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Revista Portuguesa de Órgão Oficial da Sociedade Portuguesa de Cirurgia irurgia Suplemento Março 2018 xxxVIII congresso nacIonal de cIrurgIa PROGRAMA E RESUMOS

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Revista Portuguesa

de

Órgão Oficial da Sociedade Portuguesa de Cirurgia

i r u r g i aSuplemento   •  Março 2018

xxxVIII congresso nacIonal de cIrurgIa

PROGRAMA

E

RESUMOS

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SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVIII CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

PROGRAMAe

RESUMOS

3, 8, 9 e 10 de Março de 2018

LISBOA

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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Corpo Editorial Editor Chefe – Jorge Penedo (Centro Hospitalar de Lisboa Central), Editor Científico – Carlos Costa Almeida (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), Editores Associados – António Gouveia (Centro Hospitalar de S. João), Beatriz Costa (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), Nuno Borges (Centro Hospitalar de Lisboa Central), Editores Eméritos – José Manuel Schiappa (Hospital CUF Infante Santo) Vitor Ribeiro (Hospital Privado da Boa Nova, Matosinhos) • Conselho Científico António Marques da Costa (Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa), A. Araújo Teixeira (Instituto Piaget, Hospital de S. João, Porto), Eduardo Barroso (Centro Hospitalar de Lisboa Central, Lisboa), F. Castro e Sousa (Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, Coimbra), Fernando José Oliveira (Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, Coimbra), Francisco Oliveira Martins (Centro Hospitalar Lisboa Central, Lisboa), Gil Gonçalves (Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, Santa Maria da Feira), Henrique Bicha Castelo (Hospital do SAMS, Lisboa), João Gíria (Hospital CUF, Infante Santo, Lisboa), João Patrício (Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, Coimbra), Jorge Girão (Hospital CUF Infante Santo, Lisboa), Jorge Maciel (Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia), Jorge Santos Bessa (Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Lisboa), Júlio Leite (Centro hospitalar Universitário de Coimbra), José Guimarães dos Santos (Instituto de Oncologia do Porto, Porto), José Luís Ramos Dias (Hospital CUF Descobertas, Lisboa), José M. Mendes de Almeida (Hospital CUF Descobertas, Lisboa), Nuno Abecassis (Instituto Português de Oncologia de Lisboa), Pedro Moniz Pereira (Hospital Garcia de Orta, Almada), Rodrigo Costa e Silva (Hospital CUF Cascais, Cascais) • Edição e Propriedade Sociedade Portuguesa de Cirurgia – Rua Xavier Cordeiro, 30 – 1000-296 Lisboa, Tels.: 218 479 225/6, Fax: 218 479 227, secretariado.revista@spcir.com • Redacção e Publicidade SPC Depósito Legal 255701/07

Revis ta Por tuguesa de Cirurgia XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

ÍndiceÓRGÃOS SOCIAIS DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3

PATROCINADORES DO CONGRESSO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

MENSAGEM DO PRESIDENTE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

MENSAGEM DO PRESIDENTE DE HONRA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

PROGRAMA DO XXXVIII CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

SESSÕES COMUNICAÇÃO ORAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29

SESSÕES POSTER . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36

SESSÕES VÍDEO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50

REGULAMENTO DE APRESENTAÇÃO E SELEÇÃO DE COMUNICAÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55

NORMAS DE APRESENTAÇÃO E DE MODERAÇÃO DE SESSÕES CIENTÍFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . 57

RESUMOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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DIRECÇÃO

PRESIDENTE

Prof. Dr. Eduardo Barroso Garcia Silva

VICE-PRESIDENTES

Prof. Dr. José Guilherme Lopes Rodrigues TralhãoDr. José Eduardo Fernandes Costa Maia

SECRETÁRIO-GERAL

Dr. Gil Francisco Couto Gonçalves

SECRETÁRIOS-GERAIS ADJUNTOS

Dr. Jaime Daniel Pacheco Martinho VilaçaDr. Jorge de Almeida Pereira

Dr. Hugo Silva Carvalho Pinto Marques

TESOUREIRO

Dr. Vasco Alves de Moura Geraldes

TESOUREIRO ADJUNTO

Dr. João Manuel Rodrigues Coutinho

VOGAIS

Dr. Jorge Manuel Nunes dos SantosDra. Carla Augusta Freitas

Dr. Eduardo Jorge Gonçalves OliveiraDr. Vitor Manuel Ribeiro Faria

Dra. Isabel Maria Rodrigues do NascimentoDr. Jorge Manuel Caravana Santos Silva

CONSELHO FISCAL

PRESIDENTE

Dr. Nuno Gonçalo Ferreira Castela Abecasis

VOGAIS

Dra. Liliana Martins Coutinho Cabral LopesDr. Fernando António O. Costa Ferreira

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

PRESIDENTE

Prof. Dr. Jorge Pires Maciel Barbosa

VICE-PRESIDENTE

Prof. Dr. Francisco D’Assis Pereira Oliveira Martins

SECRETÁRIOS

Dr. Fernando José Pacheco dos Santos ManataDra. Maria de Lurdes T. Esteves Gandra

SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

Órgãos Sociais

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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PATROCINADORES DO CONGRESSO

SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

MENSAGEM DO PRESIDENTE

BEM-VINDO

Caros colegas,

O nosso próximo Congresso Nacional, vai realizar-se nos dias 8 a 10 de março de 2018, desta vez novamente em Lisboa. Será na

Culturgest, situada no edifício da CGD na zona do Campo Pequeno. O espaço foi conseguido por gentileza do Presidente da CGD

com o acordo dos órgãos gestores da Culturgest, uma parceria que permite que, economicamente, esta realização seja viável.

Temos de encarar uma nova realidade de frente. Por cumprimento de regras europeias, a que a maioria da indústria está sujeita,

não vai ser mais possível o apoio direto aos médicos de qualquer especialidade. Os patrocínios que conseguimos, da vertente comercial

e de marketing da indústria, estão limitados aos expositores que possam vir a patrocinar, e no nosso caso da Cirurgia, uma especialidade

que prescreve poucos medicamentos, com verbas cada vez menores.

Pretendemos no próximo congresso que todos os internos em formação, desde que membros associados, tenham inscrição gratuita

e acesso, por uma verba simbólica, ao jantar do congresso a realizar na sexta-feira dia 9 no Restaurante do Pátio Alfacinha. Tal como

no ano passado, este jantar global proporcionará um intenso convívio entre os mais novos, os em idade mais ativa e também aqueles

que como eu estão prestes a ter de retirar-se do serviço público.

Com a falta de apoio direto aos médicos, estão os laboratórios e restante industria proibidos de inscrever os cirurgiões, que terão

de suportar diretamente, quer os custos de inscrição, quer os custos da estadia.

Vai a direção da Sociedade ter uma reunião no Porto aquando da reunião internacional organizada pelo Prof. Jorge Maciel, para

tentar ultrapassar algumas das dificuldades existentes. Talvez seja possível, através dos departamentos médicos da indústria, negociar

umas bolsas de apoios à formação, que, não sendo personalizadas, possam eventualmente conseguir diminuir significativamente o

preço da inscrição no Congresso.

Esperamos, contudo, que mesmo sem os apoios do passado, possa o nosso Congresso Nacional ser novamente um êxito em termos

de participação.

Os pormenores da parte científica serão dados pelo secretário-geral, com a apresentação do programa científico provisório, que

não terá grandes modificações em relação ao passado; nele voltaremos a ter as sessões de comunicações científicas, nas suas três formas

de apresentação, agrupadas por temas.

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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Na assembleia geral, durante o congresso, para além da eleição da nova direção, incluiremos a discussão do tema das novas relações

com a indústria e as implicações que teremos para o futuro.

Não vos queria deixar de comunicar desde já, que no próximo congresso, por proposta minha, apoiada por unanimidade, o

Presidente de Honra será, e pela primeira vez a título póstumo, o Dr. José Manuel Mendes de Almeida. Será uma maneira de

homenagearmos aquele que, porventura, foi principal impulsionador da nossa Sociedade. Embora não tendo sido o nosso primeiro

Presidente, começando como ele sempre defendeu por propor outros para essa função, foi como secretário-geral e depois como

Presidente, seguramente aquele a quem a nossa sociedade mais deve.

Vamos provar que a importância do nosso congresso nacional, a massiva participação, o apoio aos mais jovens, a discussão

científica, não podem, nem devem ser afetadas pelas novas restrições da indústria. É um pouco regressar às origens, onde a principio

sem quaisquer tipos de apoio, os nossos congressos eram fundamentais, os mais novos ansiavam por eles, era uma honra e um privilégio

podermos estar presentes.

Um abraço, até março de 2017, na Culturgest, em Lisboa.

Prof. Dr. Eduardo BarrosoPresidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

PRESIDENTE DE HONRA DO CONGRESSOA TÍTULO PÓSTUMO

Entendeu a direção da Sociedade Portuguesa de Cirurgia atribuir a honra, a título póstumo, de ser Presidente do 38º Congresso

Nacional de Cirurgia ao Dr. José Manuel Mendes de Almeida.

Neste sentido foi-me pedido para escrever uma mensagem ao Congresso que traduzisse o seu pensamento sobre este evento.

Estou certo, que se ele escrevesse estas palavras, desejaria que esta Reunião fosse muito proveitosa e cumprisse os desígnios da

Sociedade que a organiza. Que promovesse a ciência cirúrgica em Portugal e que contribuísse para a formação, não só dos mais novos,

mas também, daqueles que já com anos de prática necessitam de se manter atualizados na sua atividade quotidiana.

Estas linhas condutoras nortearam sempre não só a forma como entendia este Congresso como, também, o papel mais vasto da

Sociedade Portuguesa de Cirurgia. Tenho por certo que é esta a forma que a atual direção da Sociedade pretende para este fórum.

Desejo aos participantes que, cientes do papel central que o Congresso Nacional desempenha, com o seu empenho e mérito façam

desta Reunião um momento alto para a Cirurgia Portuguesa.

Prof. Dr. José Crespo Mendes de Almeida

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

PROGRAMA DO CONGRESSO

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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SÁBADO, 3 DE MARÇO DE 2018

CURSO TRAUMA: MODULAR ULTRASOUND ESTES COURSE

09h30 –

13h00

VISEU

MÓDULO I e-FAST

14h00 –

19h00

MÓDULO IIUS in ED: Ecografia na urgência

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SÁBADO, 3 DE MARÇO DE 2018

CURSO PRÉ-CONGRESSO: MODULAR ULTRASOUND ESTES COURSE

09h00 – 13h00

MÓDULO I: E-FAST

Viseu

Noções essenciais sobre Ecografia em Trauma, a abordagem mais fácil e a melhor maneira de começar...

Prática em modelos saudáveis

• Protocolo FAST e e-FAST

• Liquido livre no peritoneu, na pleura e no pericárdio

14h00 – 19h00

MÓDULO II: US IN ED: ECOGRAFIA NA URGÊNCIA

Cenários interativos. Discussão plenária de imagens.

Revisão de conceitos e artefactos sessões teóricas.

Vesícula e rins. Aorta.

Ecografia de compressão e fraturas. Tecidos moles

Estações práticas

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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QUINTA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2018CURSOS PRÉ-CONGRESSO

09h00 –

13h00

H. CURRY CABRAL SALA 1 SALA 2 SALA 6

CURSO DE CIRURGIA ENDÓCRINA E DA CABE-

ÇA E PESCOÇOCurso de introdução à ecografia da tiróide e

paratiróide

CURSO DE CIRURGIA DA PAREDE ABDOMINAL

Cirurgia da hérnia em am-bulatório – que fronteiras? Cura cirúrgica de hérnias

pouco frequentes

CURSO HEPATOBILIO-PANCREÁTICO

Colecistectomia lapa-roscópica – uma cirurgia

fácil, por vezes difícil?

CURSO ESOFAGOGÁS-TRODUODENAL

Tratamento das com-plicações da úlcera

péptica

CURSO DE CIRURGIAVASCULAR

Suturas vasculares, isquemia intestinal

14h30 –

16h30

XXXVIII CONGRESSO NACIONAL

SALA 1 SALA 2 SALA 3 SALA 4 SALA 5 SALA 6 F 2.1 F 2.2 F 2.3 P. AUD. G. AUD.

CO-HBP 1 CO-EGD 1 P-HBP 1 P-CR 1P-PAR.ABD/VASCULAR

V-CR 1 P-MAMAP-VÁRIOS

1P-TRAUMA-

-INT. 1V-END/VÁRIOS

CO-CR 1

16h30 –

17h00INTERVALO

17h00 –

19h00

SALA 1 P. AUD. G. AUD

MESA REDONDA Hiperparatiroidismo primário

PROVA DE CARASMESA REDONDA DE INTERNO

Reforma do internato médico de cirurgia geral

19h00 ASSEMBLEIA GERAL

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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QUINTA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2018

09h00 – 13h00

CURSO DE CIRURGIA ENDÓCRINA E DA CABEÇA E PESCOÇO: CURSO DE INTRODUÇÃO À ECOGRAFIA DA TIRÓIDE E PARATIRÓIDE

Coordenador: João CapelaMonitores: Ana Oliveira, Ana Palha, Henrique Candeias, João Capela, Lurdes Matos, Pedro Sá Couto, Virgínia Soares

H. Curry Cabral

MÓDULO TEÓRICO

Apresentação João Capela

Ecografia da tiroide e cadeias ganglionares: anatomia ecográfica Pedro Sá Couto

Ecografia da tiroide; patologia ecográfica Ana Oliveira

Ecografia da paratiroide: indicações e anatomia ecográfica João Capela

Indicações para biópsia guiada por ecografia Henrique Candeias

Noções básicas de biópsia guiada por ecografia Virgínia Soares

MÓDULO TEÓRICO-PRÁTICO

Casos clínicos: fotos e vídeos João Capela

MÓDULO PRÁTICO

Manuseamento do Ecógrafo

Tiroide normal

Casos práticos: patologia toroideia, paratiroideia e adenomegálias• Ecografia de diagnóstico

Ana Oliveira, Henrique Candeias, João Capela, Pedro Sá Couto, Virgínia Soares

• Punção de modelos

• Punção ecoguiada de nódulos tiroideus

Ana Palha, Lurdes Matos

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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09h00 – 13h00

CURSO DE CIRURGIA DA PAREDE ABDOMINAL: CIRURGIA DA HÉRNIA EM AMBULATÓRIO – QUE FRONTEIRAS? CURA CIRÚRGICA DE HÉRNIAS POUCO FREQUENTES

Coordenador: Eva Barbosa

H. Curry Cabral

MÓDULO I: CIRURGIA DE HÉRNIA NO AMBULATÓRIO

Critérios de seleção de pacientes e cirurgias para ambulatórioDavid Andrade

Hérnia inguinal – a escolha da técnica é importante?Carlos Magalhães

Eventrações – qual o limite?Emanuel Guerreiro

Discussão

MÓDULO II: CURA CIRÚRGICA DE HÉRNIAS POUCO FREQUENTES

Hérnias da parede abdominal lateral e lombaresJoana Correia

Hérnias supra-púbicas e subxifoideiasSónia Ribas

Hérnias paraestomaisEva Barbosa

Quando não existe parede abdominalFernando Ferreira

Discussão

MÓDULO III: CIRURGIA AO VIVO

Aplicação da toxina botulínica na parede abdominal para cirurgia de hérnia ventral complexa Fernando Ferreira

Tratamento cirúrgico de hérnia inguinal – técnica ONSTEP Augusto Lourenço/Rui Soares da Costa

Tratamento cirúrgico de hérnia ventral por laparoscopia Emanuel Guerreiro

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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09h00 – 13h00

CURSO DE CIRURGIA VASCULAR: SUTURAS VASCULARES, ISQUEMIA INTESTINAL Abertura: Presidente da SPCIR, Presidente do Colégio de CG da Ordem dos Médicos, Aida Paulino, José Neves, Pratas Balhau

Presidente: Pratas BalhauComentadores: José Neves Antunes; Luís F. Carvalho

Sala 6

SUTURAS VASCULARES CM Costa Almeida, Luis S. Reis, CE Costa Almeida

Técnica cirúrgica, material a utilizar, cuidados a ter

Pormenores anatómicos da parede arterial e venosa

Arteriotomia, Venotomia

Arteriorrafia (sem e com “patch” protésico ou venoso), Venorrafia

Anastomoses arteriais, anastomoses venosas e anastomoses arteriovenosas

Interposição de enxerto vascular, protésico ou venoso

Discussão

EMBOLECTOMIA Luís Reis

Técnica cirúrgica, material a utilizar, cuidados a ter

Embolectomia com cateter de Fogarty

Discussão

ISQUÉMIA INTESTINAL AGUDAPresidente: CM Costa AlmeidaModeradores: Aida Paulino, Gilberto Figueiredo

Isquémia intestinal agudaLuís Filipe Pinheiro

Tratamento cirúrgicoFrancisco O. Martins

Tratamento endovascularTiago Bilhim

Discussão

CONFERÊNCIA: ANTICOAGULANTES ORAIS NA PRÁTICA CLÍNICAOrador: Pereira Alves

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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09h00 – 13:00

CURSO HEPATOBILIOPANCREÁTICO: COLECISTCTOMIA LAPAROSCÓPICA – UMA CIRURGIA FÁCIL, POR VEZES DIFÍCIL?

Sala 1

Coordenador: Renato Bessa Melo, Edite Filipe, Emanuel FurtadoPARTE I Moderadores: Guilherme Tralhão, Artur FloresANATOMIA BILIAR – A VARIANTE COMO NORMALIDADE Carlos Soares

Técnica standard para colecistectomia – como desenvolver uma cultura de segurança? Tiago Machado

Colecistectomia difícil – como prever e reconhecer? Conversão e colecistectomia parcial – falhanço ou alternativas válidas? Jorge Pereira

Colecistite aguda e 72h – ciência ou mito urbano? Emanuel Vigia

DiscussãoPARTE II Moderadores: Américo Martins, Luís Graça

LESÕES IATROGÉNICAS – COMO RECONHECER E QUE ATITUDES?

• Intra-operatoriamente Fernando Próspero

• Pós-operatório

Rui Quintanilha

Importância dos centros de referência no tratamento de lesões iatrogénicas biliares – experiência de um centro Edite Filipe

Implicações a longo prazo e impacto na qualidade de vida das lesões iatrogénicas biliares Dulce Diogo

Discussão

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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09h00 – 13h00

CURSO ESOFAGOGÁSTRODUODENAL: TRATAMENTO DAS COMPLICAÇÕES DA ÚLCERA PÉPTICA

Coordenador: Carlos NogueiraComentador: José Carlos Campos

Sala 2

Hemorragia digestiva – Tratamento endoscópicoSílvia Barrias

Hemorragia digestiva – Tratamento cirúrgicoCarlos Luz

Perfuração – Tratamento cirúrgico Eduardo Costa

Estenose – Tratamento cirúrgicoMário Marcos

O endoscopista na perfuração na estenose e nas complicações cirúrgicasCarlos Noronha Ferreira

Discussão de casos clínicos

XXXVIII CONGRESSO NACIONAL

14h30 – 16h30 TRABALHOS

CO-HBP 1 Moderadores: Américo Martins, Miguel Coelho

Sala 1

CO-CR 1 Moderadores: Vasco Geraldes, Alexandre Monteiro

G. Aud.

CO-EGD 1 Moderadores: Pimenta da Rocha, António Milheiro

Sala 2

V-CR 1 Moderadores: Carlos Leichsenring, Marisa Santos

Sala 6

V-END/VÁRIOS Moderadores: Tiago Pimenta, Henrique Candeias

P. Aud.

P-HBP 1 Moderadores: Jorge Paulino, Hamilton Baptista

Sala 3

P-CR 1 Moderadores: Fernando Jasmins, Nuno Figueiredo

Sala 4

P-MAMA Moderadores: Fernando Osório, Eugénia Granjo

F 2.1

P-PAR.ABD/VASCULAR Moderadores: Rui Soares da Costa, Carlos M. Costa Almeida

Sala 5

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Revista Portuguesa de Cirurgia

18

P-TRAUMA-INT. 1 Moderadores: Nuno Carvalho, Ricardo Pereira

F 2.3

P-VÁRIOS 1 Moderadores: Carlos Luz, Gina Melo

F 2.2

16h30 – 17h00 INTERVALO

17h00 – 19h00

MESA REDONDA: HIPERPARATIROIDISMO PRIMÁRIOPresidente: Jorge Rosa SantosModeradores: João Capela, José Mário Coutinho

Sala 1

Embriologia e anatomia cirúrgica das paratiroidesAna Oliveira

Diagnóstico, localização glandular e indicação operatóriaRosário Eusébio

Tipos de cirurgia e princípios do tratamento cirúrgicoPedro Koch

Exploração bilateral: como e quandoMoreira da Costa

Paratiroidectomia uniglandular: exploração seletiva/unilateralOlimpia Cid

Técnicas adjuvantes à cirurgia: PTH, ecografia, sonda gama, laparoscópioCarlos Soares

Situações especiais – Carcinoma – Ectopias mediastínicasJoão Capela

Falha operatória: Persistência/Recidiva – Diagnóstico TratamentoCarlos Cruz

Inquérito ibéricoJosé Rocha

17h00 – 19h00

PROVA DE CARAS Presidente: Júlio Leite

P. Aud.

Caso clínico – NorteApresentador: Isabel MesquitaComentadores: Rui Casaca, José Carlos Campos

Caso clínico – CentroApresentador: Ana OliveiraComentadores: Alexandre Duarte, Nuno Figueiredo

Caso clínico – SulApresentador: Emanuel VigiaComentadores: Humberto Cristino, Ana Velez

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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17h00 – 19h00

MESA REDONDA DE INTERNO: REFORMA DO INTERNATO MÉDICO DE CIRURGIA GERALPresidente: Eduardo BarrosoModeradores: António Menezes, Manuel Rosete

G. Aud.

Estrutura organizacional – Fator determinante na qualidade do internato de cirurgia geralCarlos Leichsenring

Objetivos do Internato de Cirurgia GeralLisandra Martins

O atual regulamento do Internato – Visão do InternoJoão Nobre

Exame final – opções de futuroNuno Muralha

Formação em Cirurgia Geral – Visão do Diretor de ServiçoCosta Maia

Modelo de formação vigente vs. criação de um novo modeloMenezes da Silva

19h00 ASSEMBLEIA GERAL Sala 1

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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SEXTA-FEIRA, 9 DE MARÇO DE 2018

08h00 –

10h00

SALA 1 SALA 2 SALA 3 SALA 4 SALA 6 SALA 5 F 2.1 F 2.2 F 2.3 P. AUD. G. AUD

CO-HBP 2CO-MAMA/

VÁRIOSP-HBP 2 P-EGD 1 P-CR 2

REUNIÃOReunião do

capítulo português da ISS-SIC

P-TRAUMA-INT. 2 P-END 1 P-VÁRIOS 2 V-EGD CO-CR 2

10h00 –

10h30INTERVALO

10h30 –

11h30

SALA 1 P. AUD. G. AUD.

MINI MESA REDONDA Up-to-date em carcinoma da mama

MINI MESA REDONDAUp-to-date em hepatocarcinoma

MINI MESA REDONDA Up-to-date em pancreatite aguda

11h30 –

13h00

G. AUD.

SESSÃO DE ABERTURA

13h00 –

14h00

ALMOÇO

SALA 1 SALA 2 P. AUD.

SIMPÓSIO ROCHEA cirurgia e a oncologia médica como

equipa

SIMPÓSIO SHIREApproach to Short Bowel Disease in Portugal

SIMPÓSIO BARD CONFERÊNCIA HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL

“CAWR – redes de absorção a longo prazo para correções funcionais e permanentes”

14h00 –

16h00

SALA 1 SALA 2 SALA 3 SALA 4 SALA 5 SALA 6 F 2.1 F 2 .2 P. AUD. G. AUD. H. CURRY CABRAL

CO-EGD 2 CO-END P-CR 3 P-EGD 2CO-TRAUMA-INT./INVEST.

V-CR 2 P-VÁRIOS 3 P-END 2 V-HBP

MESA REDONDA AMERICAN COLLEGE OF

SURGEONSBioética em situações

limite

CURSO DE CIRURGIA MAMÁRIA

Curso teórico prático de exérese de lesões

impalpáveis da mama. Ecografia intraoperatória16h00

– 16h30

INTERVALO

16h30 –

19h00

SALA 1 P. AUD. G. AUD.

MESA REDONDA A publicação cientifica na vida dos cirurgiões gerais

MESA REDONDA Cirurgia laparoscópica do fígado

MESA REDONDA Complicações em cirurgia do reto

20h00 JANTAR DO CONGRESSO

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

21

SEXTA-FEIRA, 9 DE MARÇO DE 2018

08h00 – 10h00

TRABALHOS

CO-HBP 2 Moderadores: Renato Bessa Melo, João Santos Coelho

Sala 1

CO-CR 2 Moderadores: João Gíria, Luis Féria

G. Aud.

CO-MAMA/VÁRIOS Moderadores: Teresa Santos, Jorge Caravana

Sala 2

V-EGD Moderadores: André Lázaro, Hugo Sousa

P. Aud.

P-HBP 2 Moderadores: Jorge Carrapita, Vera Oliveira

Sala 3

P-CR 2 Moderadores: Lurdes Gandra, Sheila Martins

Sala 6

P-EGD 1 Moderadores: Sandra Hilário, Trovão Lima

Sala 4

P-END 1 Moderadores: Pedro Koch, José Mário Coutinho

F 2.2

P-TRAUMA-INT. 2 Moderadores: António Oliveira, Fernando Ferreira

Sala 5

P-VÁRIOS 2 Moderadores: Carlos Miranda, Carlos Alpoim

F 2.3

08h00 – 10h00 REUNIÃO: REUNIÃO DO CAPÍTULO PORTUGUÊS DA ISS-SICApresentaçãoInformações: membros portugueses da ISS, activos e honoráriosConstituição da mesa da reuniãoarticipação portuguesa nas sociedades afiliadas / Relacionamento com os capítulos da SPC e com as sociedades temáticas

• Alliance for Surgery and Anesthesia Presence (ASAP)

• Breast Surgery International (BSI)

• International Association for Surgical Metabolism and Nutrition (IASMEN)

• International Association of Endocrine Surgeons (IAES)

• International Society for Digestive Surgery (ISDS-CICD)

• International Association of Trauma Surgery and Intensive Care (IATSIC)

DSTC / DATC / DPNTC• Comissões nacionais

• Próximos cursos / Questões decorrentes da legislação sobre bem estar animal

Outros assuntos / Encerramento

Sala 5

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Revista Portuguesa de Cirurgia

22

10h00 – 10h30 INTERVALO

10h30 – 11h30MINI MESA REDONDA: UP-TO-DATE EM HEPATOCARCINOMA

Presidente: Jorge DanielPalestra: Hugo Pinto Marques

P. Aud.

10h30 – 11h30MINI MESA REDONDA: UP-TO-DATE EM CARCINOMA DA MAMA

Presidente: Fernando CastroPalestra: Antonio Guemes Sanchez

Sala 1

10h30 – 11h30MINI MESA REDONDA: UP-TO-DATE EM PANCREATITE AGUDA

Presidente: Francisco Oliveira MartinsPalestra: Pedro Vaz

G. Aud.

11h30 – 13h00

SESSÃO DE ABERTURA

G. Aud.

Presidente da Sociedade Portuguesa de CirurgiaEduardo Barroso

Palestra não médicaRicardo Araújo Pereira

Presidente de honraJosé Manuel Mendes Almeida (a título póstumo), representado por José M. Crespo Mendes Almeida

ConvidadosSecretário de Estado da Saúde

Fernando AraújoRepresentante do Bastonário da Ordem dos Médicos

Lurdes GandraPresidente do Colégio de CG da Ordem dos Médicos António MenezesPresidente da Caixa Geral de Depósitos Paulo Macedo

13h00 – 14h00 ALMOÇO

13h00 – 14h00

SIMPÓSIO BARD: CONFERÊNCIA HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL: “CAWR – REDES DE ABSORÇÃO A LONGO PRAZO PARA CORREÇÕES FUNCIONAIS E PERMANENTES” Fernando Ferreira

P. Aud.

SIMPÓSIO ROCHE: A CIRURGIA E A ONCOLOGIA MÉDICA COMO EQUIPA: ESTABELECENDO NOVOS STANDARDS NO TRATAMENTO DO CANCRO DA MAMA EM ESTÁDIOS PRECOCES Moderadores: António Moreira, João Leal Faria Tratamento neoadjuvante do cancro da mama: que vantagens e que lugar para o cirurgião? Maria João CardosoNovos standards no tratamento do cancro da mama em estádios precoces: empurrando a cirurgia de mama para novos limites? José Luís Passos CoelhoDiscussão

Sala 1

SIMPÓSIO SHIRE: APPROACH TO SHORT BOWEL DISEASE IN PORTUGAL António Oliveira, José Manuel MorenoRealidade da SIC em Portugal António OliveiraExperiência Espanhola de Revestive em doentes Adultos e Pediátricos José Manuel MorenoConclusions and closure

Sala 2

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

23

14h00 – 16h00

TRABALHOS

CO-EGD 2 Moderadores: António Gouveia, Mário Nora

Sala 1

CO-END Moderadores: João Capela, Ana Velez

Sala 2

CO-TRAUMA-INT./INVEST. Moderadores: Fernando Próspero, Marta Guimarães

Sala 5

V-HBP Moderadores: Raquel Mega, Júlio Constantino

P. Aud.

V-CR 2 Moderadores: Mesquita Rodrigues, Horta Oliveira

Sala 6

P-CR 3 Moderadores: Susana Ourô, Jorge Costa

Sala 3

P-EGD 2 Moderadores: Alberto Midões, Jorge Santos

Sala 4

P-VÁRIOS 3 Moderadores: António Ruivo, Cassilda Cidade

F 2.1

P-END 2 Moderadores: Isabel Nascimento, Ana Oliveira

F 2.2

14h00 – 16h00

MESA REDONDA AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS: BIOÉTICA EM SITUAÇÕES LIMITE Presidente: Jorge Soares Coordenador: Paulo Costa Comentadores: Júlio Leite, Jorge Maciel, José Davide

G. Aud.

In memoriam do prof. Francisco castro e sousa (honorary facs) Paulo Costa

Dilemas do fim de vida Miguel Oliveira Silva

Prioridades éticas em Situações de Catástrofe Renato Bessa Melo

Bioética e transplantação de órgãos Guilherme Tralhão

O luto dos cirurgiões António Barbosa

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Revista Portuguesa de Cirurgia

24

14h00 – 16h30

CURSO DE CIRURGIA MAMÁRIA: CURSO TEÓRICO PRÁTICO DE EXÉRESE DE LESÕES IMPALPÁVEIS DA MAMA. ECOGRAFIA INTRA-OPERTÓRIA

Presidente: Fernando CastroModeradores: Gabriela Valadas, Paulina LopesCoordenador: Manuel Ramos Boyero

Sala a designar/H. Curry Cabral

Conceitos básicos de ecografia mamária

Lesões não palpáveis da mama

Ecografia intraoperatória

Treino com modelo biológico

16h00 – 16h30 INTERVALO

16h30 – 19h00

MESA REDONDA: COMPLICAÇÕES EM CIRURGIA DO RECTOPresidente: João PimentelModeradores: Manuel Limbert, Anabela Rocha

G. Aud.

Diagnóstico e prevençãoAlexandre Duarte

Complicações intraoperatóriasBill Heald

O papel do gastrenterologista na resolução das complicaçõesRui Silva

O Síndrome da Ressecção Anterior (LARS)Therese Jull

16h30 – 19h00

MESA REDONDA: CIRURGIA LAPROSCÓPICA DO FÍGADOPresidente: Costa MaiaModeradores: Guilherme Tralhão, Hugo Pinto Marques

P. Aud.

Devemos democratizar a cirurgia hepática laparoscópicaJoseph Amaral

A evolução de cirurgia aberta para laparoscópica em centros HPBSantiago Lopez Ben

O papel das Sociedades Cirúrgicas no desenvolvimento da cirurgia hepática laparoscópica

M. Abu Hilal

Dicas e truques nes resseções difíceisM. Abu Hilal

Evolução da cirurgia hepática laparoscópica em PortugalHumberto Cristino

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

25

16h30 – 19h00

MESA REDONDA: A PUBLICAÇÃO CIENTIFICA NA VIDA DOS CIRURGIÕES GERAISPresidente: José M. SchiappaModerador: Jorge Penedo

Sala 1

O Papel da investigação e da publicação na dinâmica de um serviço Fernando Nolasco

A boa publicaçãoNuno Borges

Investigar para publicar – desafio para os cirurgiões Helena Donato

O Papel da Sociedade Portuguesa de Cirurgia e do Colégio de Cirurgia Geral SPCIR: Henrique Alexandrino Colégio: Jorge Pereira

Os desafios futuros à publicação Tiago Villanueva

20h00 JANTAR DO CONGRESSO

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Revista Portuguesa de Cirurgia

26

SÁBADO, 10 DE MARÇO DE 2018

08h00 –

09h00

SALA 1 P. AUD. G. AUD.

MELHORES PÓSTERES09h00

– 09h30

MESA REDONDAInfeção abdominal: perspetivas

MESA REDONDATratamento do cancro gástrico

avançado09h30 –

11h30

MELHORES VÍDEOS

MELHORES COMUNICAÇÕES ORAIS

11h30 –

12h00

CONFERÊNCIACirurgia de controle de danos:

podemos diminuir as suas indicações?

12h00 –

12h30

CONFERÊNCIAA cirurgia robótica na cirurgia geral. Como ensiná-la? Qual o seu lugar

no futuro

CONFERÊNCIAComo formar cirurgiões bariátricos

e digestivos

12h45 –

13h15SESSÃO DE ENCERRAMENTO

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

27

SÁBADO, 10 DE MARÇO DE 2018

09h00 – 11h30

MESA REDONDA: INFEÇÃO ABDOMINAL: PERSPETIVAS Presidente: João Coutinho Moderadores: Nuno Carvalho, Beatriz Costa

P. Aud.

Imunologista Luís Moita

Intensivista Pedro Póvoa

Infeciologista Filomena Coelho

Cirurgião Fernando Ferreira

Tratamento da infeção cirúrgica grave Gabriele Sganga

09h00 – 11h30

MESA REDONDA: TRATAMENTO DO CANCRO GÁSTRICO AVANÇADO Presidente: Jorge Maciel Moderadores: Nuno Abecassis, Jorge Santos

G. Aud.

Pré habilitação cirúrgica Lúcio Lara

PIPEC Marc Reymond

Novas abordagens oncológicas Ana Raimundo

Doença Metastática: quando operar? Paulo Costa

O papel da laparoscopia José Barbosa

11h30 – 12h00

CONFERÊNCIA: CIRURGIA DE CONTROLE DE DANOS: PODEMOS DIMINUIR AS SUAS INDICAÇÕES? Presidente: Eduardo Barroso Orador: José Maria Jover

P. Aud.

12h00 – 12h30CONFERÊNCIA: COMO FORMAR CIRURGIÕES BARIÁTRICOS E DIGESTIVOS Presidente: Henrique Bicha Castelo Orador: António Torres

G. Aud.

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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12h00 -12h30

CONFERÊNCIA: A CIRURGIA ROBÓTICA NA CIRURGIA GERAL. COMO ENSINÁ-LA? QUAL O SEU LUGAR NO FUTURO Presidente: Carlos Vaz Orador: Amjad Parviz

P. Aud.

08h00 – 09h30MELHORES PÓSTERES Presidente: João Gíria Moderadores: Isabel Nascimento, Jorge Pereira

Sala 1

09h30 – 10h45MELHORES VÍDEOS Presidente: Carlos Nogueira Moderadores: António Bernardes, Mário Nora

Sala 1

10h45 – 12h30MELHORES COMUNICAÇÕES ORAIS Presidente: João Pimentel Moderadores: Luís Graça, João Coutinho

Sala 1

12h45 – 13h15 SESSÃO DE ENCERRAMENTO Sala 1

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

29

SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

SESSÕES COMUNICAÇÃO ORAL

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Revista Portuguesa de Cirurgia

30

SESSÕES DE COMUNICAÇÃO ORALQUINTA-FEIRA, 08 DE MARÇO DE 2018

14h30

CO-CR 1

G. Aud.

Moderadores: Vasco Geraldes, Alexandre Monteiro

C 404 1573498 Valor prognóstico dos Scores baseados em marcadores inflamatórios no Cancro Coloretal

Charlène Viana

C 383 3234029 Resultados iniciais da aplicação do protocolo rapid em cirurgia de ressecção anterior do recto

Ana Margarida Correia

C154 4716627 Resultados do tratamento cirúrgico do cancro colo-retal no doente idoso (>= 85 anos)

Rodrigo A Nemésio

C161 2848078 Resseção laparoscópica de cancro do recto vs. ressecção convencional: morbilidade e qualidade da resseção oncológica

Rodrigo A Nemésio

C202 1634870 Vantagem no estudo histológico dos anéis de anastomose após ressecção do cancro do reto?

Catarina Melo

C90 3023365 Adopção da cirurgia robótica no cancro do recto – quais os resultados a curto prazo?

Pedro Vieira

C189 1234791 Estudo RIFT – resultados portugueses José Azevedo

C127 2613977 Disfunção sexual em doentes com cirurgia radical oncológica do recto David Aparício

C358 1324535 Riscos de recidiva e complicações da diverticulite aguda não complicada- resultados a longo-prazo

Ezequiel Silva

C362 4768632 Enterografia por Tomografia Computorizada e por Ressonância Magnética no estudo da Doença de Crohn: Estudo Restrospetivo Comparativo

Charlène Viana

C478 1945846 Adequação dos princípios de ressecção oncológica em cirurgia urgente por carcinoma colorectal

André Graça Magalhães

C527 2897608 Sindrome da ressecção anterior do recto e qualidade de vida Carla Vicente

CO-EGD 1

Sala 2

Moderadores: Pimenta da Rocha, António Milheiro

C277 4734525Gastrectomia laparoscópica por neoplasia gástrica – a experiência do nosso hospital

Marina Duarte

C508 1368653 Adesão ao tratamento multimodal da neoplasia gástrica Filipa Clara Eiró

C94 1622061Quando tudo corre bem: perfil da proteína C-reactiva na gastrectomia total não complicada

Luís Castro

C395 8931845 Fatores de prognóstico do carcinoma do esófago operado Emília Fraga

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

31

C235 1691987Relevância da 8ª edição da classificação TNM da AJCC no carcinoma gástrico

Mariana Peyroteo

C306 3004407 Avaliação dos factores de prognóstico de GISTs – estudo retrospectivo Inês Bolais Mónica

C500 1218344 Resultados da cirurgia gástrica oncológica nos idosos Fabiana Sousa

C515 1928202Resultados da cirurgia de ressecção dos tumores estromais gastrointestinais

Fabiana Sousa

C498 3772458Efeito das transfusões perioperatórias de sangue na recorrência e sobrevivida após cirurgia gástrica oncológica

Fabiana Sousa

C193 8875477Gastrectomia subtotal e margem proximal na cirurgia oncológica do carcinoma gástrico difuso

Rui Marinho

C252 2750932Cirurgia bariátrica acima dos 60 anos: eficaz e segura? Análise de coorte de um centro de referência

Joana Magalhães

CO-HBP 1

Sala 1

Moderadores: Américo Martins, Miguel Coelho

C135 3875079 Fatores preditores precoces de severidade na Pancreatite Aguda Diana Gomes

C323 1008247Tumores primários do Fígado: Caracterização genómica do carcinoma hepatocelular e Colangiocarcinoma

Ricardo Martins

C152 2370464Tratamento de metástases hepáticas bilobares de cancro colo-retal: ALPPS, uma abordagem segura?

Rodrigo Nemésio

C122 1388403 Avaliação do stress oxidativo em doentes com pancreatite aguda Pedro Silva Vaz

C195 1738056Rácio Neutrófilo-Linfócito à admissão na avaliação do prognóstico de Pancreatite aguda biliar e idiopática

Vítor Devezas

C367 2355537Avaliação no tumor e sangue periférico da resposta imune antitumoral mediada por células T em doentes com hepatocarcinoma e Colangiocarcinoma

Ricardo Martins

C31 3927935Segunda utilização de um fígado “Dominó”: Relato dos primeiros dois casos a nível mundial.

Hugo Pinto Marques

C296 2789385Exploração laparoscópica da via biliar: a morbilidade das diferentes abordagens

Luísa Frutuoso

C344 7726976Resseção cirúrgica pancreática – análise comparativa da abordagem laparoscópica e laparotómica

Tiago Fonseca

C56 7137646Casuística de falência hepática aguda em transplantados hepáticos – a experiência de um serviço

Rui Caetano Oliveira

C116 3619683Colecistectomia após pancreatite aguda litiásica nos idosos, tratamos por excesso?

Luisa Calais

C329 2344048Avaliação de factores de risco para conversão de colecistectomia laparoscópica no tratamento da colecitite aguda

Mafalda Couto

C485 1695882 Aplicabilidade dos tratamentos no Hepatocarcinoma André Pereira

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Revista Portuguesa de Cirurgia

32

SEXTA-FEIRA, 09 DE MARÇO DE 201808h00

CO-CR 2

G. Aud.Moderadores: João Gíria, Luis Féria

C351 5152184Impacto da utilização de azul patente na pesquisa de gânglios em carcinoma colorretal

Francisco Cabral

C82 4024914Será que a gordura visceral influencia os resultados da cirurgia colorretal oncológica?

Charlène Viana

C303 2313045 Reinternamento após ileostomia de derivação Marta Ferreira

C14 4658568 A abordagem transanal na patologia rectal benigna e maligna Júlio Leite

C403 2478952Resultados após terapêutica neoadjuvante e cirurgia em doentes com cancro do reto T4b

Mariana Sousa

C162 2701230 Deiscência perineal: verdade e consequência? Rita Canotilho

C385 1973010O uso de um dreno transanal sem ileostomia de protecção é uma estratégia válida na cirurgia do cancro rectal

Nuno Dias Machado

C494 1116523Avaliação de short-term outcomes na Ressecção Anterior do Reto e Hemicolectomia Esquerda Laparoscópicas – CRIAL (Colorectal Intracorporeal Anastomosis by Laparoscopy) Vs. Não CRIAL

Leonor Matos

C115 2931842 Diverticulite aguda recorrente Telma Rodrigues Brito

C144 1078080Impacto da técnica e experiência cirúrgica nos outcomes da cirurgia coloretal

Inês Ferrer Sales

C149 2567255Anastomose intracorpórea versus extracorpórea na hemicolectomia direita laparoscópica: experiência de um serviço

Inês Ferrer Sales

C347 2111512Invasão venosa extramural no cancro retal: relação entre a avaliação por ressonância magnética e os achados anatomopatológicos

Charlène Viana

CO-HBP 2

Sala 1Moderadores: Renato Bessa Melo, João Santos Coelho

C438 4161374Microinvasão vascular: factor determinante nos doentes fora dos Critérios de Milão submetidos a transplante hepático

Ricardo Martins

C25 1920123Terapêutica Loco-regional Prévia à Ressecção Hepática no Carcinoma Hepatocelular: Uma Análise Baseada no Índice de Propensão.

Mafalda Sobral

C509 5236754 Inflamação Crónica da Vesícula Biliar em Idade Pediátrica João Carvas

C48 2162836Novos fatores de prognóstico precoces na transplantação hepática: avaliação bioenergética e da função mitocondrial

Rui Martins

C32 2908551Carcinoma Hepatocelular em doentes com Síndrome Metabólico ou Síndrome de Resistência à Insulina: Um estudo comparativo com o Carcinoma Hepatocelular em cirrose a VHC.

Ana Carolina Aragão

C40 2764022Análise da sobrevida dos doentes submetidos a Dpc por Adc do pâncreas com margem de descolamento R1 comparativamente aos R0 num Centro de alto volume.

Catarina Aguiar

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

33

C29 1204942Transplante hepático por hepatocarcinoma em cirrose: a expressão combinada de dois genes é superior aos indicadores clínicos na previsão do prognóstico.

Hugo Pinto Marques

C281495894 Tratamento do Carcinoma Hepatocelular em Cirrose: Ressecção ou

Transplante?Silvia Silva

C292 2652968Fatores pré-operatórios preditivos de litíase da via biliar principal: análise estatística da casuística de um serviço

Luísa Frutuoso

C71 2734693

Intensidade de Sinal do Baço em Ressonância Magnética com Contraste Hepato-específico: um Novo Marcador de Reserva Hepatocelular Pré-operatória em doentes submetidos a Embolização Portal e candidatos a Hepatectomia

Henrique Alexandrino

C413 3300775A Importância do Tratamento Individualizado nos Doentes com Hepatocarcinoma BCLC D: Best Supportive Care?

Ricardo Martins

C307 3000247O valor preditivo da febre, marcadores de infecção e ecografia no diagnóstico da Colecistite Aguda: Validação das Guidelines de Tóquio 2013/2018

Mafalda Couto

CO-MAMA/VÁRIOS

Sala 2

Moderadores: Teresa Santos, Jorge Caravana

C8 6444764Avaliação da carga tumoral total por osna do gânglio sentinela no cancro da mama – análise de 6 anos de cirurgia no HESE

Ana Machado

C59 1629665Electroquimioterapia no tratamento local de Carcinoma Pavimentocelular na Epidermólise Bulhosa

Joana Bártolo

C63 7555932 Electroquimioterapia no tratamento do Sarcoma de Kaposi Clássico Joana Bártolo

C174 6018886Linfadenectomia axilar após Reconstrução Imediata de Mastectomia com Retalho Miocutâneo de Grande Dorsal

Cátia Cunha

C489 3182902Mastectomia Redutora de Risco em portadoras de mutação patogénica BRCA

Ana Isabel Cruz

C464 1150652Aplicação de vacuoterapia em loca torácica deiscente no contexto de carcinoma lobular mamário com invasão muscular peitoral

Nuno Ferreira

C405 1106782Tratamento neoadjuvante no cancro da mama: a experiência de um centro

Sofia Fonseca

C112 2099260Validade do exame extemporâneo de gânglio sentinela na cirurgia mamária e a sua aplicabilidade segundo as orientações mais atuais

Ana Melo

C143 2469762 Reparação laparoscópica de hérnia inguinal – 4 anos de TAPP Mariana Leite

C290 1622760HerCS – protocolo de um estudo observacional prospetivo multicêntrico

António Sampaio Soares

C458 2571369Patient Blood Management – 2 Anos de Programa num Centro Único

Marta Fragoso

C475 1628334 Tumores do estroma gastrointestnal – 18 anos de experiência Isabel Caldas

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Revista Portuguesa de Cirurgia

34

SEXTA-FEIRA, 09 DE MARÇO DE 2018

14h00

CO-EGD 2

Sala 1

Moderadores: António Gouveia, Mário Nora

C86 2630031 Melhorar a fiabilidade das anastomoses esofágicas José Paulo Freire

C53 1493001Timing Gastrectomia Total Redutora de Risco em Portadores de Mutação Germinativa do Gene CDH1

Vítor Devezas

C271 2076928Potencial preditor do estado nutricional no pós-operatório de doentes com carcinoma gástrico

Marta Costa

C179 1747993Fatores influenciadores da sobrevivência nos carcinomas gástricos sem invasão ganglionar

Catarina Melo

C330 3633833Factores de prognóstico após gastrectomia de intenção curativa no carcinoma gástrico localmente avançado sem metástases ganglionares

Cristina Fernandes

C346 2496098 Efeito da reconstrução BII e Y de Roux na Diabetes Mellitus tipo 2 Mariana Costa

C363 2857238 Resultados clínicos dez anos após a cirurgia anti-refluxo Teresa Correia

C270 3196707Tratamento neoadjuvante vs cirurgia no adenocarcinoma da junção esofagogástrica

Pedro Martins

C499 1043990 Deiscência de anastomose esófago-jejunal: experiência de um Serviço Diana Gonçalves

C239 3216003Doença do refluxo gastroesofágico após gastrectomia vertical calibrada – estudo retrospectivo

Marisa Tomé

C407 4895875Score Glasgow-Blatchford: preditor de mortalidade e complicações na hemorragia digestiva alta?

Joana da Silva Magalhães

C226 5971125Impacto da Quimioterapia neoadjuvante na mortalidade e morbilidade pós-operatória nos doentes submetidos a gastrectomia por cancro gástrico

Manuel Ferreira

CO-END

Sala 2

Moderadores: João Capela, Ana Velez

C142 4957260 Fatores Preditores de Complicações na Cirurgia da Parótida Ana Rodrigues

C234 9895190Pode a ecografia orientar nódulos Bethesda III-V quanto à sua malignidade?

Paula Filipa Marques

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

35

C316 1108219 Ectopias em 100 paratiroidectomias consecutivas João Capela Costa

C391 1843841 Adrenalectomia: 10 anos de experiência Vânia Fernandes

C397 7864538Nódulo da tiróide – quais os trunfos no diagnóstico pré-operatório de malignidade?

Marisa Peralta Ferreira

C471 6585507Correlação entre os resultados citopatológicos e o exame histológico de lesão folicular de significado indeterminado e tumor folicular

Joana Seabra

C212 5658427Carcinoma papilar da tiroide de risco baixo e intermédio: fatores clinicopatológicos associados a má resposta ao tratamento com I131

Hugo Louro

C445 2859402 Abordagem cirúrgica do bócio mergulhante: a nossa experiência Ana Paula Torre

C435 3052150 Paragangliomas – casuística de um serviço Fabiana Sousa

C136 2164996 Incidentaloma da suprarrenal – caso clínico Alberto Figueira

C279 8979790Acuidade diagnóstica para malignidade da citologia aspirativa no estudo dos nódulos da tiroide

André Marçal

C311 1475752 Carcinoma Medular da Tiroide – Casuística de 5 anos Pedro Fernandes

CO-TRAUMA-INT./INVEST.

Sala 5

Moderadores: Fernando Próspero, Marta Guimarães

C394 1143763Impacto da Laqueação da Artéria Esplénica após ALPPS na viabilidade, regeneração e função hepática – Resultados de um estudo experimental em modelo animal

Ricardo Martins

C46 1390804Reperfusão hipotérmica na transplantação hepática: estudo da função bioenergética mitocondrial e avaliação histológica num modelo animal

Rui Martins

C331 4333290Fatores preditivos para apendicite aguda complicada – análise retrospetiva

Xavier de Sousa

C249 2988658 Perfuração esofágica – análise de um período de 6 anos Pedro Saraiva

C286 4953331 Colecistostomia percutânea ecoguiada: terapêutica válida? Patrícia Amaral

C386 2390066Pode o Helicobacter Pylori encontrar-se nas placas de aterosclerose na doença arterial periférica?

Nuno Carvalho

C441 3221978 Bridas e aderências: uma questão de timing João Guimarães

C446 1616657 Oclusão Intestinal Baixa: uma doença com abordagem consensual? Fabíola Amado

C510 2607140 Somos o que comemos? A Influência da dieta no carcinoma colorretal José Guilherme Tralhão

C528 1136614Papel da TC na avaliação do Abdómen Agudo Não Traumático na Urgência

Carla Vicente

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Revista Portuguesa de Cirurgia

36

SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

SESSÕES POSTERS

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

37

SESSÕES DE PÓSTERQUINTA-FEIRA, 08 DE MARÇO DE 2018

14h30

P-CR 1

Sala 4

Moderadores: Fernando Jasmins, Nuno Figueiredo

P47 2594598 Portadores da Mutação CDH1 e Neoplasia do Cólon Vítor Devezas

P49 1895919 Linfoma Colo-retal – relato de caso Vítor Devezas

P4 2499615 Oclusão intestinal por fitobezoar (batata) – Caso clinico Joana Gaspar

P60 1910013Metástase parietal intercostal por adenocarcinoma 10 anos após sigmoidectomia laparoscópica

Manuel Rosete

P36 8062242Metastização esplénica isolada após hemicolectomia direita por carcinoma do cego. Caso Clínico.

João Louro

P81 6000488 Intussuscepção do colon Diana Gomes

P74 8292399 Apresentação atípica de perfuração intestinal por osso de galinha Nadia Laezza

P177 2597256Divertículo Gigante do Cólon Sigmóide – Apresentação de um caso clínico e revisão da literatura

Débora Correia

P219 9453244 Lesões mucinosas do apêndice: a propósito de um caso clínico Narcisa Guimarães

P156 1954649Encapsulação Peritoneal Congénita – a raridade com forma de apresentação rara

André Tojal

P188 1447608Recidiva de prolapso de colostomia: revisão local com máquina de sutura automática gastro-intestinal linear

Ana Matos Ribeiro

P170 1888162 Neoplasia do Divertículo de Meckel Rita Martins

P78 2215720 Hérnia interna transmesentérica: a propósito de caso clínico José Miguel Baião

P288 8186280Oclusão intestinal por corpo estranho como primeira manifestação de doença de Crohn

Cristina Fernandes

P204 1644689 Abdómen Agudo como manifestação de Tuberculose Intestinal Rita Camarneiro

P50 3935684 Diverticulose jejuno-ileal, um caso raro Diana Parente

P246 7714582 Duplicação intestinal – um caso raro de oclusão intestinal em adultos Nádia Rodrigues da Silva

P254 3585938 Carcinomatose peritoneal, como apresentação de neoplasia pulmonar Mariana Costa

P171 2643210 Mucocelo apendicular complicado com apendicite aguda – Caso clínico Bárbara Vieira

P182 2298241 Uma causa rara de oclusão intestinal. Mário Pereira

P132 2836050GIST do canal anal – excisão local pós-quimioterapia, a propósito de um caso clínico

David Aparício

P129 1968206Oclusão intestinal por hérnia interna cólica transmesocólica de cólon sigmoide

David Aparício

P206 1596293Terapia por pressão negativa como método adjuvante após drenagem de abcesso perianal – caso clínico

Neusa Zavenda

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Revista Portuguesa de Cirurgia

38

P-HBP 1

Sala 3

Moderadores: Jorge Paulino, Hamilton Baptista

P310 2548929 Ileus biliar – um caso clínico Isabela Gil

P217 2239635Metástase Hepática Única Metácrona de Melanoma da Coróide: Uma indicação rara para hepatectomia

Eva Santos

P291 2087608 Relato de um caso de neoplasia sólida pseudopapilar do pâncreas Sara Fernandes

P337 3148492Neoplasia bi-fenotípica primária do fígado – Caso Clínico duma histologia insólita

Ana Morais

P7 2912770 Ileus biliar: Caso clínico Daniel Costa Santos

P35 3099463Fígado acessório aderente à parede da vesicula biliar – Uma analise retrospectiva

Inês Guerreiro

P111 1309109 PEComa hepático | Um diagnóstico infrequente Ana Melo

P243 6465340 Da Hipersónia ao Tumor Neuroendócrino do Pâncreas Joana Isabel Almeida

P178 2077239Adenocarcinoma do pâncreas: Remissão total de recidiva local após tratamento neoadjuvante

Vânia Constâncio

P335 1688550Carcinoma de Células Renais com Invasão Local do Fígado: Uma Rara Forma de Apresentação Clínica

Ema Santos

P114 1433422Abordagem cirúrgica dos quistos esplénicos não parasitários – a propósito de um caso clínico

Jose Pereira

P348 7520669 Linfangioma quístico pancreático – a propósito de um caso Miguel Nico Albano

P101 9256158 Obstrução da via biliar por Parasita Manuela Romano

P328 1169778Caso clínico: pseudoaneurisma peri-pancreático e hemobilia sintomática

Luís Castro

P52 3225185 Apresentação rara de adenocarcinoma do pâncreas Diana Parente

P200 2436346 Arterialização portal: quando é a única opção disponível Luísa Frutuoso

P225 5485548 Quimioterapia intra-arterial hepática: uma opção terapêutica Luísa Frutuoso

P244 2014278Terapêutica cirurgica na hipertensão portal – apresentação de 1 caso

Nádia Rodrigues da Silva

P-MAMA

Sala F 2.1

Moderadores: Fernando Osório, Eugénia Granjo

P151 2616786 Lesão Mamaria – Exceção à regra Carolina Catanho

P325 2489977 Lipossarcoma do músculo peitoral maior, gigante e raro Pedro Gonçalves

P207 1944112Cancro Da Mama Triplo Negativo – resposta patológica completa após QT neoadjuvante

Tiago Fonseca

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

39

P105 1212071A Experiência de um Hospital Insular na Abordagem do Cancro da Mama

Lisandra Martins

P153 2921956 Carcinoma Mucinoso da Mama – uma apresentação atípica Alice Pimentel

P169 2363067 Gânglio Sentinela na Cadeia Mamária Interna Catarina Osório

P421 2523656Adenoma do mamilo, uma entidade rara – a propósito de um caso clínico

Sofia Fonseca

P433 1433709Metastização atípica do carcinoma da mama – a propósito de um caso clínico

Sofia Fonseca

P382 1713145Carcinoma da mama no homem: a importância dos achados clínicos e história familiar

Mafalda Fernandes

P321 2935384 Cilindroma da Mama, um caso raro Bruno Fernandes

P-PAR.ABD/VASCULAR

Sala 5

Moderadores: Rui Soares da Costa, Carlos M. Costa Almeida

P431 9445956 Hemangioma cavernoso dorsal – um desafio cirúrgico Joana Magalhães

P13 2683707 Uma hérnia dentro de uma hérnia Nuno Pratas

P76 2499389 Hérnia Intercostal Traumática – um caso clínico Ana Cruz

P3 6407291 Hérnia De Garengeot – Caso clínico Joana Gaspar

P97 9604881 Trombose Venosa Mesentérica Aguda Ana Logrado

P34 2750689 Nódulo de Villar: Apresentação de um caso clinico Inês Pereira Guerreiro

P72 4328726 Hematoma espontâneo do músculo recto abdominal Nadia Laezza

P9 2843433Separação química de componentes com toxina botulínica A (TBA) no tratamento de hérnia complexa da parede abdominal

Ana Peixoto Pereira

P324 1773905 Hérnia de Amyand – A Propósito de um Caso Clínico Inês Bolais Mónica

P230 1417221Acessos vasculares para hemodiálise– a experiência de uma unidade de transplantação

Inês Barros

P460 1777422 Hérnia femoral: Um achado raro Duarte Viveiros

P33 9836853 Dor abdominal e malformação da Veia Cava Inferior. Caso clínico. João Mendes Louro

P91 2768431 Hérnia Interparietal – uma causa rara de oclusão intestinal Rita Loureiro

P203 5883998 3 anos de amputações: o que fizemos? Alice Pimentel

P104 7414288Hérnias incisionais de orifícios de trocates de laparoscópica: 2 casos clínicos

Manuela Romano

P417 4045130 Doença de Mondor – A Propósito de um Caso Clínico Alexandra Soares

P139 1137326 Fístula aorto-entérica secundária – a propósito de um caso clínico Daniela Cavadas

P450 2113446 Hérnia paraduodenal esquerda – a propósito de um caso clínico Urânia Fernandes

P376 6875221 Aneurisma da artéria esplénica: a propósito de dois casos clínicos. Tiago Corvelo Pavão

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Revista Portuguesa de Cirurgia

40

P-TRAUMA-INT. 1

Sala F 2.3

Moderadores: Nuno Carvalho, Ricardo Pereira

P19 2621725 Um caso de falência respiratória por hérnia paraesofágica Nuno Pratas

P1 1151673Estabilização cirúrgica de fraturas costais no traumatismo torácico grave.

Filipe Madeira Martins

P11 2240623 Trauma Pélvico – Um desafio multidisciplinar Ana Sofia Costa

P222 7941410 Oclusão intestinal por endometriose – a propósito de um caso clínico Débora Aveiro

P251 2919506 Laparostomia na Gravidez Ana Logrado

P205 1074776Hérnia diafragmática encarcerada pós hepatectomia direita- relato de caso

Diana Brito

P95 3011454 Invaginação colo-cólica no adulto Ana Logrado

P258 2077606Avulsão da Vesicula Biliar – uma causa pouco frequente de hemoperitoneu

Carolina Canhoto

P16 2224721 Perfuração intestinal pós-laparoscopia de urgência Jéssica Neves

P102 1831607 Trauma minor? Trauma major? Sara Catarino

P98 1503697 Fístula Arteriovenosa Traumática Ana Logrado

P198 3022220 Fasceíte necrotizante do membro superior Catarina Afonso

P233 1604826Fasceíte da coxa e nocardiose pulmonar causadas por N. cyriacigeorgica em doente imunocomprometido

Filipa Nogueira

P6 2654840 Oclusão intestinal por lipoma submucoso Daniel Costa Santos

P159 5822305 “HELLP” – Cirurgia de Controlo de Danos no Bloco de Partos Cátia Caniço Felício

P109 2562089Oclusão intestinal | Uma causa frequente de admissão hospitalar de urgência

Ana Melo

P10 2057684 Trauma esplénico penetrante Filipa de Campos Costa

P92 2022258 Apresentação tardia de hérnia diafragmática pós traumática Rita Loureiro

P160 2574188 Hemorragia Maciça Por Tumor Gigante Do Jejuno Catarina Melo

P118 2893707 Pneumatose generalizada após perfuração iatrogénica do duodeno Ana Alagoa João

P155 3061411Damage Control Surgery no traumatismo hepático major: caso clínico num Centro de Trauma do México

Joana Magalhães

P273 2708376Abordagem Multidisciplinar no politraumatizado grave, a propósito de um caso clínico

Carlota Ramos

P210 3337133Um caso bizarro de síndrome do compartimento abdominal causado por dilatação gástrica aguda

Sílvia Silva

P190 2217194Abbreviated laparotomy na abordagem cirúrgica de um traumatismo abdominal

Catarina Osório

P265 2443109 Síndrome Compartimental (SC) Após Picada de Víbora Mariana Costa

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

41

P-VÁRIOS 1

Sala F 2.2

Moderadores: Carlos Luz, Gina Melo

P134 1972842 Um caso raro de oclusão intestinal – Hérnia de Morgagni Vanessa Santos

P125 3237381 O GIST Escondido: Um Caso de Hemorragia Digestiva de Causa Obscura Teresa Caroço

P126 3064165 Tumor de Abrikossoff no membro superior: um caso clínico raro Teresa Caroço

P80 1399273 Invaginação intestinal por divertículo de Meckel Catarina Moura

P83 6843676 Lipossarcoma retroperitoneal Catarina Moura

P88 1700895 Ileus biliar: apresentação de caso clínico Sara Morais

P133 1810180 Quando uma oclusão intestinal tem uma causa benigna e rara Ana Margarida Cinza

P131 3070659 Um caso raro de oclusão intestinal num adulto jovem Ana Margarida Cinza

P108 9989950 GIST de delgado – uma causa rara de hemorragia digestiva sintomática Sara Catarino

P124 3109637 Evisceração vaginal – A propósito de um caso clínico Vanessa Capella

P130 1680174 Quisto Hidático Esplénico – A propósito de um caso clínico Vanessa Capella

P73 2716254 Excisão alargada de sinus pilonidalis crónico com retalho de Limberg Nadia Laezza

P110 1614179 Hemotórax maciço – A abordagem num Hospital Insular Lisandra Martins

P113 1256097Grande epiplon como causa rara de oclusão intestinal – Relato de um caso clínico

Lisandra Martins

P99 2753799 Caso clínico raro de oclusão intestinal Marta Reia

P333 1660815O papel da Anidrase Carbónica IX (CAIX) no desenvolvimento e progressão do Carcinoma Colorretal

Charlène Viana

P100 1643526 Adenocarcinoma primário do jejuno Manuela Romano

P1403 2383696 Oclusão intestinal por Fitobezoar Manuela Romano

P138 1838029Oclusão gastrointestinal por fitobezoar: uma forma de apresentação rara

Mariana Claro

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Revista Portuguesa de Cirurgia

42

SEXTA-FEIRA, 09 DE MARÇO DE 2018

08h00

P-CR 2

G. Aud.

Moderadores: Lurdes Gandra, Sheila Martins

P297 1759404 Cordoma pré-sagrado Carmen Maillo

P305 2966357 Fístula recto-ureteral direita por fecaloma Carmen Maillo

P360 2962317 Linfoma do colón perfurado – Caso clínico Fernando Azevedo

P472 7970147 Nem tudo o que parece é... Sofia Pina

P447 2761334 Volvo do Cego Joana Oliveira

P415 2499119Carcinoma verrucoso do ânus – amputação abdómino-perineal e reconstrução com retalhos miocutâneos

Fabiana Sousa

P350 1222890 Uma Pérola Cirúrgica – Corpo Peritoneal Livre João Carvas

P387 2420147 Linfangioma Abdominal: Uma Entidade Rara na Idade Adulta? Ema Santos

P501 1911651Endometriose refratária: uma doença benigna com indicação para cirurgia major

Filomena Soares

P304 9719797 Melanoma do cólon – primário ou secundário? Cristina Fernandes

P312 6536508 Metastização para-rectal de adenocarcinoma pulmonar Cristina Fernandes

P432 1406623Revisão do estado da arte do tratamento de ileostomia de alto débito – a propósito de um caso clínico

Fabíola Amado

P418 7475180Excisão completa do mesocólon – resultados preliminares num centro único

Marta Fragoso

P456 1192576 Íleus biliar: uma causa rara de oclusão intestinal Joana Seabra

P414 1743160 Nem tudo o que parece é… Sofia Fonseca

P451 2214480 Dieulafoy do reto – A propósito de um caso clínico Urânia Fernandes

P473 3181465Diverticulectomia por Diverticulitte do Cego, uma causa rara de dor na fossa íliaca direita

André Graça Magalhães

P457 2962478Fístula colo-pleural, uma complicação rara de cancro colorretal metastizado

Tobias Teles

P-HBP 2

Sala 3

Moderadores: Jorge Carrapita, Vera Oliveira

P215 1368606Metástases Hepáticas de Cancro Não-Colorectal e Não-Neuroendócrino: Experiência de um Serviço

Eva Santos

P62 2764861Tratamento cirúrgico das neoplasias hepáticas de etiologia maligna: a experiência de um centro de referência

Sara Fernandes

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

43

P64 3216636Tratamento das neoplasias do pâncreas: a experiência de um centro de referência

Sara Fernandes

P24 5909814Transplante Hepático por Doença Maligna: O Papel do Transplante de “Compaixão”

Mafalda Sobral

P240 1430475Ressecção hepática de tumores sólidos benignos – indicações e resultados

Inês Barros

P481 2378073Hérnia Incisional em cirurgia hepatobiliar e pancreática – incidência e fatores de risco

José Chen Xu

P227 1434393Nos tumores neuroendócrinos com metástases hepáticas o que melhora a sobrevida dos doentes?

Sofia Costa Corado

P482 1250524Cirurgia ALPPS – Que papel na Cirurgia Hepática? – a Propósito de um Caso Clínico

Ema Santos

P39 2195628Duodenopancreatectomia Cefálica por Adenocarcinoma (Adc) Ductal – Análise dos Longos Sobreviventes

Catarina Aguiar

P223 1377489 Fatores preditivos de colecistite aguda gangrenosa Narcisa Guimarães

P507 2740317 Biloma subcapsular após colecistectomia Joana Simões

P197 3121673Morbi-mortalidade da colecistectomia de urgência na colecistite aguda do idoso

Ana Matos Ribeiro

P248 2991968HEPATOLÍTIASE – opções terapêuticas. Experiência nos últimos 10 anos.

Nádia Rodrigues da Silva

P250 1705367Morbi-mortalidade associada à pancreatite aguda no doente muito idoso

Joana Isabel Almeida

P163 1912177 Pancreatite aguda – Uma série de casos raros Miguel Cunha

P300 3023518 Abcesso Hepático – uma entidade na doença neoplásica terminal Ana Alagoa João

P253 2164866 Cistoadenoma biliar . A propósito de um caso clínico Manuel Ferreira

P-EGD 1

Sala 4

Moderadores: Sandra Hilário, Trovão Lima

P340 2619824 Volumosa massa abdominal – um desafio diagnóstico Joana Magalhães

P242 4826655 Acalásia – 40 anos de evolução Valter Paixão

P44 9666739 Um Caso de Necrose Aguda do Esófago Catarina Muller

P107 2327605 Síndrome de Wilkie – uma causa rara de obstrução duodenal Sara Catarino

P245 1647756Terapia de Vácuo Intraluminal: abordagem ao tratamento da deiscência da anastomose esofágico-jejunal após esofagectomia de Ivor-Lewis

Telma Fonseca

P355 2734669 Oclusão intestinal alta por Síndrome de Wilkie Fernando Azevedo

P146 2768677 Síndrome de Bouveret: Dois Espectros da Mesma Doença Joana Bártolo

P302 2131096 Schwannoma Esofágico – Caso Clínico Pedro Fernandes

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Revista Portuguesa de Cirurgia

44

P282 8708332Adenomioma Gástrico: Uma Neoplasia Rara em Localização Pouco Frequente

Catarina Quintela

P429 7931788 Necrose gástrica aguda – a propósito de um caso clínico Fabiana Sousa

P275 3726224 Entre marido e mulher… Ana Rodrigues

P338 1918319Bezoar gástrico- estenose pilórica condicionada por adenocarcinoma

Andreia Silva Santos

P336 2650660 Hérnia Hiato Esofágico – Caso de complicação aguda Teresa Correia

P58 3034374 Volvo gástrico associado a hérnia paraesofágica Anaísa Guimarães da Silva

P357 2937999Tratamento endoscópico de perfuração esofágica: Relato de um caso e revisão da literatura

Rita Lourenço

P342 2699909 Fazer das tripas... pulmão? Nuno Rombo

P148 2117890 Tumor Gástrico Glómico – um caso raro. Mariana Pereira Leite

P356 6480681 GIST duodenal – A propósito de um caso clínico André Batista

P449 2342457Polipose gástrica difusa isolada – caso clínico e revisão da literatua

Ana Torre

P327 1192555 Fístula aorto-esofágica após TEVAR – caso clínico Patrícia Amaral

P-END 1

Sala F 2.2

Moderadores: Pedro Koch, José Mário Coutinho

P41 4105301Carcinoma Papilar: A abordagem de um caso raro com invasão do tecido celular cutâneo

Catarina Aguiar

P45 1643708 Quisto de duplo canal tireoglosso – relato de caso Vítor Devezas

P180 1670964 Carcinoma papilar num quisto tiroglosso – caso clínico Tiago Fonseca

P237 1316918 Paratiroidectomia Uniglandular Videoassistida Telma Fonseca

P85 1492521Lições aprendidas da iatrogenia do nervo laríngeo recorrente pós-Tiroidectomia total

Eunice Monteiro

P191 2980223 Quisto branquial: uma localização incomum Ana Matos Ribeiro

P278 1861215 Carcinoma do córtex da suprarrenal recidivante – caso clínico Joana Nolasco Vaz

P77 3180967Paraparésia inaugural por carcinoma tiróideu oculto: a propósito de caso clínico

José Miguel Baião

P93 1457683Feocromocitoma quístico gigante tratado por adrenalectomia retroperitoneoscópica posterior – a propósito de um caso clínico

Marta Alexandre Silva

P185 1043825Nível de tiroglobulina pós-operatória como fator preditivo para resposta incompleta em carcinomas papilares de risco baixo a intermédio.

José Azevedo

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

45

P-TRAUMA-INT. 2

Sala F 2.1

Moderadores: António Oliveira, Fernando Ferreira

P506 1960653Obstrução intestinal secundária a hérnia do hiato de Winslow: um caso clínico

Tânia Sousa

P281 2110292 Oclusão Intestinal Pós-Operatória Ana Logrado

P284 2021211 Hérnia Transepiplóica Dupla – um caso clínico André Pacheco

P301 1378098 Apendicite aguda por metastização ao apêndice – um caso clínico Xavier de Sousa

P373 2755729 “Um mal nunca vem só” – Apendicite e Torsão Ovárica “síncronas” André Tojal

P361 2489365 Hérnia interna transepiplóica, uma causa rara de abdómen agudo. Luís Castro

P461 1511875Divertículo de Meckel: Um caso raro de oclusão intestinal intermitente

Duarte Viveiros

P465 4707639Peritonite biliar: Abordagem laparoscópica após complicação rara de biópsia hepática

Duarte Viveiros

P504 1895159Linfoma difuso de células B do intestino com perfuração após colonoscopia

António Manso

P505 2480999Gastropexia laparoscópica num caso raro de volvo gástrico mesentérico-axial no adulto

António Manso

P322 2084431 Patologia do apêndice ileocecal: revisão de 732 casos Fernando Resende

P469 3175036 Perfuração iatrogénica do reto: A propósito de um caso clínico Duarte Viveiros

P480 1964711 Sacrifice skin and fat to save limbs Teresa Pereira

P525 2744826Hemorragia digestiva alta recorrente – Abordagem multidisciplinar desafiante

João Aniceto

P430 2688165 Causa rara de ruptura esplénica – a propósito de uma caso clínico Sofia Fonseca

P490 2173510 Diverticulite do cego: um achado durante apendicectomia Sofia Frade

P520 1920429 Perfuração traumática da bexiga Nuno Oliveira

P467 1997423 Estenose duodenal após trauma abdominal fechado – Caso Clínico Tobias Teles

P524 2379663 Ulcera jejunal? Complicações tardias de cirurgia bariátrica Tiago Louro

P372 2317924Pneumomediastino espontâneo – uma entidade rara, uma queixa frequente

Filipa Narciso Rocha

P-VÁRIOS 2

Sala F 2.3

Moderadores: Carlos Miranda, Carlos Alpoim

P280 2169412 Reconstrução esofágica com interposição cólica: caso clínico Pedro Valente

P175 4959225Adenocarcinoma do jejuno com obstrução intestinal- relato de caso raro

Diana Souto Brito

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Revista Portuguesa de Cirurgia

46

P299 2513121Leiomiomatose Peritoneal Disseminata: Quando as aparências iludem

Daniel Martins Jordão

P313 1661857Mixofibrossarcoma da nádega. Um tumor agressivo com um diagnóstico difícil

Daniel Martins Jordão

P287 2087059 Mesotelioma peritoneal maligno – caso clínico Ana Valente Costa

P266 2251010Intervenção da Cirurgia Geral nas Reintervencões Após Cistectomia Radical.

Catarina Quintela

P368 2171764 Fluorescência em Cirurgia. Andreia Barão

P352 1016607 Hérnia interna atraumática do adulto Nuno Rombo

P345 2581543Linfadenectomia ilio-obturadora e inguinal – a propósito de um caso clínico

Nuno Rombo

P140 1409962 Divertículo Jejunal – um diagnóstico desafiante Ana Rodrigues

P181 1428928 Tumores retroperitoneais – a propósito de um caso clínico Nuno Monteiro

P317 3202661 Migração de DIU – a propósito de 2 casos clínicos Inês Bolais Mónica

P213 2543557Lipomatose da válvula ileocecal uma causa rara de dor abdominal recorrente – Caso Clínico

Andreia Guimarães

P196 1289637 Um doente, duas neoplasias – um caso de difícil diagnóstico Joana Magalhães

P294 8189637Divertículo de Meckel – Quando os exames complementares de diagnóstico falham

Joana Romano

P150 2195231Tumor Fibroso Solitário – Achado Imagiológico Num Quadro de Apendicite Aguda

Joana Romano

P214 2908059Cistadenoma mucinoso do apêncide ileocecal – relato de um caso clínico

Sílvia Silva

P176 2825372 Diverticulite aguda do jejuno – um caso raro de abdómen agudo Mário Pereira

P334 2480057Angiossarcoma esplénico primário: relato de um caso e revisão da literatura

Adriano Marques

P318 1248638Hemangioendotelioma epitelioide metastático Tratamento sequêncial de um tumor raro

Daniel Martins Jordão

P276 2321571 Quisto hidático do Psoas e Coxa Mafalda de Sousa Fernandes

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

47

SEXTA-FEIRA, 09 DE MARÇO DE 2018

14h00

P-CR 3

Sala 3

Moderadores: Susana Ourô, Jorge Costa

P55 7947420Adenocarcinoma do Apêndice Ileocecal – Experiência de um Centro Hospitalar

Vítor Devezas

P398 2871612Deiscência anastomótica colorectal: fatores de risco e impacto na sobrevida

Ana Margarida Correia

P158 2048082Proctologia benigna na urgência – 5 anos de experiência num hospital distrital

Cláudia Marques

P247 8281221 Um caso raro de tumor retroretal Maria João Jervis

P401 2897845Resseção anterior do recto combinada com excisão total do mesorreto via transanal (TaTME), nova abordagem à neoplasia reto médio/baixo – Caso Clínico

Fabíola Amado

P120 2314406Ileus Management International (IMAGINE): Protocolo de um estudo multicêntrico observacional do íleus após cirurgia colo-rectal

Ana Alagoa João

P184 1631787Adenocarcinoma mucinoso do apêncice: Dilema Diagnóstico – Caso Clínico

Bárbara Vieira

P164 1211219 Adenocarcinoma do apêndice – um achado sombrio? Paula Azevedo

P187 6453886 Tumores neuroendócrinos do apêndice – realmente indolentes? Inês Capunge

P238 1353828 A cirurgia na doença de crohn ileo-cólica – 12 anos de experiência Nádia Silva

P488 2490481Encerramento de ileostomia derivativa após Resseção Anterior do Recto

Lúcia Carvalho

P260 3184871 Hemoperitoneu – apresentação invulgar de uma doença comum António Miguel Pereira

P491 6251299 Colite neutropénica: a propósito de dois casos Sofia Frade

P349 2087190Fistulotomia no tratamento de fistulas peri-anais: resultados a longo prazo

Maria João Koch

P423 1262437Feasibility of using indocyanine green fluorescence to evaluate anastomotic perfusion in colorectal surgery

Teresa Pereira

P-EGD 2

Sala 4

Moderadores: Alberto Midões, Jorge Santos

P521 2524684 Massa pélvica gigante solitária em doente com adenocarcinoma gástrico Inês Gonçalves

P167 2355713 Perfuração de úlcera – Casuística a 3 anos Rita Martins

P343 1892262 Perfuração de Úlcera Péptica: os Pacientes, as Cirurgias e os Resultados João Carvas

P375 2859557 Schwannoma Gástrico – A propósito de 2 casos clínicos Rita Silva

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Revista Portuguesa de Cirurgia

48

P165 5598808 Fatores que influenciam a sobrevivência do carcinoma gástrico inicial Catarina Melo

P512 1573357 Sindrome de Boerhaave? Diogo Nogueira Pinto

P526 2511548 Hemorragia digestiva alta pós-sleeve: uma nova hipótese diagnóstica Maria Sousa

P221 2562969Estudo retrospetivo: Os efeitos a longo prazo da terapia crónica com inibidores da bomba de protões no desenvolvimento de pólipos gástricos

Andreia Amado

P121 1497215Divertículo de Zenker: tratamento endoscópico vs cirúrgico – a propósito de caso clínico

Daniela Cavadas

P452 1802546Tumor do estroma gastrointestinal volumoso de localização rara – caso clínico e revisão da literatura

Ana Paula Torre

P462 8654657 Perfuração gástrica por corpo estranho – 2 casos clínicos Tobias Teles

P518 1395312 Melanoma Gástrico Metastizado: Apresentação de Um Caso Maria Beatriz Pimentão

P332 8614901 Fundoplicatura de Nissen – análise retrospectiva Ana Freire Gomes

P274 1450546 Tratamento da Doença Ulcerosa Péptica Complicada Wilson Malta

P-END 2

Sala F 2.2

Moderadores: Isabel Nascimento, Ana Oliveira

P54 1753073Hipoparatiroidismo Pós-operatório – Experiência de um Centro Hospitalar

Vítor Devezas

P497 6930852Hipoparatiroidismo primário – Casuística de 13 anos do Centro Hospitalar do Porto

Joana Gaspar

P87 1894451 Hipocalcemia pós-tiroidectomia total – implicações na prática clínica Eunice Vieira e Monteiro

P389 6245713Alterações do comportamento como forma de apresentação de hiperparatiroidismo primário. Um caso de crise hipercalcémica.

Luís Castro

P455 1742136 Adenoma da paratiróide Isabel Caldas

P444 2121299 Neoplasia em cisto branquial: primário ou metástase? Isabel Caldas

P410 8118269 Tumor da suprarrenal – ressecção multiorgânica António Miguel Pereira

P399 1686462 Doença de Madelung André Caiado

P479 2415572 Mielolipoma gigante da glândula suprarrenal: caso clínico André Graça Magalhães

P514 1661878Tratamento cirúrgico do hiperparatiroidismo primário: 10 anos de experiência de um serviço de Cirurgia Geral

Miguel Almeida

P-VÁRIOS 3

Sala F 2.1

Moderadores: António Ruivo, Cassilda Cidade

P448 1070707Síndrome de Wünderlich no diagnóstico diferencial de abdómen agudo – Caso Clínico

Cristina Monteiro

P466 2566013 Catéteres Venosos Centrais Ecoguiados por via Subclávia Joana Marantes Pimenta

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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P173 2041606 Confusão gerada por uma raridade Cristina Costa

P511 1344976A multi-criteria decision analysis assessment of teduglutide in the treatment of adults with short bowel syndrome and intestinal failure in Portugal

Marta Vargas Gomes

P419 7003293 The Hidden Gauze: A clinical case Inês Pinto

P379 1846296 Síndrome de Stewart-Treves – a propósito de um caso clínico Rita Lages

P199 2551987 Sinus Pilonidalis – Experiência de um Serviço Rita Camarneiro

P428 2387854 Metástase Cutânea de Leiomiossarcoma Uterino Rita Martelo

P440 6616572Doença de Madelung e Lipoma de Células Fusiformes – Duas Entidades Raras Coexistentes

Rita Martelo

P411 1300244 Lesão rara em local invulgar – Porocarcinoma do umbigo João Nobre

P374 2172082 Espetada de Delgado – Um Início Invulgar de 2017... Sónia Bispo

P442 9893063 Manifestações gastrointestinais da Doença de Fabry Teresa Santos

P359 4126354 Metástase cutânea isolada de leiomiossarcoma Adriano Marques

P468 1448052 Diverticulite de Meckel no adulto – Caso clínico Tobias Teles

P380 2977270 PEComa – Tumor Raro do Grande Epíplon Vanessa Praxedes

P470 2137196 Adenocarcinoma primário do jejuno – Caso clínico Tobias Teles

P388 1078197Diverticulite Aguda ou Ruptura Ureteral? – A importância da revisão imagiológica

Nuno Dias Machado

P476 7673264 Cancro do ovário – ‘the big deceiver’ – a propósito de um caso clínico Leonor Matos

P128 7587450 Entidade rara de dor abdominal Mariana Leite

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

SESSÕES VÍDEO

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SESSÕES DE VÍDEOQUINTA-FEIRA, 08 DE MARÇO DE 2018

14h30

V-CR 1

Sala 6

Moderadores: Carlos Leichsenring, Marisa Santos

V437 2791205Mobilização do ângulo esplénico por via laparoscópica – demonstração da técnica

Ana Margarida Correia

V106 8427104 Diverticulectomia de meckel laparoscópica Ana Melo

V298 2693648Doença diverticular do cólon sigmóide complicada de fistulização colo-vesical

Cristina Fernandes

V145 2661598 Colectomia esquerda laparoscópica com NOSE Joana Magalhães

V15 2527221Recidiva de cancro do recto: Exenteração pélvica com sacrectomia distal

Júlio Soares Leite

V57 1876824Hemicolectomia direita laparoscópica com anastomose intracorpórea – na perspetiva do interno

Manuel Rosete

V364 8808306Abordagem estandardizada na hemicolectomia direita via robótica – Uma janela para o futuro?

Pedro Vieira

V67 1760634Ressecção anterior do recto baixa por laparoscopia com correcção de pequena deiscência

Ruben Martins

V69 4586643 Sigmoidectomia NOSE Ruben Martins

V231 2718246Proctocolectomia total com anastomose ileoanal com bolsa em J laparoscópica

Tiago Fonseca

V-END/VÁRIOS

P. Aud.

Moderadores: Tiago Pimenta, Henrique Candeias

V371 1024739 Feocromocitoma da supra-renal direita Emília Fraga

V17 2495430 Adrenalectomia laparoscópica transperitoneal por Feocromocitoma Catarina Aguiar

V21 3123446 Carcinoma Medular da tiróide – Uma abordagem multidisciplinar Catarina Aguiar

V392 2697796Tratamento de hérnias diafragmáticas por via laparoscópica: a propósito de dois casos clínicos

Cláudia Santos

V37 2247748SEPS: Laqueação sub-fascial endoscópica de veias perfurantes em doentes com insuficiência venosa e incompetência das perfurantes.

