pode-mos observar que em vrios aspectosa sustentabilidade encaixa-se comouma luva mais nos discursos. Ser queestamos reverberando um modismo,totalmente descolado da realidade?Ou sabemos pouca ainda no que, real-mente, isso implica na vida de umanao? Prefiro a segunda opo atporque aprender e inovar, em qual-quer rea, uma das vertentes da sus-tentabilidade.

    Para ser um pouco didtico, podemosrecorrer ao documento Nosso Fu-turo Comum, ou Relatrio Bruntland,publicado em 1987, originado dos es-tudos da Comisso Mundial sobre oMeio Ambiente e Desenvolvimento daONU, que define sustentabilidadecomo a capacidade de suprir as ne-cessidades da gerao presente semafetar a habilidade das geraes futu-ras de suprir as suas.Com isso, pode-mos alinhar que o desenvolvimentosustentvel aquele que atende as ne-cessidades do presente sem compro-meter o futuro.

    Um pensamento plantado no nossocotidiano clarifica, ainda mais, quanto

    importncia da prtica sustentvel.Como pode uma sociedade consumi-dora de recursos naturais, a exemploda gua que um bem comum a todaa humanidade, de grande valor econ-mico, ambiental e social, no pensarem formas de preservar esse recursoe de utiliz-lo bem. O mesmo racioc-nio se aplica em relao ao uso e con-servao de recursos naturaislimitados, tais como ferro, alumnio,petrleo; ao meio ambiente, sade, economia, ao trabalho e aos proje-tos de desenvolvimento. Em todasessas reas a sustentabilidade entracomo a pedra de toque.

    Com isso, o desenvolvimento susten-tvel torna-se ponto essencial nos pla-

    nejamentos estratgicos, na produoindustrial, nos projetos empresarias deexpanso que hoje so examinados equalificados em funo da ao queexercem para o bem comum. Um em-preendimento sustentvel, alm deobter maior competitividade, geranovos postos de trabalho e movi-menta a economia em larga escala.

    Para abreviar, citamos um outro rela-trio divulgado pelo Programa daONU para o meio Ambiente (Unep)que pontifica a necessidade de inves-timentos anuais de 2% do PIB globalpara adaptar as economias mundiais aum futuro mais sustentvel. Estelevantamento aponta ainda que os in-vestimentos representariam um cres-cimento econmico de 15,7% at oano de 2050. No relatrio so identi-ficadas as reas onde o aporte demaior volume de recurso vital. Soelas: indstria, agricultura, pesca, flores-tas, construo, turismo, energia, trans-porte e manejo de lixo e gua.

    A Sustentabilidade da atividade hu-mana atual talvez seja a principal dis-cusso a ser explorada pela sociedadecontempornea. Em um mundo ondehabitam quase sete bilhes de pes-soas, alm de uma infinidade de outrasespcies de seres vivos, essencialaliar s nossas aes e projetos sus-tentabilidade para a construo da so-ciedade do futuro.

    EDITORIAL | PALAVRA DO PRESIDENTE

    Ailton Ricaldoni LoboPresidente da SME

    Sustentabilidade, um processo contnuo sem comprometer o futuro

  • 4Compromisso com Voc!

    A Sociedade Mineira de Engenheiros, por meio de suaequipe, tem desenvolvido uma srie de trabalhospara atender cada vez mais e melhor a cadaum dos associados.

    Em seus 81 anos de existncia, aSME trabalha para integrar, desen-volver e valorizar a Engenharia,a Arquitetura, a Agronomia eseus profissionais, contri-buindo para o aprimora-mento tecnolgico, cientfico,sociocultural e econmico.

    Produtos e Servios

    Em nosso site h uma srie de produtose servios como cursos, palestras, seminrios,eventos e uma extensa gama de convnios que vocpoder desfrutar.

    So descontos de at 20% em academias, empresasautomotivas, de artigos de decorao, buffets, clubes,consultrios, cursos de idiomas, empresas de turismo,

    faculdades, floriculturas, grficas, informtica, la-boratrios, ticas, planejamento financeiro, se-

    guros, servios fotogrficos, hotis, belezae esttica, dentre outros.

    Compromisso com o futuro

    Aprimoramento profissional e ino-vao tecnolgica tambm tmsido uma das grandes bandeiras daSME para oferecer os melhoresprodutos e servios para voc e

    sua famlia.

    Por meio de nosso site, da revista, doseventos e da participao nas redes sociais,

    a SME tem se tornado, cada vez mais, um canalaberto para ouvir suas sugestes e para representar

    seu interesse.

    Seja um associado da SME

    Mais informaes: www. sme.org.br - (31) 3292 3962 ou sme@sme.org.br

    PRESIDENTE Ailton Ricaldoni Lobo

    VICE - PRESIDENTESRonaldo Jos Lima GusmoJos Luiz Nobre RibeiroVictrio Duque Semionato Alexandre Francisco Maia Bueno Dlcio Antnio Duarte

    DIRETORESLuiz Felipe de Farias Diogo de Souza CoimbraAntnia Snia Alves Cardoso DinizMarclio Csar de Andrade Alessandro Fernandes Moreira Jos Flvio Gomes Fabiano Soares Panissi Janana Maria Frana dos Anjos Normando Virglio Borges Alves Clemenceau Chiabi Saliba Jnior

