Relatorio de agregados

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA COLEGIADO DE ENGENHARIA CIVIL MATERIAIS DE CONSTRUO II

DISCENTE:Brunelle de Oliveira Santos Emilly Pereira Leite Flvio Silva de Oliveira

LABORATRIO DE MATERIAIS DE CONSTRUO II AGREGADOS

Feira de Santana 2011

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BRUNELLE DE OLIVEIRA SANTOS EMILLY PEREIRA LEITE FLVIO SILVA DE OLIVEIRA

Relatrio

requisitado

como

avaliao

disciplina Materiais de Construo II - Prtica, ministrada pelo professor Antnio Freitas, do curso de Engenharia Civil, semestre 2011.2, da Universidade Estadual de Feira de Santana.

Feira de Santana 2011

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REVISO BIBLIOGRFICAAGREGADOSINTRODUO A NBR 9935 (ABNT, 1987) define agregado como o material granular ptreo, sem forma ou volume definido, a maioria das vezes quimicamente inerte, obtido por fragmentao natural ou artificial, com dimenses e propriedades adequadas a serem empregados em obras de engenharia. Entretanto, devido crescente compreenso do papel desempenhado pelos agregados na determinao de muitas propriedades importantes do concreto, este ponto de vista tradicional, dos agregados como materiais inertes est sendo seriamente questionado. Os agregados naturais so produzidos a partir de britagem de macios rochosos (pedra britada, p de pedra) ou da explorao de ocorrncias de material particulado natural (areia, seixo rolado ou pedregulho). Alm do uso em concreto e argamassas, os agregados apresentam outras aplicaes no campo da engenharia, tais como: base de estradas de rodagem, lastro de vias frreas, elemento filtrante, jateamento para pintura, paisagismo, etc. Segundo BAUER (1979), o estudo dos agregados deve ser considerado imprescindvel em um curso de tecnologia do concreto, tendo em vista que de 70 a 80% do volume do concreto constitudo pelos agregados, bem como o material menos homogneo com que se lida na fabricao do concreto e das argamassas. A principal aplicao dos agregados, seja a areia ou a pedra, na fabricao do concreto de natureza econmica, tendo em vista tratarem-se materiais de baixo custo unitrio, inferior ao do cimento. No entanto, os agregados possibilitam que algumas outras propriedades do concreto apresentem melhor desempenho, tais como: reduo da retrao da pasta de cimento, aumento da resistncia ao desgaste, melhor trabalhabilidade e aumento da resistncia ao fogo. As caractersticas dos agregados que so importantes para a tecnologia do concreto incluem porosidade, composio granulomtrica, absoro de gua, forma e textura superficial das partculas, resistncia compresso, mdulo de elasticidade e os tipos de substncias deletrias presentes. Estas caractersticas derivam da composio mineralgica da rocha matriz (que afetada pelos processos geolgicos de formao da rocha), das condies de exposio s quais a rocha foi submetida antes de gerar o agregado, e dos tipos de operao e equipamento usados para a produo do agregado.

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CLASSIFICAO E TERMINOLOGIA 1. Quanto dimenso das partculas: 1.1 1.2 Agregado mido o gro que passa pela peneira de 4,75 mm e fica retido na de 0,15 mm. Agregado grado gros passam pela peneira de 150 mm e ficam retidos na peneira de 4,75 mm.

2. Quanto massa especfica (): 2.1 Agregados leves 2.2 Agregados normais 2.3 Agregados pesados 3. Quanto a origem: 3.1 Naturais 3.2 Sintticos

CARACTERSTICAS DOS AGREGADOS E SUA IMPORTNCIA

O conhecimento de certas caractersticas dos agregados (isto , massa especfica, composio granulomtrica e teor de umidade) uma exigncia para a dosagem dos concretos. A porosidade ou a massa especfica, a composio granulomtrica, a forma e textura superficial dos agregados determinam as propriedades dos concretos no estado fresco. Alm da porosidade, a composio mineralgica do agregado afeta a sua resistncia compresso, dureza, mdulo de elasticidade e sanidade, que por sua vez influenciam vrias propriedades do concreto endurecido. As caractersticas dos agregados, importantes para a tecnologia do concreto, so decorrentes da microestrutura do material, das condies prvias de exposio e do processo de fabricao. Caractersticas dependentes da porosidade: massa especifica, absoro de gua, resistncia, dureza, mdulo de elasticidade e sanidade; Caractersticas dependentes das condies prvias de exposio e condicionantes de fabricao: tamanho, forma e textura das partculas; Caractersticas dependentes da composio qumica e mineralgica: resistncia, dureza, mdulo de elasticidade e substncias deletrias presentes.