João Mendes Louro

V272 2079863 Adrenalectomia direita laparoscópica por aldosteronoma Mariana da Silva Costa

V502 1244075Reconstrução abdominal complexa e tratamento de estoma de alto débito numa só etapa

Rosa Saraiva

V208 2391605Outra forma de ver as coisas – Laparoscopia exploradora por orifício herniário

Sílvia Silva

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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SEXTA-FEIRA, 09 DE MARÇO DE 2018

08h00

V-EGD

P. Aud.

Moderadores: André Lázaro, Hugo Sousa

V408 2447809 Esofagectomia por carcinoma epidermóide do esófago distal Emília Fraga

V416 8088072 Tratamento cirúrgico da Acalásia Emília Fraga

V339 2039396 Linfadenectomia D2 via laparoscópica por neoplasia gástrica André Batista

V285 8893474Anel gástrico no tratamento da falência do bypass gástrico na obesidade mórbida

Cristina Fernandes

V293 1516483 Esofagectomia minimamente invasiva segundo técnica de Mckeown Cristina Fernandes

V422 1296442GIST gástrico – diferentes formas de apresentação e diferentes abordagens cirúrgicas

Fabiana Sousa

V264 1402067 Gastrectomia total por via laparoscópica Marina Duarte

V236 2040656Duodenal Switch com laqueação da artéria gástrica: sistematização da técnica

Sara Lourenço

V522 1411795 Enucleação de lipoma esofágico submucoso por VATS Maria Sousa

V51 1889447 Diverticulectomia Esofágica por Toracoscopia Vítor Devezas

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SEXTA-FEIRA, 09 DE MARÇO DE 201814h00

V-CR 2

Sala 6

Moderadores: Mesquita Rodrigues, Horta Oliveira

V503 1029822Ressecção anterior do recto laparoscópica transanal (taTME) como opção cirúrgica no muito idoso com carcinoma do recto

António Manso

V513 2871022Simplificação da mobilização do ângulo esplénico com abordagem medial para lateral laparoscópica

António Manso

V22 2192496Abordagem minimamente invasiva de perfuração endoscópica iatrogénica do cego: um caso prático de resseção ileocecal laparoscópica urgente em síndroma de Peutz-Jeghers

Berta Barbosa

V289 4536410Colectomia esquerda laparoscópica com controlo vascular pré-anastomôtico por fluorescência.

Carmen Maillo

V400 2032343Tratamento Laparoscópico do Rectocele e disfunção do pavimento pélvico associada (LAPSTAR – Laparoscopic Simultaneous Treatment of Rectocele and Apical Prolapse)

Leonor Matos

V454 1812709 Hemicolectomia direita laparoscópica – abordagem bottom-to-up Leonor Matos

V12 1412906Totally Laparoscopic Right Hemicolectomy with Focus on Vascular Approach

Pedro Mesquita Vasconcelos

V20 2330564Ressecção abdomino-perineal conservando colostomia previamente realizada

Ruben Martins

V412 2848324 TAMIS – Abordagem Minimamente Invasiva na Dúvida Dignóstica Alexandra Soares

V-HBP

P. Aud.

Moderadores: Raquel Mega, Júlio Constantino

V42 1338119 Tumor neuroendócrino do pâncreas – enucleação laparoscópica Cláudia Leite

V283 1492729Colecistectomia laparoscópica percutânea com colangiografia intraoperatória por fluorescência

Carmen Maillo

V453 2453730Resseção anterior do reto laparoscópica com segmentectomia hepática síncrona

Lúcia Carvalho

V216 4535921 Tratamento Cirúrgico de Pancreatite Crónica Luísa Frutuoso

V192 1443125“Artery first approach” na duodenopancreatectomia cefálica – a propósito de um caso clínico

Vera Oliveira

V241 2956913 Papel da cirurgia laparoscopica na hepatolítiase Nádia Silva

V141 9032539 Ampulectomia por tumor ampular Inês Sales

V295 4719102Ressecção hepática ex-situ por Colangiocarcinoma intra-hepático – Hepatectomia esquerda alargada aos segmentos 1, 5 com ressecção da Veia Cava Inferior retro-hepática e substituição por Prótese

Ricardo Martins

V232 4347052Bissegmentectomia II, III por Via Laparoscópica por Hemangioma Hepático

Telma Fonseca

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

REGULAMENTO DE APRESENTAÇÃO E SELEÇÃO DE COMUNICAÇÕES

1. Ao congresso nacional podem ser submetidas comunicações de 3 tipos: comunicação livre, vídeo e poster. O primeiro autor do trabalho deve estar inscrito no congresso.

2. Todas elas devem ser submetidas sob a forma de resumos e exclusivamente por via informática através do site spcir.com/congresso2018. A data limite de submissão dos resumos é 20 de novembro de 2017, às 08.00 horas.

3. Os trabalhos submetidos poderão ser editados até dia 03 de dezembro de 2017, para eventual correção do seu conteúdo. No momento da submissão, é enviado um email com os dados submetidos, ID de resumo, senha, e link para proceder à edição do respetivo trabalho.

4. Todos os resumos devem referir: título, autores, instituição(ões) e serviço(s), autor correspondente e respetivo contacto (e-mail), tipo de apresentação (comunicação oral, vídeo ou e-poster), área científica a que se refere (cada um dos capítulos da SPCIR e outros). Segue-se o texto do resumo que deve obrigatoriamente explicitar o objetivo ou introdução, material e métodos, resultados e discussão/conclusão. Neste resumo não deve ser incluída qualquer referência que permita a identificação do hospital de origem do trabalho. O texto do resumo terá um limite de 1500 caracteres.

5. Os resumos que não cumpram estes requisitos serão recusados.

6. Os resumos referentes a comunicação oral serão distribuídos ao júri nomeado pelos respetivos capítulos da área científica a que se candidatam e pela Direção da SPCIR nas áreas não abrangidas por aqueles, por via eletrónica, até ao dia 4 de dezembro de 2017.

7. As respetivas avaliação e classificação, serão reenviadas, pela mesma via, à direção até à data limite de 22 de dezembro de 2017.

8. Os autores das comunicações melhor classificadas nas respetivas áreas serão informados da aceitação condicional do trabalho para apresentação até à data de 3 de janeiro de 2018. Para a aceitação final do trabalho, o autor deverá enviar resumo alargado do trabalho (formato A4, até três páginas, até ao dia 28 de janeiro 2018 através do site da SPC. Os trabalhos que cumpram todos estes requisitos serão apresentados como comunicação oral com 7 minutos de apresentação e 3 minutos de discussão nas sessões para tal destinadas. As comunicações preteridas serão apresentadas sob a forma de e-poster.

9. As comunicações livres apresentadas nas sessões das respetivas áreas científicas serão classificadas pela mesa da sessão, que elegerá a melhor de cada sessão.

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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10. O conjunto das melhores comunicações livres apresentadas ao congresso nas diferentes áreas científicas serão apresentadas em conjunto na sessão final do congresso sendo premiadas as três primeiras classificadas (ex aqueo).

11. Todos os vídeos submetidos para apresentação ao congresso devem ser enviados até ao dia 9 de dezembro de 2017.

12. O envio dos vídeos poderá ser feito das seguintes formas:

• por correio registado: para Refresh Bubbles (Rua Damião de Gois, 176 1º andar Escritório 1.5 – 4050-222Porto–Telefone–+351223263373),emsuporteDVD(formatoMP4recomendado);

• viaWeTransfer:www.wetransfer.com para o email [email protected];

• CasooptepeloenvioporWeTransfer,ser-lhe-áenviadoposteriormenteumemaildeconfirmaçãodareceção do vídeo. Para o envio de vídeos que estejam em formato DVD, será necessário comprimir os ficheiros em formato ZIP ou outro equivalente;

13. Nos vídeos submetidos para apreciação, não deve ser incluída qualquer referência que permita a identificação do hospital de origem do trabalho.

14. Os vídeos serão visualizados por um júri que selecionará aqueles que serão apresentados nas sessões de vídeo do congresso. Cada vídeo terá 8 minutos para apresentação e 4 minutos de discussão.

15. Os autores correspondentes serão informados da decisão do júri de aceitação ou recusa da apresentação dos seus trabalhos e sob que forma, até ao dia 28 de janeiro de 2018.

16. A mesa das respetivas sessões elegerá dois vídeos por sessão que serão apresentados na sessão em conjunto na sessão final dos melhores vídeos, sendo premiados os três primeiros classificados (ex aqueo).

17. As comunicações poster submetidas ao congresso serão apresentadas em formato eletrónico. As comunicações orais não admitidas para apresentação neste formato (após avaliação do júri de seleção) serão apresentadas sob a forma de e-poster. O e-poster deve ser enviado através da página web da SPC, até ao dia 04 de fevereiro de 2018. Após esta data não serão aceites os trabalhos nem é permitida qualquer alteração ao conteúdo do mesmo. Organizar-se-ão sessões com os pósteres, agrupados por temas e discutido por um júri de peritos na área que selecionará um poster como o melhor da sessão. Esses pósteres serão colocados numa pasta informática dos melhores pósteres que ficará disponível nos monitores de apresentação. Um júri selecionará os 10 melhores pósteres que serão discutidos e apresentados na sessão dos melhores pósteres, sendo premiados os três melhores trabalhos (ex aqueo).

18. Todas as avaliações dos resumos, vídeos, apresentação de comunicações livres, vídeos e pósteres serão feitas de acordo com critérios pré-definidos e constantes das grelhas de classificação que se anexam a este regulamento.

A Direcção da SPC

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SOCIEDADE PORTUGUESA DE CIRURGIA

XXXVI I I CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA

NORMAS DE APRESENTAÇÃO E DE MODERAÇÃO DE SESSÕES CIENTÍFICAS

A Direção da Sociedade Portuguesa de Cirurgia agradece a sua disponibilidade para colaborar no XXXVIII Congresso Nacional, que se realizará de 8 a 10 de Março de 2018, na Culturgest em Lisboa.

Solicita-se a leitura das recomendações relativas ao modo de funcionamento das sessões científicas:

1 – INTRODUÇÃO

A observação rigorosa dos horários é indispensável ao sucesso do Congresso. Os palestrantes e moderadores devem cumprir este imperativo.

Os preletores e membros das mesas foram convidados pelo seu mérito pessoal, pelo que não devem agradecer à Direção da SPC a sua presença/convite já que estes consomem o tempo destinado à apresentação e discussão da sua comunicação.

O sistema de audiovisuais do congresso apoiará o controlo do tempo das intervenções. Ao surgir o sinal vermelho, o preletor será interpelado pelo moderador para finalizar de imediato.

2.1 – MODERADORES/ PRESIDENTES

A generalidade das sessões tem 3 moderadores, à exceção das conferências. Estes devem acordar previamente quem terá a responsabilidade de abrir a sessão e quem efetuará o seu encerramento. Aos presidentes das mesas e das conferências compete introduzir os preletores.

Compete aos moderadores dar pontualmente início à sessão, enquadrar o tema da mesma, apresentar os preletores, vigiar o cumprimento do tempo de cada apresentação, promover a discussão e proceder ao encerramento dentro do horário.

2.2 – SESSÕES

Conforme o tipo de sessão, o tempo destinado à apresentação e à discussão deve ser gerido da seguinte forma:

Conferência

• Duração da sessão: 30 minutos;• Sem discussão no final.

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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Mesa Redonda

• Duração da sessão: 120 ou 150 minutos;• Cada intervenção tem a duração de 20 minutos;• Discussão obrigatória de 30 minutos (mínimo) no final ou a acordar pela mesa.

Prova de Caras

• Duração da sessão: 120 minutos (40 minutos para cada caso).

Mini Mesa Redonda

• Duração da sessão: 60 minutos;• Cada intervenção tem a duração de 20 minutos;• Discussão obrigatória de 20 minutos (mínimo) no final ou a acordar pela mesa.

Mesa Redonda – problemas clínicos

• Duração da sessão: 150 minutos;• Cada intervenção tem a duração de 10 minutos;• Discussão de 3 minutos no fim de cada apresentação.

Comunicação Oral• Duração da sessão: 120 minutos;• A cada trabalho estão reservados 7 minutos para apresentação, seguidos de 3 minutos para discussão.

Póster (e-Poster)

• O póster será apresentado em formato digital. Todos os pósteres aceites para apresentação estarão disponíveis para observação durante todo o Congresso.

• Os posters serão agrupados em pastas informáticas por tema; o horário da sessão de apresentação será afixado, devendo o autor do Poster estar presente no momento em que se procede à sua avaliação pela Mesa da Sessão.

• A duração de cada sessão de poster é de 120 minutos.

Vídeo

• Duração da sessão: 120 minutos;• A cada trabalho estão reservados 8 minutos para apresentação e 4 para discussão.

3 – ENTREGA DE COMUNICAÇÕES E PÓSTERES

Todas as apresentações devem ser antecipadamente entregues de acordo com as seguintes regras:

Sessões de póster

• O envio de e-poster terá de ser feito obrigatoriamente por via eletrónica através do site da SPC (conforme especificações técnicas);

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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• Dada a necessidade de preparação dos posters para os ecrãs tácteis em que serão visionados, não serão aceites quaisquer ficheiros por outra via nem após a data indicada acima, nem mesmo no local do Congresso.

Sessões de Vídeo

• Todos os vídeos submetidos para apresentação ao Congresso devem ser enviados por correio paraRefreshBubbles(RuaDamiãodeGois,1761ºandarEscritório1.5–4050-222Porto–Telefone–+351223263373),emsuporteDVD(formaMP4recomendada)ouviaWeTransfer:www.wetransfer.com para o email [email protected] até 9 de Dezembro de 2017.

4 – NOTAS FINAIS

Os objetivos do XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia só serão atingidos se, além da qualidade dos conteúdos científicos, se aliarem normas de organização que facilitem e tornem eficazes as sessões.

Apelamos a todos os participantes para a observância das normas acima expostas.As salas estão equipadas com controlador de tempo. Contamos especialmente com os Moderadores e

Presidentes das sessões para a gestão rigorosa do tempo.

Com os melhores cumprimentos,

A Direcção da SPC

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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XXXVIII CONGRESSO NACIONAL DE CIRURGIA8 A 10 DE MARÇO DE 2017

RESUMO DE COMUNICAÇÃO

SALA G. AUD. 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 404)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Valor prognóstico dos Scores baseados em marca-dores inflamatórios no Cancro Coloretal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O cancro colorretal (CCR) é, a nível mundial,um dos cancros com maior incidência e mortalidade.Tem sido estudado o impacto da elevação de marcadores inflamatórios sistémicos como a Escala de Prognóstico de Glasgow (GPS), o Rácio Neutrófilos--Linfócitos (RNL), ou a Proteína C-Reativa isolada no prognóstico de diferentes doenças oncológicas. Mate-rial e Métodos: Realizamos um estudo retrospectivo de 01/2005 a 12/010 e analisamos a relevância da elevação dos marcadores inflamatórios sistémicos, pré e pós-operatórios no prognóstico de doentes com diagnóstico de CCR, submetidos a cirurgia com poten-cial curativo. Resultados: De 512 doentes analisados, incluímos 426. Em relação à sobrevida, verificamos que os doentes com PCR isolada aumentada no pré-opera-tório e RNL aumentado (pré/pós-operatório) apresen-tavam uma sobrevida significativamente inferior aos demais. Em relação à recidiva da doença, os tempos livres de recidiva foram significativamente inferiores em doentes com o RNL aumentado relativamente aos res-tante. A PCR isolada não demonstrou diferenças sig-nificativas no que à recidiva diz respeito. A GPS não parece ter impacto quer na sobrevida quer na recidiva. Discussão: Verificamos uma associação entre o RNL, a sobrevida e recidiva de doentes com CCR.Além disso,o RNL pós-operatório influencia a mortalidade por CCR de modo independente das restantes variáveis.A grande disponibilidade,baixo custo e riscos para o doente fazem dos marcadores inflamatórios uma forma fácil e rápida de avaliar o prognóstico de doentes com CCR.

HOSPITAL: Hospital de Braga SERVIÇO: Cirurgia Geral, Hospital de Braga CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Charlène Viana; João afonso; André Goulart; Fernanda

Nogueira; Mesquita Rodrigues; Pedro Leão; Sandra Martins

CONTACTO: Charlène Viana E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 383)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Resultados Iniciais da Aplicação do Protocolo Ra-pid em Cirurgia de Ressecção Anterior do Recto

RESUMO: Objetivo/Introdução: O protocolo RAPID (Remove, Ambulate, Postoperative analgesia, Introduce Diet) foi concebido como um esquema simples e de fácil imple-mentação como protocolo de recuperação rápida em pós-operatório de cirurgia colorectal. Avalia-se os resul-tados iniciais da aplicação deste protocolo no pós-ope-ratório de doentes submetidos a ressecção anterior do recto (RAR). Material e Métodos: Comparamos uma coorte histórica de 58 doentes submetidos a RAR entre janeiro de 2015 e dezembro de 2016 com uma coorte prospectiva de 15 doentes correspondente à aplicação do protocolo RAPID entre junho e novembro de 2017. Avaliamos o tempo pós-operatório de internamento hospitalar, complicações durante a admissão e taxas de reintervenção e readmissão nos primeiros 30 dias pós-operatórios. Resultados: Não existem diferenças entre os grupos em relação a idade, sexo, IMC, ASA e hábitos tabágicos. A introdução do RAPID, levou a uma diminuição no tempo médio de internamento de 8,7 para 5,1 dias, com medianas de 7 e 4, respectivamente. No grupo RAPID, 86,7% dos doentes tiveram alta até ao 4º dia de pós-operatório, comparativamente com 10,3% da coorte histórica. A implementação do proto-colo RAPID não se traduziu num aumento de compli-cações, reintervenções ou readmissões. Discussão: É exequível a aplicação do protocolo RAPID em cirurgia complexa colorectal, levando a uma diminuição consi-derável do tempo de internamento, sem comprometer a segurança clínica dos doentes.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral – CHEDV CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Ana Margarida Correia, Lúcia Carvalho, Leonor Matos,

Joana Magalhães, Joaquim Costa Pereira, Jorge Costa, Maria Rosa Sousa, António Soares, Gil Gonçal-ves, Mário Nora

CONTACTO: Ana Margarida Pais Correia E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 154)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Resultados do tratamento cirúrgico do cancro colo--retal no doente idoso (> 85 anos)

RESUMO: Objetivo/Introdução: Com o aumento da esperança média de vida, a incidência de cancro colo-retal (CCR) em doentes idosos tem aumentado. Importa conhecer os resultados do seu tratamento bem como os fatores que influenciam a morbimortalidade. Material e Méto-dos: Análise retrospetiva de pacientes com ≥85 anos submetidos a cirurgia eletiva de resseção curativa por CCR num centro cirúrgico entre Janeiro/ 2010 e Janeiro/2017. Registo dos dados clínicos com estudo de regressão logística multivariada dos fatores que potencialmente influenciaram a morbilidade major e a mortalidade hospitalar (até aos 3 meses). Resultados: Analisaram-se 120 doentes com 87,7±2,6 anos; 52 com neoplasia do cólon direito, 35 do cólon esquerdo e 33 do reto. Ocorreu morbilidade major em 23 doentes (19,2%). A taxa de mortalidade aos 3 meses foi de 16,7%; no grupo dos 85-89 anos foi 12,4% e no grupo com ≥90 anos 29% (p = 0,032). Identificaram-se os seguintes fatores preditivos de mortalidade aos 3 meses: ≥90 anos (p=0,021), classificação ASA (p=0,014), doença pulmonar obstrutiva crónica (p=0,003), complica-ções pós-operatórias (p=0,000), complicações major (p=0,000), tumor T4 (TMN) (p=0,018). A sobrevivência média global foi de 47,6±3,8meses. Os doentes com CCR estadio I-II e ASA 1-2 apresentaram sobrevivência de 64,5% aos 5 anos. Discussão: Os resultados deste estudo sugerem a vantagem da opção cirúrgica no tra-tamento do CCR do idoso, particularmente nos doentes com reduzida comorbilidade e com doença localizada.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: Serviço de Cirurgia A e B, Centro Hospitalar e Univer-

sitário de Coimbra (1), Clínica Universitária de Cirurgia III, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2)

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Rodrigo A Nemésio (1,2), António Manso (1,2), Júlio S

Leite (1,2) CONTACTO: Rodrigo Athayde Nemésio E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 161)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Resseção laparoscópica de cancro do recto vs. res-secção convencional: morbilidade e qualidade da resseção oncológica

RESUMO: Objetivo/Introdução: As vantagens da cirurgia lapa-roscópica no cancro do recto não estão ainda demons-tradas em estudos randomizados. O objetivo deste trabalho foi a avaliação dos resultados a curto prazo das duas técnicas cirúrgicas no tratamento do cancro do recto. Material e Métodos: Foram analisados todos os doentes com cancro do recto, ressecados com inten-ção curativa desde Janeiro 2014 a Junho 2017 num centro de referência. Resultados: A resseção laparos-cópica (Lap) foi realizada em 76 doentes e a resseção convencional (Conv) em 61. Não houve diferenças

entre os 2 grupos relativamente ao sexo, localização do tumor (30% 1/3 inf), comorbilidades, terapêutica neo-adjuvante ou tipo de intervenções (12% AAP), mas o grupo Conv apresentou maior incidência de ASA 3 e 4 e estadiamento patológico mais avançado. No grupo Lap a conversão para Conv ocorreu em 11,8% dos casos, a duração da intervenção foi superior (5h vs 3h) e a mor-bilidade major (13% vs 16%), as fístulas (2,6% vs 4,9%) e o tempo de internamento (8d vs 9d) foram menores, embora sem diferenças significativas. No grupo Lap a margem circunferencial esteve menos invadida (10% vs 29%, p=0,005) e não surgiram recidivas locais aos 3 anos (0% vs 22%). Discussão: O presente estudo sugere que, apesar de ser retrospetivo, com enviesa-mento dos casos ASA 3,4 e com estadiamento tumoral avançado para o grupo Conv, a resseção Lap parece ter vantagens na morbilidade e na qualidade da resse-ção oncológica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: Serviço de Cirurgia A, Centro Hospitalar e Universitá-

rio de Coimbra (1), Clínica Universitária de Cirurgia III, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2)

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Rodrigo A Nemésio (1,2), André Amaro (1,2), António

Manso (1,2), Júlio S Leite (1,2) CONTACTO: Rodrigo Athayde Nemésio E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 202)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Há vantagem no estudo histológico dos anéis de anastomose após ressecção do cancro do reto?

RESUMO: Objetivo/Introdução: A necessidade da análise his-tológica dos anéis de anastomose colorretal tem sido posta em causa por alguns autores. Pretendeu-se saber se é útil a análise histológica dos anéis de anas-tomose colorretal na cirurgia por neoplasia do reto. Material e Métodos: Estudaram-se 232 doentes (153 homens; 79 mulheres) operados por carcinoma do reto entre 2010 e 2016, com idade média de 66,4 anos (limi-tes: 32 – 91). Os tumores localizavam-se em 122 casos no terço superior do reto, em 76 casos no terço médio e 34 casos no terço inferior. Resultados: O exame histo-lógico revelou que em 5 casos havia pólipos adenoma-tosos num dos anéis da anastomose colorretal. Nesses doentes os tumores localizavam-se em 3 casos no 1/3 superior do reto, em 1 caso no 1/3 médio do reto e em 1 caso no 1/3 inferior do reto. Em outros 4 casos a mar-gem distal foi positiva para células tumorais, mas a aná-lise dos anéis da anastomose não revelou positividade para células malignas. Discussão: Este estudo sugere que é útil a análise rotineira dos anéis de anastomose porque pode revelar alterações da mucosa cólica e/ou avaliar a presença de células tumorais nos casos em que a margem distal da peça operatória possa estar invadida. A informação fornecida pela análise histoló-gica dos anéis foi útil em 9 casos (3,9%) permitindo detectar patologia adicional e melhor previsão do risco de recidiva local.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Cirurgia B (1) CAPÍTULO: Colo-Proctologia

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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AUTORES: Catarina Melo (1), António Bernardes (1), Duarte Vivei-ros (1), João Simões (1), João Pimentel (1), Júlio S. Leite (1)

CONTACTO: Catarina José Monteiro Campos de Melo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 90)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Adopção da cirurgia robótica no cancro do recto – quais os resultados a curto prazo?

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Excisão Total do Mesorecto (ETM) precisa, consistente e reprodutível é o factor mais importante para os resultados pós-operatórios independentemente da abordagem aberta, laparoscó-pica ou robótica. Objectivo: comparar os resultados a curto prazo dos doentes com cancro do recto sub-metidos a ETM robótica e laparoscópica. Material e Métodos: Estudo prospectivo dos primeiros 25 doentes consecutivos submetidos a ETM robótica, desde Maio 2016. Comparação (1:2) com os últimos 50 doentes consecutivos submetidos a ETM laparoscópica. Carac-terísticas demográficas, clinicas e resultados a curto prazo foram analisados, utilizando GraphPad PRISM ver6.0 na analise estatística. Teste χ2 ou de Fisher para as variáveis categóricas, teste U de Mann-Whitney para as contínuas. P <0.05 foi considerado estatistica-mente significativo. Resultados: Características demo-gráficas, estadiamento e neoadjuvância foram idênticas nos 2 grupos. Na ETM robótica o tempo operatório foi mais longo (260 vs 215min; p=0.001), o nº de gânglios excisados foi superior (26 vs 18; p=0,0032) e o tempo de internamento foi inferior (5d vs 7d; p=0,0072). Não houve diferença na morbilidade peri-operatória (Cla-vien-Dindo>2 2 vs 7; p=0,65), deiscência anastomótica (0 vs 2; p=0,148), necessidade de re-intervenção (2 vs 4;p=0,3916), nem qualidade do mesorecto (completo 22 vs 46; p=0,7914). Discussão: ETM robótica permite uma recuperação mais rápida, menor tempo de interna-mento e morbilidade idêntica. Resultados oncológicos a médio/longo prazo permanecem por esclarecer.

HOSPITAL: Fundação Champalimaud SERVIÇO: Unidade de Cirurgia Digestiva CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Pedro Vieira, Hugo Domingos, José Filipe Cunha,

Amjad Parvaiz, Nuno Figueiredo CONTACTO: Pedro Jorge Guarda Filipe Vieira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 189)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Estudo RIFT – resultados portugueses RESUMO: Objetivo/Introdução: A apendicite aguda (AA) é a

urgência mais frequente em cirurgia geral. Estudos internacionais descreveram uma abordagem variável desta patologia com taxas de apendicectomia negati-vas variáveis. Guidelines internacionais recomendam a via laparoscópica como abordagem standard para esta cirurgia. Contudo, não existe atualmente nenhum levan-tamento acerca da abordagem da AA nos hospitais por-

tugueses. O objetivo deste trabalho foi avaliar as taxas de apendicectomia negativa e apendicectomia lapa-roscópica. Material e Métodos: Estudo observacional prospectivo internacional sobre a abordagem da AA em Portugal, no Reino Unido, na Irlanda, em Espanha e Itália. Os critérios de inclusão foram apresentação no serviço de urgência com dor na fossa ilíaca direita ou suspeita de apendicite. Resultados apresentados com estatística descritiva. Resultados: Portugal incluiu 256 doentes numa coorte de 11 535 doentes. 140 (54.7%) doentes foram apendicectomizados, com uma taxa de apendicectomias negativas de 5.71%. A cirurgia foi rea-lizada por via laparoscópica em 113 (77.4%) doentes. Foi usado um score de risco em 13 (5%) doentes. Foi realizada avaliação imagiológica pré-operatória em 117 (80.1%) doentes. A cirurgia foi realizada menos de 24h após o primeiro contacto com a equipa cirúrgica em 130 (89%) doentes. Discussão: Neste estudo observacio-nal prospetivo, multicêntrico internacional for verificada uma baixa taxa de apendicectomia negativa. A via lapa-roscópica foi usada na maioria das intervenções.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: West Midlands Research Collaborative CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Grupo de estudo RIFT CONTACTO: José Moreira de Azevedo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 127)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Disfunção sexual em doentes com cirurgia radical oncológica do recto

RESUMO: Objetivo/Introdução: O tratamento da neoplasia do recto inclui a excisão completa do mesorecto associada ou não a quimioradioterapia (QRT).Esta abordagem associa-se a complicações genito-urinárias (11-76%) com importante repercussão na qualidade de vida dos doentes Material e Métodos: Estudo retrospec-tivo (1/1/2015-31/7/2017) Inclusão se:sexo masculino, >18 e7 5 ≤ anos,cirurgia electiva radical oncológica do recto (CEROR) Exclusão se: cirurgia radical pél-vica prévia; disfunção sexual (DS) grave prévia; alga-liação crónica Outcome:DS -Variáveis: localização do tumor( recto médio-baixo (RMB) Vs Recto alto); tipo de cirurgia (excisão total de mesorecto (TME); excisão parcial de mesorecto (PME); amputação abdomino--perineal (AAP); Via de abordagem; complicações; estoma; critérios anatomopatológicos; QRT. Aplicação de questionários: IIEF; BIPQ e IPQ após diagnóstico, após CEROR e após restabelecimento do trânsito intestinal Significância estatística:p<0.05 Resulta-dos: N=42 (participação de 55%).70% tumores RMB( p=0.26).30% PME;48%TME;22% AAP(p=0.32).22%por VL(p=0.18).78%com estoma após CEROR(p=0.18).96% mesorecto integro ou quase íntegro. 91%de ressec-ções R0.43%comT>2(p=0.73).21% necessidade de re-intervenção cirúrgica(p=0.39).49%foram submetidos a QRT neoadjuvante(p=0.38).65%dos doentes apre-sentam DS:57%se ausência de estoma,70%nos com estoma;75%se tumor do RMB e50%se recto alto Dis-cussão: A maioria dos doentes que são submetidos a CEROR apresentam DS.Não foi observado relação

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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entre DS e localização tumoral,tipo de cirurgia,via de abordagem,T,re-intervenção cirúrgica e QRT neoadju-vante

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE SERVIÇO: 1-Serviço de Cirurgia, Hospital Professor Doutor Fer-

nando da Fonseca,2-Serviço de Urologia, Hospital Pro-fessor Doutor Fernando da Fonseca

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: David Aparício1, Alberto Silva2, Carlos Leichsenring1,

António Gomes1, Augusto Pepe Cardoso2, Francisco Carrasquinho2, Vasco Geraldes1, Vítor Nunes1

CONTACTO: David Aparício E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 358)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Riscos de recidiva e complicações da diverticulite aguda não complicada- resultados a longo-prazo

RESUMO: Objetivo/Introdução: O tratamento de episódios recor-rentes de diverticulite aguda não complicada (AUD) e a respetiva seleção para cirurgia eletiva são muito con-troversos. Propusemo-nos a avaliar o risco de recidiva de AUD e a determinar fatores associados à recidiva complicada e necessidade de cirurgia urgente. Mate-rial e Métodos: Efetuámos um estudo retrospetivo, de 326 doentes que recuperaram dum primeiro episódio de AUD, num Centro de referência terciário entre 2001 e 2016. Resultados: Dos 326 doentes que recupera-ram do episódio inicial de AUD, 86 (26,4%) recidivaram, maioritariamente no primeiro ano. Na análise multiva-riada, a obesidade (p = 0,035) e idade inferior a 50 (p = 0,015) estiveram associadas a maior risco de reci-diva. Apenas 4,3% dos doentes desenvolveram doença complicada e o único fator preditivo de risco que encon-tramos foi uma proteína C-reativa (PCR) > 120 mg / l no episódio inicial (p = 0,024). A perfuração ocorreu com maior frequência nos que tiveram apenas um ou dois episódios de AUD (p = 0,210). Discussão: A recidiva ocorre maioritariamente no primeiro ano, sendo mais frequente nos jovens e obesos. A recidiva complicada é pouco frequente e ocorre principalmente na primeira e segunda recidivas. Uma PCR≥ 120 mg / l no primeiro episódio pode ser preditiva de doença complicada e deve ser considerada na ponderação para cirurgia ele-tiva.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Porto, EPE SERVIÇO: Unidade de Cirurgia Colorretal do Departamento de

Cirurgia do Centro Hospitalar do Porto CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Ezequiel F. Silva, Paula Marques, Mónica G. Sampaio,

Cristina Silva, Anabela Rocha, Marisa D. Santos, CONTACTO: Ezequiel Silva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 362)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Enterografia por Tomografia Computorizada e por Ressonância Magnética no estudo da Doença de Crohn: Estudo Restrospetivo Comparativo

RESUMO: Objetivo/Introdução: A avaliação periódica dos doen-tes com Doença de Crohn (DC) por enterografia por tomografia computorizada (ETC), enterografia por ressonância magnética (ERM) e endoscopia diges-tiva baixa (EDB), é essencial para monitorização da doença. Material e Métodos: Realizamos um estudo retrospectivo (01/2009-07/2016) e calculamos a sensi-bilidade, especificidade, valor preditivo positivo e nega-tivo (VVP, VPN), Kappa de Cohen (K), concordância e discordância na deteção de achados imagiológicos da DC. Resultados: Comparando ETC e EDB (n=21) e ERM e EDB (n=70) verificamos concordância de 85.7% e discordância de 14.3% na deteção global de DC, para ambos. A ETC e EDB apresentaram maior concordân-cia na deteção de abcessos e redução do lúmen e a ERM e a EDB na deteção de abcessos. A ERM e a ETC (n=25), quando comparadas, apresentaram maior con-cordância na deteção de alterações do lúmen e maior discordância na deteção de adenopatias. O K revelou concordância moderada na deteção do Sinal de Comb, densificação da gordura mesentérica e distensão e concordância considerável na deteção de adenopa-tias, inflamação, espessamento mural e fístulas. A ETC apresentou maior sensibilidade e especificidade que a ERM. Discussão: Embora a ETC apresente melhor sensibilidade e especificidade que a ERM, ambas apresentam elevados valores de concordância para a deteção de achados característicos de DC. A escolha do exame a realizar deve ter em atenção aspetos como a idade, tolerabilidade, fenótipo da doença e disponibi-lidade de recursos.

HOSPITAL: Hospital de Braga SERVIÇO: Cirurgia Geral, Hospital de Braga CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Charlène Viana; Aida Azevedo; André Goulart; Fer-

nanda Nogueira; Pedro Leão; Mesquita Rodrigues; Catarina Costa; Sandra Martins

CONTACTO: Charlène Viana E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 478)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Adequação dos princípios de ressecção oncológica em cirurgia urgente por carcinoma colorectal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma colorectal (CCR) é a terceira neoplasia mais frequente e a segunda causa de morte por cancro. Apesar de medidas preventivas, 6-30% dos doentes apresentam-se com CCR compli-cado (obstrução, perfuração ou hemorragia) que requer cirurgia urgente. Nestes doentes, além do controlo da complicação, pretende-se resseção oncológica da lesão com margens negativas e linfadenectomia ade-quada. Material e Métodos: Análise retrospetiva dos doentes submetidos a cirurgia urgente por CCR compli-cado entre janeiro de 2011 e dezembro de 2016 no que concerne à extensão da resseção, margens, número de gânglios excisados, morbilidade e mortalidade. Resul-tados: Dos 68 doentes analisados, 66 foram submeti-dos a ressecção tumoral na cirurgia urgente. A média de idades foi de 68,4 anos; foi realizada cirurgia por obstru-ção em 51 doentes(77,3%), perfuração em 14(21,2%) e hemorragia em 1(1,5%). Realizadas 32(48,5%) ressec-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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ções com confecção de estoma e 34(51,5%) ressec-ções com anastomose primária. Em 6 doentes (9,1%) a ressecção foi R1. O número de gânglios excisados foi igual ou superior a 12 em 41 doentes(62,1%). A morbilidade e mortalidade peri-operatória foi de 31,8% e 16,7% respetivamente. Discussão: Perante CCR complicado o carácter oncológico da cirurgia não deve sobrepor-se à necessidade de controlo do foco. De facto, nesta série os princípios oncológicos estão preservados no que concerne às margens, ficando a linfadenectomia comprometida em 37,9% dos doentes. A taxa de complicações é sobreponível à da literatura.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital da Senhora da

Oliveira – Guimarães CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: André Graça Magalhães, Paula Costa, Marta Martins,

Diana Brito, Catarina Longras, Rita Lourenço, Vítor Costa, Lima Terroso, Carlos Alpoim, Pinto Correia

CONTACTO: André Graça Magalhães E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 527)

SESSÃO: CO-CR 1

TÍTULO: Sindrome Da Ressecção Anterior Do Recto E Quali-dade De Vida

RESUMO: Objetivo/Introdução: Com o aumento da sobrevida no Carcinoma Rectal, o resultado funcional tornou-se cada vez mais importante. Após Ressecção Anterior (RAR), muitos doentes sofrem de disfunção intestinal com impacto sobre a qualidade de vida (QoL) – denominada síndrome da ressecção anterior baixa (LARS). Material e Métodos: Avaliar os resultados funcionais em doen-tes submetidos a RAR com questionário baseado na escala de qualidade de vida EORTC e Score LARS. Posteriormente correlação dos resultados obtidos com o índice POLARS. Resultados: 60 doentes submeti-dos a RAR e submetidos a entrevista com questioná-rio. A LARS é caracterizada por movimentos intestinais repentinos e frequentes, dificuldades de esvaziamento e incontinência e ocorre em até 50-75% dos pacientes a longo prazo. Os factores de risco conhecidos são anas-tomoses baixa, radioterapia, lesão directa do nervo. Os doentes com LARS apresentaram índices substan-cialmente piores em todas as escalas (diferença ≥ 10 pontos p<0.05) e com correlação ao índice POLARS que foi assim validado. Discussão: A qualidade de vida dos doentes que têm cancro rectal está intimamente associada com a severidade do LARS. O uso de instru-mentos validados para avaliação da LARS é essencial. A LARS é um problema comum após RAR. Todos os doentes devem ser informados sobre o risco de LARS antes da cirurgia, nomeadamente com aplicação Índice POLARS. O rastreio do LARS deve ser sistemático e os doentes com LARS severa devem receber tratamento para melhorar a QoL.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE SERVIÇO: Cirurgia CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Carla Vicente, Rita Silva, Isabel Paixão, Carlos Almeida CONTACTO: Carla Sofia de Sousa Vicente E-MAIL: [email protected]

SALA 1 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 135)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Fatores preditores precoces de severidade na Pan-creatite Aguda

RESUMO: Objetivo/Introdução: A pancreatite aguda é uma das patologias GI mais frequentes na admissão hospitalar. Estima-se que aproximadamente 10-20% dos casos manifestam-se de forma severa. Existem vários scores para prever a severidade da pancreatite aguda, porém, a maior parte destes tem como principal limitação a incapacidade de prever a gravidade do quadro nas pri-meiras 24h. Este trabalho tem como objetivo identificar marcadores clínicos, laboratoriais e imagiológicos que permitam determinar, nas primeiras 24h, as pancrea-tites agudas com evolução desfavorável. Material e Métodos: Estudo de coorte observacional prospectiva de 118 doentes com diagnóstico de PA admitidos no SU no periodo de tempo de 1.10.2015-10.11.2017. Cri-térios de inclusão: todos os doentes admitidos no SU há menos de 24h com diagnóstico de PA. Aplicado questionário para registo das variáveis na admissão do doente. Utilização do programa SPSS (versão 23). Valor de p<0.05 foi considerado com significado esta-tistico. Procedeu-se a análise univariada e multivariada usando Regresão logística binária. Resultados: Amos-tra constituida por 118 individuos, 58% são mulheres. 27% doentes com evolução severa. Na análise univa-riada destacam-se a presença de hipoxemia (p 0.007), o valor da PCR (p 0,001) e lactatos (p 0,001) como indi-cadores da gravidade. Na analise multivariada a PCR e os lactatos são factores preditores independentes da gravidade. Discussão: Destacam-se o valor de PCR e lactatos, que nas primeiras 24h poderão ser uma ferra-menta útil para prever o grau de severidade.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral ULSAM CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Diana Gomes; Brito T; Matos C.; Pinto D., Monteiro C;

Pereira L. CONTACTO: Diana Carina Lima Gomes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 323)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Tumores primários do Fígado: Caracterização ge-nómica do carcinoma hepatocelular e colangiocar-cinoma

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma hepatocelular (CHC) e o colangiocarcinoma (extra (CEH) e intra-hepá-tico (CIH)) são as duas neoplasias hepáticas primárias mais comuns; a sua incidência, morbilidade e mortali-dade crescentes são um desafio terapêutico. O obje-tivo deste estudo consistiu na caracterização genómica de CHC, CEH e CIH de forma a permitir desenvolver potenciais biomarcadores de diagnóstico, estadiamento e prognóstico. Material e Métodos: A caracterização genómica foi realizada recorrendo a Array Comparative

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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Genomic Hybridization (aCGH) em doentes com CHC (n=11), CIH (n=7) e CEH (n=6) Resultados: Os resul-tados obtidos revelaram algumas alterações comuns entre os tumores de cada grupo. Vários CHC revela-ram ganhos de regiões cromossómicas específicas 1q, 2q37.2, 8q, 14q32.33 e 17q21.31 e perda de 3q26.1, 6p22.2 e 12p13.31. Em relação aos IH, as alterações mais comuns observadas foram ganho das regiões 2q37.3 e Xp e perda nas regiões 3p, 6p25.3, 11q11, 14q, 16q, Yp e Yq. Os CEH também revelaram algumas alterações comuns, nomeadamente ganhos de 2q37.3, 6p25.3 e 16p25.3 e perda de 3q26.1, 6p25.3-22.3, 12p13.31, 17p, 18q, Yp. Algumas dessas alterações também são comuns nos três tumores. Discussão: As alterações encontradas nos diferentes tipos de tumor são em regiões cromossómicas que contêm genes cuja alteração pode estar relacionada com o seu desenvol-vimento. A sua caracterização genómica é importante, uma vez que permite desenvolver potenciais biomarca-dores de diagnóstico precoce, estadiamento e prognós-tico.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: 1 – CIMAGO – Center of Investigation on Environment

Genetics and Oncobiology – Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 2 – Unidade Transplantação Hepática Pediátrica e de Adultos, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (UTHPA, CHUC) 3 – Ser-viço de Cirurgia A, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra 4 – Instituto de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Portugal. 5 – Laboratório de Citogenética e Genómica, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 6 – CNC-IBILI – Group of Aging and Brain Diseases: Advanced Diag-nosis and Biomarkers, Coimbra, Portugal;

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Martins R(1,2,3,4), Ribeiro IP(1,5), Tavares I(5), Abran-

tes AM(1,4), Diogo D(2), Oliveira P(2), Serôdio M(2,3), Alexandrino H(2,3), Botelho MF(1,4), Melo JB1,5,6, Furtado E(2), Leite J(3), Tralhão JG(1,2,3,4), Carreira IM(1,5,6), Castro-Sousa F(1,3)

CONTACTO: Ricardo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 152)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Tratamento de metástases hepáticas bilobares de cancro colo-retal: ALPPS, uma abordagem segura?

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Associação de Secção Paren-quimatosa e Laqueação Portal para Hepatectomia a dois tempos (ALPPS) é uma técnica recente que tira partido da capacidade de regeneração do fígado para a resseção de metástases hepáticas de cancro colo-retal (MHCCR). Apresentamos a experiência de um centro no tratamento de MHCCR por ALPPS. Material e Méto-dos: Analisados 12 doentes (64,1±7,63 anos; 4M:8H), com MHCCR, com mediana de 8,5 nódulos hepáticos, todos submetidos a quimioterapia de indução (mediana 7,5 ciclos; 4 – 20). Foram ressecados uma mediana de 3 nódulos no 1º tempo (0 – 7); no 2º tempo (mediana 17,5 [7 – 30] dias após o 1º tempo) foram realizadas cinco hepatectomias direitas, cinco hepatectomias direitas alargadas ao segmento 4, uma hepatectomia

esquerda e uma hepatectomia esquerda alargada aos segmentos 5 e 8. Morbilidade pela classificação de Clavien-Dindo. Análise de sobrevida com método de Log Rank e Kaplan-Meier. Resultados: Ocorreu mor-bilidade major em dois doentes (16,7%): insuficiência hepática pós-hepatectomia grau C; e abcesso com necessidade de drenagem percutânea. Ocorreu morta-lidade num caso (7,7%), por insuficiência respiratória isolada ao 87º dia pós-operatório. Reportamos uma sobrevida média de 19,4±1,5 meses, com uma sobre-vida de 85,7% aos 24 meses. Discussão: O ALPPS é uma abordagem terapêutica de MHCCR que na nossa experiência tem sido segura e exequível em doentes com elevada carga tumoral hepática.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: Serviço de Cirurgia A, Centro Hospitalar e Universitá-

rio de Coimbra (1), Clínica Universitária de Cirurgia III, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2)

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Rodrigo A Nemésio (1,2), Henrique Alexandrino (1,2),

Eva Santos (1,2), Ricardo Martins (1,2), Marco Serôdio (1,2), José Guilherme Tralhão (1,2), Júlio S Leite (1,2)

CONTACTO: Rodrigo Athayde Nemésio E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 122)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Avaliação do stress oxidativo em doentes com pan-creatite aguda

RESUMO: Objetivo/Introdução: O stress oxidativo (SO) está associado com a Pancreatite Aguda (PA) sendo um importante regulador. No entanto e até ao momento, permanece por esclarecer qual o seu envolvimento neste processo. Objetivo: Após estudo do SO em modelos murinos, pretende-se avaliar o comportamento deste processo em doentes com PA. Material e Méto-dos: Estudo prospetivo que incluiu 75 doentes com PA e 18 controlos. Na admissão, foram avaliadas no soro, os níveis de nitração (3-nitrotirosina), carbonilação e peroxidação lipídica (4-hidroxinonenal) por método Slot Blot. Estes valores foram comparados entre doentes com e sem PA, entre os diferentes graus de gravidade de PA e os diferentes marcadores inflamatórios agu-dos. Resultados: Foram incluídos 75 doentes com PA (63% ligeira, 20% moderadamente grave e 17% grave) e 18 controlos. Verificou-se um aumento dos níveis de 3-nitrotirosina, de carbonização e de 4-hidroxino-nenal nos doentes com PA versus controlos (p=0,004, p=0,003 e p=0,002). Quando se analisou estes parâ-metros entre os diferentes graus de gravidade, cons-tatou-se um aumento no grupo de PA grave (p=0,033, p=0,003 e p=0,004). Quando comparados com os níveis de marcadores de inflamação aguda (leucócitos, PCR e PCT), verificou-se uma correlação significativa (p=0,004, p=0,000 e p=0,000, respetivamente). Dis-cussão: Este estudo realça a importância da avaliação do SO na fisiopatologia da PA e o seu impacto no prog-nóstico. Esta relação merece investigação mais deta-lhada, nomeadamente do ponto de vista mecanístico.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia, ULS de Castelo Branco; (2)

FCS-UBI; (3) CICS-UBI; (4) FMUC-UC; (5) IBILI; (6)

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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CIMAGO; (7) UMIB, ICBAS-UP; (8) Serviço de Cirur-gia A, CHUC; (9) Clínica Universitária de Cirurgia III, FMUC-UC; (10) Instituto de Biofísica, FMUC-UC

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: P Silva-Vaz (1,2,3), LP Rato (2,3), AM Abrantes

(4,5,6,10), M Castelo-Branco (2,3), A Gouveia (1,2), MG Alves (7), MF Botelho (4,5,6,10), JG Tralhão (4,5,6,8,9,10)

CONTACTO: Pedro Silva Vaz E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 195)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Rácio Neutrófilo-Linfócito à admissão na avaliação do prognóstico de Pancreatite aguda biliar e idiopá-tica

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Pancreatite Aguda (PA) con-tinua a ser uma causa importante de morte hospita-lar, podendo atingir 30-50% quando grave e infetada, estando relacionada com a dificuldade em prever a evolução. O Rácio Neutrófilo-Linfócito (RNL) parece ser um fator independente de prognóstico nos casos graves. É objetivo avaliar a aplicabilidade do RNL à admissão na previsão da gravidade em doentes com PA biliar e idiopática (60-70% das PA). Material e Méto-dos: Estudo retrospetivo e unicêntrico no ano de 2014 em adultos com PA. De um total de 221 doentes (56.6% homens, média de 61.5 anos), foram excluídas as PA auto-imunes, iatrogénicas, tóxicas ou crónicas agudiza-das, resultando em 159 doentes com PA biliar ou idio-pática (71.9% do total), sendo excluídos 10 doentes por ausência de RNL. Utilizaram-se os critérios de Atlanta para avaliar a gravidade; na análise estatística usou--se o SPSS. Resultados: 21 doentes apresentaram PA grave, 80 moderada e 48 ligeira. À admissão, a média (e mediana) do RNL foi, respetivamente, 15.82 (12.20), 10.6 (7.7) e 7.9 (5.0) – p=0.020. A área sob a curva ROC na predição de PA moderada/grave com o RNL foi de 0,615 (intervalo de confiança 95%: 0,521-0,710). Discussão: Quanto maior o RNL maior a gravidade e deve-se ser mais agressivo no tratamento e monito-rização. Existe a convicção que a elevação superior dos neutrófilos relativamente aos linfócitos relaciona--se com um processo inflamatório mais pronunciado. Na nossa série o valor médio encontrado de RNL para prever PA moderada/grave à admissão foi de 10.6.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar de São

João (1), Departamento de Medicina da Comunidade Informação e Decisão em Saúde (MEDCIDS), Facul-dade de Medicina da Universidade do Porto/Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), Porto, Portugal (2)

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Vítor Devezas(1); Marisa Aral(1); João Vasco San-

tos(2); Renato Bessa e Melo(1); Luis Afonso Graça(1), J. Costa Maia(1)

CONTACTO: Vítor Bruno dos Santos Devezas E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 367)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Avaliação no tumor e sangue periférico da resposta imune antitumoral mediada por células T em doen-tes com hepatocarcinoma e colangiocarcinoma

RESUMO: Objetivo/Introdução: Tem sido estudas as alterações da resposta imune (RI) durante a carcinogénese e as interações entre células tumorais. O objetivo consiste na identificação de potenciais correlações entre o tipo de tumor e o seu estadio e a RI antitumorais mediadas por células T (CT) em doentes com hepatocarcinoma (CHC) e colangiocarcinoma (CC). Material e Métodos: Catorze doentes com CHC (64±16,8 anos), 5 com CC (62±18,2 anos) e 5 controles (52±3,9 anos). As amos-tras de sangue periférico (SP) e tumor foram imedia-tamente processadas após ressecção cirúrgica para a análise da produção de IL-17 e IFNγ por CT CD4 e T CD8, por citometria de fluxo. Resultados: As bióp-sias de HCC apresentam uma maior percentagem de células imunes infiltradas vs CC (p<0.05); no entanto, a proporção de CT CD8 (dentro do infiltrado de linfóci-tos T) é mais elevada em CC (p<0.05). É interessante notar que, no mesmo doente, as CT CD4 que infiltram o tumor apresentam uma maior percentagem de células a produzir IFNγ e IL-17, relativamente às CT CD4 do SP (p<0.05). A nível do SP verifica-se que a percentagem de CT CD4 IFNγ+IL-17+ e de T CD8 IL-17+ se encontra diminuída em HCC e CC vs grupo controlo (p<0.05). Discussão: A análise do perfil de produção de citoci-nas em HCC e CC permite compreender o papel do RI neste tipo de tumores, bem como das interações entre os componentes da RI e as células tumorais, que pode contribuir para a identificação de novos mecanis-mos subjacentes ao aparecimento, desenvolvimento e sobrevivência dos tumores sob acção do sistema imune.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: 1 – Unidade Transplantação Hepática Pediátrica e de

Adultos, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (UTHPA, CHUC) 2 – Serviço de Cirurgia A, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra 3 – Instituto de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Portugal. 4 – CIMAGO – Center of Inves-tigation on Environment Genetics and Oncobiology – Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 5 – Unidade de Gestão Operacional em Citometria, Cen-tro Hospitalar e Universitário de Coimbra

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Ricardo Martins (1,2,3,4), Carmen Martín-Sierra (5),

Paula Laranjeira (5), Ana Margarida Abrantes (3,4), Dulce Diogo (1), Pedro Oliveira (1), Marco Serôdio (1,2), Henrique Alexandrino (1,2), J Guilherme Tralhão (1,2,3,4), Maria Filomena Botelho (3,4), Julio Leite (2), Emanuel Furtado (1), Francisco Castro Sousa (2,4), Artur Paiva (5)

CONTACTO: Ricardo Martins E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 31)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Segunda utilização de um fígado “Dominó”: Relato dos primeiros dois casos a nível mundial.

RESUMO: Objetivo/Introdução: O transplante hepático sequen-cial ou em “dominó” é uma alternativa para a escas-sez de órgãos. Muitos doentes transplantados com um fígado com Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF) desenvolvem posteriormente PAF adquirida, neces-sitando de retransplante. A segunda utilização de um fígado PAF, após o retransplante, nunca tinha sido até agora proposta. Material e Métodos: Doente 1: 43 anos, com CHC multicêntrico em fígado não cirrótico. Após laparotomia de “staging” que exclui doença extra--hepática, é proposto para TH para utilizando o fígado de um doente com PAF iatrogénico. Doente 2: Doente de 63 anos com CHC em cirrose viral C, já submetido a quimioembolização. Ressecção de tumor do urotélio em Maio de 2015. Proposto para TH sequencial com fígado de doente com PAF iatrogénico. Resultados: Doente 1: TH 29-12-2015, com fígado de dador PAF com 60 anos, transplantado inicialmente em receptor com cir-rose etanólica em Novembro de 2007, agora com PAF adquirida. Duração de 6 horas, alta ao 15º dia. Livre de doença até Junho de 2016, desde aí com recidiva pulmonar sob sorafenib com boa qualidade de vida. Doente 2: TH 30-10-2017 com fígado de dador PAF previamente transplantado em receptor com cirrose etanólica e CHC em 2008, posteriormente com PAF adquirida. Duração de 5 horas, ainda internado e sem intercorrências. Discussão: A segunda utilização de um fígado PAF já transplantado é possível e é uma alterna-tiva em doentes com indicação limite para transplante. Reportamos os dois primeiros casos a nível mundial.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação

(Director Prof. Eduardo Barroso) CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Hugo Pinto Marques, Sílvia Silva, Tânia Almeida, Sofia

Carrelha, Jorge Lamelas, Vasco Ribeiro, Emanuel Vigia, Luís Bicho, Ana Marta Nobre, Edite Filipe, Raquel Mega, Jorge Paulino, Américo Martins, Eduardo Barroso.

CONTACTO: Hugo Pinto Marques E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 296)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Exploração laparoscópica da via biliar: a morbilida-de das diferentes abordagens

RESUMO: Objetivo/Introdução: Introdução: A exploração lapa-roscópica da via biliar principal (ELVB) é um proce-dimento utilizado para abordagem simultânea da colelitíase e coledocolitíase, com menos custos e morbilidade relativamente à abordagem por etapas (cirurgia + CPRE). Objetivo: Análise da morbilidade associada à ELVB entre janeiro de 2010 e dezembro de 2016, após análise estatística com recurso a SPSS. Material e Métodos: Analisaram-se 107 doentes com média de 62 anos, sendo 64,5% do sexo feminino. Registou-se o tipo de abordagem (transcística – ETC

ou transcoledócica – ETCD), o tipo de encerramento da via biliar bem como a morbimortalidade associada. Resultados: Realizaram-se 58% ETCD com encer-ramento da VBP sobre dreno de kehr em 41%, cole-docorrafia com drenagem transcística em 11% e com coledocorrafia “ideal” em 6%. Média de internamento: 5 dias. Estatística descritiva – Morbilidade infecciosa – 10% colangite e 3% infeção local cirúrgico. Morbili-dade biliar – 1% fístula biliar (FB) grau A e 1% de FB grau B, ambas após ETCD. Taxa global de re operação 6,5%, a maioria após ETCD por FB grau C (associada a remoção de dreno de Kehr). Sem mortalidade aos 30 dias. A taxa de litíase residual é de 15% (9 % via TCD e 6% TC). Após analise com SPSS, sem associa-ções estatísticas no que respeita à morbilidade entre a ETC ou ETCD, bem como entre os diferentes tipos de encerramento da VBP (p>0,05). Discussão: A ELVB é uma cirurgia segura na abordagem da coledocolitíase, independentemente da via de abordagem e método de encerramento escolhido.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Luísa Frutuoso, Vera Oliveira, Tiago Fonseca, Lúcia

Carvalho, Tiago Castro, Tiago Ferreira, Domingos Rodrigues, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Ana Luísa Pinto Frutuoso E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 344)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Resseção Cirúrgica Pancreática – Análise Compa-rativa Da Abordagem Laparoscópica E Laparotómi-ca

RESUMO: Objetivo/Introdução: A resseção cirúrgica (laparos-cópica/laparotómica) é atualmente o único tratamento com potencial curativo e de sobrevida a longo prazo na doença maligna pancreática. Objetivo: revisão da indicação cirúrgica, resultado histológico e morbimorta-lidade associada à cirurgia pancreática laparoscópica/laparotómica. Material e Métodos: Estudo retrospetivo baseado na consulta do processo clínico de doentes submetidos a resseção pancreática laparoscópica/laparotómica de Jan/07 a Set/17. Resultados: Opera-dos 76 doentes (62% mulheres), idade média 60 anos. Procedimentos cirúrgicos: Pancreatectomia corpo-cau-dal(79%), Enucleação pancreática(20%) e Resseção mesopancreática(1%). Doentes/cirurgia laparoscópica (39): internamento médio 5,5 dias; morbilidade (Cla-vien-dindo >III) 18% – fístula pancreática(FP) 15%, PA 5%. hemorragia 2.5%; taxa de re-internamento/reoperação aos 90 dias 15%/5%, respetivamente; sem mortalidade neste grupo. Doentes/cirurgia laparotómica (37): internamento médio 12 dias; morbilidade (Clavien--dindo>III) 32% – FP 11%, hemorragia 8% com neces-sidade de transfusão de GR; PA 5%; FB 3%. Taxa de re-internamento/reoperação aos 90 dias de 18%/8%; mortalidade pós-operatória 5 %. Sem diferença esta-tisticamente significativa entre a FP e hemorragia nas 2 abordagens. Discussão: A cirurgia laparoscópica de pâncreas constitui uma via de abordagem segura, associada a baixa morbimortalidade, do tempo de inter-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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namento e a retorno precoce à vida ativa, em compara-ção com a abordagem laparotómica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral do CHEDV CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Tiago Fonseca, Luísa Frutuoso, Tiago Castro, Vera Oli-

veira, Tiago Ferreira, Domingos Rodrigues, Gil Gonçal-ves, Mário Nora

CONTACTO: Tiago Feiteira Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 56)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Casuística de falência hepática aguda em trans-plantados hepáticos – a experiência de um serviço

RESUMO: Objetivo/Introdução: Falência hepática aguda (FHA) é definida como lesão hepática de instalação súbita com coagulopatia e encefalopatia, num doente sem óbvia doença hepática subjacente, cujo tratamento pode implicar a realização de transplante hepático (TH). O objectivo deste trabalho é estudar a incidên-cia de FHA tratada por TH na nossa instituição e sua etiologia. Material e Métodos: No período jan2004--jun2017 foram efectuados 756 TH, dos quais 53 foram por FHA (7%), dos quais 22 eram fígados nativos (FN) e 31 enxertos hepáticos (EH). Resultados: Os FN apre-sentavam uma mediana de 41anos (2-68) e prevalência do género feminino (54,5%); 50% foram causados por drogas/medicamentos (D/M) (Amanita phalloides em 31,8%), 9,1% por infecção viral, 4,5% por obstrução vascular eferente e 4,5% por sépsis; 31,8% tiveram causa desconhecida. Os EH tinham mediana de idades de 44anos (5-68) e prevalência no género masculino (64,5%); 48,4% foram causados por trombose da arté-ria hepática (TAH), 19,4% por primary non function e 12,9% por isquémia da via biliar (IVB). Restantes cau-sas foram obstrução do fluxo eferente, trombose da veia porta, rejeição humoral e medicamentosa; 6,5% foram de causa desconhecida. Discussão: FHA é uma emer-gência médica cujo tratamento definitivo pode passar por TH. A toxicidade por D/M representou a maioria das FHA em FN e lesões vasculares (TAH e IVB) a maioria das FHA em EH.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: 1. Serviço de Anatomia Patológica, CHUC, Coimbra,

Portugal; 2. UTPHA, CHUC, Coimbra, Portugal CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Rui Caetano Oliveira (1) Ricardo Martins (2) Dulce

Diogo (2) Pedro Oliveira (2) Maria Augusta Cipriano (1) José Guilherme Tralhão (2) Emanuel Furtado (2)

CONTACTO: Rui Pedro Caetano Moreira de Oliveira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 116)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Colecistectomia após pancreatite aguda litiásica nos idosos, tratamos por excesso?

RESUMO: Objetivo/Introdução: A frequência de patologias como a pancreatite aguda litiásica (PAL) tem aumentado,

o que se traduz também na população idosa. A cole-cistectomia tem o objectivo de reduzir a recorrência eventos relacionados com a colelitiase, no entanto a idade é identificada em diversos trabalhos como fator associado ao aumento da morbimortalidade do procedi-mento Material e Métodos: Estudo coorte retrospetivo dos casos consecutivos de PAL, com idade superior a 75 anos admitidos entre 2012 e 2016 com caracteri-zação da população, avaliação da morbimortalidade associada ao tratamento cirúrgico, procedimentos endoscópicos e atitude conservadora Resultados: Após o 1º episódio de PAL, apenas 20% dos pacien-tes foram colecistectomizados e 15% realizaram CPRE com esfincterotomia. A taxa de morbmortalidade após cirurgia e CPRE foi semelhante, 1/3 dos reinternamen-tos por eventos relacionados com litíase ocorreram em pacientes sob atitude conservadora e 20% em pacien-tes submetidos apenas a CPRE, em média 10 meses após o 1º evento. Nos pacientes submetidos a colecis-tectomia, registamos menos reiternamentos quando se verificava esfincterotomia previa Discussão: A decisão terapêutica nestes doentes ultrapassa frequentemente as indicações formais e centra-se no paciente, não obs-tante, consideramos que a colecistectomia após os 75 anos (ASA II-III, bom status performance) é segura a curto e longo prazo, uma vez que o risco de complica-ções peri-operatórias não parece ultrapassar o benefi-cio do efeito protetor a longo prazo da colecistectomia

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral da ULSAM CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Luisa Calais; Telma Brito; Diana Gomes; Diogo Pinto;

Carolina Matos; Conceição Monteiro; Eduardo Vascon-celos; Alberto Midões

CONTACTO: Luisa Calais Pereira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 329)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Avaliação de factores de risco para conversão de colecistectomia laparoscópica no tratamento da co-lecitite aguda

RESUMO: Objetivo/Introdução: A colecistectomia laparoscópica (CL) é o tratamento gold standard para a colecistite aguda (CA). No entanto, em alguns casos, a conversão para cirurgia aberta ainda é necessária. A identifica-ção de doentes com alto risco de conversão revela-se, assim, de grande importância na preparação do doente para a cirurgia. O objectivo deste estudo é identificar factores preditivos de conversão para cirurgia aberta no tratamento da CA. Material e Métodos: Foi reali-zado um estudo retrospectivo de 217 doentes operados na nossa instituição por CA, com análise de múltiplos factores, incluindo dados demográficos, história clinica, exames laboratoriais, resultados da ecografia e acha-dos intra-operatórios. De seguida, foi realizada uma análise estatística para determinação das variáveis de conversão. Resultados: 30 doentes (13,8%) necessita-ram de conversão para via aberta. A análise estatística dos dados colhidos mostrou que os factores associa-dos à conversão foram a elevação da PCR, a presença de liquido perivesicular na ecografia pré-operatória e

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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o grau de severidade de acordo com as guidelines de Tokyo (TG) 2018. Discussão: No presente estudo, os doentes com elevação da PCR, presença de líquido perivesicular e com colecistite aguda grau II/III TG 2018 apresentaram um maior risco de conversão. Estes fac-tores devem alertar o cirurgião para uma cirurgia mais complexa e suas possíveis complicações.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar Ton-

dela-Viseu, E.P.E. CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Mafalda Couto (1), Rita Loureiro (1), Maria João Fer-

reira (1), Cláudia Leite (1), João Vicente (1), Aline Gomes (1), Carlos Casimiro (1)

CONTACTO: Mafalda Raquel dos Santos Couto E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 485)

SESSÃO: CO-HBP 1

TÍTULO: Aplicabilidade dos tratamentos no Hepatocarcino-ma

RESUMO: Objetivo/Introdução: Existem vários tratamentos curativos e paliativos para o Hepatocarcinoma (HCC). Contudo, vários doentes não completam o tratamento inicialmente proposto. O objetivo deste trabalho é ana-lisar a concordância entre o tratamento proposto e o efectuado, bem como as razões que levam ao seu incumprimento. Material e Métodos: Estudo retrospec-tivo de 110 doentes com HCC apresentados em reu-nião multidisciplinar entre Janeiro de 2015 e Dezembro de 2016. Analisaram-se variáveis relacionadas com a doença hepática de base, características tumorais e tra-tamentos propostos e efectuados. Resultados: O HCC afecta predominantemente homens (77%), sendo o álcool a principal etiologia (45%). A maioria dos doentes encontrava-se em estadio Child A (56%). Em 54% dos doentes constatou-se mais do que uma lesão, sendo o tamanho médio da maior lesão 51,5 mm. Segundo a classificação BCLC, 1 doente encontrava-se em esta-dio 0 (1%), 50 (45%) em estadio A, 28 (25%) em estadio B, 21 (19%) em estadio C e 10 (9%) em estadio D. O tratamento inicialmente proposto foi cumprido em 75% dos doentes. Os motivos para alteração da estratégia terapêutica foram: progressão da doença, contraindica-ções técnicas, não consentimento do doente e causas psicossociais. Discussão: 25% dos doentes não cum-priu o tratamento inicialmente proposto sobretudo por progressão da doença. A abordagem de doentes com HCC em centros de referência e a realização de audi-torias aos resultados permitirá desenvolver estratégias que visem uma melhor “compliance” com os tratamen-tos propostos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: André Pereira, André Costa Pinho, Renato Bessa Melo,

Luís Graça, J. Costa Maia CONTACTO: André de Araújo Pereira E-MAIL: [email protected]

SALA 2 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 277)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Gastrectomia laparoscópica por neoplasia gástrica – a experiência do nosso hospital

RESUMO: Objetivo/Introdução: O cancro gástrico é a terceira neoplasia com maior taxa de mortalidade em Portugal. Nos últimos anos, o recurso ás técnicas minimamente invasivas tem aumentado gradualmente e com resulta-dos promissores, sendo a gastrectomia laparoscópica uma das técnicas mais utilizadas. Material e Métodos: Os autores pretendem apresentar um estudo retros-pectivo dos doentes submetidos a gastrectomia lapa-roscópica por neoplasia gástrica, nos anos de 2015 a 2017, no nosso hospital. Resultados: Foram incluídos 19 doentes, 12 do sexo masculino e 7 do sexo femi-nino, com uma idade média de 75 anos. A localização mais frequente foi o antro gástrico e o tipo histológico o adenocarcinoma tubular. 13 doentes foram submeti-dos a gastrectomia sub-total, 2 a gastrectomia total, 2 a ressecção em cunha e 2 a excisão local. Não se veri-ficaram complicações intra-operatórias. Registaram--se 5 casos de complicações durante o internamento, 2 casos de mortalidade global e 2 casos de recidiva à distância. Em 5 casos foi realizada laparoscopia de estadiamento. O estadio de doença mais frequente foi o II. O número médio de dias de internamento foi de 9 dias e o número médio de gânglios excisados foi de 32. Margens R0 em 18 doentes. Discussão: Apesar da nossa amostra ser reduzida, permite-nos concluir, a par da literatura actual, que a gastrectomia laparoscó-pica é uma técnica exequível e segura no tratamento da neoplasia gástrica, sendo, contudo, necessários mais estudos neste âmbito para validação dos resultados.

HOSPITAL: Hospital de Santarém, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Marina Duarte, Pedro Mesquita, Sónia Martins, José

Lima, Maria Lopes Jorge CONTACTO: Marina Duarte E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 508)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Adesão ao tratamento multimodal da neoplasia gástrica

RESUMO: Objetivo/Introdução: Nos tumores localmente avan-çados, o tratamento cirúrgico é muitas vezes associado a quimioterapia perioperatória, quimioradioterapia adjuvante ou quimioterapia adjuvante, com o objectivo de aumentar a sobrevida. Uma percentagem signifi-cativa de doentes não conclui o protocolo terapêutico. O objetivo deste trabalho foi analisar a população de doentes que na nossa instituição, não completaram a terapêutica peri-operatória e identificar os motivos para esse incumprimento. Material e Métodos: Análise retrospetiva de uma série consecutiva de doentes com neoplasia gástrica, operados entre Janeiro de 2013 e

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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Dezembro de 2016. Incluídos os doentes com adeno-carcinoma gástrico ou da junção esófago-gástrica, em estadios II-III, submetidos a cirurgia de resseção com intenção curativa. Foram excluídos os doentes subme-tidos a tratamento paliativo. Resultados: A nossa popu-lação foi de 54 doentes. Mediana de idade 66. Destes, 37 doentes foram propostos para protocolo Magic, 11 para protocolo Macdonald e 6 para protocolo Classic. A taxa de incumprimento terapêutico foi de 30%, 33% e 20%, respetivamente. A intolerância clínica e a toxi-cidade hematológica foram os principais responsáveis pela falha no cumprimento da terapêutica. Discussão: Na nossa instituição, a taxa de incumprimento das dife-rentes modalidades de terapêutica não cirúrgica foi semelhante à descrita noutros estudos. A toxicidade gastrointestinal, hematológica e neurológica foram as principais causas de interrupção terapêutica.

HOSPITAL: Hospital Garcia de Orta, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Eiró F, Esteves A, Botelho P, Oliveira G, Onofre S,

Lages P, Luz C, Santos J, Costa P CONTACTO: Filipa Clara Eiró E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 94)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Quando tudo corre bem: perfil da proteína C-reacti-va na gastrectomia total não complicada

RESUMO: Objetivo/Introdução: O pós-operatório (PO) de cirur-gia major é frequentemente complicado de eventos adversos. A utilidade de vários biomarcadores tem sido estudada no seu diagnóstico precoce. Descrevemos a evolução fisiológica da proteína C-reactiva (PCR) sérica e leucocitose nos primeiros 7 dias de PO em doentes submetidos a gastrectomia total (GT) por neoplasia. Material e Métodos: Estudo observacional e retros-pectivo a partir da base de dados do Serviço de Cirurgia de um Hospital Universitário. Entre Junho 2013 e Julho 2017, 104 doentes foram submetidos a GT. Selecioná-mos 50 doentes com neoplasia com PO sem complica-ção infecciosa ou mecânica nem mortalidade cirúrgica. Exigiram-se doseamentos das variáveis em pelo menos 3 dias do PO. Resultados: Média de idades 66 anos, 52% sexo masculino. Diagnóstico de adenocarcinoma em 48 dos casos, tumor neuroendócrino em 2. Dos ade-nocarcinomas, 31% cumpriram o protocolo ECF, 68% estadio II ou III após histopatologia da peça, linfadenec-tomia D2 em 73%. A mediana do valor pré-operatório de PCR foi negativa, pico ao terceiro dia PO (mediana 14.3 mg/dL) e descida até valor acima do basal no sétimo dia de PO (mediana 5.7 mg/dL). A mediana da leucoci-tose teve pico no primeiro dia PO (mediana 12310 cel/mm3). Discussão: Apesar das limitações metodoló-gicas, o grupo homogéneo de doentes tem dimensão significativa e favorece a validação do padrão descrito, concordante com outros estudos internacionais. For-nece o ponto de partida para aferição da capacidade preditiva destes biomarcadores no nosso contexto.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Santa Maria,

CHLN EPE (1)

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Luís Castro (1), Carolina Catanho (1), Alberto Figueira

(1), Rosário Rosa (1), José Paulo Freire (1), João Cou-tinho (1)

CONTACTO: Luís Santos Castro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 395)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Fatores de prognóstico do carcinoma do esófago operado

RESUMO: Objetivo/Introdução: Avaliar a sobrevivência e deter-minar eventuais fatores que influenciam o prognóstico em doentes operados por carcinoma do esófago. Mate-rial e Métodos: Foram submetidos a esofagectomia por carcinoma 75 doentes (68 homens;7 mulheres) entre janeiro de 2012 e setembro 2017. A idade média foi 63,9 anos (41-86). Receberam terapêutica neo-adju-vante 58 casos. O estudo histológico revelou carcinoma epidermóide em 46 casos e adenocarcinoma em 29, apresentando 29 casos gânglios invadidos. Estadia-mento pós-operatório (TNM): 19 casos -T0; 21 – T1; 17 – T2; 15 – T3; 3 – T4. Houve recorrência da doença em 20 (local – 13; metástases – 7) e 19 doentes faleceram devido à doença. O estudo estatístico foi realizado pelo método de Kaplan-Meier. Resultados: A sobrevivência global foi influenciada significativamente por: hábitos etílicos (p=0.042), terapêutica neoadjuvante (p=0.017), estadio T (p=0.041), N (p=0.017) e permeação linfática (p=0.006). A sobrevivência livre de doença foi influen-ciada significativamente por: hábitos etílicos (p=0.047), terapêutica neoadjuvante (p=0.041), estadio N (p=0.01) e permeação linfática (p=0.009). Discussão: A sobre-vivência global foi menor nos doentes: com hábitos etílicos, que não realizaram terapêutica neoadjuvante, portadores de estadio T ou N mais elevado e com per-meação linfática. A sobrevivência livre de doença foi inferior nos doentes: com hábitos etílicos, que não rea-lizaram terapêutica neoadjuvante, com estadio N supe-rior e na presença de permeação linfática.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Cirurgia B CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Emília Fraga, João Almeida, António Bernardes, Cris-

tina Camacho, Catarina Melo, Júlio S Leite CONTACTO: Emília Fraga E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 235)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Relevância da 8ª edição da classificação TNM da AJCC no carcinoma gástrico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A 8ª edição da classificação da AJCC do carcinoma gástrico introduz mudanças sobretudo no estádio III, com a incorporação da sub-classificação do pN3 no estádio final. Comparou-se a 7ª com a 8ª edição para avaliar a sua capacidade em estratificar doentes com prognóstico distinto. Material e Métodos: Revisão retrospetiva dos doentes com carci-

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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noma gástrico tratados cirurgicamente em 2013 e 2014. Resultados: Incluíram-se 310 doentes, idade média de 65 anos, 55.5% homens. A gastrectomia subtotal foi realizada em 51% (n=158) dos casos, a mediana de gânglios removidos foi de 30. O follow up mediano foi de 39.5 meses. Aos 48 meses a sobrevivência global (SG) foi 59% e a específica de doença (SED) de 65%. No estadio III (n=115) observou-se migração de estadio em 40 casos (34.8%), (upstage em 11 e downstage em 29). Neste estadio observamos diferenças significativas na SG e SED entre os doentes N3a e N3b (p=0.002 e p<0.001 respetivamente). Apenas com a 8ª edição observamos diferenças significativas na SG entre os estadios IIIA, IIIB e IIIC (p=0.001). Na análise multiva-riada, os fatores independentes de prognóstico foram o número de gânglios metastizados e o crescimento extra-capsular (p=0.024 e p=0.033). Discussão: A 8ª edição da AJCC permite refinar o prognóstico, nome-adamente nos novos subgrupos do estádio III com a estratificação da doença ganglionar em N3a e N3b. Continuam excluídos fatores que avaliam o comporta-mento biológico como a extensão extra-capsular que, na nossa análise, teve impacto prognóstico.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia do Porto Francisco Gen-til, EPE

SERVIÇO: Oncologia Cirúrgica CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Mariana Peyroteo, Pedro C. Martins, Rita Canotilho,

Alexandre Sousa, José Pedro Silva, Donzília Brito, Lúcio Santos, Abreu de Sousa

CONTACTO: Mariana Peyroteo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 306)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Avaliação dos factores de prognóstico de GISTs – estudo retrospectivo

RESUMO: Objetivo/Introdução: O GIST é o tumor mesenqui-matoso mais comum do tracto gastro-intestinal. Este estudo tem como objectivo analisar as características patológicas e os factores de prognóstico dos doentes com GIST submetidos a terapêutica cirúrgica num Hos-pital Distrital. Material e Métodos: Estudo retrospectivo e observacional de 30 doentes submetidos a cirurgia entre Janeiro de 2000 e Outubro de 2017. Foi efec-tuada uma análise estatística descritiva e univariada dos dados. Resultados: Dos 30 doentes, 53,3% são mulheres e 46,7% são homens, com idade média de 61,8 anos ao diagnóstico, 70% com localização gás-trica e 26,7% no intestino delgado. O tamanho mediano é de 5cm. Quanto às características histo-patológicas e moleculares, 85,7% dos tumores apresentaram um índice mitótico </=a 5mit/50cga, 86,7% foram positivos para c-kit e 76,7% para CD34, e 53,6% tinham padrão histológico fusocelular, 33,3% misto e 10% epitelióide. houve recidiva em 20% dos doentes. Foram subme-tidos a terapêutica com Imatinib 25% dos doentes. A sobrevida livre de doença (SLD) aos 3 anos é de 85,7%, a SLD aos 5 anos é de 78,6% e a sobrevida global (SG) aos 5 anos é de 89,5%. Das variáveis ana-lisadas, apenas o tamanho do tumor se relacionou com a recidiva (p=0,041). Discussão: Este estudo demons-

tra que a recidiva está relacionada com o tamanho do tumor e que os nossos resultados vão de encontro com os resultados presentes na literatura actual.

HOSPITAL: Hospital Distrital Figueira da Foz, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Mónica, I; Guimarães, N; Ferreira, M; Ribeiro, M; Neves,

J; Morais, H; Melo, F; Pinho, J; Vieira, V; Azenha, N; Borges, I; Dias, R; Fonseca, A; Cecílio, J; Matos, A; Conceição, L.

CONTACTO: Inês Bolais Mónica E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 500)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Resultados da cirurgia gástrica oncológica nos ido-sos

RESUMO: Objetivo/Introdução: A incidência de cancro gástrico em idosos tem aumentado, os quais têm maior risco de complicações cirúrgicas e mortalidade. Pretendemos avaliar os resultados da cirúrgica oncológica gástrica em doentes com mais de 80 anos. Material e Méto-dos: Análise retrospetiva de uma base de dados pros-petiva com 476 casos de cirurgia gástrica oncológica de intenção curativa (janeiro 2010 – dezembro 2015). Selecionados 248 doentes após exclusão dos casos irressecáveis, de cirurgia derivativa e gastrectomia paliativa. Constituídos 2 grupos (<80; ³80 anos) e ana-lisadas características demográficas, clínico-patológi-cas e resultados oncológicos/ cirúrgicos. Resultados: Registou-se diferença estatisticamente significativa entre os grupos no género, co-morbidades, ASA, tipo histológico, estadio T, tamanho do tumor, classificação de Ming, duração e tipo de cirurgia, número gânglios ressecados, tipo de linfadenectomia, invasão linfática, transfusões de sangue e tempo de internamento. Sem diferença estatisticamente significativa entre os gru-pos nas complicações precoces (incluindo deiscência anastomótica) ou tardias, taxa de mortalidade, read-missão, reintervenção, recorrência, sobrevivência livre de doença ou sobrevivência específica da doença. Dis-cussão: A cirurgia de ressecção gástrica oncológica nos idosos tem resultados semelhantes à de doentes mais jovens. A cirurgia de ressecção gástrica é segura e eficaz, devendo ser incluída nas opções terapêuticas desta faixa etária.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São

João CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Fabiana Sousa, Hugo Santos-Sousa, Beatriz Caldeira,

Cristina Fernandes, Mariana Fernandes, Bárbara Cas-tro, Vítor Devezas, Ana Fareleira, Marisa Aral, José Barbosa, José Costa-Maia

CONTACTO: Fabiana Sousa E-MAIL: [email protected]

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 515)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Resultados Da Cirurgia De Ressecção Dos Tumores Estromais Gastrointestinais

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores estromais gastroin-testinais (GIST) são raros. A ressecção cirúrgica com-pleta, sem linfadenectomia, é o tratamento padrão. Material e Métodos: Análise retrospetiva dos doentes operados por GIST no nosso serviço entre janeiro de 2010 e novembro de 2017. Resultados: Incluídos 65 doentes, idade mediana de 63 anos, 52% do género feminino. Os tumores localizavam-se: estômago 45, duodeno 8, intestino delgado 10 e reto 2. A hemorra-gia digestiva (22), dor abdominal (9) e enfartamento (6) foram os sintomas mais prevalentes. As cirurgias realizadas foram (60% laparoscópicas): estômago – gastrectomia atípica 36, gastrectomia subtotal distal 4, gastrectomia total 2, gastrectomia atípica com ente-rectomia 1, gastrectomia atípica com ressecção hepá-tica 2; duodeno – exérese lesão 6, DPC 2; intestino delgado – enterectomia segmentar 10; reto – RAR 1, TAMIS 1. O tamanho médio foi de 87.6 mm, 6 multifo-cais, com 96% de margens R0. 58% com positividade para CD34 e 84.6% para CD117/cKIT. Relativamente ao risco, classificavam-se em: IA – 33; IB – 15; II – 10; IIIA – 5; IIIB – 4, IV – 2; V – 4. Vinte doentes foram tratados com imatinib: 5 – neoadjuvante (2 respostas completas); 20 – adjuvante. Num follow-up mediano de 63 meses, a taxa de mortalidade relacionada com a doença foi de 1.5%. Registados 3 casos de persistên-cia e 2 de recidiva. Discussão: A nossa série mostra bons resultados com elevada percentagem de margens livres de doença, baixa taxa de recidiva e mortalidade relacionada com a doença.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São João. CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Fabiana Sousa, Hugo Santos-Sousa, Eduardo Lima da

Costa, Cristina Fernandes, Vítor Devezas, Beatriz Cal-deira, José Barbosa, José Costa-Maia

CONTACTO: Fabiana Sousa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 498)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Efeito das transfusões perioperatórias de sangue na recorrência e sobrevivida após cirurgia gástrica oncológica

RESUMO: Objetivo/Introdução: A cirurgia gástrica oncológica associa-se por vezes a necessidade de transfusão sanguínea. O efeito das transfusões mantém-se con-troverso. Pretendemos analisar o seu impacto na reci-diva e sobrevida e identificar os fatores de risco para a sua realização. Material e Métodos: Análise retrospe-tiva de uma base de dados prospetiva com 476 casos de cirurgia gástrica oncológica de intenção curativa (janeiro 2010 – dezembro 2015). Após exclusão dos casos irressecáveis, de cirurgia de derivação e gas-trectomia paliativa, selecionados 248 doentes (37 com transfusão perioperatória). Analisadas características

demográficas, clínico-patológicas e resultados oncoló-gicos/cirúrgicos. Resultados: A transfusão periopera-tória teve efeito negativo na sobrevida global (p<0,001) e livre de doença (p=0,007). Na análise univariada, o tipo de linfadenectomia, penetração na parede (T), margens de resseção, terapêutica neoadjuvante, abor-dagem cirúrgica, hepatectomia ou esplenectomia asso-ciada, ASA, comorbilidades, idade e tamanho do tumor correlacionaram-se com a transfusão perioperatória. Na análise de regressão logística multivariada, o tipo de abordagem cirúrgica, T e a idade correlacionaram-se de forma significativa e independente com a transfusão perioperatória. Discussão: Verificámos pior prognós-tico dos doentes com transfusão perioperatória. Devem ser adotadas medidas para reduzir as perdas de san-gue especialmente em doentes com os fatores de risco identificados.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São João CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Fabiana Sousa, Hugo Santos-Sousa, Beatriz Caldeira,

Cristina Fernandes, Vítor Devezas, Mariana Fernan-des, Bárbara Castro, Ana Fareleira, Marisa Aral, José Barbosa, José Costa-Maia

CONTACTO: Fabiana Sousa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 193)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Gastrectomia subtotal e margem proximal na cirur-gia oncológica do carcinoma gástrico difuso

RESUMO: Objetivo/Introdução: A gastrectomia subtotal(GST) no carcinoma gástrico difuso(CGD) ainda não é vista como segura do ponto de vista oncológico em muitos países ocidentais. Nosso objetivo foi avaliar a mar-gem proximal(MP) e a GST como fatores de risco para recidiva nos doentes com CGD. Material e Métodos: Análise retrospetiva de doentes com CGD submetidos a cirurgia com intenção curativa entre 2007-2013 na nossa instituição. Regressão logística com recidiva aos 4 anos como variável dependente e análise de sobre-vida com curvas Kaplan-Meier e regressão de Cox comparando sobrevida global(SG) e sobrevida livre de doença(SLD) em função do tipo de cirurgia (total ou sub-total) e MP. Resultados: 63 doentes, 59% homens, 68,8+-10,6 anos, 34,9% submetidos a gastrectomia subtotal. Na análise univariada, idade, sexo, pT, pN+, nº de gânglios e MP foram independentes do tipo de cirurgia. Na análise multivariada, o estadio pT, pN+, invasão linfovascular e nº de gânglios excisados foram factores de risco para recidiva aos 4 anos. A recidiva e mortalidade específica aos 4 anos foi independente do tipo de cirurgia (OR=0,550 e OR=1,367, p=0,05 respetivamente. SLD e a SG foram independentes do tipo de cirurgia HR=0,933 95IC[0,522-1,67] e HR=1,12 IC95[0,613-2,03] respetivamente, com analise ajustada para MP e estadio anatomopatológico. Discussão: Nos doentes operados com CGD, a SG e SLD foram inde-pendentes do tipo de gastrectomia(total/subtotal), ajus-tada para critérios demográficos e anatomopatológicos, MP incluída. A GST é segura se MP>4cm.