    SUPERINTENDENTE Jos Ciro Mota

    CONSELHO DELIBERATIVOMarcos Villela de Sant'Anna Teodomiro Diniz Camargos Jorge Pereira Raggi Flavio Marques Lisba Campos Rodrigo Octavio Coutinho Filho Paulo Safady SimoJos Luiz Gatts Hallak Alberto Enrique Dvila BravoCludia Teresa Pereira Pires Mrcio Tadeu Pedrosa Slvio Antnio Soares Nazar Felix Ricardo Gonalves Moutinho Levindo Eduardo Coelho NetoFernando Henrique Schuffner NetoIvan Ribeiro de Oliveira

    CONSELHO FISCALJos Andrade Neiva Nilton Andrade Chaves Carlos Gutemberg Junqueira Alvim Alexandre Rocha Resende Wanderley Alvarenga Bastos Jnior

    CONSELHO EDITORIAL Ailton Ricaldoni Lobo Antnia Snia Alves Cardoso DinizJanana Maria Frana dos AnjosFabiano Soares Panissi Jos Ciro MotaRonaldo Jos Lima Gusmo

    Coordenador EditorialRonaldo Jos Lima Gusmo

    Jornalista Responsvel Luciana Maria Sampaio Moreira MG 05203 JP

    Projeto Grfico Blog Comunicao Marcelo Tvoratavora007@hotmail.comAv. Bento Simo, 518 | So BentoBelo Horizonte | Minas GeraisCEP - 30350-750(31) 3309 1036 | (31) 9133 8590

    Depto. Comercial | Vendas Blog Comunicao tavora007@hotmail.com(31) 3309 1036 | (31) 9133 8590

    Tiragem 10 mil exemplares | Bimestral

    Distribuio GratuitaVia Correios e Instituies parceiras

    Publicao | SMESociedade Mineira de EngenheirosAv. lvares Cabral, 1600 | 3andar Santo Agostinho Belo Horizonte | Minas GeraisCEP - 30170-001 Tel. (31) 3292 3962 sme@sme.org.br

    Fale conosco Contato editorialjornalismo@sme.org.br

    Compromisso, Inovao e Avano

    ApoioPublicao

  • 6TECNOLOGIA E INOVAO Entrevista comEvando Mirra

    TRAINEE Boas oportunidades de carreiraprofissional comeam por aqui

    10MEDALHA LUCAS LOPES Jos da Costa Carvalho Neto o homenageado de 2012

    1614GESTO E TECNOLOGIA Software ajuda monitorar obras

    24

    28

    34NOVOS ENGENHEIROS Fernanda Rabelo Souza

    38

    MESTRES DA ENGENHARIA Eustquio Pinto de Assis

    RESPONSALIDADE SOCIAL Mendes tira homens do trabalho escravo

    RIO+20 Na prtica as aes comeam em 2015

    1 SEMINRIOMOBILIDADE URBANA Desafios e propostas paraRMBH

    CONSTRUOSUSTENTVEL Nova concepo de projetos da boa engenharia e arquitetura

    ENIC / MINASCONEvento movimentaa cadeia produtiva do setor de construo

    26

    36

    44

    LEGADO SME Trcio Primo Belm Barbosa

    18

    52ARTIGO DE JORGE RAGGI Engenheiro Mediadore rbitro

    58CAUSOSDE ENGENHARIA Feedback

  • Inovao, o maior de todos os desafios do Brasil

    ENTREVISTA | EVANDO MIRRA DE PAULA E SILVA

    6

    Nesta entrevista, ele fala de inova-o, o maior de todos os desafiosdo Brasil, um pas que, em francoprocesso de desenvolvimento,ainda esbarra na falta de competi-tividade do setor produtivo e naburocracia. Ao todo, Evando Mirrapublicou mais de 80 trabalhos denvel internacional e orientou 26alunos de ps-graduao e 50 degraduao.

    Por que as empresas devem inves-tir em inovao. Que benefcios ainovao traz para o pas?

    A inovao o grande motor daeconomia e um vetor decisivopara a transformao do pas.Embora inovao sempre tenhaexistido, a intensidade em que elaocorre atualmente, o lugar queocupa na gerao de riqueza,

    suas repercusses na organiza-o do trabalho, na educao ena cultura mudaram. Nos paseslderes esse novo lugar da inova-o comeou a se desenhar nadcada de 1970 e ganhou visi-bilidade 10 ou 15 anos depois,com resultados muito positivos.

    Os trabalhos da Organizao deCooperao para o Desenvolvi-mento Econmico (OCDE), porexemplo, mostram que mais da me-tade da riqueza gerada nos pasesindustrializados gravita hoje emtorno da inovao. Mas no sisso. Como a inovao se alimentade conhecimento. Atividades comoeducao, informao e pesquisaganham um novo status e se fazempresentes muito mais intensamentena vida das pessoas. Muda tambma organizao do trabalho.

    As atividades de produo tornam-se muito mais cooperativas, tor-nando triviais afirmaes que antessoariam como um paradoxo (coo-perar para competir um exem-plo). Solues originais tornam-sedisponveis para a abordagem dosproblemas econmicos e sociais.

    Inovao conceito ou prtica?

    O gesto inovador tem ainda di-menses ldicas, solicita a criativi-dade e gera novas oportunidadespara a realizao pessoal. A inova-o, se quisermos usar a expressodo etnlogo Marcel Mauss, umfato social total. Esta mudana dep