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ENSAIOS

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1.1

AGREGADOS MIDO E GRADO DETERMINAO DA COMPOSIO GRANULOMTRICA

CONCEITOS E INFORMAES IMPORTANTES

Composio granulomtrica a distribuio das partculas dos materiais granulares entre vrias dimenses, e usualmente expressa em termos de porcentagens acumuladas maiores ou menores do que cada uma das aberturas de uma serie de peneiras, ou de porcentagens entre certos intervalos de aberturas de uma serie de peneiras, ou de porcentagens entre certos intervalos de aberturas das peneiras. H vrias razes para a especificao de limites granulomtricos e da dimenso mxima dos agregados, a mais importante a sua influncia na trabalhabilidade e custo. Por exemplo, areias muito grossas produzem misturas de concreto speras e no trabalhveis, e areias muito finas aumentam o consumo de gua (portanto, o consumo de cimento para uma dada relao gua/cimento) e so anti-econmicas; agregados que no tm uma grande deficincia ou excesso de qualquer tamanho de partcula, em especial, produzem as misturas de concreto mais trabalhveis e econmicas.

Dimenso Mxima Caracterstica:

Quanto maior a partcula de agregado menor a rea superficial por unidade de massa a ser molhada. Assim, estendendo-se a granulometria do agregado at um tamanho maior, diminui-se a demanda de gua para uma dada trabalhabilidade especificada da mistura, de modo que, para uma trabalhabilidade e o teor de cimento especificados, a relao gua/cimento pode ser reduzida com um conseqente aumento de resistncia. No entanto, esse benefcio superado pelos efeitos prejudiciais de uma menor rea de aderncia e descontinuidades introduzidas por partculas muito grandes. Sendo assim, a Dimenso Mxima Caracterstica, corresponde abertura a malha da peneira (em mm) na qual o agregado apresenta uma porcentagem retira acumulada igual ou imediatamente inferior a 5% da massa (NBR 9935). Mdulo de Finura (MF):

O mdulo de Finura pode ser considerado como um tamanho mdio ponderado de uma peneira onde o material retido, contando-se as peneiras a partir da mais fina. calculado com os dados da anlise granulomtrica, pela

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soma das porcentagens retidas acumuladas em massa de um agregado, nas peneiras da srie normal, dividida por 100 NBR 7211 Portanto, para agregado mido, calculado pela frmula: M.F. = % Retida Acumulada Fundo 100 Para agregado grado: M.F. = % Retida Acumulada Fundo - # intermdiarias 100

Classificao da areia (agregado mido) quanto ao Mdulo de Finura (MF):

Muito fina MF < 2,0 Fina 2,0 < MF < 2,4 Mdia - 2,4 < MF < 3,2 Grossa MF > 3,2 Classificao da brita (agregado grado) de acordo com as dimenses nominais (NBR 7225/1993):

(Dimenses em milmetros) Brita 01 4,8 a 12,5 Brita 02 12,5 a 25 Brita 03 25 a 50 Brita 04 50 a 75 Brita 05 76 a 100

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ROTEIRO DA PRTICANORMA UTILIZADA: ABNT NBR NM 248 Agregados - Determinao da Composio Granulomtrica OBJETIVO: determinao da composio granulomtrica de agregados midos para concreto. EQUIPAMENTOS E MATERIAIS UTILIZADOS: 1. Balana com resoluo 0,01g 2. Recipiente capaz de conter a quantidade de material cuja massa ser determinada (bacia) 3. Estufa (105 5)C 4. Escova ou pincel 5. Bandejas 6. Srie de Peneiras normal: 19mm; 9,5mm; 4,75mm; 2,36mm; 1,18mm; 600m; 300m; 150m e fundo. 7. Srie de peneiras intermedirias: 25mm; 12,5mm e 6,3mm PROCEDIMENTOS 1. Amostragem 1.1 Coletar a amostra de agregados conforme NM 26 1.2 Formar duas amostras para o ensaio de acordo com a NM 27 2. Ensaio 2.1 Secar as amostras em estufa deixando esfriar posteriormente temperatura ambiente determinando suas massas (m1 e m2), tendo como um dos objetivos principais impedir a obstruo das peneiras mais finas (NEVILLE, 1997) 2.2 Encaixar as peneiras, uma a uma no fundo realizando o peneiramento por aproximadamente 1 min 2.3 Repetir o procedimento com o material retido no fundo aps cada peneiramento trocando as peneiras (passar escova nas peneiras de modo a perder a menor quantidade possvel de material) 2.4 O material retido em cada peneira e fundo pesado. OBTENO DOS RESULTADOS 1. Calcular a porcentagem retida para cada uma das amostras de ensaio, em massa em cada peneira, com a aproximao de 0,1%.

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2. Calcular as porcentagens mdias, retida e acumulada, em cada peneira, com aproximao de 1%. 3. Determinar mdulo de Finura (MF), com aproximao de 0,01. OBS1.: O somatrio de todas as massas no deve diferir mais de 0,3% da massa inicial da amostra. OBS2.: As amostras devem apresentar necessariamente a mesma dimenso mxima caracterstica e, nas demais peneiras, os valores de porcentagem retida individualmente no deve diferir mais que 4% entre si. Caso isso ocorra, repetir o peneiramento para outras amostras de ensaio ate atender essas exigncias.

DADOS E RESULTADO DO ENSAIO

Agregado Mido

Massa Peneira inicial Abertura M1 (g) Nominal Massa Retida (mm) (g) 4,75 0 2,36 15,6 1,18 48,5 0,6 148,9 0,3 197,9 0,15 75,7