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Rui Marinho, Ricardo Rocha, António Gomes, Nuno

Pignatelli, Vítor Nunes CONTACTO: Rui Marinho E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 252)

SESSÃO: CO-EGD 1

TÍTULO: Cirurgia bariátrica acima dos 60 anos: eficaz e se-gura? Análise de coorte de um centro de referência

RESUMO: Objetivo/Introdução: A cirurgia bariátrica/metabólica é, atualmente, a forma mais eficaz de tratamento da obesidade e das alterações metabólicas associadas. No entanto, em indivíduos com idade superior a 60 anos, existe alguma controvérsia no que respeita à sua eficácia e segurança. Objetivo: Análise do impacto metabólico, perda de peso e segurança da cirurgia bariátrica/metabólica em pacientes obesos com mais de 60 anos. Material e Métodos: Estudo retrospetivo de um coorte de pacientes obesos com mais de 60 anos, submetido a cirurgia bariátrica por via laparos-cópica, no período compreendido entre Janeiro 2010 e Setembro 2017. Resultados: No período do estudo, foram submetidos a cirurgia bariátrica na nossa insti-tuição 1775 pacientes, dos quais 33 tinham mais de 60 anos. 12 foram submetidos a gastroplicatura e 21 a bypass gástrico (Y de Roux). A média de idades foi de 62,1 anos (mín.61-máx.62), com 29 pacientes do sexo feminino (87,9%) e 84,8% com classificação ASA III. A duração média do internamento e a taxa de complica-ções pós-operatórias major, foram respetivamente de 5 dias, e 3%. Não ocorreu qualquer caso de mortalidade. A mediana de follow-up foi de 45 meses. Aos 12 meses de follow-up, a média de %EIMCP foi de 74%. Discus-são: Os dados da nossa série parecem mostrar que a cirurgia bariátrica/metabólica pode ser realizada de forma segura e com eficácia em pacientes com mais de 60 anos, com resultados comparáveis aos obtidos em populações mais jovens, pelo que a idade não deve ser, por si só, fator de exclusão para cirurgia.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Joana Magalhães, Ana Marta Pereira, Rui Ferreira de

Almeida, António Reis, Marta Guimarães, Artur Trovão, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Joana da Silva Magalhães E-MAIL: [email protected]

SALA 4 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 47)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Portadores da Mutação CDH1 e Neoplasia do Cólon RESUMO: Objetivo/Introdução: A Síndrome de Carcinoma Gás-

trico Hereditário de tipo Difuso (CGHD) é atribuível a

mutações germinativas no gene CDH1 (que codifica a caderina-E), com transmissão autossómica dominante. Para além do risco de cancro gástrico difuso e de carci-noma lobular da mama na mulher, a mutação do CDH1, está associada a carcinoma colo-rectal mucinoso ou com células em anel de sinete para alguns autores. O objetivo é avaliar a incidência de neoplasia cólica/lesões precursoras na nossa população portadora de mutação CDH1. Material e Métodos: Estudo retrospe-tivo e unicêntrico, incidindo nos 35 portadores assin-tomáticos de mutações do CDH1 da nossa instituição, com mediana de idade de 41 anos [16-84] e igual distri-buição de géneros. Resultados: De um total de 19 por-tadores com indicação para realizar colonoscopia (> 40 anos), 14 já a realizam, sendo que somente em 4 havia pólipos (21.4%), todos com idade superior ou igual a 65 anos, tratando-se de adenomas tubulares, 3 deles já com displasia de baixo grau. Discussão: Aconselha--se o rastreio colonoscópico após os 40 anos nos por-tadores de mutação de CDH1. Os nossos dados não apontam para um aumento do risco de carcinoma colo--rectal face à população geral, porém face a um número restrito de portadores assintomáticos, mais estudos são necessários.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São

João (1); Serviço de Genética da Faculdade de Medi-cina do Porto e i3S (2); Serviço de Anatomia Patológica, Centro Hospitalar de São João (3); Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina do Porto; Ipati-mup/i3S (4)

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Vítor Devezas(1); Manuela Baptista(1); Fabiana

Sousa(1); Cristina Fernandes(1); Sérgio Castedo(2); Luzia Garrido (2); Fátima Carneiro(3),(4); J. Costa Maia(1)

CONTACTO: Vítor Bruno dos Santos Devezas E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 49)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Linfoma Colo-retal – relato de caso RESUMO: Objetivo/Introdução: A incidência de linfoma colo-retal

primário é rara (0.2-0.6%), com pico de incidência entre 50-70 anos e predomínio masculino. Até 1/3 dos linfo-mas não-Hodgkin apresentam-se somente com mani-festações extra-ganglionares. Os linfomas colo-retais correspondem a 15-20% dos linfomas gastro-intestinais, podendo apresentar-se com dor abdominal ou oclu-são (incomum). O tratamento é multidisciplinar envol-vendo a cirurgia, quimioterapia (QT) e radioterapia (em casos selecionados). Material e Métodos: Homem 74 anos, antecedentes de gangrena de Fournier, recorre à urgência com quadro oclusivo. Resultados: A TC mostrou volumosa lesão expansiva suspeita de 6cm na porção distal do transverso. Fez colonoscopia e coloca-ção de prótese, que demonstrou neoplasia vegetante e friável ocupando praticamente toda a circunferência. TC tórax e marcadores tumorais normais. As biópsias foram inconclusivas, sendo decidido hemicolectomia direita, cuja histologia revelou lesão maioritariamente subepitelial, mucosa ulcerada focalmente, envolvendo

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extensamente a serosa, com características de linfoma B periférico tipo difuso de células grandes (3+/59 gân-glios). Pós-operatório sem intercorrências, com alta ao 7º dia, orientado por Hematologia clínica para QT. Discussão: O linfoma primário de cólon é raro e mais agressivo que o adenocarcinoma, cuja cura depende de um diagnóstico precoce (difícil devido à apresenta-ção inespecífica), sendo o melhor tratamento das com-plicações, como a oclusão e hemorragia, a ressecção cirúrgica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São

João CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Vítor Devezas; Fabiana Sousa; Cristina Fernandes,

Vitorino Garrido; Elisabete Barbosa; Pedro Correia da Silva; J. Costa Maia

CONTACTO: Vítor Bruno dos Santos Devezas E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 4)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Oclusão intestinal por fitobezoar (batata) – Caso cli-nico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A oclusão mecânica completa é uma urgência cirúrgica frequente. Os fitobezoares correspondem a massas formadas por restos de ali-mentos vegetais não digeridos (principalmente fibra) e são uma causa rara de oclusão intestinal mecânica completa (<4%). Entre os factores de risco para desen-volvimento de fitobezoares encontram-se: dieta rica em fibras, uso de procinéticos, cirurgia gástrica prévia e má dentição. O tratamento desta patologia é cirúr-gico. Resultados: Homem, 51 anos, com antecedentes de hipertensão arterial, alcoolismo (em abstenção há 2 anos) e hernioplastia inguinal bilateral. Recorreu ao serviço de urgência por dor abdominal de predomínio no flanco esquerdo, associada a soluços. Objectiva-mente apresentava distensão abdominal, timpanismo generalizado, defesa à palpação do flanco esquerdo e febre (38ºC). Analíticamente, verificou-se leucocitose (12,89 x10^3/μL leucócitos) com neutrofilia relativa (93%); proteína C reativa normal (3,00 mg/L). O estudo de imagem com tomografia computorizada revelou oclusão mecânica completa de jejuno por lesão endo-luminal. Intraoperatoriamente constatou-se oclusão de jejuno por fitobezoar (batata inteira). Submetido a enterotomia, remoção de fitobezoar e enterorrafia. Pós--operatório sem registo de complicações. Discussão: A oclusão intestinal por fitobezoar é uma forma inco-mum de oclusão intestinal, cujo tratamento é cirúrgico e não deve ser adiado. Deve suspeitar-se desta etiologia nos doente com factores de risco.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Porto, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar do Porto CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Joana Gaspar, Teresa Correia, José Preza Fernandes,

Mário Marcos, Vítor Valente CONTACTO: Joana Raquel Rodrigues Gaspar E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 60)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Metástase parietal intercostal por adenocarcinoma 10 anos após sigmoidectomia laparoscópica

RESUMO: Objetivo/Introdução: Apresenta-se caso raro de metástase isolada da parede abdominal de cancro colo-rectal. Mais frequentemente surgem associadas a progressão de doença sistémica e a mau prognóstico. Material e Métodos: Doente de 69 anos com antece-dente de sigmoidectomia laparoscópica em 2007 por adenocarcinoma (pT3N0; G2; IVL; R0). Pós-operatório sem intercorrências, sem indicação para QT adjuvante, tendo ficado apenas em vigilância. Manteve-se assin-tomático até fevereiro 2017. Inicia quadro de lombalgia direita persistente que motivou investigação. Exames de imagem revelaram neoformação da parede torácica. PET mostrou massa neoplásica maligna de alto grau metabólico em atividade e a biópsia confirmou metás-tase por adenocarcinoma intestinal. Foi proposto para excisão de lesão tumoral parietal e resseção parcial da 10º e 11º costelas direitas. Pós-operatório complicado por seroma subcutâneo. Histologia confirmou metasti-zação na região intercostal direita por adenocarcinoma de neoplasia cólica conhecida. Neste momento clini-camente bem, a realizar QT adjuvante. Discussão: A lesão localizava-se na região intercostal direita, sem qualquer associação com incisão prévia, que surgiu de novo após 10 anos do tumor primário. A excisão radi-cal en bloc da lesão está indicada, se esta for isolada. Na ausência de metastização ganglionar do tumor pri-mário, ausência de QT adjuvante após o primário e na ausência de doença intra-abdominal, as metástases isoladas da parede abdominal têm bom prognóstico.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço Cirurgia Geral – HUC do Centro Hospitalar e

Universitário de Coimbra; Clínica Universitária Cirurgia III – Faculdade de Medicina da Universidade de Coim-bra

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Manuel Rosete, António Manso, Mónica Martins, Júlio

Leite CONTACTO: Manuel Rosete E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 36)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Metastização esplénica isolada após hemicolecto-mia direita por carcinoma do cego. Caso Clínico.

RESUMO: Objetivo/Introdução: O cancro coloretal é a 3ª neo-plasia maligna mais frequente, e a 2ª causa de morta-lidade nos países ocidentais. O fígado é o órgão mais frequente de metastização seguindo-se o pulmão. O baço é um local raro de metastização, principalmente quando de forma isolada. Resultados: Homem de 56 anos realizou colonoscopia de rastreio que mos-trou a presença de neoplasia do colon direito. A bióp-sia revelou tratar-se de adenocarcinoma e a TC de estadiamento não revelou metastização. Submetido a hemicolectomia direita que decorreu sem intercorrên-cias, estadiamento T4N2bM0. Cumpriu QT adjuvante e

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manteve-se em seguimento. Ao 3º ano a TC-TAP mos-trou a presença de lesão nodular esplénica de 2cm, suspeita de metastização. Depois de fazer colonosco-pia que não revelou alterações, o caso foi apresentado em Reunião de Decisão Terapêutica Multidiscplinar. Realizada esplenectomia por via aberta e o pós-opera-tório decorreu sem complicações. A avaliação da peça mostrou tratar-se de metástase do carcinoma coloretal. Iniciou quimioterapia de consolidação, e mantem-se em seguimento habitual, sem evidência de metastização noutros órgãos. Discussão: A metastização esplénica isolada de cancro do colon é rara, e ainda mais rara se o tumor primário se localizar no cólon direito. Deve haver elevado grau de suspeição se surgirem lesões “de novo” à distância, principalmente em estadios mais avançados. A intervenção cirúrgica pode ser curativa, principalmente se a doença metastática estiver confi-nada ao baço.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral – Serviço de Cirurgia C, Hospital Geral –

CHUC CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: João Louro, Inês Coelho, José Baião, Andreia Guimarães,

António Norberto, António Ribeiro e C. M. Costa Almeida CONTACTO: João Paulo Mendes Louro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 81)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Intussuscepção Do Colon RESUMO: Objetivo/Introdução: A intussuscepção define-se

como o “afunilamento” de um segmento de intestino para o lumen do segmento adjacente. No adulto esta é uma condição rara constituindo 1-5% de todos os casos de oclusão intestinal. A invaginação colocólica pode ocorrer em qualquer ponto do colon e acontece quase exclusivamente no adulto. Cerca de 60% destes casos são secundários a patologia maligna. O tratamento cirúrgico nos adultos é a forma de tratamento defini-tivo, estando indicada a resseção do segmento inva-ginado. A redução só está indicada nos casos em que esteja descrita claramente patologia benigna. Material e Métodos: Mulher de 80 anos enviada ao SU por dor abdominal difusa, anorexia e 1 episódio de hematoque-zia. Ao toque retal constatada massa volumosa adja-cente á parede anterior do reto. TC AP: Identifica-se exuberante hernia colocólica, com ansa invaginante desde o ângulo esplénico até ao reto com áreas de captaçao heterogena distal podendo corresponder a neoformação de 67 mm “ansa dentro de ansa” Resul-tados: Realizada laparotomia exploradora. Constatada invaginação colico-cólica desde o ângulo esplénico do colon até á transição retosigmoideia com ponto de partida em massa de consistência pétrea. Procedeu-se a hemicolectomia esquerda com confecção de colos-tomia. Histologia: Adenocarcinoma pouco diferenciado do colon descendente associado a invaginação cólico--cólica; pT3 G3 N0 R0. Discussão: Dado que uma grande parte dos casos se associa a malignidade, o tratamento deve ser sempre cirúrgico com resseção dos segmentos afetados.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE

SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral ULSAM CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Diana Gomes; Monteiro C.; Silva B.; Coutinho J.;

Pereira L.; Brito T.; Barbosa F. CONTACTO: Diana Carina Lima Gomes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 74)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Apresentação atípica de perfuração intestinal por osso de galinha

RESUMO: Objetivo/Introdução: A ingestão de corpos estranhos geralmente cursa com a sua expulsão natural e sem complicações. Descreve-se um caso de apresentação atípica de perfuração de cólon por osso de galinha tratado cirurgicamente na nossa instituição. Material e Métodos: Acesso ao processo clínico do doente e registo fotográfico. Resultados: Doente do sexo femi-nino, 77 anos, com história de dor hipogástrica, disú-ria e cistites de repetição com 3 meses de evolução. Apresentava trânsito intestinal mantido e palpação abdominal inocente. A TC pélvica mostrou perfuração de divertículo do cólon sigmóide por corpo estranho de densidade óssea complicada com abcesso sugerindo fístula colo-vesical. A laparotomia exploradora revelou segmento de aproximadamente 5 cm de cólon sig-móide de parede espessada e perfurada com abcesso junto à parede vesical. Excluída fístula colo-vesical. Realizada drenagem do abcesso com remoção de osso de galinha, e ressecção segmentar do sigmóide tipo Hartmann. Teve alta para Consulta Externa, estando a aguardar reconstrução do trânsito intestinal. Discus-são: Perfuração intestinal por ingestão de ossos é uma patologia com uma pluralidade de sinais e sintomas; no presente caso, cistite por aparente contiguidade da parede vesical com a coleção abcedada. Um alto nível de suspeição permite o tratamento atempado, evitando complicações resultantes.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia C, Centro Hospitalar e Universitário

de Coimbra CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Nadia Laezza, Andreia Guimarães, José Baião, Carla

Quental, Joaquim Ferreira CONTACTO: Nadia Amado Laezza E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 177)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Divertículo Gigante do Cólon Sigmóide – Apresen-tação de um caso clínico e revisão da literatura

RESUMO: Objetivo/Introdução: Apresentação de um caso clí-nico de divertículo gigante do cólon sigmóide Material e Métodos: Homem, 81 anos. Recorreu ao SU por quadro de náuseas, vómitos, anorexia, dor e disten-são abdominal e dejeções diarreicas, com 10 dias de evolução. AP de diverticulose cólica. À observação apresentava abdómen globoso, muito timpanizado, doloroso à palpação da FIE, com dor à descompres-

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são. Resultados: Analiticamente aumento dos parâ-metros inflamatórios. TC AP: Colecção arredondada, aderente à parede vesical, com 94mm de maior eixo, com densificação inflamatória da gordura circundante, comunicante com o cólon sigmóide. Diverticulose do cólon descendente e sigmoide. Iniciou AB empirica, fluidoterapia e dieta zero. Submetido a cirurgia, onde se constatou presença de divertículo gigante do cólon sigmoide, aderente à bexiga. Realizou-se sigmoidecto-mia englobando divertículo gigante com necessidade de vesicotomia e canulação do ureter esquerdo. Dis-cussão: O divertículo gigante do cólon sigmóide é uma complicação rara de uma patologia frequente, definido como um divertículo cujo diâmetro é igual ou superior a 4 cm. Estão descritos três subtipos histológicos dife-rentes. A apresentação clínica é variável, sendo a dor abdominal o sintoma mais comum. Por este motivo, o diagnóstico é realizado através de exames radio-lógicos, sendo a TC o exame de escolha. Devido ao elevado risco de complicações, a resseção segmentar com resseção do divertículo “em bloco” é o mais reco-mendado, mesmo que assintomático.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia II – Hospital Egas Moniz CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Débora Correia, Joana Romano, Luísa Cabral Moniz,

Carlos Nascimento CONTACTO: Débora Correia E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 219)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Lesões mucinosas do apêndice: a propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores apendiculares são uma entidade rara, perfazendo 1% da patologia apen-dicular. Quando sintomáticos, podem apresentar-se com dor abdominal, massa palpável, perda de peso, oclusão, ou como apendicite aguda. O tratamento das lesões mucinosas do apêndice é a resseção cirúrgica, cuja extensão depende da natureza ou grau da lesão, eventualmente associada a quimioterapia intra-perito-neal. Material e Métodos: Doente do sexo masculino, 65 anos, referenciado à consulta externa de Cirurgia Geral por incidentaloma apendicular, detetado em ecografia de rotina. Ao exame objetivo, apresentava empastamento palpável ao nível da fossa ilíaca direita. Na colonoscopia identificou-se um abaulamento a nível do pólo cecal. A TC TAP identificou um apêndice ileo--cecal com contornos regulares, preenchido com con-teúdo hipodenso, com 8x4,5cm. O doente foi proposto para resseção cirúrgica da lesão. Resultados: Intra--operatoriamente verificou-se ausência de plano de cli-vagem com o cólon, pelo que se optou pela realização de hemicolectomia direita. O doente teve alta ao 6º dia pós-operatório. O estudo anatomo-patológico demons-trou uma neoplasia mucinosa de baixo grau do apên-dice ileocecal. Discussão: Os tumores apendiculares são uma patologia rara, que requer um elevado índice de suspeição e um adequado planeamento e técnica cirúrgicos, uma vez que a rutura cirúrgica destas lesões pode comprometer o prognóstico.

HOSPITAL: Hospital Distrital Figueira da Foz, EPE SERVIÇO: Cirurgia CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Guimarães N, Mónica I, Ferreira M, Ribeiro M, Neves J,

Morais H, Pinho J, Conceição L. CONTACTO: Narcisa Guimarães E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 156)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Encapsulação Peritoneal Congénita – a raridade com forma de apresentação rara

RESUMO: Objetivo/Introdução: Encapsulação Peritoneal Con-génita (EPC) é uma anomalia congénita rara na qual o intestino delgado, na sua totalidade ou parcialmente, se encontra envolvido por uma fina membrana perito-neal acessória. Sendo habitualmente assintomática e um achado intraoperatório ou em autópsia, existe um reduzido número de casos descritos cujo diagnóstico foi estabelecido em contexto de oclusão intestinal. Material e Métodos: O caso clínico descrito refere-se a um doente do sexo masculino, de 41 anos de idade, sem antecedentes pessoais relevantes e sem cirurgias prévias, que recorre ao serviço de urgência por quadro clínico e imagiológico compatível com oclusão intesti-nal, tendo sido submetido a cirurgia. Resultados: Intra-operatoriamente verificou-se encapsulação peritoneal parcial do intestino delgado com sinais de má-rotação intestinal. A oclusão era condicionada pela posição retro-cecal de um segmento do íleo terminal. Procedeu--se a excisão da membrana peritoneal, libertação do íleo terminal e apendicectomia. O pós-operatório decor-reu sem intercorrências, com alta ao oitavo dia. Dis-cussão: Apesar de rara, é importante manter presente a EPC no diagnóstico diferencial de doentes com oclu-são intestinal sem antecedentes cirúrgicos, nos quais foram excluídas outras possibilidades etiológicas. Este conhecimento, associado a um elevado índice de sus-peição clínico, permite intervenção cirúrgica atempada, evitando a necessidade de resseção intestinal, asso-ciada a maior morbi-mortalidade.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: André Tojal, Júlio Marques, Sandra Coelho, Noel Carri-

lho, Carlos Casimiro CONTACTO: André Tojal E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 188)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Recidiva de prolapso de colostomia: revisão local com máquina de sutura automática gastro-intesti-nal linear

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os prolapsos de colostomia con-sistem numa complicação tardia destes estomas, rela-tivamente frequente que ocorre em cerca de 2 a 10% destas. A resseção do segmento prolapsado é o trata-mento cirúrgico mais realizado, no entanto a médio-

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-prazo apresenta um risco de recidiva de cerca de 60%. Apresenta-se um caso clínico de recidiva de prolapso de colostomia lateral. Material e Métodos: Doente de 65 anos com colostomia derivativa lateral realizada em Março de 2017 no contexto de gangrena de Fournier com ponto de partida em neoplasia do reto extensa abcedada. Recorreu ao SU em Maio por prolapso do estoma, tendo sido submetido a resseção do segmento prolapsado e maturação de novo estoma. Em Agosto, apresentou-se com recidiva de prolapso, tendo sido realizada revisão local eletiva com utilização sucessiva de máquina de sutura automática gastro-intestinal linear (GIA), primeiramente longitudinal e depois transversal ao prolapso, reconstituindo a margem circunferencial do estoma. Resultados: Não houve complicações no período intra ou pós-operatório. O paciente apresentou evolução favorável, tendo tido alta no dia seguinte à cirurgia. Atualmente, o doente encontra-se sem reci-diva de prolapso. Discussão: Normalmente, e sempre que possível, as revisões locais são preferidas às abor-dagens intrabdominais por estas apresentarem maior morbilidade. A revisão local do estoma com resseção do segmento prolapsado com GIA sem desinserção da colostomia aparenta ser uma técnica segura e efetiva perante esta complicação.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Tâmega

e Sousa CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Ana Matos Ribeiro, Inês Romero, Susana Costa, Marti-

nez Insua, Carlos Costa Pereira, Manuel Oliveira CONTACTO: Ana Cláudia Matos Ribeiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 170)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Neoplasia do Divertículo de Meckel RESUMO: Objetivo/Introdução: O divertículo de Meckel é a ano-

malia congénita mais comum encontrada no intestino delgado. Ocorre em 2-3% da população e geralmente é assintomático. No entanto, existe um risco de 4% de virem a desenvolver alguma complicação, tais como hemorragia digestiva, oclusão intestinal, diverticulite, perfuração ou mais raramente neoplasia. Resultados: Homem de 61 anos de idade, com antecedentes de HTA não medicada recorreu ao serviço de urgência por dor abdominal generalizada associada a febre com 1 dia de evolução. Ao exame objectivo destacava-se taqui-cardia, palidez e dor à palpação na fossa ilíaca direita. Analiticamente salientava-se uma leucopénia e PCR 32. A TC Abdominal revelava espessamento parietal do ileon terminal que condiciona dilatação das ansas a montante sem pneumoperitoneu. Por agravamento do estado clínico foi submetido a laparotomia explora-dora. No intra operatório foi constatado perfuração de lesão do íleon distal, realizando-se uma enterectomia segmentar. O doente teve alta ao 9º dia pós-operatório clinicamente estável. A anatomia patológica revelou um adenocarcinoma do divertículo de Meckel. Discussão: O tratamento do divertículo de Meckel complicado é a excisão cirúrgica com ressecção do divertículo ou res-secção segmentar do ileon. Associada à baixa preva-

lência do divertículo de Meckel na população em geral, a apresentação como neoplasia é extremamente rara e o seu prognóstico é reservado.

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral – Hospital Prof. Dr. Fernando

Fonseca EPE CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Rita Martins, Sara Almeida, Sara Nogueira; Dra. Paula

Sanchez, Dr. António Godinho, Dr. Vitor Nunes CONTACTO: Rita Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 78)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Hérnia interna transmesentérica: a propósito de caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: As hérnias abdominais internas consistem na protusão de vísceras abdominais atra-vés de defeitos peritoneais/mesentéricos congénitos ou adquiridos após cirurgia. Representam uma causa incomum de oclusão intestinal, cuja sintomatologia pode ser inespecífica. Material e Métodos: Doente do sexo feminino, 76 anos, com antecedentes de GIST jejunal, submetida a ressecção segmentar de jejuno e metastasectomia hepática por metástase dessa lesão primária. Referência a episódios compatíveis com sub-oclusão intestinal intermitente. Ao exame físico apresentava uma hérnia incisional infra umbilical, redu-tível, sem queixas álgicas associadas. Proposta para correção cirúrgica eletiva do defeito herniário. Resul-tados: Decidida a realização de laparotomia explora-dora, identificando-se hérnia transmesentérica de ansa jejunal, formando uma “ansa cega”, sem compromisso vascular. Realizada reparação de hérnia interna por redução manual e encerramento do defeito herniário e posterior correção da hérnia incisional. Discussão: A apresentação clínica das hérnias internas é variável, podendo mesmo ocorrer em doentes assintomáticos durante longos períodos. Nestes casos, o diagnóstico torna-se difícil, sendo necessário um elevado grau de suspeição, particularmente em doentes com antece-dentes de cirurgia abdominal.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Instituto Português de Onco-logia de Coimbra Francisco Gentil E.P.E

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: José Miguel Baião; Teresa Vieira Caroço; Rui Miguel

Martins; Henrique Ferrão CONTACTO: José Miguel Baião E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 288)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Oclusão Intestinal Por Corpo Estranho Como Pri-meira Manifestação De Doença De Crohn

RESUMO: Objetivo/Introdução: A oclusão intestinal é a segunda causa mais frequente de abdómen agudo não trau-mático observada no Serviço de Urgência, correspon-

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dendo a cerca de 20% dos casos de dor abdominal aguda. A sua etiologia é extremamente variável e fre-quentemente resulta em elevada taxa de morbilidade e mortalidade. CASO CLINICO: Homem de 58 anos, com antecedentes de DM tipo 2, HTA e tabagismo, que recorre ao SU por quadro de dor abdominal generali-zada associada a ausência de trânsito intestinal e náu-seas e vómitos com 24h de evolução. Ao exame físico apresentava-se febril, taquicárdico e com distensão abdominal e sinais de irritação peritoneal. A TC reve-lou a presença de corpo estranho no íleon distal, em área de estenose suspeita de DII, a condicionar oclu-são intestinal. Intra-operatoriamente detectada área de estenose no íleon distal com cavalgamento dos mesos, compatível com Doença de Crohn, e corpo estranho palpável no seu interior (osso). Procedeu-se a ressec-ção íleo-cecal, que decorreu sem intercorrências. Boa evolução clínica do doente no período pós-operatório. O exame histológico da peça operatória confirmou o diagnóstico de Doença de Crohn. A oclusão intestinal por corpo estranho é rara. A ingestão de corpos estra-nhos é mais comum em crianças, alcoólicos, doentes psiquiátricos ou idosos. Eventualmente podem causar oclusão, quando apresentam maiores dimensões, em áreas de menor calbre do tubo digestivo, nomeada-mente o íleon terminal ou áreas de estenose patológica (tumores, DII, RT).

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: C. Fernandes, R. Bessa Melo, F. Sousa, V. Devezas, V.

Devesa, P. C. Silva, J. Costa Maia CONTACTO: Cristina Jesus Costa Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 204)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Abdómen Agudo como manifestação de Tuberculo-se Intestinal

RESUMO: Objetivo/Introdução: A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta qualquer sistema de órgãos pulmonar ou extra-pulmonar. O abdómen é o sexto local mais comum de envolvimento extra-pulmonar. O pre-sente poster, ilustrado com 2 casos clínicos, visa alertar a comunidade médica para esta entidade nosológica pouco frequente. Material e Métodos: Descrição de 2 casos clínicos de doentes com o diagnóstico de tuber-culose intestinal. O primeiro referente a um homem, 71 anos, submetido a enterectomia segmentar de delgado urgente, por perfuração de víscera oca, sem causa evi-dente. Posteriormente sofre um episódio de hemorragia digestiva alta e um novo episódio de perfuração de vís-cera oca, com necessidade de nova enterectomia seg-mentar. Mulher de 88 anos, submetida a intervenção cirúrgica urgente por suspeita de isquemia intestinal por suspeita de hérnia interna estrangulada, submetida a enterectomia segmentar. Resultados: Em ambos os casos o diagnóstico de tuberculose intestinal foi estabe-lecido pelo estudo anatomopatológico da peça operató-ria. Os doentes iniciaram terapêutica antibacilar após o diagnóstico. Discussão: O diagnóstico definitivo é estabelecido pelo estudo anatomopatológico da peça

operatória, através da identificação de granulomas epi-telioides e de necrose caseosa. A coloração de Ziehl--Neelsen e o exame direto são importantes auxiliares diagnósticos. A tuberculose intestinal mimetiza outras causas de abdómen agudo, dificultando o diagnóstico, atrasando a terapêutica e condicionando o surgimento de complicações.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Oeste SERVIÇO: Serviço de Cirurgia do CHO – Caldas da Rainha (1),

Centro de Diagnóstico Pneumológico das Caldas da Rainha (2)

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Camarneiro, Rita (1); Dionísio, Isabel (1); Pereira, José

(2); Ferreira, Ágata (1) CONTACTO: Rita Camarneiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 50)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Diverticulose jejuno-ileal, um caso raro RESUMO: Objetivo/Introdução: A diverticulose jejuno-ileal é

rara, sendo mais comum na 6ª e 7ª década de vida. A sintomatologia é inespecífica e 70% dos doentes são assintomáticos. O diagnóstico é maioritariamente incidental ou resultado de uma complicação, sendo a mais comum a diverticulite, responsável por 30-50% dos casos. Material e Métodos: Apresentação de caso clínico de homem de 60 anos, que recorre ao SU por agudização de dor nos quadrantes inferiores do abdó-men com um mês de evolução e vómitos. Apresentava abdómen distendido com sinais de irritação peritoneal e ruídos hidroaéreos aumentados. Analiticamente iden-tificou-se elevação dos parâmetros inflamatórios e as imagens de TC mostraram espessamento de ansas jejuno-ileais sugestivo de jejunoileíte. Apesar da anti-bioterapia instituída verificou-se agravamento progres-sivo do quadro clínico nas 48h seguintes, tendo sido submetido a laparotomia exploradora. Resultados: Intra-operatorimente observou-se diverticulose jejuno--ileal com diverticulite perfurada a 40 cm do ângulo de Treitz. Foi realizada enterectomia segmentar, jejunos-tomia e fístula mucosa, com laparostomia. Ao 5º dia pós-operatório foi submetido a reconstrução do trânsito intestinal e encerramento da parede abdominal com evolução favorável. Discussão: A raridade e inespeci-ficidade clínica da diverticulite jejuno-ileal exige um alto índice de suspeição clínica e muitas vezes é mesmo um diagnóstico incidental intra-operatório. Complica-ções agudas, como a perfuração, podem implicar inter-venção cirúrgica imediata.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Leiria-Pombal, EPE SERVIÇO: Cirurgia 1 CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Diana Parente, Inês Gil, Inês Sales, Rita Brásio, Maria

Jesus Alves, Gilberto Figueiredo, Sandra Ferraz, Vitor Faria

CONTACTO: Diana Patricia Silva Parente E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 246)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Duplicação Intestinal – Um Caso Raro De Oclusão Intestinal Em Adultos

RESUMO: Objetivo/Introdução: A duplicação gastrointestinal é uma patologia rara, com incidência de 1:5000 nados--vivos. É mais frequente em crianças do sexo mascu-lino, e a maioria são diagnosticados antes dos 2 anos de idade. Nos adultos, pode apresentar-se com quadro de oclusão, hemorragia digestiva ou perfuração do trato gastrointestinal. Os locais mais comuns são o íleon (30%), a válvula ileocecal (30%), o jejuno (8%), o cólon e o recto (5%). Material e Métodos: Apresentamos o caso de uma mulher de 60 anos que recorreu ao serviço de urgência por quadro de dor abdominal e obstipação. A TAC mostrou sinais de oclusão intestinal secundá-ria a volumoso fecaloma do cólon sigmóide. A doente apresentava ainda na TAC um rim fundido à direita, com os dois ureteres a emergirem separadamente do pólo superior e inferior do rim. Resultados: No intra--operatório, constatou-se uma duplicação tubular do cólon sigmoide e do reto. O lúmen duplicado terminava em fundo cego, estando preenchido por um volumoso fecaloma que comprimia o lúmen funcional. Ambos os segmentos duplicados foram ressecados, tendo sido realizada uma cirurgia tipo Hartmann. A colonoscopia no pós-operatório revelou apenas um lúmen. O trânsito intestinal foi restabelecido 6 meses depois. Discus-são: A abordagem cirúrgica depende da localização e do tipo de duplicação. As duplicações tubulares devem ser excisadas em conjunto com o colon adjacente. Se a duplicação estiver abaixo da reflexão peritoneal, as malformações do trato geniturinário devem ser excluí-das.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Cirurgia geral do Centro Hospitalar Lisboa Central (1) CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Nádia Rodrigues da Silva (1), Diogo Carrola Gomes

(1), Conceição Cardoso (1), Ricardo Matos (1), Carlos Almeida (1), João Santos Coelho (1), Eduardo Barroso (1)

CONTACTO: Nádia Rodrigues da Silva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 254)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Carcinomatose Peritoneal, Como Apresentação De Neoplasia Pulmonar

RESUMO: Objetivo/Introdução: A neoplasia do pulmão é o tipo de cancro mais frequente mundialmente e a principal causa de morte relacionada com cancro. Em 40% a 60% dos casos existe metastização no diagnós-tico. Os locais convencionais de metastização são o fígado, glândulas supra-renais, o cérebro e o osso. A metastização peritoneal é um evento raro, e normal-mente quando ocorre é no contexto de doença multi--metastática.O prognóstico neste doentes é pobre e a sobrevida média inferior a 2 meses. Material e Méto-dos: Apresenta-se o caso clínico de um homem de 62 anos, saudável, internado em contexto de urgência por quadro oclusivo. Resultados: Realiza TC: níveis

hidroaéreos do delgado e espessamento parietal não oclusivo do ângulo esplénico cólico. É internado e faz colonoscopia onde se biopsa lesão exofítica do colon, cuja histologia diagnostica carcinoma epidermóide. Neste contexto, faz broncofibroscopia, que identifica carcinoma epidermóide do pulmão. Por má progressão do quadro oclusivo, é submetido a enterectomia seg-mentar com anastomose primária, incluindo implante que condicionava oclusão completo, no jejuno. Identi-ficam-se múltiplos implantes peritoneais, além de lesão cólica descrita, não oclusiva. Foi proposto para QT 1º linha. A evolução foi marcada por deterioração progres-siva do estado geral, aparecimento de metástase cere-bral única (para a qual realizou RT) e lesão lítica em D1. Faleceu 8 meses após o diagnóstico. Discussão: A carcinomatose peritoneal no carcinoma do pulmão é rara e está associada a um péssimo prognóstico.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Mariana Costa, Sara Lourenço, Jorge Costa, Florinda

Cardoso, Gil Gonçalves, Mário Nora CONTACTO: Mariana da Silva Costa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 171)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Mucocelo apendicular complicado com apendicite aguda – Caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O mucocelo apendicular (MA) tem uma incidência 0.2 a 0.4% e pode ter etiologia benigna ou maligna. O diagnóstico é, muitas vezes, feito incidentalmente durante exames radiológicos ou endoscópicos feitos por outras queixas. Material e Métodos: Apresentamos um caso clínico de MA com-plicado com apendicite aguda. Resultados: Homem de 61 anos, recorre ao SU por dor abdominal tipo cólica nos quadrantes abdominais inferiores com 3 dias de evolução, associada a diarreia. Analiticamente, apre-sentava leucocitose e PCR de 186 mg/L. A ecografia revelou sinais compatíveis com apendicite aguda. Foi proposto para cirurgia laparoscópica urgente, tendo-se verificado a presença de plastron com envolvimento do cego, ileon terminal e grande epiplon e pús na goteira parieto-cólica direita. O apêndice apresentava dimen-sões reduzidas e lúmen distendido. Procedeu-se a apendicectomia sem comprometimento da integridade da parede apendicular. O exame histopatológico reve-lou tratar-se de um MA com apendicite fleimonosa e abcesso peri-apendicular. Discussão: MA é uma patologia rara. Tendo em conta que pode ter etiologia benigna ou maligna, a sua abordagem apropriada é crucial. A cirurgia inicial deve passar pela apendicecto-mia e colheita de líquido ascítico ou muco para exame citológico. Apesar de ser globalmente aceite o uso da laparoscopia na realização de apendicectomias, exis-tem algumas reservas relativamente ao seu uso na manipulação de lesões mucinosas pelo risco de perfu-ração iatrogénica e disseminação peritoneal.

HOSPITAL: Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia

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AUTORES: Bárbara Vieira, Viorel Taranu, Anaísa Silva, Lisandra Martins, Duarte Soares

CONTACTO: Bárbara Nunes Vieira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 182)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Uma causa rara de oclusão intestinal. RESUMO: Objetivo/Introdução: A intussuscepção na idade

adulta é rara, correspondendo a cerca de 1% dos casos de oclusão intestinal. É mais frequente no intestino del-gado, podendo acometer o cólon, estando maioritaria-mente associada à presença de lesões intra-luminais. Neste trabalho apresentamos um caso raro de oclusão intestinal. Material e Métodos: Caso clínico Resulta-dos: Doente, sexo feminino, 92 anos, que recorreu ao serviço de urgência por distensão abdominal e retor-ragias. Ao exame objetivo, dor e distensão abdominal com timpanismo nos quadrantes inferiores e prolapso retal. SNG com conteúdo de estase. Analiticamente, leucocitose de 12.000 /uL, sem neutrofilia e PCR 1.1 mg/dL. RX abdómen mostrava distensão marcada e NH de cólon. Medidas conservadoras não eficazes. TAC abdomino-pélvica revelou aspetos compatíveis com invaginação sigmoido-rectal e espessamento do recto superior a sugerir atipia. Colonoscopia mostrou formação polipóide no recto que se estendia por 15 cm, circular, com zona de torção. Submetida a lapa-rotomia, constatando-se invaginação sigmoido-retal condicionada por pólipo no sigmóide distal com 8 cm. Realizada sigmoidectomia tipo Hartmann. Pós-op sem intercorrências, alta ao 7º dia. O exame anátomo-pato-lógico revelou adenoma tubulo-viloso com displasia de baixo grau e áreas de displasia de alto grau, margens livres. Atualmente assintomática. Discussão: A intus-susceção no adulto representa um desafio diagnóstico pela reduzida incidência nesta faixa etária, sendo a res-seção cirúrgica do segmento afetado o tratamento de eleição.

HOSPITAL: Hospital Espírito Santo, EPE – Évora SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Mário Pereira, André Oliva, Manuel Bento, Ânia Laran-

jeira, Joana Patrício, Miguel Melo, Jorge Caravana CONTACTO: Mário Sérgio Cabrita Pereira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 132)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: GIST do canal anal – excisão local pós-quimiotera-pia, a propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores do estroma gas-trointestinal (GIST) anorrectais representam 5% de todos os GIST. Destes, apenas 2 a 8% têm origem no canal anal. A ressecção cirúrgica é o tratamento de elei-ção, contudo tumores localmente avançados poderão implicar cirurgias radicais mutilantes. O papel da qui-mioterapia neoadjuvante ainda não está estabelecido, sendo raríssimos os casos publicados da sua utilização

Material e Métodos: Caso clínico Resultados: Apre-sentamos um caso de uma doente do sexo feminino, 65 anos de idade, com queixas de tenesmo e uma massa palpável aos 4cm da margem anal, regular. A biópsia revelou GIST. Ressonância magnética (RM) pélvica confirmou lesão nodular no espaço interesfinc-teriano esquerdo, com 48x35x35mm de dimensão, de estrutura homogénea e de contornos lobulados e bem definidos. Tomografia computorizada por emissora de positrões (TC-PET) e TC-toraco-abdomino-pélvica sem evidência de metastização. Após discussão multidisci-plinar, optou-se por iniciar imatinib neoadjuvante. RM pélvica de reavaliação após 8 meses de tratamento revelou redução significativa da massa (31x19x29mm). Neste contexto, procedeu-se a excisão local inte-resfinctérica. Cirurgia sem intercorrências; a doente teve alta ao 3º dia pós-operatório. Iniciou quimiotera-pia adjuvante com imatinib Discussão: Actualmente discute-se o papel da neoadjuvância com imatinib no tratamento dos GIST.O seu objectivo inclui a redução tumoral e possibilidade de realizar cirurgias poupado-ras de órgão e de função,como se verificou no presente caso

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE SERVIÇO: 1-Serviço de Cirurgia Hospital Professor Doutor Fer-

nando da Fonseca, 2-Serviço de Oncologia Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: David Aparício1, Marta Fragoso1, Carlos Leichsen-

ring1, Fernando Gomes2, Énio Afonso1, Vasco Geral-des1, Vitor Nunes1

CONTACTO: David Aparício E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 129)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Oclusão intestinal por hérnia interna cólica trans-mesocólica de cólon sigmoide

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Hérnia interna pode ter uma etiologia congénita ou adquirida. A sua incidência é baixa (0.2-0.9%), sendo a causa de oclusão intestinal em 0.5-5% dos casos. Se estrangulada a taxa de mor-talidade é superior a 50% As hérnias internas transme-socólicas são extremamente raras, correspondendo a 5 a 10% de todas as hérnias internas Material e Métodos: 2 casos clínicos Resultados: Apresentamos 2 casos de doentes, com 92 e 40 anos, sem antece-dentes cirúrgicos abdominais, internados de urgência por quadro clínico de oclusão intestinal. Realizado TAC abdomino-pélvico, tendo sido diagnosticado, imagiolo-gicamente num caso hérnia interna transmesocólica e noutro caso volvo cólico. Propostos para laparotomia exploradora, onde se constatou hérnia interna de colon sigmoide transmesocólica estrangulada (1 caso no mesocólon do cólon transverso e 1 caso no mesocólon do colon descendente). Ambos apresentavam colon e mesocólon redundantes. Submetidos a sigmoidectomia de Hartmann que decorreu sem intercorrências. Alta ao 5º e 6º dia pós operatório, sem evidência de recorrência de oclusão intestinal, com um período de seguimento de 3 e 16 meses respectivamente Discussão: As hér-nias internas transmesocólicas de cólon são extrema-

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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mente raras, o seu diagnóstico é difícil, devendo, no entanto, ser consideradas no diagnóstico diferencial de oclusão intestinal. Se presentes, na maioria dos casos, estão associados a isquemia intestinal com necessidade de cirurgia de urgência com ressecção intestinal e ausência de condições para anastomose primária

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE SERVIÇO: 1-Serviço de Cirurgia, Hospital Professor Doutor Fer-

nando da Fonseca,2-Serviço de Imagiologia, Hospital Professor Doutro Fernando Fonseca

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: David Aparício1, Carlos Leichsenring1, Sérgio Fer-

reira2, António Gomes1, Vasco Geraldes1, Vítor Nunes1

CONTACTO: David Aparício E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 206)

SESSÃO: P-CR 1

TÍTULO: Terapia Por Pressão Negativa Como Método Adju-vante Após Drenagem De Abcesso Perianal – Caso Clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Terapia por pressão negativa (TPN) promove a cicatrização em ambiente húmido, por meio de uma pressão subatmosférica controlada e apli¬cada localmente. O seu uso no períneo apresenta--se como um desafio, mas com aplicação adequada pode ser eficaz. Material e Métodos: Caso Clínico Resultados: Masculino, 69 anos de idade, recorreu ao serviço de urgência por dor e aumento do volume na região glútea direita com 3 dias de evolução. Negou outros sintomas. Ao exame físico apresentava tume-facção perianal direita, dura, sem flutuação, com sinais inflamatórios que se estendia até o escroto. Laborato-rialmente com leucocitose 13 800x109/L, PCR: 10 mg/dl. TC pélvica: marcada densificação da gordura peria-nal/isquiorectal direita e da bolsa escrotal. Foi Subme-tido a incisão e drenagem, com colocação de 3 drenos na loca e um dispositivo de derivação fecal. No D2 de pós-operatório Iniciou TPN, contínua. Cumpriu 21 dias de antibioterapia com piperacilina Tazobactam, e 9 dias com Metronidazol. Evoluiu com boa resposta ao tratamento instituído, com alta hospitalar ao 29º dia de internamento e encerramento completo na 9ª semana pós drenagem. Discussão: A TPN evoluiu na última década por causa dos seus efeitos notáveis na cicatri-zação de feridas crónicas e difíceis. Oferece um maior nível de conforto e de mobilidade para o doente, com aumento da qualidade de vida.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE SERVIÇO: Cirurgia II CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Zavenda N; Rodrigues Marques R; Sofia Silva S; Alves

Rafael A; Viana Fernandes L. CONTACTO: Neusa da Conceição de Freitas Neto Zavenda E-MAIL: [email protected]

SALA 3 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 310)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Ileus biliar – um caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: O objetivo deste trabalho prende-

-se com a exposição de um caso clínico que ganha relevância pela sua raridade. Trata-se de um caso de ileus biliar, uma causa rara de oclusão intestinal. Mate-rial e Métodos: Caso clínico: mulher de 89 anos, com antecedentes pessoais de colecistite aguda litiásica, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, obesidade, hiperuricemia, hérnia do hiato e herniorrafia umbilical por hérnia estrangulada. Medicação habitual: Esome-prazol, Losartan, Bisoprolol, Alopurinol, Furosemida, AAS, Lexotan. Recorreu ao SU por quadro com 2 dias de evolução de vómitos biliares, náuseas e dor abdomi-nal generalizada. Última dejecção há 2 dias mantendo emissão de gases, sem febre. Resultados: À observa-ção inicial destacava-se um abdómen distendido, dolo-roso à palpação generalizada, sem reação peritoneal. Analiticamente com aumento dos parâmetros inflama-tórios e Cr de 1,59. Realizou Rx abdominal com níveis hidroaéros de intestino delgado e TAC da qual se des-taca processo de colecistite crónica com fistulização duodenal, formação endoluminal na ansa de delgado compatível com cálculo biliar. Foi submetida a enteroli-totomia sem complicações. O pós operatório decorreu de forma favorável, tendo alta clínica e analiticamente bem. Discussão: A oclusão intestinal é uma afeção clí-nica comum. O ileus biliar consiste numa causa rara de oclusão intestinal correspondendo a menos de 1 % dos casos; é frequentemente precedido de um episódio de colecistite aguda mas ocorre apenas em 0,3 a 0,5% dos casos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral I CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Isabela Gil, Pedro Fidalgo, Carlos Ascensão, Zacha-

roula Sidiropoulou, José Guerreiro, Vitor Pereira CONTACTO: Isabela Miriam Barra da Silva Campos Gil E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 217)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Metástase Hepática Única Metácrona de Melanoma da Coróide: Uma indicação rara para hepatectomia

RESUMO: Objetivo/Introdução: As metástases hepáticas de melanoma uveal são raras e habitualmente associa-das a prognóstico pejorativo, sobretudo pelas poucas opções de terapêutica sistémica. Contudo, em doentes selecionados, a ressecção hepática pode prolongar a sobrevida. Material e Métodos: Apresentamos o caso de uma doente de 36 anos de idade, com diagnóstico de melanoma da coróide em 2014, submetida a braqui-terapia. Em ecografia de seguimento foi notado nódulo hepático único com 60 mm, confirmado por TC, RM e PET-CT, tendo sido submetida a subsegmentectomia hepática (S7). Resultados: O pós-operatório decorreu

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sem complicações e teve alta ao 3º dia pós-operatório. O estudo anátomo-patológico confirmou tratar-se de uma metástase hepática de melanoma maligno pig-mentado da coróide (resseção R0). Encontra-se viva e livre de doença aos três meses de seguimento. Discus-são: Apresentamos um caso que, pela sua raridade, merece discussão, sobretudo no contexto da seleção de doentes para ressecção de metástases hepáticas de cancro não-colorectal e não-neuroendócrino. Assim, a decisão deve ser individualizada, tendo em conta o comportamento biológico do tumor, a idade e estado funcional do doente e a presença de alternativas tera-pêuticas.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: 1 – Serviço de Cirurgia A – Centro Hospitalar e Univer-

sitário de Coimbra 2 – Clínica Universitária de Cirur-gia III – Faculdade de Medicina – Universidade de Coimbra

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Eva Santos1, Henrique Alexandrino1,2, Ricardo Mar-

tins1,2, Marco Serôdio1,2, José Guilherme Tralhão1,2, Júlio Soares Leite1,2

CONTACTO: Eva Catarina Barros Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 291)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Relato De Um Caso De Neoplasia Sólida Pseudopa-pilar Do Pâncreas

RESUMO: Objetivo/Introdução: A neoplasia sólida pseudopapi-lar do pâncreas é uma patologia rara representando menos de 3% das neoplasias exócrinas pancreáticas. Na maioria dos casos afeta mulheres jovens, apresen-tando-se sem sintomatologia típica. Material e Méto-dos: Descrevemos o caso de um homem de 73 anos de idade, com antecedentes de cardiopatia isquémica, doença cérebro-vascular, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, obesidade mórbida, síndrome de apneia obstrutiva do sono, já submetido a apendicecto-mia e endarterectomia carotídea. Doente com história de desconforto nos quadrantes direitos, com agrava-mento pós-prandial, com 4 anos de evolução. Realizou colonoscopia que foi incompleta por apresentar dolico-cólon. Para melhor esclarecimento do quadro realizou TC abdominal que mostrou nódulo sólido com 5x4x3 cm, na região posterior do corpo pancreático, com pequena calcificação central, sugestivo de Cistoade-noma quístico. Resultados: Foi submetido a pancre-atectomia corpo-caudal e esplenectomia (por relação da lesão com vasos esplénicos) por via laparoscópica, sem intercorrências. No período de pós-operatório a destacar um tromboembolismo pulmonar. Após melho-ria clínica o doente tem alta ao 6º dia de pós-operatório. O resultado anatomo-patológico revelou Neoplasia sólida pseudopapilar (pT2N0). Discussão: É necessá-rio um grande índice de suspeição para o diagnóstico de neoplasia sólida pseudopapilar do pâncreas. Quase sempre o seu diagnóstico definitivo ocorre após a res-secção cirúrgica, que é o seu tratamento curativo.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral – CHLN CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática

AUTORES: Sara Fernandes, Joana Vaz, Andreia Barão, Carlos Miranda, Manuel Ribeiro, António Ruivo; João Coutinho (1)

CONTACTO: Sara Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 337)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Neoplasia bi-fenotípica primária do fígado – Caso Clínico duma histologia insólita

RESUMO: Objetivo/Introdução: O hepatocarcinoma e o colangio-carcinoma são as neoplasias primárias mais frequentes do fígado. Em casos raros existem tumores que parti-lham características fenotípicas de ambas, o que coloca desafios na abordagem e terapêutica. Material e Méto-dos: Reportamos o caso clínico de uma mulher de 24 anos, sem factores de risco para patologia hepática, que recorre ao serviço de urgência por dor abdominal nos quadrantes direitos e anorexia. O exame objectivo identificou volumosa tumefacção abdominal. O estudo complementar mostrou lesão heterogénea hepática com 14cm (segmento V) e adenomegalias no hilo hepá-tico. Em reunião multidisciplinar foi proposta biópsia por ecoendoscopia cujo resultado foi inconclusivo. Subme-tida a ressecção não anatómica da lesão e linfadenec-tomia do hilo hepático. O resultado histológico revelou neoplasia maligna bifenotípica (hepatocarcinoma e colangiocarcinoma), pouco diferenciada, com inva-são linfática e vascular, pT2N1R1 – este diagnóstico histológico foi confirmado por centros internacionais. A evolução clínica confirmou a agressividade tumoral, tendo a doente falecido após 3 meses. Discussão: A presença de diversas linhas fenotípicas na mesma neo-plasia poderá traduzir um padrão de desdiferenciação. O diagnóstico deste tipo de neoplasias hepáticas em doentes jovens sem doença hepática crónica é rara – questiona-se a existência de outros factores de risco, nomeadamente genéticos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral no Hospital São João, Porto (1) CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: MORAIS, Ana Sofia (1), FONSECA, Telma (1); MUL-

LER, Catarina (1); PINHO, André (1); ALMEIDA, Mari-nho (1) ; GIGANTE, Humberto (1); BESSA MELO, Renato (1); AFONSO GRAÇA, Luís (1), COSTA-MAIA, José (1)

CONTACTO: Ana Sofia Correia Morais E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 7)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Ileus biliar: Caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: A litíase biliar é uma doença

comum, tendo complicações bem conhecidas, algumas pouco frequentes (p.ex: Síndrome de Mirizzi e ileus biliar). O ileus biliar representa menos de 1% dos casos de oclusão intestinal. Normalmente, a oclusão é cau-sada por cálculos entre 2-5cm. O local mais frequente de oclusão intestinal é a válvula ileo-cecal. Material e Métodos: Apresentação de caso clínico e revisão teó-

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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rica Resultados: Doente de 71 anos, sexo feminino, recorre ao Serviço de Urgência com quadro clínico semiologicamente compatível com oclusão intestinal alta. Analiticamente: agravamento da função renal e elevação de PCR. Realizada TC abdominal que revelou oclusão intestinal ileal por imagem sugestiva de cálculo biliar com cerca de 28mm. Submetida a enterotomia proximal e remoção de corpo estranho, constatando-se ausência de litíase intra-luminal nos restantes segmen-tos intestinais. Teve alta ao 4º dia pós-operatório, após internamento sem intercorrências. Discussão: O ileus biliar pode ser precedido de um ou mais episódios de colecistite aguda, levando a fibrose e fistulização bilio--entérica, aumentando o grau de suspeição. A sinto-matologia pode ser intermitente, adiando a procura de cuidados de saúde (cerca de 4-8 dias desde o início dos sintomas). O exame imagiológico de eleição para diagnóstico é a TC, que pode identificar a tríade de Rigler. O tratamento é cirúrgico e pode consistir em: 1-enterotomia; 2-enterotomia, colecistectomia e encer-ramento de fístula em tempo único ou 3-em dois tem-pos operatórios distintos.

HOSPITAL: Hospital Litoral Alentejano, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral – ULSLA CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Santos DC, Gameiro H, Cruz A, Marinho D, Ferreira A,

Claro M, Sousa D, Martins JA CONTACTO: Daniel Costa Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 35)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Fígado acessório aderente à parede da vesicula bi-liar – Uma analise retrospectiva

RESUMO: Objetivo/Introdução: Fígado acessório é um achado incidental raro. A presença deste fígado acessório ade-rente à vesícula biliar, durante a intervenção cirúrgica, raramente é referido na literatura actual devido ao seu difícil diagnóstico. Material e Métodos: Revisão da lite-ratura e analise retrospectiva dos doentes submetidos a colecistectomia por litiase da vesícula sintomática, no período de 2007 a 2017, num hospital periférico. Resultados: O autor vem reportar uma série de qua-tro doentes, 75% do sexo feminino, submetidos a cole-cistectomia laparoscópica electiva por litiase vesicular sintomática. Os resultados anatomopatológicos das peças cirúrgicas revelaram presença de tecido hepá-tico perivesicular, com ausência do seu padrão hexago-nal clássico, confirmando assim a presença de fígado acessório. Discussão: A consciência da incidência de lobo hepático acessório na parede da vesícula biliar é de importância clínica durante o diagnóstico e tra-tamento de cálculos biliares, devido ao seu elevado potêncial de transformação maligna.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Barreiro Montijo, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia Geral (2) Serviço de Anatomia

Patológica CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Guerreiro, I. (1); Montenegro, C. (2); Alves, A. (1) ; Vil-

chez, J. (2) CONTACTO: Inês Pereira Guerreiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 111)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: PEComa hepático | Um diagnóstico infrequente RESUMO: Objetivo/Introdução: Os Tumores de Células Epi-

telióides Perivasculares (PEComa) são neoplasias mesenquimais raras, com histologia e imunohistoquí-mica distinta, que expressam marcadores miogénicos e melanocíticos, sendo descritos apenas 33 casos. O diagnóstico é difícil, não existindo um método de ima-gem gold standard, sendo necessária a realização de biópsia. Resultados: Mulher de 40 anos com queixas dispépticas e desconforto abdominal com semanas de evolução. Exame objetivo sem alterações. Realizou TC abdominal que revelou uma formação nodular hepática com 2,5cm, no segmento V, de natureza hipervascular, sem critérios de hemangioma e sem exclusão de hepa-tocarcinoma. Foi realizada RM que sugeriu tratar-se de um adenoma hepático. Apresentava serologias víricas negativas. Efetuada biópsia que estabeleceu o diag-nóstico de PEComa Epitelióide Monotípico. Decidida vigilância clínica e imagiológica. Seguimento de dois anos, com doente assintomática e lesão hepática com dimensões e características estáveis. Discussão: A maioria dos doentes é assintomática ou apresenta sin-tomas inespecíficos. Os PEComas são primariamente considerados tumores benignos, podendo a vigilân-cia clínica e imagiológica ser a orientação adequada. Devido à raridade desta entidade, o comportamento biológico e o potencial de malignidade ainda não estão esclarecidos. Assim, lesões superiores a 5cm, com margens infiltrativas, invasão vascular, elevada atipia nuclear ou elevada taxa de mitoses, devem ser consi-deradas tumores malignos e excisadas.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Ana Melo, Cátia Ferreira, Ricardo Pereira, Urania Fer-

nandes, Sílvia Silva, Herculano Moreira, Paulo Avelar CONTACTO: Ana Melo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 243)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Da Hipersónia ao Tumor Neuroendócrino do Pân-creas

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores neuroendócrinos do pâncreas(PNET)são raros,no entanto a sua inci-dência tem aumentado.Apresenta-se um caso duma paciente seguida em Neurologia por hipersónia com o diagnóstico posterior dum PNET Resultados: Sexo feminino,20 anos,seguida em Consulta de Neurologia por hipersónia com 1 ano de evolução,foi admitida no Serviço de Urgência por alteração do estado de cons-ciência tendo sido constatada hipoglicemia.Realizou tomografia computorizada que evidenciou uma lesão hipervascular do corpo/cauda do pâncreas,com cerca de 64 mm de diâmetro. Apresentava uma cromogranina sérica de 549,2 ng/mL;insulina de 15,4 ng/mL e Pepti-deo-C de 6,55 ng/mL Na Tomografia por Emissão de Positrões apresentava uma área com avidez anómala

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para o Ga-68-DOTA-TOC na neoplasia pancreática e ausência de áreas de captação anómalas extra-pan-creáticas.Foi submetida a uma pancreatectomia corpo--caudal radical por via laparoscópica.O internamento decorreu sem intercorrências.O estudo Anátomo-Pato-lógico revelou um tumor neuroendócrino bem diferen-ciado do pâncreas,pT2N0MxR0,com um índice mitótico de menos de 2 por campo de grande ampliação e um Ki-67 de 1% Discussão: Os tumores neruroendócrinos gastroenteropancreáticos são neoplasias raras mas de incidência crescente. O seu diagnóstico está depen-dente do índice de suspeição do clínico. A ressecção cirúrgica deverá ser realizada sempre que possível.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Tâmega

e Sousa CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Joana Isabel Almeida, Carlos Soares, Rui Manuel

Neves, Jacinta Queirós, Teresa Mónica Rocha, Manuel Oliveira

CONTACTO: Joana Isabel da Silva Almeida E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 178)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Adenocarcinoma do pâncreas: Remissão total de recidiva local após tratamento neoadjuvante

RESUMO: Objetivo/Introdução: A neoplasia do pâncreas é a 4.ºmais fatal com uma esperança média de vida de 5% a 5A. A resseção cirúrgica é o único tratamento potencialmente curativo sendo no entanto possível em <20% dos doentes à data do diagnóstico.Em neo-plasias irressecáveis ou ressecáveis“borderline”o tra-tamento neoadjuvante é a melhor opção. Material e Métodos: Homem,40A, submetido a duodenopancre-atectomia cefálica em 2011 por adenocarcinoma do pâncreas (pT2N0Mx LV1R0).Após a cirurgia realizou QT adjuvante com Gemcitabina e foi desde então man-tido em consulta de follow-up. Em 2016, por elevação dos marcadores tumorais realizou PET, TAC e RMN compatíveis com a presença de recidiva local. Perante estes achados e após reunião multidisciplinar iniciou terapia neoadjuvante com RT+QT com FOLFIRINOX sendo depois submetido a totalização da pancreatec-tomia. Resultados: O procedimento decorreu sem intercorrências perioperatórias tendo o doente alta ao 7.ºdia de pós-op.A anatomia patológica da peça resul-tante da totalização da pancreatectomia veio a revelar a ausência de tumor residual. Discussão: A resposta total à terapia neoajuvante em neoplasias do pâncreas irressecáveis ou ressecáveis “borderline” é limitada.Este caso sugere remissão completa de recidiva local de adenocarcinoma do pâncreas após terapia neoad-juvante. Estes resultados suportam a crescente evi-dência científica da terapêutica utilizada, impondo a necessidade de ensaios clínicos que permitam avaliar o seu papel na avaliação dos critérios de ressecabilidade bem como na remissão completa.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia A do Centro Hospitalar e Univer-

sitário de Coimbra; Serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; Serviço

de Radioterapia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; Serviço de Anatomia Patológica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Vânia A. Constâncio, Ricardo J. Martins, Ana Oliveira,

Anabela Barros, Inês N. Góis, Mário R. Silva, J. Gui-lherme Tralhão, Júlio S. Leite

CONTACTO: Vânia Andreia Vasques Constâncio E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 335)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Carcinoma de Células Renais com Invasão Local do Fígado: Uma Rara Forma de Apresentação Clínica

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma de células renais (CCR) é a sexta neoplasia mais comum nos adultos. A variante sarcomatóide, encontrada em 1-8% dos CCR, representa um padrão histológico pouco diferenciado e está associada a um rápido crescimento tumoral e com-portamento intrusivo, condicionando um mau prognós-tico. Material e Métodos: Caso clínico Resultados: Doente de 54 anos, sexo masculino, com antecedentes de Diabetes mellitus tipo 2, tabagismo e alcoolismo, recorreu à urgência por fadiga e dor no hipocôndrio direito com 2 dias de evolução. TC tóraco-abdominal revelou massa sólida de 20 cm no rim direito com inva-são local do fígado direito, sem outras lesões suspeitas locais ou à distância. Biópsia renal revelou carcinoma de células renais. Submetido a nefrectomia direita radical e segmentectomia posterior direita em bloco e dissecção dos nódulos linfáticos periportais. Exame anatomopatológico confirma carcinoma de células renais com padrão clássico de células clara e padrão sarcomatóide em 10% do volume tumoral, pT4pN0cM0 R0. Encontra-se no sexto mês de follow-up sem sinto-matologia ou recidiva da doença. Discussão: Embora a invasão local de órgãos adjacentes não seja rara nos CCR com padrão sarcomatóide, existem poucos casos relatados de CCR com invasão hepática. A cirurgia, quando viável, deve ser a primeira escolha de trata-mento e é a única potencialmente curativa. Apesar de se tratar de uma patologia urológica, a necessidade de excisão do tumor em bloco implica que a abordagem deva ser realizada pela equipa de cirurgia hepato-biliar.

HOSPITAL: Hospital Beatriz Ângelo SERVIÇO: Serviço de Cirurgia geral (1), Serviço de Urologia (2) CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Ema Santos (1), Luísa J. Alves (2), José A. Pereira (1),

Pedro Amado (1), Paulo Oliveira (1), Catarina Gameiro (2), Rui Maio (1)

CONTACTO: Ema Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 114)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Abordagem cirúrgica dos quistos esplénicos não parasitários – a propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os quistos esplénicos são uma entidade clínica rara com uma incidência inferior a 1%.

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Representam 10% dos quistos não parasitários esplé-nicos e são maioritariamente assintomáticos. Pretende--se fazer uma revisão da abordagem cirúrgica dos quistos esplénicos não parasitários a partir de um caso clínico. Material e Métodos: Apresentação de um caso clínico Resultados: Doente do sexo feminino com 33 anos, referenciada por dor abdominal e enfartamento pós-prandial com meses de evolução (sem história de trauma abdominal). No exame objetivo, apresentava uma massa palpável no hipocôndrio esquerdo. Os exames complementares de diagnóstico confirmaram lesão esplénica compatível com volumoso quisto esplé-nico (12 cm x 13 cm x 15 cm). Proposta esplenectomia total por via aberta que decorreu sem incidentes. Assin-tomática e sem complicações registadas em consulta de seguimento. Discussão: Os quistos esplénicos não parasitários, embora raros, são um diagnóstico a consi-derar no estudo das massas abdominais. As indicações para tratamento cirúrgico estão relacionadas com a sua etiologia, dimensões, localização esplénica e sintomas associados. Neste caso, a sintomatologia associada às dimensões do quisto ditou a necessidade do tratamento cirúrgico. As técnicas cirúrgicas mais utilizadas são a esplenectomia total ou parcial, a drenagem percutâ-nea e a marsupialização. A laparoscopia é uma opção dependendo das dimensões e da experiência do cirur-gião.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Unidade HBP, Serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar

Tondela-Viseu CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Pereira, José; Duarte, Liliana; Sá, Milene; Constantino,

Júlio; Pereira, Jorge; Casimiro, Carlos CONTACTO: Jose Carlos Pereira Pinto E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 348)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Linfangioma quístico pancreático – a propósito de um caso

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os linfangiomas são lesões benignas quísticas decorrentes de malformações linfá-ticas congénitas que conduzem a obstrução do fluxo e desenvolvimento de linfangiectasias. São mais fre-quentes em idade pediátrica e localizam-se frequente-mente no pescoço e axila. Apenas <1% se localiza no pâncreas. São usualmente assintomáticos, quando sin-tomáticos, manifestam-se por queixas inespecíficas de dor e distensão abdominal. Exames complementares de diagnóstico incluem TC, RM e ecoendoscopia com aspiração de agulha fina. O diagnóstico final requer exame histológico. O tratamento definitivo consiste na excisão radical. A recorrência é rara. Material e Méto-dos: Os autores apresentam um caso de linfangioma quístico pancreático. Resultados: Mulher de 68 anos, recorre à consulta de cirurgia por quadro de descon-forto abdominal e náuseas com vómitos. Exame obje-tivo sem alterações e TC abdominal de ambulatório com lesão de 6 cm na cauda do pâncreas. Realiza RM pancreática que revelou lesão com 11x6x5cm (LxTxAP) na face posterior da cauda do pâncreas, a sugerir quisto pancreático, não se podendo excluir linfan-

gioma. Foi submetida a excisão radical cirúrgica, sem intercorrências. Histologia da peça operatória revelou um linfangioma quístico da cauda do pâncreas. O pós--operatório decorreu sem intercorrências. Em consulta de seguimento a doente apresentava-se clinicamente bem. Discussão: O linfangioma quístico deverá ser incluído no diagnóstico diferencial de lesões quísticas pancreáticas, sendo a excisão radical o tratamento definitivo.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia C CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Nico Albano, M; Coelho MI, Silva,M; Caroço, T; Reis, L;

Carvalho,L; Costa Almeida, CM. CONTACTO: Miguel Nico Albano E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 101)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Obstrução da via biliar por Parasita RESUMO: Objetivo/Introdução: A obstrução mecânica extra-

-hepática da árvore biliar pode ter várias causas. As mais comuns são cálculos, estenoses e tumores das vias biliares. Obstrução devido a parasitas é uma das menos frequentes causas de obstrução biliar extra--hepática e mais frequente em paises Orientais. Os achados clínicos mais importantes causados pela presença de áscaris lumbricoide no sistema biliar é obstrução parcial extra-hepática associada com sin-tomas obstrutivos. Material e Métodos: Os autores descrevem um caso de um doente com diagnóstico prévio de litíase vesicular que recorreu ao Serviço de Urgência com quadro de icterícia obstrutiva. Realizou ecoendoscopia que evidenciou dilatação das vias bilia-res com aglomerado de cálculos na mesma. Resul-tados: Foi proposto para CPRE que viria a mostrar parasita com cerca de 25 cm a nível da papila que foi retirado. Restante internamento decorreu com melho-ria clinica e analítica. Realizou terapêutica posterior com albendazol. Discussão: Ascaris lumbricoides é o parasita mais comum encontrado no trato diges-tivo. O seu habitat mais habitual é no intestino del-gado. A sua presença nas vias biliar é extremamente rara.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, EPE SERVIÇO: Cirurgia geral da ULS Castelo Branco CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Romano M, Rainho R, Silva Vaz P, Gouveia A CONTACTO: Manuela Romano E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 328)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Caso clínico: pseudoaneurisma peri-pancreático e hemobilia sintomática

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os pseudoaneurismas (PA) peri--pancreáticos são entidades raras e a sua incidência de difícil determinação estando principalmente associados a pancreatite e pseudoquistos. A etiopatogenia proposta

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é de digestão enzimática e esqueletização da parede arterial. Manifestam-se por hemorragia intra-abdominal, gastrointestinal ou dor abdominal com taxas de morta-lidade entre 0-60 % nos 30 dias após apresentação. Resultados: Apresentamos o caso clínico de um indi-víduo do sexo masculino, 55 anos, com antecedentes de pancreatite alcoólica e nefrectomia direita por carci-noma durante o follow-up do qual se diagnosticou, em 2012, PA da artéria gastro-duodenal (AGD). Foi inicial-mente avaliado em consulta de Cirurgia Vascular noutra instituição tendo-se perdido o seguimento do doente. Transferido em Abril 2017 do Hospital de Abrantes por quadro de icterícia obstrutiva associado a dor abdomi-nal intensa e melenas com repercussão hemodinâmica. Operado em contexto de urgência tendo-se constatado PA sem rotura intra-abdominal e fístula biliar com des-truição segmentar circunferencial da porção distal da via biliar principal (VBP). Foi submetido a endoaneu-rismorrafia e laqueação da AGD sem isquémia, cole-cistectomia e tutorização da VBP com tubo de Kehr. Ao 22º dia de pós-operatório remoção do tubo de Kehr e sua substituição por endoprótese biliar plástica por CPRE, removida 1 mês depois. Atualmente sem evi-dência de estenose e provas hepáticas normais.

HOSPITAL: SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Santa Maria,

CHLN EPE (1), Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascu-lar do Hospital de Santa Maria, CHLN EPE (2)

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Luís Castro (1), Pedro Garrido (2), Jelena Pajic (1),

Paulo Viana (1), Jorge Marques (1), Luís Miranda (1), João Coutinho (1)

CONTACTO: Luís Santos Castro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 52)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Apresentação rara de adenocarcinoma do pâncreas RESUMO: Objetivo/Introdução: O diagnóstico do adenocarci-

noma pancreático é tardio na maioria dos casos pela inespecificidade de sintomas, problema esse que se acentua nos tumores localizados no corpo e cauda. Estes apresentam-se habitualmente em fases avan-çadas, com dor, perda ponderal e anorexia. Material e Métodos: Apresentamos o caso de um homem de 63 anos, que recorreu ao SU por quadro de oclusão intestinal com 4 dias de evolução. Radiograma e TC abdominal sugestivos de oclusão mecânica a nível do cólon esquerdo. A colonoscopia identificou torção/invaginação aos 40 cm da margem anal condicionando estenose, sem imagem sugestiva de lesão neoplásica. Foi submetido a laparotomia exploradora urgente. Resultados: Intra-operatoriamente identificada neofor-mação envolvendo o ângulo esplénico do cólon, o pedí-culo esplénico e a cauda do pâncreas. Foi submetido a colectomia subtotal, esplenectomia e pancreatectomia distal em bloco. A histologia revelou adenocarcinoma ductal pancreático. Pós-operatório complicado com peritonite fecal por perfuração do delgado (PO3), hemo-peritoneu por hemorragia do coto pancreático (PO10) e infeção da ferida operatória. Alta ao 29º dia. Discus-são: A oclusão intestinal por invasão contígua do cólon

é uma apresentação rara do carcinoma pancreático, existindo apenas 4 casos descritos na literatura. Em todos eles o diagnóstico foi feito intra-operatoriamente ou post-mortem. Assim, é necessário um alto grau de suspeição para considerar o carcinoma do pâncreas no conjunto de diagnósticos diferenciais da oclusão intestinal.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Leiria-Pombal, EPE SERVIÇO: Cirurgia 1 CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Diana Parente, Inês Gil, Inês Sales, Nuno Rama, San-

dra Ferraz, Branco Lopes, Virgínia Paulino, Vitor Faria CONTACTO: Diana Patricia Silva Parente E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 200)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Arterialização portal: quando é a única opção dis-ponível

RESUMO: Objetivo/Introdução: Introdução: A arterialização da veia porta (AVP) é um procedimento de resgate para garantir a perfusão hepática quando todas as outras técnicas de reconstrução arterial foram excluídas. Objectivo: Descrição através de um caso clínico de AVP em cirurgia hepatobiliopancreática (HBP). Mate-rial e Métodos: Doente do sexo masculino de 54 anos com antecedentes de colecistectomia laparoscópica com colangiografia intraoperatória em 2011. Diag-nosticado no contexto de icterícia obstrutiva, colan-giocarcinoma hilar tipo 3b, ressecável, em 01/2017. Submetido a hepatectomia esquerda com linfadenec-tomia do ligamento hepatoduodenal e reconstrução com anastomose hepático-jejunal em Y de Roux. No intraoperatório detetada ausência de artéria hepática direita (AHD), provavelmente secundária a lesão iatro-génica da cirurgia prévia, optando-se por AVP (anasto-mose termino-lateral da artéria hepática comum a veia porta). Resultados: Doppler portal diário com bons fluxos. AngioTAC com hipoperfusão periférica do lobo direito, sem evidência de trombose do shunt. Histologia – adenocarcinoma pouco diferenciado, sem metásta-ses ganglionares regionais. Seguimento sem evidên-cia de sinais de hipertensão portal ou de progressão de doença. Embolização do shunt AV aos 8 meses de PO. Discussão: Ao preservar a oxigenação da veia porta, a AVP promove a regeneração hepática, redu-zindo o risco de necrose e insuficiência hepática no PO. Embora não desprovida de complicações, pode ser a única opção disponível para evitar insuficiência hepá-tica aguda.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Luísa Frutuoso, Vera Oliveira, Lúcia Carvalho, Hugo

Ribeiro, Tiago Fonseca, Ana Marta Pereira, Tiago Fer-reira, Domingos Rodrigues, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Ana Luisa Pinto Frutuoso E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 225)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Quimioterapia intra-arterial hepática: uma opção te-rapêutica

RESUMO: Objetivo/Introdução: Introdução: 40-60% dos doentes com CCR apresentam metastização hepática em algum momento da doença. A cirurgia de resseção oferece a melhor sobrevida a longo prazo; todavia, só constitui opção em 25% dos casos. Objectivo: Descrição de um caso clinico de colocação de cateter hepático para qui-mioterapia intra-arterial, numa doente com metástases hepáticas de CCR. Material e Métodos: Mulher de 44 anos, antecedentes de hemicolectomia esquerda em 2012 por adenoma tubuloviloso com displasia de alto grau. Em 10/2016 diagnosticada metastização pul-monar e hepática extensa. Biópsia hepática confirma primário de origem entero-cólica. Proposta para QT neoadjuvante -realizou 19 ciclos de QT (folfiri + beva-cizumab), com boa resposta imagiológica, apesar de se manter irresecabilidade por invasão da veia cava. Resultados: Colocação por via laparotómica de cateter na artéria hepática própria atraves de artéria gastroduo-denal. Procedimento complicado com fistula biliar tipo B no contexto de provável lesao iatrogénica na VBP, com necessidade de colocação de protese biliar endos-copica. Discussão: Nos doentes com pouca resposta a QT sistémica, a QT intra-arterial pode constituir uma opção terapêutica, uma vez que permite resposta em 30-50% dos pacientes, com menor efeitos sistémicos. A maior limitação desta opção terapêutica é a sua mor-bilidade (em 30% dos doentes), sendo a mais frequente a trombose arterial.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Luísa Frutuoso, Vera Oliveira, Lúcia Carvalho, Tiago

Fonseca, Tiago Castro, Tiago Ferreira, Domingos Rodrigues, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Ana Luisa Pinto Frutuoso E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 244)

SESSÃO: P-HBP 1

TÍTULO: Terapêutica Cirurgica Na Hipertensão Portal – Apre-sentação De 1 Caso

RESUMO: Objetivo/Introdução: A hipertensão portal (HTP) pode ter várias etiologias. A abordagem terapêutica tem como objetivo o tratamento sintomático e a diminuição do risco de complicações inerentes a esta patologia. Do ponto de visto terapêutico existem várias opções: farmacológicas, radiologia de intervenção, ou cirúrgico, com a construção de shunt. O transplante hepático é a única opção curativa. A construção cirúrgica de um shunt entrou em desuso atendendo ao recurso ao trans-plante. Material e Métodos: Apresentamos o caso de um homem de 23 anos de idade com HTP pré-hepática, sem doença hepática crónica. Avaliado pela Hemato-logia para exclusão de doença do foro atendendo a presença de pancitopenia e hiperbilirrubinémia. Fez biópsia medular e esplénica que não revelaram alte-

rações. Avaliado pela Gastroenterologia. Fez bióp-sia hepática transjugular que não revelou alterações. Imagiologicamente apresentava uma esplenomegália, com varizes do hilo hepático, e com transformação cavernomatosa da porta. Discutido em reunião multi--disciplinar e proposto para realização de shunt porto--cava laterolateral. Resultados: Submetido a shunt porto-cava latero-lateral em H com interposição de pró-tese de PTFE de 8 mm. Cirurgia decorreu sem intercor-rências. No pós-operatório assistiu-se a uma melhoria progressiva da trombocitopenia. O Angio-Tc ao 8º dia pós-operatório revelou patência do shunt e redução significativa da esplenomegália. Discussão: Apesar da construção de shunts cirúrgicos ter caído em desuso, existe um grupo de doentes que ainda beneficiam.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro hepatobiliopancreatico e de Transplantação do

Centro Hospitalar Lisboa Central (1) CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Nádia Rodrigues da Silva (1), Vasco Ribeiro (1), João

Santos Coelho (1), Eduardo Barroso (1) CONTACTO: Nádia Rodrigues da Silva E-MAIL: [email protected]

SALA F 2.1 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 151)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: Lesao Mamaria – Exceção à regra RESUMO: Objetivo/Introdução: A Leucemia Linfocítica Crónica

apresentam maior suscetibilidade a segundas neopla-sias não-linfóides que podem apresentar-se com com-portamento alterado em relação ao padrão habitual.Apresentamos um caso clínico de uma doente com LLC que desenvolveu uma lesão exofítica hemorrágica na mama. Material e Métodos: Caso clínico Resultados: Mulher,78 anos,com diagnóstico de LLC em 2010,sem tratamento até 2013,altura em que por linfocitose pro-gressiva, anemia, trombocitopenia, aumento de volume das adenopatias identificação de 2 lesões mamárias “de novo”: uma volumosa massa na região mamária direita e outra inferior na mama esquerda, inicia tera-pêutica. A lesão da mama direita evoluiu com ulceração local da pele e crescimento exofítico.As biópsias iniciais desta lesão foram inconclusivas.Sob Idelalisib verificou--se redução de todas as adenopatias com exceção da lesão mamária direita,que adquiriu áreas hemorrágicas, cavitadas e infetadas.Face à dissonância de resposta clínica ao imunomodelador foram realizadas novas biópsias compatível com tumor filóide “borderline”na mama direita, e infiltração por LLC na mama esquerda.Realizou duas sessões de radioterapia com intuito hemostático.Foi submetida a mastectomia de limpeza à direita que decorreu sem intercorrências.O diagnóstico definitivo da lesão foi confirmado em peça operatória.Atualmente mantém-se sem sinais de recidiva. Discus-são: É importante reconhecer as segundas neoplasias quando aparecem novos sintomas ou sinais sugestivos de progressão de doença nos doentes com LLC.

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HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: 1- Departamento de Cirurgia Geral; 2- – Serviço de

Hematologia e Transplantação de Medula CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Catanho C.(1) Durão S. (2) Alves N. (1) Luna R. (1);

Cantante I. (1) Coutinho J. (1) CONTACTO: Carolina Catanho E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 325)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: Lipossarcoma do músculo peitoral maior, gigante e raro

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os sarcomas são tumores de origem mesenquimatosa e correspondem a aproxi-madamente 1% das neoplasias malignas nos adul-tos, sendo o lipossarcoma um dos seus subtipos mais comuns. Estes afectam discretamente mais homens de meia-idade, tipicamente nas extremidades ou retrope-ritoneu. Clinicamente manifestam-se como massas de crescimento lento e indolores, de consistência lipoma-tosa ou endurecida. O diagnóstico pré-operatório pode ser desafiante com discordâncias entre o resultado de biópsias de agulha grossa ou excisional e as caracte-rísticas imagiológicas. Apresentamos o caso clínico de uma mulher de 93 anos de idade que apresentava um nódulo na mama direita, com crescimento progressivo num período de 6 meses, cujas características ima-giológicas levantavam a suspeita de um lipossarcoma centrado no músculo peitoral maior. Dada a dimensão e localização da doença foi submetida a mastectomia simples direita, com ressecção do músculo peitoral maior, tendo a histopatologia da peça confirmado a pre-sença de um lipossarcoma bem diferenciado do mús-culo peitoral maior, uma entidade extremamente rara, estando poucos casos descritos na literatura. A carac-terização histológica do lipossarcoma é importante para prognóstico e para decisão terapêutica. O tratamento é cirúrgico sendo necessária uma ressecção alargada com margens livres de tumor. Outros tratamentos devem ser ponderados conforme a agressividade da doença. Um seguimento a longo prazo é mandatório dado o risco de recorrência.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Pedro Gonçalves, Rosa Saraiva, Pedro Valente, Cata-

rina Quintela, Bárbara C. Leite, Manuela Dias, Sónia Rigor, António Gouveia

CONTACTO: José Pedro Oliveira Gonçalves E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 207)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: Cancro Da Mama Triplo Negativo – Resposta Pato-lógica Completa Após Qt Neoadjuvante

RESUMO: Objetivo/Introdução: Cancro da mama triplo negativo (CMTN) é caracterizado por ausência de expressão de recetores de estrogénio, progesterona e HER-2. Ocorre

em 15-20% das doentes com neoplasia da mama e está associado a um prognóstico desfavorável. Mate-rial e Métodos: Caso clinico de mulher de 63 anos com história familiar de neoplasia da mama, enviada à consulta de Senologia por nódulo de 3,2cm no QSI da mama esquerda. Core-biopsia revelou carcinoma inva-sor do tipo ductal com recetores hormonais negativos, HER2 negativo e Ki67 100%. Decidida realização de PGS (presença de metástase de carcinoma indiferen-ciado sugestivo de primário de origem mamária num gânglio) e QT neoadjuvante. Estudo genético: mutação BCRA1 +. Estadiamento complementar sem evidência de doença secundária Resultados: Após tratamento neoadjuvante é submetida a Mastectomia radical modi-ficada. O exame histológico da peça cirúrgica não deteta qualquer evidência de estruturas neoplásicas residuais – resposta patológica completa. Follow-up sem evidência de recidiva. Discussão: A resposta do tumor ao tratamento neoadjuvante é um importante fator prognóstico, uma vez que a taxa de resposta pato-lógica completa é maior nos tumores triplo negativos. Embora os tumores triplo negativos sejam clinicamente mais agressivos, são mais sensíveis à quimioterapia e as doentes que apresentam uma resposta patoló-gica completa têm uma excelente sobrevida livre de doença.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral de CHEDV CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Tiago Fonseca, Catarina Osório, Isabel Caldas, Flo-

rinda Cardoso, Alexandre Alves, Teresa Santos, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Tiago Feiteira Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 105)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: A Experiência de um Hospital Insular na Abordagem do Cancro da Mama

RESUMO: Objetivo/Introdução: O tratamento do cancro da mama tem sofrido uma enorme evolução nos últimos anos, com tendência a abordagens cada vez menos invasivas. A pesquisa de gânglio sentinela possibilita a realização do esvaziamento axilar seletivo, permitindo um estadiamento ganglionar mais preciso e com menor morbilidade, possibilitando melhoria da qualidade de vida a longo prazo das doentes. Material e Métodos: Revisão casuística dos doentes com diagnóstico de CM tratados na nossa instituição, entre novembro de 2015 e novembro de 2017. Resultados: Foram tratadas 94 doentes, com uma média de idades no diagnóstico de 60,9 anos. A maioria das doentes é estudada por eco-grafia mamária, mamografia e RMN. A microbiópsia guiada por ecografia é o método de eleição para o diag-nóstico histológico. O tipo histológico predominante é o carcinoma ductal invasivo. Em ~55% das mulheres foi possível realizar cirurgia conservadora, algumas com necessidade de cirurgia Oncoplástica. A PGS é reali-zada pela técnica de imunofluorescência com verde de indocianina e injeção subareolar de azul patente. A PGS com exame extemporâneo foi realizada em 78 doentes, sendo que este foi positivo em 18 mulheres

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mas, apenas 11 apresentaram esvaziamento axilar positivo. Discussão: O esvaziamento ganglionar axilar continua a ser a abordagem preconizada na avaliação da axila clinicamente positiva e nos casos em que a PGS é positiva. Uma das nossas limitações reside em questões geográficas, com necessidade de deslocação das utentes durante o processo de diagnóstico e trata-mento.

