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  • REFORMADORRevista de Espiritismo Cristo

    Fundada em 21-1-1883 porAugusto Elias da Silva

    Ano 120 / Fevereiro, 2002 / N 2.076ISSN 1413-1749

    Propriedade e orientao da

    FEDERAO ESPRITABRASILEIRA

    Deus, Cristo e Caridade

    Direo e RedaoRua Souza Valente, 17

    20941-040 Rio RJ Brasil

    www.febrasil.org.brfeb@febrasil.org.br

    Editorial Allan KardecResponsabilidade dos Espritas Juvanir Borges de SouzaExortao BezerraO Dlmen de KardecAmlie-Gabrielle Boudet Wilson LongobuccoMadame Allan KardecConcincia Reencarnatria Richard SimonettiAmbiente para a Pscoa Passos LrioViver com Vigilncia Jorge HessenAs Leis Divinas Inaldo Lacerda LimaDesespero, Revolta, Por Qu? Mauro Paiva FonsecaEsflorando o Evangelho No Futuro EmmanuelPerdidos no Tempo e no Espao? Nadja do Couto ValleEvoluo Augusto dos AnjosA FEB e o Esperanto Reaes a Privilgios Lingsticos na ONU Affonso SoaresEsperanto A. Castro AlvesA Raiva Destruidora Adsio Alves MachadoCincia do Infinito Gebaldo Jos de SouzaGotas do Infinito Paulo Nunes BatistaFEB-Departamento de Infncia e Juventude 4 Encontro Nacional de Diretores de DIJMagno Gesto Fbio Henrique RamosPoesias de Auta de SouzaA Charrua da Existncia Terrena Daltro Rigueira ViannaSylvio Walter Xavier Antonio LucenaSeara Esprita

    Tema da Capa: Ilustra a capa desta edio o Dlmen de Allan Kardec, no Cemitrio do Pre-Lachaise,em Paris, numa reverncia ao 113 aniversrio de sua desencarnao.

  • Editorial

    Allan Kardec

    ESTE MS DE MARO, NO DIA 31, COMEMORA-SE O 133 ANIVERSRIO DO RETORNODE ALLAN KARDEC AO MUNDO ESPIRITUAL. ACREDITAMOS QUE RAROS SO OSESPRITOS QUE, COMO ELE, ENCERRARAM UMA EXISTNCIA TERRENA COM A

    CONVICO DA PLENA E CORRETA REALIZAO DOS SEUS COMPROMISSOS ESPIRITUAIS.

    Quando os Espritos lhe informaram a respeito da sua misso, Kardec ques-tionou em dilogo com o Esprito de Verdade*: Tenho, como sabes, o maior de-sejo de contribuir para a propagao da verdade, mas, do papel de simples tra-balhador ao de missionrio em chefe, a distncia grande e no percebo o quepossa justificar em mim graa tal, (...).

    O Esprito de Verdade confirmou a informao, mas observou que ele pode-ria tanto triunfar como falir, que poderia usar o seu livre-arbtrio como entendessee que nenhum homem constrangido a fazer coisa alguma. Destacou, ainda,dentre outras observaes, que era rude a misso que estava reservada a Kar-dec, j que se tratava de transformar o mundo inteiro, e relacionou as inmeras eenormes dificuldades que ele enfrentaria na execuo do seu trabalho, comple-tando: Ora bem! No poucos recuam quando, em vez de uma estrada florida, svem sob os passos urzes, pedras agudas e serpentes. Para tais misses, nobasta a inteligncia. Faz--se mister, primeiramente, para agradar a Deus, humil-dade, modstia e desinteresse, visto que Ele abate os orgulhosos, os presuno-sos e os ambiciosos.

    Sentindo-se convocado a uma deciso, diante da oportunidade que lhe es-tava sendo confirmada de servir a uma nobre causa, Kardec manifesta-se em pre-ce: Senhor! pois que te dignaste lanar os olhos sobre mim para cumprimentodos teus desgnios, faa-se a tua vontade! Est nas tuas mos a minha vida; dis-pe do teu servo.

    Com esta deciso Kardec lanou-se ao trabalho, cumpriu, retamente, osseus deveres para com Deus, para com a Humanidade e para com a sua prpriaconscincia e legou ao mundo a Doutrina Esprita codificada em suas obras, dei-xando para ns, os que pretendem servir na Seara Esprita, um marcante exem-plo de humildade, dedicao, abnegao e perseverana. l

    * KARDEC, Allan Obras Pstumas Minha Misso (12 de junho de 1856) Segunda Parte, 30. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2001, p. 281.

    N

  • Responsabilidade dos Espritas

    Juvanir Borges de Souza

    O Cristianismo autntico baseia-se no Amor a Deus e ao prximo, como en-sinou o Cristo.

    Na doutrina crist, a F identifica-se com a Verdade, de tal forma que a fuga realidade torna-se incompatvel com a F verdadeira.

    Se uma doutrina que se diz crist divorcia-se das realidades dos fatos e darazo, a f que ela inspira compromete-se e enfraquece-se naturalmente.

    A Doutrina Esprita no foge s bases ensinadas pelo Cristo de Deus, des-dobrando-as e interpretando-as com as revelaes do Esprito de Verdade e dapliade de Espritos que se propuseram trazer Humanidade os conhecimentosnovos a que ela faz jus.

    O progresso da Humanidade no pode resumir-se no conhecimento cientfi-co e na variada aplicao tecnolgica dele derivada.