HOSPITAL: Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Lisandra Martins, Anaísa Silva, Bárbara Vieira, Óscar

Reis, José António Sousa, António Mora, Duarte Soa-res

CONTACTO: Lisandra Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 153)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: Carcinoma Mucinoso da Mama – uma apresentação atípica

RESUMO: Objetivo/Introdução: O Carcinoma mucinoso é um tipo raro de tumor invasor da mama, que atinge maioritaria-mente mulheres pós-menopáusicas, caracterizando-se por evolução indolente, baixa taxa de metastização e bom prognóstico. Material e Métodos: Foi realizada revisão bibliográfica, a propósito de um caso clínico. Resultados: Mulher de 38 anos com carcinoma muci-noso multicêntrico da mama direita. Ecograficamente com 3 nódulos suspeitos, 2 retro-areolares e um no quadrante supero-interno (QSINT) da mama direita. Foi realizada biópsia com agulha grossa do nódulo palpável do QSINT, biópsia guiada por ecografia dos dois nódulos retro-areolares e citologia aspirativa de adenopatia axilar. Citologia: Gânglio axilar sem aspec-tos sugestivos de malignidade; Histologia: carcinoma mucinoso multifocal G1/G2, não se podendo excluir um componente de carcinoma invasor NST. RE positi-vos, RP negativos, HER-2 negativo, Ki-67 15%. TC de estadiamento sem sinais aparentes de metastização à distância. Foi realizada mastectomia simples com pesquisa de gânglio sentinela (GS). Extemporâneo GS: negativo. Histologia da peça: carcinoma mucinoso tipo B, tetrafocal, associado a carcinoma invasor NST G2 e GS com foco micrometástico subcapsular de 0.5mm. Consulta de decisão terapêutica: hormonote-rapia adjuvante. Discussão: O caso clinico tem uma apresentação rara não só pela idade de apresentação atípica, como pela presença de doença multicêntrica e comportamento mais agressivo do que o normalmente esperado para este tipo de tumores.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Baixo Vouga, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Pimentel, A; Amorim, S; Santos, T; Serra, M; Lages, R;

Ribeiro, C; Noronha, J; Vieira, A. CONTACTO: Alice Pimentel E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 169)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: Gânglio Sentinela na Cadeia Mamária Interna RESUMO: Objetivo/Introdução: A biópsia de gânglio sentinela

(GS) na neoplasia da mama é uma ferramenta de prognóstico fundamental nas doentes com gânglios clinicamente negativos. Por vezes leva a alteração da terapêutica adjuvante, pelo que a biópsia confere uma maior segurança e assertividade na tomada de deci-sões de terapêutica. O GS localiza-se geralmente na axila, mas, em até 20% dos casos, encontra-se tam-bém na cadeia mamária interna (CMI), o que condi-ciona dificuldade técnica acrescida e a sua não excisão em alguns casos. Material e Métodos: Revisão do processo clínico para esclarecimento do quadro clí-nico, procedimentos cirúrgicos e exames complemen-tares de diagnóstico. Resultados: Mulher de 70 anos apresenta carcinoma invasor com 13 mm do QIE-ME (IHQ: RE/RP +, HER-2 +, Ki67 2%). Foi submetida a mastectomia total, por opção própria, e biópsia de GS com recurso a linfocintigrafia e dupla identificação intraoperatória: gama câmara e azul patente. Ocorreu migração de radioisótopos para a axila e para a CMI pelo que se procedeu à exploração cirúrgica destas com a identificação de 4 GS no total. O exame defi-nitivo mostrou uma micrometástase num GS axilar. O tratamento adjuvante realizado foi quimioterapia, imu-noterapia e hormonoterapia. Discussão: O benefício da biópsia de GS localizado na CMI ainda não está estabelecido, mas acreditamos que deve ser tentada, particularmente em casos como este, já que pode evitar o sobretratamento adjuvante e a morbilidade que este acarreta.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do CHEDV CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Catarina Osório, Tiago Fonseca, Florinda Cardoso,

Teresa Santos, Joseph da Silva, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Catarina Osório E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 421)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: Adenoma Do Mamilo, Uma Entidade Rara – A Propó-sito De Um Caso Clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O adenoma do mamilo é uma entidade clínica rara, caracterizada pela proliferação benigna dos ductos galactóforos. Manifesta-se como uma lesão erosiva ou ulcerada, associada em alguns casos a escorrência mamilar ou nódulo palpável. Clini-camente pode mimetizar Doença de Paget da mama e histologicamente carcinoma invasor da mama. Assim, o estudo histológico e imunohistoquímico é essencial para o diagnóstico diferencial. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso clínico de uma jovem de 29 anos referenciada da consulta de Dermatologia por lesão no mamilo esquerdo com cerca de 2 anos de evolução. Apresentava ulceração do mamilo por vezes associada a escorrência sanguinolenta. A core-biopsy

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foi diagnóstica para adenoma do mamilo. Realizou RM para exclusão de outras lesões associadas e foi pro-posta para excisão cirúrgica do mamilo, conservando a aréola. A histologia da peça operatória mostrou ductos com revestimento subepitelial de células mioepiteliais com positividade para os anticorpos p63 e CD10, con-firmando o diagnóstico de adenoma do mamilo. Dis-cussão: Apesar do adenoma do mamilo manifestar-se como uma lesão benigna da mama é importante o diagnóstico diferencial com outras patologias, derma-tológicas ou mamárias. A biópsia histológica e a carac-terização imunohistoquímica são imprescindíveis para o diagnóstico. O tratamento destas lesões passa pela completa exérese cirúrgica da lesão, embora estejam descritos outros tratamentos menos invasivos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Serviço de Deramatologia

(1), Serviço de Anatomia Patológica (2) CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Sofia Fonseca, Diogo Teixeira (1), Cristina Sousa (1),

José Azevedo, David Tente (2), Joana Esteves, Carmen Carvalho, Fernanda Fernandes, Jorge Maciel

CONTACTO: Sofia Filomena Pereira Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 433)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: Metastização Atípica Do Carcinoma Da Mama – A Propósito De Um Caso Clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores das glândulas lacri-mais são incomuns. O tipo mais frequente de tumo-res destas glândulas são os epiteliais, responsáveis por 58% de todos os tumores malignos. As metásta-ses das glândulas lacrimais devem ser considera-das no diagnóstico diferencial deste tipo de tumores, sendo o cancro da mama o que mais frequentemente metastiza para a região ocular. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso clínico de uma doente de 69 anos, no 7º ano de follow-up por carcinoma da mama. A doente tinha sido submetida a mastectomia radical modificada por carcinoma lobular invasor da mama direita e realizado quimioterapia (QT) adjuvante e radioterapia (RT), mantendo actualmente hormono-terapia com Tamoxifeno. Observada por Oftalmologia por dor e lacrimejo a nível do olho direito, constatando--se queratite e retração palpebral superior. Realizou ressonância magnética (RM) das órbitas que mostrou lesão pseudo-tumoral centrada na glândula lacrimal. Submetida a biópsia excisional que revelou infiltração tumoral por metástase de carcinoma lobular. Iniciou QT com Capecitabina mas sem regressão da lesão, tendo sido proposta para RT estereotáxica com boa resposta tumoral. Discussão: O tratamento do cancro da mama e das suas metástases deve ser individualizado e pode consistir em cirurgia, radioterapia ou terapêutica sisté-mica. As metástases das glândulas lacrimais são raras, com poucos casos descritos na literatura. No entanto, esta entidade deve ser considerada no diagnóstico dife-rencial das lesões destas glândulas.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Serviço de Oftalmologia (1) CAPÍTULO: Cirurgia Mamária

AUTORES: Sofia Fonseca, Ana Paula Torre, Joana Braga (1), Joana Esteves, Carmen Carvalho, Fernanda Fernan-des, Jorge Maciel

CONTACTO: Sofia Filomena Pereira Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 382)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: Carcinoma da mama no homem: a importância dos achados clínicos e história familiar

RESUMO: Objetivo/Introdução: O cancro da mama no homem é uma doença rara, representando 0,6% dos carcino-mas da mama e apenas 1% das neoplasias malignas diagnosticadas no homem. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso clínico de um homem de 76 anos referenciado à consulta de Senologia por corri-mento mamilar hemático e história familiar de neoplasia da mama. Ao exame objetivo, corrimento mamilar uni-canalicular hemático à esquerda e inversão do mamilo direito. Imagiologicamente, à esquerda, nódulo subme-tido a microbiópsia que revelou mostrou proliferação epitelial de parede de ducto, cujo diagnóstico definitivo impôs a excisão. À direita, espessamento da placa are-olo-mamilar e nódulo sólido (BI-RADS – 4C), cuja his-tologia revelou carcinoma invasivo G2 (RE > 95%, RP 10%, HER-2 negativo, Ki-67 10%). Na ecografia axilar, sem adenopatias bilateralmente. Proposto para Mas-tectomia simples e Biópsia do gânglio sentinela bilate-ralmente. Resultados: A anatomo-patologia revelou, à esquerda, carcinoma, em parte papilar, intraquístico, com micro-invasão questionável (RE> 95%, RP 60%, HER-2 negativo, Ki-67 15%) com estadiamento pTis pN0(sn) cM0. À direita, carcinoma invasivo G2, CDIS (60%), cujos biomarcadores foram compatíveis com os da microbiópsia e o estadiamento pT1b pN0(sn) cM0. Proposto para Hormonoterapia adjuvante com Tamo-xifeno e referenciado para consulta de risco genético familiar. Discussão: É feita a revisão da literatura sobre o carcinoma da mama no homem, importância dos achados clínicos e história familiar na abordagem desta patologia.

HOSPITAL: Hospital Beatriz Ângelo SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral (1), Serviço de Anatomia

Patológica (2), Serviço de Imagiologia (3) CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Mafalda de Sousa Fernandes (1), Sílvia Alexandre Silva

(1), Luís Féria (1), Rosa Madureira (2), Isabel Estudante (3), Rui Maio (1)

CONTACTO: Mafalda de Sousa Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 321)

SESSÃO: P-MAMA

TÍTULO: Cilindroma da Mama, um caso raro RESUMO: Objetivo/Introdução: Cilindroma da Mama é uma

lesão muito rara que morfologica e imunofenotipica-mente identica ao cilindroma dérmico benigno. Tipi-camente apresenta-se como uma lesão solitária, mas pode estar associada a outras lesões. Do nosso conhe-

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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cimento apenas 10 casos foram reportados. Material e Métodos: Mulher de 71 anos apresenta imagiolo-gicamente nódulo mal definido no Quadrante supero--externo da Mama esquerda. Biópsia revelou ‘aspectos morfológicos observados impõem a colocação de duas hipotéses de diagnóstico: ‘cilindroma/carcinoma adeno-matóide cístico de padrão sólido’. Resultados: Foi rea-lizada tumorectomia do quadrante superior externo da mama esquerda com 68g e 6,3x6,1x4,2cm, que mos-trou neoplasia bem circunscrita, constituída por ninhos celulares densamente justapostos, com arranjo do tipo em \’puzlle\’, ou em \’mosaico\’ rodeados por bandas de material hialino denso. Os ninhos celulares são constituídos predominantemente por células pequenas do tipo basalóide, com escasso citoplasma e núcleos hipercromáticos. No centro destes ninhos observam--se células com citoplasma ligeiramente maior, mais eosinófilo e com núcleos vesiculosos. Não se identifica atipia citológica, figuras mitóticas ou necrose tumoral. Ocasionalmente observam-se estruturas ductais con-tendo material eosinófilo. Discussão: O cilindroma da mama deve ser distinguido do Carcinoma Adenoide cís-tico, variante sólida e do Carcinoma de células basais. O diagnóstico é histológico e o tratamento é cirúrgico.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: Serviço de Anatomia Patológica dos CHUC (1) CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Bruno Fernandes(1), Mª Beatriz Pimentão(1), Rui Cae-

tano Oliveira(1), Mª João Martins(1) CONTACTO: Bruno Filipe Mariano Fernandes E-MAIL: [email protected]

SALA 5 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 431)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Hemangioma cavernoso dorsal – um desafio cirúr-gico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O hemangioma cavernoso dos tecidos moles é uma malformação vascular com com-ponente venosa, arterial ou arteriovenosa. Podem estar presentes ao nascimento e têm tendência para aumen-tar com a idade ou em determinadas circunstâncias, nomeadamente traumatismo local, esforços vigorosos e/ou alterações hormonais (puberdade e gravidez). Resultados: Mulher, 37 anos, com antecedentes de cirurgia dorsal por malformação vascular. Referenciada à consulta externa de Cirurgia Vascular por recidiva da lesão com tumefação dorsal direita associada a dor local incapacitante com aparência inestética; sem evi-dência de trombose venosa superficial. Foi requisitada angio-RMN que demonstrou malformação vascular de baixo débito na região dorsal direita, com compo-nente subcutânea e intramuscular. Proposta para exé-rese cirúrgica complementada com escleroterapia intra-operatória. O exame histológico revelou aspetos enquadráveis em malformação vascular/hemangioma cavernoso, sem sinais sugestivos de malignidade. Dis-cussão: O tratamento desta patologia pode ser um

desafio tendo em conta que a remoção incompleta ou fragmentada destas lesões está associada a recidiva. A sua excisão associada a escleroterapia, no caso de malformações venosas, pode ser uma opção terapêu-tica. No caso de persistência de alterações cutâneas vasculares, poderão ser realizados novas injeções com agentes esclerosantes até obtenção do efeito final desejado.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral(1), Serviço de Cirurgia Vascu-

lar(2) CAPÍTULO: Cirurgia Vascular AUTORES: Joana Magalhães(1), João Vasconcelos(2), Miguel

Maia(2), José Carlos Vidoedo(2), João Almeida Pinto(2), Gil Gonçalves(1), Mário Nora(1)

CONTACTO: Joana da Silva Magalhães E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 13)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Uma hérnia dentro de uma hérnia RESUMO: Objetivo/Introdução: Uma hérnia incisional desen-

volve-se em 10 a 15% de todas as incisões abdomi-nais e esta incidência pode aumentar até aos 23%, nos doentes que desenvolvem infecção pós operatória da ferida cirúrgica. A maioria das hérnias incisionais deve ser reparada devido ao risco de encarceramento e estrangulamento. Descreve-se de seguida um caso de uma hérnia encarcerada dentro de uma volumosa hérnia incisional. Material e Métodos: Foi feita uma pesquisa bibliográfica acerca do tema hérnia incisional. Resultados: Mulher de 80 anos, obesa, que recorre à Urgência por dor abdominal com 24h de evolução. Ao exame objectivo verificou-se a presença de hérnia incisional encarcerada/estrangulada em incisão de McBurney. Realizou TC abdominopélvica que revelou a presença de eventração com colo de 10 cm, com hér-nia com colo de 4,5 cm na sua face anterior, onde se encontrava encarcerado intestino delgado. Procedeu--se a cirurgia urgente em que se realizou redução do conteúdo herniário, sem necessidade de ressecção intestinal e reparação da parede abdominal com pró-tese de dupla face. A doente teve um pós operatório sem complicações, estando actualmente bem e sem recidiva herniária. Discussão: Todas as hérnias inci-sionais têm risco de encarcerar, sendo as que têm um colo superior a 7 a 8 cm têm menor risco. Neste caso, apesar da hérnia original ter um anel de 10 cm, esta desenvolveu dentro de si, outra hérnia de menores dimensões, com maior potencial de encarceramento/estrangulamento.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Pratas N.; Morais S.; Salvador D.; Santos Costa C.;

Reia M.; Mourato B.; Capote H.; Coelho A.; Magro J.; Barbosa I.;

CONTACTO: Nuno Filipe Cardoso Pratas E-MAIL: [email protected]

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 76)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Hérnia Intercostal Traumática – um caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: A herniação intercostal de con-

teúdo abdominal ocorre raramente e está habitual-mente associada a traumatismos toraco-abdominais abertos e fechados. As hérnias traumáticas da parede abdominal podem ser classificadas em lesões de baixa ou alta energia, conforme o mecanismo envolvido. O diagnóstico de hérnia traumática pode ser feito pela avaliação clínica, no entanto, deve ser associado a um exame complementar de diagnóstico. Deve-se proce-der à exploração e reparação precoce devido ao risco de outras lesões intra-abdominais associadas. Por se tratar de uma entidade rara, o tratamento de eleição é controverso, no entanto, a utilização de prótese na cor-reção destes defeitos parece estar associado a menor risco de recidiva. Material e Métodos: Apresentamos um caso clínico de um doente do sexo masculino de 35 anos, saudável, que recorreu ao serviço de urgên-cia por queda de altura de 3 metros, com traumatismo fechado ao nível do hipocôndrio esquerdo. A TAC toraco-abdominal revelou a presença de uma hérnia intercostal baixa à esquerda. Procedeu-se a redução do conteúdo herniado (epíplon) e colocação de pró-tese tridimensional em posição pré-peritoneal e supra costal. Discussão: A avaliação clínica do doente habi-tualmente permite fazer o diagnóstico, no entanto, a realização de meios complementares de diagnóstico, nomeadamente a TAC toraco-abdominal é importante para melhor caracterização do defeito e melhor planea-mento pré-operatório.

HOSPITAL: Hospital Litoral Alentejano, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Cruz, A.(1); Amaro, C.(1); Sousa, D.(1); Marinho, D.(1);

Ferreira, A.(1); Santos, D.(1); Claro, M.(1); Martins, J.(1)

CONTACTO: Ana Isabel Cruz E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 3)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Hérnia De Garengeot – Caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: A hérnia femoral corresponde a

uma projeção do saco peritoneal através do triângulo femoral. O conteúdo do saco peritoneal por ser epiplon, cólon, intestino delgado, gordura pré-peritoneal ou o apêndice cecal. Quando o conteúdo do saco peritoneal corresponde ao apêndice cecal e o mesmo se encontra inflamado, estamos perante uma hérnia De Garengeot. Assim como nas outras apresentações de apendicite aguda ou nas hérnia femorais estranguladas, o trata-mento desta patologia é cirúrgico. Resultados: Mulher, 61 anos, sem antecedentes de relevo, recorreu ao ser-viço de urgência por tumefação inguinal direita, com duas semanas de evolução. Objectivamente apresen-tava tumefação tensa, com sinais inflamatórios, muito dolorosa à palpação. Analíticamente, verificou-se aumento dos parâmetros inflamatórios com leucoci-

tose (17,09 x10^3/μL leucócitos), neutrofilia relativa (88%) e proteína C reativa 178,84 mg/L. O estudo de imagem com tomografia computorizada revelou apen-dicite aguda perfurada associada a abcesso da fossa ilíaca direita com extensão até à região inguinal. Intrao-peratoriamente constatou-se hérnia de Garengeot com abcesso associado. Submetida a exploração da região inguinal esquerda e apendicectomia por laparotomia infra-umbilical. Pós-operatório sem registo de com-plicações. Discussão: A hérnia De Garengeot é uma patologia rara (<3% das hérnia femorais) e de difícil diagnóstico pré-operatório, cujo tratamento é cirúrgico.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Porto, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar do Porto CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Joana Gaspar, Tiago Barbosa, Isabel Mesquita, Vítor

Valente CONTACTO: Joana Raquel Rodrigues Gaspar E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 97)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Trombose Venosa Mesentérica Aguda RESUMO: Objetivo/Introdução: A trombose venosa mesentérica

(TVM) consiste na oclusão do sistema venoso mesen-térico podendo, na forma aguda, condicionar enfarte intestinal. Com uma incidência de 5% nos casos de isquémia intestinal, a TVM tem como causa estados de hipercoabilidade, doenças inflamatórias ou trauma. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso de uma mulher de 37 anos que recorre ao serviço de urgência por dor hipogástrica intensa e súbita asso-ciada a náuseas e vómitos. Hemodinamicamente estável com abdómen doloroso mas sem sinais de irritação peritoneal. Realizou ecografia abdominal que mostrou ansa intestinal espessada e TC-AP que con-firmou a presença de trombose venosa de ramos da veia mesentérica superior com extensão à mesma. Proposto internamento para vigilância e início de hipo-coagulação com HBPM. Resultados: A doente apre-sentou boa evolução, sem necessidade de ressecção intestinal, tendo tido alta ao 5º dia hipocoagulada com rivaroxabano. Realizado estudo de trombofilias tendo--se concluído pela introdução recente de contraceptivo oral combinado como causa do evento, entretanto sus-penso. Em TC de reavaliação aos 6 meses apresenta total repermeabilização venosa. Discussão: A TVM aguda cursa com alterações clínicas e laboratoriais inespecíficas sendo os exames imagiológicos essen-ciais no diagnóstico. A hipocoagulação deve ser ins-tituída precocemente de forma a limitar a progressão trombótica e a prevenir novos eventos, sendo que a determinação da causa subjacente é crucial para a ins-tituição da terapêutica definitiva.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Vascular AUTORES: Ana Logrado, Júlio Constantino, Jorge Pereira, Carlos

Casimiro CONTACTO: Ana Logrado E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 34)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Nódulo de Villar: Apresentação de um caso clinico RESUMO: Objetivo/Introdução: Endometriose define-se como

crescimento de tecido endometrial externo à cavidade uterina. A sua localização pélvica é a mais frequente, no entanto pode surgir em localizações extra-pélvicas. Nódulo de Villar, trata-se de uma apresentação extre-mamente rara de endometriose primária, a nível da cicatriz umbilical. Resultados: O autor apresenta um caso clinico de uma mulher, 41 anos, nulípara e sem história previa de intervenções cirúrgicas, admitida no serviço de urgência com massa umbilical, cianosada, dolorosa e irredutível. Admitindo-se tratar-se de hér-nia umbilical estrangulada foi submetida a intervenção cirúrgica urgente. Procedeu-se a excisão de massa umbilical, cujo resultado anatomopatológico reve-lou tratar-se de implante de tecido endométrio. Após referido diagnóstico, realizou rastreio pélvico que não revelou presença de outros implantes endometriais. Na consulta de seguimento pós-operatorio a doente mantem-se assintomática e com cicatriz cirurgica com boa evolução. Discussão: O diagnóstico de Nódulo de Villar é essencialmente clinico, caracterizando-se por uma massa umbilical que aumenta de volume e é dolorosa durante a mestruação. No entanto, os sinto-mas podem não ser cíclicos, tornando o diagnóstico pré-operatório complicado e fazendo parte do diag-nóstico diferencial de hernia umbilical estrangulada. O seu tratamento definitivo é cirúrgico e o seu diagnóstico carece de confirmação histológica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Barreiro Montijo, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia Geral (2) Serviço de Anatomia

Patologica CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Guerreiro, I. (1); Alves, A. (1); Montenegro, C. (2); Vil-

chez, J. (2) CONTACTO: Inês Pereira Guerreiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 72)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Hematoma espontâneo do músculo recto abdo- minal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O hematoma espontâneo do músculo recto abdominal é uma entidade rara. O tra-tamento é habitualmente conservador, sendo a cirurgia reservada para hematomas volumosos, em progressão activa ou com sintomatologia significativa. Apresenta-se um caso de hematoma idiopático do recto abdominal cuja evolução pudemos seguir. Material e Métodos: Registos do processo clínico do doente e exames de imagem. Resultados: Mulher de 65 anos recorreu ao Serviço de Urgência por dor abdominal com 1 semana de evolução, sem história de trauma ou ingestão de anticoagulantes. Hemodinamicamente estável. A pal-pação abdominal revelou empastamento doloroso na fossa ilíaca direita, sem sinais de irritação peritoneal. Antecedentes de histerectomia com ooforectomia bila-teral (tumor mucinoso ovárico) 3 antes. Analiticamente

normal. A TC abdomino-pélvica evidenciou volumoso hematoma do recto abdominal direito (15x5cm). Institu-ída terapêutica conservadora – gelo local e repouso no leito – com melhoria clínica marcada. A TC de controlo 6 dias depois mostrou evidente redução dimensional. Alta hospitalar ao 7º dia. Manteve seguimento em Con-sulta Externa, sem intercorrências. Sem evidência de sequelas de hematoma na TC-abdominal aos 8 meses. Discussão: O hematoma do recto abdominal deve ser considerado mesmo na ausência de trauma ou estira-mento muscular. Existem factores de risco descritos, sendo o mais comum a toma de anticoagulantes/antia-gregantes. O diagnóstico correcto e atempado permite geralmente a obtenção de um bom resultado clínico.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: Serviço de Cirurgia C, Centro Hospitalar e Universitário

de Coimbra CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Nadia Laezza, Ana Valente Costa, Carla Quental, A.

Ribeiro Oliveira, A. Neves Firmo e C.M. Costa Almeida CONTACTO: Nadia Amado Laezza E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 9)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Separação química de componentes com toxina bo-tulínica A (TBA) no tratamento de hérnia complexa da parede abdominal

RESUMO: Objetivo/Introdução: Nas últimas décadas foram feitos vários progressos no tratamento cirúrgico das hérnias abdominais complexas, como a utilização de próteses e o desenvolvimento de técnicas de sepa-ração de componentes. Porém, os resultados pós--operatórios, e as taxas de recidiva têm tido apenas melhorias ligeiras, não havendo um tratamento stan-dard. A separação química de componentes com toxina botulínica A (TBA) é uma opção para estes doentes. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso de um doente, sexo masculino, 50 anos, que foi enviado para consulta de Cirurgia Geral por uma hérnia incisio-nal complexa. Tinha antecedentes de obesidade com perda de 50Kg (IMC inicial de 51; IMC de 33 na altura da cirurgia), e laparotomia por traumatismo abdominal aberto com arma de fogo. Realizou uma separação química de componentes com TBA no pré-operatório e, após 16 dias, foi feita uma hernioplastia incisional com separação de componentes posterior, com liber-tação do músculo transverso abdominal bilateralmente. Resultados: Cirurgia sem intercorrências; teve alta ao 5º dia pós-operatório. Posteriormente em consulta identificou-se um seroma com necessidade de drena-gem. Sem evidência de recidiva de hérnia. Discussão: A TBA tem sido recentemente utilizada no relaxamento dos músculos da parede abdominal lateral, o que leva a uma diminuição da tensão da linha média e a uma redu-ção do diâmetro transverso do defeito herniário. Facilita a reconstrução da parede abdominal e pode diminuir as complicações e recidivas associadas à correção destas hérnias.

HOSPITAL: Hospital de Braga SERVIÇO: Cirurgia Geral (1) CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal

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AUTORES: Ana Peixoto Pereira (1), Margarida Delgado (1), Isabel Marques (1), Sónia Ribas (1)

CONTACTO: Ana Maria Ferreira Peixoto Pereira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 324)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Hérnia de Amyand – A Propósito de um Caso Clíni-co

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Hérnia de Amyand é um tipo raro de hérnia inguinal cujo o conteúdo herniário contém o apêndice ileocecal (com ou sem apendicite aguda). Material e Métodos: Descrição de caso clínico refe-rente a uma Hérnia de Amyand. Resultados: Homem, de 65 anos, internado electivamente para reparação de hérnia inguinal à direita. Ao exame objectivo apre-sentava hérnia redutível e indolor à palpação, sem sinais inflamatórios associados. Intra-operatoriamente, identificou-se uma hérnia do tipo PL2 (segundo a EHS) com saco constituído pelo meso-apêndice e apêndice ileocecal sem sinais inflamatórios. Procedeu-se ao encerramento do saco e a hernioplastia de tipo Rutkow--Robbins. Pós-operatório decorreu sem intercorrências. Discussão: A hérnia de Amyand pode constituir um desafio diagnóstico devido à sua baixa incidência, apre-sentação clínica inespecífica e dificuldade diagnóstica em exames de imagem. Na ausência de sinais inflama-tórios do apêndice ileocecal parece ser unânime que não se deve proceder à apendicectomia, realizando-se, apenas, a correcção do defeito herniário, não estando consensualizado a colocação de prótese.

HOSPITAL: Hospital Distrital Figueira da Foz, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Mónica, I; Guimarães, N; Ferreira, M; Ribeiro, M; Neves,

J; Morais, H; Melo, F; Cecílio, J; Conceição, L. CONTACTO: Inês Bolais Mónica E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 230)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Acessos vasculares para hemodiálise– a experiên-cia de uma unidade de transplantação

RESUMO: Objetivo/Introdução: A manutenção de uma boa ade-quacidade de hemodiálise nos insuficientes renais cró-nicos depende da existência de um acesso vascular eficiente. O objetivo deste estudo é fazer uma revisão da nossa experiencia na construção de acessos vascu-lares para a hemodiálise. Material e Métodos: Foi feito um estudo retrospetivo de dados relativos à constru-ção de acessos vasculares num período compreendido entre Janeiro de 2015 e Outubro de 2017. Resultados: Foram efetuados 648 procedimentos com vista a cons-trução e manutenção de acessos vasculares em 542 doentes. Foram construídas um total de 506 fistulas arterio-venosas autólogas e 102 acessos com utiliza-ção de prótese/enxerto PTFE. O acessos vasculares mais utilizados foram as FAV autólogas úmero-cefáli-cas (57,4%), radio-cefálicas (18,2%) e as PTFE úmero-

-axilar (13,3%). As taxas de patência imediata, precoce e tardia foram calculadas: 99,5%, 87,83% e 68,9% respetivamente. A morbilidade foi de 18,9%: complica-ções trombóticas (54), complicações vasculares (58) e complicações locais (11). Discussão: As complicações dos acessos vasculares representam a maior causa de internamento dos doentes com IRC em hemodiálise. A escolha do tipo e local de acesso adequados pode dimi-nuir a morbimortalidade dos doentes em insuficiência renal terminal.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação

do Hospital Curry Cabral (1,2,3,5,7); Serviço de Nefro-logia, CHLC (4,6)

CAPÍTULO: Cirurgia Vascular AUTORES: Inês Barros (1), Sofia Carrelha (2), Ana Marta Nobre (3),

Fernando Caeiro (4), Ana Pena (5), Fernando Nolasco (6), Eduardo Barroso (7)

CONTACTO: Maria Inês Marques da Silva Figueiredo de Barros E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 460)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Hérnia femoral: Um achado raro RESUMO: Objetivo/Introdução: As hérnias femorais represen-

tam 2 a 8% das hérnias da região inguino-femoral, sendo mais comuns entre as mulheres e associadas a elevadas taxas de complicações como o encarcera-mento e estrangulamento. O conteúdo da hérnia pode ser variado mas na maioria dos casos é constituído por epiplon e/ou intestino delgado. Material e Métodos: Doente de 61 anos, sexo feminino, recorre ao Serviço de Urgência por quadro de dor e tumefação da região inguinal direita desde há 2 dias, com agravamento nas últimas 24h. Não apresentava alterações do trânsito intestinal e mantinha ingesta alimentar. Ao exame obje-tivo apresentava tumefacção femoral direita irredutível e dolorosa. O estudo ecográfico era sugestivo de hérnia femoral com suspeita de estangulamento e a doente foi submetida a cirurgia urgente por abordagem femoral. Após abertura do saco herniário verificou-se que o seu conteúdo era a trompa de Falópio homolateral, que não apresentava sinais de isquémia. Procedeu-se à redu-ção do conteúdo herniado e efectuou-se uma hernio-plastia femoral. O período pós-operatório decorreu sem intercorrências e a doente teve alta ao 3º dia. Discus-são: As hérnias da região inguino-femoral são comuns, contudo a herniação da trompa de falópio através do orifício femoral é extremamente rara. O diagnóstico e tratamento precoces destes casos são fundamentais, permitindo evitar potenciais complicações

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia B – Centro Hospitalar Universi-

tário de Coimbra, (2) Unidade de Transplantação Hepá-tica – Centro Hospitalar Universitário de Coimbra

CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Viveiros D (1), Melo C (1), Simões J (1), Oliveira P (2),

Lázaro A (1), Velez A (1), Leite J (1) CONTACTO: Duarte Viveiros E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 33)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Dor abdominal e malformação da Veia Cava Inferior. Caso clínico.

RESUMO: Objetivo/Introdução: As malformações congénitas da Veia Cava Inferior (VCI) são raras, e constituem um factor de risco para a ocorrência de trombose venosa profunda. Com base nos registos clínicos e imagio-lógicos, descreve-se o caso de uma malformação da VCI com trombose associada das veias ilíacas. Resul-tados: Homem de 19 anos de idade, que recorreu ao serviço de urgência por dor abdominal desde há uma semana. Apresentava-se febril, taquicárdico e hipo-tenso, com o abdómen depressível, embora doloroso à palpação da fossa ilíaca direita (FID), mas sem sinais de irritação peritoneal. Sem outras queixas ou altera-ções nomeadamente a nível dos membros inferiores. A ecografia abdominal sugeria a presença de ansas de parede espessada na FID. A subsequente TC abdo-minal evidenciou ausência do segmento infra-renal da VCI com patência do segmento supra-renal e sinais de trombose bilateral do segmento proximal das veias ilí-acas. Foi internado para heparinoterapia. Apresentou franca melhoria clínica, vindo a ter Alta hospitalar ao fim de uma semana. O estudo da trombofilia foi nega-tivo. Foi encaminhado para Consulta de Cirurgia Vas-cular de onde veio a ter Alta sem qualquer medicação. Discussão: As malformações congénitas da VCI para além de raras são frequentemente assintomáticas até que algum episódio clínico as ponha em evidência. De um modo geral, não está indicada qualquer terapêutica cirúrgica, sendo mesmo controversa a necessidade de uma anticoagulação vitalícia, a menos que existam complicações significativas associadas.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral – Serviço de Cirurgia C, Hospital Geral –

CHUC CAPÍTULO: Cirurgia Vascular AUTORES: João Mendes Louro, A. Ribeiro Oliveira, Carla Quental,

A. Neves Firmo e C. M. Costa Almeida CONTACTO: João Paulo Mendes Louro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 91)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Hérnia Interparietal – uma causa rara de oclusão in-testinal

RESUMO: Objetivo/Introdução: As hérnias interparietais são raras, caracterizam-se pela presença do saco herniário entre as camadas da parede abdominal e ocorrem nor-malmente em locais de incisões prévias ou na região inguinal. O diagnóstico pode ser difícil e a maioria dos doentes apresenta-se com um quadro de oclusão intes-tinal. Material e Métodos: Os autores apresem o caso de uma mulher de 71 anos, sem antecedentes cirúrgi-cos, que recorreu ao SU por dor abdominal, náuseas e vómitos. Ao exame objetivo apresentava o abdómen distendido, sem sinais de irritação peritoneal. O RX mostrou distensão de intestino delgado e a TAC rela-tou oclusão de delgado secundária a hérnia encarce-

rada no quadrante superior esquerdo do abdómen com o saco herniário posterior ao músculo reto abdominal esquerdo. Resultados: A doente foi submetida a cirur-gia laparoscópica urgente onde se evidenciou intestino delgado herniado através do defeito da parede abdo-minal, o qual foi reduzido. Realizada hernioplastia por laparoscopia com prótese de dupla face. O segmento de intestino delgado encarcerado encontrava-se con-gestivo e com área estenótica pelo que foi ressecado. Pós-operatório sem intercorrências com alta ao 3.º dia. Discussão: As hérnias interparietais são raras e não está descrito na literatura nenhum caso em que o saco herniário se localize posterior ao músculo reto abdomi-nal num doente sem cirurgias prévias. O diagnóstico exige um alto índice de suspeição e nos casos de oclu-são intestinal, a cirurgia urgente é crucial.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Loureiro, R; Marques, A; Constantino, J; Casimiro, C. CONTACTO: Ana Rita Mateus Loureiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 203)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: 3 anos de amputações: o que fizemos? RESUMO: Objetivo/Introdução: As amputações do membro

inferior são frequentemente procedimentos life-saving. A doença arterial periférica e a DM2, isoladamente ou em associação, contribuem para mais de 50% de todas as amputações. O doente diabético tem um risco dez vezes superior ao doente não-diabético. As com-plicações desta patologia agravam consideravelmente a taxa de ocupação e o tempo de internamento com custos associados muito elevados. Torna-se imperioso apostar em cuidados preventivos para reduzir a morbi-mortalidade e os custos. Após constatação do elevado número de amputações major, foi feita avaliação crítica dos vários factores envolvidos com o intuito de analisar os cuidados prestados e sinalizar aspectos a melhorar. Material e Métodos: Foi realizada uma análise retros-pectiva de uma amostra de 147 doentes submetidos a amputação major num período de 3 anos, tendo sido utilizada a classificação do ICD9. Resultados: Dos doentes analisados verificou-se maior prevalência em doentes não diabéticos (53%), no sexo masculino (54,4%), na faixa etária dos 80-90 anos (44,9%) e a maioria dos doentes eram seguidos na consulta de cirurgia geral (22,4%), centro de saúde (21%) e 21% não tinham qualquer seguimento. Discussão: Existe um investimento precário em medidas preventivas; na informação/educação da população; incapacidade dos centros de saúde a nível de recursos humanos, logís-tico e material de penso; articulação deficiente entre cuidados de saúde primários e centros hospitalares; resposta insatisfatória do centro vascular de referência.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Baixo Vouga, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Vascular AUTORES: Pimentel, A; Amorim, S; Santos, T; Serra, M; Lages, R;

Ribeiro, C; Noronha, J; Vieira, A. CONTACTO: Alice Pimentel E-MAIL: [email protected]

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 104)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Hérnias incisionais de orifícios de trocates de lapa-roscópica: 2 casos clínicos

RESUMO: Objetivo/Introdução: As hérnias incisionais de orifícios de trocartes são complicações raras após cirurgia lapa-roscópica, estando associadas aos trocartes de gran-des diâmetros e na região umbilical. Com o aumento da abordagem laparoscópica, a incidência destas hérnias tem aumentando verificando-se em cerca de 1 a 2% dos casos. Material e Métodos: Os autores apresentam dois casos clínicos de doentes com hér-nias incisionais de orifícios de trocares não umbilicais: Resultados: Uma doente de 73 anos com história de apendicectomia com 15 dias de evolução recorreu ao Serviço de Urgência por hérnia encarcerada no local do trocarte do flanco esquerdo. Foi submetida a her-niorrafia sem intercorrências. Um doente de 78 anos, obeso, submetido a sigmoidectomia laparoscópica por neoplasia do colon sigmoide que, no pós operatório, desenvolveu quadro oclusivo. Submetido a laparos-copia exploradora que mostra hérnia incisional a nível de orifício de trocarte da fossa ilíaca direita, tendo sido realizada herniorrafia sem complicações. Discussão: Embora raras, as hérnias incisionais no local de tro-cartes após a cirurgia laparoscópica são uma causa de morbidade pós-operatória a considerar, requerendo uma rápida intervenção. Estes casos podem demons-trar a necessidade de se ponderar o encerramento meticuloso de todos os locais de trocares ≥ 10 mm.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral da ULS Castelo Branco CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Romano M, Silva Vaz P, Gouveia A CONTACTO: Manuela Romano E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 417)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Doença de Mondor – A Propósito de um Caso Clíni-co

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Doença de Mondor é uma enti-dade rara, caracterizada por tromboflebite das veias superficiais da parede toraco-abdominal. Atinge mais frequentemente a população feminina na terceira e quarta décadas de vida. Na maioria dos casos, a causa é desconhecida podendo, contudo, estar associada a trauma local, cirurgia, anti-conceptivos orais ou outros factores e/ou condições pro-trombóticas. A maior preo-cupação reside na sua relação com carcinoma mamário que pode atingir 12% dos casos. Independentemente da causa, o evento patológico responsável é um trombo na luz do vaso acompanhado de reacção inflamatória da parede e tecidos envolventes. A magnitude desta trombose é variável, atingindo desde pequenas tribu-tárias até grandes extensões dos troncos safenos dos membros inferiores e podendo, inclusive, evoluir para Embolia Pulmonar (EP). Contudo, a maioria dos casos têm remissão espontânea. Descreve-se um caso raro de Doença de Mondor numa doente do sexo feminino

de 49 anos, que recorreu ao Serviço de Urgência por quadro evolutivo de 5 dias caracterizado por eritema e cordão palpável e doloroso da parede anterior direita do abdómen em posição para-mediada. Ao ecoDoppler apresentava dilatação da veia epigástrica superficial direita, não compressivel, e auência de sinal de eco-doppler. Perante o diagnóstico, foi instituída terapêu-tica anti-coagulante e sintomática e seguimento em Consulta Externa. O ecoDoppler de reavaliação reve-lou extensa Trombose Venosa Profunda (TVP) suba-guda das veias popliteas, femoral superficial,femoral comum e veias ilíaca externa com extensão à crossa e tronco da grande veia safena e outros vasos super-ficiais, nomeadamente veia epigástrica superficial e veia ilíaca circunflexa; por incumprimento terapêutico. Foi imediatamente internada para tratamento tendo evolução favorável. Com a apresentação do caso, nota-se a importância da identificação da síndrome e da adequada orientação para o correto tratamento do paciente. Por mais rara que seja esta patologia, a con-duta certa é imprescindível para resolução do quadro.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Vascular AUTORES: Soares, A.; Mega, M.; Gomes, J.; Gouveia, A. CONTACTO: Alexandra Maria Santos Soares E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 139)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Fístula aorto-entérica secundária – a propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: As fístulas aorto-entéricas secun-dárias são mais frequentes que as primárias e surgem após cirurgia aórtica prévia, com uma incidência de 0,3 a 4%. Os fatores etiológicos para o desenvolvimento destas fístulas são a infeção da prótese, a pressão pul-sátil contínua do enxerto protésico e a lesão duodenal. A taxa de mortalidade associada à fístula aorto-entérica não tratada cirurgicamente é de 100%. A mortalidade operatória das fístulas aorto-entéricas secundárias, nas séries publicadas, varia entre 13 e 86%. Discus-são: CASO CLINICO: Doente de 53 anos, sexo mas-culino, submetido a bypass aortobifemoral (ABF) por aneurisma da aorta abdominal infra-renal em Setem-bro de 2015. Em Agosto de 2016, iniciou quadro de hemorragia digestiva com repercussão hemodinâmica e isquémia aguda do membro inferior direito. A Angio--TC abdomino-pélvica revelou a existência de fístula aorto-entérica e trombose do ramo ABF. Foi submetido a exclusão vascular com EVAR aortomonoiliaco + cros-sover femoro-femoral. Em Janeiro de 2017, por novo quadro hematémeses + hematoquezias com repercus-são hemodinâmica, realizou EDA observando-se exte-riorização da prótese vascular para o duodeno, sem hemorragia activa. Optou-se pelo tratamento cirúrgico diferido: bypass axilo-unifemoral bilateral + excisão do cross-over femoro-femoral e posteriormente laqueação da aorta infra-renal + rafia duodenal. O pós-operatório decorreu sem intercorrências e o doente encontra-se clinicamente estável.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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SERVIÇO: 1. Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Lis-boa Central, 2. Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Marta

CAPÍTULO: Cirurgia Vascular AUTORES: Daniela Cavadas (1), Sofia Pina (1),Gonçalo Rodrigues

(2), João M Castro (2), José Baltazar(2) CONTACTO: Daniela Cavadas E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 450)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Hérnia paraduodenal esquerda – a propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: As hérnias internas são uma causa rara de oclusão intestinal, sendo responsáveis por menos de 1% dos casos. Dentro destas, as hér-nias para-duodenais são as mais comuns (55%) e a hérnia para-duodenal esquerda corresponde a 75% destes casos. Por ter uma apresentação muito variável, o diagnóstico é difícil e frequentemente tardio. Mate-rial e Métodos: Apresenta-se o caso de mulher de 80 anos sem antecedentes cirúrgicos. Entrada no SU por dor abdominal, vómitos e ausência de trânsito intestinal com 3 dias de evolução. Ao exame objetivo apresen-tava-se hemodinamicamente normalizada e apirética, desidratada, com dor a palpação abdominal generali-zada, sem sinais de irritação peritoneal e com ruídos hidroaéreos metalóides. Ao toque retal, sem fezes na ampola, sem massas palpáveis. Analiticamente com elevação dos marcadores inflamatórios, disfunção renal e hiponatrémia. Radiografia abdominal revelou níveis hidroaéreos. Na TAC abdominal verificaram-se níveis hidroaéreos e distensão de ansas de intestino delgado. Decidida laparotomia exploradora, constatando-se hér-nia interna para-duodenal esquerda, contendo ansas de intestino delgado com áreas dispersas de isquemia com viabilidade. Realizada abertura, resseção do saco herniário e redução da hérnia. Pós-operatório imediato com admissão na unidade de cuidados intensivos para correção de disfunções. Evolução favorável. Discus-são: Este caso retrata uma causa rara de obstrução intestinal, cuja hipótese deve ser considerada como diagnóstico diferencial.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral do Centro Hospitalar de Trás os Montes

e Alto Douro CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Urânia Fernandes, Ana Melo, Sílvia Silva, Herculano

Moreira, Pedro Costa, Ana Sofia Esteves CONTACTO: Urânia Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 376)

SESSÃO: P-PAR.ABD/VASCULAR

TÍTULO: Aneurisma da artéria esplénica: a propósito de dois casos clínicos.

RESUMO: Objetivo/Introdução: O aneurisma da artéria esplé-nica (AAE) é uma patologia pouco frequente mas potencialmente fatal. Considera-se aneurisma quando

a artéria esplénica apresenta um diâmetro superior a 1 cm e o risco de rotura torna-se significativo quando este é superior a 2 cm. Os AAEs são o terceiro tipo mais fre-quente de aneurismas arteriais. Uma das técnicas pos-síveis para o tratamento desta patologia é a exclusão completa do aneurisma, utilizada apenas quando existe circulação colateral que evite a isquemia esplénica. Esta técnica aplicada por laparoscopia mostrou ser efi-caz e segura. Material e Métodos: Apresentamos dois casos clínicos de AAE, ambos tratados por laparosco-pia, onde se fez a exclusão completa dos aneurismas: doente de 57 anos, sexo feminino, com AAE inciden-tal diagnosticado por TC abdominal que realizou no contexto de suspeita de persistência do canal onfalo--mesentérico; doente de 44 anos, sexo feminino, com AAE incidental diagnosticado por ecografia realizada em contexto de cólica renal. Resultados: Ambas as doentes apresentaram pós-operatórios lineares, sem complicações major a registar. Discussão: Devido ao elevado risco de rotura, os AAEs com diâmetro superior a 2 cm têm indicação cirúrgica. A abordagem laparoscópica com exclusão completa do aneurisma é um método seguro e com uma taxa de morbi/mor-talidade reduzida, quando existe circulação esplénica colateral.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Vascular AUTORES: Tiago Corvelo Pavão; Ana Catarina Afonso; Marta Fer-

reira; Rosa Simão; Conceição Marques; Luís Filipe Pinheiro; Carlos Casimiro.

CONTACTO: Tiago Corvelo Pavão E-MAIL: [email protected]

SALA F 2.3 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 19)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Um caso de falência respiratória por hérnia parae-sofágica

RESUMO: Objetivo/Introdução: As hérnias paraesofágicas são um tipo de hérnia incomum que afecta sobretudo adul-tos com idades entre os 65 e os 75 anos. A cirurgia emergente está indicada em doentes com volvo gás-trico agudo, hemorragia incontrolável, oclusão, estran-gulamento, perfuração ou compromisso respiratório. Material e Métodos: Foi feita uma pesquisa bibliográ-fica acerca dos temas: hérnia paraesofágica e cancro colorectal. Resultados: Homem de 60 anos, recorre ao SU por quadro de dor abdominal e dificuldade res-piratória. A radiografia de tórax mostrava o hemitórax esquerdo ocupado por estômago e ansas de delgado. Foi submetido a cirurgia emergente tendo-se encon-trado: tumor estenosante do sigmóide com perfuração do cego, peritonite purulenta associada e volumosa hér-nia paraesofágica. Procedeu-se a redução do conteúdo hérniário (não se conseguindo reduzir o saco), rafia da perfuração, operação de Hartmann, encerramento do defeito diafragmático com pontos separados e gastro-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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pexia. O doente teve um pós operatório com uma evo-lução lenta, mas favorável. Discussão: Pensa-se que a perfuração do cego originada pela oclusão devido à neoplasia do sigmóide, levou a um aumento da pres-são intrabdominal que terá causado um agravamento da hérnia paraesofágica, que o doente já teria, com consequente herniação do estômago e delgado para o hemitórax esquerdo, condicionando um quadro de insu-ficiência respiratória aguda. A cirurgia emergente de uma hérnia paraesofágica está associada a altas taxas de mortalidade. O doente encontra-se atualmente bem e sem sequelas.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Pratas N.; Morais S.; Salvador D.; Santos Costa C.;

Reia M.; Mourato B.; Rosado D.; Soeiro E.; Magro J.; Barbosa I.

CONTACTO: Nuno Filipe Cardoso Pratas E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 1)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Estabilização cirúrgica de fraturas costais no trau-matismo torácico grave.

RESUMO: Objetivo/Introdução: As fraturas costais são comuns após trauma torácico e um número significativo destes doentes é afetado por algum grau de incapacidade cró-nica. Tal facto contribui para um considerável agrava-mento do seu impacto clínico, social e económico. O principal objetivo do tratamento cirúrgico é a estabiliza-ção imediata da parede torácica, permitindo uma extu-bação célere e prevenção de complicações associadas à ventilação invasiva. Material e Métodos: Caso clí-nico. Revisão da literatura. Resultados: Doente do género masculino, 64 anos, politraumatizado após ata-que por touro, dá entrada no SU do Hospital da Horta. Apresentava volet costal à esquerda com fratura de todas as cartilagens condroesternais e fratura do 5º ao 10º arcos costais, contusão pulmonar e pneumotórax hipertensivo. Fraturas do 3º ao 6º arcos costais direi-tos, contusão pulmonar e pneumotórax. Encontrava--se hemodinamicamente instável com hemoperitoneu devido a fratura esplénica. Abordagem do politrauma-tizado segundo ATLS, que contemplou drenagem de pneumotórax bilateral, laparotomia exploradora com esplenectomia total e internamento em UCI. Foi pos-teriormente submetido a estabilização cirúrgica de fraturas costais por abordagem combinada anterior e anterolateral esquerda, com boa evolução. Discussão: O tratamento de fraturas costais múltiplas, particular-mente com volet costal, tem sofrido grande evolução ao longo dos anos. A estabilização cirúrgica pode apresen-tar-se como uma opção vantajosa com indicações bem definidas no tratamento desta patologia.

HOSPITAL: Hospital da Horta, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital da Horta,

EPER (1); Unidade de Cuidados Intensivos do Hospi-tal da Horta, EPER (2); Serviço de Cirurgia Torácica do Centro Hospitalar Lisboa Norte – Hospital Pulido Valente (3)

CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência

AUTORES: Filipe Madeira Martins (1); Rosa, N (1); Rosa, M (1); Messias, F (1); Suzano, R (2); Rodrigues, C (3); Bairos, F (1)

CONTACTO: Filipe Madeira Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 11)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Trauma Pélvico – Um desafio multidisciplinar RESUMO: Objetivo/Introdução: O trauma pélvico pode constituir

um verdadeiro desafio terapêutico dado que habitual-mente traduz trauma severo. As principais causas de morte são a hemorragia não controlada e complicações sépticas. O envolvimento de uma equipa multidiscipli-nar no tratamento destes doentes oferece melhores resultados. Material e Métodos: Caso clínico: mulher de 76 anos, vítima de atropelamento com traumatismo do torso. Resultados: Doente submetida a abordagem primária com necessidade de estabilização pélvica mecânica. Exames mostraram liquido intrabadominal e fractura pélvica (Tile tipo B2.1). Por instabilidade hemo-dinâmica foi submetida a laparotomia exploradora, esplenectomia, fixação externa da bacia e packing pél-vico pré-peritoneal (removido às 48h). Necessidade de internamento em UCIP com boa evolução. Atualmente em programa de reabilitação. Discussão: O trau-matismo pélvico, habitualmente associado a trauma múltiplo, obriga ao envolvimento de equipas multidis-ciplinares o que produz melhores resultados. Sendo a fixação da bacia obrigatória, alternativas terapêuticas como a angioembolização são potencialmente eficazes em doentes estáveis, mas a instabilidade hemodinâ-mica pode obrigar a terapêuticas mais invasivas como o packing pré-peritoneal e outros procedimentos adicio-nais, na maioria dos casos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Ortopedia (1), Cirurgia Geral (2) do Centro Hospitalar

Tondela-Viseu CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Ana Sofia Costa (1), Ana Logrado (2), Milene Sá (2),

Júlio Constantino (2), Jorge Pereira (2), Carlos Casi-miro (2)

CONTACTO: Ana Sofia Granja Jesus Costa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 222)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Oclusão intestinal por endometriose – a propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A endometriose é uma doença inflamatória caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico. Afecta 10%-20% das mulheres em idade fértil e habitualmente manifesta-se por dis-menorreia, dispareunia, dor pélvica ou infertilidade. O envolvimento gastrointestinal é raro contudo complica-ções como oclusão intestinal podem ocorrer sobretudo a nível rectossigmoide Material e Métodos: Apre-sentação de um caso clínico Resultados: Mulher de 38 anos, referenciada por dor abdominal, náuseas e

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paragem de emissão de gases e fezes. Apresentava abdómen doloroso, distendido sem sinais de irritação peritoneal. Toque rectal com ampola vazia. Realizou radiografia abdominal que mostrou distensão de cólon e colonoscopia – invaginação cólica, infranqueável do sigmoíde. Proposta laparotomia exploradora por quadro de oclusão intestinal. Submetida a operação de Hartmann por lesão palpável e estenosante do sigmoide. Boa evolução no internamento, tendo alta sem complicações. Exame histológico mostrou envol-vimento da túnica muscular própria e submucosa por endometriose. Discussão: A endometriose atinge o intestino em 3,7 a 35% dos casos. Destes, 90% a nível rectossigmóide. Apesar da ocorrência de hematoque-zias e dor abdominal relacionados com o cíclo mens-trual serem sugestivos, a maioria dos sintomas são inespecíficos tornando o diagnóstico pré-operatório difí-cil. No entanto esta hipótese não deverá ser descurada em mulheres em idade fértil com quadro de oclusão intestinal.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Tondela Viseu CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Débora Aveiro, Milene Sá, Carlos Casimiro CONTACTO: Débora Sousa Aveiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 251)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Laparostomia na Gravidez RESUMO: Objetivo/Introdução: A apendicite aguda é a causa

não obstétrica mais frequente de laparotomia na gra-videz. As alterações subjacentes à gravidez modificam a apresentação clínica conduzindo a um atraso no diagnóstico e aumento das taxas de morbimortalidade materna e fetal. Material e Métodos: Os autores apre-sentam o caso de uma mulher de 38 anos, grávida de 13 semanas, que recorre ao Serviço de Urgência por dor abdominal, náuseas e vómitos com 6 dias de evo-lução. À admissão taquicardica, febril, com abdómen agudo, aumento dos parâmetros inflamatórios, hiper-lactacidémia e lesão renal aguda. A ecografia revelou liquido livre e boa vitalidade fetal. Admitido choque séptico com foco abdominal propondo-se laparoto-mia exploradora. Resultados: Constatada apendicite aguda gangrenada e perfurada com peritonite purulenta generalizada. Realizada apendicectomia e confecção de laparostomia. Admitida nos cuidados intensivos com suporte aminérgico e dialítico. Revisão de laparostomia às 48 horas com aplicação de técnica de encerramento progressivo com prótese. Encerramento da parede às 96 horas, sem prótese. Alta ao 15º dia após interna-mento em unidade de cuidados intermédios. Durante o internamento com boa vitalidade fetal. No seguimento constatada pequena hérnia incisional supraumbilical com gravidez com boa evolução. Discussão: São pou-cos os casos de laparostomia na gravidez descritos na literatura. Este caso demonstra que uma estratégia de controlo de dano pode conduzir ao sucesso terapêutico sem o comprometimento da gestação em curso.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral

CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Ana Logrado, Júlio Constantino, Jorge Pereira, Carlos

Casimiro CONTACTO: Ana Logrado E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 205)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Hérnia diafragmática encarcerada pós hepatecto-mia direita- relato de caso

RESUMO: Objetivo/Introdução: Hérnia diafragmática (HD) é uma condição conhecida; pode ser congénita/ adqui-rida- traumática ou iatrogénica. A HD traumática é rara (<5% trauma abdominal). As HD adquiridas não trau-máticas são ainda mais raras e difíceis de diagnosticar. Descritas após diversos procedimentos- esofagecto-mia, gastrectomia, colecistectomia, cirurgia hepática, pancreática ou toracoscopia. O dano do diafragma pode ser silencioso/ sintomas de obstrução, imediata-mente ou anos após a intervenção cirúrgica. Resulta-dos: Mulher, 50 anos, antecedentes de hepatectomia direita em 2011 por hemangioma volumoso. Recorreu ao SU por dor e distensão abdominal com 10 dias evolução, sem alterações do trânsito e sem vómitos. Abdómen distendido sem defesa. Análises sem alte-rações. Rx abdominal com níveis hidro-aéreos. TAC: Marcada distensão de grande parte das ansas do intestino delgado, sem evidência de causa obstrutiva (hérnia interna? brida?). Decidido realizar laparotomia exploradora- hérnia diafragmática encarcerada com cólon transverso proximal. Redução do conteúdo her-niário, viabilidade intestinal, rafia do defeito diafragma e colocação de dreno torácico. Internamento sem intercorrências. Discussão: As HD adquiridas podem apresentar-se com sintomas agudos/crónicos, depen-dendo do conteúdo herniado. O diagnóstico é desafia-dor pela inespecificidade dos sintomas. O tratamento é cirúrgico, urgente no caso de encarceramento ou estrangulamento.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Hospital Senhora da Oli-

veira- Guimarães CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Diana Brito, Rita Lourenço, Marta Martins, André Graça

Magalhães, Catarina Longras, Rui Pinto, Washington Costa, Pinto Correia

CONTACTO: Diana Souto Brito E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 95)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Invaginação colo-cólica no adulto RESUMO: Objetivo/Introdução: A intussuscepção consiste na

invaginação de um segmento proximal do tracto gas-trointestinal (TGI) para um segmento distal adjacente. Trata-se de uma patologia frequente em crianças e apenas 5% são diagnosticadas em adultos. O envol-vimento do cólon é raro, geralmente associado a lesões intraluminais. Material e Métodos: Os autores

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apresentam o caso clínico de uma mulher de 59 anos admitida no serviço de urgência por dor abdominal tipo cólica, nos quadrantes inferiores, sem sinais de irrita-ção peritoneal, com 3 dias de evolução e trânsito intes-tinal mantido. Após realização de ecografia abdominal que revelou espessamento de ansa intestinal realizou uma TC-AP que mostrou invaginação colo-cólica sig-moide na dependência de lesão intraluminal de 6 cm, sugestiva de lipoma. Pedida colonoscopia que mostrou mucosa cólica com áreas de isquémia, não transpo-nível. Resultados: Proposta exploração cirúrgica que revelou sigmoide sem invaginação mas com massa endoluminal. Realizada sigmoidectomia segmentar com anastomose termino-terminal manual. O pós-ope-ratório decorreu sem complicações tendo tido alta ao 7º dia. O exame histológico revelou lipoma com áreas de necrose isquémica. Realizada colonoscopia total em ambulatório sem outras lesões. Discussão: Cerca de 2/3 dos lipomas do TGI têm localização cólica. Quando superiores a 4 cm podem cursar com dor, hemorragia ou intussuscepção. A resolução espontânea da invagi-nação ocorre em alguns casos. Contudo, na suspeita de isquémia intestinal o tratamento cirúrgico deve ser considerado.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Ana Logrado, Júlio Constantino, Carlos Casimiro CONTACTO: Ana Logrado E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 258)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Avulsão da Vesicula Biliar – uma causa pouco fre-quente de hemoperitoneu

RESUMO: Objetivo/Introdução: O traumatismo abdominal fechado com contusão hepática e avulsão da vesícula biliar do leito hepático é uma causa pouco frequente de hemoperitoneu. Material e Métodos: Apresentamos um caso clínico de hemoperitoneu traumático por avulsão da vesícula biliar. Doente de 19 anos, sem anteceden-tes pessoais relevantes, vítima de acidente de viação com capotamento. Resultados: Avaliação inicial no serviço de urgência (SU): tensão arterial: 128/71mmHg, frequência cardíaca 96, oximetria 100% com oxigeno-terapia 2L/min. Dor à palpação da grelha costal direita e defesa à palpação dos quadrantes abdominais supe-riores. Ecografia abdominal com evidência de derrame peritoneal e heterogeneidade do parênquima hepático. Realizou AngioTC abdominal com evidência de hemo-peritoneu volumoso, com disrupção da cápsula de Gle-ason com hemorragia activa ao nível dos segmentos (seg.) 4 e 5 e hematoma hepático que se estendia até ao seg. 8; sem evidência de vasos passíveis de embo-lização. Alteração dos parâmetros hemodinâmicos que motivaram decisão de exploração cirúrgica. Laparoto-mia exploradora: aspirados cerca de 2000cc de sangue da cavidade abdominal. Constatada laceração da cáp-sula de Gleason por avulsão da vesícula do leito hepá-tico a nível do seg. 5 e hemorragia activa do seg. 4 com identificação e laqueação do pedículo segmentar portal. Realizada colecistectomia e rafia hemostática. Discus-

são: O pós-operatório decorreu sem intercorrências, com manutenção de valores de hemoglobina está-veis, e o doente teve alta ao 9º dia de pós-operatório.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Carolina Canhoto, Hamilton Baptista, Júlio Leite CONTACTO: Carolina Canhoto E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 16)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Perfuração intestinal pós-laparoscopia de urgência RESUMO: Objetivo/Introdução: As complicações da laparos-

copia podem estar relacionadas com a confeção do pneumoperitoneu. As lesões iatrogénicas intestinais ocorrem em 0.04% dos casos, sendo que em 30-50% não são identificadas no ato operatório com aumento da morbimortalidade. A obesidade é um fator de risco associado. Resultados: O caso clínico trata-se de um homem de 26 anos com obesidade mórbida (IMC 41.52 Kg/m2) que foi submetido a apendicectomia laparoscó-pica por apendicite aguda supurada. O pneumoperito-neu foi realizado pelo método fechado sob visualização direta com trocar. A intervenção cirúrgica decorreu sem aparentes complicações. O pós-operatório foi compli-cado de peritonite entérica por perfuração iatrogénica de ansa de jejuno. Ao 4º dia pós-operatório, foi subme-tido a enterorrafia e drenagem abdominal por laparoto-mia. Pós-operatório imediato em cuidados intensivos. Restante internamento complicado de vários abcessos intraabdominais drenados percutâneamente. Um mês depois teve alta clínica com dreno percutâneo. Manteve seguimento em consulta externa onde foi removido o dreno, após TC de controlo. Discussão: Este caso clínico ilustra as potenciais complicações que podem decorrer da confeção do pneumoperitoneu pelo método fechado, bem como os cuidados prolongados face à morbilidade desencadeada pela lesão iatrogénica.

HOSPITAL: Hospital Distrital Figueira da Foz, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Entre o Douro e

Vouga CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Jessica Neves, Tiago Ferreira, Florinda Cardoso, Gil

Gonçalves, Mário Nora CONTACTO: Jessica Neves E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 102)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Trauma minor? Trauma major? RESUMO: Objetivo/Introdução: O traumatismo torácico é uma

patologia comum no SU, podendo ter consequências minor ou major dependendo das lesões associadas. As lesões traqueobrônquicas são raras e associadas a alta taxa de morbi-mortalidade Material e Métodos: Homem, 92 anos, recorre ao SU por dor torácica após queda da própria altura há 4 dias. Clinicamente apre-sentava-se hemodinamicamente estável, sem sinais de

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dificuldade respiratória, auscultação pulmonar simétrica e enfisema subcutâneo cervical, torácico e abdominal esquerdo. Rx tórax comprovou enfisema sem aparente pneumotórax. TC revelou extenso enfisema subcutâ-neo, fractura dos 9-12º arcos costais esquerdos, pneu-momediastino e pequena rotura da traqueia proximal à carina. Broncofibroscopia confirmou rotura da parede postero-esquerda da traqueia com 1 cm de extensão. Dada a idade e comorbilidades do doente, e dado o tamanho da lesão e ausência de sintomatologia asso-ciada, decidiu-se por tratamento conservador Resul-tados: O doente apresentou boa evolução clínica, gasimétrica e imagiológica. TC de controlo: ausência de pneumomediastino e encerramento da traqueia. Teve alta ao 11º dia de internamento, sem intercorrên-cias Discussão: Os autores relatam um caso clínico de um trauma minor associado a uma lesão major – rotura da traqueia. A elevada suspeição clínica é essencial ao diagnóstico. O tratamento destas lesões não é consen-sual. O tamanho da lesão e a sintomatologia associada são essenciais no planeamento terapêutico, sendo que o tratamento conservador pode ser uma opção em casos selecionados

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral – Centro Hospitalar Tondela-

-Viseu CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Sara Catarino, Ana Oliveira, Carlos Casimiro CONTACTO: Sara Catarino E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 98)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Fístula Arteriovenosa Traumática RESUMO: Objetivo/Introdução: A artéria femoral superficial

(AFS) é a estrutura vascular mais frequentemente lesada no trauma dos membros inferiores, sendo a maior parte dos casos devido a trauma penetrante. A lesão venosa concomitante pode ocorrer entre 15 a 35% dos casos o que favorece o desenvolvimento de fístula arteriovenosa (FAV), isto é, uma comunicação vascular entre a artéria e veia lesadas. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso clínico de um homem de 71 anos admitido no SU após trauma penetrante da coxa esquerda por arma de fogo. À entrada apresentava-se hemodinamicamente estável, com pulso femoral palpá-vel, com frémito e sopro sistólico-diastólico, com restan-tes pulsos distais sem alterações. Realizou angio-TC que revelou FAV entre a AFS e a veia femoral, esta última com trombose parcial. Resultados: Proposto tratamento cirúrgico com ressecção e anastomose topo a topo da AFS e laqueação da veia femoral. Pós-ope-ratório decorreu sem complicações, com padrão circu-latório do membro conservado. Desenvolvimento de edema ao 3º dia com melhoria após contenção elástica. Alta ao 8º dia a tolerar carga. Discussão: A localização da FAV e o tempo decorrido desde a lesão determinam a história natural desta patologia, sendo que as lesões com envolvimento de vasos centrais devem ser repa-radas precocemente de forma a evitar complicações a curto-prazo, como a isquémia ou congestão venosa. A laqueação/reparação venosa constitui tema contro-

verso dependendo do balanço entre a exequibilidade e o risco de trombose e edema subsequente.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral (1), Angiologia e Cirurgia Vascular (2) CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Ana Logrado (1), Joana Rodrigues (2), António Simões

(2) CONTACTO: Ana Logrado E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 198)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Fasceíte necrotizante do membro superior RESUMO: Objetivo/Introdução: A fasceíte necrotizante é uma

infecção bacteriana rapidamente progressiva e poten-cialmente letal envolvendo pele, tecido subcutâneo e fáscia. Compreende um amplo espectro de apresen-tações e está associado a um desfecho desfavorável. Os idosos, diabéticos, toxicodependentes, imunocom-prometidos representam alguns dos grupos de risco mais susceptíveis. Pode afectar qualquer parte do corpo, mais comummente as extremidades, a parede abdominal e o períneo Material e Métodos: Os autores apresentam o caso de um homem de 80 anos de idade, com diabetes, apresentando-se no serviço de urgên-cia com edema e enfisema subcutâneo do membro superior esquerdo e choque séptico. Foi adoptada uma estratégia cirúrgica agressiva com desarticulação do membro superior no ombro associado a antibioterapia de amplo espectro. Resultados: Foi admitido nos Cui-dados Intensivos e submetido a vários desbridamentos cirúrgicos. Os resultados bacteriológicos dos espéci-mes colectados mostraram uma infecção dos tecidos moles causada por um Streptococcus hemolítico beta do Grupo A de Lancefield. Procederam-se a enxertos de pele para cobertura das áreas desbridadas. Intensa reabilitação após a alta para recuperar o estado físico pré-doença. Discussão: A fasceíte necrotizante requer uma intervenção cirúrgica precoce e agressiva. No caso de infecção do membro superior, esta ocorre mais frequente entre toxicodependentes ou imunocompro-metidos. A morbimortalidade mantém-se elevada.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia Geral (2) Serviço de Ortopedia e

Traumatologia CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Catarina Afonso (1); Débora Aveiro(1); Natália San-

tos(1); Luís Machado(2); Manuel Sousa(2); Carlos Casimiro(1)

CONTACTO: Catarina Afonso E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 233)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Fasceíte da coxa e nocardiose pulmonar causadas por N. cyriacigeorgica em doente imunocomprome-tido

RESUMO: Objetivo/Introdução: As nocardioses têm apresenta-ções variadas, correspondendo cerca de 80% a formas

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pulmonar, do sistema nervoso central e disseminada, e 20% a doença cutânea. O doente-alvo é tipica-mente imunocomprometido. Não existem, descritos na literatura, casos de infecção de planos muscula-res profundos, com isolamento de N. cyriacigeorgica. Resultados: Apresentamos o caso clínico de um doente de 77 anos, sexo masculino, com antecedentes de pneumonia criptogénica organizativa em 2016, sob corticoterapia de longa duração. Em Agosto de 2017, recorreu ao serviço de urgência por quadro de febre e dor na coxa direita, com discretos sinais inflamatórios locais, sem compromisso cutâneo. Foi realizada TC do membro inferior direito, revelando colecção de 50 cm de extensão ao longo dos planos musculares profun-dos da coxa. As hemoculturas revelaram bacteriémia a Nocardia cyriacigeorgica, tendo iniciado antibioterapia dirigida. Foi submetido a drenagem da fasceíte com aplicação de penso de vacuoterapia, sendo isolado, no material purulento colhido, a mesma espécie de Nocardia. O doente evoluiu positivamente, tendo rea-lizado TC-Tórax, que confirmou aspectos sugestivos de nocardiose pulmonar. Teve alta mantendo antibio-terapia, encontrando-se em reabilitação. Discussão: Descrevemos um caso raro de fasceíte a N. cyriacige-orgica, com abordagem cirúrgica. A infecção por espé-cies Nocardia representa um desafio diagnóstico e de abordagem, pela multiplicidade de apresentações clíni-cas da mesma.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Santa Maria –

CHLN CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Nogueira, F.; Lavado, C.; Caldeira, J.; Aldeia, F.; Couti-

nho, J. CONTACTO: Filipa Nogueira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 6)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Oclusão intestinal por lipoma submucoso RESUMO: Objetivo/Introdução: O sistema digestivo é uma loca-

lização pouco frequente de localização de lipomas. Quando presentes, cerca de 90% localizam-se em topografia submucosa. Podem causar complicações intestinais, como oclusão, perfuração e hemorragia. Material e Métodos: Apresentação de caso clínico e revisão teórica Resultados: Doente do sexo masculino, 79 anos, recorre ao Serviço de Urgência com quadro semiologicamente compatível com oclusão intestinal alta. Analiticamente sem alterações relevantes. Exa-mes imagiológicos sugestivos de oclusão intestinal por lipoma do íleo. No intra-operatório constata-se pre-sença de corpo estranho intra-luminal condicionando oclusão intestinal, sugestivo de lipoma, encontrando--se livre, sem fixação à mucosa intestinal. Optou-se por enterotomia proximal e extração de corpo estranho, que decorreu sem intercorrências. Boa evolução ao longo do internamento, tendo alta ao 4º dia pós-ope-ratório. Histologia confirmou lipoma da túnica submu-cosa. Discussão: Lipomas submucosos podem ser lesões pediculadas ou sésseis. Complicações surgem normalmente com lesões >2cm. O diagnóstico pode

ser feito por ecografia e tomografia computorizada. O tratamento cirúrgico consiste na excisão tumoral e está indicado nos casos sintomáticos. No caso clínico apresentado, a lesão encontrada encontrava-se livre em topografia intra-luminal, apresentando pequeno pedículo numa das extremidades, o que é sugestivo de lipoma pediculado que sofreu torção do pedículo e pos-terior mobilização intestinal.

HOSPITAL: Hospital Litoral Alentejano, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral – ULSLA(1), Serviço de Ana-

tomia Patológica – ULSLA (2) CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Santos DC(1), Gameiro H(1), Cruz A(1), Marinho D(1),

Ferreira A(1), Claro M(1), Sousa D(1), Cusati P(2), Mar-tins JA(1)

CONTACTO: Daniel Costa Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 159)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: “HELLP” – Cirurgia de Controlo de Danos no Bloco de Partos

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Síndroma de HELLP é uma complicação rara e severa da pre-eclampsia, asso-ciando-se a morbi-mortalidade perinatal e materna sig-nificativas. Material e Métodos: Descrevemos o caso clínico de uma mulher de 36anos, grávida de 34sema-nas, gestação vigiada com evidência, à 22ªsemana, de restrição do crescimento fetal por insuficiência da arté-ria uterina tendo sido medicada com ácido acetilsalicí-lico. Admissão no Serviço de Urgência por Síndroma de HELLP complicada com hematoma hepático subcap-sular no lobo direito, com espessura máxima de 4cm. Realizada cesariana emergente, nado vivo com apgar 8/10. Intra-operatoriamente verificou-se volumoso hemoperitoneu com choque hipovolémico; foi efetuada ressuscitação volémica, suporte com hemoderivados, ácido tranexâmico e requerida intervenção pela Cirurgia Geral que objetivou rotura do hematoma hepático tendo realizado packing do mesmo. Resultados: Admissão no pós-operatório na unidade de cuidados intensivos (UCI). Realizada revisão cirúrgica às 48h com ecografia hepática intra-operatória e remoção do packing hepá-tico. Restante internamento com boa evolução clínica e laboratorial tendo tido alta após 9dias. Discussão: A abordagem do doente crítico em choque hemorrágico deve implicar atuação multidisciplinar. A cirurgia de con-trolo de danos procura obter a melhor hemostase para, posteriormente, em UCI se proceder a compensação fisiológica do doente, o que tem impacto no prognós-tico.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Departamento de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: FELÍCIO C., Santos V., Lavado C., Coutinho J. CONTACTO: Cátia Caniço Felício E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 109)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Oclusão intestinal | Uma causa frequente de admis-são hospitalar de urgência

RESUMO: Objetivo/Introdução: A oclusão intestinal é uma causa frequente de dor abdominal e é responsável por mais de 20% das cirurgias realizadas em contexto de urgên-cia. O objetivo deste estudo é a análise das etiologias mais frequentes de obstrução intestinal e a sua orien-tação. Material e Métodos: Estudo retrospectivo com uma amostra de 90 doentes admitidos no Serviço de Urgência durante o ano de 2015 com diagnóstico de oclusão intestinal. Amostra obtida através do GDH do Centro Hospitalar. Foram excluídos os doentes com doença oncológica digestiva avançada já conhecida. A análise estatística foi realizada com o Microsoft Excel. Resultados: No serviço de urgência foram observados 90 doentes com oclusão intestinal, sendo a maioria do género masculino (61%), com uma média de idade de 72 anos. Os sintomas mais frequentes foram: dor abdominal (96%), vómitos (64%) e obstipação (61%). O local de obstrução foi em 76% dos casos no intes-tino delgado, 14% no cólon e 4% no reto. Os fatores etiológicos mais frequentes foram as bridas (46%), hérnias estranguladas (23%) e doença maligna (16%). A cirurgia foi realizada em 60% dos pacientes. A colo-cação da prótese endoluminal no colon foi opção em 3 casos. Discussão: Embora a oclusão intestinal seja uma das principais causas de laparotomia em contexto de urgência, nem todos os doentes têm indicação para realização de cirurgia. A escolha pelo tratamento con-servador dependerá da etiologia Em todas as idades, as bridas e as hérnias continuam a ser as duas causas mais comuns de oclusão intestinal.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Ana Melo, Cátia Ferreira, Ricardo Pereira, Urania Fer-

nandes, Sílvia Silva, Herculano Moreira, Paulo Avelar CONTACTO: Ana Melo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 92)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Apresentação tardia de hérnia diafragmática pós traumática

RESUMO: Objetivo/Introdução: A rutura traumática do diafragma é rara e ocorre em menos de 5% dos doentes vítimas de trauma toraco-abdominal fechado grave. Apenas metade destas lesões são diagnosticadas à data do trauma, sendo as restantes patentes no contexto de hérnia diafragmática. Material e Métodos: Homem de 26 anos, com antecedentes de acidente de viação há 2 anos do qual resultou fratura exposta da diáfise do fémur esquerdo, sem história de outras lesões trau-máticas. Recorreu ao SU por dor abdominal intensa, de inicio súbito, localizada ao epigastro e região peri--umbilical, acompanhada de vómitos. À admissão apre-sentava abdómen difusamente doloroso. A ecografia abdominal relatou distensão de ansas de delgado no

hipocôndrio esquerdo e a TC evidenciou descontinui-dade do diafragma à esquerda com cerca de 5 cm con-dicionando extensa herniação de estruturas abdominais para a cavidade torácica (cólon e delgado). Resulta-dos: O doente foi submetido a laparotomia urgente por incisão subcostal esquerda com posterior isolamento e redução de conteúdo herniário que não apresentava sinais de isquemia. Foi colocado um dreno intercostal esquerdo e encerrado o orifício da hérnia diafragmática com pontos separados de nylon 0. Pós-operatório com boa evolução tendo tido alta ao 5.º dia. Discussão: Nos doentes com dor abdominal e antecedentes de trauma grave, a existência de hérnia diafragmática complicada deve ser tida em mente, pois o diagnóstico atempado e eventual correcção cirúrgica urgente, é fundamental na diminuição da morbimortalidade.

HOSPITAL: SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Loureiro, R; Couto, M; Ferreira, M; Simão, R; Casimiro,

C. CONTACTO: Ana Rita Mateus Loureiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 160)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Hemorragia Maciça Por Tumor Gigante Do Jejuno RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores do estroma gas-

trointestinal (GIST) representam 1% dos tumores do tubo digestivo. Podem apresentar clínica indolente ou revelar-se como emergência cirúrgica. Apresenta-se um caso de GIST do jejuno proximal com necessidade de tratamento cirúrgico urgente. Material e Métodos: Homem de 60 anos recorre ao Serviço de urgência por dor abdominal difusa e hemorragia digestiva baixa. Realizou estudo analítico (hemoglobina de 7,0mg/dl), colonoscopia (sem alterações da mucosa cólica) e TC abdominal. A TC revelou uma volumosa formação exofítica na dependência da 3ª porção do duodeno com 20x14x13cm extensamente vascularizada, sem extravasamento de contraste para a cavidade abdomi-nal, mas com abundante conteúdo líquido no interior. Resultados: Por instabilidade hemodinâmica, o doente foi operado de urgência. A laparotomia exploradora identificou uma massa tumoral na dependência da pri-meira ansa de jejuno, cerca de 2cm distal ao ângulo duodeno-jejunal. Foi realizada enterectomia segmentar englobando a massa referida e anastomose duodeno--jejunal término-lateral manual. O estudo anátomo--patológico revelou tumor do estroma gastro-intestinal epitelóide com índice mitótico baixo (2mitoses/5mm2) classificado como pT4N0, estadio IIIA. Discussão: O pós-operatório decorreu sem complicações e o doente teve alta ao 10º dia. Iniciou tratamento adjuvante com Imatinib. Mantém controlo sem evidência de recorrên-cia da doença.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: Cirurgia B (1) CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Catarina Melo (1), António Bernardes (1), Duarte Vivei-

ros (1), Carolina Canhoto (1), Fernando Manata (1), Júlio S. Leite (1)

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CONTACTO: Catarina José Monteiro Campos de Melo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 118)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Pneumatose generalizada após perfuração iatrogé-nica do duodeno

RESUMO: Objetivo/Introdução: A CPRE é uma ferramenta essencial na abordagem terapêutica de múltiplas doen-ças bilio-pancreáticas. A perfuração duodenal é uma complicação rara, mas potencialmente fatal. Resul-tados: Sexo feminino, 47 anos, com diagnóstico de coledocolitíase sintomática, submetida a CPRE ele-tiva. Durante a exploração da via biliar, foi necessário suspender o exame por hipoxémia súbita e enfisema subcutâneo cervical, torácico e abdominal. Perante a suspeita de pneumotórax bilateral, foi realizada drena-gem torácica emergente. A TC mostrou exuberante dis-secção gasosa do mediastino e retroperitoneu, além de pneumoperitoneu moderado (perfuração tipo I). Clinica-mente estável, a doente foi admitida na UCI para vigi-lância sob tratamento conservador. Por agravamento clínico, analítico e imagiológico ao 3º dia de interna-mento, foi submetida a laparotomia, com identificação de perfuração da 2ª porção duodenal. Procedeu-se a colecistectomia, drenagem da via biliar com tubo de Kehr, exclusão duodenal e gastro-jejunostomia. Pós--operatório precoce sem intercorrências. Dois meses após a intervenção, foi programada colangiografia através do tubo de Kehr, permitindo a sua remoção. A doente encontra-se bem, um ano depois. Discussão: O tratamento da perfuração pós-CPRE depende do tipo de lesão e da estabilidade do doente. Sabe-se que o volume de ar livre não se correlaciona com a gravidade ou necessidade de tratamento cirúrgico. Neste caso, o agravamento clínico justificou a necessidade de inter-venção cirúrgica urgente.

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Ana Alagoa João, Ricardo Rocha, Cisaltina Sobrinho,

Carla Carneiro, Vítor Nunes CONTACTO: Ana Alagoa João E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 155)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Damage Control Surgery no traumatismo hepático major: caso clínico num Centro de Trauma do México

RESUMO: Objetivo/Introdução: O fígado é o órgão mais lesado no traumatismo abdominal. Nas últimas décadas ocorreu uma mudança de paradigma na abordagem do trauma hepático, privilegiando-se o tratamento não cirúrgico. Contudo,perante instabilidade hemodinâmica,a cirur-gia emergente é mandatória. Nestes casos a cirurgia controlo de danos(Damage Control Surgery-DCS) tem contribuído para um aumento da sobrevida. Material e Métodos: Caso clínico de vítima de trauma abdo-minal submetido a DCS no período em que a autora

realizou estágio de Traumatologia no Hospital Civil de Guadalajara(México) Resultados: Homem,43anos, vítima de trauma abdominal penetrante por arma de fogo com orifício de entrada no hipocôndrio direito. Admitido num hospital periférico em choque. Subme-tido a laparotomia constatando-se traumatismo hepá-tico grau IV(AAST-ISS),envolvendo o lobo direito. Realizado packing hepático e encerramento da parede abdominal. Transferido às 36h de pós-operatório para o Hospital Civil, apresentando-se estável à admissão e sem suporte aminérgico. Re-laparotomizado cons-tatando-se laceração do hemidiafragma direito(grau II,AAST-ISS)e traumatismo hepático envolvendo os segmentos VI e VII. Realizada rafia de laceração dia-fragmática e resseção hepática dos segmentos referi-dos. Admitido na Unidade de Terapia Intensiva durante 72h,verificando-se evolução favorável com alta hos-pitalar ao 7ºdia. Discussão: A laparotomia “damage control” pode ditar o prognóstico do doente com trauma hepático complexo,pelo que a sua execução deve ser prevista e realizada sem hesitação.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CHEDV (1), Serviço Cirurgia

Medicina Legal Hospital Civil de Guadalajara (2) CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Joana Magalhães(1), Ana Marta Pereira(1), Andrea

Domínguez(2), Rosa Padilla(2), Gutiérrez Flores(2), Luis Bravo Cuellar(2), Rui Almeida(1), Teresa San-tos(1), Gil Gonçalves(1), Mário Nora(1)

CONTACTO: Joana da Silva Magalhães E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 273)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Abordagem Multidisciplinar no politraumatizado grave, a propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O trauma é uma importante causa de morbi-mortalidade, com maior incidência na população mais jovem. É reconhecido que a melho-ria da resposta ao trauma deve-se à organização dos meios e abordagem multidisciplinar. Material e Méto-dos: Apresentamos o caso de uma jovem de 28 anos, politraumatizada, vítima de queda de 3º andar, com TCE minor, trauma toracoabdominopélvico com fratura da bacia em “open book”, fratura avulsiva do cóccix, esfacelo da região sagrada com exposição do recto, trauma vertebral e dos membros. Resultados: Após avaliação multidisciplinar à chegada, a doente foi sub-metida a intervenção cirúrgica com remoção do cóccix por fratura avulsiva, revisão de fixação externa da bacia pela Ortopedia, e no mesmo tempo operatório realizada colostomia de protecção e terapêutica com pressão negativa na região abdominal e sagrada por Cirurgia Geral. O pós-operatório decorreu em Unidade de Cui-dados Intensivos, com reintervenções para mudança de terapêutica de pressão negativa, cirurgia de fixação lombopélvica definitiva por Ortopedia e cirurgia recons-trutiva com retalho miofasciocutâneo glúteo do esfacelo da região sagrada por Cirurgia Plástica. Discussão: A avaliação e o tratamento iniciais dos doentes politrau-matizados exigem uma equipa multidisciplinar, pois o tempo e a qualidade de atuação são fundamentais

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para a sobrevivência do doente. O objetivo não é ape-nas reduzir a mortalidade, mas aumentar o número de doentes que se restabelece para uma vida social normal.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Departamento de Cirurgia do CHLN (1), (2), (3), (4), (5) CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Ramos C. (1), Santos V. (2), Felício C. (3), Lavado C.

(4), Coutinho J. (5) CONTACTO: Carlota Fabíola Freitas Ramos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 210)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Um caso bizarro de síndrome do compartimento ab-dominal causado por dilatação gástrica aguda

RESUMO: Objetivo/Introdução: O síndrome do compartimento abdominal provocado por dilatação gástrica aguda é um evento raro que geralmente conduz a necrose gástrica, potencialmente fatal. Material e Métodos: Apresenta-se caso clínico de doente do género mas-culino, com 66 anos, admitido na sala de emergência com história de dor abdominal epigástrica e perda de consciência durante o transporte pré-hospitalar, após consumo excessivo de álcool e alimentos algumas horas antes. Resultados: Na admissão à sala de emer-gência, o doente encontrava-se inconsciente, ECG de 4 e em choque. O abdómen apresentava distensão exuberante e não eram palpáveis pulsos nos membros inferiores. Iniciada VMI e colocada sonda nasogástrica com saída de 3500mL de comida e vinho, com recu-peração de pulsos. Foi realizada TC abdominal após estabilização hemodinâmica com identificação de dila-tação gástrica maciça e presença de gás intramural no estomago. Foi realizada laparotomia urgente tendo--se constatado presença de necrose gástrica e enté-rica generalizada. Instituídas medidas de conforto. No pós-operatório o doente agravou o quadro de choque, acabando por falecer. Discussão: A dilatação gástrica aguda é uma entidade nosológica rara. Casos avan-çados com necrose da parede requerem intervenção cirúrgica urgente. O diagnóstico precoce é importante uma vez que o atraso na cirurgia aumenta o risco de mortalidade.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Sílvia Silva, Ana Melo, José Lage, Bruno Pinto, António

Oliveira, Paulo Avelar CONTACTO: Sílvia Monteiro da Silva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 190)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Abbreviated laparotomy na abordagem cirúrgica de um traumatismo abdominal

RESUMO: Objetivo/Introdução: Na abordagem cirúrgica do trau-matismo abdominal major o principal objetivo é o con-trolo hemorrágico e da contaminação fecal. O tempo

cirúrgico é limitado de modo a diminuir a agressão fisiológica e aumentar a sobrevida. Material e Méto-dos: Revisão do processo clínico para esclarecimento do quadro clínico, procedimentos cirúrgicos e exames complementares de diagnóstico. Resultados: Mulher de 43 anos, vítima de acidente de viação frontal. Apre-senta-se prostrada, confusa, com dor abdominal e lom-balgia. O TC-toraco-abdomino-pélvico identifica fratura de quatro costelas à direita, pneumotórax esquerdo, pneumoperitoneu sugestivo de rutura de víscera oca com pequeno derrame peritoneal e fratura de L5. Intra--operatoriamente detetam-se perfurações do delgado, laceração do mesentério, secção completa do íleo terminal a 2cm da válvula ileocecal e laceração grau IV do cego. Realiza-se rafia das perfurações de del-gado, sutura da laceração do mesentério, resseção do íleo terminal e cego sem anastomose primária e lapa-rostomia com saco de Bogotá. Após 72h na UCIP é submetida a reconstrução do trânsito intestinal e encer-ramento da parede abdominal. Discussão: Em doen-tes com trauma major a hemorragia e lesão tecidular desencadeiam mecanismos fisiológicos que levam a acidose, hipotermia e coagulopatia. Abbreviated laparo-tomy é uma estratégia cirúrgica que favorece a aborda-gem fisiológica do doente, evitando o estabelecimento desta tríade letal. Após ressuscitação das funções fisiológicas deve ser realizada reparação definitiva das lesões.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do CHEDV CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Catarina Osório, Ana Marta Pereira, Marta Guimarães,

Rui Ferreira de Almeida, Gil Gonçalves, Mário Nora CONTACTO: Catarina Osório E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 265)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 1

TÍTULO: Síndrome Compartimental (Sc) Após Picada De Ví-bora

RESUMO: Objetivo/Introdução: Na Europa, os casos graves por picada de cobra são raros. O tipo de veneno das víboras Europeias são semelhantes. As complicações locais são frequentes. Relativamente às complicações locais, o SC do antebraço é uma entidade bem descrita mas existem poucos casos descritos em relação ao SC da mão. O reconhecimento atempado e o tratamento precoce desta entidade ameaçadora do membro, é essencial para reduzir a mortalidade e a morbilidade. Resultados: Rapaz, 13 anos, saudável. Cerca de uma hora após picada de víbora, no 5º dedo da mão direita, desenvolve edema marcado de toda a extremidade associado a parestesias e défice de perfusão marca-dos. Não apresentava equimose local, nem alterações neurológicas. Estava normotenso e sem alterações a nível sistémico, nomeadamente coagulopatia ou dis-função orgânica. Dada a rápida progressão em um curto espaço de tempo, realizada fasciotomia da mão e antebraço, com regressão do défice vascular periférico. Durante o internamento, realizou corticoterapia, antibio-terapia e analgesia. Apresentou uma evolução clínica lenta mas favorável, com recuperação praticamente

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total da função. Foi realizada aproximação progressivo das incisões, que foram encerradas ao nono dia após fasciotomia. Verificou-se viabilidade neuro-vascular do membro. Discussão: A suspeição clínica é fulcral no reconhecimento de um SC da mão. A dor associada a edema progressivo são importantes marcadores do diagnóstico. As alterações neurológicas ou de perfusão podem estar ausentes inicialmente.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Mariana Costa, Sara Lourenço, Luciana Costa, João

Teixeira , Nuno Tavares, José Reis, Marta Guimarães, Rui Ferreira de Almeida, Artur Trovão, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Mariana da Silva Costa E-MAIL: [email protected]

SALA F 2.2 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 134)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Um caso raro de oclusão intestinal – Hérnia de Mor-gagni

RESUMO: Objetivo/Introdução: A hérnia de Morgagni consti-tui 2-4% das hérnias diafragmáticas congénitas, é na sua maioria localizada à direita e são raros os casos descritos de estrangulamento. Material e Métodos: Apresenta-se o caso de uma mulher de 77 anos e antecedentes de esquizofrenia, proctopexia, correção cirúrgica de hérnia diafragmática e colecistectomia, que recorreu ao Serviço de Urgência por epigastral-gias há 2 dias, náuseas, vómitos e paragem na emis-são de gases e fezes. À observação havia ausência de murmúrio vesicular na base do hemitórax direito e abdómen distendido e doloroso à palpação nos qua-drantes superiores. Rx do tórax com ansas do delgado intratorácicas e TC-TAP revelou “hérnia diafragmática à direita, contendo ansas do delgado e parte do cólon direito, distensão com conteúdo líquido de ansas distais do delgado e ponto de transição abrupta de calibre no hipocôndrio direito, aparentemente na última ansa ileal (brida?)”. Resultados: Foi internada para tratamento conservador, ineficaz, sendo laparotomizada ao 3º dia. Verificou-se hérnia de Morgagni à direita, estrangulada, com 5cm de maior diâmetro e conteúdo intratorácico de íleon e cólon ascendente. Procedeu-se a redução da hérnia, remoção do saco herniário e herniorrafia com sutura simples. Discussão: Aos 6 meses de pós ope-ratório encontra-se assintomática e com TC de reava-liação sem evidência de recidiva.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Departamento de Cirurgia Geral – Centro Hospitalar de

Lisboa Norte, EPE CAPÍTULO: Outro AUTORES: Santos, V.; Ramos, C.; Pereira, T.; Esteves, R.; Aldeia,

F.; Coutinho, J. CONTACTO: Vanessa Rebelo dos Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 125)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: O GIST Escondido: Um Caso de Hemorragia Diges-tiva de Causa Obscura

RESUMO: Objetivo/Introdução: Em 75% dos casos de hemor-ragia digestiva de causa obscura (HDCO) a origem encontra-se no intestino delgado. GIST do intestino del-gado pode causar hemorragia gastrointestinal e pode ser causa de hemorragia digestiva de causa obscura. Material e Métodos: Mulher de 81 anos, que manti-nha seguimento pelo médico assistente por anemia ferropénica, tendo realizado EDA e colonoscopia total sem alterações, recorreu ao serviço de urgência com dor abdominal tipo cólica. Realizou ecografia e tomo-grafia computorizada (TC) abdominais que revelaram uma lesão esférica com limites bem definidos, de características suspeitas de GIST, aparentemente na dependência de ansa ileal. Eletivamente realizou-se ressecção segmentar de íleo com anastomose ileo--ileal. O pós-operatório decorreu sem intercorrências, e teve alta ao 6º dia pós-op. Resultados: A anatomia patológica confirmou a suspeita diagnóstica: GIST ileal, com 8x7x7cm, com margens de resseção livres e sem invasão ganglionar local. Discussão: Em casos HDCO deverá ser investigada uma fonte de hemorra-gia no intestino delgado. A TC permite o diagnóstico de lesões no intestino delgado, como o GIST, e pode ser utilizada em casos de hemorragia de origem obs-cura, uma vez que está mais facilmente disponível que outros exames. O GIST do intestino delgado pode ser assintomático pelo que é necessário um elevado índice de suspeição para fazer o diagnóstico. O tratamento de escolha é a resseção cirúrgica, com ou sem terapêutica adjuvante com Imatinib.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: 1. Instituto Português de Oncologia de Coimbra Fran-cisco Gentil; 2. Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – Hospital Geral

CAPÍTULO: Outro AUTORES: Teresa Caroço (1,2), Miguel Nico Albano (2), João Louro

(2), Mª Inês Coelho (2), Carlos E. Costa Almeida (2) CONTACTO: Teresa Vieira Caroço E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 126)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Tumor de Abrikossoff no membro superior: um caso clínico raro

RESUMO: Objetivo/Introdução: O tumor de Abrikossoff, ou tumor de células granulares, é uma entidade rara. As locali-zações mais comuns são a cabeça e pescoço. Poucos casos de localização nos membros superiores foram descritos. Material e Métodos: Homem de 55 anos que apresentava uma lesão nodular no braço esquerdo recorreu a consulta de Cirurgia Geral. O nódulo tinha cerca de 3cm, era firme, móvel, indolor e não ulcerado. Realizou-se core biópsia. Um tumor de Abrikossoff foi o diagnóstico suspeito. Resultados: Foi realizada excisão completa da lesão, com retalho de Limberg,

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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sob anestesia local. A anatomia patológica confirmou tratar-se de um tumor de Abrikossof. A cicatrização foi perfeita. Aos 3 meses de seguimento o doente estava assintomático. Discussão: Tumores de Abrikossoff apresentam-se mais frequentemente entre a 2ª e a 6ª décadas de vida como um nódulo ulcerado, com cres-cimento progressivo. A excisão cirúrgica com margens livres é o tratamento de escolha. A recorrência é rara no caso de tumores benignos. A localização nos mem-bros superiores é muito rara, existindo apenas 21 casos descritos. A malignidade é rara, com metástases a iden-tificarem-se em 1 – 3% dos casos, e por vezes anos após a resseção da lesão primária. Por este motivo um seguimento prolongado com exame físico completo não deve ser descurado.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: 1. Instituto Português de Oncologia de Coimbra Fran-cisco Gentil; 2. Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – Hospital Geral

CAPÍTULO: Outro AUTORES: Teresa Caroço (1,2), José Baião (1,2), Marta Silva (2),

Miguel Nico Albano (2), Carlos E. Costa Almeida (2) CONTACTO: Teresa Vieira Caroço E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 80)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Invaginação Intestinal Por Divertículo De Meckel RESUMO: Objetivo/Introdução: A invaginação intestinal é rara

no adulto, sendo responsável apenas por 1-5% dos casos de oclusão intestinal, e geralmente ocorre devido a alterações patológicas que funcionam como um “lead point”. Cerca de 50% dos casos são devidos a neoplasias, no entanto outras etiologias podem surgir, como o Divertículo de Meckel. Material e Métodos: Apresentamos um doente de 30 anos, sexo masculino, admitido de urgência por um quadro de dor abdomi-nal, náuseas, vómitos e hematoquésias com 2 dias de evolução. Já tinha apresentado antes um episódio de hematoquésias, na altura realizou uma rectossigmoi-doscopia, que tinha sido normal. À admissão referia dor abdominal difusa à palpação, com defesa e sinais de irritação peritoneal. Analiticamente com elevação dos parâmetros inflamatórios e em TC-abominal com evi-dência de oclusão intestinal por invaginação ileocólica. Foi submetido a laparotomia exploradora, constatou-se uma invaginação ileocólica e um divertículo de Meckel invaginado. Realizou-se uma ressecção ileocólica com anastomose LL mecânica. Discussão: Apesar de rara, a invaginação intestinal é um importante diagnóstico a ter em consideração na avaliação de um doente com dor abdominal. A clínica é inespecífica e a TC é o melhor exame, pois pode dar o diagnóstico. Ao contrá-rio da criança, a abordagem é cirúrgica e consiste em ressecar o segmento de intestino afetado.

HOSPITAL: Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Outro AUTORES: Moura C, Elói T, Mendes J, Amaral L, Leite M, Silva

Melo A CONTACTO: Catarina Moura E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 83)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Lipossarcoma Retroperitoneal RESUMO: Objetivo/Introdução: Os sarcomas de tecidos moles

são um grupo heterogéneo de tumores que derivam da mesoderme e correspondem a menos de 1% das neoplasias malignas. O lipossarcoma é o tipo histoló-gico mais frequente, sobretudo no retroperitoneu. O diagnóstico definitivo é apenas possível após a res-secção cirúrgica e o estudo anatomopatológico. A exé-rese cirúrgica é o goldstandard no tratamento destes tumores, sendo a ressecção completa, o principal fator preditor de recorrência local e sobrevida. Material e Métodos: Apresentamos um doente de 72 anos, sexo masculino, que no contexto de um quadro de colecis-tite aguda litiásica em tratamento conservador, realiza uma TC-AP, onde se visualizava um volumoso lipoma retroperitoneal com cerca de 20x15 cm. Posteriormente repetiu TC, que mostrava manutenção das dimensões, sem aparente invasão dos tecidos/órgãos adjacentes. Dada a manutenção das dimensões, foi proposto para exérese cirúrgica. Foi então submetido a ressecção por laparotomia mediana, com colecistectomia. A anatomia patológica revelou tratar-se de um lipossarcoma bem diferenciado. O pós-operatório decorreu sem intercor-rências e até ao momento tem estado bem, sem evidên-cia de recidiva. Discussão: O diagnóstico de sarcomas de partes moles representa um desafio, dada a sua rari-dade e heterogeneidade. Apesar de raros, apresentam uma elevada morbimortalidade, devido ao seu poten-cial de recidiva local, sendo, a exérese cirúrgica consi-derada o goldstandard na abordagem destes tumores.

HOSPITAL: Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, EPE

SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Outro AUTORES: Moura C, Elói T, Rama T, Leite M, Silva Melo A CONTACTO: Catarina Moura E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 88)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Ileus biliar: apresentação de caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: Ileus biliar, obstrução mecânica

por cálculo biliar, é complicação rara de colelitíase (0,3-0,5%) e representa <1% dos casos de obstrução intestinal. A apresentação depende do local de obstru-ção. Um alto nível de suspeição é essencial para diag-nóstico. Material e Métodos: Caso clínico e revisão bibliográfica. Resultados: Mulher, 80 anos. Recorreu ao SU após 4 dias de evolução de vómitos, distensão abdominal e dor no hipocôndrio direito; analiticamente aumento dos parâmetros inflamatórios e enzimologia pancreática. Realizou TC, sugestiva de ileus biliar por cálculo no duodeno causando obstrução. Estabiliza-ção e tentativa endoscópica de remoção do cálculo, sem sucesso. Submetida a laparoscopia exploradora, convertida com enterolitotomia e duodenorrafia. Pós--operatório com agravamento clínico e óbito ao 7º dia. Discussão: O ileus biliar é um desafio clínico pelo diag-

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nóstico tardio, idade avançada e comorbilidades asso-ciadas. A resolução cirúrgica da obstrução é standard, não existindo consenso quanto ao método mais indi-cado. Varia entre enterolitotomia, com ou sem colecis-tectomia e reparação da fístula, no mesmo ou segundo tempo operatório. Pode ser necessária resseção intes-tinal se coexistir isquémia, perfuração ou estenose subjacente. O papel da cirurgia laparoscópica está ainda em desenvolvimento, com resultados positivos em doentes seleccionados. A abordagem endoscópica pode também ser benéfica. A morbilidade pós-opera-tória varia entre 45-63%, com mortalidade global entre 12-17% e mortalidade pós-operatória de ~6%.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Outro AUTORES: Morais, Sara; Salvador, David; Pratas, Nuno; Costa,

Cristina; Reia, Marta; Mourato, Beatriz; Capote, Hugo; Coelho, Amélia; Magro, João; Barbosa, Ilda

CONTACTO: Sara Morgado Morais E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 133)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Quando uma oclusão intestinal tem uma causa be-nigna e rara

RESUMO: Objetivo/Introdução: A hérnia abdominal interna é a protusão de uma víscera oca através de um orifício intraperitoneal. É uma causa rara de oclusão intesti-nal, representando 0,5-4,1% dos casos. Os factores predisponentes são anomalias congénitas, trauma prévio, doenças vasculares e inflamatórias ou fatores iatrogénicos pós-cirúrgicos. A porção herniada é geral-mente o delgado e o quadro pode ser intermitente ou persistente. Material e Métodos: Este poster retrata o caso de um doente de 64anos que recorre ao Serviço de Urgência por dor abdominal difusa, vómitos persis-tentes e paragem de emissão de gases e fezes há 3 dias. Ao exame objetivo, abdómen com desconforto a palpação difusa, sem defesa. Radiografia com nível hidroaéreo de delgado. Após instituição de terapêutica conservadora, por persistência das queixas, realizou TAC AP que evidenciou imagem sugestiva de hérnia interna. Resultados: O doente foi submetido a lapa-rotomia exploradora, onde se confirmou hérnia interna do intestino delgado ao nível do Espaço de Retzius; realizou-se ressecção segmentar do intestino delgado com anastomose latero-lateral. No pós-operatório, sem intercorrências. Exame histológico da peça operató-ria sem evidência de lesões malignas. Assintomático desde então, sem novos episódios de oclusão intesti-nal. Discussão: Um alto grau de suspeição clínica é essencial, uma vez que a oclusão por hérnia interna raramente responde a terapêutica conservadora. O reconhecimento da hérnia pela TAC é crucial, pois con-duz à escolha da abordagem cirúrgica mais apropriada.

HOSPITAL: Hospital Espírito Santo, EPE – Évora SERVIÇO: Cirurgia Geral do Hospital do Espírito Santo de Évora CAPÍTULO: Outro AUTORES: Ana Margarida Cinza; Artur Canha da Silva; Margarida

Amaro; Jorge Caravana CONTACTO: Ana Margarida Monteiro Cinza E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 131)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Um caso raro de oclusão intestinal num adulto jo-vem

RESUMO: Objetivo/Introdução: A invaginação é uma forma rara de oclusão intestinal em adultos. 90% das invaginações ocorrem no cólon e 10% no restante trato gastrointes-tinal. 60% das invaginações do cólon e 30% das do delgado associam-se a neoplasias malignas, enquanto cerca de 10% das invaginações de delgado são idio-páticas. Resultados: Este poster retrata o caso duma doente de 34 anos que recorre ao Serviço de Urgência por dor e distensão abdominal, vómitos e obstipação com 6 dias de evolução. Ao exame objectivo, abdó-men difusamente doloroso sem defesa e toque rectal com tumefacção na parede lateral esquerda do recto. Radiografia abdominal com níveis hidroaéreos de del-gado. TAC AP com distensão hidroaérea do delgado; na cavidade pélvica, provável lesão anexial; derrame peritoneal, com provável depósito secundário. Intrao-peratoriamente, constatou-se invaginação de delgado a 20cm da válvula ileocecal, com compromisso vascular, sem depósitos secundários, sendo a doente submetida a ressecção segmentar de delgado com anastomose latero-lateral. O pós-operatório decorreu sem intercor-rências, exame histológico da peça operatória sem evidência de lesões neoplásicas, assintomática desde então. Discussão: O método radiológico mais sensível para confirmar a invaginação é a TAC, com sensibili-dade de 58-100%. O procedimento cirúrgico depende da localização do intestino e da sua viabilidade no momento da cirurgia. O prognóstico da invaginação no adulto após a cirurgia é bom, excepto nos casos de malignidade.

HOSPITAL: Hospital Espírito Santo, EPE – Évora SERVIÇO: Cirurgia Geral do Hospital do Espírito Santo de Évora CAPÍTULO: Outro AUTORES: Ana Margarida Cinza; Soraia Silva.; Margarida Amaro;

Jorge Caravana CONTACTO: Ana Margarida Monteiro Cinza E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 108)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: GIST de delgado – uma causa rara de hemorragia digestiva sintomática

RESUMO: Objetivo/Introdução: A hemorragia digestiva obscura define-se por hemorragia de causa desconhecida após avaliação endoscópica não diagnóstica. Em 75% dos casos a sua origem é no intestino delgado (ID), podendo ter diversas causas. Material e Métodos: Mulher, 55 anos, recorre ao SU por hematoquezias. Clinicamente apresentava-se normotensa mas taquicárdica, com massa palpável na FIEsq. Análises: Hb 11,8 g/dL. Eco-grafia: imagem sugestiva de invaginação intestinal. Realizada TC que não confirmou invaginação nem outras lesões suspeitas. Internada para estudo comple-mentar Resultados: Durante o internamento realizadas colonoscopias que revelaram resíduos hemáticos, sem evidencia de lesões. EDA sem alterações. Apresentou

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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novos episódios de perdas hemáticas, com sintomato-logia associada, tendo atingido um mínimo de Hb 7,1 g/dL, com necessidade transfusional. Por suspeita de hemorragia digestiva “média”, realizou Entero-TC que revelou lesão hipervascular, com 29x24 mm na depen-dência de ansa ileal sugestiva de GIST. A doente foi submetida a laparotomia exploradora e enterectomia segmentar, sem identificação de outras lesões. Res-tante internamento sem intercorrências. Exame histo-lógico confirmou GIST de delgado Discussão: GIST representam 1-3% de todos os tumores digestivos e cerca de 20% ocorrem no ID. A maioria destes tumo-res são descobertos incidentalmente ou no contexto de hemorragia digestiva oculta (anemia ou PSOF +). Os autores apresentam um caso clínico de uma apresenta-ção rara de GIST de delgado com hemorragia digestiva obscura sintomática

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral – Centro Hospitalar Tondela-

-Viseu CAPÍTULO: Outro AUTORES: Sara Catarino, Cláudia Leite, Helena Pinho, Carlos

Casimiro CONTACTO: Sara Catarino E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 124)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Evisceração vaginal – A propósito de um caso clíni-co

RESUMO: Objetivo/Introdução: A evisceração vaginal é uma patologia extremamente rara, e associa-se na grande maioria das vezes a cirurgias ginecológicas prévias. O prolapso de ansas intestinais é a forma de apresen-tação mais comum, mas há também casos descritos de evisceração do grande epíploon, do apêndice ileo--cecal e das trompas de falópio. Material e Métodos: Doente do sexo feminino, 69 anos, admitida no serviço de urgência por evisceração do intestino delgado pela vagina. Como antecedentes relevantes destaca-se histerectomia por via vaginal realizado um ano antes. Nesse período peri-operatório foi diagnosticado mie-loma múltiplo e iniciada terapêutica. Foi submetida a redução da evisceração com confirmação da viabili-dade da ansa de delgado e colporrafia que decorreu sem complicações. Discussão: A evisceração vaginal é uma entidade que implica correção cirúrgica urgente de modo a assegurar a viabilidade das ansas intesti-nais. Deve ser combinada uma abordagem abdominal e vaginal de modo a facilitar a redução e poder decidir a necessidade de ressecção segmentar intestinal ou não, seguida da correção do defeito vaginal.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Egas Moniz;

(2) Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Santa Cruz CAPÍTULO: Outro AUTORES: Vanessa Capella(1), Fátima Borges Coelho(1), Rui

Mendes(1), Nuno Rombo(2), Luis Castro(1), Carlos Costa(1)

CONTACTO: Vanessa Capella E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 130)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Quisto Hidático Esplénico – A propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A hidatidose é uma doença para-sitária rara causada em 90% dos casos pelo Echino-coccus granulosus. O quistos hidáticos são a sua forma de apresentação e o seu diagnóstico na grande maioria das vezes é incidental. Material e Métodos: Doente, do sexo masculino, 43 anos, saudável, admitido no serviço de urgência por queixas de dor esporádica no hipocôndrio esquerdo, emagrecimento e anore-xia. Após investigação verificou-se imagem de quisto esplénico infetado sugestivo de quisto hidático. Efetuou terapêutica com albendazol e foi proposto para cirurgia. Submetido a esplenectomia com ressecção segmentar atípica gástrica por fístula espleno-gástrica. O pós-ope-ratório decorreu sem complicações. Resultados: O resultado anátomo-patológico foi de achados morfoló-gicos concordantes com o diagnóstico clínico de Quisto Hidático esplénico, infetado e com fistulização gástrica. Discussão: Nos quistos esplénicos os diagnósticos diferenciais são múltiplos e só com a conjugação da história clinica, exames de imagem e serologia é possí-vel o diagnóstico definitivo. O envolvimento esplénico é raro e pode ser solitário ou pode acompanhar o envolvi-mento de outros órgãos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Egas Moniz CAPÍTULO: Outro AUTORES: Vanessa Capella(1), Fátima Borges Coelho(1), Rui

Mendes(1), Luis Castro(1), Carlos Costa(1). CONTACTO: Vanessa Capella E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 73)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Excisão alargada de sinus pilonidalis crónico com retalho de Limberg

RESUMO: Objetivo/Introdução: O sinus pilonidalis (SP) é uma doença inflamatória e infecciosa da região sacrococcí-gea, comum nos jovens adultos, predominante no sexo masculino. A excisão cirúrgica é o tratamento de elei-ção e estão descritas diversas técnicas. No SP crónico pode ser necessário recorrer-se a técnicas de cirurgia plástica com retalho cutâneo. Apresenta-se um caso de SP crónico extenso tratado na nossa instituição. Mate-rial e Métodos: Registos do processo clínico e foto-grafias. Resultados: Doente do sexo masculino de 42 anos recorre à consulta por SP com 20 anos de evo-lução, com episódios recorrentes de infecção, nunca operado. Apresentava múltiplos orifícios de drenagem laterais e no sulco internadegueiro. Realizada excisão em bloco, com alargamento lateral e encerramento pri-mário com retalho rombóide de Limberg. Boa evolução cicatricial, com remoção do dreno subcutâneo e alta a D8 pós-operatório e remoção dos pontos aos 16 dias. 8 meses após a cirurgia apresenta excelente resultado estético, sem queixas ou sinais de recidiva, e mantém seguimento na consulta. Discussão: O retalho de Lim-

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berg é uma técnica de cirurgia que permitiu uma res-secção total de um SP crónico extenso, sem tensão na sutura, sem complicações associadas e com excelente cosmese.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: Serviço de Cirurgia C, CHUC-HG CAPÍTULO: Outro AUTORES: Nadia Laezza, Ana Valente Costa, Carla Quental, A.

Neves Firmo, A. Ribeiro Oliveira CONTACTO: Nadia Amado Laezza E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 110)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Hemotórax maciço – A abordagem num Hospital In-sular

RESUMO: Objetivo/Introdução: O traumatismo torácico está associado a uma relevante morbimortalidade, sendo a principal causa de desfecho fatal a hemorragia torácica. O hemotórax maciço resulta de uma rápida acumula-ção de sangue na cavidade torácica e é mais comum no traumatismo penetrante, no entanto, também pode ocorrer no trauma contundente. O diagnóstico e inter-venção cirúrgica precoces são condições imprescin-díveis para a terapêutica de sucesso nestes doentes. Material e Métodos: Relata-se o caso de mulher de 73 anos, com antecedentes de Trombofilia – Factor V Leiden, anticoagulada com varfarina, vítima de queda da própria altura com traumatismo da grelha costal inferior direita. A investigação imagiológica mostrou fractura descoaptada de 3 arcos costais, sem evidên-cia de hemopneumotórax à admissão. Foi internada para vigilância e ao 3º dia de internamento desenvol-veu quadro de choque, sendo colocada a hipótese de hemotórax. Foi realizada drenagem torácica e constatou-se cumprimento de critérios para hemotórax maciço, pelo que foi pedida a colaboração da Cirurgia Torácica. Resultados: Optou-se pela realização de toracoscopia, com extracção de coágulos e esquírolas ósseas e procedeu-se a osteossíntese de 2 costelas. No pós-operatório assistiu-se a uma evolução favorá-vel. Discussão: O doente com traumatismo torácico grave necessita de uma abordagem precoce e multi-disciplinar pela possibilidade de rápida deterioração clínica. Num hospital periférico é fundamental o esta-belecimento de uma eficaz rede de apoio com centros especializados.

HOSPITAL: Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Santo Espí-

rito da Ilha Terceira (1), Serviço de Cirurgia Torácica do Hospital Pulido Valente (2).

CAPÍTULO: Outro AUTORES: Lisandra Martins (1), Daniel Cabral (2), Anaísa Silva (1),

Bárbara Vieira (1), Cristina Rodrigues (2), José António Sousa (1), Duarte Soares (1)

CONTACTO: Lisandra Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 113)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Grande epiplon como causa rara de oclusão intesti-nal – Relato de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: As bridas e aderências consti-tuem a etiologia mais frequente de oclusão intestinal em doentes com antecedentes de cirurgia abdominal prévia, muitas vezes requerendo tratamento cirúr-gico. Não obstante, já foram descritos casos de bridas como causa de obstrução intestinal em doentes sem antecedentes cirúrgicos, sendo mais frequentemente diagnosticadas em crianças e assumindo-se como congénitas. Material e Métodos: Processo clínico e revisão bibliográfica. Resultados: Homem de 64 anos, com antecedentes patológicos de HTA, DM2 e DPOC, sem antecedentes cirúrgicos, recorreu ao SU por qua-dro clínico de oclusão intestinal parcial. Ao EO salien-tar timpanismo central, aumento dos RHA e abdómen difusamente doloroso. Dos ECD\’s realizados destacar níveis hidro-aéreos no quadrante superior esquerdo. No internamento realizou estudo do trânsito com gas-trografina, sem progressão. A Entero-TC mostrou dis-tensão do jejuno e colapso de ansas ileais. Propôs-se exploração cirúrgica em que se constatou brida de grande epiplon condicionando obstrução mecânica do jejuno. Discussão: As bridas congénitas constituem uma etiologia rara de oclusão intestinal, habitual-mente sintomáticas na infância e responsáveis por 3% dos casos de oclusão intestinal em idade pediátrica. Embora menos frequentemente, podem corresponder à etiologia de obstrução intestinal em adultos. O seu diagnóstico pré-operatório é extremamente difícil, pela inespecificidade dos achados imagiológicos, sendo realizado durante a exploração cirúrgica.

HOSPITAL: Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Santo Espírito

da Ilha Terceira CAPÍTULO: Outro AUTORES: Lisandra Martins, Anaísa Silva, Bárbara Vieira, António

Mora, Óscar Reis, José António Sousa, Duarte Soares CONTACTO: Lisandra Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 99)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Caso clínico raro de oclusão intestinal RESUMO: Objetivo/Introdução: A oclusão intestinal representa

um dos diagnósticos mais frequentes nos serviços de cirurgia. De entre as causas mais frequentes de oclu-são mecânica destacam-se as bridas pos-cirúrgicas, hérnias encarceradas, tumores do cólon/ recto e vol-vos. Material e Métodos: Caso clínico e revisão biblio-gráfica Resultados: Mulher, 76 anos, antecedentes de HTA, DMID, DRC em hemodiálise, recorreu à urgên-cia por vómitos biliares e dor abdominal difusa com 2 dias de evolução. Objectivamente, dor abdominal generalizada mais intensa nos quadrantes inferiores, sem sinais de irritação peritoneal. Rx abdómen: níveis hidro-aéreos. Instaurado tratamento conservador, não resolveu o quadro clínico. Para melhor esclarecimento,

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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TC abdómen mostrou distensão de ansas de delgado e uma zona de estenose a causar a oclusão. Lapa-roscopia exploradora, constatando-se fibrose / sling de epíplon a estenosar uma ansa de delgado a nível da transição jejuno-ileal, tendo sido feita libertação da mesma. Pos-operatório sem complicações, teve alta ao 4º de cirurgia. Discussão: Existe uma panóplia de causas de oclusão intestinal, sendo primordial definir o carácter mecânico ou funcional da mesma de maneira a estabelecer o melhor tratamento. O caso clínico é pertinente pela raridade da situação de aparecer uma fibrose de epíplon a condicionar a oclusão intestinal sem antecedentes cirúrgicos prévios.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Outro AUTORES: Marta Reia, Sara Morais, David Salvador, Nuno Pra-

tas, Cristina Costa, Beatriz Mourato, Guilherme Fialho, Hugo Capote, Ilda Barbosa

CONTACTO: Marta de Fátima Oliveira Lourenço Reia E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 333)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: O papel da Anidrase Carbónica IX (CAIX) no desen-volvimento e progressão do Carcinoma Colorretal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O fenómeno de criação de um microambiente hipóxico aquando da formação de tumores sólidos já é conhecido. A anidrase carbónica IX (CAIX) é uma enzima que catalisa a hidratação reversível do dióxido de carbono, mantendo um pH intra/extracelular favorável ao crescimento das células tumorais, a invasão e a metastização tumoral. Sabe--se que a CAIX está sobre-expressa em vários tumores contudo, o seu papel no Carcinoma Colorretal (CCR) está ainda pouco esclarecido. Este trabalho pretende determinar a expressão imunohistoquímica da CAIX quer no tumor primário (CCR) quer nas metástases (Mtx) ganglionares, avaliando possíveis associações entre essa expressão e parâmetros clinico-patológicos e de prognóstico do doente. Material e Métodos: Obti-vemos uma amostra de 512 doentes (210 com Mtx gan-glionares), operados entre 01/01/2005 e 01/01/2010 e recolhemos os seus dados clinicopatológicos e de seguimento. Incubamos Tissue Microarrays do tumor primário e das Mtx ganglionares com anticorpo anti--CAIX e realizamos a análise imunohistoquímica tendo em conta parâmetros de intensidade e extensão da imunorreação. Discussão: Encontramos uma associa-ção entre a expressão de CAIX no tumor primário e os antecedentes oncológicos do doente. Nas Mtx ganglio-nares encontramos uma correlação entre a expressão de CAIX e o género do doente, a perfuração tumoral e a recidiva. Verificamos uma associação significativa entre a expressão de CAIX e outros marcadores de metabo-lismo tumoral.

HOSPITAL: Hospital de Braga SERVIÇO: 1- Cirurgia Geral, Hospital de Braga, Braga; 2- Life

and Health Sciences Research Institute (ICVS), Escola Ciências da Saúde, Universidade do Minho, Braga; 3- ICVS/3B’s – PT Government Associate Laboratory, Braga/Guimarães; 4- Cirurgia Geral, Unidade Coloproc-

tologia, Hospital de Braga, Braga; 5- Molecular Onco-logy Research Center, Hospital do Cancro de Barretos, Barretos, São Paulo, Brasil

CAPÍTULO: Investigação básica AUTORES: Charlène Viana 1; Ângela Rodrigues 2; André Goulart

1,4; Fernanda Nogueira 1,4; Pedro Leão 1,2,4; Mes-quita Rodrigues 1,4; Adhemar Longatto-Filho 2,3,5,; Fátima Baltazar 2,3; Sandra F. Martins 2,3,4

CONTACTO: Charlène Viana E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 100)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Adenocarcinoma primário do jejuno RESUMO: Objetivo/Introdução: Os adenocarcinomas primários

do intestino delgado são raros e representam 2% de todos os tumores do trato gastrointestinal. O diagnóstico é geralmente tardio, devido à baixa suspeição clínica e à sintomatologia inespecífica. O tratamento pode incluir resseção cirúrgica e/ou quimioterapia dependendo do estadio da doença. Material e Métodos: Homem de 79 anos seguido em consulta por história de enfartamento, perda de peso e anemia com 2 meses de evolução. Realizou Endoscopia Digestiva Alta e Baixa que não mostraram alterações, Tomografia Computorizada e Ressonância Magnética que mostrou diverticulose sem outras alterações. Recorreu ao Serviço de Urgência por vómitos e dor abdominal epigástrica intensa onde rea-lizou Ecografia Abdominal que mostrou provável lesão obstrutiva a nível do delgado. Resultados: O doente foi submetido a laparoscopia exploradora e resseção segmentar laparoscópica de lesão a nível do jejuno. O exame anatomopatológico revelou adenocarcinoma bem diferenciado do jejuno. Discussão: A baixa pre-valência e a sintomatologia inespecífica podem justifi-car o atraso diagnóstico e, consequentemente, o mau prognóstico desta patologia. Nesse contexto, a imuno--histoquímica assume papel relevante na confirmação da origem tumoral. O diagnóstico precoce e os avanços no tratamento podem, portanto, melhorar a sua sobre-vida.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral da ULS CAstelo Branco CAPÍTULO: Outro AUTORES: Romano M, Soares A, Usurelu S, Silva-Vaz P, Valência

L, Gouveia A CONTACTO: Manuela Romano E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 103)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Oclusão intestinal por Fitobezoar RESUMO: Objetivo/Introdução: Os fitobezoares, embora raros,

são conhecidos por causar obstrução mecânica do trato digestivo em cerca de 2-3% dos casos. São com-postos por aglomerados de sementes, fibras de vege-tais, cabelos ou frutas. Material e Métodos: Os autores apresentam uma doente de 66 anos que recorreu ao Serviço de Urgência com quadro de oclusão intestinal.

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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Os exames complementares de diagnóstico mostraram quadro oclusivo sem se conseguir identificar a causa. Resultados: Foi submetida a laparotomia exploradora com enterotomia e extração dos bezoares. O pós-ope-ratório decorreu sem intercorrências. Discussão: Os bezoares dependendo do seu tamanho e do local onde encontrarem podem apresentar manifestações clíni-cas variadas desde assintomáticos até a um quadro abdominal aguda. Os exames de imagem podem ser úteis nalguns casos mas na sua maioria o diagnóstico é intra-operatório. O tratamento é a remoção e prevenção da recorrência.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral da ULS Castelo Branco CAPÍTULO: Outro AUTORES: Romano M, Mega M, Usurelu S, Silva Vaz P, Gouveia A CONTACTO: Manuela Romano E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 138)

SESSÃO: P-VÁRIOS 1

TÍTULO: Oclusão gastrointestinal por fitobezoar: uma forma de apresentação rara

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os bezoares resultam da inges-tão de material não digerível tendo uma incidência entre 0.4-1%. Os fitobezoares são os mais comuns, sendo compostos por fibras vegetais, sementes ou fruta. A alteração na motilidade e esvaziamento gástricos são um factor predominante na patógenese. A obstrução do tracto gastrointestinal é rara, sendo a endoscopia digestiva alta o exame diagnóstico de eleição. O trata-mento conservador com dissolução química, pró-cinéti-cos e fragmentação e remoção endoscópicas constitui a abordagem preferencial, estando a cirurgia reservada para casos de falência terapêutica. As taxas de recor-rência rondam os 14%. Material e Métodos: O caso clínico refere-se a doente sexo feminino, 68 anos, com antecedentes de gastrectomia subtotal por neoplasia há 18 anos. Recorreu ao serviço de urgência por dor abdominal tipo cólica no flanco esquerdo associada a vómitos alimentares e paragem de emissão de gazes e fezes desde há 4 dias. TC abomino-pélvica revelou distensão do coto gástrico e ansa eferente com oclu-são da boca anastomótica por bezoar. Na endoscopia digestiva alta constatou-se massa volumosa composta por material não digerível, de remoção impossível por este método. Resultados: Submetida a laparotomia exploradora com evidência de status pós gastrectomia subtotal Billroth II e massa intraluminal na ansa efe-rente. Realizada enterotomia longitudinal cerca de 5cm a montante da massa, extracção e enterorrafia trans-versal mecânica com TA. Discussão: Até ao 1º mês pós-operatório não houve registo de recorrência.

HOSPITAL: Hospital Litoral Alentejano, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral (1) ; Gastroenterologia (2) CAPÍTULO: Outro AUTORES: Claro, M. (1) ; Sousa, D. (1) ; Costa Santos, D. (1) ; Fer-

reira, A. (1) ; Marinho, D. (1) ; Cruz, A. (1) ; Allen, M. (1) ; Martins, J.A (1) ; Lopes, R. (2)

CONTACTO: Mariana Ferreira da Silva Claro E-MAIL: [email protected]

SALA P. AUD. 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 437)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Mobilização Do Ângulo Esplénico Por Via Laparos-cópica – Demonstração Da Técnica

RESUMO: Objetivo/Introdução: Uma das etapas mais comple-xas da cirurgia laparoscópica do cólon é a mobilização do ângulo esplénico. Apresenta-se um vídeo demons-trativo da técnica de abordagem laparoscópica para mobilização do ângulo esplénico. Material e Métodos: Trata-se de uma doente do sexo feminino de 31 anos, com diagnóstico de neoplasia do sigmóide em contexto de síndrome de Lynch, tendo sido submetida a colecto-mia total laparoscópica. Resultados: Identificação do ângulo de Treitz e da veia mesentérica inferior e sua laqueação. Dissecção posterior ao mesocólon com identificação do pâncreas e abertura da retrocavidade dos epíplons com mobilização posterior do ângulo esplénico do cólon. Secção do grande epíplon junto à grande curvatura do estômago, de medial para lateral até ao ângulo esplénico. Secção do ligamento espleno--cólico. Abertura da fáscia de Toldt. Discussão: A sis-tematização da mobilização do ângulo esplénico do cólon com abordagem de medial para lateral em planos avasculares demonstra ser uma técnica segura, com diminuição de riscos de iatrogenia.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral – CHEDV CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Ana Margarida Correia, Leonor Matos, Joana Maga-

lhães, Joaquim Costa Pereira, Jorge Costa, Maria Rosa Sousa, António Soares, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Ana Margarida Pais Correia E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 106)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Diverticulectomia De Meckel Laparoscópica RESUMO: Objetivo/Introdução: O procedimento laparoscópico

como abordagem cirúrgica de urgência é cada vez mais utilizado e aceite, sendo esta abordagem frequen-temente utilizada nos casos de elevada suspeição de oclusão intestinal por aderências. Resultados: Homem de 59 anos, sem antecedentes relevantes, recorre ao SU por dor na fossa ilíaca direita, intolerância alimen-tar e paragem de emissão de gases e fezes com 24h de evolução. Ao exame objetivo: hemodinamicamente estável, com dor à palpação da fossa ilíaca direita, mas sem massas ou sinais de peritonite. Raio-X e TC compatíveis com oclusão de delgado, sem identifica-ção de etiologia. Inicialmente sob tratamento conser-vador, com persistência de sintomas às 48h. Proposto para laparoscopia diagnóstica. Intra-operatoriamente verifica-se brida com ponto de partida em divertículo de Meckel, condicionando oclusão de delgado. Procedeu--se a lise de brida e diverticulectomia. Pós-operatório sem intercorrências, tendo alta ao 5º dia. Discussão: O divertículo de Meckel é a anomalia gastrointestinal

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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congénita com uma incidência de 2% na população. Embora a maioria seja assintomática, tem potencial para complicações. O diagnóstico incidental em con-texto de obstrução intestinal por aderência é pouco frequente. O tratamento cirúrgico laparoscópico de obs-trução intestinal por aderências associa-se a recupera-ção mais rápida, com tempo de permanência hospitalar significativamente mais curto e taxa de morbidade aceitável, sendo uma alternativa segura e viável à laparotomia.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Ana Melo, Cátia Ferreira, Ricardo Pereira, Urania Fer-

nandes, Sílvia Silva, Pedro Costa, Herculano Moreira, Paulo Avelar

CONTACTO: Ana Melo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 298)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Doença Diverticular Do Cólon Sigmóide Complica-da De Fistulização Colo-Vesical

RESUMO: Objetivo/Introdução: A doença diverticular do cólon tem uma elevada prevalência nos países ocidentais pelas características da dieta. Embora a maioria dos doentes seja assintomática, 10 a 20% desenvolvem diverticulite e 2% dos doentes têm complicações tais como abcessos, fístulas, oclusão e hemorragia. CASO CLÍNICO: Homem de 74 anos, referenciado à consulta de Cirurgia Geral por queixas de fecalúria e pneuma-túria. Após realização de exames complementares de diagnóstico, nomeadamente colonocopia e TC, con-cluiu tratar-se de uma fístula colo-vesical provavel-mente por diverticulose do cólon sigmóide. O doente foi proposto para sigmoidectomia com encerramento da fístula colo-vesical por laparoscopia. Intra-operatoria-mente detectadado corpo estranho (osso/espinha) no trajecto fistuloso, que se encontrava na dependência de massa inflamatória do cólon sigmóide, como se mostra no vídeo. A intervenção cirúrgica decorreu sem intercor-rências. O doente apresentou boa evolução no período pós-operatório. O estudo anátomo-patológico da peça operatória revelou a presença de lesões de diverticulite aguda. As fístulas colo-vesicais são uma complicação rara da doença diverticular complicada e, apesar, de anteriormente serem consideradas contra-indicação para tratamento por laparoscopia, actualmente existem vários estudos que destacam o papel da laparoscopia no tratamento da doença diverticular complicada. Enfa-tizamos as vantagens das técnicas minimamente inva-sivas, com evidentes vantagens para o doente neste caso.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: C. Fernandes, L. Malheiro, F. Sousa, V. Devezas, P. C.

Silva, J. Costa Maia CONTACTO: Cristina Jesus Costa Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 145)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Colectomia esquerda laparoscópica com NOSE RESUMO: Objetivo/Introdução: A cirurgia colo-rectal laparoscó-

pica com NOSE (Natural Orifice Specimen Extraction) surgiu como uma abordagem alternativa para a extra-ção da peça operatória da cavidade peritoneal atra-vés de um orifício natural anatómico, evitando assim a eventual morbilidade associada à mini-laparotomia (dor na ferida operatória, infeção local, hérnia inci-sional). Resultados: Homem, 58 anos, anteceden-tes irrelevantes, enviado à consulta de Cirurgia após colonoscopia de rotina, por lesão polipóide com 3cm do cólon sigmóide, não passível de remoção endoscó-pica, cuja biopsia demonstrou displasia de alto grau. A TC T-A-P de estadiamento não evidenciou sinais de doença local nem à distância, com marcadores tumo-rais ligeiramente elevados. O doente foi submetido a colectomia esquerda com NOSE por via laparoscópica, com colocação de 4 trocares. O procedimento cirúrgico e o pós-operatório decorreram sem intercorrências e o doente teve alta ao 3º dia. O estudo histopatológico da peça operatória demonstrou lesão compatível com ade-nocarcinoma do cólon sigmóide em pólipo adenoma-toso, bem diferenciado, sem metástases ganglionares (pT1G1N0L0V0R0). O doente foi proposto para vigilân-cia após discussão em reunião oncológica multidiscipli-nar. Discussão: A colectomia esquerda laparoscópica com NOSE é uma técnica segura e eficaz no tratamento cirúrgico das neoplasias colo-rectais, associada a menor taxa de complicações no pós-operatório, respeitando de igual forma os princípios oncológicos cirúrgicos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Joana Magalhães, Leonor Matos, Ana Correia, Jorge

Costa, António Soares, Rosa Sousa, Joaquim Costa Pereira, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Joana da Silva Magalhães E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 15)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Recidiva de cancro do recto: Exenteração pélvica com sacrectomia distal

RESUMO: Objetivo/Introdução: Nos casos de recidiva após cirurgia no cancro do recto a exenteração pélvica tem permitido controlar a doença com bons resultados à distância. Material e Métodos: Um doente de 72 anos apresentava recidiva local de cancro do recto com inva-são do sacro distal. Tinha efetuado 16 meses antes ressecção anterior do recto após radioterapia longa. No vídeo mostra-se a técnica cirúrgica da abordagem perineal em decúbito ventral para a realização da sacrectomia distal. O cólon foi previamente mobilizado com o doente em litotomia, identificou-se o nível para a sacrectomia com fio de Kirschner e realizou-se a colos-tomia terminal. A incisão perineal perianal prolongou-se na linha média sobre o sacro para além da marca do fio de Kirschner e o sacro foi separado dos músculos glú-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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teos. A secção do sacro foi efetuada com osteótomo na transição S3/S4 e completou-se a separação do sacro após secção bilateral dos ligamentos sacroespinho-sos, ficando assim apenas fixo à massa tumoral. Após extração perineal do cólon procedeu-se à dissecção da massa em relação à próstata e à retirada em bloco da peça. A ferida perineal foi encerrada sem retalhos e utilizou-se um penso cirúrgico com pressão negativa permanente. Resultados: O doente teve alta ao 9º dia e a anatomia patológica revelou pT3N0, R0. Discus-são: O presente caso demonstra a vantagem da res-secção R0 nos casos de neoplasia rectal com invasão do sacro, através da sacrectomia em posição ventral.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: 1. Serviço Cirurgia A, CHUC 2. Serviço Cirurgia, IPO

Coimbra CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Julio S Leite (1), António Manso (1), Manuel Rosete (1),

Sheila Martins (2) CONTACTO: Julio Soares Leite E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 57)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Hemicolectomia direita laparoscópica com anasto-mose intracorpórea – na perspetiva do interno

RESUMO: Objetivo/Introdução: Estudos recentes mostram que a hemicolectomia direita laparoscópica com anasto-mose intracorpórea tem vantagens, nomeadamente na sobrevida oncológica, menor risco de hérnia incisional e internamento mais curto, apesar duma maior comple-xidade técnica. Material e Métodos: Apresenta-se o caso de uma doente, 66 anos, previamente histerec-tomizada por laparotomia, com diagnóstico de ade-nocarcinoma do cego, proposta para hemicolectomia direita laparoscópica. No vídeo mostram-se se os pas-sos técnicos da hemicolectomia direita laparoscópica (medial para lateral) com anastomose intracorpórea de forma padronizada, permitindo a fácil aprendiza-gem do interno: Identificação e laqueação dos vasos ileocólicos; Criação do espaço justa-duodenal e infe-riormente ao mesocólon até ao bordo hepático; Sec-ção do mesocólon, identificação e laqueação do ramo direito da cólica média; Abertura da retrocavidade e libertação do ângulo hepático; Secção do ileon terminal e do cólon transverso; Mobilização do ileon terminal e apêndice ileocecal; Anastomose mecânica intracorpó-rea isoperistáltica; Encerramento do orifício intestinal com sutura contínua não reabsorvível; Extração da peça por incisão Pfannenstiel de 4cm. Resultados: Pós-operatório sem intercorrências com alta ao 4º dia. Histologia revelou pT4a N2b IVL, metástases em 13 de 32 gânglios excisados. Discussão: Este vídeo comprova que, apesar da maior complexidade técnica, é possível que internos realizem este procedimento de forma segura e com bom resultado oncológico se bem supervisonados.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço Cirurgia A Centro Hospitalar e Universitário de

Coimbra; Clínica Universitária Cirurgia III – Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

CAPÍTULO: Colo-Proctologia

AUTORES: Manuel Rosete, André Amaro, António Manso, Mónica Martins, Júlio Leite

CONTACTO: Manuel Rosete E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 364)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Abordagem estandardizada na hemicolectomia di-reita via robótica – Uma janela para o futuro?

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Excisão Completa do Mesocó-lon (ECM) precisa, consistente e reprodutível é o factor mais importante para os resultados pós-operatórios da hemicolectomia direita, independentemente da abor-dagem aberta, laparoscópica ou robótica. Objectivo: demonstrar a abordagem estandardizada da ECM na hemicolectomia direita via robótica realizada no nosso centro e a sua importância para um progresso mais rápido na curva de aprendizagem desta via de abor-dagem. Material e Métodos: Através da visualização e edição do material vídeo das dez primeiras cirurgias consecutivas de hemicolectomia direita por via robó-tica, escolhendo os passos fulcrais à realização de uma ECM robótica de forma modular e com respeito dos planos embriológicos Resultados: Foram considera-dos essenciais para a abordagem estandardizada da ECM da hemicolectomia direita via robótica os seguin-tes passos: posicionamento e acoplagem do robôt; exposição; mobilização em sentido médio-lateral; dis-secção e laqueação vascular na sua emergência; mobi-lização sub-ileal; e rebatimento do ângulo hepático. Esta abordagem foi usada de forma sistemática nos dez primeiros doentes operados por esta via de abor-dagem. Discussão: A ECM na hemicolectomia direita via robótica não se encontra ainda sistematizada numa abordagem estandardizada e reprodutível, pelo que a abordagem aqui demonstrada poderá ser um meio de garantir uma progressão mais célere na sua curva de aprendizagem, permitindo assim que a via robótica possa ser considerada pelo menos não-inferior às res-tantes vias.

HOSPITAL: Fundação Champalimaud SERVIÇO: Unidade de Cirurgia Digestiva CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Pedro Vieira, Hugo Domingos, José Filipe Cunha,

Amjad Parvaiz, Nuno Figueiredo CONTACTO: Pedro Jorge Guarda Filipe Vieira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 67)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Ressecção anterior do recto baixa por laparoscopia com correcção de pequena deiscência

RESUMO: Objetivo/Introdução: A ressecção anterior do recto baixa é uma cirurgia complexa, sobretudo pelo espaço reduzido de dissecção e acessibilidade diminuta. Apre-sentamos um video que demonstra essa dificuldade, sobrevindo algumas intercorrências que resultaram num esforço acrescido. Material e Métodos: Doente do sexo feminino, 72 anos, realizou colonscopia por

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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hematoquésias, tendo revelado neoplasia ulcerada do recto a 5cm da MA. AP: HTA e apendicectomia, com peritonite por perfuração apendicular. Estadiada como T3N2M0, tendo realizado QT+RT neoadjuvante. Resultados: Realizada laparoscopia exploradora com identificação de multiplas aderencias à linha média e escavação pélvica. Realizada lise de aderências, dis-secção do mesocolon sigmoide e da fascia endorec-tal até recto inferior, com secção do recto abaixo da neoplasia. Confecção de anastomose colo-rectal TT e teste da mesma com identificação de fuga. Realizada encerramento da deiscência e novo teste sem fugas. Realizada ileostomia derivativa. Pós operatório sem intercorrêcnias, tendo alta ao 6º dia PO. Estudo da peça operatória: T0N0 com 18 gânglios sem metástase e mesorecto completo. Discussão: A laparoscopia, ape-sar de se tratar de uma técnica de maior complexidade, permite uma melhor visualização da escavação pélvica, condicionando ainda um pós operatório mais fácil para o doente.

HOSPITAL: Hospital de Faro, EPE SERVIÇO: Cirurgia 1 CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Ruben Martins, Pedro Henriques, Martins dos Santos CONTACTO: Ruben Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 69)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Sigmoidectomia NOSE RESUMO: Objetivo/Introdução: A laparoscopia condiciona um

pós operatório bastente favorável para o doente. No entanto, sobretudo em doentes oncológicos, a necessi-dade de retirar a peça operatória da cavidade abdominal obriga à realização de uma maior incisão abdominal, a qual poderá trazer outras complicações como infecção da ferida, deiscência e o efeito cosmético associado. O NOSE (Natural Orifice Specimen Extraction) permite retirar a peça operatória sem maiores incisões abo-minais além das incisões caracteríscas das portas de laparoscopia. Apresentamos um vídeo exemplar desta situação. Material e Métodos: Doente do sexo feminio, 55 anos, realizou colonoscopia por presença de sangue oculto nas fezes, a qual revelou uma neoplasia do colon sigmoide, sendo estadiado como TxN0M0. Tentativa de ressecção endoscópica não conseguida, sendo a lesão marcada com tinta da china para ressecção cirúrgica. Resultados: Realizada laparoscopia com identificação da marcação com tinta da china no colon sigmoide. Realizada dissecção do mesocolon, identificação e laqueação dos vasos sigmoideus e rectal superior, sec-ção do colon com GIA, abertura do recto e extração da peça por via trans-anal. Colocação de cabeça de EEA por via transanal e realização de anastomose colo-rec-tal LT com EEA 28. Teste da anastomose sem fugas. Alta ao 6º dia pós operatório sem queixas. Discussão: O NOSE é uma técnica que apesar de inicialmente mais complexa, permite potenciar a cirurgia minima-mente invasiva, evitanto algumas complicações asso-ciadas às feridas cirúrgicas de maiores dimensões.

HOSPITAL: Hospital de Faro, EPE SERVIÇO: Cirurgia 1

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Ruben Martins, Martins dos Santos, Pedro Henriques CONTACTO: Ruben Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 231)

SESSÃO: V-CR 1

TÍTULO: Proctocolectomia total com anastomose ileoanal com bolsa em J laparoscópica

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Polipose Adenomatosa fami-liar (PAF) é um síndrome hereditário, com modo de transmissão autossómico dominante, causada por uma mutação germinativa do gene APC localizado no braço longo do cromossoma 5. A PAF é caracterizada pelo aparecimento de centenas a milhares de pólipos ade-nomatosos no cólon e no recto, com progressão para carcinoma colorectal até à 4ª – 5ª década de vida se estes doentes não forem submetidos a colectomia/proc-tocolectomia redutora de risco. Material e Métodos: Os autores apresentam em vídeo a técnica de proctoco-lectomia total com anastomose ileoanal com bolsa em J por via laparoscópica a propósito do caso clínico de uma doente do sexo feminino, 19 anos, com diagnóstico de Polipose Adenomatosa Familiar. Resultados: Ini-ciado o procedimento por via laparoscópica, 4 trocares, single incision, e realizada proctocolectomia total com confeção de anastomose ileo-anal manual, bolsa ileal em J, e confeção de ileostomia de proteção. O proce-dimento decorreu sem intercorrências. Pós-operatório complicado com coleção abcedada justa anastomose ileoanal, tendo sido realizado tratamento conservador. Discussão: A protocolectomia total com anastomose ileoanal com bolsa em J laparoscópica é uma a via de abordagem segura, em doentes selecionados e em mãos experientes, que se associa a uma redução mar-cada da morbimortalidade, do tempo de internamento hospitalar e a um retorno mais precoce à vida ativa.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral do CHEDV CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Tiago Fonseca, Jorge Costa, António Costa Soares,

Rosa Sousa, Joaquim Costa Pereira, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Tiago Feiteira Fonseca E-MAIL: [email protected]

SALA 6 08/03/2018 14:30:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 371)

SESSÃO: V-END/VÁRIOS

TÍTULO: Feocromocitoma Da Supra-Renal Direita RESUMO: Objetivo/Introdução: Doente do sexo masculino, de

67 anos, seguido pela Endocrinologia por taquicardia e hipertensão arterial de difícil controlo. Foi pedido o doseamento das metanefrinas urinárias que revelou valores muito superiores ao normal. A TC abdominal

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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mostrou uma massa sólida na dependência da glân-dula supra-renal direita com cerca de 4,1 cm. Após ter completado o bloqueio alfa-adrenérgico com feno-xibenzamina, foi proposto para cirurgia. Material e Métodos: Foi submetido a Suprarenalectomia direita por via laparoscópica. A cirurgia teve a duração de aproximadamente 46 minutos. Resultados: O período pós-operatório decorreu sem intercorrências e o doente teve alta ao 3º dia pós-operatório. Discussão: A abor-dagem laparoscópica transperitoneal da supra-renal é uma cirurgia segura e facilmente reprodutível. No caso específico dos feocromocitomas, o bloqueio alfa-adre-nérgico é obrigatório.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Cirurgia B CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Emília Fraga, João Almeida, Catarina Melo, António

Bernardes, Júlio S Leite CONTACTO: Emília Fraga E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 17)

SESSÃO: V-END/VÁRIOS

TÍTULO: Adrenalectomia laparoscópica transperitoneal por Feocromocitoma

RESUMO: Objetivo/Introdução: O feocromocitoma é um tumor neuroendócrino raro da glândula supra-renal constitu-ído células cromafins que secretam catecolaminas. A manifestação clínica é a hipertensão arterial mantida ou intermitente de difícil controlo, associada a sintomas adrenérgicos paroxísticos. O tratamento definitivo é a adrenalectomia, nos casos não-malignos por via mini-mamente invasiva. Apresentação de vídeo de adre-nalectomia direita laparoscópica transperitoneal por feocromocitoma com 75 mm. Peça operatória remo-vida pela cicatriz de Pfannenstiel. Material e Métodos: Mulher de 42 anos com diagnóstico de HTA há 2 anos, durante a gravidez. Nos últimos 6 meses, queixas de cansaço, cefaleia, episódios de palpitações e hiper-tensão não controlada. Na marcha diagnóstica foram detectados elevados níveis de metanefrinas séricos e urinários e a ecografia renal revelou lesão de 70mm na glândula supra-renal direita. A HTA foi controlada com duplo bloqueio alfa e beta adrenérgico. Resultados: A doente foi submetida a adrenalectomia direita lapa-roscópica transperitoneal, sem instabilidade hemodi-nâmica. A peça operatória foi removida por cicatriz de Pfannenstiel já existente. A doente esteve 24horas em vigilância nos Cuidados Intermédios e evoluiu favoravel-mente, tendo alta ao 4ºdia pós-operatório. Discussão: A adrenalectomia laparoscópica é uma técnica segura para tratamento do Feocromocitoma não-maligno. Os cuidados peri-operatórios dos doentes com Feocromo-citoma são essenciais para a boa evolução clínica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Cirurgia Geral – UF Cirurgia Endócrina CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Catarina Aguiar, Rosa Matias, Ana Crespo, Paula Tava-

res, José Manuel Nunes, José Mário Coutinho, Américo Martins, Eduardo Barroso

CONTACTO: Catarina Aguiar E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 21)

SESSÃO: V-END/VÁRIOS

TÍTULO: Carcinoma Medular da tiróide – Uma abordagem multidisciplinar

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma medular da tiróide origina-se nas células C e são produtoras de calcito-nina. Pode surgir na forma hereditária ou esporádica. A disseminação tumoral ocorre maioritariamente por via linfática, em gânglios cervicais e mediastínicos. Cerca de 50% dos doentes têm metástases à data do diagnós-tico. O estadiamento pré-operatório é importante para uma estratégia cirúrgica adequada. Apresentação de vídeo de linfadenectomia por mediastinoscopia e tora-coscopia em doente submetida a tiroidectomia total(TT) com linfadenectomia compartimento central e mediasti-nico por carcinoma medular da tiróide. Material e Méto-dos: Mulher de 75 anos, com nódulo palpável na tiróide de consistência firme com 2cm, ecograficamente e cito-logicamente suspeito de carcinoma medular. Por calci-tonina 3727 e CEA 70 assume-se carcinoma medular. Realizou exames de estadiamento, que evidenciou foco hipermetabólico no mediastino. Caso foi discutido com a Cirurgia Torácica decidindo-se linfadenectomia mediastinica. Resultados: Doente submetida a TT com linfadenectomia compartimento central seguida de linfadenectomia mediastínica pela cervicotomia e por toracoscopia esquerda. Histologicamente confirmou--se carcinoma medular pT2N0 e a calcitonina diminuiu para 5. Discussão: No carcinoma medular a cirurgia é o único tratamento com intuito curativo. Uma estratégia multidisciplinar é vantajosa para um tratamento mais adequado, em doentes com doença metastática resse-cável, possibilitando uma maior sobrevivência.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Catarina Aguiar, Rosa Matias, João Silva, Ana Crespo,

José Manuel Nunes, Paula Tavares, Paulo Calvi-nho, José Mário Coutinho, Américo Martins, Eduardo Barroso

CONTACTO: Catarina Aguiar E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 392)

SESSÃO: V-END/VÁRIOS

TÍTULO: Tratamento de hérnias diafragmáticas por via lapa-roscópica: a propósito de dois casos clínicos

RESUMO: Objetivo/Introdução: O tratamento de hérnias diafrag-máticas por via laparoscópica tem vindo a aumentar sig-nificativamente representando uma alternativa segura e eficaz à abordagem cirúrgica convencional. A abor-dagem laparoscópica permite de um modo geral uma melhor visualização do diafragma e do defeito herniário e está associada a uma diminuição da morbilidade e da dor pós-operatória para os doentes. São apresentados os vídeos do tratamento cirúrgico laparoscópico de dois casos clínicos de hérnias diafragmáticas. No primeiro caso foi realizada apenas rafia do defeito herniário e no segundo caso foi colocada uma prótese de dupla-face. Ambos os procedimentos decorreram sem complica-

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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ções e os doentes mantêm-se assintomáticos e sem sinais de recidiva até ao momento.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE SERVIÇO: Cirurgia I CAPÍTULO: Outro AUTORES: Santos, Cláudia; Araújo, Ana; Contente, Helena;

Branco, Cláudia CONTACTO: Cláudia Sofia Fialho dos Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 37)

SESSÃO: V-END/VÁRIOS

TÍTULO: SEPS: Laqueação sub-fascial endoscópica de veias perfurantes em doentes com insuficiência venosa e incompetência das perfurantes.

RESUMO: Objetivo/Introdução: As veias perfurantes dos mem-bros inferiores são responsáveis pelo retorno venoso superficial para o sistema venoso profundo. Se as veias perfurantes se tornarem incompetentes estão implica-das na génese da úlcera venosa e na recidiva de vari-zes. O tratamento de todas as perfurantes aumenta a taxa de cicatrização. A SEPS permite o seu tratamento de modo eficaz, reprodutível, e com excelentes resul-tados estéticos e funcionais. Material e Métodos: Os autores demonstram a realização da SEPS com recurso à técnica de duas portas. Resultados: O tra-tamento das veias perfurantes insuficientes dos mem-bros inferiores está formalmente indicado na doença C5 e C6. Através de duas incisões em pele saudável, a SEPS permite tratar todas as perfurantes posteriores e mediais mesmo sob pele doente (lipodermatosclerose, úlcera activa ou cicatrizada). É uma técnica facilmente reproduzível, que pode ser realizada em ambulatório, e com melhores resultados quando comparada com outras técnicas (cirúrgicas e percutâneas). Discussão: A Laqueação Subfascial Endoscópica de Perfurantes permite tratar perfurantes sob pele doente, sendo essa uma grande vantagem em relação a outras aborda-gens. A SEPS – técnica de duas portas – é facilmente reproduzível e apresenta melhores resultados que as demais técnicas (acelera a cicatrização de úlceras e reduz as recidivas).

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral – Serviço de Cirurgia C, Hospital Geral –

CHUC CAPÍTULO: Cirurgia Vascular AUTORES: João Mendes Louro, Teresa Caroço, Inês Coelho, Car-

los E. Costa Almeida CONTACTO: João Paulo Mendes Louro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 272)

SESSÃO: V-END/VÁRIOS

TÍTULO: Adrenalectomia Direita Laparoscópica Por Aldoste-ronoma

RESUMO: Objetivo/Introdução: A glândula suprarrenal é um local frequente de incidentalomas em exames de rotina, que uma vez identificadas necessitam de investigação, quanto a malignidade bem como quanto a funcionali-

dade. A maioria dos nódulos identificados são benignos e não funcionantes. Quando a produção de aldoste-rona está inapropriadamente elevada, poder-se-á estar perante um hiperaldosteronismo primário (HAP). Essa produção pode causar lesão cardiovascular, supressão de renina plasmática, hipertensão, retenção de sódio, e excreção de potássio que se prolongada pode levar à hipocaliemia. Resultados: Mulher, de 56 anos com hipertensão e dislipidemia. Enviada à consulta para estudo de hipertensão arterial refratária e hipocaliemia. Faz TC abdomino-pélvico onde identifica massa da suprarrenal direita (4cm) compatível com adenoma. O estudo funcional foi normal à exceção da aldosterona elevada. A relação aldosterona/renina estava dentro do limite da normalidade. Na RMN abdominal: lesão nodular na glândula suprarrenal direita com 38 mm, em provável contexto de adenoma. É proposta e submetida a adrenalectomia direita laparoscópica, que decorre sem intercorrências. Na consulta de seguimento estava assintomática. A histologia confirma adenoma da corti-cal adrenal. Após intervenção foi possível a redução de anti-hipertensores e apresentava potássio normal Dis-cussão: HAP é uma causa importante de hipertensão secundária. O caso apresentado salienta a necessi-dade de investigação completa em doentes com hiper-tensão refratária.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Mariana Costa, Sara Lourenço, Hugo Maciel, Luciana

Costa, José Reis, Florinda Cardoso, Marta Guimarães, Rui Ferreira de Almeida, Artur Trovão, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Mariana da Silva Costa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 502)

SESSÃO: V-END/VÁRIOS

TÍTULO: Reconstrução abdominal complexa e tratamento de estoma de alto débito numa só etapa

RESUMO: Objetivo/Introdução: As hérnias ventrais planeadas pós fístula enteroatmosféricas representam um ver-dadeiro desafio médico-cirúrgico, associando lises de aderências extensas a anastomoses de elevado risco conjuntamente com dissecções major da parede abdo-minal e uso de redes. A Reconstrução da parede abdo-minal e do trânsito numa só etapa ainda que segura apresenta muitas vezes um acréscimo importante na morbilidade. A preparação pré-operatória, escolha da técnica e rede a utilizar são factores decisivos para o sucesso cirúrgico destes doentes. Material e Métodos: Mulher, 75 anos, antecedentes de op de Hartmann por diverticulite aguda perfurada com reconstrução de trân-sito. Cura de eventração no local do estoma com pró-tese de dupla face. Complicada com drenagem entérica pela ferida e necessidade de laparostomia com estoma flutuante. Transformado em hérnia ventral planeada com estoma entérico no centro do enxerto dermoepi-dermico. Reconstrução do trânsito e da parede abdo-minal complexa numa só etapa com necessidade de enterectomia segmentar e separação de componentes anterior com reforço prótesico. Efectuada pré-operato-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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riamente toxina botulinica ecoguiada. Pós op com Ileus prolongado. F/UP com excelente resultado estético e funcional. Discussão: A reconstrução abdominal com-plexa na presença de contaminação major, estomas e ressecções intestinais é possível sem aumento da mortalidade ou morbilidade major com uma preparação peri-operatória meticulosa

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Rosa Saraiva, Rita Peixoto, Catarina Quintela, Pedro

Valente, Pedro Gonçalves, , Fernando Ferreira, Eva Barbosa, António Gouveia

CONTACTO: Rosa Maria de Lima Monteiro Saraiva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (V 208)

SESSÃO: V-END/VÁRIOS

TÍTULO: Outra forma de ver as coisas – Laparoscopia explo-radora por orifício herniário

RESUMO: Objetivo/Introdução: O diagnóstico diferencial pré--operatório de hérnia inguinal encarcerada versus estrangulada é difícil, sendo muitas vezes necessária uma exploração cirúrgica intra-abdominal para avaliar a viabilidade das ansas que estariam encarceradas. Esta exploração pode ser efetuada por laparoscopia ou lapa-rotomia. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso clinico de um homem de 64 anos, que recorre ao serviço de urgência por quadro oclusivo com 2 dias de evolução. Resultados: Ao exame objetivo apresentava dor e defesa à palpação da fossa ilíaca esquerda, sem tumefações palpáveis. Efetuou ecografia que revelou hérnia inguinal esquerda encarcerada, com intestino delgado no interior do saco herniário. Proposto para cirurgia urgente, tendo sido realizada abordagem ingui-nal, com abertura de saco herniário indireto e explo-ração laparoscópica com trocar colocado através do mesmo. Constatada viabilidade de ansa de delgado, que apresentava congestão vascular no seu bordo anti-mesentérico, mas com boa coloração e contractili-dade. A hérnia foi corrigida segundo técnica de Rutkow--Robbins. Discussão: Através da laparoscopia por via inguinal foi possível avaliar a viabilidade do conteúdo previamente encarcerado, observando-se a coloração, congestão e contractilidade da ansa. Este método evi-tou uma laparotomia desnecessária e possibilitou uma abordagem laparoscópica simples, através do saco herniário já aberto, evitando incisões adicionais.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Sílvia Silva, Ana Melo, Cátia Ferreira, José Lage, Bruno

Pinto, Paulo Avelar CONTACTO: Sílvia Monteiro da Silva E-MAIL: [email protected]

SALA G. AUD. 09/03/2018 08:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 351)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Impacto da utilização de azul patente na pesquisa de gânglios em carcinoma colorretal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O número de gânglios linfáticos (GL) e as suas implicações clínicas têm sido um ponto de discussão. Diferentes fatores têm impacto na con-tagem final de GL (doente, tumor, cirurgia, patologista, resposta imunitária). A injeção arterial ex-vivo de azul patente pode aumentar a contagem de GL. Obetivos: Avaliar o impacto da injeção intra- arterial de AP, em peças de carcinoma colo rectal (CCR), na contagem de GL e estadiamento. Material e Métodos: Entre Dezem-bro 2016 e Outubro 2017, todos os doentes operados com CCR foram incluídos num estudo unicêntrico. Foram analisados dois grupos (com e sem AP). Resul-tados: Foram analisados 159 peças de CCR. 57 colec-tomias, 22 injetadas. A mediana de GL foi de 26 (AP) vs 16 (p= 0,001). 26 vs 0 % (AP) tiveram menos de 12 GL (p< 0.001). Na análise multivariada houve associa-ção entre o T (TNM) e o uso de AP com o nº total de GL (p<0.05) e entre a utilização de AP e nº de doentes com menos de 12 GL (p= 0.019). Dos 76 rectos ope-rados 84% realizaram terapêutica neoadjuvante, 44 foram injetados. A mediana de GL foi de 15 (AP) vs 13 (p= 0,08). 34 vs 9% (AP) tiveram menos de 12 GL (p= 0.006). Na análise multivariada houve associação entre o tempo pesquisa GL, o nº de GL metastizados e o comprimento com o nº total de GL. Não houve diferença no nº de GL metastáticos nos 2 grupos Discussão: A utilização de AP nas peças de CCR aumentam a dete-ção de GL, diminuem a percentagem de doentes com menos de 12 GL, não estando no entanto associado uma maior percentagem de GL metastizados detetados.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: Cirurgia Geral IPOLFG (1), Anatomia Patológica IPOLFG (2)

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Francisco Cabral (1), Rita Barroca (1), Barbara Silveira

(2), Filipa Antunes (2), Ricardo Fonseca (2), Luis Dorey (1), Manuel Limbert (1), Paula Chaves (2), Nuno Abeca-sis (1)

CONTACTO: Francisco Cabral E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 82)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Será que a gordura visceral influencia os resulta-dos da cirurgia colorretal oncológica?

RESUMO: Objetivo/Introdução: A relação entre a gordura visce-ral e os resultados cirúrgicos dos doentes com cancro colorretal (CCR) ainda não se encontra completamente definida. O objetivo deste trabalho foi determinar a rela-ção da gordura visceral com os resultados cirúrgicos,

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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oncológicos e de sobrevida nos doentes submetidos a cirurgia por CCR com intenção curativa. Material e Métodos: Análise retrospetiva de todos os doentes submetidos a cirurgia por CCR com intenção curativa entre Janeiro de 2007 e Dezembro de 2009 no nosso hospital. A área de gordura visceral de cada doente foi quantificada pelo programa ImageJ® e os doen-tes foram divididos em quartis.Utilizamos modelos de regressão linear para análise estatística entre a gordura visceral e variáveis cirúrgicas/oncológicas. Realizamos uma análise de sobrevida global e livre de doença (modelo Kaplan-Meier). Resultados: Dos 355 doentes operados com intenção curativa,156 foram excluídos e 199 incluídos. Nos doentes com CCR,a gordura visce-ral apresentava uma relação positiva com a morbimor-talidade, deiscência da anastomose e reoperação. O subgrupo dos doentes com cancro do cólon (CC) apre-sentava uma relação inversa entre a gordura visceral e o número total de gânglios removidos. Não se encon-traram diferenças entre os diferentes grupos na análise de sobrevida global e de sobrevida livre de doença. Discussão: A gordura visceral influencia a taxa de complicações cirúrgicas, deiscência da anastomose e reoperação nos doentes com CCR e o número de gân-glios linfáticos identificados nos doentes com CC.