    A verdadeira evoluo humana fundamenta-se no conhecimento, sim, conju-gado s leis de amor, de justia e de caridade, que resumem todas as leis morais.

    grande fora do Espiritismo est na sua abrangncia e na resposta que d sinterrogaes do homem, em todos os tempos: de onde vem; para onde vai; o

    que significa a vida atual.A certeza da vida futura demonstrada experimentalmente.A filosofia esprita baseada em fatos. Ela demonstra e aceita verdades j

    conhecidas no passado, aclarando-as com os novos conhecimentos revelados. o que ocorre com a doutrina da reencarnao, ou das vidas sucessivas, hoje per-cebida em sua lgica a servio da justia divina.

    As interpretaes literais de muitos escritos antigos e as idias pessoais defundadores de religies tradicionais influenciaram poderosamente na concepode doutrinas e informaes inteiramente divorciadas da realidade.

    o caso das concepes de cu, de inferno, das penas eternas, do Deustrino da Santssima Trindade e de tantos dogmas imprprios que fazem parte dasreligies.

    O Espiritismo, como o Consolador, procura repor a realidade, retificar osdesvios, identificar a verdade, evitar as iluses.

    Por isso mesmo, sua aceitao e sua prtica no mundo spero e rebelde doshomens no ser nem fcil, nem rpida. Pelo contrrio, h necessidade de tem-po, de pacincia, de compreenso, de parte de sucessivas geraes, para que aidia esprita seja implantada por toda parte, independentemente das barreirasreligiosas, raciais, lingsticas, institucionais.

    O progresso, no sentido do bem e do aperfeioamento, aplica-se a todos osindivduos, povos e civilizaes. No h dvida de que o futuro reserva melhorescondies de vida para todos os habitantes da Terra.

    Mas, nas condies atuais do mundo em que vivemos, com a presena pre-dominante de trs fatores negativos ignorncia das leis divinas, orgulho e ego-smo no tm os homens possibilidade de previso de quando, em que tempo,

    A

  • ocorrer a regenerao da Humanidade, j que o progresso coletivo tem comofundamento essencial a transformao individual, intelectual e moral.

    Diante da civilizao do terceiro milnio da Era Crist j se notam sinais demelhoria nas relaes entre os povos. Diminuem as barreiras que antes os sepa-ravam. Acertaram-se tratados internacionais para a proscrio de vrias determi-nantes de guerras, depois das duas hecatombes ocorridas na primeira metade dosculo XX.

    Por outro lado, a Organizao das Naes Unidas, organizao que reflete oidealismo de boa parte da Humanidade, esfora-se contra toda espcie de con-flitos, procura defender as condies ambientais em favor das futuras geraes,chama a ateno dos povos e naes para o problema da pobreza e da misria,que podem ser desde j proscritas do mundo, e procura aproximar as religiespara a prtica comum dos princpios que implicam compreenso, solidariedade,cooperao e no-violncia, entre todos os homens, o que corresponde prticado amor nas relaes humanas.

    H, portanto, sinais positivos de um mundo melhor.Mas, de outro lado, o atraso moral da maioria dos habitantes da Terra pro-

    voca conflitos armados de graves conseqncias, com o emprego da tecnologiapara a destruio. O dio entre grupos religiosos e raciais ainda subsiste nestemundo contraditrio.

    O progresso dos povos demonstra a justia da lei divina da reencarnao.Com a pluralidade das existncias as vantagens do progresso geral aproveita atodos, podendo gozar das novas condies de vida os que no as conheceramem existncias anteriores.

    Diariamente morrem e renascem milhares de criaturas nas diversas regiesdo mundo. Ao cabo de um milnio renovam-se costumes, hbitos e muitas con-cepes. evidente que o renascimento do Esprito em novas condies vai pro-porcionar-lhe o progresso que no lhe foi possvel antes.

    Assim, quando todos os povos estiverem em nvel adiantado de sentimentos,os terrcolas tero substitudo o egosmo e orgulho, que ora os caracteriza, pelasolidariedade, pela compreenso e pela simpatia.

    Ser o tempo da Terra regenerada, habitada por Espritos fraternalmenteunidos, onde os maus e egostas, sentindo-se repelidos, procuraro mundos ade-quados s suas condies morais.

    Sendo incontestvel o progresso humano, bastando, para perceb-lo, acomparao de dois perodos distanciados no tempo, por exemplo, a poca atualcom os sculos passados, no h que duvidar que o futuro reserva a toda a Hu-manidade melhores dias.

    J que o progresso intelectual, pelos descobrimentos da cincia, fato not-rio e incontestvel, resta aos homens buscar a segurana e o equilbrio em suasrelaes sociais, pelo avano no campo moral.

    ...A fase nova de um progresso moral mais acentuado para os habitantes

    deste Planeta j comeou, neste largo perodo de transio em que tem havidomelhor compreenso da vida por aqueles que j conseguem ver alm de umaexistncia terrena.

    So os idealistas espalhados pelos diversos grupamentos religiosos doMundo que crem firmemente na existncia de uma Inteligncia Suprema e Cri-adora de to- das as coisas, que tm a certeza da imortalidade da Essncia Espi-

  • ritual e da sua evoluo contnua no sentido do Bem.A Espiritualidade Superior, sob a orientao do Governador deste orbe,

    atravs de um corpo de idias claras e sintticas, englobando conhecimentos an-tigos e atuais, intui, inspira, ensina e apia o progresso moral da Humanidade.

    o Espiritismo a Doutrina Consoladora do C