HOSPITAL: Hospital de Braga SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral – Hospital de Braga CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Charlène Viana, André Goulart, Nuno Malheiro, Hugo

Rios, Fernanda Nogueira, Pedro Leão, Sandra Martins, Mesquita Rodrigues

CONTACTO: Charlène Viana E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 303)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Reinternamento após ileostomia de derivação RESUMO: Objetivo/Introdução: É frequente o reinternamento

dos doentes que associam à cirurgia colo-rectal uma ileostomia lateral e constituiu objectivo deste estudo identificar as suas causas determinantes e as poten-ciais medidas preventivas. Material e Métodos: Estudo retrospectivo num centro cirúrgico de todos os doen-tes submetidos a ressecção colo-rectal electiva com ileostomia lateral nos últimos 5 anos. Avaliação do reinternamento e dos seus factores predictivos. Resul-tados: Registaram-se 88 casos, com idade média 58,3+1,9 anos, sendo 44 homens. Em 65% apresen-tavam neoplasia rectal e 20% doença inflamatória intestinal; efectuada ressecção anterior em 70,5% dos casos e proctocolectomia em 16%. Foram reinternados 31 (39,7%) doentes, sendo as causas mais frequen-tes a suboclusão (22,7%), a desidratação/lesão renal aguda (19,9%) e a infecção intra-peritoneal (11,4%) e extra-peritoneal (5,7%). A presença de complicações pós-operatórias Clavien 3-4, a idade e a cirurgia por laparotomia relacionaram-se com maior risco de rein-ternamento (p<0,05). Discussão: Cerca de 1/3 dos doentes são reinternados após cirurgia associada a ile-ostomia derivativa geralmente devido a desidratação ou complicações em doentes idosos. Importa recomendar medidas preventivas de correcção dos desequilíbrios

hidroelectrolíticos para se melhorarem os resultados. HOSPITAL: Hospital Distrital Figueira da Foz, EPE SERVIÇO: Serviço Cirurgia A, Centro Hospitalar e Universitário de

Coimbra Clínica Universitária Cirurgia III – Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Marta Ferreira, Manuel Rosete, Eva Santos, António

Manso, Júlio Leite CONTACTO: Marta Sofia Machado Ferreira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 14)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: A abordagem transanal na patologia rectal benigna e maligna

RESUMO: Objetivo/Introdução: A exérese total do mesorecto por abordagem transanal (taTME) minimamente invasiva tem permitido ultrapassar as dificuldades técnicas na dissecção pélvica distal. Pretendeu-se avaliar os resul-tados clínicos e oncológicos desta técnica utilizada em patologia rectal benigna e maligna. Material e Méto-dos: Estudo prospectivo de todos os doentes operados com esta técnica num centro cirúrgico para avaliação da morbilidade e da qualidade anátomo-patológica das peças cirúrgicas. Resultados: Entre Outubro 2013 e Setembro de 2017 foram operados 33 casos, 28 por neoplasia rectal, 3 com polipose familiar e 2 por colite ulcerosa. A idade média foi de 56 anos, sendo 20 do sexo masculino. As neoplasias localizavam-se em média a 3 cm (0,5-7cm) da linha dentada e em 52% dos casos a abordagem foi interesfinctérica, utilizando-se em todos o Gelpoint. A peça foi excisada por via tran-sanal em 31 casos com anastomose manual em 17 e mecânica em 16. Ocorreu uma lesão do ureter no início da série, corrigida intraoperatoriamente; 3 suboclusões que foram resolvidas medicamente e 1 abcesso pélvico com drenagem percutânea. O internamento pós-ope-ratório médio foi de 9 dias (4-30). O mesorecto consi-derou-se incompleto em 2 casos (7,1%) e num (3,5%), existiu invasão da margem circunferencial e distal (< 1mm). Discussão: Os resultados desta série sugerem que a taTME é uma técnica eficaz e oncologicamente segura em neoplasias rectais baixas, bem como em patologia benigna, destacando-se ser necessário maior follow-up e uma aprendizagem bem estruturada.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: Serviço Cirurgia A CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: António Manso, Ana Oliveira, Manuel Rosete, Miguel

Fernandes, Alexandre Monteiro, Julio S Leite CONTACTO: Julio Soares Leite E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 403)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Resultados após terapêutica neoadjuvante e cirur-gia em doentes com cancro do reto T4b

RESUMO: Objetivo/Introdução: O cancro do reto (CR) T4b necessita de uma ressecção multivisceral para obter

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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ressecção R0. A terapêutica neoadjuvante pode permitir uma cirurgia poupadora de órgão. Este trabalho avalia os resultados obtidos face à estratégia cirúrgica em CR T4b. Material e Métodos: Estudo observacional retros-petivo de base de dados prospetiva de doentes com CR T4b operados, de Jan.2007 a Jun.2017. Cirurgias classificadas em: excisão total do mesorreto (ETM), ETM alargada (eTME) e além de ETM (bTME). Os end-points primários foram: % cirurgia R0, morbilidade (Cla-vien ≥III), % de estomas definitivos, SV global aos 1 e 3 anos. Resultados: Foram operados ao reto 569 doen-tes, 80 eram T4. Destes doentes 54 eram T4b, 65% (n=51)♂, idade mediana 62 anos (P2556;P7572), 67% (n=36) ASA I/II; 100% (n=54) fizeram terapêutica neo-adjuvante (destes, 49 fizeram QRT); mediana 9 sema-nas até à cirurgia (P258;P7511); 17% (n=9) realizaram TME e 74% (n=40) b-TME; mediana de internamento 10 dias (P257;P7515). Clavien III/IV em 17% (n=9); res-seção R0 em 81% (n=44), e 75% (n=41) ficaram com estoma definitivo. SV global 1º Ano: 90%; 62% 3ºAno; Mediana de follow up: 26 meses (P2515;P7555). Dis-cussão: No CR T4b a cirurgia de ressecção multivis-ceral associada a QRT neoadjuvante permite o controlo local da doença com morbilidade aceitável e possibilita sobrevivência a longo prazo.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: Unidade Digestivo Baixo – Cirurgia Geral IPOLFG CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Mariana Sousa; Rui Cunha; Ricardo Nogueira; Rita

Barroca; Luis Manoel; Manuel Limbert; Nuno Abecasis CONTACTO: Mariana Sousa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 162)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Deiscência perineal: verdade e consequência? RESUMO: Objetivo/Introdução: A excisão do complexo ano-

-rectal na amputação abdomino-perineal (AAP) cria um espaço vazio a nível pélvico com consequente predis-posição a complicações infeciosas ou de cicatrização da ferida perineal, que chegam aos 60% em algumas séries. Os autores propõem-se a caracterizar a sua casuística de deiscência perineal com análise de fato-res de risco. Material e Métodos: Análise retrospetiva das AAP realizadas em 2016, num hospital terciário. Resultados: Num total de 53 doentes, 69.8% (n=37) eram do sexo masculino. A média de idade foi 68 anos. Fizeram radioterapia (RT) neoadjuvante 92.5% dos doentes e RT intra-operatória 20.8%. A deiscência peri-neal foi a complicação mais frequente (45,3%), com impacto estatisticamente significativo na mediana de tempo de internamento (25 dias [8-123]). O score ASA, hipoalbuminemia e anemia pré-operatória correlaciona-ram-se com a ocorrência de deiscência, assim como o tempo cirúrgico total e a abertura acidental do recto durante o procedimento (p<0,05). Após análise multi-variada, o score ASA revelou-se factor independente de risco para a ocorrência de deiscência. Discussão: A deiscência perineal condiciona negativamente o tempo de internamento, podendo atrasar ou impedir o tratamento adjuvante. A optimização pré-operatória

tem neste grupo especial importância. A instituição de medidas preventivas quer cirúrgicas (realização de omentoplastia ou técnicas de encerramento com reta-lho), quer quanto à utilização mais precoce de vacuo-terapia, deverá ser equacionada nos doentes de maior risco.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia do Porto Francisco Gen-til, EPE

SERVIÇO: Oncologia Cirúrgica (1), Anatomia Patológica (2) CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Rita Canotilho (1), Mariana Peyroteo (1), Pedro C. Mar-

tins (1), Ana Mesquita (1), Cátia Ribeiro (1), Luís Pedro Afonso (2), Cláudia Araújo (1), José Flávio Videira (1), Abreu de Sousa (1)

CONTACTO: Rita Canotilho Torres Costa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 385)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: O uso de um dreno transanal sem ileostomia de protecção é uma estratégia válida na cirurgia do cancro rectal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O objectivo do estudo foi deter-minar se uma abordagem com dreno transanal – tran-sanal tube (TAT) – sem estoma derivativo é eficaz na cirurgia por cancro rectal com anastomose baixa. Mate-rial e Métodos: Realizamos um estudo retrospectivo utilizando uma base de dados prospectiva. Foram inclu-ídos os doentes com tumores do recto médio e baixo submetidos a ressecção anterior do recto com anas-tomose primária entre 2009 e 2016. Considerando a baixa incidência de deiscência anastomótica descrita na literatura, uma estratégia de TAT sem ileostomia foi preferencialmente adoptada desde Outubro de 2013. Os grupos TAT e não-TAT foram comparados. Resul-tados: Foram incluídos 55 doentes com uma idade média de 64 anos. A quimiorradioterapia neoadjuvante foi utilizada em 32 casos (58%). Quarenta e dois (76%) foram operados por laparoscopia. O TAT foi usado em 22 doentes (40%) e um estoma derivativo em 31 (56%). A taxa de estomas foi significativamente mais baixa no grupo TAT (13,4% vs 84,8%, p<0,001). Os grupos TAT e não-TAT não mostraram diferenças estatisticamente significativas nas taxas de radioterapia neoadjuvante (59,1 vs 57,6%), complicações globais (36,4 vs 60,6%), complicações major (27,6 vs 33,3%) e deiscência anas-tomótica (13,6 vs 24,2%). Discussão: A utilização de um dreno transanal sem um estoma derivativo na cirurgia do recto com anastomose baixa poderá levar aos mesmos resultados em termos de complicações e taxas de deiscência anastomótica, evitando, na maio-ria dos casos, o desconforto e morbilidade associados com o estoma.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Nuno Dias Machado, Carlos Costa Pereira, Inês

Romero, Susana Costa, Cristina Martinez Insua, Joa-quim Costa Pereira, Manuel Oliveira

CONTACTO: Nuno Manuel Dias Machado E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 494)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Avaliação de short-term outcomes na Ressecção Anterior do Reto e Hemicolectomia Esquerda La-paroscópicas – CRIAL (Colorectal Intracorporeal Anastomosis by Laparoscopy) Vs. Não CRIAL

RESUMO: Objetivo/Introdução: Nas últimas décadas,a aborda-gem laparoscópica à cx colo-rectal atravessou várias fases evolutivas,assumindo-se atualm/cm tx aceite p/ca.colo-rectal na presença de cirurgião experiente.Mais recentem/,surgiram técnicas totalm/intracorpó-reas c/resultados estabelecidos na literatura c/o intuito de serem menos invasivas.O CRIAL é uma técnica inovadora p/reconstrução colorectal c/o objectivo de realizar uma anastomose colo-retal intracorpórea evi-tando exteriorização do cólon,estoma derivativo tem-porário e passos técnicos demorados. Este trabalho tem como objetivos avaliar a casuística do serviço no que diz respeito aos short-term outcomes em cx cólon esquerdo e RAR lap.c/anastomose CRIAL vs.Não CRIAL,tendo por base a duração do internam/o,morbi--mx associada,necessidade de reintervenção e estoma protecção. Resultados: Entre 2012-Dez/13 e durante o ano de 2017,um total de 30 doentes(15 doentes Não CRIAL;15 doentes CRIAL,respetivam/) (53% sexo mas-culino vs.60%,idade média 61,5 anos vs.63,8)foram submetidos a RAR,HC esquerda e sigmoidectomia lap.Em cx Não CRIAL, a duração média de internam/o foi 4,2dias (vs.4,8),s/complicações anastomóticas e s/necessidade de reintervenção(vs.1 re.intervenção em cx CRIAL).Realizados 3 estomas protecção vs.0 em cx CRIAL. Taxa mortalidade 6,7% em cx Não CRIAL (s/mx em cx CRIAL). Discussão: A técnica CRIAL é uma alternativa promissora na reconstrução coloretal comparativam/á laparoscopia convencional,a necessi-tar de mais estudos prospetivos randomizados publica-dos na literatura.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral – CHEDV CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Leonor Matos, Joana Magalhães, Ana Correia, Jorge

Costa, António José Reis, António Soares, Rosa Sousa, Joaquim Costa Pereira, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Leonor Matos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 115)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Diverticulite aguda recorrente RESUMO: Objetivo/Introdução: Pretende-se explorar a existên-

cia de fatores de risco para recorrência de episódios de Diverticulite aguda (DA) e caracterizar o padrão de frequência e gravidade dos mesmos. Material e Méto-dos: Estudo restrospetivo dos doentes internados de jan/2013 a dez/2015 para tratamento de um primeiro episódio de DA. Avaliaram-se parâmetros clínicos, ana-líticos, imagiológicos e cirúrgicos. Análise estatística com SPSS 20. Resultados: Dos 128 doentes incluí-dos, 21 (16,41%) tiveram um segundo episódio de DA no período de seguimento (22-58 meses). A mediana

do tempo até essa ocorrência foi de 4 meses, a maioria dos casos correspondiam a DA inaugural não compli-cada (p=0,10). A maior probabilidade de recorrência associou-se a idade mais jovem (p=0,027). Um tempo de internamento do primeiro episódio mais prolongado e imunossupressão não se confirmaram como fatores de risco. A análise dos parâmetros analíticos à entrada não foi útil como preditor de recorrência. Em 33,33% dos doentes registou-se mais de um episódio de recor-rência. Apenas em 36,36% dos casos estes episódios tiveram gravidade superior à do episódio inaugural. Discussão: Na nossa série, e em concordância com o descrito na literatura, a recorrência está associada a idade mais jovem e ocorre habitualmente no primeiro ano após o primeiro episódio devendo estes fatores ser tidos em conta no seguimento e orientação destes doentes. Importa notar a significativa probabilidade de recorrência, no entanto, na maioria das vezes sem evo-luir para um episódio de maior gravidade.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Rodrigues Brito, T.; Calais Pereira, L.; Gomes, D.; Pinto,

D.; Matos, C.; Ferreira, S.; Midões, A. CONTACTO: Telma Rodrigues Brito E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 144)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Impacto da Técnica e Experiência Cirúrgica nos Ou-tcomes da Cirurgia Coloretal

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os outcomes da cirurgia colo-rectal por neoplasia (CCR) são influenciados pela téc-nica cirúrgica e experiência do cirurgião. Este estudo pretendeu comparar os resultados obtidos em doentes submetidos a cirurgia colorectal convencional(CCR--C) vs laparóscopica(CCR-L). No último grupo foram considerados dois períodos, correspondentes à expe-riência inicial (CCR-LI) e avançada (CCR-LA). Mate-rial e Métodos: Análise restrospetiva de 697 doentes submetidos CCR-C ou CCR-L, em 3grupos: grupo de CCR-C (n=317,1993-2002); primeiros doentes ope-rados por laparoscopia, CCR-LI (n=101,2008-2012); e doentes operados por laparoscopia na experiência mais avançada,CCR-LA (n=279,2013-2016). Resulta-dos: O grupo CCR-C teve maior taxa global de compli-cações, infecções da ferida e respiratória, e duração de internamento(p<0.05) em relação ao da laparoscopia (CCR-LI e CCR-LA). Neste, o tempo cirúrgico foi maior, assim como o nºde gânglios ressecados(p<0.05). Por comparação com o grupo CCR-LI, no CCR-LA obteve--se melhoria destes últimos parâmetros(p<0.05). Não se encontraram diferenças com significado quanto à conversão, complicações intraoperatórias e da anasto-mose, ou mortalidade. Discussão: Concluimos que a CCR-L é uma técnica tão exequível e segura quanto a CCR-C, com vantagens a curto prazo. De salientar a melhoria de resultados pós-operatorios, com o incre-mento da experiência, devendo estabelecer-se assim um modelo de treino e aprendizagem sólido e definido, com vista à proficiência.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Leiria-Pombal, EPE

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SERVIÇO: Cirurgia 1 CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Sales, D. Parente, I. Gil, N. Rama, P. Alves, V. Faria CONTACTO: Inês Ferrer Sales E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 149)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Anastomose Intracorpórea Versus Extracorpórea na Hemicolectomia Direita Laparoscópica: Experi-ência de um Serviço

RESUMO: Objetivo/Introdução: O crescente interesse no desen-volvimento de técnicas de anastomose intracorpórea (AI) na laparoscopia, torna imperativa a avaliação de resultados. Com o estudo pretendeu-se avaliar a sua exequibilidade e segurança na hemicolectomia direita laparoscópica (HD-L), e comparar os outcomes após HD-L com AI versus extracorpórea (AE). Material e Métodos: Estudo retrospectivo comparativo entre 2 grupos de doentes submetidos a HD-L, entre 1Setem-bro2014 e 31Maio2017: um grupo com técnica de AI e o outro, AE. A amostra incluiu 115 doentes e as vari-áveis demográficas consideradas foram idade, sexo, ASA, antecedentes de cirurgia abdominal, terapia com anticoagulantes ou esteroides, Diabetes Mellitus e diagnóstico pré-operatório. Como outcomes foram ava-liados a duração do internamento e da cirurgia, perdas hemáticas cirúrgicas, complicações pós-operatórias (ileus, deiscência da anastomose, abcesso abdominal e infecção da ferida operatória) e mortalidade a 30dias. Resultados: O grupo de AE incluiu 84 doentes e o de AI, 31. A duração de internamento foi < no grupo de AI (p<0.05). Não se encontraram diferenças com sig-nificado estatístico no que respeita à duração da cirur-gia, perdas hemáticas na cirurgia, ileus, deiscência da anastomose, infecções e mortalidade Discussão: Os outcomes da HD-L são semelhantes para ambas as técnicas de anastomose, intra ou extracorpórea, com vantagem da AI na duração de internamento. Conclui-mos que a AI é uma técnica segura, válida e exequível para cirurgiões colorectais experientes.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Leiria-Pombal, EPE SERVIÇO: Cirurgia 1 CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: I. Sales, D. Parente, I. Gil, P. Alves, N. Rama, V. Faria CONTACTO: Inês Ferrer Sales E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 347)

SESSÃO: CO-CR 2

TÍTULO: Invasão venosa extramural no cancro retal: relação entre a avaliação por ressonância magnética e os achados anatomopatológicos

RESUMO: Objetivo/Introdução: A abordagem terapêutica dos doentes com cancro do reto (CR) tem sofrido impor-tantes alterações para as quais contribuiu a utilização da ressonância magnética (RM). Através do estadia-mento tumoral pré-operatório,a RM permite direcionar a terapêutica e identificar doentes que beneficiam de

terapia neoadjuvante. Este estudo pretendeu: avaliar a acuidade da RM na deteção de fatores de prognóstico determinantes como sendo a invasão venosa extra-mural (IVE) e a profundidade da extensão extramural (PEE) comparativamente à análise histopatológica (AHP) tumoral; avaliar o valor prognóstico da IVE deter-minada por RM através da análise da sobrevivência e do tempo livre de doença (TLD); e identificar a relação entre a IVE e a PEE. Material e Métodos: Acedemos às RM dos 151 doentes operados no nosso hospital entre 01/2007 e 06/2015 para avaliar a presença de IVE. Resultados: Comparando com a AHP verifica-mos a ausência de diferenças significativas entre os dois métodos de diagnóstico, quer considerando todos os doentes, quer apenas os que não realizaram trata-mento neoadjuvante. Relativamente ao valor prognós-tico da IVE, verificamos uma média de sobrevivência e de TLD superiores nos doentes com grau 0 contudo, sem diferenças estatisticamente significativas. Verifica-mos ainda uma correlação positiva forte entre a IVE e a PEE na RM. Discussão: A avaliação da IVE por RM foi satisfatoriamente concordante com a AHP, conferindo a vantagem de incluir a IVE na discussão pré-operatória multidisciplinar dos doentes com CR.

HOSPITAL: Hospital de Braga SERVIÇO: Cirurgia Geral, Hospital de Braga CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Charlène Viana; Ana Rita Gomes; André Goulart; Fer-

nanda Nogueira; Pedro Leão; Mesquita Rodrigues; Catarina Costa; Sandra Martins

CONTACTO: Charlène Viana E-MAIL: [email protected]

SALA 1 09/03/2018 08:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 438)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Microinvasão vascular: factor determinante nos doentes fora dos Critérios de Milão submetidos a transplante hepático

RESUMO: Objetivo/Introdução: A invasão microvascular (IMV) é um importante factor prognóstico pós Transplante Hepático (TH) nos doentes com cirrose e hepatocarci-noma (CHC), mas não pode ser avaliada por estudos de imagem ou biópsia hepática. Material e Métodos: De 1 de janeiro 2010 a 31 de dezembro 2015, reali-zaram-se 333 TH dos quais 81 por CHC; idade média de 58,7±6,7(35-72)anos, 85% homens. A mediana do MELD foi 13 e 52% Child-Pugh B/C. Os critérios de Milão (CM) verificaram-se em 56% dos casos. Estudo de factores de prognóstico (FP) de sobrevivência glo-bal (SG) e sobrevida livre de doença (SLD). Análises uni e multivariada (p<0.05). Resultados: Mortalidade aos aos 90 dias – 4,9% e morbilidade major – 37%. A IMV foi o mais importante FP na SG (p=0,018) e na SLD (p=0.006). Relativamente aos CM a SG e SLD aos 5 anos foi de 91,1% vs 76,4% (p=0,131) e de 91,3% vs 71,5% (p=0,064) respectivamente, para os doentes que cumpriam ou excediam os CM. Dos doentes que

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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excediam os CM, a SG (p=0,026) e a SLD (p=0,009) foi significativamente pior para os doentes com IMV. O mesmo não se verificou para os doentes que cum-priam os CM, quer para a SG (p=0,816), quer para a SLD (p=0,816). Discussão: Os parâmetros morfológi-cos são insuficientes para prever a recorrência do CHC ou a sua biologia. A adopção dos CM leva à exclusão de pacientes que poderiam beneficiar de TH. O diag-nóstico da IMV no pré-TH, por exames de imagem ou o conhecimento da biologia genética e molecular do CHC é da maior relevância para o tratamento eficaz do CHC.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: 1 – Unidade Transplantação Hepática Pediátrica e de

Adultos, Centro Hospitalar e Universitário de Coim-bra (UTHPA, CHUC) 2 – Serviço de Cirurgia A, Cen-tro Hospitalar e Universitário de Coimbra 3 – Clínica Universitária de Cirurgia III, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) 4 – Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 5 – Serviço de Anatomia Patológica, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra 6 – Instituto de Biofísica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 7 – CIMAGO, Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: R. Martins (1,2,3,6,7), D. Castanheira (4), RC Oliveira

(5), D. Diogo (1), P. Oliveira (1), H. Alexandrino (1,2,3), M. Serôdio (1,2,3), C. Bento (1), MA Cipriano (4), JG Tralhão (1,2,3,6,7), E. Furtado (1)

CONTACTO: Ricardo Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 25)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Terapêutica Loco-regional Prévia à Ressecção He-pática no Carcinoma Hepatocelular: Uma Análise Baseada no Índice de Propensão.

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os resultados da ressecção hepática por carcinoma hepatocelular (CHC) estão longe de ser satisfatórios devido à elevada taxa de recorrência. Conceptualmente, a terapêutica loco--regional (TLR) prévia à ressecção pode contribuir para uma melhoria da sobrevivência. Os autores pretendem analisar o impacto da TLR nos doentes submetidos a ressecção por CHC. Material e Métodos: Análise de uma base de dados prospectiva, complementada por registos clínicos, de doentes operados por CHC entre Janeiro de 2003 e Junho de 2017. A análise estatística incluiu o emparelhamento de doentes baseado no índice de propensão. Foi utilizado o SPSS 24.0. Resultados: Foram submetidos a ressecção hepática 195 doentes. 79 (40.5%) tinham cirrose e 75 (38.5%) hepatite viral associada. A mediana do tamanho do tumor foi de 7 cm (1-27) e foi feita ressecção major em 100 (51.3%). Em 48 doentes (24.6%) foi realizada TLR. A comparação de doentes emparelhados pelo índice de propensão não mostrou diferença na sobrevivência (p=0.560). Doentes com mais de 75% de necrose obtiveram uma sobrevi-vência livre de doença aos 5 anos de 65.5%, versus 39.4% nos doentes sem resposta ao TLR e 43.6% nos

doentes sem TLR prévia (p=0.391). Discussão: Glo-balmente, a TLR prévia à ressecção não tem benefício adicional. Porém, a resposta à TLR pode ser utilizada para uma seleção mais adequada dos doentes quando a indicação para ressecção é marginal.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação

(Director Prof. Eduardo Barroso) CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Mafalda Sobral, Silvia Gomes da Silva, Ana Carolina

Aragão, Vasco Ribeiro, Hugo Pinto Marques, Américo Martins, Eduardo Barroso

CONTACTO: Mafalda Sobral E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 509)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Inflamação Crónica da Vesícula Biliar em Idade Pe-diátrica

RESUMO: Objetivo/Introdução: A colecistetomia por via lapa-roscópica é uma cirurgia crescentemente realizada na população pediátrica. Os estudos etiológicos que inci-dem sobre esta população são escassos e tendem a focar-se na colelitíase em pacientes com patologia de base como doença hemolítica ou outra patologia espe-cífica. Material e Métodos: Análise dos processos dos doentes submetidos a colecistetomias laparoscópicas desde Janeiro de 2010 até Maio de 2017. Resultados: No período do estudo, foram operados 68 pacientes, 68% do sexo feminino com uma idade média de 13 anos. Destes, cerca de 90% apresentavam sintomatologia tipo “cólica biliar”, 84% colelitíase e 15% coledocolitíase demonstrada por ecografia. Quinze doente tiveram epi-sódios de internamento prévios à cirurgia e destes onze por pancreatite aguda biliar. Optou-se por uma aborda-gem cirúrgica com três trocares em 91% das cirurgias com uma taxa de conversão que se cifrou em 1.5%. No pós-operatório imediato a complicação mais frequente foram as náuseas e vómitos, sempre autolimitados e sem maior gravidade. O tempo médio de internamento foi de 2.6 dias. O estudo anatomo-patológico das peças cirúrgicas demonstrou peças com características de colecistite crónica em 89% das amostras. Discussão: A presença de inflamação crónica e aguda da vesícula biliar em idade pediátrica é um tema ainda pouco estu-dado. Esta revisão demonstra que, nesta população pediátrica, existe uma elevada prevalência de inflama-ção crónica da vesícula biliar, não previsível em exames pré-operatórios.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Peidátrica CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: João Carvas ; Tiago Tuna; Miguel Campos; Estêvão-

-Costa J CONTACTO: João Carvas E-MAIL: [email protected]

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 48)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Novos fatores de prognóstico precoces na trans-plantação hepática: avaliação bioenergética e da função mitocondrial

RESUMO: Objetivo/Introdução: Na transplantação hepática (TH), o processo de isquemia / reperfusão (I/R) pode induzir alterações metabólicas com repercussão na atividade funcional do fígado. Estudo clínico prospe-tivo de alterações da função bioenergética mitocondrial (M) em doentes submetidos a TH e correlação com biomarcadores da função hepática e resultados clíni-cos. Material e Métodos: Foram estudados 28 doen-tes submetidos a TH, sexo (22 masculino/6 feminino), idade média 56 anos, MELD 18 (10-38). Realizada colheita de biopsias hepáticas (2): no final da isquemia fria e após reperfusão. Avaliadas as funções bioener-géticas da mitocôndria (M): potencial de membrana mitocondrial, respiração mitocondrial, quantificação de ATP. Correlação com os biomarcadores de função hepática e resultados clínicos pós-operatórios. Resul-tados: Redução estatisticamente significativa de todos os parâmetros da função mitocondrial após I/R (todos p <0.001). Relação estatisticamente significativa entre a bioenergética mitocondrial e os marcadores clínicos pós-operatórios de necrose celular e da função hepá-tica (p <0.01). Discussão: Existe uma relação direta entre a função mitocondrial e a I/R. A utilização futura destes marcadores clínicos como fatores de prog-nósticos da atividade mitocondrial, pode permitir a identificação precoce de falência hepática pós-trans-plante e antecipar a necessidade de realizar um novo transplante.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: 1- Serviço de Cirurgia, IPOCFG; 2- Mitolab, Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), FCTUC; 3- Unidade de Transplantação Hepática de Crian-ças e de Adultos, CHUC; 4- Serviço de Cirurgia A, CHUC; 5- Instituto de Biofísica, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC); 6- CIMAGO, FMUC.

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Martins, R1, 2; Teodoro, João S.2; Rolo, A.2; Furtado,

E.3; Palmeira, C.2; Tralhão, JG. 3,4, 5,6 CONTACTO: Rui Miguel Rua Filipe Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 32)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Carcinoma Hepatocelular em doentes com Síndro-me Metabólico ou Síndrome de Resistência à In-sulina: Um estudo comparativo com o Carcinoma Hepatocelular em cirrose a VHC.

RESUMO: Objetivo/Introdução: O Carcinoma Hepatocelular (CHC) em Síndrome metabólico (SM) é uma entidade com incidência crescente a nível mundial. No entanto, muitos doentes exibem CHC sem as características típi-cas de SM, mas com Síndrome de Resistência a Insu-lina (SRI). Os autores pretendem comparar doentes

ressecados por CHC no contexto de SM, SRI, e VHC. Material e Métodos: Análise de base de dados prospe-tiva complementada por consulta do processo clínico, de doentes submetidos a ressecção hepática por CHC entre Janeiro de 2003 e Junho de 2017. Foram ana-lisados 3 grupos: SM, SRI e VHC. A comparação dos dados clinico-patologicos avaliados foi feita com SPSS 24.0. Resultados: No período estudado foram resse-cados por CHC 195 doentes (CHC-SM: 18, 9.2%; CHC--SRI: 31, 15,9%; CHC-VHC: 52, 26,7%). BMI mediano de 30.9 no CHC-SM, 25.8 no CHC-SRI, e 25.6 no CHC--VHC. O tamanho mediano do tumor foi de 8 cm no SM, 14 no SRI, e 5 no VHC. 41% dos doentes do grupo CHC-SRI tinham elevação da ALT. A sobrevivência livre de doença aos 5 anos foi de 37% para o CHC-SM, 58% para o CHC-SRI, e 48% para o CHC-VHC (p=0.909). Discussão: Doentes com CHC sem outros factores de risco podem ter no SRI a sua etiologia. O CHC ligado ao SM é provavelmente um estadio mais avançado da mesma doença.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação

(Director Prod. Eduardo Barroso) CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Ana Carolina Aragão, Mafalda Sobral, Sílvia Silva,

Vasco Ribeiro, Hugo Pinto Marques, Eduardo Barroso CONTACTO: Ana Carolina Aragão E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 40)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Análise da sobrevida dos doentes submetidos a Dpc por Adc do pâncreas com margem de descola-mento R1 comparativamente aos R0 num Centro de alto volume.

RESUMO: Objetivo/Introdução: Cerca 90% dos adenocarcino-mas (Adc) pancreáticos são ductais e conhecidas as suas baixas taxas de sobrevida. A cirurgia continua a ser a única hipótese de cura promovendo assim o aumento da sobrevida a longo prazo, sendo esta aos 5 anos cerca de 5%. As margens de ressecção têm impacto na sobrevida. Pretendeu-se avaliar as mar-gens de descolamento e a sua implicação na sobrevida dos doentes com R0 Vs R1 no Adc ductal do pâncreas submetidos a Dpc. Material e Métodos: Análise retros-pectiva de doentes com Adc ductal da cabeça do pân-creas submetidos a Dpc entre janeiro 2010 a dezembro 2015, da base de dados do nosso centro. Foram resse-cados 99 doentes e analisadas as margens de desco-lamento radial (anterior e posterior) e vascular, período este, pré protocolo de Leeds. Foram utilizados curvas de sobrevida Kaplan-Meier. Resultados: Constatou--se significância estatística(p«0.01) com diminuição de sobrevida, nos doentes com margens de descolamento positiva R1. Sobrevida mediana (meses) R0 24.4 e R1 13.3. Discussão: Constata-se sobrevida superior nos doentes ressecados com margem de descolamento negativa e no futuro será analisada cada tipo de mar-gem segundo Protocolo de Leeds.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro Hepato-Bilio-Pancreático e transplantação do

Hospital Curry Cabral

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Catarina Aguiar, Emanuel Vigia, Antonio Figueiredo,

Catarina Araujo, Ana Marta Nobre, Luís Bicho, Edite Filipe, Jorge Paulino, Américo Martins, Eduardo Barroso

CONTACTO: Catarina Aguiar E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 29)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Transplante hepático por hepatocarcinoma em cir-rose: a expressão combinada de dois genes é supe-rior aos indicadores clínicos na previsão do prog-nóstico.

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os actuais critérios de seleção de doentes para transplante hepático (TH) por Carci-noma Hepatocelular (CHC) excluem muitos doentes que podem beneficiar do TH, o que ilustra a neces-sidade de novos critérios baseados no uso de bio-marcadores. Os autores avaliam a eficácia de uma combinação de dois genes na seleção de doentes para TH por CHC em cirrose. Material e Métodos: Atra-vés de uma revisão sistemática da literatura, foram seleccionados 16 genes cuja expressão foi estudada em doentes transplantados por CHC em cirrose entre setembro de 1992 e fevereiro de 2014, num grupo piloto (GP) e posteriormente num grupo de validação (GV). Os dados da expressão genética foram correla-cionados com os dados clínico-patológicos da popula-ção e a sobrevivência. Resultados: Foram estudados um total de 180 doentes (GP: 26; GV: 154). A expres-são de dois genes específicos associou-se de forma independente a diminuição da recidiva (Gene X, OR 0.177, p=0.001; Gene Y: OR 0.385, p=0.043). Nos doentes com expressão combinada dos dois genes, a sobrevivência livre de doença foi de 78% aos 5 anos, independentemente da presença de critérios de mau prognóstico conhecidos, como a invasão vascular ou o grau de diferenciação. Discussão: Os biomarcadores moleculares são o futuro do TH por CHC. Apresenta-mos os resultados preliminares de uma combinação de genes que é simultaneamente simples, reprodutível, e que obtém resultados iguais ou superiores a outras assinaturas genéticas mais complexas previamente publicadas.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: (1) Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplanta-

ção (Director Prof. Eduardo Barroso); (2) Departamento de Genómica Computacional do Instituto Gulbenkian Ciência e Ophiomics Precision Medicine

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Hugo Pinto Marques(1), Joana Cardoso(2), Marta

Mesquita(2), Mafalda Sobral (1), Silvia Silva (1), Tânia Almeida (1), João Aniceto (1), José Pereira Leal (2), Eduardo Barroso (1)

CONTACTO: Hugo Pinto Marques E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 28)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Tratamento do Carcinoma Hepatocelular em Cirro-se: Ressecção ou Transplante?

RESUMO: Objetivo/Introdução: O transplante hepático (TH) é a terapêutica mais eficaz para o Carcinoma Hepatocelu-lar (CHC) em doentes cirróticos. No entanto, a escas-sez de órgãos coloca a ressecção hepática (RH) como uma opção atrativa. Os autores pretendem comparar o TH e a RH em doentes com CHC em cirrose. Mate-rial e Métodos: Análise de bases de dados colhidas prospectivamente de doentes submetidos a RH ou TH por CHC em cirrose entre janeiro de 2003 e dezembro de 2014, complementada com consulta do processo clínico. Análise estatística com o SPSS 24.0. Resul-tados: Entre janeiro de 2003 e dezembro de 2014, 300 doentes foram submetidos a cirurgia por CHC em cirrose, dos quais 240 a TH (80%) e 60 a RH (20%). Em doentes dentro dos critérios de Milão, a idade era marginalmente inferior no grupo TH (56 + 7 vs 59 + 8, p=0.16). Características de agressividade como a infec-ção viral (p=0.29) ou a microinvasão vascular (p=0.34) eram semelhantes nos dois grupos. A sobrevivência global aos 10 anos foi semelhante (63% TH, 69% RH, p=0.729). A sobrevivência livre de doença aos 10 anos foi de 65% para o TH e 28% para a RH (p=0.654). O TH associa-se a uma tendência para uma sobrevivência superior em todos os subgrupos analisados. Discus-são: O TH é superior a RH no tratamento do CHC em cirrose. No entanto, como segunda alternativa no con-texto de escassez de órgãos, a RH é uma opção legí-tima, em centros especializados onde as duas opções estejam disponíveis.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação

(Director Prof. Eduardo Barroso) CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Silvia Gomes da Silva, Mafalda Sobral, Ana Carolina

Aragão, Vasco Ribeiro, Hugo Pinto Marques, Américo Martins, Eduardo Barroso

CONTACTO: Silvia Gomes da SIlva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 292)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Fatores pré-operatórios preditivos de litíase da via biliar principal: análise estatística da casuística de um serviço

RESUMO: Objetivo/Introdução: Introdução: Cerca de 10-15% dos doentes apresentam litíase da via biliar princi-pal (VBP) sintomática, o que obriga a tratamento da mesma (seja endoscópico ou cirúrgico). Objetivo: Ava-liação de fatores preditivos de litíase da VBP no pré--operatório, em doentes submetidos a colangiografia intra-operatória (CIO) entre janeiro de 2010 e dezem-bro de 2016, após análise estatística com recurso ao SPSS. Material e Métodos: Foram analisados um total de 282 doentes com média de 59 anos, sendo 64% do sexo feminino. 62% destes realizaram apenas CIO e 38% CIO + ELVBP. Foram avaliados fatores epidemio-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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lógico (sexo e idade), clínicos (pancreatite, colangite, icterícia), analíticos (FA, BT, TGO e TGP, leucocitose, PCR) e imagiológicos (VPP para litíase, nº de cálcu-los, tamanho da VBP e do maior dos cálculos) no pré--operatório. Resultados: Após análise univariável, verificou-se que clínica de pancreatite ou colangite, elevação da TGO, TGP ou BT e realização de CPRE no pré-operatório apresentam associação estatística para litíase da VBP (p6 mm apresenta associação estatística para litíase da VBP (p<0,05). Discussão: Um estudo pré-operatório minucioso possibilita identificar os doen-tes com maior probabilidade de litiase da VBP e, conse-quente, necessidade de exploração da VBP, permitindo o tratamento de coledocolitíase num único ato cirúrgico com as vantagens já conhecidas desta estratégica tera-pêutica para o doente.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Luísa Frutuoso, Vera Oliveira, Tiago Fonseca, Lúcia

Carvalho, Tiago Castro, Tiago Ferreira, Domingos Rodrigues, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Ana Luísa Pinto Frutuoso E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 71)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: Intensidade de Sinal do Baço em Ressonância Mag-nética com Contraste Hepato-específico: um Novo Marcador de Reserva Hepatocelular Pré-operatória em doentes submetidos a Embolização Portal e candidatos a Hepatectomia

RESUMO: Objetivo/Introdução: A avaliação da reserva hepato-celular do fígado remanescente (FLR) é relevante na ressecção hepática (Hp), em particular após emboliza-ção portal (PVE). O hiperfluxo portal, acompanhado de alterações hemodinâmicas esplénicas, é fator de risco para Insuficiência Hepática pós-Hp (PHLF). A Resso-nância Magnética com Contraste Hepato-específico (RMCHE) é um exame morfo-funcional promissor, per-mitindo avaliar a intensidade de sinal do fígado (ISH) e do baço (ISS) em fase de excreção hepatobiliar (FEHB). Procurou-se avaliar o papel da ISS em doen-tes submetidos a PVE e Hp major. Material e Méto-dos: Foram estudados prospectivamente nove doentes submetidos a PVE pré-Hp com RMCHE (grupo MR) (69,6 ±11 anos; seis homens). Grupo controlo de 11 doentes (63±12 anos; seis homens) submetidos a PVE pré-Hp, estudados com volumetria apenas. Medição do volume do FLR, grau de hipertrofia (GH), bem como do Índice de Extração Hepático (HUI), ISH e ISS (no grupo MR). Análise estatística com SPSS. Resultados: Não se verificou relação entre volume do FLR ou GH com a função hepática ou morbilidade pós-Hp. Após PVE ocorreu incremento do HUI no FLR (p=0.038) e diminuição da ISH no fígado embolizado (p=0.008). A ISS correlacionou-se fortemente (r=0.870;p=0.024) com a bilirrubina do 5º dia pós-Hp. Os doentes com PHLF apresentaram valor mais elevado de ISS (p=0.003). Discussão: A RMCHE apresenta enorme potencial na avaliação da resposta morfo-funcional à PVE. A ISS em FEHB assume papel importante na

avaliação da reserva hepatocelular nos candidatos a Hp.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: 1 – Clínica Universitária de Cirurgia III – Faculdade de

Medicina – Universidade de Coimbra 2 – Serviço de Cirurgia A – Centro Hospitalar e Universitário de Coim-bra 3 – Serviço de Imagem Médica – Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra 4 – Clínica de Imagiologia – Faculdade de Medicina – Universidade de Coimbra

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Mariana Duque1, Henrique Alexandrino1,2, Henrique

Donato3, Eva Santos2, Ricardo Martins1,2, Marco Serôdio1,2, Paulo Donato3,4, Alfredo Gil Agostinho3, José Guilherme Tralhão1,2, Filipe Caseiro Alves3,4, Francisco Castro e Sousa1,2, Júlio Soares Leite1,2

CONTACTO: Henrique Alexandrino E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 413)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: A Importância do Tratamento Individualizado nos Doentes com Hepatocarcinoma BCLC D: Best Sup-portive Care?

RESUMO: Objetivo/Introdução: O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é a neoplasia hepática primária mais frequente, desenvolve-se normalmente em fígado cirrótico, sendo o transplante hepático (TH) a opção terapêutica mais eficaz. Nos doentes em estadio terminal-BCLC D (mau performance status e/ou Child-Pugh C) está apenas indicado tratamento paliativo com sobrevivência inferior a 3 meses. Material e Métodos: De 1 de janeiro 2010 a 31 de dezembro 2015, realizaram-se 333 TH dos quais 81 por CHC; idade média de 58,7±6,7(35-72)anos, 85% homens. A mediana do MELD foi 13 e 52% Child-Pugh B/C. A classificação BCLC foi: 8,8% classe 0, 45% classe A, 31,2% classe B, 0% classe C e 15% classe D. Estudo de factores de prognóstico (FP) de sobrevi-vência global (SG) e sobrevida livre de doença (SLD). Análises uni e multivariada (p<0.05). Resultados: Aos 90 dias mortalidade (4,9%) e morbilidade major (37%). Após mediana de follow-up de 23±22(1-80)meses, a SG foi de 68±3(62-74)meses-83,2%(5 anos); SLD foi de 60±4(52-67)meses-76,8%(5 anos). Não se verifica-ram diferenças nas sobrevivências entre os estágios BCLC. Aos 5 anos, a SG foi de 83,3%vs85,6%(p=0,717) e a SLD de 83,3%vs83,7%(p=0,794) entre os doentes BCLC D e outros estadios (0, A, B, C). Discussão: O TH é uma excelente opção terapêutica do CHC, de morbimortalidade aceitável. Uma boa selecção dos doentes com indicação inicial para tratamento paliativo (BCLC D), pode permitir resultados semelhantes aos dos grupos com indicação formal para TH que aumenta a sobrevivência e melhora a qualidade de vida

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: 1 – Unidade Transplantação Hepática Pediátrica e de

Adultos, Centro Hospitalar e Universitário de Coim-bra (UTHPA, CHUC) 2 – Serviço de Cirurgia A, Cen-tro Hospitalar e Universitário de Coimbra 3 – Clínica Universitária de Cirurgia III, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) 4 – Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 5 – Serviço de Anatomia Patológica, Centro Hospitalar e Universitário

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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de Coimbra 6 – Instituto de Biofísica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 7 – CIMAGO, Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: R. Martins (1,2,3,6,7), D. Castanheira (4), RC Oliveira

(5), D. Diogo (1), P. Oliveira (1), H. Alexandrino (1,2,3), M. Serôdio (1,2,3), C. Bento (1), MA Cipriano (4), JG Tralhão (1,2,3,6,7), E. Furtado (1)

CONTACTO: Ricardo Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 307)

SESSÃO: CO-HBP 2

TÍTULO: O valor preditivo da febre, marcadores de infecção e ecografia no diagnóstico da Colecistite Aguda: Validação das Guidelines de Tóquio 2013/2018

RESUMO: Objetivo/Introdução: A cada ano, 1 a 4% das pessoas com litíase vesicular tornam-se sintomáticas, apresen-tando-se com cólica biliar ou colecistite aguda. A distin-ção entre os dois diagnósticos nem sempre é fácil. Para ajudar neste propósito, foram criadas as Guidelines de Tóquio (TG) de 2013. Recentemente estas foram reva-lidadas pelos seus autores, que mantêm os critérios de diagnóstico de CA nas novas TG 2018. Os autores defendem que estas guidelines possuem uma acui-dade diagnóstica de 90%. No entanto, este valor não foi verificado em outros estudos até agora. Material e Métodos: Análise retrospectiva a todas as colecistecto-mias urgentes por CA litiásica entre Janeiro de 2013 e Dezembro de 2016. O diagnóstico histológico de CA foi o gold standard. Resultados: O presente estudo englo-bou 217 doentes, com uma prevalência de CA confir-mada histologicamente de 75%. A presença de defesa à palpação, febre, leucocitose, neutrofilia e elevação da PCR foram factores preditivos da presença de CA na nossa análise. A aplicação dos critérios de diagnós-tico TG 2013/2018 mostrou uma sensibilidade de 79% e uma especificidade de 44,4% nos nossos doentes, valores semelhantes ao da sensibilidade e especifici-dade da presença de neutrofilia (71,8 e 55,6%, respe-tivamente). Discussão: As TG 2013/2018 apresentam uma elevada sensibilidade para o diagnóstico de CA, com uma especificidade mais baixa do que a descrita na literatura. Este valor de sensibilidade e especifici-dade é semelhante ao valor da presença de neutrofilia isoladamente.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar Ton-

dela-Viseu, E.P.E. CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Mafalda Couto (1), Rita Loureiro (1), Maria João Fer-

reira (1), Cláudia Leite (1), João Vicente (1), Aline Gomes (1), Carlos Casimiro (1)

CONTACTO: Mafalda Raquel Santos Cout E-MAIL: [email protected]

SALA 5 09/03/2018 08:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 8)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Avaliação da Carga Tumoral Total por Osna do Gân-glio Sentinela no Cancro da Mama – Análise de 6 Anos de Cirurgia no Hese

RESUMO: Objetivo/Introdução: No tratamento de doentes com cancro da mama, a avaliação da da quantidade cópias de mRNA de ck19 nos gânglios sentinelas por “One Step Nucleic Acid Amplification” (OSNA) premite a ava-liação da carga tumoral total (CTT) nesses gânglios. É já conhecido a relação entre a CTT dos gânglios senti-nelas e um envolvimento axilar. O objectivo deste tra-balho é realizar uma avaliação retrospectiva de doentes operados a cancro da mama no nosso centro entre 2011 e 2016 submetidos a análise do gânglio sentinela por OSNA e com resultado positivo, assim como, a aná-lise do “cuttoff” da CTT preditivo de um envolvimento axilar. Material e Métodos: Análise observacional por registos do processo único do doente. Análise estatís-tica realizada com IBM SPSS Statistics 20. Resulta-dos: No período de 6 anos, no HESE foram operados 84 novos casos de cancro da mama em que a avalia-ção de gânglio sentinela por OSNA foi positiva para metástases. No “follow-up” realizado até Setembro de 2017, detectado metastização em 2 doentes e morte de 4 doentes. A sobrevivência global aos 5 anos e a livre de doença foi de 93%. Realizado modelo de curva ROC obtendo uma área abaixo da curva de 0,71 (p=0,007). Para um “cutoff” >15000 cópias de CTT a sensibilidade foi de 90% e especificidade de 45%, o valor preditivo negativo para metástases nos gânglios não sentinelas foi de 88%. Discussão: Os nossos resultados demons-tram que a avaliação da CTT poderá ser útil na decisão de realizar esvaziamento axilar após a análise dos gân-glios sentinelas por OSNA.

HOSPITAL: Hospital Espírito Santo, EPE – Évora SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital do Espírito Santo

de Évora, E.P.E CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: A. Machado, R. Félix, S. Ribeiro, J. Patrício, A. Silva, J.

Caravana CONTACTO: Arnaldo Furtado Paiva de Oliveira Machado E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 59)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Electroquimioterapia no tratamento local de Carci-noma Pavimentocelular na Epidermólise Bulhosa

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Epidermólise Bulhosa (EB) é um grupo raro de doenças causadas por mutações em proteínas estruturais da pele caracterizadas por fragilidade cutânea, bolhas e deficiente cicatrização. O carcinoma pavimentocelular (CPC) é a complicação mais severa, com um risco cumulativo de 90% aos 50 anos. É a principal causa de morte nestes doentes, par-ticularmente no subtipo Distrófico Recessivo (EBDR). O tratamento standard é a cirurgia, no entanto o risco

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de recorrência é elevado. A radioterapia e a quimiotera-pia têm sido evitadas pelo risco de toxicidade cutânea. Recentemente, a electroquimioterapia (EQT) foi pro-posta como um potencial tratamento local. O objetivo é avaliar a eficácia da EQT no CPC na EBDR. Material e Métodos: Estudo retrospetivo observacional realizado de janeiro de 2011 a setembro de 2017. Foram avalia-dos doentes com EBDR submetidos a EQT como trata-mento local de CPC. Resultados: Durante o período de estudo, 5 doentes foram submetidos a EQT com bleomi-cina endovenosa segundo o protocolo ESOPE. Foi ava-liada a resposta após 4 e 8 semanas, com uma resposta objetiva em 100% dos casos (4 com resposta completa). Registaram-se efeitos adversos minor, como dor local ou ulceração. Discussão: A EQT tem sido proposta como terapêutica local em diferentes cancros cutâneos, nomeadamente nos CPC’s. Existem apenas 3 casos descritos na literatura, com elevada taxa de resposta. Este estudo demonstra que a EQT é eficaz e segura no tratamento CPC’s em doentes com EBDR, pelo que poderá ser proposto como uma abordagem de 1º linha.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Outro AUTORES: Joana Bártolo, Rodrigo Oom, Sara Carvalhal, Victor

Farricha, Hugo Vasques, Nuno Abecasis CONTACTO: Joana Bártolo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 63)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Electroquimioterapia no tratamento do Sarcoma de Kaposi Clássico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O Sarcoma de Kaposi (SK) classifica-se consoante a clínica e a epidemiologia em: epidémico (SIDA); endémico/africano; iatrogénico; e mediterrânico/clássico. O SK clássico (SKC) manifesta--se por lesões sobretudo cutâneas ou subcutâneas localizadas frequentemente nos membros. A evolução é indolente e crónica e, apesar de não apresentar ele-vada mortalidade, está associado a uma redução da qualidade de vida. A abordagem terapêutica é con-troversa. Habitualmente as lesões são múltiplas e dispersas, pelo que a cirurgia, a radioterapia e as tera-pêuticas ablativas podem apresentar elevada morbili-dade. A electroquimioterapia (EQT) tem sido proposta como tratamento local, associada a elevadas taxas de resposta completa, com a vantagem de ser segura e poder ser repetida. O objetivo é avaliar a eficácia da EQT em lesões cutâneas de SKC. Material e Métodos: Estudo retrospetivo observacional realizado de janeiro de 2010 a outubro de 2017. Foram avaliados doentes submetidos a EQT no tratamento de lesões cutâneas e subcutâneas de SKC. Resultados: Durante o perí-odo de estudo, 13 doentes foram submetidos a 1 ou 2 sessões (7 casos) de EQT com bleomicina endovenosa segundo o protocolo ESOPE. Foi avaliada a resposta após 4 e 8 semanas, tendo-se verificado uma resposta completa em 100% dos casos. Registaram-se efeitos adversos minor, como dor e hiperpigmentação residual. Discussão: Este estudo demonstra que a EQT é eficaz

e segura no tratamento de lesões cutâneas ou subcutâ-neas de SKC, podendo ser proposta como abordagem de 1º linha.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Outro AUTORES: Joana Bártolo, Victor Farricha, Sara Carvalhal, Hugo

Vasques, Nuno Abecasis CONTACTO: Joana Bártolo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 174)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Linfadenectomia axilar após Reconstrução Ime-diata de Mastectomia com Retalho Miocutâneo de Grande Dorsal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O retalho miocutâneo de grande dorsal (RMGD) na reconstrução imediata após mastec-tomia (MS) por carcinoma da mama é comum na nossa instituição por ser amplamente aplicável, com reduzi-das complicações pós-operatórias, mesmo quando realizada terapêutica adjuvante. Em cerca de 1/2 dos casos a MS é acompanhada de biópsia do gânglio sen-tinela (BGS), com resultados obtidos em diferido. Des-tes, 1/5 realizam linfadenectomia axilar (LA) em 2ºT. Pretendemos avaliar a segurança oncológica da cirur-gia axilar (CA) em 2ºT (após reconstrução com RMGD) vs imediata, tendo como endpoint principal a extensão da LA e secundário a recidiva axilar (RA). Material e Métodos: Estudo retrospectivo das doentes subme-tidas a MS com reconstrução imediata com RMGD (2013-2015). Análise comparativa das características demográficas da população, tipo histológico (TH), tera-pêuticas neo/adjuvantes (TNA), CA, nº gânglios axila-res (gg) positivos/removidos e RA, no grupo de MS com RMGD e LA imediata vs BGS e LA 2ºT. Resultados: No período analisado foram realizadas 965 MS, 349 com reconstrução imediata com RMGD. Destas, 154 realizaram LA imediata e 43 LA 2ºT. Não se verifica-ram diferenças quanto ao sexo, idade, TH, tamanho do tumor, TNA. A mediana gg removidos na LA imediata foi de 13(11-19) com 2gg+(0-2) e na LA 2ºT de 16(12-19) com 1gg+(1-2) (p0,1176). Não se registou RA num seguimento mediano de 36M(30-40). Discussão: A LA após reconstrução com RMGD não apresenta diferen-ças quanto à sua extensão ou RA comparativamente à LA imediata.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: Serviço Cirurgia Geral Hospital Beatriz Ângelo (1), Ser-viço Cirurgia Geral Hospital do Litoral Alentejano (2), Serviço Cirurgia Geral Instituto Português de Oncologia de Lisboa (3)

CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Cátia Fernandes da Cunha (1); Ana Isabel Cruz (2);

Rodrigo Oom (3); Cristina Costa (3); João Vargas Moniz (3); Antónia Santos (3); Rui Alves (3); João Leal-Faria (3); Catarina Rodrigues Dos Santos (3)

CONTACTO: Cátia Fernandes da Cunha E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 489)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Mastectomia Redutora de Risco em portadoras de mutação patogénica BRCA

RESUMO: Objetivo/Introdução: As mulheres (M) portadoras de mutações patogénicas dos genes BRCA1 e BRCA2 apresentam um risco de desenvolver um carcinoma da mama ao longo da vida de 55-85%. O rastreio baseado na ressonância magnética mamária nestas mulheres veio a trazer um benefício em relação ao estadio no diagnóstico, aumentando a proporção de carcinomas em estadio I. No entanto, a mastectomia redutora de risco é única intervenção que pode prevenir o apareci-mento do carcinoma da mama. Este estudo tem como objectivo analisar as cirurgias, tipos de reconstrução e complicações pós-operatórias e tardias, das doentes submetidas a mastectomia redutora de risco. Material e Métodos: Estudo descritivo das M portadoras de mutação BRCA1 e BRCA2 submetidas a mastectomias redutoras de risco entre Fevereiro 2009 e Novembro 2015 Resultados: Entre 2009 e 2015 foram realizadas 93 mastectomias redutoras de risco em 73 M (20 casos mastectomias bilaterais, 53 casos mastectomias con-tralaterais). Idade mediana 44(38-50)A. Todas as doen-tes realizaram mastectomia, tendo sido poupadora de pele/cam em 75 casos. A reconstrução foi realizada em 92 casos: 59 casos, imediata com utilização de reta-lho miocutâneo de grande dorsal e prótese em 83%; 33 casos, diferida com colocação de expansor. Regis-taram-se 22 casos de complicações pós-operatórias (Clavien III) e 4 doentes foram reoperadas por dor/ con-tractura crónicas. Discussão: A mastectomia redutora de risco em portadoras de BRCA apresenta nesta série uma morbilidade pos-operatória (Clavien ≥III) de 23,6% e global de 25,8%.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: 1- Serviço Cirurgia Geral Hospital do Litoral Alentejano; 2-Serviço de Ginecologia Hospital Funchal; 3-Clinica da Mama, IPOLFG

CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Ana Isabel Cruz(1), Sara Câmara(2), João Leal Faria(3),

Catarina Rodrigues dos Santos(3) CONTACTO: Ana Isabel Cruz E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 464)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Aplicação de Vacuoterapia em Loca Torácica Deis-cente no Contexto de Carcinoma Lobular Mamário com Invasão Muscular Peitoral

RESUMO: Objetivo/Introdução: Doente de 62 anos com edema duro e extenso da mama direita associado a dor, retra-ção mamilar e cansaço fácil há 3 meses. Antecedentes familiares de cancro da mama (mãe aos 80 anos, irmã aos 48 anos e sobrinha aos 37 anos) Material e Méto-dos: O estudo efectuado demonstrou extensa lesão infiltrativa com atingimento muscular peitoral, cutâ-neo e metastização óssea difusa. Histologia de carci-noma mamário invasivo lobular, grau 2 S/B, RE+90%,

RP+60%, Ki-67 10%, SISH negativo – luminal A. Iniciou zoledronato, letrozol e radioterapia neoadjuvante, com boa resposta após 1 ano. Submetida a mastectomia radical e retalho de avanço toracoabdominal. Um mês depois realizou retalho de rotação lateral por deiscência -sem sucesso -tendo Iniciado vacuoterapia que conti-nuou em ambulatório, com duração total de 3 meses e mudança de pensos a cada 72-96h Resultados: Perante os bons resultados pós-terapia de vácuo foi realizado enxerto cutâneo autólogo com epitelização do leito da ferida e optimização estetico-funcional Discus-são: A utilização de vacuoterapia numa ferida de gran-des dimensões em segmento irradiado revelou-se uma alternativa viável que não requer internamento. Deste modo, mostra-se um tratamento de suma importância em casos em que a elevada complexidade da ferida e a sua dificuldade de encerramento se apresentem como uma realidade, não só quando o leque de opções tera-pêuticas é limitado mas também quando se prevê que diminua o ónus financeiro, o tempo de internamento, a probabilidade de infecções e melhore a qualidade de vida

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Leiria-Pombal, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia II – Centro Hospitalar de Leiria CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Nuno Ventura Ferreira, Elza de Almeida, Margarida Tor-

gal, Ana Santos Couceiro, João Nobre, Mónica Laure-ano, Inês Gonçalves, Estela Ferreira, Miguel Coelho

CONTACTO: Nuno Henrique Ventura Ferreira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 405)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Tratamento Neoadjuvante no Cancro da Mama: A Experiência de um Centro

RESUMO: Objetivo/Introdução: O tratamento sistémico neoad-juvante (TSNA) está indicado em tumores localmente avançados ou inoperáveis;má relação tamanho do tumor/tamanho da mama, para permitir uma cirurgia conservadora com resultado estético favorável;HER2+ e triplo negativos estádios II e III.O obectivo foi ava-liar a resposta mamária e axilar ao tratamento neoad-juvante e os factores relacionados com uma resposta patológica completa (RPC). Material e Métodos: Con-sulta dos processos clínicos dos doentes com cancro da mama não metastizado submetidos a TSNA entre 01/2015 e 06/2017. A análise dos dados foi realizada com recurso ao SPSS. Resultados: Foram identifica-dos 77 casos, com uma média de idades de 57 anos (DP 12.54). Destes, 56 (72.7%) tinham metástases ganglionares e 37 (48%) um tumor primário avançado (cT3 ou cT4).Relativamente ao TSNA, 74 doentes rece-beram QT e 3 HT.A cirurgia do tumor primário foi em 23 doentes tumorectomia (29.9%) e em 54 mastecto-mia.24.7% apresentaram RPC na mama e 31.2% na axila.Na análise multivariada,o único factor que influen-ciou uma RPC foi a biologia tumoral (p<0.001).46.2% dos tumores triplo negativos e 56.5% dos tumores HER2+ tiveram RPC. Discussão: O TSNA é efectivo no ‘’downstaging’’ da doença mamária e axilar. A ausên-cia de respostas completas nos tumores luminais HER2 negativo sugere que a QT nestes casos, é opção, ape-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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nas em tumores localmente avançados inoperáveis.A elevada percentagem de RPC nos tumores HER2+ e triplo negativo sublinha a importância da seleção dos doentes em função da biologia tumoral.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral; Serviço de Oncologia

Médica (1) CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Autores: Sofia Fonseca, Lilite Barbosa, Joana Esteves,

Ana Joaquim (1), Carmen Carvalho, Fernanda Fernan-des, Jorge Maciel

CONTACTO: Sofia Filomena Pereira Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 112)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Validade do exame extemporâneo de gânglio senti-nela na cirurgia mamária e a sua aplicabilidade se-gundo as orientações mais atuais

RESUMO: Objetivo/Introdução: O estadiamento axilar é proposto a todas as doentes com diagnóstico de carcinoma inva-sor da mama, uma vez que tem implicações terapêuti-cas importantes, sendo a biópsia do gânglio sentinela um método fidedigno para doentes com axila clinica-mente negativa. Avaliação da fidelidade do exame ana-tomopatológico extemporâneo de gânglio sentinela e da acuidade deste na identificação de micrometastases, macrometastases ou invasão capsular, de forma a per-mitir a aplicabilidade do estudo Z0011 no mesmo tempo cirúrgico. Material e Métodos: Estudo retrospetivo com uma amostra composta por 150 doentes submetidas a cirurgia oncológica de mama desde Outubro de 2014 a Outubro de 2016. As cirurgias foram realizadas por quatro cirurgiões dedicados a patologia mamária. O exame anatomopatológico (extemporâneo e definitivo) foi realizado por uma única médica dedicada a patolo-gia mamária. Todos os doentes com gânglios sentinela positivos foram submetidos a esvaziamento ganglionar axilar. Estudo estatístico realizado por SPSS.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Mamária AUTORES: Ana Melo, Cátia Ferreira, Ricardo Pereira, Urania Fer-

nandes, Sílvia Silva, Ana Sofia Esteves, Rita Marques, Herculano Moreira, Paulo Avelar

CONTACTO: Ana Melo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 143)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Reparação laparoscópica de hérnia inguinal – 4 anos de TAPP

RESUMO: Objetivo/Introdução: A cura cirúrgica da hérnia ingui-nal é um dos procedimentos mais comuns na Cirurgia Geral. A reparação laparoscópica da hérnia inguinal é crescente devido às suas vantagens, nomeadamente menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida. O papel da laparoscopia é sobretudo importante na abordagem nas hérnias inguinais bilaterais e nas

recidivadas. Material e Métodos: Estudo retrospec-tivo observacional; consulta dos processos clínicos dos doentes submetidos a TAPP entre 2013 e 2016. Pretende-se caracterizar a amostra, avaliar os resulta-dos, avaliar se há diferença na recidiva com o uso de prótese auto-adesiva, e verificar se há diferença na dor com a fixação da prótese com tackers. Resultados: Entre 2013-2016 foram realizadas 110 reparações lapa-roscópicas. Pela classificação da HES, 63.8% eram hérnias laterais, 34.5% mediais e 1.7% femorais. 64.5% das hérnias eram bilaterais e 36.4% eram recidivadas. Quanto ao tipo de prótese utilizado, 34.5% foram auto--adesivas, 34.5% de polipropileno e 11.8% de dupla face. Destas 65.5% foram fixadas com tackers. A aná-lise estatística mostrou que, apesar de não ser estatisti-camente significativo, a fixação da prótese com tackers permite uma menor recidiva e que a não fixação da prótese com tackers origina menos dor. Discussão: A prótese auto-adesiva pode ser utilizada com segurança uma vez que não se verificou mais recidiva estatisti-camente significativa, constatando-se ainda menor dor associada a esta. O fato de não ser necessário a sua fixação torna o procedimento cirúrgico mais fácil.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: Mariana Leite, Bárbara Lima, Aires Martins, Álvaro

Gonçalves, Manuel Ferreira, Cristina Monteiro, João Lomba, Alberto Midões

CONTACTO: Mariana Lucinda da Silva Leite E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 290)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: HerCS – protocolo de um estudo observacional prospetivo multicêntrico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A correção da hérnia inguinal é um dos procedimentos mais comuns em cirurgia geral. Existem recomendações emitidas pela Sociedade Euro-peia de Hérnias sobre o tratamento da hérnia inguinal no adulto. No entanto, não há uma avaliação padro-nizada da abordagem desta patologia, em Portugal. O objetivo deste trabalho é caracterizar a abordagem cirúrgica eletiva da hérnia inguinal no adulto. Material e Métodos: Estudo observacional, de coorte, prospe-tivo e multicêntrico. Existirão três períodos de inclu-são, de duas semanas cada, a nível nacional. Serão incluídos doentes com ≥ 18 anos, submetidos a repa-ração eletiva de hérnia inguinal. Os outcomes primários serão: proporção de doentes submetidos a avaliação imagiológica pré-operatória, utilização de anestesia loco-regional e de profilaxia antibiótica, proporção de procedimentos realizados em regime ambulatório. Os outcomes secundários serão: taxa de complicações a 30 dias (segundo a classificação Clavien-Dindo) e pro-porção de doentes abordados por via laparoscópica. A recolha de dados decorrerá até 30 dias após a cirurgia. Discussão: Através de um modelo de investigação colaborativa, este projeto permitirá gerar hipóteses de investigação que conduzirão à otimização da aborda-gem eletiva da hérnia inguinal no adulto.

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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SERVIÇO: PtSurg – rede colaborativa portuguesa de investigação em cirurgia

CAPÍTULO: Cirurgia da Parede Abdominal AUTORES: PtSurg – rede colaborativa portuguesa de investigação

em cirurgia CONTACTO: António Sampaio Soares E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 458)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Patient Blood Management – 2 Anos de Programa num Centro Único

RESUMO: Objetivo/Introdução: A anemia e a utilização de hemo-derivados no período peri-operatório estão independen-temente associados a maior morbilidade e mortalidade, a maior tempo de internamento e consequentemente a maiores custos. O programa mundial Patient Blood Management (PBM) visa, através de uma abordagem holística e multidisciplinar, diagnosticar e tratar pre-cocemente a anemia pré-operatória nos doentes pro-postos para cirurgia major. Material e Métodos: Em Outubro de 2015, introduzimos o PBM no nosso centro, numa colaboração entre o Serviço de Cirurgia e o de Serviço de Sangue e Medicina Transfusional. Pretende--se a análise dos doentes integrados no PBM entre Novembro de 2015 e Novembro de 2017, num centro único. Resultados: Foram incluídos todos os doentes propostos para cirurgia major electiva. Dos doentes com anemia, 49 realizaram carboximaltose férrica. Foi registada uma subida da hemoglobina em >90% destes doentes, com um ganho superior a 1g/dL nas primei-ras semanas pós-administração do ferro endovenoso. Em apenas 4 casos foi necessário a administração de hemoderivados no período peri-operatório. A taxa de morbilidade foi similar à dos doentes anémicos não opti-mizados. Discussão: Conhecendo os efeitos nefastos da anemia e das transfusões, torna-se imperativo opti-mizar o doente pré-operatoriamente para minimizar a morbimortalidade a eles associada. O programa PBM é já uma realidade na cirurgia, mas em Portugal, no nosso entender, carece de divulgação, para que um dia esteja implementado em todas as alas cirúrgicas nacionais.

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral (1), Sangue e MedicinaTransfusional (2) CAPÍTULO: Outro AUTORES: Marta Fragoso (1), Ana Alagoa João (1), Vanessa Oliveira

(2), Énio Afonso (1), Anabela Barradas (2), Vitor Nunes (1) CONTACTO: Marta Ramos Fragoso E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 475)

SESSÃO: CO-MAMA/VÁRIOS

TÍTULO: Tumores do estroma gastrointestnal – 18 anos de experiência

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores do estroma gas-trointestinal (GIST) são raros e o seu comportamento varia do indolente ao agressivo. Os fatores que mais contribuem para o prognóstico são o índice mitótico,

a localização, o tamanho e a rotura. O único trata-mento curativo na doença localizada é a resseção cirúrgica. Este trabalho tem como objetivo avaliar a casuística do serviço, nomeadamente epidemiologia, apresentação, morbimortalidade, adjuvância, recidiva e seguimento. Material e Métodos: Estudo longitudi-nal retrospetivo dos doentes submetidos a cirurgia de resseção de GIST de Janeiro de 2000 a Novembro de 2017 no nosso serviço. Análise com recurso a Excel e SPSS. Resultados: Foram submetidos a resseção de GIST 74 doentes com idade mediana de 69 anos e predomínio do género feminino. A forma de apresen-tação mais frequente foi incidental (38%) seguida de hemorragia (34%). A cirurgia foi eletiva em 86% dos casos e a abordagem preferida a laparoscópica (65%). A taxa de morbimortalidade foi de 28% e 4%. O risco de comportamento biológico agressivo foi moderado a alto em 34%. Realizaram adjuvância com Imatinib 19% dos doentes. Dois doentes apresentaram metástases hepáticas síncronas e 11% recidivaram aos 30,5 meses (mediana). Destes 42% foram submetidos a resse-ção. À última observação 76% encontravam-se livres de doença e 10% falecidos por GIST. Discussão: Os resultados demonstram a importância do tratamento cirúrgico e do seguimento atento, com diagnóstico e abordagem atempada das recidivas, particularmente nos GISTs biologicamente agressivos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Outro AUTORES: Isabel Caldas, Leonor Matos, Rui Ferreira Almeida, Tro-

vão Lima, Mário Nora CONTACTO: Isabel Caldas Magalhães E-MAIL: [email protected]

SALA 1 09/03/2018 14:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 86)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Melhorar a fiabilidade das anastomoses esofágicas RESUMO: Objetivo/Introdução: A anastomose do esófago ao

estômago, cólon e jejuno pós esofagectomia é famosa pelas elevadas taxas de deiscência registadas, até nas melhores séries. É um truísmo culpar a má vascula-rização, arterial, venosa ou capilar do interposto pelo insucesso da cicatrização e pela deiscência/fistula. Os métodos objetivos tentados para avaliar a qualidade da circulação do interposto não provaram até agora ser fiá-veis, práticos, ou superiores ao juízo subjetivo do cirur-gião. Recentemente foi utilizado o verde indocianina (VIC) um corante fluorescente, numa tentativa de ava-liar a qualidade da circulação em cirurgia plástica, vas-cular e cirurgia geral, além da utilização já consagrada em oftalmologia. Material e Métodos: Já utilizámos por duas vezes este método para avaliar a circulação num tubo gástrico numa esofagectomia por estenose cáus-tica, e no colon transverso, interposto por via retroster-nal para restabelecimento da continuidade digestiva por perda do estômago e esófago. Os doentes eram

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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ambos jovens (<35 anos). A qualidade da circulação foi avaliada pelo cirurgião como excelente, o que coincidiu com a imagem fornecida pela fluorescência com VIC de grande riqueza vascular e rápidas chegada e cle-arence do contraste. Resultados: Não houve compli-cações ao nível destas anastomoses entre o esófago e o estômago ou cólon. Discussão: Concebemos um estudo prospetivo de validação da técnica (VIC) com um componente experimental em animal, para avaliar o seu valor na clínica e definir parâmetros objetivos para a sua utilização clínica

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Departamento de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: José Paulo Freire(1), Hélder Matos, Teresa Braga, João

Coutinho CONTACTO: José Paulo Freire E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 53)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Timing Gastrectomia Total Redutora de Risco em Portadores de Mutação Germinativa do Gene CDH1

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Síndrome de Carcinoma Gás-trico Hereditário de tipo Difuso (CGHD) condiciona risco de cancro gástrico difuso, com penetrância histológica perto de 100%, sendo a vigilância endoscópica prova-velmente inadequada e a Gastrectomia Total Redutora de Risco (GTRR) a medida profilática mais adequada. O objetivo é discutir o melhor timing para a GTRR. Material e Métodos: Estudo retrospetivo e unicêntrico, incidindo nos 35 portadores de mutações do CDH1 da nossa instituição, com mediana de idade de 36 anos [14-83] e igual distribuição de géneros. Resultados: De um total de 35 portadores, 18 já realizaram GTRR sem morbilidade major (mediana 41 anos [14-63]), com penetrância histológica para CGHD de 88.9% (16/18), todos confinados à lâmina própria (pT1a). 2 aguardam cirurgia. 15 recusaram a GTRR (mediana 30 anos [23-83]) e optaram pela vigilância endoscópica, sendo que em 3 foi diagnosticado já carcinoma gástrico de tipo difuso com EDA previa normal (23, 43 e 61 anos). Dis-cussão: A ineficácia da vigilância endoscópica para CGHD é reforçada por estes 3 casos, realçando a importância da GTRR. Alguns autores advogam GTRR no final da adolescência, início da terceira década ou ainda mais cedo que o índex. Na nossa opinião a GTRR deve ser realizada o mais precocemente pos-sível (na adolescência se necessário) e, até mesmo, após 70 anos, face às baixas taxas de morbi-mor-talidade deste procedimento e elevada penetrância histológica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São

João (1); Serviço de Genética da Faculdade de Medi-cina do Porto e i3S (2); Serviço de Anatomia Patológica, Centro Hospitalar de São João (3); Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina do Porto; Ipati-mup/i3S (4)

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Vítor Devezas(1); Manuela Baptista(1); Fabiana

Sousa(1); Cristina Fernandes(1); John Preto (1); Sérgio

Castedo(2); Luzia Garrido(2); José Barbosa(1); Fátima Carneiro(3),(4); J. Costa Maia(1)

CONTACTO: Vítor Bruno dos Santos Devezas E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 271)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Potencial preditor do estado nutricional no pós--operatório de doentes com carcinoma gástrico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma gástrico associa-se frequentemente a uma degradação do estado nutricio-nal. A malnutrição constitui um fator de risco de mor-bimortalidade peri-operatória. A avaliação nutricional permite identificar os doentes em risco e melhorar os resultados pós-operatórios. Este estudo teve como objetivo avaliar o estado nutricional pré-operatório dos doentes com carcinoma gástrico e a sua relação com a evolução pós-operatória e o estadio da doença. Material e Métodos: Estudo prospetivo, aprovado pela Comissão de Ética. Foram incluídos todos os doentes com carcinoma gástrico propostos para gastrectomia durante 1 ano. A avaliação pré-operatória do estado nutricional foi estabelecida utilizando dados laborato-riais, bioimpedância e scores nutricionais validados. As variáveis foram comparadas com a incidência de complicações pós-operatórias, tempo de internamento e estadio da doença. Resultados: Foram incluídos 60 doentes submetidos a gastrectomia total ou subtotal por adenocarcinoma gástrico. Uma maior perda de peso, um menor valor de albumina, um score MUST elevado e um PNI inferior associaram-se significativamente a uma maior taxa de complicações, a um internamento mais prolongado e a um estadio de doença mais avan-çado. Discussão: O estado nutricional do doente com carcinoma gástrico influenciou, nesta população, a sua evolução pós-operatória. Doentes com maior risco nutricional associaram-se a um estadio de doença mais. A avaliação do estado nutricional permite identifi-car doentes em risco e melhorar o outcome.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia B, Centro Hospitalar e Universi-

tário de Coimbra; (2) Serviço de Medicina Interna, Cen-tro Hospitalar e Universitário de Coimbra

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Dr.ª Marta Costa (1), Dr.ª Helena Temido (2), Dr.ª Caro-

lina Canhoto (1), Dr.ª Patrícia Mendes (2), Dr.ª Vânia Borba (2), Dr.ª Ana Bento (1), Dr. Fernando Manata (1), Prof. Lelita Santos (2), Prof. Fernando Oliveira (1), Prof. Júlio Leite (1)

CONTACTO: Marta Raquel Pereira da Costa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 179)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Fatores Influenciadores da Sobrevivência nos Car-cinomas Gástricos sem Invasão Ganglionar

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os doentes com carcinoma gás-trico sem invasão ganglionar locorregional apresentam melhor sobrevivência, mas há casos de recorrência da

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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doença. Pretendeu-se determinar os fatores influencia-dores da sobrevivência nos carcinomas gástricos sem invasão ganglionar Material e Métodos: Estudaram--se 116 doentes (67 homens;49 mulheres) operados por carcinoma gástrico entre 2006 e 2014, sem inva-são ganglionar (N0). Os doentes tinham idade média de 68,5 anos (min. 44;máx. 88). Foram submetidos a gastrectomia subtotal 62 doentes e 54 a gastrectomia total. Nenhum doente realizou tratamento neoadju-vante. A localização dos tumores era: proximal em 14 casos, média em 30 e distal em 72. A análise histoló-gica revelou carcinoma indiferenciado em 38 casos e diferenciado em 78. A dimensão média dos tumores era 42mm. Os tumores foram estadiados: 53 casos como T1; 32 como T2; 29 como T3 e 2 como T4. Verificou-se presença de permeação linfática em 48 casos. Dezas-seis doentes realizaram tratamento adjuvante Resul-tados: Ocorreu recorrência da doença em 18 casos (recidiva local(7); metástases(13)). Dezanove doentes faleceram devido à doença. A sobrevivência global aos 5 e 10 anos foi respetivamente 84,6% e 75,2%. Os fatores com impacto significativo na sobrevivência foram: grau de invasão tumoral da parede (estadio T) (p=0,005), permeação linfática (p=0,03) Discussão: Os fatores que influenciaram a sobrevivência nos casos de carcinoma gástrico sem invasão ganglionar foram: profundidade de invasão tumoral da parede (estadio T) e permeação linfática

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Cirurgia B (1) CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Catarina Melo (1), António Bernardes (1), Emília Fraga

(1), Cristina Camacho (1), João Almeida (1), Júlio S. Leite (1)

CONTACTO: Catarina José Monteiro Campos de Melo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 330)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Factores de Prognóstico após Gastrectomia de In-tenção Curativa no Carcinoma Gástrico Localmente Avançado sem Metástases Ganglionares

RESUMO: Objetivo/Introdução: A metastização ganglionar é o factor de prognóstico mais importante em doentes com carcinoma gástrico localmente avançado. O objectivo deste trabalho é identificar factores com impacto no prognóstico dos doentes com carcinoma gástrico local-mente avançado sem metástases ganglionares. Mate-rial e Métodos: Estudo retrospectivo envolvendo 476 doentes com carcinoma gástrico submetidos a cirurgia de intenção curativa entre Janeiro/2010 e Dezembro /2015 no nosso hospital. Seleccionados 61 casos de carcinoma gástrico T2-4 sem metastização ganglio-nar. Analisadas múltiplas variáveis clínico-patológicas. Resultados: Em análise univariada verificou-se que o tipo de linfadenectomia, a classificação macroscópica do tumor, o pT e a transfusão peri-operatória apre-sentam correlação estatisticamente significativa com a recidiva, enquanto que a localização do tumor, o pT, a idade e a transfusão peri-operatória se relacionam com a sobrevida global. Na análise multivariada, o tipo de linfadenectomia e a transfusão peri-operatória cor-

relacionam-se de forma independente com a recidiva e a idade e a transfusão peri-operatória com a sobre-vida global. Discussão: O tipo de linfadenectomia e a transfusão peri-operatória são factores preditores de recidiva e a idade e a transfusão peri-operatória têm influência na sobrevida global. Assim, consideramos que deve ser considerado tratamento adjuvante mais agressivo e uma vigilância mais apertada em doentes com estes factores.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Cristina Fernandes, Hugo Santos-Sousa, Beatriz Cal-

deira, Fabiana Sousa, Mariana Fernandes, Bárbara Castro, Vítor Devezas, Ana Fareleira, Marisa Aral, José Barbosa, José Costa-Maia

CONTACTO: Cristina Jesus Costa Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 346)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Efeito da reconstrução BII e Y de Roux na Diabetes Mellitus tipo 2

RESUMO: Objetivo/Introdução: Relatos de dramáticas resoluções da hiperglicemia foram repetidamente reportados após gastrectomia e mais tarde com a cirurgia bariátrica, evi-denciando que a diabetes pode ter tratamento cirúrgico. Material e Métodos: Um coorte de diabéticos(n=41) submetidos a gastrectomia com reconstrução BII/Y de Roux (YR) por neoplasia/complicações da doença de refluxo, foram prospetivamente avaliados no pré/pós--operatório quanto à perda de peso, perfil glicémico, tempo de diagnóstico, toma de ADO, remissão dos cri-térios de diabetes. Resultados: Em 7 dos 41 doentes a histologia foi benigna. Os 2 grupos: BII e YR foram semelhantes no pré-operatório quanto ao IMC (28,8BII vs 27,1YR), distribuição por género e idade (66BII vs 65YR, anos). Ocorreu remissão de diabetes em 27,8% com YR, 5,9% com BII (p=0,08).A variação do IMC foi de 3,55 no BII e de 15,95 kg/m2 para o YR (p<0,05). A melhoria do controle metabólico ocorreu de forma diferente nos grupos BII e YR : 31,3%vs66,7%(p=0,03) de redução da terapêutica anti-diabética, respecti-vamente; os valores médios de HgA1c reduziram de 8,03vs7,04 para 6,96vs5,99(p=0,04). O tempo de duração da doença DM2 e a realização de QT, não pareceram ter influência na remissão. Discussão: A remissão DM2 ocorreu em 14,6%, com melhoria do controle metabólico em 43,9% dos restantes. O tipo de reconstrução parece ter influência na melhoria do controle glicémico. Não obesos com bypass duodenal (BII e YR) melhoraram de forma significativa a Dia-betes, embora com taxas inferiores às dos obesos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Mariana Costa, Marta Guimarães, Tiago Morais, Sara

Lourenço, Catarina Osório, Luciana Costa, José Reis, Rui Ferreira de Almeida, Florinda Cardoso, Artur Tro-vão, Mariana Monteiro, Mário Nora

CONTACTO: Mariana da Silva Costa E-MAIL: [email protected]

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 363)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Resultados clínicos dez anos após a cirurgia anti--refluxo

RESUMO: Objetivo/Introdução: Vários estudo mostram que a cirurgia antirefluxo laparoscópica é eficaz a curto e médio prazo para tratamento da doença de refluxo gastroesofágico (DRGE). O objectivo deste trabalho é avaliar os resultados do tratamento 10 anos após cirur-gia. Material e Métodos: Foram avaliados 61 doentes submetidos a cirurgia pelo menos há dez anos (Janeiro de 2004 e Dezembro de 2006) tendo sido aplicados dois questionários de qualidade de vida traduzidos para português (GERD – Health Related Quality of Life Questionnaire e Gastrointestinal Quality of life Index [GIQLI]). Resultados: Dos 61 doentes operados, um morreu durante o follow-up. Foi realizada fundoplica-tura laparoscópica de Nissen em 59 doentes e fundo-plicatura parcial posterior de Toupet em 1 doente, 60% eram sexo feminino. No pré operatório os sintomas mais prevalentes foram a pirose (77%) e regurgitação (15%). 37 doentes tinham hérnia do hiato associada. O tempo médio de follow up em consulta foram 5 anos: 8 doentes tiveram recidiva sendo que 2 doentes foram submetidos a operações de revisão (REDO). O uso de inibidores da bomba de protões (IBP) foi aumen-tando gradualmente resultando em 35% aos 10 anos. Os efeitos adversos mais comuns são a flatulência e distensão abdominal. Os scores dos questionários foram significativamente melhores do que os scores de doentes sob terapêutica médica com IBP. Discussão: A fundoplicatura laparoscópica é um tratamento eficaz a longo prazo da DRGE: elimina a necessidade de uso IBP e melhora a qualidade de vida da maioria dos doentes.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Porto, EPE SERVIÇO: Departamento de Cirurgia, Serviço de Cirurgia Geral –

Unidade de Cirurgia Digestiva, Hospital de Santo Antó-nio, Centro Hospitalar Universitário do Porto

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Teresa Freitas Correia, Isabel Mesquita, Mário Marcos,

Carlos Nogueira, Jorge Santos CONTACTO: Teresa Correia E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 270)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Tratamento neoadjuvante vs cirurgia no adenocar-cinoma da junção esofagogástrica

RESUMO: Objetivo/Introdução: O tratamento multimodal dos doentes com adenocarcinoma da junção esofagogás-trica (AJEG) é controverso. O objetivo deste estudo é avaliar o benefício da utilização da quimioterapia perioperatória nestes doentes. Material e Métodos: Estudo retrospectivo. Foram revistos todos os doen-tes submetidos a cirurgia por AJEG entre 2009-2014 Os doentes foram classificados em dois grupos (QT e cirurgia vs cirurgia) e comparados Resultados: Incluí-dos 109 doentes. Trinta e três doentes (30%) realiza-ram quimioterapia neoadjuvante Não foram observadas

diferenças significativas na idade, género, presença de comorbidades, pontuação ASA, classificação Siwert, tipo histológico, tipo de cirurgia e resseções R1 entre os dois grupos. Não houve uma diferença significativa na sobrevivência global (QT 42% vs sem QT 35%), sobrevida específica de doença e sobrevida livre de doença. No entanto, na análise do subgrupo que res-pondeu favoravelmente ao tratamento com QT perio-peratória podemos constatar que houve uma melhoria significativa nas taxas de R0 (92%), recidiva (23%), OS (70% aos 5 anos, HZ: 10,85), DSS (84%) e DFS (77%) quando comparados com os doentes submeti-dos a cirurgia inicialmente. Discussão: A quimiotera-pia perioperatória mostrou-se uma terapêutica segura. Menos de metade dos doentes responderam favoravel-mente à terapêutica para os quais existiu um benefí-cio claro na sobrevivência global e taxas de recidiva. No entanto existe um subgrupo de doentes que não beneficia deste tratamento e teve inclusivelmente pior prognóstico

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia do Porto Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: Oncologia Cirúrgica / IPO Porto CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Pedro Martins (1) Mariana Peyroteo (1) Rita Canoti-

lho (1) Helena Pereira (1) Donzília Brito (1) Abreu de Sousa (1)

CONTACTO: Pedro Carvalho Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 499)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Deiscência de anastomose esófago-jejunal: experi-ência de um Serviço

RESUMO: Objetivo/Introdução: A deiscência esófago-jejunal após gastrectomia é uma complicação, que embora rara (2,7-12,3%), é responsável pelo aumento da mor-bilidade e mortalidade pós-operatórias. Os autores apresentam a experiência do Serviço na abordagem desta complicação. Material e Métodos: Estudo retros-petivo de doentes submetidos a gastrectomia total, por patologia maligna, na nossa Instituição, entre Janeiro de 2012 e Dezembro de 2016. Registaram-se carac-terísticas clinico-patológicas e outcomes. Resultados: Foram efectuadas 172 gastrectomias/totalização de gastrectomia, das quais 41,3% por laparoscopia. A maioria dos doentes (58,7%) era do sexo masculino, com idade média de 64 anos (14-88). Registaram-se 6 (3,49%) deiscências de anastomose esófago-jejunal que ocorreram sobretudo em doentes mais idosos e submetidos a laparotomia. O diagnóstico foi efectuado, maioritariamente, por técnica imagiológica (angioTC) e com um mediana de 8 dias de pós-operatório. Mais de metade dos doentes (4) beneficiou de uma aborda-gem não-cirúrgica (tratamento conservador ou endos-cópico), enquanto que 2 doentes necessitaram de re-intervenção cirúrgica. A taxa de mortalidade foi de 33,3% (2/6 doentes). Discussão: De acordo com os resultados da nossa série confirmamos que a deiscên-cia após gastrectomia total é uma complicação rara. O diagnóstico precoce é essencial para o decisão do tratamento mais adequado, a fim de minimizar compli-

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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cações associadas. A abordagem conservadora tem ganho terreno, nomeadamente com os avanços mais recentes da terapêutica endoscópica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Diana Gonçalves, Telma Fonseca, John Preto, José

Barbosa, J. Costa-Maia CONTACTO: Diana Gonçalves E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 239)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Doença Do Refluxo Gastroesofágico Após Gastrec-tomia Vertical Calibrada – Estudo Retrospectivo

RESUMO: Objetivo/Introdução: O impacto da Gastrectomia Ver-tical Calibrada (GVC) no desenvolvimento de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) tem gerado con-trovérsia. Pretende-se avaliar a evolução da DRGE nos doentes submetidos a GVC numa Unidade de Trata-mento Cirúrgico da Obesidade. Material e Métodos: Entre Outubro de 2010 e Outubro de 2017 foram sub-metidos a GVC 432 doentes. Destes, foram seleccio-nados os primeiros 100 doentes que quiseram aderir ao estudo. Foi realizada análise retrospectiva das suas características clinico-patológicas e foram submetidos aos questionários RDQ (Reflux Disease Questionnaire) e GERD-HRLQ no pré-operatório e após a GVC, com follow-up médio de 59,65+-8,8 meses. Resultados: Dos doentes em estudo: 90% eram mulheres, idade média de 46 anos, IMC inicial 45,36; comorbilidades presentes em 89%. Todos os doentes realizaram EDA pré-operatória, tendo-se identificado Esofagite em 18% (grau A de Los Angeles); 21% apresentavam hérnia do hiato. No pré-operatório tinham um score RDQ médio de 1,23 e um score médio de 3,23 no GERD-HRQL. Associadamente à GVC, 4% foram submetidos a cruro-plastia. 24% realizaram EDA no pós-operatório, sendo detectada Esofagite em 4% (3 grau A, 1 grau D). Após a GVC tiveram um score RDQ médio de 1,22 e de 2,34 no GERD-HRQL (p<0,05). Discussão: A GVC não se associou a aumento significativo de sintomas de DRGE.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia A, Hospitais da Universidade de

Coimbra – Centro Hospitalar e Universitário de Coim-bra, e Clínica Universitária de Cirurgia III da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra(1), Nutrição Clínica, Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (2), Serviço de Endocrinolo-gia, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (3)

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Marisa Tomé(1), António Milheiro(1),J Carlos Cam-

pos(1), Alexandre Monteiro(1), Beatriz Costa(1), Mónica Martins(1), Benilde Barbosa(2), Lelita Santos(2), Patrí-cia Oliveira(3), Dírcea Rodrigues(3), Júlio Leite(1)

CONTACTO: Marisa Isabel Trindade Tome Marques Alves E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 407)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Score Glasgow-Blatchford: preditor de mortalidade e complicações na hemorragia digestiva alta?

RESUMO: Objetivo/Introdução: Diversos scores foram desen-volvidos com o intuito de prever necessidade de terapêutica,re-sangramento e mortalidade nos doen-tes com hemorragia digestiva alta Material e Méto-dos: Análise retrospetiva dos doentes admitidos por HDA(2015-2016).Avaliado o valor preditivo do score de Glasgow-Blatchford(SGB)para necessidade transfusional,cirurgia urgente,dias de internamento e mortalidade.Ajustado para idade,sexo e comorbi-lidades.Utilizada estatística não paramétrica.Aná-lise regressiva binomial e análise de curvas ROC. Resultados: Incluídos 98doentes,71% homens,idade mediana 70anos e SGB mediano de 12. 12doentes com re-sangramento e 7 submetidos a cirurgia urgente; 7,1%(n=7)de mortalidade. O SGB foi independente do sexo,comorbilidades e dias de internamento.A neces-sidade de transfusão e mortalidade associaram-se a SGB significativamente superiores.A re-hemorragia e necessidade de cirurgia urgente foram independen-tes do SBG. Na análise regressiva,o SGB foi fator preditor de necessidade transfusional(p<0.001)e de mortalidade(p=0.013),embora nesta última sem signi-ficância estatística após ajuste para idade e comorbi-lidades.Da análise de curvas ROC,a necessidade de suporte transfusional e mortalidade em função do SGB demonstrou AUC 0.81(p8 e SGB> 13,respetivamente Discussão: O SGB foi útil como preditor da necessi-dade de transfusão e mortalidade com cut-off otimizado de 6 e 13 respetivamente.Não foi bom discriminador de re-sangramento,cirurgia urgente e dias de interna-mento

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Joana Magalhães, Ana Marta Pereira, Rui Almeida,

António Reis, Marta Guimarães, Artur Trovão, Gil Gon-çalves, Mário Nora

CONTACTO: Joana da Silva Magalhães E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 226)

SESSÃO: CO-EGD 2

TÍTULO: Impacto da Quimioterapia neoadjuvante na morta-lidade e morbilidade pós-operatória nos doentes submetidos a gastrectomia por cancro gástrico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A quimioterapia neoadjuvante (QTneo) é usada com o objetivo de melhorar a sobre-vida dos doentes com cancro gástrico(CG). Vários estudos concentraram-se nos benefícios a longo prazo, mas não tanto nos efeitos colaterais a curto prazo. Uma questão que se mantem sem resposta relaciona-se com o impacto da QTneo no curso pós-operatório. Uma vez que a QT promove supressão da medula óssea, danos estruturais da barreira intestinal, alteração do processo de regeneração, colocou-se a hipótese do uso da QTneo poder aumentar o número de complicações

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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pós-operatórias(PO). Material e Métodos: Analise retrospetiva de 216 doentes com CG ressecável, sub-metidos a cirurgia entre 2009 e 2017. Comparar dados demográficos, clínicos, operatórios, morbilidade e mor-talidade dos 163 doentes submetidos a cirurgia(CIR) com os 53 doentes submetidos a QTneo seguido de cirurgia(QTCir). Resultados: A morbilidade PO foi de 45% no grupo CIR e 44% no grupo QTCir, a mortali-dade respetivamente de 7,9% e 3,7% (p0,266). A taxa de complicações segundo a classificação Clavien não apresentou diferença significativa (p0,918). Quando analisadas as complicações mais relevantes, entre o grupo CIR e QTCir, não se verificou diferença estatisti-camente significativa. 6,1% Vs 8,7% de deiscência do coto duodenal, 8,2% Vs 15% de deiscência da anasto-mose e 12% Vs 6% de infeções noutros órgãos. Dis-cussão: Este estudo não demonstra impacto da QTneo na morbilidade global pós-operatória, considerando-se uma terapia segura, com benefícios a longo prazo, já comprovados.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia Geral 1, (2) Serviço Cirurgia

Geral 2, (3) Oncologia Médica, (4) Diretor de Serviço de Cirurgia Geral da ULSAM

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Manuel A.V.Ferreira(1), Álvaro Gonçalves(2), Aires

Martins(1), Mariana Leite(1), Cristina Monteiro(1), Ana Simas (3), Jesus Ventura(1), Eduardo Vasconcelos(2), Francisco Fazeres(1), Alberto Midões(4)

CONTACTO: Manuel Alexandre Barreiros Viana Fernandes Ferreira E-MAIL: [email protected]

SALA 2 09/03/2018 14:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 142)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Fatores Preditores de Complicações na Cirurgia da Parótida

RESUMO: Objetivo/Introdução: Introdução: Os tumores da paró-tida são raros. O tratamento gold standard é a cirurgia, com morbilidade não desprezível. Objetivos: Identifi-car fatores preditores de complicações na cirurgia da parótida. Material e Métodos: Estudo retrospetivo dos casos de tumores da parótida confirmados por diagnós-tico anátomo-patológico de 1 de Janeiro de 2009 a 31 de Dezembro de 2016. Foram avaliados vários parâ-metros. Análise estatística em Microsoft Excel® e IBM SPSS Statistics 20®, realizada análise uni e multiva-riada (p<0.05). Resultados: Foram diagnosticados 73 casos de tumores da parótida, com idade média de 54 anos e 64.4% (n=47) homens. O tumor localizava-se mais frequentemente no lobo superficial (n=52, 71.2%), com um tamanho médio de 25.7mm, sendo que 85% dos tumores eram benignos. Os doentes foram maio-ritariamente submetidos a cirurgia (n=68), sendo as cirurgias mais frequentes a parotidectomia supra--facial (n=45) e parotidectomia total (n=15). Analisando as complicações 22 doentes (32.8%) apresentaram disfunção temporária do nervo facial, mas apenas 8

(11.9%) disfunção permanente do nervo facial. Identifi-cou-se como fator preditor de complicação a extensão da cirurgia (p=0.029, OR=4.1). Estando a disfunção permanente do nervo facial também associada à exten-são da cirurgia (p=0.039, OR=7). Discussão: A cirurgia apresenta uma morbilidade não desprezível. Cirurgias mais extensas apresentam um risco aumentado em 4 vezes de complicações e de 7 vezes para a disfunção permanente do nervo facial.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Oeste SERVIÇO: Cirurgia Geral do Centro Hospitalar do Oeste (1), Cirur-

gia Geral do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho

CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Rodrigues A. (1), Azevedo J. (2), Graça S. (2), Póvoa

A. (2), Soares C. (2), Silva A.(2), Matos L.(2), Gandra L.(2), Maciel J.

CONTACTO: Ana Luísa Ascenso Rodrigues E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 234)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Pode a ecografia orientar nódulos Bethesda III-V quanto à sua malignidade?

RESUMO: Objetivo/Introdução: O Sistema de Classificação de Bethesda revolucionou a orientação da patologia tiroi-deia ao estandardizar e categorizar as amostras tiroi-deias obtidas por aspiração com agulha fina (CAAF), estratificando o risco de malignidade e auxiliando a orientação terapêutica. Pretende-se verificar a utili-dade de alguns achados ecográficos como preditores do risco de malignidade para as categorias Bethesda III-V (diagnóstico suspeito ou indeterminado). Material e Métodos: Estudo retrospetivo dos doentes submeti-dos a cirurgia tiroideia entre 2014 e 2016. Excluíram--se doentes com hipertiroidismo, idade <18 anos e doentes submetidos a totalização de tiroidectomia após diagnóstico de neoplasia. Resultados: Obteve-se uma amostra de 403 doentes, tendo 92 doentes (23%) um diagnóstico histológico maligno. Todos tinham realizado ecografia cervical pré-operatória. Destes, 378 doentes (94%) tinham realizado CAAF, tendo 207 doentes uma CAAF compatível com as categorias Bethesda III-V. A análise exploratória da amostra mostrou uma associa-ção entre nódulos <2cm (p=0,003; OR: 2,14), morfolo-gia sólida (p=0,013; OR: 3,03) e malignidade. Quando esta análise foi realizada para o grupo Bethesda III-V, nenhuma destas associações se manteve estatistica-mente significativa. Discussão: Apesar de algumas características ecográficas estarem associadas a um maior risco de malignidade, o tamanho ecográfico dos nódulos e a sua morfologia não podem ser utilizados isoladamente como preditor de malignidade nos doen-tes com uma citologia suspeita ou indeterminada.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Porto, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Paula Filipa Marques, Eunice Vieira e Monteiro, Berta Bar-

bosa, Raquel Inez Correia, Cláudia Paiva, Tânia Teixeira, Isabel Novais, António Moreira da Costa, Vitor Valente

CONTACTO: Paula Filipa Borges Marques E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 316)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Ectopias Em 100 Paratiroidectomias Consecutivas RESUMO: Objetivo/Introdução: A correta identificação das para-

tiróides é a principal dificuldade da cirurgia do hiperpa-ratiroidismo (HPT) e fundamental para o seu sucesso. A probabilidade de existirem glândulas patológicas ectópicas é 15-20%, devido ao seu desenvolvimento embrionário e peso, à força de atracção negativa torácica e aos movimentos de deglutição. As ectopias múltiplas são raras e apresentam um desafio cirúrgico particular. Material e Métodos: Com o objectivo de avaliar as ectopias, os autores analisaram prospec-tivamente os últimos 100 doentes operados por HPT (primário: 77; renal: 23) de 5/1/1916 a 7/11/2017: 26 homens e 74 mulheres. Resultados: Encontraram-se 24 ectopias: 10 em 78 glândulas de HPT primário (13%) e 14 em 82 glândulas de HPT renal (17%). Em 4 casos eram múltiplas. A localização das ectopias foi: 3 intra-tiroideias, 3 no sulco traqueoesofágico, 2 retrotraque-ais, 2 retroesofágicas, 1 posterior ao pedículo vascular superior, 10 tímicas e outras 3 mediastínicas (1 retroes-ternal e 2 pré-vertebrais). Todas as paratiroidectomias foram efectuadas por cervicotomia (1 videoassistida). Apresentamos mais detalhadamente 2 casos (1 retro-esternal e 1 pré-vertebral). Discussão: Os autores salientam que: •Se verificou uma frequência de ecto-pias semelhante à referida na literatura. •A localização glandular por ecografia feita idealmente por cirurgião após cintigrafia e se necessário por RMN/TAC, assim como a experiência da equipa cirúrgica na identificação das paratiróides, são os factores mais importantes para o êxito destas intervenções.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Unidade de Cirurgia Endócrina e Cervical1. Serviço de

Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: João Capela Costa1, Matos Lima1, J. Costa Maia CONTACTO: João Capela Costa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 391)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Adrenalectomia: 10 anos de experiência RESUMO: Objetivo/Introdução: Na abordagem cirúrgica da

suprarrenal, a laparoscopia é o procedimento padrão.Tendo em conta o baixo número de doentes e a curva de aprendizagem, alguns autores recomendam a sua realização em centros de referência. Objetivo:rever o resultado patológico e a morbimortalidade associada à adrenalectomia laparoscópica, num hospital distrital. Material e Métodos: Análise retrospetiva dos doen-tes submetidos a adrenalectomia entre janeiro 2007 e dezembro 2016. Resultados: Foram realizadas 35 adrenalectomias, 23 pela Cirurgia e 12 pela Urologia. A média de idades foi de 57anos, com predomínio do sexo feminino. A indicação cirúrgica mais frequente foi a suspeita de malignidade em 40% (29% tama-nho da lesão),seguindo-se a suspeita de feocromoci-toma(37%) e o síndrome de Conn(20%). A laparoscopia

foi o procedimento padrão em 32doentes, sendo os res-tantes 3 submetidos a abordagem laparotómica. Todos os procedimentos foram realizados por especialistas. O tempo operatório médio foi de 127min. Observamos 9% de complicações intraoperatórias e 3% pós-operatórias na laparoscopia, comparativamente a 33% complica-ções pós-operatórias na abordagem aberta. O tempo de internamento médio foi de 5,5dias na laparoscopia e 7,7dias na cirurgia aberta. A patologia revelou lesões maioritariamente benignas(adenomas) e não funcio-nantes. 1 doente foi reoperado e não se registou mor-talidade. Discussão: A adrenalectomia laparoscópica é um procedimento seguro,sendo os resultados pato-lógicos e de morbimortalidade semelhantes aos de um hospital central.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE SERVIÇO: 1- Serviço de Cirurgia Geral; 2- Serviço de Urologia CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Vânia Fernandes (1), Rui Neves (1), Teresa Mónica

Rocha (1), Licínio Soares (1), Joaquim Lindoro (2), Manuel Oliveira (1)

CONTACTO: Vânia Isabel Gomes Alves Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 397)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Nódulo da tiróide – quais os trunfos no diagnóstico pré-operatório de malignidade?

RESUMO: Objetivo/Introdução: A citologia aspirativa por agulha fina (CAAF) é considerada o método com maior acui-dade diagnóstica para avaliar nódulos tiroideus e selec-cionar doentes para cirurgia. A classificação TIRADS estratifica o risco de malignidade destes nódulos. O objectivo deste estudo foi avaliar o valor preditivo nega-tivo de malignidade da classificação TIRADS nos doen-tes com CAAF indeterminada. Material e Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo dos doentes operados à tiroide entre Janeiro de 2014 e Outubro de 2017 cuja CAAF pré-operatória foi não diagnóstica ou compa-tível com atipia de significado indeterminado (FLUS). As ecografias e as CAAFs foram revistas, segundo a classificação TIRADS e Bethesda, e comparadas com a histologia. Resultados: Dos 326 doentes submetidos a cirurgia, 32 foram elegíveis para o estudo. A CAAF pré-operatória foi não diagnóstica em 12 doentes (37%) e compatível com FLUS em 20 (63%) casos. Destes, 25 (78%) apresentavam lesões benignas e 7 (22%) lesões malignas no diagnóstico histológico. O valor preditivo negativo de malignidade da classificação TIRADS foi de 80%, no entanto o valor preditivo positivo foi de 34%. A taxa de falsos negativos foi de 20%. Discussão: A uniformização da classificação ecográfica do nódulo da tiroide relativamente à suspeição de malignidade deve ser complementar à avaliação citológica sobretudo nas categorias indeterminadas para malignidade. A conjugação dos dois exames aumenta a sensibilidade diagnóstica na seleção do doente e da abordagem cirúrgica.

HOSPITAL: Hospital Beatriz Ângelo SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Marisa Peralta Ferreira, Mafalda Sousa Fernandes,

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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Rita Roque, Maria Olimpia Cid, Maria Manuela Mon-teiro, Rosa Madureira, Cristina Valadas, Luís Féria, Rui Maio

CONTACTO: Marisa Henriques Gomes Peralta Ferreira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 471)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Correlação Entre Os Resultados Citopatológicos E O Exame Histológico De Lesão Folicular De Signifi-cado Indeterminado E Tumor Folicular

RESUMO: Objetivo/Introdução: Em 2015 o nosso Grupo anali-sou as Citologias que realiza e correlacionou os resul-tados de Lesão Folicular de Significado Indeterminado (LFSI) e de Tumor Folicular (TF) com o exame his-tológico, obtendo uma percentagem de carcinomas significativamente superior à descrita na literatura. O objetivo deste trabalho é atualizar os nossos resulta-dos e fazer esta correlação num número superior de doentes, atendendo à revisão de 2017 do Sistema de Classificação de Bethesda (SCB) e à reclassificação do Carcinoma Papilar variante folicular (CP vf). Material e Métodos: Efetuámos um estudo retrospetivo (2013 – Junho, 2017) dos doentes com resultados de LFSI e de TF. Para a análise estatística foi utilizado SPSS Statistics. Resultados: Encontrámos 150 lesões com resultado de LFSI: 59 foram submetidas a excisão cirúr-gica, obtendo-se 15 resultados de Carcinoma Papilar (CP), 8 de CP vf e 1 CP incidental. Verificou-se asso-ciação estatisticamente significativa (p = 0,009) entre género masculino e resultado de CP. Todos os doentes com resultado de TF (102 lesões) realizaram cirurgia, com 28 resultados de CP, 2 CP vf, 2 CP incidentais e 1 Carcinoma Folicular. Discussão: Dos doentes com LFSI submetidos a cirurgia, 39% tiveram histologia de CP (discretamente superior ao estimado na revisão do SCB). Nos doentes com TF foi obtida uma histologia maligna em 30% (sobreponível aos valores descritos atualmente). Considerando a reclassificação dos CP vf, a percentagem de casos de malignidade nos doentes com LFSI e TF foi de 25% e 28% respetivamente.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Setúbal, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Hospital de São Bernardo,

Centro Hospitalar de Setúbal, E.P.E. CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Joana Seabra, Artur Rocha, Sofia Guerreiro, Henrique

Candeias, Rosário Eusébio, Luís Cortez CONTACTO: Joana Fonseca Seabra E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 212)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Carcinoma papilar da tiroide de risco baixo e inter-médio: fatores clinicopatológicos associados a má resposta ao tratamento com I131

RESUMO: Objetivo/Introdução: Segundo a ATA, os doentes com carcinoma papilar da tiróide (CPT) T1b, T2, T3 (>4cm), T3 (extensão extratiroideia mínima – EET) N0 tem um risco baixo a intermédio de recidiva. Por esse motivo

a terapia com Iodo131 não está formalmente indicada. Os objetivos são avaliar a resposta ao tratamento pri-mário e os fatores de má resposta terapêutica. Mate-rial e Métodos: Estudo retrospectivo dos doentes com diagnóstico de CPT de baixo e intermédio risco de recidiva submetidos a tiroidectomia total e terapêutica ablativa com I131 desde Janeiro de 2010 a Dezembro de 2016. Avaliação dos níveis de Tiroglobulina (TG) no pós-operatório e 1 ano após a ablação com I131. A resposta ao tratamento foi classificada como completa, incompleta (bioquímica ou estrutural) e indeterminada (ATA 2015). Resultados: O estudo incluiu 101 doentes com uma idade média de 51 anos. 44 doentes (43,6%) eram T1b; 15 doentes (14,9%) eram T2, 3 doentes (3,0%) eram T3 (>4cm) e 39 doentes (38,6%) eram T3 (EET mímina). Todos os doentes foram submetidos a tiroidectomia total e terapia de ablação com I131. Após 1 ano de follow-up, a resposta foi completa em 58 doen-tes (57,4%), estrutural incompleta em 16 (15,8%), bio-química incompleta em 7 (6,9%) e indeterminada em 20 (19,8%). Discussão: Na análise estatística os fatores associados a resposta completa/resposta incompleta foram o valor pós-op de tireoglobulina estimulada (TGe) (8,1 vs. 22,7 ng/mL) e o valor de TGe após um ano do tratamento (0,2 vs. 18,5ng/mL).

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar de Vila

Nova de Gaia/Espinho (1), Serviço de Endocrinologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (2)

CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Hugo Louro (1), José M. Azevedo (1), Mariana Leite

(1), Lilite Barbosa (1), Patrícia Tavares (2), Catarina Machado (2), Susana Graça (1), Antónia Póvoa (1), Carlos M. Soares (1), Maria Conceição Lucas (1), Maria João Oliveira (2), Jorge Maciel (1)

CONTACTO: Hugo Cardoso Louro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 445)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Abordagem Cirúrgica do Bócio Mergulhante: A Nos-sa Experiência

RESUMO: Objetivo/Introdução: O bócio mergulhante é uma enti-dade particular no ponto de vista da cirurgia tiroideia, exigindo técnica cirúrgica que pode aumentar o risco cirúrgico. A necessidade de esternotomia é rara, ocorre em 1-3% dos casos, contudo deve ser antecipada. Este estudo tem como objetivo analisar a abordagem cirúr-gica realizada no bócio mergulhante no nosso hospital e a morbi-mortalidade. Material e Métodos: Estudo retrospetivo dos casos de bócio mergulhante subme-tidos a cirurgia entre Janeiro de 2012 e Outubro de 2017. Consultaram-se os processos clínicos e foram recolhidos vários dados, nomeadamente: localização do bócio, abordagem cirúrgica, resultado histológico, complicações pós-operatórias e mortalidade. Foi rea-lizada análise estatística em Microsoft Excel ® e IBM SPSS Statistics 24 ®. Resultados: Foram analisados 783 processos clínicos de doentes submetidos a cirur-gia tiroideia e identificados 123 doentes com bócio mer-gulhante (idade média 61 anos, 73% sexo feminino e 27% sexo masculino). A abordagem por cervicotomia

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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revelou-se suficiente em 116 casos. Em 5 doentes foi realizada cervicoesternotomia, um doente foi sub-metido apenas a esternotomia e outro a toracotomia postero-lateral. Discussão: As lesões tiroideias com extensão mediastínica podem ser ressecadas com sucesso através de cervicotomia. A abordagem bipolar (cervicoesternotomia) utilizada em casos selecionados tem um outcome favorável. A mortalidade e morbilidade pós-operatórias são baixas, independentemente da abordagem cirúrgica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Torre, A.; Leite, M.; Barbosa, L.; Santos, M., Graça, S.;

Póvoa, A.; Soares, C.; Vieira, J.; Maciel, J. CONTACTO: Ana Paula Torre E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 435)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Paragangliomas – Casuística De Um Serviço RESUMO: Objetivo/Introdução: Os paragangliomas (PGL) são

tumores neuroendócrinos extra-adrenais raros. Mate-rial e Métodos: Análise retrospetiva de doentes com PGL operados na nossa instituição de janeiro de 2005 a junho 2017. Resultados: Registaram-se 43 doentes operados por PGL (18 abdominais, 21 cervicais e 4 mediastínicos). Incluídos apenas os doentes operados no nosso serviço, n=12, (10 abdominais e 2 cervicais) – idade mediana de 53 anos, 7 do género masculino. Um tinha história familiar (aguarda estudo genético) e um apresentou mutação do gene SDHB. Os PGL abdo-minais eram funcionantes, apresentando todos HTA, isoladamente (7) ou associada a outros sintomas vaso-motores (3). Os PGL cervicais eram não funcionantes. A dimensão mediana foi 4 cm, sendo 2 multifocais e nenhum com metastização no diagnóstico. Dos PGL abdominais 7 foram abordados por laparotomia, 1 por via extra-peritoneal e 2 por laparoscopia. Um tumor foi irressecável. Registadas 4 complicações: 1 enfarte renal direito; 1 pancreatite aguda necrotizante; 2 sín-dromes de Horner, 1 deles com paralisia da corda vocal esquerda. Com um período de seguimento médio de 71 meses, registamos uma persistência e uma reci-diva. Sem casos de mortalidade relacionada com a doença. Discussão: A HTA foi um sintoma preva-lente, demonstrando a importância de se considerar o diagnóstico de PGL num grupo de doentes. A exérese cirúrgica completa é o único tratamento curativo e um desafio, sendo a via laparotómica a principal forma de abordagem.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral – Centro Hospitalar de São João CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Fabiana Sousa, Patrícia Ferreira, Cristina Fernandes,

Vítor Devezas, Tiago Pimenta, João Capela, Matos Lima, José Costa Maia

CONTACTO: Fabiana Sousa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 136)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Incidentaloma da suprarrenal – caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: O incidentaloma da suprarrenal

pode ser uma lesão benigna ou maligna, funcionante ou não funcionante. A terapêutica cirúrgica é consensual para os tumores secretores, malignos e os que são sus-peitos de malignidade. Material e Métodos: Apresen-tação de um caso clínico. Resultados: Doente de 76 anos, sexo masculino, com antecedentes de colangite em Novembro de 2015, que resolveu após tratamento médico. Nessa mesma altura realizou ecografia e TC abdominal identificando-se vesícula escleroatrófica e nódulo na suprarrenal direita com cerca de 3.5cm. Em Setembro de 2016 recorre ao serviço de urgência por dor nos quadrantes superiores do abdómen, de início súbito, agravamento progressivo e exacerbação pelo esforço. Exame objectivo e estudo analítico sem alte-rações de relevo. Realizou ecografia, TC e RMN abdo-minal, com identificação de vesícula escleroatrófica e nódulo hipoecogénico na suprarrenal direita com 12cm de maior eixo. Em Novembro de 2016 foi referenciado a consulta de Cirurgia Endócrina com o diagnóstico de ‘’neoplasia da glândula suprarrenal direita’’. Submetido a colecistectomia, adrenalectomia direita e nefrectomia direita. Diagnóstico histológico da peça operatória com identificação de leiomiossarcoma, grau 3 de maligni-dade. Discussão: O leiomiossarcoma da suprarrenal é um tumor mesenquimatoso com origem no músculo liso das veias suprarrenais. É uma entidade nosológica extremamente rara, cujo tratamento passa pela excisão radical da lesão, e se necesssário, adjuvância. O prog-nóstico é desfavorável.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral (1), Anatomia Patológica (2) CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Alberto Figueira (1), Ana Freire-Gomes (1), Irina Alves

(2), José Girão (1), Joaquim Martins (1), Isabel Iria (1), Francisco Silveira (1), Lucas Batista (1), José Rocha (1), João Coutinho (1)

CONTACTO: Alberto Sérgio Santos Figueira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 279)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Acuidade diagnóstica para malignidade da citologia aspirativa no estudo dos nódulos da tiróide

RESUMO: Objetivo/Introdução: O estudo do nódulo tiroideu inclui o doseamento analítico hormonal, a ecografia e a citologia aspirativa. Quando realizada, dá informações com implicação terapêutica baseando-se na classifica-ção de Bethesda. O objetivo deste estudo é determinar a acuidade diagnóstica para malignidade da citologia aspirativa dos nódulos da tiróide. Material e Métodos: Analisou-se retrospetivamente os processos clínicos dos doentes submetidos a cirurgia tiroideia num Ser-viço de Cirurgia Geral entre Janeiro de 2013 e Outubro de 2017. Os resultados da citologia foram comparados com a anatomia patológica da peça cirúrgica. Resulta-dos: 381 doentes com nódulos tiroideus submetidos a

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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citologia prévia à cirurgia foram operados. De acordo com a classificação de Bethesda: 4 Categoria I, 176 Categoria II, 15 Categoria III, 91 Categoria IV, 69 Cate-goria V e 26 Categoria VI. A malignidade confirmou-se em 50%,7%, 13%, 18%, 86%, 92% para cada grupo respetivamente. Doentes das Categorias V e VI mos-traram ter uma neoplasia maligna em 87,4%. A citologia tem ainda uma sensibilidade de 66% e uma especifi-cidade de 99% na confirmação de malignidade com-parando nódulos benignos e malignos. Discussão: A classificação de Bethesda é útil na orientação tera-pêutica dos nódulos da tiróide, porém uma razoável percentagem de doentes da Categoria II revelou ter uma neoplasia maligna. Devido à sensibilidade relati-vamente baixa não é possível identificar pela citologia todos os doentes com patologia maligna, sendo man-datório a conjugação clínica, analítica e ecográfica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: André Marçal, Ana Melo, Sílvia Silva, Carlos Santos,

Paulo Roberto, Bruno Pinto, Paulo Avelar CONTACTO: André Emanuel da Silva Marçal E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 311)

SESSÃO: CO-END

TÍTULO: Carcinoma Medular da Tiróide – Casuística de 5 anos RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma medular (CMT)

constitui 1 a 2% dos cancros da tiróide. Tem origem nas células C produtoras de calcitonina. Cerca de ¼ dos casos são hereditários, sendo a maioria esporádicos. O CMT esporádico apresenta-se geralmente como um nódulo único que surge entre a 4ª e a 6ª décadas de vida; quando associado às síndromes MEN2, surge habitualmente na 3ª década e na maioria dos casos já com metastização ganglionar à apresentação. O único tratamento curativo do CMT é a resseção cirúrgica completa do tumor. Material e Métodos: Foi efectuada a revisão dos casos de CMT admitidos entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2015. Resultados: Identificados 19 casos, com idades compreendidas entre os 4 e os 80 anos (mediana de 46), a maioria do sexo feminino (63%). ¼ dos doentes apresentavam mutação do proto--oncogene RET. O tamanho médio do tumor foi 2,6cm, sendo único em 53% dos casos. Em 47% dos doentes havia metastização ganglionar à apresentação. Todos os doentes foram submetidos a tiroidectomia total com esvaziamento ganglionar cervical. Nos doentes subme-tidos a esvaziamento ganglionar cervical radical modi-ficado foram isolados em média 50 gânglios. O tempo de follow-up médio foi de 4,3 anos. Neste período verifi-cou-se 1 óbito e atualmente 3 doentes têm doença ativa (um submetido a reesvaziamento ganglionar cervical, um a radioterapia paliativa e um mantendo vigilância). Discussão: Apesar do número elevado de casos com doença regional à apresentação, a sobrevida global e livre de doença nesta amostra de doentes é elevada.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia do Porto Francisco Gen-til, EPE

SERVIÇO: Serviço de Oncologia Cirúrgica (1), Serviço de Anato-mia Patológica (2)

CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Pedro Fernandes (1), Laurinda Giesteira (1), Manuel

Jácome (2), Joaquim Abreu de Sousa (1) CONTACTO: Pedro Fernandes E-MAIL: [email protected]

SALA 5 09/03/2018 14:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 394)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Impacto da Laqueação da Artéria Esplénica após ALPPS na viabilidade, regeneração e função hepá-tica – Resultados de um estudo experimental em modelo animal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O ALPPS (Associating Liver Par-tition and Portal vein ligation for Staged hepatectomy) despertou grande interesse na área da cirurgia hepa-tobiliar vindo a ser amplamente utilizado no homem; os complexos mecanismos responsáveis pela rápida regeneração hepatocelular não são bem conhecidos. Por outro lado, a técnica condiciona uma elevada taxa de morbimortalidade devida, fundamentalmente, à insuficiência hepatocelular pós-operatória. Material e Métodos: Trinta e um ratos foram submetidos a laque-ação portal e in situ spliting (ALPPS) com (n=15) e sem laqueação da artéria esplénica (LAE) (n=16). O grupo controlo (laparotomia e/ou disseção de pedículos) incluiu 14 animais. Após o sacrifício dos animais (12, 24, 48 e 120h após cirurgia) foram recolhidas amos-tras sangue e de tecido hepático com objetivo de ava-liação da função, regeneração e viabilidade hepática. Resultados: Os animais submetidos a LAE, às 12h revelaram melhor função hepática e menor produção de espécies reativas. Quando avaliados às 48h o grupo submetido à LAE possui uma maior percentagem de morte por apoptose e uma menor produção de espé-cies reativas. Cento e vinte horas após existe maior viabilidade celular assim como menor produção de espécies reativas no grupo submetido à LAE Discus-são: Este estudo experimental sugere que a laqueação da artéria esplénica no ALPPS ao modular o fluxo por-tal promove um aumento na viabilidade e regeneração hepatocelulares comprometer a função, provavelmente relacionado com a diminuição do stresse oxidativo.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: 1 – Unidade Transplantação Hepática Pediátrica e de

Adultos, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (UTHPA, CHUC) 2 – Serviço de Cirurgia A, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra 3 – Instituto de Biofísica, IBILI, Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Portugal. 4 – CIMAGO – Center of Inves-tigation on Environment Genetics and Oncobiology – Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra 5 – Unidade de Gestão Operacional em Citometria, Cen-tro Hospitalar e Universitário de Coimbra

CAPÍTULO: Investigação básica AUTORES: Martins R (1,2,3,4), Nemésio R (2), Cardoso K (3), Oli-

veira R (5), Constâncio V (2), Calvão J (2), Gonçalves AC (4,6,7), Sarmento-Ribeiro AB (4,6,7), Abrantes AM

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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(3,4), Botelho MF (3,4), Tralhão JG (1,2,3,4), Castro--Sousa F (2,4)

CONTACTO: Ricardo Martins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 46)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Reperfusão hipotérmica na transplantação hepáti-ca: estudo da função bioenergética mitocondrial e avaliação histológica num modelo animal

RESUMO: Objetivo/Introdução: As lesões induzidas pela isque-mia / reperfusão (I/R) podem condicionar alterações metabólicas com implicação nos resultados clínicos no contexto da transplantação hepática. Ao nível do parên-quima hepático, os hepáticos são mais suscetíveis à isquemia quente /reperfusão. Estudo do potencial efeito protetor da reperfusão hipotérmica num modelo animal de transplantação hepática. Material e Métodos: Ratos machos Wistar, cujos fígados foram perfundidos com solução de Celsior, e submetidos a isquemia fria (12h) e posterior perfusão ex-vivo (1h). Foram utilizados dois grupos (n=5), perfundidos a diferentes temperaturas (32º vs 37 ºC). Avaliadas as funções bioenergéticas da mitocôndria (M): potencial de membrana mitocondrial, respiração mitocondrial e quantificação de ATP. Estu-dos histológicos por microscopia ótica e eletrónica de transmissão Resultados: A reperfusão hipotérmica protege a M da indução de permeabilidade de transição da M, do alargamento da lag phase e da diminuição do estado 3 respiratório e da diminuição do conteúdo de ATP induzidos pela I/R. A reperfusão hipotérmica parece preservar o parênquima hepático e a estrutura celular dos hepatócitos. Discussão: A reperfusão hipo-térmica tem um papel protector hepático das lesões induzidas pela I/R, permitindo a preservação das fun-ções da M e do balanço energético hepático. Serão necessários desenvolver mais estudos para avaliar se é possível utilizar este mecanismo de proteção na prá-tica clínica.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: 1- Serviço de Cirurgia, IPOCFG; 2- Mitolab, Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), FCTUC; 3- Unidade de Transplantação Hepática de Crianças e de Adultos, CHUC; 4- Serviço de Cirurgia A, CHUC; 5- Ins-tituto de Biofísica, Faculdade de Medicina da Universi-dade de Coimbra (FMUC); 6- CIMAGO, FMUC.

CAPÍTULO: Investigação básica AUTORES: Martins, R1, 2; Teodoro, João S.2; Rolo, A.2; Furtado,

E.3; Palmeira, C.2; Tralhão, JG. 3,4, 5,6 CONTACTO: Rui Miguel Rua Filie Partins E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 331)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Fatores Preditivos para Apendicite Aguda Compli-cada – Análise Retrospetiva

RESUMO: Objetivo/Introdução: O tratamento da apendicite aguda (AA) tem sido amplamente discutido na litera-

tura, havendo evidência de que a AA não complicada (AANC) poderá ser tratada apenas com antibioterapia, o que não se verifica na AA complicada (AAC). Con-tudo, a distinção pré-operatória entre AANC e AAC é um desafio, sendo o diagnóstico definitivo dado pelo exame histológico e evolução clínica, dois elementos que só se obtêm após a decisão clínica inicial. Pretende avaliar-se a existência de fatores preditivos pré-operató-rios de AAC. Material e Métodos: Análise retrospetiva de doentes submetidos a apendicectomia por AA num período de 21 meses. Resultados: Foram analisados 179 apendicectomias, com idade média de 40±17 anos. A abordagem utilizada foi a via laparoscópica em 82%. Do total, 90% teve o diagnóstico histológico de AA, sendo as restantes apendicopatias não infecciosas. Dos 161 doentes com diagnóstico definitivo de AA, 52% teve AANC e 48% AAC. Não foi encontrado nenhum fator preditivo relativamente aos sintomas e exame clí-nico, não obstante constatou-se diferença estatistica-mente significativa (p<0,05) nos resultados analíticos, com valores mais aumentados de neutrófilos e PCR na AAC. Discussão: A clínica de AA não parece distinguir AANC da AAC. No entanto, valores mais aumentados dos parâmetros inflamatórios poderão ajudar a fazê-lo. Alguns sistemas de scores estão a ser desenvolvidos com este objetivo, sendo que a distinção pré-operatória de AANC e AAC será importante para se estabelecer a proposta terapêutica inicial mais adequada.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Setúbal, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Hospital São Bernardo, Cen-

tro Hospitalar de Setúbal, EPE CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Xavier de Sousa, Fabíola Amado, Joana Seabra,

Vanessa Praxedes, André Batista, Nuno Monteiro, José Baptista, Pedro Ferreira, Luis Branco, Vitor Rigueira, Luis Cortez

CONTACTO: Xavier Ponte de Sousa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 249)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Perfuração esofágica – análise de um período de 6 anos

RESUMO: Objetivo/Introdução: A perfuração esofágica acarreta elevada morbimortalidade, sendo os seus determi-nantes a causa e localização da perfuração, o tempo decorrido para o diagnóstico e tratamento, e o estado clínico do doente. Este trabalho tem como objetivo a caracterização dos doentes admitidos por esta pato-logia, diagnóstico, tratamento e resultados. Material e Métodos: Estudo longitudinal retrospetivo dos doentes admitidos por perfuração esofágica no nosso serviço de novembro de 2011 a novembro de 2017. Resultados: No período analisado foram admitidos por perfuração esofágica 16 doentes com mediana de idade de 67,5 anos (35; 91). A etiologia mais frequente foi perfura-ção por corpo estranho (63%), seguida da iatrogénica (19%), espontânea (12%), e neoplasia esofágica per-furada (6%). Quanto à localização, 44% ocorreram a nível torácico, 31% abdominal e 25% cervical. Quanto ao tempo de evolução das queixas, 56% dos doentes apresentaram-se nas primeiras 24h. O tratamento foi

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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conservador em 50% dos doentes, endoscópico em 28,6% e cirúrgico em 21,4%, havendo a registar um caso de mortalidade neste grupo (7%). Houve transfe-rência para um centro mais diferenciado em 2 casos. A mediana do tempo de internamento foi de 11 dias. Dis-cussão: A perfuração esofágica é uma entidade clínica pouco frequente necessitando um elevado indíce de suspeição para a sua identificação. O envolvimento de equipas multidisciplinares é necessário para a otimiza-ção de resultados. A nossa série teve baixa mortalidade com predomínio na abordagem conservadora.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar do

Tâmega e Sousa, E.P.E. CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Pedro Saraiva, Tatiana Santos, Nuno Teixeira, César

Alvarez, Joaquim Carvalho, Maria de Jesus Dantas, Carla Freitas, Manuel Oliveira

CONTACTO: Pedro Filipe Teixeira Gomes Saraiva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 286)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Colecistostomia percutânea ecoguiada: terapêutica válida?

RESUMO: Objetivo/Introdução: A litíase vesicular é uma patolo-gia frequente, com incidência crescente com a idade. A colecistectomia é o tratamento de eleição na litíase sintomática ou complicada. A colecistostomia é uma alternativa para tratamento da colecistite aguda em casos específicos. Material e Métodos: Descrição da técnica de colecistostomia utilizada e estudo retrospec-tivo dos doentes submetidos a esta técnica no período de Janeiro de 2015 a Dezembro de 2016. Resulta-dos: Na técnica utilizada procede-se a colecistosto-mia percutânea ecoguidada com colocação de cateter transhepático. Neste período foram realizadas 13 cole-cistostomias percutâneas ecoguiadas em doentes com colecistite aguda e múltiplas comorbilidades. A idade média dos doentes foi de 76 anos, com predominância do sexo masculino (61.5%). Dos 13 doentes analisa-dos 2 faleceram devido a patologia médica, 4 doentes foram submetidos a colecistectomia posteriormente – 2 eletivas e 2 urgentes. Do total dos doentes analisa-dos, 7 não foram colecistectomizados (idade média de 82 anos) por elevado risco cirúrgico. Destes, um teve um internamento por pancreatite aguda (1 mês após colecistostomia), os restantes 6 doentes estão assin-tomáticos (follow up médio de 21 meses). Discussão: Conclui-se que a colecistostomia percutânea é uma opção válida para controlo de foco em casos de cole-cistite aguda com envolvimento regional grave ou em doentes com elevado risco cirúrgico. Quando existe um elevado risco cirúrgico pode ser adotada uma atitude conservadora com baixo risco de complicações.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar de Lisboa

Central CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Patrícia Amaral, Octávio Viveiros, João Pedro Aniceto,

Inês Morujão, Gabriela Cangueiro, João Sacadura Fon-seca, Francisco d’Oliveira Martins

CONTACTO: Patrícia Amaral E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 386)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Pode o Helicobacter Pylori encontrar-se nas placas de aterosclerose na doença arterial periférica?

RESUMO: Objetivo/Introdução: O Helicobacter Pilori (HP) induz Aterosclerose (AT) por vários mecanismos: inflamação sistémica, perfil lipídico, homocisteinemia, molecular mimicry ou disfunção endotelial. O HP em placas de AT (PAT) carótidas e coronárias foi determinada por PCR. O anticorpo anti–HP, tem elevada sensibilidade, especificidade e concordância inter-observador, é con-siderado gold standard para identificar HP. Objectivo: avaliar presença HP nas PAT em amputações Mate-rial e Métodos: Estudo prospetivo, 29 amputações pela coxa. Pesquisa de HP com anticorpo monoclonal (DAKO Rabbit anti HP na PAT distal à amputação. Con-trole HP gástrico. Resultados: 62 % homens, mediana de idade 82 anos, Co-morbilidades na maioria. Compli-cações 31 % e mortalidade 13 %. HP não identificado PAT. Discussão: Os fatores de risco doença cardio--vascular nem sempre estão presentes. Outros fatores, como infeção HP podem contribuir para AT. No nosso estudo não se identificou HP em nenhum caso. O HP não se encontra nas placas de AT na amputação pela coxa, pelo que o seu papel a nível local para a promo-ção de AT poderá ser excluído.

HOSPITAL: Hospital Garcia de Orta, EPE SERVIÇO: (1)Serviços de Cirurgia Geral, Hospital Garcia de Orta

(2) Anatomia Patológica, Hospital Garcia de Orta (3) Unidade Curricular Cirurgia I, Faculdade de Medicina de Lisboa. Prof Dr. Paulo Costa (4) Service Geriartrie, Hôpitaux Universitaires Géneve, Suisse

CAPÍTULO: Investigação básica AUTORES: Nuno Carvalho (1,3), Ana Cóias (2), Hélder Coelho (2),

Sara Sousa,(3) Sara Parreira (3), Gisela Marcelino (4), Catarina Góis (1), Mikhail Costa (1), Gabriel Oliveira (1), Filipe Borges (1), Miguel Borges (1,3), Filipa Eiró (1), Maria J Brito (2), João Corte-Real (1,3), Paulo Matos Costa (1,3).

CONTACTO: Nuno Manuel Duarte Carvalho E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 441)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Bridas e aderências: Uma questão de timing RESUMO: Objetivo/Introdução: As bridas/aderências são a

causa mais comum de oclusão intestinal no intestino delgado. Apesar do seu diagnóstico ser acessível, a marcha terapêutica e mais especificamente o timing de intervenção cirúrgica mantêm-se um desafio à nossa actuação clínica. A cirurgia é em si o factor causal desta patologia e, por isso, torna-se difícil a sua opção neste contexto. Dispomos de novas ferramentas para o tra-tamento conservador, nomeadamente a gastrografina. Pretende-se com este trabalho fazer uma revisão da literatura e apresentar a casuística do nosso serviço

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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em 2016. Material e Métodos: Revisão da literatura e análise retrospectiva observacional sobre os casos clí-nicos de bridas/aderências em 2016 no nosso serviço de Cirurgia Geral. Resultados: Foram observados 78 casos clínicos de oclusão intestinal por bridas/aderên-cias com 63 submetidos a tratamento conservador (Tc) e 15 a tratamento cirúrgico (Tcir). No grupo de trata-mento conservador, em 8 casos (12.7%) houve falência do mesmo com consequente cirurgia, com uma dura-ção mínima de 2 e máxima de 8 dias desde a admissão até intervenção cirúrgica. Discussão: O tratamento da oclusão intestinal por bridas/aderências constitui um desafio na prática clínica. Nesta revisão de literatura conclui-se que a utilização de gastrografina é uma fer-ramenta útil para o diagnóstico, não estando até à data comprovado o seu valor terapêutico. Tendo em conta a falta de uniformização na abordagem terapêutica, desenvolveu-se uma proposta de algoritmo a ser vali-dado na prática clínica.

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral, Hospital Prof. Doutor Fernando Fon-

seca, EPE CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: João Guimarães, Ana João, David Aparício, Marta

Fragoso, Rui Marinho, António Gomes, Filipa Rocha, Wilma Dias, Vítor Nunes

CONTACTO: João Martins Guimarães E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 446)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Oclusão Intestinal Baixa: uma doença com aborda-gem consensual?

RESUMO: Objetivo/Introdução: A obstrução intestinal baixa(OIB) apresenta uma elevada morbi/mortalidade e o trata-mento ideal permanece por esclarecer. O objectivo deste trabalho é estudar, na nossa amostra, as dife-rentes abordagens cirúrgicas na OIB(neoplásica) e qual a opção terapêutica com melhores resultados de morbi/mortalidade. Material e Métodos: Realizou-se uma análise retrospetiva dos doentes tratados no SU por OIB de 2012-2016. Analisaram-se dados referentes a demografia, causa da oclusão, duração do interna-mento, tempo até à cirurgia, opção terapêutica, morbi--mortalidade. Comparámos o tempo de internamento e morbi-mortalidade entre as opções terapêuticas. Resultados: Recorreram ao SU 38doentes com oclu-são intestinal cólon esquerdo/recto com: uma idade média de 72,2anos; 57,9% do sexo masculino; média de duração de internamento16,6dias; causa mais fre-quente de OIB a neoplasia colo-rectal (78,9%/n=30). As diferentes estratégias cirúrgicas no tratamento OIB por neoplasia colo-rectal foram :operação tipo Hart-mann(40%), ressecção intestinal com anastomose pri-mária(23,3%) e colostomia de derivação(36,7%). A taxa de morbi-mortalidade foi inferior na ressecção intestinal com anastomose primária (16,7% vs 20% para opera-ção tipo Hartmann e 20% para colostomia derivação) com tempo de internamento inferior para operação tipo Hartmann. Discussão: Conclui-se que o tratamento da OIB no nosso centro é heterogéneo, tal como na litera-

tura, tendo-se obtidos melhores resultados com ressec-ção intestinal com anastomose primária.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Setúbal, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de Setúbal (1); Cirur-

gia Geral, Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Fabíola Amado(1), Joana Seabra(1), Xavier Sousa(1),

Vanessa Praxedes(1), Nuno Monteiro(1), André Batista(1), Jose Baptista(1), Marta Lamas(1), Carla Carneiro(2), Manuel Morales(1), Luís Cortez(1)

CONTACTO: Fabíola Amado E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 510)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Somos o que comemos? A Influência da dieta no carcinoma colorretal

RESUMO: Objetivo/Introdução: Industrialização, estilo de vida ocidental e mudanças nos fatores ambientais e dieté-ticos são possíveis causas da crescente prevalência do cancro colorretal (CCR). Até à data são escassos os estudos realizados na população portuguesa. Este trabalho constitui um estudo exploratório na “Região Centro” de Portugal e visa compreender o impacto da dieta no CCR. Material e Métodos: 247 indivíduos (M-148, H-99, 52±20 anos) foram submetidos a um questionário de frequência alimentar (QFA). A conver-são dos alimentos em nutrientes foi efetuada utilizando o software Food Processor Plus. A informação obtida permitiu comparar diversos parâmetros entre o grupo controlo (n=125) e o grupo com CCR (n=122), com o recurso do software SPSS. Resultados: O grupo CCR evidenciou um aumento estatisticamente significativo da ingestão de calorias, proteínas, hidratos de carbono, gordura, açúcares e colesterol, em comparação com o grupo controlo (p<0,05). A ingestão destes nutrientes condicionou o local de aparecimento de CCR, com pre-dominância no cólon descendente e reto (p<0,05). Em contraste, o grupo controlo apresentou valores de equi-valente metabólico (METs) significativamente superio-res aos do grupo CCR (p<0,001). Discussão: A dieta dos doentes com CCR caracterizou-se pelo elevado consumo generalizado de nutrientes. Este elevado con-sumo correlacionou-se com o aparecimento de CCR na região terminal do intestino. O exercício físico foi asso-ciado a menor risco de CCR.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Unidade Biofísica da Faculdade de Medicina da Uni-

versidade de Coimbra (FMUC) (1); CNC.IBILI, FMUC, Coimbra (2); CIMAGO-Centro de Investigação em Meio ambiente, Genética e Oncobiologia, FMUC, Coimbra (3); Serviço de Cirurgia A, CHUC, Coimbra (4); Ser-viço de Cirurgia, IPO-CROC, Coimbra (5); Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (6); Serviço de Medicina Interna, CHUC, Coimbra (7); Escola de Saúde de Leiria (ESSLei), Leiria (8); Casa de Saúde Rainha Sta. Isabel (CSRSI), Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, Condeixa-a-Nova (9); Idealmed – Unidade Hospitalar de Coimbra (10)

CAPÍTULO: Investigação básica AUTORES: Roxo R(1), Pires AS(1)(2)(3), Abrantes AM(1)(2)(3),

Nemésio R(4), Jordão D(5), Guilherme C(6), Santos

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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L(7), Pereira C(8), Oliveira E(9), Martins R(4), Martins R(5), Cristina I(5), Romãozinho J(10), Castro-Sousa F(4), Tralhão JG(1)(2)(3)(4), Botelho MF(1)(2)(3)

CONTACTO: José Guilherme Tralhão E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (C 528)

SESSÃO: CO-TRAUMA-INT./INVEST.

TÍTULO: Papel da TC na avaliação do Abdómen Agudo Não Traumático na Urgência

RESUMO: Objetivo/Introdução: O Abdómen agudo é uma das Síndromes clínicas mais comuns e exige abordagem rápida e precisa. O diagnóstico etiológico é importante, uma vez que seu atraso resulta na implementação tar-dia do tratamento e consequente piora do prognóstico. O uso da TC como método de investigação tem impacto nas decisões terapêuticas. Material e Métodos: Cor-relação com sensibilidade do TAC com os achados cirúrgicos e revisão cega das TC discordantes por 2º radiologista. Resultados: -85 doentes, idade média de 65.8±19 anos. – PCR media 147.2 – Leucocitose média 12.100. -Tempo médio decorrido enter a TAC e Cirurgia: 8H -A correlação dos achados cirúrgicos com os resul-tados do TAC foi de 100% para TAC relatadas por Inter-nos e 89% por Assistentes. -Feita revisão dupla por um 2º radiologista graduado com Correlação ao diagnóstico imagiológico de 90.6% (p=0.15). -Divisão dos exames após 2º revisão e consoante categorias de patologia “Concordância Completa” – 67% “Concordância Parcial ” – 24% “Diagnóstico Incorrecto” – 9% -Apresenta-se a lista de diagnósticos cirúrgicos finais e sua correla-ção com o diagnóstico imagiológico e sensibilidade da TAC de acordo com grupo de patologia. -Sensibilidade da TAC de acordo com atraso entre a sua realização e a cirurgia: 0-4H: 83.3%; 4-12H: 94.9%; 12-24H: 94.8% Colecistite: Sensibilidade de 87.5% diagnóstico estabelecido em conjunção com parâmetros analíti-cos (PCR e Leuc), Apendicite: Sensibilidade de 85% Discussão: O uso da TC tem impacto nas decisões terapêuticas.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Central, EPE SERVIÇO: Cirurgia CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Carla Vicente; Elisabette Alves, Rita Silva; J. Baltazar CONTACTO: Carla Sofia de Sousa Vicente E-MAIL: [email protected]

SALA 6 09/03/2018 08:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 297)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Cordoma pré-sagrado RESUMO: Objetivo/Introdução: Introdução: Os tumores pré-

-sagrados são pouco frequentes e com frequência de natureza congénita, apesar de diagnosticados na idade adulta. Têm uma baixa, mas real, incidência de malig-

nização. O diagnóstico diferencial pré-operatótio pode ser difícil. Material e Métodos: Material e Método: Doente mulher de 72 anos com lesão pré-sagrada conhecida que foi vigiada durante vários anos. Após 5 anos sem realizar seguimento, a doente volta a con-sulta realizando exames de diagnóstico por imagem (TAC e RM) que mostram uma mudança nas caracte-rísticas da lesão. Realiza biopsia com diagnóstico de adenocarcinoma mucinoso. Resultados: Resultado: a cirurgia é realizada por via de Kraske. Existe uma tumoração pré-sagrada, independente do recto, com aderência-infiltração do cóccix. O resto dos planos não apresentam infiltração. Realiza-se excisão completa da lesão com ressecção do cóccix. A histologia confirma o diagnóstico de cordoma Discussão: Conclusão: Os tumores pré-sagrados são pouco frequentes e por vezes apresentam um diagnóstico diferencial difícil. O facto de poderem dar complicações infecciosas ou inclusive malignizar aconselha que sejam ressecados quando são diagnosticados.

HOSPITAL: Hospital Lusíadas Lisboa SERVIÇO: cirurgia geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Carmen Maillo, Raquel Abreu, Genoveva Piçarra,

Carlos Martins Soares, Maria de Jesus Oliveira, João Sousa.

CONTACTO: carmen maillo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 305)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Fístula Recto-Ureteral Direita por Fecaloma RESUMO: Objetivo/Introdução: As fístulas entre o uretero e

o cólon são excepcionais, sobre tudo por patologia benigna e sem cirurgia prévia. Material e Métodos: Doente de 90 anos de idade com antecedentes de insuficiência venosa e medicada com ciprofloxacina por infecção cutânea. Consulta na urgência por obstipação de 3 semanas de evolução. TAC: “Distensão de todo o quadro cólico com redundância marcada, com um preenchimento quase completo do quadro cólico com incontáveis fecalomas. O recto tem distensão marcada, com diâmetro de 11cm....” Resultados: internada para tratamento médico, remoção manual de fecalomas e realização de clisters. Apesar de começar a evacuar, a doente apresenta vómitos que obrigam a entubação nasogástrica. No 3 dia de internamento apresenta feca-luria (confirmada no saco da algália). Fez TAC: “...Con-tinua com exuberante distensão gasosa de todo o cólon e ampola rectal, com menos fecalomas. Moderada ascite. Presença de conteúdo heterogéneo e presença de significativa quantidade de ar na árvore excretora renal direita, que se encontra ectasiada, tendo o uré-ter preenchido por ar até ao nível da ampola rectal...” Foi proposta cirurgia para realização de colostomia e nefrostomia direita, mas a doente faleceu antes da família tomar a decisão sobre a cirurgia. Discussão: as fístulas uretero-rectais são muito pouco frequentes e ainda menos em patologia benigna.

HOSPITAL: Hospital Lusíadas Lisboa SERVIÇO: Serviço Cirurgia Geral (1) Serviço Medicina Interna (2) CAPÍTULO: Colo-Proctologia

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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AUTORES: Carmen Maillo (1), Eduarda Comenda (2), Sofia Santos (2), Ana Afonso (2), Nadine Monteiro (2)

CONTACTO: carmen maillo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 360)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Linfoma do colón perfurado – Caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: Os linfomas primários do colón

correspondem a 0,4 % das neoplasias nessa locali-zação. São mais predominantes no sexo masculino e podem estar associados a situações de imunodeficiên-cia ou doença inflamatória intestinal. Em casos raros, pode ocorrer perfuração ou obstrução. Material e Méto-dos: Homem de 75 anos, recorreu ao SU por dor abdo-minal na FIE desde há um dia, e dejecções diarreicas e hematoquézias com 1 mês de evolução. Clinicamente apresentava dor e defesa à palpação na FIE. Efectuou TC abdominal que revelou espessamento irregular do colón descendente, sem plano de clivagem com ansa de delgado, bem como múltiplas adenopatias lombo--aórticas, mesentéricas, inguinais e pequeno volume de derrame peritoneal. Foi internado no serviço de Cirur-gia para vigilância e tratamento médico. Resultados: Por agravamento clínico e analítico, foi submetido a laparotomia exploradora, sendo constatada peritonite purulenta generalizada por perfuração de ansa de delgado invadida por lesão neoplásica do colón des-cendente. Efectuada hemicolectomia esquerda com enterectomia segmentar. Pós operatório complicado de deiscência do coto da entero-enterostomia e infecção da ferida operatória. Exame histológico revelou linfoma difuso de grandes células B do colón descendente e delgado. Discussão: O linfoma intestinal é uma pato-logia de diagnóstico difícil e sintomatologia indolente. O tratamento assenta na ressecção cirúrgica do tumor primário, seguido de QT adjuvante. O prognóstico é pior quando há envolvimento ganglionar ou perfuração.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia A do CHUC CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Fernando Azevedo, Miguel Fernandes, António Manso,

Alexandre Monteiro, Júlio Leite CONTACTO: Fernando Azevedo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 472)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Nem tudo o que parece é... RESUMO: Objetivo/Introdução: A doença pilonidal é uma infe-

ção recorrente da pele, normalmente evidente no sulco internadegueiro, e que se manifesta por sinais inflama-tórios ao nível da pele relacionados com um abcesso com uma cavidade subcutânea preenchida por pêlos (sinus pilonidal). Estes quadros são recorrentes e, em consequência da reação inflamatória e infeção subse-quentes, há formação de trajetos fistulosos que dre-nam à superfície da pele e pode haver aparecimento de massas de tecido epitelial por vezes com grandes

dimensões. Material e Métodos: Sexo masculino, 48 anos, recorre ao SU por aparecimento de tumefacção na região sagrada com três semanas de evolução e agravamento dos sinais inflamatórios nos dias anterio-res. Observa-se lesão morulada, muito friável. Proce-deu-se a biópsia da lesão, drenagem do local de maior flutuação e iniciou antibioterapia. Apresentou apenas ligeira melhoria dos sinais inflamatórios, sem resolu-ção do quadro pelo que se optou por excisão cirúrgica com margens alargadas da lesão, sem encerramento primário. Resultados: Alta ao 6º dia pós-operatório, com realização de pensos diários no centro de saúde. Anatomia Patológica: Processo inflamatório crónico fis-tulizado associado a hiperplasia pseudo-epiteliomatosa da pele suprajacente. Discussão: O processo inflama-tório crónico derivado da fistulização da doença pilo-nidal pode levar ao desenvolvimento de neoplasias volumosas, com características morfológicas sugesti-vas de malignidade que podem, no entanto, ser lesões benignas.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Sofia Pina, Carolina Morgado, José Neves, Daniela

Cavadas, Susana Rodrigues, Vasco Ribeiro, Teresa Colaço, David Andrade, Eduardo Barroso

CONTACTO: Sofia Pina E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 447)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Volvo do Cego RESUMO: Objetivo/Introdução: O volvo do cego é um enti-

dade rara, correspondendo a 25-40% dos volvos do cólon e sendo responsável por 1-1.5% dos quadros de oclusão intestinal no adulto. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso de um homem de 76 anos, com antecedentes de HTA, dislipidémia, hipoti-roidismo e neoplasia da laringe há 20 anos, traqueosto-mizado e alimentado por PEG, que recorreu ao Serviço de Urgência por dor e distensão abdominal difusas e vómitos. Analiticamente, elevação de parâmetros infla-matórios. A TC abdomino-pélvica revelou uma zona de torção a envolver o íleon distal e o cólon ascen-dente, com distensão marcada do intestino delgado e do cego, que se encontrava alocado ao quadrante superior esquerdo, compatível com um volvo do cego. O doente foi proposto para laparotomia exploradora, onde se confirmou o diagnóstico, tendo sido submetido a ressecção íleo-cecal com anastomose íleo-cólica. No pós-operatório, cumpriu 7 dias de antibioterapia com piperacilina-tazobactam. De destacar quadro de íleos paralítico, sem outras intercorrências, tendo tido alta ao 18º dia pós-operatório. Reavaliado em consulta às 2 e 6 semanas após alta, sem queixas de novo. Dis-cussão: Apesar de pouco frequente, o volvo do cego deve ser tido em conta no diagnóstico diferencial dos quadros de oclusão intestinal. O seu tratamento é maio-ritariamente cirúrgico, sendo a abordagem dependente dos achados intra-operatórios e da experiência do cirurgião.

HOSPITAL: Hospital Espírito Santo, EPE – Évora

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SERVIÇO: Serviço de Cirurgia – Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Joana Oliveira, Mário Pereira, André Oliva, Artur Canha

da Silva, Jorge Caravana CONTACTO: Joana Isabel Pequeno de Oliveira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 415)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Carcinoma verrucoso do ânus – amputação abdó-mino-perineal e reconstrução com retalhos miocu-tâneos

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma verrucoso do ânus é uma variante rara do carcinoma espinocelular bem diferenciado. É geralmente localmente agressivo, tem crescimento exofítico, mas não metastiza. Resultados: Homem de 53 anos, com hidrosadenite perineal recidi-vante (16 cirurgias de exérese e plastia com retalhos locais e colostomia derivativa há 2 anos por sépsis peri-neal). Detetada área ulcerada em trajeto fistuloso adja-cente ao canal anal, cuja biópsia revelou carcinoma verrucoso. A RM pélvica mostrou lesão polipóide vege-tante, 44x40mm, heterogénea, parcialmente exofítica e distorção dos planos tecidulares perineais, com múlti-plos trajectos fistulosos. Colonoscopia por colostomia sem lesões até ao cego. TC tóraco-abdómino-pélvica sem outras alterações. Manometria mostrou diminuição do tónus do esfíncter anal. Decidida cirurgia em reunião multidisciplinar. Realizada ABP com exérese em bloco do tecido miocutâneo perineal com doença neoplásica e trajectos fistulosos; encerramento com retalho miocu-tâneo vertical do reto abdominal, retalho muscular de gracilis e enxerto parcial de pele. Pós-operatório sem intercorrências. A histologia da peça revelou carcinoma verrugoso – pT2N0R0. Discussão: A ABP com exé-rese em bloco dos tecidos da região perineal e poste-rior encerramento com retalhos miocutâneos permitiu: diminuir o risco de recorrência (exérese completa da neoplasia e dos trajetos fistulosos); evitar a morbilidade associada à incontinência e diminuir o risco de compli-cações da ferida operatória.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: 1 – Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São

João. 2 – Serviço de Cirurgia Plástica, Centro Hospita-lar de São João

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Fabiana Sousa1, Ana Azevedo1, Francisco Carvalho2,

Marisa Marques2, Cristina Fernandes1, Vítor Deve-zas1, Pedro Correia da Silva1, José Costa Maia1

CONTACTO: Fabiana Sousa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 350)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Uma Pérola Cirúrgica – Corpo Peritoneal Livre RESUMO: Objetivo/Introdução: Os autores apresentam um caso

clínico de uma entidade nosológica muito rara, deno-minada Corpo Peritoneal Livre (CPL). O CPL, que é

habitualmente diagnosticado de forma incidental ou em autópsias, pode estar na origem de queixas abdominais pouco específicas. O diagnóstico pode ser sugerido pela TC mas está dependente da localização da lesão no momento do exame. Material e Métodos: O caso clínico é relativo a um doente de 58 anos sem antece-dentes relevantes e sem história de cirurgia abdominal prévia, que realizou TC do abdómen e pelve após eco-grafia abdominal para esclarecimento de desconforto abdominal e pélvico relativamente inespecíficos. A TC mostrou massa circular na região pélvica, em provável relação com os vasos ilíacos e as ansas intestinais, de carcaterísticas benignas, tendo sido considerada a hipó-tese de teratoma. Resultados: O doente foi submetido a laparotomia exploradora e, após o acesso à cavidade abdominal, surgiu espontaneamente uma neoformação de cor branca, com o formato de “um ovo”, totalmente livre. A exploração das cavidades abdominal e pélvica não revelou alterações patológicas. O pós-op decorreu sem intercorrências e o doente teve alta ao 5º dia. Dis-cussão: O CPL parece ter origem num processo de saponificação, calcificação e fibrose, e da deposição progressiva de material do fluído peritoneal à volta de um apêndice epiplóico, que sofre torção/necrose e fica, por isso, solto na cavidade peritoneal. As característi-cas tomográficas da lesão podem sugerir o diagnóstico e a cirurgia é curativa.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Nordeste, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: João Carvas, Rui Reis, Carlos Pires, Pedro Fernandes,

Isabel Armas,, João Pinto-de-Sousa CONTACTO: João Carvas E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 387)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Linfangioma Abdominal: Uma Entidade Rara na Ida-de Adulta?

RESUMO: Objetivo/Introdução: O linfangioma quístico é um tumor benigno raro geralmente encontrado nas crian-ças (1/20000) e raramente em adultos (1/100000-250000). Pode ser encontrado mais frequentemente na cabeça, pescoço e axila (90%) e raramente intra--abdominal (<5%). São geralmente assintomáticos e descobertos incidentalmente, mas podem causar sin-tomas abdominais inespecíficos dependendo da sua localização e extensão ou sintomas decorrentes de complicações secundárias. Material e Métodos: Caso clínico Resultados: Grávida de 28 anos submetida a laparoscopia para excisão de quisto do ovário direito às 17 semanas de gestação. Aquando da cirurgia, achado incidental de formação quística na região epigástrica com cerca de 14cm sugestiva de quisto do mesentério. Atitude expectante durante gravidez. Após gestação, TC abdomino-pélvica identificou formação expansiva quística com implantação mesentérica na fossa ilíaca direita, com 120x70x130mm, sem critérios de agres-sividade. Laparoscopia exploradora revelou quisto do mesentério do cólon transverso com aparente envolvi-mento intestinal. Feita excisão completa do quisto por laparotomia, sem necessidade de resseção segmentar

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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do cólon transverso. Histologia confirma diagnóstico de linfangioma quístico do mesentério. Sem sintoma-tologia ou recorrência da lesão durante 8 meses de follow-up. Discussão: Apesar da natureza benigna dos linfangiomas intra-abdominais, dada a probabilidade de crescimento invasivo loco-regional e o risco de com-plicações, o tratamento definitivo é a excisão cirúrgica completa.

HOSPITAL: Hospital Beatriz Ângelo SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Ema Santos, Pedro Amado, Paulo Oliveira, Rui Maio CONTACTO: Ema Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 501)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Endometriose refratária: uma doença benigna com indicação para cirurgia major

RESUMO: Objetivo/Introdução: A endometriose é uma doença inflamatória, caracterizada pela proliferação de tecido endometrial em localização extra-uterina e classificada de acordo com localização e gravidade das lesões. A cirurgia laparoscópica encontra-se indicada nos casos de doença refratária à terapêutica. Resultados: Doente do sexo feminino, com 35 anos de idade, com uma his-tória de infertilidade, associada a dispareunia, disme-norreia, dor pélvica e disquézia. Ao exame ginecológico apresentava um volumoso nódulo na parede posterior da vagina, com tradução ao exame proctológico. A res-sonância magnética nuclear confirmou a presença de volumosa lesão a nível retovaginal, compatível com nódulo de endometriose. Na colonoscopia era referido abaulamento da parede do recto distal, além da pre-sença de lesão entre os 7-12cm da margem anal (bióp-sia: alterações inflamatórias). Na laparoscopia foram identificado nódulos de endometriose envolvendo ure-ter esquerdo, septo retovaginal e reto. Precedeu-se à exérese dos nódulos e ressecção anterior do recto ultrabaixa. O exame histológico confirmou o diagnós-tico. Atualmente a doente encontra-se assintomática. Discussão: Este é um caso demonstrativo da necessi-dade de uma abordagem multidisciplinar no tratamento da endometriose.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Porto, EPE SERVIÇO: (1)Cirurgia Geral – Unidade de Cirurgia Colorretal; (2)

Ginecologia CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Filomena Soares(1) , Ana Cristina Silva(1), Hélder Fer-

reira(2), Mónica G. Sampaio(1), Marisa D. Santos(1) CONTACTO: Maria Filomena Soares Moreira da Ressurreição E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 304)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Melanoma do Cólon – Primário ou Secundário? RESUMO: Objetivo/Introdução: O melanoma do tubo digestivo

é raro, tem mau prognóstico, e mais frequentemente corresponde a metastização de lesão primária da pele.

Estão descritos na literatura raros casos de melanoma primário do trato gastrointestinal, no entanto mantém--se a discussão relativamente à sua verdadeira origem – serão primárias ou secundárias a uma lesão distante que regrediu e por isso não é detectada? Caso Clí-nico: Homem de 84 anos, referenciado à consulta de Cirurgia Geral por alteração do trânsito intestinal com dificuldade defecatória com 1 mês de evolução. A colo-noscopia detectou uma neoplasia exofítica e ulcerada com áreas de necrose envolvendo cerca de metade da circunferência do cólon sigmóide. As biópsias efec-tuadas foram negativas para malignidade. Na TC era visível um espessamento polipóide do sigmóide com 6 cm projectado para o lúmen intestinal, com hiperé-mia vascular local, sem outras lesões. Em Reunião Multidisciplinar foi decidida cirurgia. O doente foi sub-metido a sigmoidectomia, sem intercorrências. Intra--operatoriamente não foram detectadas outras lesões intra-abdominais. O exame histológico revelou tratar--se de melanoma maligno. Após revisão dos antece-dentes do doente verificou-se que cerca de 18 meses antes foi submetido a excisão de melanocitoma do halux esquerdo. O doente mantém-se sem evidência de recidiva da doença. Este caso enfatiza a raridade desta identidade, bem como o desafio diagnóstico que constitui e a investigação complexa que implica quando diagnosticada.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: (1) Cirurgia Geral (2) Anatomia Patólogica CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Cristina Fernandes (1), Diana Martins(2), Fabiana

Sousa(1), Vitor Devesas(1), João Magalhães(2), José M. Lopes(2), Pedro Correia da Silva(1), José Costa Maia(1)

CONTACTO: Cristina Jesus Costa Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 312)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Metastização Para-Rectal de Adenocarcinoma Pul-monar

RESUMO: Objetivo/Introdução: O adenocarcinoma do pulmão é a principal causa de morte por cancro e cerca de 36% dos doentes apresenta doença em estadio IV na altura do diagnóstico. O fígado, o cérebro, o osso e as glândulas supra-renais são as localizações mais frequentes de metástases. CASO CLÍNICO: Mulher de 53 anos referenciada por suspeita de abcesso peria-nal. Trata-se de uma doente com diagnóstico, cerca de 4 anos antes, de adenocarcinoma do pulmão estadio IV (metastização cerebral), submetida a tratamento do tumor primário e da metástase cerebral, em segui-mento na Pneumologia. Por queixas de dor perianal, sem alterações ao exame físico, foi requisitada TC que revelou a presença de abcesso na fossa isquio-rectal esquerda. Decidida intervenção cirúrgica na qual se detectou colecção líquida serosa, para-rectal esquerda, associada a lesão dura com cerca de 5cm, não tendo sido detectado qualquer trajecto fistuloso. Procedeu-se a colheita de amostra da colecção e biópsia excisio-nal da referida lesão. O exame anatomo-patológico da mesma revelou tratar-se de metástase de adenocar-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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cinoma pulmonar. No estudo imuno-histoquímico não foram detectadas mutações nos genes EGFR ou ALK e verificou-se uma forte expressão de PD-L1. Após dis-cussão em Reunião Multidisciplinar foi decidida RT pél-vica e tratamento com inibidor da PD-L1. Enfatizamos a raridade desta entidade e a necessidade de um ele-vado grau de suspeição para o seu correcto diagnóstico e tratamento.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: C. Fernandes, R. Bessa Melo, F. Sousa, V. Devezas, P.

C. Silva, J. Costa Maia CONTACTO: Cristina Jesus Costa Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 432)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Revisão do estado da arte do tratamento de ileosto-mia de alto débito – a propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os estomas de alto débito(EAD)(≥ 2000ml/dia durante ≥3 dias) estão associados a diversas complicações, incluindo a desidratação, hipo-magnesémia e desnutrição. Realizou-se uma revi-são bibliográfica para responder à questão “Qual a melhor abordagem terapêutica aos EAD?”, com base num caso clínico. Material e Métodos: Apresenta-ção de caso clínico seguida de análise de pesquisa bibliográfica(Pubmed e b-onNo); com restrição tem-poral de 2010-2017, utilizando os termos High Output Stoma(HOS), nutritional management HOS. Resulta-dos: Sexo feminino, 77 anos, submetida a ressecção anterior do recto VL com ileostomia de protecção, por adenocarcinoma. 10 meses depois foi re-internada por EAD acompanhada de desnutrição e LRA com necessidade de hemodiálise temporária. Tratada com soluções de re-hidratação, soro ev, restrição hídrica e loperamida que resultou em controle do débito da ileos-tomia aos 12 dias. Relativamente ao diagnóstico/carac-terização do EAD é imperativo excluir causas tratáveis. Quanto ao tratamento este baseia-se em: restrição da ingesta oral de líquidos; solução de re-hidratação de St. Marks; fármacos anti-secretores e/ou antidiarreicos tais como a loperamida, IBP e fosfato de codeína; suporte nutricional específico e apoio de estomoterapia para reverter complicações locais tais como: maceração/eritema da pele e invaginação/deiscência do estoma. Discussão: Com uma abordagem sistematizada/estru-turada é possível reverter os EAD e permitir uma re--adaptação intestinal, sendo essencial uma equipa multidisciplinar.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Setúbal, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Fabíola Amado, Joana Seabra, Xavier Sousa, Vanessa

Praxedes, Nuno Monteiro, André Batista, Jose Baptista, Marta Lamas, Joana Portela, Patricia Luis, Manuel Morales, Luís Cortez

CONTACTO: Fabíola Amado E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 418)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Excisão completa do mesocólon – resultados preli-minares num centro único

RESUMO: Objetivo/Introdução: A respeito do cancro do cólon, crê-se que a excisão completa do mesocólon (ECM) com laqueação vascular central aumenta a qualidade da ressecção cirúrgica com melhores resultados onco-lógicos. Os benefícios da cirurgia por via laparoscópica (VL) são evidentes, e cada vez mais a hemicolectomia com ECM VL é reportada como possível e segura. Mate-rial e Métodos: Análise observacional retrospectiva de doentes adultos com cancro do cólon, submetidos a cirurgia de ressecção, electiva, durante o ano de 2017. Foram excluídos os tumores com invasão extra-cólica ou com metástases à distância. Foram analisados dados demográficos, características intra-operatórias, morbimortalidade e avaliação histológica. Comparam--se as duas vias de abordagem cirúrgica: a aberta vs laparoscópica. Resultados: Obtivemos um total de 49 doentes, 60% do sexo masculino, com média de idade de 70 anos. A VL foi utilizada em 35,4% dos doentes. Não houve diferença estatisticamente significativa entre as duas vias de abordagem cirúrgica (p>0,05), sendo similar a taxa de integridade do mesocólon. O tempo operatório permanece superior na via laparos-cópica (diferença média 40 min). Discussão: A ECM é cada vez mais preconizada na cirurgia do cancro do cólon. A via laparoscópica, apesar de não ser consen-sualmente aceite, parece estar a ganhar validade como uma abordagem eficaz e segura. Os nossos resultados preliminares pretendem sugerir a não inferioridade da técnica e incentivar o crescimento progressivo da abor-dagem minimamente invasiva.

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral (1) CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Marta Fragoso (1), David Aparício (1), Énio Afonso (1),

Vasco Geraldes (1), Vitor Nunes (1) CONTACTO: Marta Ramos Fragoso E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 456)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Íleus Biliar: Uma Causa Rara de Oclusão Intestinal RESUMO: Objetivo/Introdução: O Íleus Biliar constitui uma

causa rara de oclusão intestinal mecânica, consistindo na obstrução de um segmento de intestino delgado por um cálculo biliar. Apresentamos o caso de uma doente do sexo feminino, de 76 anos, com múltiplas co-mor-bilidades, que recorreu ao Serviço de Urgência (SU) por dor abdominal generalizada com quatro dias de evolução, associada a episódios de emese, com con-teúdo inicialmente bilioso e posteriormente entérico. Realizou uma radiografia abdominal na qual se identifi-caram níveis hidroaéreos e uma TC abdomino-pélvica que mostrou um cálculo em área de ansas distendidas, atingindo cerca de 4x3x2.5 cm. Perante a hipótese de diagnóstico de oclusão intestinal por cálculo biliar, foi colocada indicação cirúrgica, tendo-se realizado ente-

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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rotomia e extração do cálculo. A cirurgia e o período pós-operatório imediato decorreram sem intercorrên-cias. A doente teve alta clinicamente melhorada ao 10º dia de internamento. Discussão: O Íleus Biliar repre-senta cerca de 1 a 4% das causas de oclusão intestinal mecânica, sendo mais frequente em idosos, com múl-tiplas patologias associadas. A sintomatologia com que se apresenta é variável consoante o local de obstrução, manifestando-se geralmente de forma intermitente. Por este motivo, o seu reconhecimento ainda conti-nua a representar um desafio diagnóstico no SU. Não existe consenso na literatura relativamente à aborda-gem terapêutica mais indicada, realçando-se a impor-tância de adequar a intervenção cirúrgica escolhida ao doente.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Setúbal, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Hospital de São Bernardo,

Centro Hospitalar de Setúbal, E.P.E. CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Joana Seabra, Fabíola Amado, Xavier de Sousa,

Vanessa Praxedes, André Batista, Nuno Monteiro, José Baptista, Artur Rocha, Sofia Guerreiro, João Nas-cimento, Henrique Candeias, Rosário Eusébio, Luís Cortez

CONTACTO: Joana Fonseca Seabra E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 414)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Nem tudo o que parece é… RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma secundário do

cólon (CSC) é raro, com uma incidência de 0.1-1%. As localizações 1ªs que mais metastizam para o cólon são: estômago, pulmão, próstata, rim, entre outras. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso de um doente do sexo masculino, 72 anos, com ante-cedentes de carcinoma da próstata e de DPOC, refe-renciado à consulta de Cirurgia por neoplasia do cólon, diagnosticada em EDB,no contexto de hemorragia digestiva baixa.Na EDB foram encontradas 2 lesões, uma no cólon ascendente e outra no transverso proxi-mal, ambas com histologia de adenocarcinoma. Porém, a imunohistoquímica foi negativa para os marcadores CK20 e CDX2 que afastava a hipótese destas lesões terem origem primária no cólon. Realizou estadiamento por TAC-TAP:múltiplas adenopatias torácicas e abdo-minais e metastização bilateral de ambas as glândulas suprarrenais e revisão das lâminas que mostrou tratar--se de adenocarcinoma do pulmão, com positividade para TTF1 e Napsina A. A PET não mostrou imagens de focos pulmonares que correspondessem à origem 1ª da neoplasia.Fez biópsia de adenopatia supraclavicular que corrobou a origem pulmonar do tumor, estadiado como cTxN3M1b e iniciou QT, com resposta completa das lesões cólicas. Discussão: O diagnóstico do CSC é definido pelos achados clínicos e histológicos e pode ser difícil devido à infiltração neoplásica ter início na serosa ou submucosa e,nas fases iniciais,poupar a mucosa.Uma vez estabelecido o diagnóstico,a tera-pêutica poderá incluir a cirurgia, QT ou terapêutica de suporte.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho

SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Serviço de Pneumologia(1), Serviço de Anatomia Patológica(2)

CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Sofia Fonseca, Aurora Mendes(1), Lilite Barbosa, Xia-

ogang Wen(2), Joana Esteves, Ana Barroso(1), Jorge Maciel

CONTACTO: Sofia Filomena Pereira Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 451)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Dieulafoy do reto – A propósito de um caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: As hemorragias digestivas ocor-

rem em cerca de 70-180/100000 adultos por ano. As lesões de Dieulafoy são uma causa rara de hemorragia digestiva, totalizando menos de 5% destes casos. Cor-respondem a lesões vasculares marcadas por um vaso submucoso, tortuoso e de calibre aumentado, hemor-rágico sem laceração visível. São mais comuns em homens, idosos e no trato gastrointestinal alto, tendo sido identificadas em apenas 2% dos casos no reto. Geralmente apresentam-se por hemorragia aguda, massiva e recorrente. Material e Métodos: Apresenta--se o caso de uma mulher de 83 anos antecedentes de HTA e DM. Entrada no SU por diarreia sanguino-lenta e descompensação diabética com 24h de evolu-ção. Ao exame objetivo apresentava-se emagrecida, ligeiramente descorada e desidratada. Hemodinami-camente normalizada, apirética. Avaliação abdominal sem alterações. Ao toque retal verificou-se fecalomas na ampola retal, sem outras massas endoluminais e saída abundante de retorragias. Analiticamente com hiperglicemia, Hb 10.24 g/dL, 9000 leucócitos, PCR 2.2 mg/dL, ureia 127 mg/dL, coagulação normal. Rea-lizou colonoscopia que revelou lesão de Dieulafoy do reto aos 5 cm com hemorragia ativa, em jato. Efetuada terapêutica endoscópica com sucesso e sem recidiva. Discussão: Estas lesões são importantes por serem frequentemente difíceis de diagnosticar e levarem a hemorragias potencialmente fatais. Este caso retrata uma etiologia rara de hemorragia gastrointestinal que deve ser considerada como diagnóstico diferencial.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes

e Alto Douro CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Urânia Fernandes; Ana Melo; Sílvia Silva; Herculano

Moreira; Pedro Costa; Ana Sofia Esteves CONTACTO: Urânia Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 473)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Diverticulectomia por Diverticulitte do Cego, uma causa rara de dor na fossa íliaca direita

RESUMO: Objetivo/Introdução: Apresentar um caso clínico de um doente que foi submetido a diverticulectomia por diverticulite do cego. Material e Métodos: Descrição de caso clínico complementada com imagens. Resul-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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tados: Os autores apresentam um caso de um doente do sexo masculino, 57 anos, admitido no seu hospital por dor na fossa ilíaca direita (FID) com 2 dias de evo-lução. Clinicamente apresentava dor a palpação da FID com defesa e aumento dos parâmetros inflamatórios. Foi proposto para Apendicectomia urgente por suspeita de Apendicite aguda. Intra-operatóriamente, o apên-dice não aparentava qualquer alteração macroscópica e uma formação tubular inflamada foi encontrada na na face lateral da parede cecal. Foi executada apen-dicectomia profilática e diverticulectomia. O exame histológico confirmou a inexistência de alterações do apêndice ileo-cecal e a formação tubular apresentava inflamação supurativa transmural compatível com Diverticulite Cecal. Discussão: Apesar de ser uma entidade patológica reconhecida, a Diverticulite do Cego é rara em países ocidentais. A apresentação é, muitas vezes, semelhante a um quadro clínico clínico semelhante a Apendicite aguda, com dor abdominal no quadrante inferior direito. O seu diagnóstico é, frequen-temente, difícil de estabelecer antes da cirurgia ou até antes do estudo histlógico, uma vez que, intra-operató-riamente, a duplicação apendicular não pode ser exclu-ída. A Diverticulectomia é uma técnica cirúrgica descrita para o tratamento da Diverticulite solitária do cego, que foi neste caso executada com sucesso.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital da Senhora da

Oliveira – Guimarães CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: André Graça Magalhães, José Monteiro, Rita Lourenço,

Hugo Mesquita, José Monteiro, João Lima Reis, Paula Costa, Pinto Correia

CONTACTO: André Graça e Magalhães E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 457)

SESSÃO: P-CR 2

TÍTULO: Fístula colo-pleural, uma complicação rara de can-cro colorretal metastizado

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma colorretal metas-tático pode causar muitos sintomas. Este trabalho tem como objetivo apresentar um caso de infeção respira-tória por fístula colo-pleural/pulmonar, uma complica-ção pouco descrita na literatura. Material e Métodos: Descreve-se o caso clínico de um homem de 75 anos com antecedente de anastomose derivativa do cólon transverso para cólon descendente por adenocarci-noma do ângulo esplénico do cólon, irressecável e metastático. Realizou QT paliativa e ficou em vigilân-cia apertada. Após um ano, o doente foi internado por pneumonia com expetoração fecaloide. Teve melhoria clínica após inicio de antibioterapia largo espectro e nutrição parentérica total. Por persistência do quadro infecioso, realizou TC abdominal com contraste oral e retal, evidenciando doença localmente avançada com invasão diafragma e fístula para pleura/pulmão esquerdo. Resultados: Após discussão com o doente e família, este foi submetido a laparotomia exploradora com realização de transversostomia em ansa. O pós--operatório decorreu sem complicações, iniciando dieta oral, libertando o doente da dieta parenteral e redu-

zindo o risco de infeção respiratória. Teve alta orientado para consulta de Oncologia Médica. Discussão: A infe-ção como complicação direta do carcinoma do cólon é rara e potencialmente fatal. A neoplasia localizada no ângulo esplénico pode invadir o diafragma e após per-furação causar infeção respiratória. O tratamento pode ser difícil, uma vez que para chegar ao diagnóstico é necessário um elevado índice de suspeição.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Cova da

Beira CAPÍTULO: Colo-Proctologia AUTORES: Tobias Teles, Rui Cunha, Sofia Neves, Augusta Ruão,

Pinto Ferreira CONTACTO: Tobias Teles E-MAIL: [email protected]

SALA 4 09/03/2018 08:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 340)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Volumosa massa abdominal – um desafio diagnós-tico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O linfoma gastrointestinal é a forma mais comum de linfoma extra-ganglionar, ocor-rendo maioritariamente no estômago. Os subtipos his-tológicos mais comuns são o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) e o linfoma MALT. Os LDGCB têm comportamento mais agressivo, com estadios mais avançados ao diagnóstico e consequentemente pior prognóstico. Resultados: Mulher, 54 anos, admitida no hospital por quadro de vómitos e dor abdominal com uma semana de evolução. Ao exame objetivo apresentava massa dolorosa no epigastro. Solicitada TC A-P que evidenciou presença de neoformação de 19x13cm, com provável origem no cólon transverso, invadindo o baço, estômago e supra-renal esquerda. Para melhor esclarecimento realizou RMN abdominal, que confirmou achados da TC, mas sugeriu origem gástrica e EDB, que não evidenciou alterações. Efe-tuou de seguida EDA, que identificou lesão subepitelial do corpo gástrico com ulceração – biopsada. A histo-logia revelou aspetos sugestivos de LDGCB na prová-vel dependência de linfoma tipo MALT. Após discussão multidisciplinar, a doente foi referenciada para Hemato--Oncologia. Discussão: O linfoma gástrico pode consti-tuir um desafio diagnóstico, pela variabilidade na forma de apresentação. As opções terapêuticas incluem QT, RT, erradicação H. Pylori ou uma combinação destas. A cirurgia está reservada para os casos de dúvida diag-nóstica, ou de complicações como obstrução, perfura-ção ou hemorragia incontrolável.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Joana Magalhães, Leonor Matos, Ana Correia, Jorge

Costa, António Soares, Rosa Sousa, Joaquim Costa Pereira, Teresa Santos, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Joana da Silva Magalhães E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 242)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Acalásia – 40 anos de evolução RESUMO: Objetivo/Introdução: Caso clínico de um homem de

80 anos com antecedentes de acalásia desde há cerca de 40 anos, tendo recusado continuamente intervenção cirúrgica. Ao longo dos anos manteve-se sob terapêu-tica periódica com injecção de toxina botulínica com benefício a curto prazo. História de diversos episódios de admissões hospitalares por quadro de regurgitação e tosse crónica. Clinicamente emagrecido com objec-tivação de massa palpável ao nível do pescoço, não móvel com a deglutição e expansível com a manobra de valsava. Imagiologicamente com imagem em Radio-grafia de tórax compatível com uma sigmoidização exu-berante do esófago. Pretende-se relatar um caso que traduz a história natural de uma acalásia grave e refrac-tária a terapêutica endoscópica, não intervencionada cirurgicamente, com clínica e imagiologia exuberantes. A acalásia corresponde a um distúrbio primário raro da motilidade esofágica caracterizada por uma diminuição da peristalse esofágica e por um relaxamento inade-quado do EEI. É uma patologia crónica benigna que frequentemente é responsável por quadros clínicos de disfagia mas cuja causa continua ainda pobremente compreendida. Embora tradicionalmente a dilatação esofágica e a injecção de toxina botulínica possam ser utilizadas o seu benefício é de curta duração pelo que hoje a miotomia de Heller com fundaplicatura por laparoscopia é assumida pela maioria dos especialistas como o tratamento primário mais vantajoso.

HOSPITAL: Hospital José Joaquim Fernandes (Beja) SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital José Joaquim

Fernandes (1)(2)(3)(4) CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Valter Paixão (1), Vera Pedro (2), Emília Duro (3),

Fátima Caratão (4) CONTACTO: Valter Jorge Rosa Paixão E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 44)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Um Caso de Necrose Aguda do Esófago RESUMO: Objetivo/Introdução: A necrose esofágica aguda

(NEA) é uma patologia rara, de etiopatogenia multifato-rial, caracterizada pela presença de um esófago preto na endoscopia digestiva alta (EDA). A primeira descri-ção endoscópica foi publicada por Goldenberg et al. em 1990. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso clínico de um homem de 76 anos, com antece-dentes pessoais de DM tipo II, doença renal crónica em estadio 5 – em hemodiálise e dois AVC’s; que recor-reu ao hospital da sua área residência, por quadro de lipotímia, vómitos escuros e melenas, cuja EDA revelou necrose circunferencial em toda a mucosa esofágica com preservação da mucosa gástrica. Resultados: Relata-se este caso dada a raridade da patologia e pela presença de imagens endoscópicas característi-cas, salientando-se a importância de um diagnóstico precoce e de um tratamento direcionado para a pato-

logia de base associada. Discussão: Esta patologia rara surge num quadro clínico característico de HDA. Embora se admita que o principal evento seja a isque-mia, na maioria dos casos, a sua etiopatogénese con-tinua a ser desconhecida, não sendo apontada uma causa ou um único mecanismo. É importante realizar um diagnóstico precoce e iniciar tratamento direcionado para a patologia de base associada, de forma a preve-nir complicações futuras. A maioria dos doentes apre-senta multipatologia de base, o que parece condicionar mais o prognóstico do que as lesões esofágicas per si.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Catarina Muller (1); Sofia Morais (1); Telma Fonseca

(1); António Ferrão (1); José Barbosa (1); José Costa Maia (1)

CONTACTO: Catarina Pestana Muller Pereira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 107)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Síndrome de Wilkie – uma causa rara de obstrução duodenal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O Síndrome de Wilkie é uma enti-dade rara que resulta da compressão da 3ª porção duo-denal por uma diminuição do ângulo aortomesentérico abaixo dos 25º. Material e Métodos: Mulher, 39 anos, com queixas de dor abdominal, enfartamento, vómitos e perda ponderal com vários anos de evolução. EDA e colonoscopia sem alterações. TC revelou distensão gástrica e duodenal; diminuição do ângulo aortomesen-tério para 11o ao nível da passagem do duodeno. Trân-sito baritado revelou atraso na progressão de contraste ao nível da 3ª porção duodenal condicionando dilatação a montante, com passagem de contraste lenta e inter-mitente. Os achados foram compatíveis com Síndrome de Wilkie. Resultados: A doente foi submetida a lapa-roscopia exploradora que revelou distensão gástrica e duodenal até à sua 3ª porção, tendo sido realizada uma duodenojejunostomia. No pós-operatório realizou novo trânsito esófago-gastro-duodenal que revelou atraso no esvaziamento gástrico associado ao seu volume e hipotonicidade, mas com progressão eficaz ao longo da anastomose duodeno-jejunal. Internamento sem inter-corrências, com alta ao 6º dia. Discussão: O Síndrome de Wilkie é uma causa rara de obstrução duodenal, sendo a elevada suspeição clínica o principal factor para o seu diagnóstico. O tratamento inicial pode ser conservador, mas a ausência de melhoria sintomática é uma indicação para tratamento cirúrgico. Uma abor-dagem minimamente invasiva pode ser uma opção segura e com bons resultados.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral – Centro Hospitalar Tondela-

-Viseu CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Sara Catarino, Rita Loureiro, André Tojal, Rosa Simão,

Luís Filipe Pinheiro, Carlos Casimiro CONTACTO: Sara Catarino E-MAIL: [email protected]

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 245)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Terapia de Vácuo Intraluminal: abordagem ao tra-tamento da deiscência da anastomose esofágico--jejunal após esofagectomia de Ivor-Lewis

RESUMO: Objetivo/Introdução: Doente do sexo masculino, de 58 anos, com antecedentes de patologia depressiva e alcoolismo, com o diagnóstico de carcinoma epider-moide do 1/3 inferior do esófago (uT3N0). Completou esquema de quimioterapia e radioterapia neoadju-vante, tendo sido submetido a esofagectomia de Ivor Lewis sem intercorrências. Ao sétimo dia do pós-opera-tório, por suspeita de fistula esofágica, realizou TC que mostrou pneumo-mediastino com dissecção gasosa dos planos e suspeita de deiscência da anastomose. Posteriormente realizou EDA tendo sido objetivada fis-tulização de grande calibre aos 29 cm dos incisivos. Foi colocada prótese totalmente recoberta.. Após dois epi-sódios de migração de prótese, optou-se por colocação intraluminal de esponja de vacuo (EndoSponge). Após seis semanas e várias revisões da terapia de vácuo, foi conseguido o encerramento completo da fistula. Discussão: A terapia de vácuo intraluminal é cada vez mais reconhecida como um método promissor para a reparação de defeitos no trânsito gastro-intestinal superior. Comparativamente à colocação de prótese, a terapia de vácuo permite visualizar regularmente as condições da ferida e ajustar a terapia conforme neces-sidade. Este tipo de sistema, ao promover a granulação do tecido e a drenagem, facilita o processo de encer-ramento completo da lesão. Constitui, como este caso demonstra, uma opção a considerar no tratamento das deiscências anastomoticas em cirurgia esofágica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: 1 – Interna de Formação Específica, Serviço de Cirurgia

Geral, Centro Hospitalar de São João, Porto, Portugal; 2 – Unidade de Patologia Esofágico-Gástrico- Duode-nal, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São João, Porto, Portugal; 3 – Diretor de Serviço, Ser-viço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São João, Porto, Portugal

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Telma Fonseca 1, Diana Gonçalves 1, Marina Morais 1,

Catarina Pestana Muller 1, André Pereira 1, Ana Sofia Morais 1, Silvestre Carneiro 2, J.Costa Maia 3

CONTACTO: Telma Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 355)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Oclusão intestinal alta por Síndrome de Wilkie RESUMO: Objetivo/Introdução: A síndrome de Wilkie ou sín-

drome da artéria mesentérica superior (SAMS) é uma patologia rara, causada pela compressão da terceira porção do duodeno entre a artéria mesentérica supe-rior e a aorta, resultando em oclusão intestinal aguda ou crónica. Material e Métodos: Apresenta-se o caso de uma doente de 85 anos, que recorreu ao SU por dor abdominal e vómitos com 6 horas de evolução. Apresentava-se com distensão e timpanismo abdomi-

nal generalizado, sem defesa à palpação. Rx abdómen revelou marcada distensão gástrica, tendo-se colo-cado SNG com drenagem de 2000 cc de conteúdo de estase. Realizou TC abdominal, constatando-se mar-cada distensão gástrica e do duodeno até D3-D4, com redução do ângulo aorto-mesentérico. O trânsito diges-tivo mostrou dificuldade na progressão do contraste oral para D4. Resultados: A doente ficou internada no serviço de Cirurgia, tendo ocorrido resolução do quadro clínico com drenagem naso-gástrica, pausa alimentar e fluidoterapia. Teve alta clinicamente bem, sem novos episódios de oclusão intestinal alta até à data. Discus-são: A SAMS é uma causa rara de oclusão intestinal alta. O caso clínico apresentado mostra uma situação em que ocorreu resolução favorável apenas com tera-pêutica médica. Nas situações em que há recorrência da sintomatologia, está indicado o tratamento cirúrgico, nomeadamente a operação de Strong, a gastrojejunos-tomia ou a duodenojejunostomia.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia A do CHUC CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Fernando Azevedo, Ana Oliveira, Mónica Martins, Bea-

triz Costa, José Carlos Campos, António Milheiro, Júlio Leite

CONTACTO: Fernando Azevedo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 146)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Síndrome de Bouveret: Dois Espectros da Mesma Doença

RESUMO: Objetivo/Introdução: O Síndrome de Bouveret (SB) é uma forma rara de ileus biliar caracterizado por obs-trução duodenal por um cálculo, associado a uma fístula colecistoentérica. É mais prevalente no sexo feminino, com idade avançada. A clínica é inespecífica, com intolerância alimentar e dor epigástrica, ou rara-mente com hemorragia digestiva alta (15%). Material e Métodos: Casos clínicos. Resultados: Caso de uma doente de 69 anos com quadro de vómitos em borra de café, melenas e episódio de lipotímia. Analiticamente com hemoglobina 8,9g/dL. A endoscopia alta reve-lou ulcera da parede posterior do bulbo com cálculo encravado, com um coágulo aderente, que confirmou o diagnóstico de SB. Intra-operatoriamente identificou--se a úlcera com exposição da artéria gastro-duodenal, que se laqueou, e procedeu-se à extracção do cálculo, sem complicações. Caso de uma doente de 78 anos, com dor epigástrica de inicio súbito, sem outros sinto-mas. A TC abdominal revelou aerobilia intra-hepática e no colédoco e dilatação da 2ª porção duodenal, com um cálculo luminal, confirmando o diagnostico de SB. Endoscopicamente não foi possível a litotrícia mecâ-nica pelo que se procedeu-se a extracção de cálculo e piloroplastia, sem intercorrências. Discussão: O ileus biliar é responsável por 1-4% das oclusões intes-tinais e, raramente, quando o cálculo impacta no duo-deno condiciona oclusão intestinal alta ou, raramente, hemorragia digestiva alta (SB). Está associada a ele-vada morbilidade dada a idade avançada e as comorbi-lidades, sendo importante o diagnóstico precoce.

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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HOSPITAL: Hospital Beatriz Ângelo SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Joana Bártolo, Gonçalo Luz, João Grenho, Rui Maio CONTACTO: Joana Bártolo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 302)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Schwannoma Esofágico – Caso Clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores benignos do esó-

fago são raros, constituindo 2% de todos os tumores esofágicos. Dentro deste grupo, os Schwannomas são especialmente incomuns. Atingem todos os grupos etá-rios, com um pico entre os 20 e os 50 anos. Podem sur-gir num quadro de neurofibromatose ou como lesões isoladas. Material e Métodos: Descreve-se o caso de uma doente de 54 anos, sem antecedentes pessoais de relevo, que por queixas de disfagia realizou endoscopia digestiva alta que demonstrou abaulamento da parede esofágica distal ao músculo cricofaríngeo. Na TAC cer-vicotorácica identificou-se uma lesão nodular sólida, de contornos bem definidos com 30x20mm adjacente à vertente lateral direita do esófago. O exame ecoen-doscópico mostrou uma lesão hipoecóica e heterogé-nea, cuja biópsia colocou a hipótese de GIST de baixo grau. Foi submetida a exérese cirúrgica extramucosa da lesão por cervicotomia direita. O pós-operatório decorreu sem intercorrências. O exame histológico definitivo revelou uma neoplasia mesenquimatosa, bem circunscrita, com margens tangenciais. O estudo imunohistoquímico foi compatível com o diagnóstico de Schwannoma, com origem provável no plexo mioenté-rico esofágico. Discussão: O diagnostico pré-opera-tório de Schwannoma é difícil e muitas vezes apenas é estabelecido após a resseção. O tratamento destas lesões, quando sintomáticas, passa pela exérese cirúr-gica simples ou, em lesões de maiores dimensões, pela esofagectomia. Quando assintomáticas a vigilância é uma opção válida.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia do Porto Francisco Gen-til, EPE

SERVIÇO: Serviço de Oncologia Cirúrgica CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Pedro Fernandes, Laurinda Giesteira, Jorge Guimarães

dos Santos, Joaquim Abreu de Sousa CONTACTO: Pedro Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 282)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Adenomioma Gástrico: Uma Neoplasia Rara em Lo-calização Pouco Frequente

RESUMO: Objetivo/Introdução: O adenomioma gástrico é uma neoplasia benigna rara constituída por estruturas glandulares e por um estroma de músculo liso. Estão descritos poucos casos na literatura, sobretudo em localização gástrica proximal. A idade varia desde a infância até a nona década de vida. A apresentação

clínica é variável, desde assintomáticos até apresen-tações mais exuberante, como hemorragia, perfuração com peritonite ou obstrução gástrica. O diagnóstico diferencial pré-operatório é difícil e o comportamento maligno duvidoso Resultados: Apresentamos o caso de uma mulher de 67 anos a consulta de gastrenterolo-gia por achado em endoscopia digestiva alta de lesão suspeita de tumor do estroma (GIST), com 20mm, na grande curvatura. A ecoendoscopia e as biopsias rea-lizadas não foram conclusivas apesar de levantarem a suspeita de neoformação da camada submucosa. Para diagnóstico definitivo foi realizada gastrectomia atípica por via laparoscópica, não se verificando morbimortali-dade. A histologia identificou um adenomioma gástrico. Discussão: Adenomioma gástrico é raro mas deve ser considerado como uma possibilidade de diagnóstico de tumores da submucosa gástrica. Pode ser sintomático, sendo a sua exérese de considerar mesmo nos acha-dos incidentais. A vigilância e prognóstico são ainda incertos pelo número reduzido de casos descritos. Não parece existir, até ao momento, recidivas locais ou a distância destas lesões.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE SERVIÇO: 1- Serviço de Cirurgia Geral Unidade Local de Saude

de Matosinhos – Hospital Pedro Hispano; 2 – Serviço de Anatomia Patológica Unidade Local de Saude de Matosinhos – Hospital Pedro Hispano

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Catarina Quintela (1), Joana Correia(1), Pedro Gon-

çalves(1), Rosa Saraiva(1), Pedro Valente(1), Artur Silva(2), António Gouveia(1)

CONTACTO: Ana Catarina Quintela da Silva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 429)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Necrose gástrica aguda – a propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A distensão gástrica aguda maciça constitui uma patologia rara, com sintomato-logia inespecífica, que invariavelmente evolui para necrose e perfuração gástrica se não for detetada e tratada atempadamente. Resultados: Homem de 75 anos, com antecedentes de HTA, insuficiência aór-tica ligeira, DPOC, HBP e microdiscectomia C5-C6 e artrodese inter-somática C5-C6. Recorreu à urgência por vómitos alimentares com conteúdo hemático, dor e distensão abdominal súbitas. Hemodinamicamente normal e apirético. Abdómen muito distendido, dolo-roso à palpação, com irritação peritoneal e timpanismo generalizado à percussão. Colocada SNG com drena-gem escassa de conteúdo de estase gástrica. Análises: leucócitos/neutrófilos 13.40/10.32 x 109/l, PCR 1.4 mg/dl, CK 283 U/L, sem outras alterações. GSA: lactatos 1.79, sem outras alterações. AngioTC mostrou exube-rante distensão gástrica (torção?). Submetido a lapa-rotomia exploradora que revelou marcada distensão e necrose gástrica, sem outras alterações. Realizada gastrectomia total com anastomose esófago-jejunal em Y de Roux, sem intercorrências. O doente apresentou boa evolução clínica, tendo alta ao 7º dia de pós-ope-ratório. Discussão: O diagnóstico de necrose gástrica

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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aguda maciça exige um elevado índice de suspeição pela sua raridade e inespecificidade dos sintomas. O seu diagnóstico e tratamento (descompressão gás-trica com SNG, fluidoterapia e analgesia) antes que a necrose gástrica se estabeleça são cruciais para evitar a necessidade de intervenção cirúrgica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São João CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Fabiana Sousa, Hugo Santos-Sousa, Manuela Bap-

tista, Cristina Fernandes, Vítor Devezas, José Barbosa, José Costa-Maia

CONTACTO: Fabiana Sousa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 275)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Entre marido e mulher… RESUMO: Objetivo/Introdução: A doença ulcerosa péptica apre-

senta uma etiologia complexa e multifatorial, sendo a infeção por Helicobacter pylori e o uso de AINEs as principais causas. Material e Métodos: Caso Clínico 1: Mulher de 52 anos, com antecedentes de raquitismo hipofosfatémico, fumadora passiva e uso esporádico de AINEs. Recorreu ao SU por dor no hipogastro e fossa ilíaca direita, com irradiação lombar. Analiticamente sem alterações de relevo e foi medicada com ibupro-feno e pantoprazol. Recorreu novamente ao SU por dor abdominal difusa, com irradiação lombar bilateral. À observação com irritação peritoneal e a radiografia de abdómen em pé revelou pneumoperitoneu. Submetida a laparotomia constatando-se perfuração de úlcera pré--pilórica. Caso Clínico 2: Homem de 60 anos, com ante-cedentes pessoais de HTA, fumador e agravamento da ansiedade desde o internamento da esposa por úlcera péptica perfurada. Recorreu ao SU por dor epigástrica de início súbito. À observação encontrava-se hemodi-namicamente estável, sudorético, com defesa à pal-pação do epigastro. Analiticamente com insuficiência respiratória tipo I na gasimetria. Realizou TC que reve-lou pneumoperitoneu. Submetido a laparotomia consta-tando-se perfuração de úlcera pré-pilórica. Discussão: A perfuração de úlcera péptica é cada vez menos fre-quente. Contudo, estes 2 casos clínicos, de marido e mulher com diagnóstico de perfuração de úlcera pré--pilórica com uma semana de intervalo, comprovam a influência de fatores ambientais como o tabagismo e uso de AINEs.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Oeste SERVIÇO: Cirurgia Geral do Centro Hospitalar do Oeste (1), Cirurgia

Geral do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Rodrigues A. (1), Amado A.(2), Torre A. (2), Leite M. (2),

Ferreira J. (2), Gandra A. (2), Tavares A. (2), Soares C. (2), Gandra L. (2), Maciel J. (2)

CONTACTO: Ana Luísa Ascenso Rodrigues E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 338)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Bezoar gástrico- estenose pilórica condicionada por adenocarcinoma

RESUMO: Objetivo/Introdução: Bezoar Gástrico- Estenose Piló-rica Condicionada por Adenocarcinoma autores propõe a apresentação de caso clínico, de homem de 61 anos, referenciado á CEexterna de Cir.Geral : esófago-gás-trica, por vómitos e emagrecimento desde Agosto de 2017. Antecedentes de HTA, medicado. A 16/9/2017 realizou EDA: candidíase esofágica e estômago com abundante conteúdo alimentar no corpo e fundo. Este-nose no piloro, condicionada por úlcera na vertente posterior do antro pré-pilórico, com bordos duros ao toque e irregulares. Biópsia-suspeita de adenocarci-noma. Repetiu EDA a 26/10/2017: abundante conte-údo alimentar que impede a progressão. A TC revelou: pulmão e fígado: sem lesões secundárias. Área de espessamento parietal gástrico do antro-piloro com componente endoluminal, determinando estenose, com marcada distensão gástrica a montante. Lesão com espessura máxima de 3 cm e extensão longitudinal de 3,8 cm. Pequena adenopatia na gordura adjacente, e algumas formações ganglionares mais proeminentes adjacentes á pequena curvatura gástrica a maior de 16x 7 mm. Sem alterações da gordura peri-gástrica. Marc. tumorais negativos. Discutido caso clínico na consulta de Grupo Oncológico e decidido Cirurgia, dada a impossibilidade de o doente se alimentar. Foi subme-tido a 7/11/2017 a gastrectomia sub-total em Y de Roux + linfadenectomia D2 + colecistectomia. Aguardamos resultado histológico definitivo.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Andreia Silva Santos, Manuel Ferreira , Marta Martins,

Santos Costa, Pinto Correia CONTACTO: Andreia do Rosaário da Conceição Silva e Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 336)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Hérnia Hiato Esofágico – Caso de complicação agu-da

RESUMO: Objetivo/Introdução: O refluxo gastroesofágico é uma doença comum e com incidência crescente. Embora a cirurgia anti-refluxo seja bastante eficaz cerca de 10% dos doentes podem ter recidiva da doença. Apresenta--se um caso de recidiva de hérnia do hiato e respectiva abordagem cirúrgica. Material e Métodos: Descrição e documentação fotográfica de caso clínico. Resulta-dos: Mulher, 61 anos com história de DRGE e hérnia do hiato, submetida a cirurgia em 2004 (fundoplicatura de 360º e hiatoplastia). Por migração da fundoplicatura realizado REDO em 2008; recidiva dos sintomas de DRGE não controlados com terapêutica médica, sub-metida a anterectomia com reconstrução em Y de Roux laparoscópica em 2012; pós-operatório complicado com perfuração iatrogénica de ansa de delgado. Obser-vada de urgência em Março de 2016 por dispneia, dor

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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pré cordial e náuseas. O estudo mostrou herniação de todo o estômago para a cavidade torácica decidindo--se por cirurgia: constatou-se estômago encarcerado em posição retrocardiaca; realizou-se redução do con-teúdo herniário e hiatoplastia com prótese de PTFE. Discussão: Trata-se de uma doente com tri-recidiva da hérnia de hiato anteriormente abordada por via laparos-cópica. Optou-se pela abodagem laparotomica devido ao contexto e antecedentes. Decidido uso de prótese para reparação do defeito herniário de modo a fazer uma reparação sem tensão atendendo ao tamanho do defeito e à possibilidade de recidiva. O risco de erosão ou estenose esofágica não podem ser desprezados com o uso de próteses.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Porto, EPE SERVIÇO: Departamento de Cirurgia, Serviço de Cirurgia Geral –

Unidade de Cirurgia Digestiva, Hospital de Santo Antó-nio, Centro Hospitalar Universitário do Porto

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Teresa Freitas Correia, Carlos Nogueira, Jorge Santos CONTACTO: Teresa Correia E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 58)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Volvo Gástrico Associado a Hérnia Paraesofágica RESUMO: Objetivo/Introdução: Volvo gástrico (VG) é caracteri-

zado por uma rotação anómala do estômago sobre os seus eixos. Pode ser primário ou secundário. A obstru-ção é a principal consequência, com risco de estran-gulamento. Material e Métodos: Literatura e processo clinico. Resultados: Mulher, 64 anos, epigastralgias, vómitos e obstipação com 3 dias de evolução. Antece-dentes patológicos de hérnia do hiato. Objetivamente, taquicardia e dor à palpação do epigastro. Sem altera-ções analíticas de relevo. D2, dor abdominal intensa e hematemeses. Colocação de SNG, drenagem de san-gue vivo. Instabilidade hemodinâmica, necessidade de componentes sanguíneos. Laparotomia exploradora de urgência (LEU), VG em hérnia paraesofágica. Correção do VG, encerramento dos pilares diafragmáticos com correção de hérnia diafragmática e gastrectomia linear mecânica. D10, instabilidade hemodinâmica, necessi-dade de suporte vasomotor. TC AP – 2 abcessos intra--abdominais. LEU, drenagem cirúrgica dos abcessos e lavagem da cavidade abdominal; teste da câmara de ar, sem drenagem por linha de agrafos. D27, evisceração com saída de dieta por ferida cirúrgica. LEU, necrose do estômago remanescente. Gastrectomia total com anastomose T-T esofagojejunal. Alta em D81. Follow-up apresentou estenose da anastomose esofagojejunal, dilatação endoscópica com efeito positivo. Discussão: Embora o VG associado a hérnia paraesofágica seja uma entidade rara, é de extrema importância um diag-nóstico e tratamento precoce. Uma vez que a taxa de mortalidade relacionada com o VG agudo varia entre 15-20%.

HOSPITAL: Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Santo Espírito

da Ilha Terceira (1) CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica

AUTORES: Anaísa Guimarães da Silva (1), Bárbara Vieira (1), Lisandra Martins (1), Óscar Reis (1), António Mora (1), Marília Vargas (1), Duarte Soares (1).

CONTACTO: Anaísa Iria Guimarães da Silva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 357)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Tratamento endoscópico de perfuração esofágica: Relato de um caso e revisão da literatura

RESUMO: Objetivo/Introdução: A perfuração esofágica é uma emergência clínica relativamente rara, com uma elevada taxa de mortalidade. O seu tratamento dependende de vários factores, nomeadamente da etiologia, do local da perfuração, da contaminação mediastínica ou abdomi-nal e do tempo até ao seu diagnóstico. Resultados: Relatamos um caso de uma doente, do sexo feminino, com 56 anos, que recorreu ao serviço de urgência por dor retroesternal com irradiação interescapular e disp-neia. Realizou tomografia computorizada que revelou perfuração no terço médio do esófago com solução de continuidade para colecção pleural. A doente manteve--se hemodinamicamente estável, sem agravamento sintomático ou analítico. Foi colocado dreno torácico dirigido à colecção e prótese metálica esofágica por via endoscópica. Posteriormente, realizou TAC com con-traste oral que relevou extravasamento do mesmo para o mediastino. Foi recolocada nova prótese e iniciada dieta entérica por sonda nasogástrica. No terceiro dia após-recolocação, realizou-se teste de azul de meti-leno cujo resultado foi negativo. Iniciou dieta oral, com tolerância gradual. Cumpriu antibioterapia dirigida com Piperacilina/Tazobactam e Meropenem, tendo tido alta ao fim de 21 dias. Discussão: O tempo entre o início da perfuração até ao seu tratamento é o principal factor de prognóstico. Ainda que o tratamento “goldstandard” seja a reparação cirúrgica da perfuração, vários estu-dos têm demonstrado que o tratamento endoscópico é um método seguro e com baixa taxa de mortalidade.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral, Hospital Senhora da Oliveira, Guima-

rães CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Rita Lourenço(1), Marta Martins(1), André Graça Maga-

lhães(1), Catarina Longras(1), Diana Souto Brito(1), Ana Cristina Carvalho(1), Juliana Oliveira(1), Manuel Ferreira(1), Carlos Santos Costa(1), Rui Pinto(1), Pinto Correia(1)

CONTACTO: Rita Lourenço E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 342)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Fazer das tripas... pulmão? RESUMO: Objetivo/Introdução: Apresenta-se um caso de hemor-

ragia digestiva alta com etiologia pouco frequente: descompensação de hérnia diafragmática com volvo gástrico Material e Métodos: Doente de 62 anos, sexo masculino, com antecedentes de hérnia diafragmática

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esquerda, lobectomia inferior esquerda, esplenecto-mia, transplante renal, anticoagulação com varfarina por prótese valvular aórtica mecânica. Recorre à urgên-cia por quadro de melenas e choque hemorrágico. Os meios complementares identificaram recidiva de hérnia diafragmática, presença de coágulo ocupando toda a cavidade gástrica e úlcera ao nível da transição gastro--esofágica Resultados: Após abordagem cirúrgica ini-cial falhada, o doente foi submetido gastrectomia total e hernioplastia diafragmática Teve alta ao 50º dia de pós-operatório, assintomático e retomando as suas actividades de vida diária Discussão: A hemorragia digestiva alta é cada vez com menor frequência tratada, pela equipa cirúrgica, pelo menor número de casos (devido a uma mais eficaz terapêutica preventiva, atra-vés do uso de inibidores da secreção gástrica) e do maior leque de soluções não cirúrgicas que é possível oferecer. Como consequência, a terapêutica cirúrgica tornou-se numa segunda linha, justificando-se quando a endoscopia é insuficiente, o que deixa ao cirurgião a participação nos casos de doentes que apresentem as lesões mais graves, com pior prognóstico.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral III – Hospital de Santa Cruz, CHLO CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Rombo, N., Freitas dos Santos, D., Macedo, T., Marti-

nho, A., Messias, H. CONTACTO: Nuno Miguel da Cunha Rombo E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 148)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Tumor Gástrico Glómico – um caso raro. RESUMO: Objetivo/Introdução: O tumor gástrico glómico cons-

titui uma entidade rara, representando menos de 1% dos tumores mesenquimatosos digestivos. O seu diag-nóstico inicial é frequentemente confundido com GISTs. Material e Métodos: Caso clínico. Resultados: O pre-sente caso clínico reporta um doente do sexo masculino, 70 anos, que desenvolveu quadro de hemorragia diges-tiva alta grave por melenas. No decurso do seu estudo, foi diagnosticada endoscopicamente uma lesão subepi-telial ulcerada no antro gástrico, que correspondia em imagem de estudo TAC a lesão nodular bem delimitada, interpretada como provável GIST. Concomitantemente, identificada lesão pericentimétrica cefalopancreática, suspeita de NET. Efectuada gastrectomia subtotal com anastomose gastro-jejunal em Y de Roux, R0, com con-comitante biópsia histológica da lesão cefalopancreá-tica. A análise anatomopatológica e imunohistoquímica da peça revelou tumor gástrico glómico com cerca de 2,5 cm, ao nível da muscular própria, expansivo e infil-trativo. Lesão pancreática concomitante: NET de baixo grau, bem diferenciado, com índice Ki67 <1%. Discus-são: Trata-se de um dos raros casos de tumor glómico gástrico. O seu diagnóstico pré-cirúrgico carece ainda de maior sensibilidade, especificidade e índice de sus-peição. Persistem dúvidas quanto ao comportamento e evolução destes tumores, potencial de malignização e metastização. Carecem, na literatura, estudos que esclareçam a possível associação destes tumores a tumores neuroendócrinos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Leite, M; Vale, S; Viveiros, F; Liberal, M; Azevedo, J;

Soares, C; Carrapita, J; Maciel, J. CONTACTO: Mariana Pereira Leite E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 356)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: GIST duodenal – A propósito de um caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: Os GISTs (Gastrointestinal

stromal tumors) são tumores mesenquimatosos relati-vamente raros com origem nas células intersticiais de Cajal do músculo liso do trato gastrointestinal. A sua apresentação clínica pode ser aguda ou crónica, os sin-tomas são geralmente inespecíficos e variam de acordo com o tamanho, localização e agressividade do tumor. Podem ser assintomáticos e diagnosticados como inci-dentalomas. Material e Métodos: Homem, 63 anos que recorre à urgência por epigastralgia e melenas. AP de ulcera péptica duodenal, DM2 e HTA. Apresentava anemia. Fez EDA: lesão procidente da 3ª porção do duodeno com hemorragia activa controlada endoscopi-camente. A TC abdominal define uma formação nodular solida com 5x4cm com captação de contraste na 3ª por-ção do duodeno. Por manter valores baixos da hemo-globina foi solicitada avaliação urgente pela Cirurgia Geral. O doente foi submetido a ressecção segmentar da 3ª porção do duodeno e jejuno proximal e realizada duodenojejunostomia latero-lateral transmesocólica. Resultados: No pós operatório iniciou alimentação parentérica até retomar dieta entérica. Apresentou estase gástrica por edema da anastomose só resolvida ao fim da 3ª semana. O resultado histológico da peça foi compatível com GIST 4,4x4,2x4cm de baixo risco, baixo grau, pT2N0M0. Discussão: A ressecção cirúr-gica completa é a única terapêutica curativa. O trata-mento adjuvante com imatinib melhora o prognóstico tendo indicação nos casos de doença mais agressiva. O prognóstico no caso dos doentes de baixo risco é favorável.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Setúbal, EPE SERVIÇO: Serviço Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: André Batista, Fabiola Amado, Joana Seabra, Xavier

Sousa, Vanessa Praxedes, Nuno Monteiro, José Bap-tista, Isa Santos, Rita Baía, Joana Almeida, Margarida Correia, Aurora Pinto, Rui Garcia, Luís Cortez

CONTACTO: André Santos Batista E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 449)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Polipose gástrica difusa isolada – caso clínico e re-visão da literatua

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os pólipos gástricos são encon-trados em 1-4% das endoscopias altas e na sua maio-

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ria são esporádicos. A polipose gástrica difusa é uma entidade extremamente rara e define-se como um síndrome com 50 ou mais pólipos gástricos. Mate-rial e Métodos: Apresentamos o caso clínico de um doente com polipose gástrica difusa e revisão da lite-ratura através de pesquisa na base de dados PubMed. Resultados: Mulher, 71 anos, com antecedentes de cardiopatia valvular, fibrilhação auricular e DPOC, sub-metida a estudo endoscópico para estudo de anemia. A endoscopia digestiva alta revelou múltiplos pólipos no corpo gástrico, tendo sido ressecados 2 pólipos sésseis, cuja histologia revelou um com foco de displa-sia de alto grau/adenocarcinoma e outro com estudo imunohistoquímico compatível com hiperplasia linear micronodular de células neuroendócrinas e microcarci-nóide. Perante o quadro de polipose gástrica difusa que contra-indica exérese endoscópica, a doente foi refe-renciada à consulta de Cirurgia Geral e proposta para Gastrectomia Total que a doente recusou. A revisão da literatura permitiu identificar apenas 13 casos descritos de polipose gástrica difusa isolada e só foi constatada transformação maligna em 2 casos. Discussão: Ape-sar da transformação maligna ser muito rara, a poli-pose gástrica difusa pode ser um fator de risco para cancro gástrico, sendo a biópsia endocópica insufi-ciente e portanto a gastrectomia está indicada nestes doentes, permitindo a deteção de lesões malignas síncronas.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Torre, A.; Amado, A.; Queirós, T.; Ascenço, A.; Tava-

res, A.; Ferreira, A.; Cardoso, J.; Gandra, L.; Vieira, J.; Maciel, J.

CONTACTO: Ana Paula Torre E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 327)

SESSÃO: P-EGD 1

TÍTULO: Fístula aorto-esofágica após TEVAR – caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: A fístula aorto-esofágica é uma

patologia rara com elevada morbilidade e mortalidade, sendo necessária uma abordagem terapêutica multidis-ciplinar. Material e Métodos: Descrição de caso clínico de fístula aorto-esofágica após reparação endovascular da aorta torácica com necessidade de tratamento cirúr-gico multidisciplinar: Cirurgia Cardiotorácica, Vascular e Geral. Resultados: Caso clínico de doente do sexo masculino, 62 anos, submetido a tratamento endovas-cular (TEVAR) para exclusão de falso aneurisma da aorta torácica descendente. Um mês após TEVAR ini-ciou quadro de hemorragia maciça e recorrente com diagnóstico de fístula aorto-esofágica com exposição e infeção protésica. Para controlo da hemorragia foi sub-metido a re-TEVAR e disfuncionalização esofágica. Após estabilização clínica, foi realizada uma abordagem mul-tidisciplinar, sob suporte hemodinâmico extra-corporal. Foi realizada excisão de prótese aórtica, interposição de conduto aórtico, esofagectomia distal e restabeleci-mento da continuidade digestiva com tubulização gás-trica. Boa evolução pós-operatória. Discussão: A fístula aorto-esofágica é uma complicação rara do tratamento

endovascular do aneurisma aórtico, invariavelmente associada a hemorragia digestiva grave e a infecção protésica. O tratamento é complexo e multidisciplinar, com necessidade de excisão protésica, colocação de homoenxerto criopreservado ou prótese impreg-nada com prata e tratamento da perfuração esofágica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral (1), Serviço de Cirurgia Vas-

cular (2), Serviço de Cirurgia Cardiotorácica (3) do Cen-tro Hospitalar Lisboa Central

CAPÍTULO: Cirurgia Esófago-Gástrica AUTORES: Patrícia Amaral (1), Inês Barros (1), Anita Quintas (2),

Aragão Morais (2), Álvaro Laranjeira (3), José Pascoa-linho (1), Francisco d’Oliveira Martins (1)

CONTACTO: Patrícia Amaral E-MAIL: [email protected]

SALA F 2.2 09/03/2018 08:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 41)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Carcinoma Papilar: A abordagem de um caso raro com invasão do tecido celular cutâneo

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma papilar é a neopla-sia diferenciada mais frequente da tiróide mas apenas 10% envolvem as estruturas adjacentes. Neste s doen-tes, a recorrência é duas vezes maior e 1/3 morrem aos 10 anos. O tratamento envolve a ressecção cirúrgica e a terapêutica ablativa com iodo radioativo. Apresen-tação de caso clínico de carcinoma papilar com 7.5cm de maior diâmetro com ulceração cutânea. Material e Métodos: Mulher de 61 anos com tumor cervical ante-rior de crescimento progressivo desde há 18 anos com ulceração cutânea recente. A TC do pescoçomostrava nódulo de 75mm ocupando o lobo esquerdo da tiróide, com calcificações, condicionando desvio da traqueia, sem evidência de metastização ganglionar ouinvasão traqueoesofágica. A citologia aspirativafoi compatí-vel com carcinoma papilar, classificação Bethesda VI. Resultados: A doente foi submetida a tiroidecto-mia total com excisão alargada até à pele, e linfade-nectomiado compartimento central. Histologicamente confirmou-se Carcinoma papilar com invasão da cáp-sula, sem invasões vasculares ou neurais pT3N1aR0. A doente realizou radioablação com Iodo radioactivo, aos 3 meses com boa resposta clínica e bioquímica. Discussão: Os Carcinomas papilares apresentam crescimento indolente; quando localmente avançados, o prognóstico é determinado pela ressecabilidade e resposta à radioablação com iodo.

HOSPITAL: SERVIÇO: UF- Cirurgia Endócrina CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Catarina Aguiar, Rosa Matias, Ana Crespo, José

Manuel Nunes, Paula Tavares, José Mário Coutinho, Eduardo Barroso

CONTACTO: Catarina Aguiar E-MAIL: [email protected]

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 45)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Quisto de duplo canal tireoglosso – relato de caso RESUMO: Objetivo/Introdução: O quisto do canal tireoglosso

(QCT) resulta da secreção pelo epitélio do canal tire-oglosso (CT) ativada por razões desconhecidas. O CT desenvolve-se a partir da 3ª semana de gestação, durante a migração da tiróide até à sua posição cer-vical anterior, passando pela origem do osso hióide. Mais de metade dos QCT desenvolvem-se na infân-cia, apresentando-se como nódulo da linha média não doloroso, móvel à deglutição, podendo infetar. Como diagnósticos diferenciais: quisto sebáceo, adenopatia, teratoma ou tecido tiróideu ectópico. Material e Méto-dos: Mulher 48 anos, antecedentes de epilepsia, dis-lipidemia e depressão, recorre à consulta de Cirurgia por tumefação submandibular na linha média, móvel à deglutição. Nega episódios de infeção. Resultados: A ecografia cervical confirma a suspeita clínica de QCT (26x20x14mm). Fez citologia aspirativa – conte-údo de lesão cística. Procedeu-se à exérese do QCT, detetando-se 2 trajetos (canais) ascendentes, acima do hióide, sendo ambos laqueados. Pós-operatório sem complicações, com alta no 1º dia. A histologia confir-mou a presença de QCT sem sinais de malignidade. A doente encontra-se assintomática um ano após a cirur-gia. Discussão: O QCT é menos comum nos adultos, sendo que antes da sua exérese tem de se excluir que não é o único tecido tiróideu. O risco de recidiva pós--operatória é de 2-5%, mesmo após o encerramento do prolongamento superior (sendo preponderante a laque-ação de todos os canais) e da remoção adequada de osso hióide; e >5% se infeção prévia.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São

João CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Vítor Devezas; João Capela; Fabiana Sousa; Cristina

Fernandes, Luís Matos Lima; J. Costa Maia CONTACTO: Vítor Bruno dos Santos Devezas E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 180)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Carcinoma Papilar num Quisto Tiroglosso – Caso Clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O quisto do canal tiroglosso é a anomalia do desenvolvimento da tiróide mais comum. No entanto, o desenvolvimento de neoplasia nesta estrutura é extremamente raro, correspondendo nestes casos geralmente a carcinoma papIlar. O diagnóstico é um desafio, sendo habitualmente feito após cirurgia. Os autores apresentam o caso clínico com o objetivo de revisão do estudo clinico, pre-operatório, tratamento cirúrgico e seguimento. Material e Métodos: Homem de 50 anos com tumefação submentoniana com 6 meses de evolução, móvel, pétrea. TC cervical reve-lou formação nodular inespecífica. CBA sugestiva de adenocarcinoma. Foi pedida TC-TAP, EDA e ecografia cervical nesse contexto, os dois primeiros normais. A

ecografia levantou a suspeita de neoplasia da tiróide em canal tiroglosso e mostrou tiróide normal, sem nódulos. Realizou ainda cintigrafia tiroideia, normal. Foi proposta operação de Sistrunk e eventual tiroidectomia total. Resultados: Intraoperatoriamente confirmou-se massa pétrea em quisto tiroglosso e procedeu-se a operação de Sistrunk com margens de resseção alar-gadas. Foi efetuado o exame extemporâneo da peça que mostrou carcinoma papilar em quisto do canal tiro-glosso, com 12 mm de maior diâmetro e margens livres, pelo que não se procedeu a intervenção adicional. O exame anatomopatológico definitivo confirmou estes achados e o doente mantém-se em vigilância clínica. Discussão: A raridade desta entidade impõe uma forte suspeição na investigação pré-operatória por forma a planear a cirurgia mais adequada.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral do CHEDV CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Tiago Fonseca, Isabel Caldas, Catarina Osório, Flo-

rinda Cardoso, Alexandre Alves, Joseph da Silva, Teresa Santos, Gil Gonçalves, Mário Nora

CONTACTO: Tiago Feiteira Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 237)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Paratiroidectomia Uniglandular Videoassistida RESUMO: Objetivo/Introdução: Doente do sexo feminino, de

76 anos, com antecedentes de síndrome metabólico, dislipidemia, HTA, ICC, DRC; referenciada à consulta de cirurgia geral por Hiperparatiroidismo Primário, com queixas articulares e fadiga. Analiticamente com cálcio 10,2 mg/dL, PTH 1000,5 pg/mL. A ecografia não detetou qualquer formação nodular compatível com paratiroide hiperplasiada. Realizou cintigrafia das paratiroides sendo detetado foco de captação anó-mala e significativamente aumentada na projeção do mediastino postero-superior. No TC torácico constatou--se formação nodular hipodensa, com 15x35 mm, em localização pré-vertebral ao nível de D1-D3. Submetida a paratiroidectomia uniglandular (paratiroide superior direita) videoassistida por cervicotomia com dosea-mento de PTH intra-operatório (inicial: 838,9pg/mL-> final: 133,5pg/mL), sem intercorrências intra-operató-rias. Pós-operatório complicado com síndrome de hun-gry bone. Teve alta medicada com carbonato de cálcio e calcitriol. Histologicamente foi diagnosticada parati-roide com 4030mg e com 42x15x14mm, com aspetos morfológicos compatíveis com hiperplasia/adenoma da paratiroide. Discussão: A paratireoidectomia videoas-sistida por Hiperparatiroidismo Primário é uma inter-venção viável, segura e eficaz que melhora o outcome pós-operatório e os resultados estéticos. Permite a exé-rese de paratiroides mediastínicas por via cervical, sem necessidade de realização de abordagens mais invasi-vas como esternotomia ou toracotomia.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: 1 – Interna de Formação Específica, Serviço de Cirur-

gia Geral, Centro Hospitalar de São João, Porto, Por-tugal; 2 – Unidade de Patologia Endocrino e Cervical, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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João, Porto, Portugal; 3 – Diretor de Serviço, Serviço de Cirurgia Geral, Centro Hospitalar de São João, Porto, Portugal

CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Telma Fonseca1, Susana Domingues2, João Capela2,

L. Matos Lima2, J. Costa Maia3 CONTACTO: Telma Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 85)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Lições aprendidas da iatrogenia do nervo laríngeo recorrente pós-Tiroidectomia total

RESUMO: Objetivo/Introdução: A lesão do nervo laríngeo recor-rente (NLR) é uma das complicações mais temíveis da cirurgia da tiróide. Pode resultar da doença de base, ato cirúrgico e ainda da manipulação da via aérea. Mate-rial e Métodos: Estudo retrospetivo com base na con-sulta dos processos clínicos de 200 doentes operados entre 2015 e 2016. Excluídos doentes sem sintomas de lesão do NLR e não avaliados por ORL. Resulta-dos: A taxa de lesão do NLR foi temporária em 15% e em 2% permanente. A faixa etária foi de 38-80 anos. A maioria do sexo feminino. Apenas 2 doentes foram intervencionados previamente e nenhum submetido a RT. 70% tinham bócio; os restantes suspeita de tumor. 12,5% apresentavam hipertiroidismo. O NLR foi sem-pre identificado; em 1 houve secção inadvertida com rafia. A lesão foi mais frequente em doentes operados por especialistas. Todos apresentaram disfonia e 33% disfagia associada. Houve apenas 1 caso de obstru-ção da via áerea e necessidade de ventilação invasiva temporária. Ocorreram na maioria paralisias unilaterais. 36,7% dos doentes tiveram necessidade de tratamento com medicas higieno-dietéticas e corticoterapia e 81,8% destes foniatria. Dos doentes com lesão perma-nente, 1 caso está proposto para injeção para mediali-zação das cordas vocais. Discussão: A lesão do NLR têm uma morbilidade muito alta e inclusive mortalidade associada. A especialização é necessária e o cirurgião deve empenhar-se em reduzir os fatores modificáveis com vista a melhorar o outcome.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Porto, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Eunice Vieira e Monteiro, Paula Marques, Cláudia

Paiva, Tânia Teixeira, Raquel Inez Correia, Isabel Novais, António Moreira da Costa, Vítor Valente

CONTACTO: Eunice Monteiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 191)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Quisto branquial: uma localização incomum RESUMO: Objetivo/Introdução: O quisto branquial consiste num

defeito congénito por involução incompleta das estru-turas da fenda branquial durante o desenvolvimento embrionário. Existem vários tipos de quistos bran-quiais, sendo o quisto da segunda fenda branquial o

mais comum (90-95%). Apresenta-se um caso clínico de quisto branquial provavelmente da quarta fenda branquial. Material e Métodos: Doente de 24 anos, sem antecedentes pessoais de relevo, apresenta-se com tumefação cervical anteroinferior mediana, indolor e móvel à palpação com vários anos de evolução. A doente negava sintomatologia, como queixas álgicas ou quadros de infeção prévios. Era portadora de TC torácica em que se identificou formação nodular de 23x33x19mm localizada no espaço cervical anterior, sugestiva de quisto dermóide, tendo sido proposta para exérese eletiva do quisto. Resultados: Intraoperato-riamente, constatou-se quisto com cerca de 2 cm de diâmetro com estrutura tubular na sua base, verificando tratar-se de um canal de comunicação para a fenda branquial. A análise anatomo-patológica identificou aspetos compatíveis com quisto branquial. Durante o período pós-operatório, não foram identificadas com-plicações. Discussão: Os quistos oriundos da quarta fenda branquial são muito raros. Os quistos branquiais normalmente são assintomáticos e devem ser conside-rados no diagnóstico diferencial aquando de uma tume-fação cervical tanto lateral como mediana. O tratamento de escolha é a excisão cirúrgica completa, sendo a sua recorrência incomum.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Tâmega

e Sousa CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Ana Matos Ribeiro, Luís Castro Neves, Isabel Marques,

Manuel Oliveira CONTACTO: Ana Cláudia Matos Ribeiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 278)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Carcinoma do córtex da suprarrenal recidivante – caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma do córtex da suprarrenal é uma neoplasia rara, com uma incidência anual de 1-2 casos por milhão, afectando com mais fre-quência as mulheres (50-60%) e com uma distribuição bimodal, até aos 5 anos e entre os 40-60 anos. Material e Métodos: Apresentamos o caso clínico de um doente do sexo masculino de 50 anos de idade, operado há 8 anos noutro Serviço, em contexto de urgência com um tumor da supra-renal esquerda em rotura e hematoma retro-peritoneal com repercussão hemodinâmica. Foi efetuada ressecção do rim e suprarrenal esquerdos e cauda do pâncreas. AP: tumor do córtex da supra-renal de comportamento incerto. Resultados: Em Dezembro 2016 foi internado no nosso Serviço por apresentar um tumor do flanco esquerdo, febre e aumento dos parâ-metros inflamatórios. Após terapêutica antibiótica empí-rica e avaliação imagiológica, analítica e citológica, foi submetido a resseção em bloco do tumor que envolvia a parede abdominal anterior e sigmoideia, com anas-tomose colo-retal e reforço da parede abdominal com rede DualMesh. AP: tumor do córtex da suprarrenal de comportamento maligno. Atualmente em tratamento adjuvante com mitotano no hospital de dia de Onco-logia Médica. Discussão: O carcinoma do córtex da

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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suprarrenal é uma neoplasia agressiva, de diagnóstico difícil, e por isso geralmente identificado em estadios avançados. O tratamento de eleição é a ressecção cirúrgica, mesmo no caso de recidiva tumoral.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Departamento de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: Vaz, J.; Maria, B.; Figueira, A.; Fernandes, S.; Marques, J.;

Miranda, L.; Coutinho, J.; Cassiano Neves, J.; Viana, P.; CONTACTO: Joana Nolasco Vaz E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 77)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Paraparésia inaugural por carcinoma tiróideu ocul-to: a propósito de caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O carcinoma folicular corres-ponde ao segundo tipo histológico mais frequente das neoplasias bem diferenciadas da tiróide. É geralmente confinado à glândula, sendo a metastização incomum à apresentação. Material e Métodos: Doente do sexo feminino, de 84 anos, com quadro de paraparé-sia de instalação aguda, associada a incontinência de esfíncteres. Do estudo complementar destacou-se a ressonância magnética nuclear da coluna vertebral onde foi detectada lesão óssea infiltrativa ao nível do corpo vertebral de D7 e D8, condicionando compres-são medular. A biópsia da lesão revelou ser compatível com metástase óssea de carcinoma folicular da tiróide. Resultados: No estudo ecográfico cervical constatou--se nódulo heterógenio do lobo esquerdo da tiróide, sendo confirmado o diagnóstico após punção aspirativa da lesão. A doente foi submetida a tiroidectomia total e posteriormente a terapêutica ablativa com iodo radio-activo. Discussão: As neoplasias da tiróide são geral-mente indolentes e maioritariamente assintomáticas. A doença metastática ao diagnóstico é incomum, sendo a paraparésia uma forma de apresentação rara. Este diagnóstico deve ser considerado durante a investiga-ção por lesões metastáticas ósseas.

HOSPITAL: Instituto Português Oncologia de Coimbra Francisco Gentil, EPE

SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia Geral do Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil E.P.E; (2) Ser-viço de Cirurgia Geral C – Centro Hospitalar e Universi-tário de Coimbra

CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: José Miguel Baião (1); Andreia Guimarães (2); Nídia

Moreira (2); João Guardado Correia (1); Cristina Uriarte Rosenvinge (2)

CONTACTO: José Miguel Baião E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 93)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Feocromocitoma quístico gigante tratado por adre-nalectomia retroperitoneoscópica posterior – a pro-pósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O feocromocitoma quístico gigante (>10 cm) é raro, havendo apenas alguns casos

descritos. O diagnóstico pré-operatório é bastante difícil – os achados clínicos, bioquímicos e radiológicos geral-mente não são consistentes com um feocromocitoma. A cirurgia aberta é tradicionalmente o tratamento-padrão. Material e Métodos: Homem 51 anos recorreu à consulta de Cirurgia com um incidentaloma quístico adrenal. Assintomático, apresentava apenas hiperten-são ligeira controlada medicamente. Analiticamente com metanefrinas fraccionadas aumentadas. A RM e MIBG confirmaram a presença de um feocromocitoma quístico adrenal direito de 14 cm. Resultados: Foi realizada uma adrenalectomia retroperitoneoscópica posterior direita, complicada com perfuração incidental. No follow-up, o doente manteve-se assintomático, com normalização analítica e sem necessidade adicional de medicação anti-hipertensora. Discussão: Embora a laparoscopia seja eficaz e segura, a cirurgia aberta con-tinua a ser o tratamento-padrão na presença de tumo-res adrenais com suspeita de malignidade e/ou maiores que 6-8 cm. A laparoscopia tem como vantagem menor dor pós-operatória e ileus, menor morbilidade, melhor resultado estético e recuperação mais rápida, mas maiores riscos de resseção incompleta e de ruptura quística. A abordagem retroperitoneoscópica posterior possui várias vantagens em relação ao método trans-peritoneal laparoscópico. Contudo, são necessários mais estudos para comparar a cirurgia aberta e a lapa-roscópica no tratamento de massas quísticas adrenais.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia C, Hospital Geral – CHUC CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: MA Silva (1), CE Costa Almeida (1), L Carvalho (1), CM

Costa Almeida (1) CONTACTO: Marta Alexandre Silva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 185)

SESSÃO: P-END 1

TÍTULO: Nível de tiroglobulina pós-operatória como fator preditivo para resposta incompleta em carcinomas papilares de risco baixo a intermédio.

RESUMO: Objetivo/Introdução: A tiroidectomia total seguida de ablação por iodo radioativo é a estratégia de tratamento para a maioria dos pacientes com carcinoma papilar da tiróide (PTC). O objetivo deste estudo foi investigar o papel dos níveis pós-operatórios de sTg na predição da resposta ao tratamento em pacientes com risco baixo e intermédio. Material e Métodos: Estudo retrospectivo de pacientes diagnosticados com PTC de risco baixo a intermédio desde 2010 no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho. Foram avaliados os níveis de anticor-pos antitroglobulina e sTG após cirurgia e 12 meses após a radioablação. Os pacientes foram classificados em grupos de acordo com o valor de sTg pós-operatório. Resultados: Foram incluídos e classificados de acordo com o sistema de classificação de pTNM 102 doentes. O nível médio de sTg pós-operatória foi de 6,44 ng/mL para pacientes com T1b; 25,26 ng/mL para T2; 5,2 ng/mL para T3 (>4 cm) e 4,69 ng/mL para pacientes com T3 com ETE mínima. Não houve diferença estatística entre os grupos. Após o período de follow-up de 12 meses, 43 (42,6%) pacientes apresentaram resposta

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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incompleta. Houve associação estatisticamente signifi-cativa entre os níveis pós-operatórios de STg e a res-posta incompleta (27%, 28% e 63% para os grupos 1, 2 e 3 respectivamente; p<0,05), independentemente do seu estadiamento pTNM. Discussão: Um alto nível de sTg pós-operatório pode a avaliar a resposta da terapia primária e o risco de recidiva no PTC de risco baixo a intermédio.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Vila

Nova de Gaia/Espinho (1) Serviço de Endócrinologia do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho (2)

CAPÍTULO: Cirurgia Endócrina e da Cabeça e Pescoço AUTORES: José Azevedo (1), Ana Torre (1), Hugo Louro (1), Cata-

rina Machado (2), Patrícia Tavares (2), Susana Graça (1), Antónia Póvoa (1), Carlos Soares (1), Maria João Oliveira (2), Jorge Maciel (1)

CONTACTO: José Moreira de Azevedo E-MAIL: [email protected]

SALA 3 09/03/2018 08:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 215)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Metástases Hepáticas de Cancro Não-Colorectal e Não-Neuroendócrino: Experiência de um Serviço

RESUMO: Objetivo/Introdução: A ressecção hepática (Hp) per-manece como um tratamento controverso em doentes com metástases hepáticas de cancro não-colorectal e não-neuroendócrino (MHCNCRNNE). Doentes selecio-nados podem beneficiar de uma abordagem cirúrgica agressiva. Procurámos avaliar os fatores de prognós-tico associados a melhor sobrevida global (OS) numa série de doentes submetidos a Hp por MHCNCRNNE num único centro. Material e Métodos: Entre Janeiro de 1991 e Setembro de 2017 foram submetidos a Hp 73 doentes (42 mulheres;58,8±13,1 anos). As origens do tumor primário foram: mama (22 casos;30%), estô-mago (19 casos;26%), pancreatobiliar (18 casos;25%) e outros (14 casos;19%). Apresentação síncrona em 32 casos (44%). Ressecção metácrona em 54 casos (74%); intervalo de tempo de 14 meses (0-158) entre ambas as intervenções. Metástase única em 39 casos (53,4%); tamanho da maior metástase de 30 mm (5-130). Predomínio de hepatectomia minor (57 casos, 78%). Score AFC mediano de 4 (1-6). Morbilidade definida pela classificação de Dindo-Clavien. Análise de sobrevida (métodos de Kaplan-Meier, log rank e regressão de Cox). Resultados: Morbilidade major em 15 casos (20,5%) e mortalidade em três (4,1%).Os de 24% aos 5 anos (mediana de 28 meses).Origem do tumor primário (não-pancreatobiliar), ressecção metá-crona e ausência de morbilidade major associadas a melhor OS (p<0.05). Discussão: Em casos selecio-nados a Hp pode trazer marcado benefício de sobre-vida em doentes com MHCNCRNNE. A ressecção metácrona confirma-se como um dos principais fatores prognósticos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra

SERVIÇO: 1 – Serviço de Cirurgia A – Centro Hospitalar e Univer-sitário de Coimbra 2 – Clínica Universitária de Cirurgia III – Faculdade de Medicina – Universidade de Coimbra

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Eva Santos1, Henrique Alexandrino1,2, Rodrigo Nemé-

sio1, Ricardo Martins1,2, Marco Serôdio1,2, José Gui-lherme Tralhão1,2, Francisco Castro e Sousa1,2, Júlio Soares Leite1,2

CONTACTO: Eva Catarina Barros Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 62)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Tratamento Cirúrgico das Neoplasias Hepáticas de Etiologia Maligna: A Experiência de Um Centro de Referência

RESUMO: Objetivo/Introdução: Pretendemos avaliar os dados demográficos dos doentes submetidos a cirurgia de ressecção hepática de etiologia maligna, relatando a experiência do nosso centro. Material e Métodos: Foram analisados os processos clínicos dos doen-tes submetidos a cirurgia de resseção hepática, entre janeiro de 2014 e outubro de 2017, pela mesma equipa cirúrgica. Excluíram-se ressecções hepáticas por etio-logia benigna, biópsias, enucleações, laqueação sele-tiva de vasos hepáticos e periquistectomias parciais. As variáveis analisadas foram sexo, idade, diagnóstico, tipo de ressecção hepática, classificação ASA, tempo de internamento, morbilidade e mortalidade. Resulta-dos: Foram realizadas 117 ressecções hepáticas por etiologia maligna: 25% de origem primária (80% por carcinoma hepatocelular) e 75% de origem secundária (89% por metástases hepáticas, destas 92% de origem colo-retal). A média de idade dos doentes foi 66,3 anos (entre 17 e 88 anos), sendo 59% do sexo masculino. Realizaram-se 14% hepatectomias esquerdas, 10% hepatectomias direitas, 37% segmentectomias, 14% subsegmentectomias, 2% trisegmentectomias, 7% bisegmentectomias e 16% metastasectomias. A concor-dância entre o diagnóstico pré e pós-operatório foi 93%. A morbilidade pós-operatória foi 29% (Clavien Dindo: I-18%; II-41%;III-29%;IV-12%) e a mortalidade foi 7%. O tempo médio de internamento foi 10 dias (entre 3 e 37). Discussão: A metástase de neoplasia colo-retal foi a indicação cirúrgica mais frequente. A morbilidade e mortalidade são compatíveis com a descrita na litera-tura.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral – Centro Hospitalar Lisboa Norte CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Sara Fernandes; Cátia Felício; Andreia Barão; Carlos

Miranda; Manuel Ribeiro; António Ruivo; João Cou- tinho (1)

CONTACTO: Sara Fernandes E-MAIL: [email protected]

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 64)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Tratamento das Neoplasias do Pâncreas: A Experi-ência de um Centro de Referência

RESUMO: Objetivo/Introdução: Pretendemos avaliar os dados demográficos dos doentes submetidos a cirurgia pan-creática por neoplasia, relatando a nossa experiência. Material e Métodos: Foram analisados os processos clínicos dos doentes submetidos a cirurgia pancreá-tica, entre janeiro de 2014 e outubro 2017, pela mesma equipa cirúrgica. Excluíram-se cirurgias efetuadas por etiologia não neoplásica. As variáveis analisadas foram sexo, idade, diagnóstico, ressecabilidade, localização da neoplasia, procedimento e resultado anatomopato-lógico. A cirurgia foi classificada com convencional ou laparoscópica. Resultados: Realizaram-se 98 proce-dimentos, dos quais 61% em neoplasias ressecáveis (61% duodenopancretectomia cefálica; 20% espleno-pancreatectomia corpo-caudal, 19% outras) e 39% em neoplasias irressecáveis (45% dupla derivação bilio--digestiva; 26% gastrojejunostomia; 29% biópsias). Dos procedimentos realizados em neoplasias ressecáveis 28% foram por via laparoscópica e 72% via convencio-nal. Os tumores ressecados foram: 28% adenocarci-noma ductal (73% na cabeça do pâncreas); 13% tumor neuroendócrino; 9% adenocarcinoma da VBP distal; 9% colangiocarcinoma da VBP distal; 7% adenocarci-noma ampular; 6% IPMN; 4% metástase; 3% neoplasia sólida pseudopapilar. A média de idade dos doentes foi 68,6 anos (entre os 22 e 90), sendo 64% do sexo masculino. Discussão: A maioria das cirurgias ocorre-ram com intuito curativo. Em 39% dos casos realizou--se cirurgia paliativa, refletindo o crescimento agressivo dos tumores pancreáticos e o seu diagnóstico numa fase tardia.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral – Centro Hospitalar Lisboa Norte CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Sara Fernandes; Joana Vaz; Andreia Barão; Carlos

Miranda; Manuel Ribeiro; António Ruivo; João Coutinho (1)

CONTACTO: Sara Fernandes E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 24)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Transplante Hepático por Doença Maligna: O Papel do Transplante de “Compaixão”

RESUMO: Objetivo/Introdução: O facto de não haver órgãos para todos os candidatos implica maior responsabi-lidade na seleção dos candidatos para transplante hepático. A maior parte das indicações consensuais baseiam-se no entanto numa análise “fria” das esta-tísticas. Tratando indivíduos e não apenas números, existem indicações de excepção, que designamos de “compaixão”, cujo resultado pretendemos analisar. Material e Métodos: Análise de uma base de dados colhida prospectivamente entre Setembro de 1992 e Setembro de 2017. Dos dados clínicos e patológicos considerados relevantes, foram analisados entre outros

idade, indicação para transplante, tipo de transplante, complicações, sobrevivência e recorrência. A análise estatística foi realizada com o SPSS 24.0. Resultados: Realizaram-se 1967 transplantes hepáticos, dos quais 460 (23,4%) por doença maligna. Destes, 20 doentes (1%) foram submetidos a transplante de “compaixão”, por tumores primários (n=13) ou secundários (n=7). A Idade média foi de 37.4 anos (17-68 anos) neste grupo (p=0.001). A sobrevivência aos 5 anos foi de 19% no transplante de “compaixão”; e de 63% para os res-tantes doentes transplantados por doença maligna (p=0.001). Dos 20 doentes, 5 não apresentam recidiva. Discussão: As indicações baseadas na evidência clí-nica existente devem ser respeitadas. Porém, é legí-timo permitir algumas excepções. Em circunstâncias excepcionais, a Medicina baseada na evidência pode e deve ser adaptada a razões emocionais e humanitárias, naquilo a que chamamos com orgulho “transplante de compaixão”.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação

(Director Prof. Eduardo Barroso) CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Mafalda Sobral, Hugo Pinto Marques, João Santos

Coelho, Jorge Paulino Pereira, Américo Martins, Edu-ardo Barroso

CONTACTO: Mafalda Sobral E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 240)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Ressecção hepática de tumores sólidos benignos – indicações e resultados

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores sólidos benignos do fígado correspondem a uma percentagem significa-tiva de todas as lesões hepáticas e a sua orientação diagnóstica e terapêutica é tema de controvérsia. Con-sideram-se sobretudo entre os mais comuns os heman-giomas, as hiperplasias nodulares focais (HNF) e os adenomas. Material e Métodos: Análise retrospectiva de dados relativos à ressecção de tumores benignos sólidos do fígado no nosso Centro, num período de 12 anos, entre Janeiro de 2005 e Março de 2017. Resul-tados: Foram efetuadas 214 ressecções (38 homens, 176 mulheres, idade média 42 anos). A indicação opera-tória foi colocada principalmente por dúvida diagnóstica (44,4%), aumento significativo das dimensões (15,9%) ou presença de sintomatologia (22,9%). O resultado histológico final foi comparado com o diagnóstico pré--operatório (concordância de 67,7%) e foi de 75 HNF, 73 adenomas e 56 hemangiomas. A técnica de ressec-ção eleita foi a enucleação (48,6%) e a segmentectomia (34,1%). 25,2% foram efetuadas por via laparoscópica. O tempo médio de internamento foi de 7 dias, a mortali-dade operatória foi nula e morbilidade de 8,9%. Discus-são: Nos tumores benignos do fígado o grande esforço deve ser posto no diagnóstico. A indicação operatória é rara e a abordagem destes doentes deve sempre ser feita num contexto multidisciplinar em centros de refe-rência. A resseção laparoscópica deve, quando possí-vel, ser a via de abordagem preferencial nestes doentes.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central

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SERVIÇO: Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação do Hospital Curry Cabral

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Inês Barros, Sofia Carrelha, João Santos Coelho, Hugo

Pinto Marques, Eduardo Barroso CONTACTO: Maria Inês Marques da Silva Figueiredo de Barros E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 481)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Hérnia Incisional em cirurgia hepatobiliar e pancre-ática – incidência e fatores de risco

RESUMO: Objetivo/Introdução: The occurrence of incisional hernia (IH) is one of the main complications after open surgery. However, its incidence in hepatobiliary and pancreatic surgery are not know. Studies on partial hepatectomy and necrotizing pancreatitis show that the incidence can reach up to 42%. The objective was to determine the incidence of IH and its risk factors. Material e Métodos: Inclusion of patients submitted to laparotomy between 2010 and 2016, whether hepato-biliary or pancreatic surgery, in Centro Hospitalar São João. Data was extracted from medical records. Inci-sional hernia was defined as discontinuity in the abdo-minal fascia reported during physical examination or observation on the computed tomography (CT). The subcutaneous fat and perirenal fat were observed in CT. Resultados: The cumulative incidence of incisio-nal hernia in our patients was 13.5% at 29.1 months and 25.6% at 80.5 months. In pancreatic patients, this incidence is 11.6% at 29.1 months, while hepatobiliary patients show an incidence of 14.4% at 29.1 months and 32.6% at 80.5 months. In pancreatic patients, there were 2 relevant factors: height (p=0.011) and subcuta-neous fat (p=0.014). Regarding hepatobiliary patients, BMI (p=0.040), perirenal fat (p=0.042) and postopera-tive chemotherapy (p=0.029) showed significant results for IH. Discussão: Height and subcutaneous fat are risk factors for IH in pancreatic Patients. BMI, perirenal fat and postoperative chemotherapy from hepatobiliary patients have independently associated with an incre-ase of incidence of IH.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: José Chen Xu, Renato Bessa Melo, José Costa Maia,

Luís Graça CONTACTO: José Chen Xu E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 227)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Nos tumores neuroendócrinos com metástases he-páticas o que melhora a sobrevida dos doentes?

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os tumores neuroendócrinos (TNE) apresentam metástases hepáticas (MH) em 75-80% dos doentes. A abordagem das MH requer uma atitude agressiva existindo muitas opções terapêuticas. Pretendemos avaliar o benefício do tratamento cirúr-

gico nos doentes tratados no nosso centro. Material e Métodos: Utilizamos uma base de dados prospectiva complementada com recolha retrospectiva de dados. Identificámos 67 doentes com TNE e MH, tratados no nosso centro entre 2005 e 2016. avaliamos factores clí-nicos e patológicos relevantes, relacionando-os como tipo de terapêutica e a sobrevida global. A análise esta-tística, incluindo comparação entre grupos com índice de propensão foi realizada com SPSS. Resultados: Dos 67 doentes 85% tinham TNE primário conhecido, mais frequentes no pâncreas 18, delgado 15 e pulmão 7. O primário foi ressecado em 73%, 42 doentes (64%) tinham metástases hepáticas síncronas e 66% foram submetidos a cirurgia hepática.A sobrevida mediana global foi de 83 meses. Na análise univariada têm significado estatístico a ressecção do TNE primário e a ressecção das MH. Discussão: Nos TNE com MH o tratamento deve ser personalizado e após decisão multidisciplinar. Da nossa análise concluímos que a ressecção do tumor primário e das MH tem vantagem na sobrevida dos doentes.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro Hepato-Bilio-Pancreático e de Transplantação,

Hospital Curry Cabral, CHLC (Director: Prof. Dr. Edu-ardo Barroso)

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Sofia Costa Corado, Sofia Pina, Hugo Pinto Marques,

Eduardo Barroso CONTACTO: Sofia Costa Corado E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 482)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Cirurgia ALPPS – Que papel na Cirurgia Hepática? – a Propósito de um Caso Clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A cirurgia ALPPS foi desenvol-vida com o objetivo de induzir uma rápida hipertrofia do futuro fígado remanescente a fim de aumentar a ressecabilidade de tumores hepáticos e reduzir o risco de insuficiência hepática pós-operatória. Material e Métodos: Caso clínico Resultados: Mulher, 60 anos, recorreu à urgência por dor na fossa ilíaca direita. TC abdominal revelou tumor abcedado na região ileo-cecal e três metástases hepáticas, a maior envolvendo os segmentos IV, V e VIII. Colonoscopia revelou lesão ulcerada no cego. Submetida a hemicolectomia direita urgente cuja histopatologia confirmou adenocarcinoma do cólon ascendente, T4aN0M1. Após cumprir 5 ciclos de quimioterapia foi proposta, em reunião multidiscipli-nar, para mesorresseção hepática. Ecografia intra-ope-ratória revelou lesão central com invasão do pedículo anterior e posterior do fígado direito e duas lesões no segmento III. Alteração da estratégia inicial, proce-dendo-se ao 1ºtempo da cirurgia ALPPS com metasta-sectomias do segmento III. TC com volumetria hepática revelou 27% de volume hepático remanescente. 2º tempo ALPPS em D10 pós-1ºtempo. Pós-operatórios decorreram sem complicações. Discussão: A ressec-ção R0 das metástases hepáticas é a única forma de aumentar a sobrevida nestes pacientes. Dada a varia-bilidade dos outcomes nos diversos centros hepáticos, ainda não existe uma padronização internacional con-

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sensual de seleção de doentes para a cirurgia ALPPS. Em casos selecionados, a cirurgia ALPPS é uma medida de recurso na falência de outras opções terapêuticas.

HOSPITAL: Hospital Beatriz Ângelo SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Ema Santos, José António Pereira, Pedro Amado,

Paulo Oliveira, Rui Maio CONTACTO: Ema Santos E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 39)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Duodenopancreatectomia Cefálica por Adenocarci-noma (Adc) Ductal – Análise dos Longos Sobrevi-ventes

RESUMO: Objetivo/Introdução: Cerca 90% dos Adc pancreá-ticos são ductais e conhecidos pelas baixas taxas de sobrevida.A cirurgia continua a ser a única hipótese de cura promovendo o aumento da sobrevida a longo prazo, sendo aos 5 anos cerca de 5%. Avaliar facto-res de prognóstico potencialmente relacionáveis com sobrevidas longas, superiores a 5 anos, através da aná-lise das variáveis clínicas e anatomo-patológicas dos doentes após duodenopancreatectomia cefálica (DPC). Material e Métodos: Análise retrospectiva de doentes com Adc ductal da cabeça do pâncreas submetidos a Dpc entre janeiro 2004 a janeiro 2013, da base de dados do nosso centro. Foram avaliadas as variáveis clínico-patológicas: idade, género, ASA, Ca19.9, res-secção vascular venosa, consumo de hemoderivados, quimioterapia peri-operatória, histologia, recorrência e morbilidade. Resultados: Dos 112 doentes submetidos a Dpc por Adc ductal, 17 doentes encontram-se vivos e livres de doença após 5 anos (máximo 10 anos). A Ana-tomia Patológica mostrou que 47% dos doentes eram IIA, 35% IIB e 6%III. O grau de diferenciação histoló-gico moderado em 47%, sendo pouco diferenciado em 30%. Todos os doentes foram R0, 65% realizaram QT adjuvante. Discussão: Os dados clinico-patológicos não permitem inferir quais os melhores candidatos a cirurgia de ressecção com intuito curativo no Adc ductal do pâncreas . A nossa taxa de sobrevida aos 5 anos é de 15%. A análise genética pode ajudar a seleccionar melhor os doentes candidatos a cirurgia.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Centro Hepato-bilio-pancreático e transplantação CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Catarina Aguiar, Emanuel Vigia, António Figueiredo,

Ana Marta Nobre, Luís Bicho, Edite Filipe, Jorge Pau-lino, Américo Martins, Eduardo Barroso

CONTACTO: Catarina Aguiar E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 223)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Fatores preditivos de colecistite aguda gangrenosa RESUMO: Objetivo/Introdução: Identificar fatores preditivos

de colecistite aguda gangrenosa e o seu impacto no

prognóstico dos doentes. Material e Métodos: Estudo retrospetivo que incluiu a revisão dos processos clíni-cos de 155 doentes com o diagnóstico de colecistite aguda, submetidos a colecistectomia entre Março de 2011 e Outubro de 2017. Os dados foram submetidos a uma análise estatística univariada e multivariada. Resultados: Dos doentes estudados, 41 apresen-tavam colecistite aguda gangrenosa confirmada no estudo anatomo-patológico. Na análise univariada, os fatores que se relacionaram com a presença de gangrena, foram: PCR (p=0,003), idade (p=0,009), leucocitose (p=0,018) e desvio esquerdo da fórmula leucocitária (p=0,01). Na análise multivariada identifica-ram-se 2 fatores independentes para a existência de gangrena: PCR e idade, com um cut-off de 60 anos de idade e 105 mg/L de PCR . A taxa de morbilidade global foi de 21,3%, sendo superior nos doentes com cole-cistite aguda gangrenosa – 46,4% (p<0,001). Discus-são: Este estudo permite-nos concluir que o aumento da idade e da PCR se relacionam com maior risco de gangrena. A maior taxa de morbilidade nestes doen-tes re-afirma a necessidade de tratamento cirúrgico precoce.

HOSPITAL: Hospital Distrital Figueira da Foz, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Guimarães N, Mónica I, Ferreira M, Ribeiro M, Neves J,

Morais H, Pinho J, Conceição L. CONTACTO: Narcisa Guimarães E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 507)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Biloma subcapsular após colecistectomia RESUMO: Objetivo/Introdução: A formação de uma coleção

biliar subhepática no pós operatório de colecistectomia é uma complicação rara e pode associar-se a lesões da árvore biliar. Resultados: Descrevemos o caso de um homem de 78 anos, com antecendentes de colangite litiásica, que havia sido submetido a CPRE 2 semanas antes. Foi admitido eletivamente para colecistectomia via laparoscópica, que decorreu sem intercorrências. No 1º dia pós-operatório apresentou dor abdominal intensa e aumento dos parâmetros inflamatórios. Realizou TC abdominal que revelou coleção subcapsular perihepá-tica com 17cm (face antero-superior do fígado). A cinti-grafia das vias biliares demonstrou fuga biliar a nível do hilo hepático. Foi submetido a drenagem ecoguiada com saída de bílis, bem como antibioterapia. Microbiologia negativa. Alta ao 20º dia pós-op com coleção residual de 3.6cm. Discussão: A etiologia do biloma subcapsu-lar é especulativa, presume-se em relação com lesão de ramo biliar distal, durante a disseção da vesícula biliar do seu leito. Está também descrito em instrumen-tação da via biliar como resultado da hiperpressão na via biliar durante o procedimento. Na maioria dos casos a drenagem é suficiente, ocasionalmente é necessária descompressão da via biliar que no presente caso já tinha sido efetuada na esfincterotomia da CPRE prévia.

HOSPITAL: Hospital Garcia de Orta, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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AUTORES: Joana Simões, Barbara Paredes, Alexandre Macedo, Barbara Paredes, Nuno Carvalho, Paulo Costa.

CONTACTO: Joana Simões E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 197)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Morbi-mortalidade da colecistectomia de urgência na colecistite aguda do idoso

RESUMO: Objetivo/Introdução: A colecistectomia laparoscó-pica é o tratamento de eleição da colecistite aguda (CA) litiásica no idoso no entanto, a morbi-mortalidade associada, nos doentes muito idosos, continua por esclarecer. O objetivo do estudo foi avaliar a morbi--mortalidade associada à colecistectomia de urgência na CA dos pacientes com idade igual ou superior (≥) a 80 anos. Material e Métodos: Análise retrospetiva de coorte dos doentes com idade ≥ 65 anos admitidos por CA litiásica e submetidos a colecistectomia entre Maio de 2013 e Maio de 2016. Os pacientes foram divi-didos em grupo 1 (65 a 79 anos) e grupo 2 (≥ 80 anos). Resultados: No período indicado, 52 doentes foram submetidos a colecistectomia de urgência. As taxas de morbilidade e mortalidade globais foram de 25 e 0%, respetivamente. Na análise por subgrupos, verificou-se que 75% dos doentes do grupo 1 eram ASA II enquanto 50% dos doentes do grupo 2 eram ASA III. A mediana do tempo de internamento hospitalar dos grupos 1 e 2 foram de 5 e 7 dias (p=0.04) e as taxas de morbilidade de 16.7% e 43.8% respetivamente (p=0.079), sendo que as complicações observadas em ambos os gru-pos consistiram maioritariamente em complicações de grau I e II (71.4%) da classificação de Clavien-Dindo. Discussão: A colecistectomia de urgência nos pacien-tes com idade ≥ 80 anos parece ser um procedimento seguro, apesar de estar associada a taxas de morbili-dade e a tempos de internamento superiores. Contudo, são necessários estudos prospetivos especificamente desenhados para avaliar esta questão.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Tâmega

e Sousa (1), Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospi-talar do Nordeste (2)

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Ana Matos Ribeiro (1), Carlos Soares (1), Teresa

Mónica Rocha (1), Manuel Oliveira (1), João Pinto-de--Sousa (2)

CONTACTO: Ana Cláudia Matos Ribeiro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 248)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: HEPATOLÍTIASE – opções terapêuticas. Experiên-cia nos últimos 10 anos.

RESUMO: Objetivo/Introdução: A hepatolítiase (HL) é uma pato-logia rara no mundo Ocidental, a sua etiologia e fatores de risco são desconhecidos. À semelhança da HL Orien-tal é uma doença progressiva, caracterizada por colan-gites recorrentes, estenoses da via biliar intra-hepática,

cirrose biliar secundária e risco de transformação em colangiocarcinoma. Contrariamente à HL Oriental, é sobretudo unilobar, e as séries de doentes estudados são pequenas, o que limita o conhecimento desta pato-logia. Material e Métodos: Temos 11 doentes operados nos últimos 10 anos, 01/2006 a 12/2016, por HL. O obje-tivo do estudo é avaliar as características da população, indicação e cirurgia realizada, resultado histológico e evolução no pós-operatório. Resultados: Dos 11 doen-tes (6♀:5♂) a média de idades foi de 49.1 anos [26-72]. 64% tinham colecistectomia prévia. Todos tinham sinto-matologia, 4 com dor abdominal recorrente e 7 associa-dos a episódios de colangite. 55% não tinham alterações da citocolestase no pré-operatório, e 36% tinham ele-vação da GGT. Foram realizadas 4 hepatectomias esquerdas, 5 hepatectomias direitas e 2 sectorectomias. Apenas 1 doente apresentava Bilin 2 na histologia. Não se verificou significado estatístico entre a colecistecto-mia prévia e a hepatectomia major (p=0.695), nem entre a colecistectomia e a necessidade de hepatectomia direita (p=0.048). Discussão: A etiologia e fatores de risco da HL Ocidental são desconhecidos. A indicação para a cirurgia não é bem definida, pois mesmo na HL assintomática o risco de transformação maligna existe.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Cirurgia Hepatobiliopancreatica e de Transplantação do

Centro Hospitalar Lisboa Central CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Nádia Rodrigues da Silva (1), João Santos Coelho (1),

Eduardo Barroso (1) CONTACTO: Nádia Rodrigues da Silva E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 250)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Morbi-Mortalidade Associada à Pancreatite Aguda no Doente Muito Idoso

RESUMO: Objetivo/Introdução: A pancreatite aguda(PA) é uma patologia frequente no entanto,a morbi-mortalidade associada,nos pacientes muito idosos,continua por esclarecer.O objetivo deste estudo foi avaliar a morbi--mortalidade associada à PA nos pacientes de idade ≥85 anos Material e Métodos: Estudo retrospetivo de coorte dos doentes internados com PA entre Maio 2013 e Maio 2016, com ≥ 85 anos Resultados: No período indicado foram internados 907 doentes com PA;81 com ≥ 85 anos(8,9%).Cinquenta e dois pacientes(64%)eram do sexo feminino.A PA de etiologia biliar foi a mais fre-quente(58 doentes;71,6%).Sete doentes tinham sido colecistectomizados e em 15 doentes(18,5%) havia registo de pelo menos um internamento anterior por PA.O tempo médio de internamento foi de 11 dias (min 3; máximo 67),a taxa de morbilidade de 41,9% e a taxa de mortalidade durante o internamento de 6%.Colecistectomia com colangiografia intra-operatória foi proposta a 30 doentes,tendo sido recusada por 23 (76,7%).Destes últimos,12 foram reinternados (52%).Dos doentes operados,2 apresentaram complicações grau IIIb da classificação de Clavien-Dindo Discussão: A PA no doente muito idoso parece estar associada a tempos de internamento prolongados,a taxas de mor-bilidade elevadas e de mortalidade não desprezíveis.

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São necessários estudos prospetivos especificamente desenhados para avaliar o papel da colecistectomia neste subgrupo particular de doentes

HOSPITAL: Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral Centro Hospitalar Tâmega e

Sousa CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Joana Isabel Almeida, Carlos Soares, Teresa Mónica

Rocha, João Pinto-de-Sousa, Manuel Oliveira CONTACTO: Joana Isabel da Silva Almeida E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 163)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Pancreatite aguda – Uma série de casos raros RESUMO: Objetivo/Introdução: Apesar de a maioria das pan-

creatites agudas serem de natureza litiásica e alcoó-lica, há um vasto e heterogéneo grupo de etiologias menos frequentes. Objetivos: Apresentar uma série de casos de pancreatite aguda de causa rara, discussão da sua abordagem e resultados terapêuticos. Material e Métodos: Procedemos à análise dos internamentos por pancreatite aguda num período de 5 anos (2012-2016) e selecionámos os casos condicionados por etiologias consideradas raras de conotação cirúrgica. Registámos as abordagens diagnósticas e terapêuticas utilizadas e os resultados do seguimento. Resultados: De entre os 548 internamentos por pancreatite aguda identificados no período em estudo, selecionados 4 casos pela raridade etiológica, de natureza obstrutiva (n=1) ou traumática (n=3). Relativamente à causa obs-trutiva, descrevemos um caso condicionado por tumor submucoso do fundo gástrico invaginado para o duo-deno. Quanto à etiologia traumática são descritos: 1 caso de trauma aberto (tentativa de suicídio com arma branca); 1 caso de trauma fechado (queda de bicicleta com transsecção parcial da cauda do pâncreas); e 1 caso de perfuração gástrica por espinha de peixe com consequente trauma direto do istmo pancreático. Dis-cussão: Os casos descritos alertam para o vasto leque de etiologias que podem estar subjacentes à pancre-atite aguda. A diversidade dos casos relatados exigiu uma abordagem multidisciplinar e atitudes diagnósticas e terapêuticas diferentes das comummente utilizadas na pancreatite aguda de causa litiásica ou alcoólica

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Algarve, EPE SERVIÇO: 1- Serviço de Cirurgia II 2- Serviço de Gastrenterologia

3- Serviço de Radiologia CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: M. Cunha1; J. Roseira2; D. Veiga1; J. Melo1; E. Amo-

rim1; J. Rachadell1; J. Brito3 CONTACTO: Miguel F. Cunha E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 300)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Abcesso Hepático – uma entidade na doença neo-plásica terminal

RESUMO: Objetivo/Introdução: O abcesso hepático (AH) é pouco frequente, associando-se a elevada mortalidade. Nas

últimas décadas, tem-se verificado um aumento da inci-dência na população idosa; a maior prevalência de pato-logia hepatobiliar coexistente, nomeadamente maligna, relegou as infeções intra-abdominais para segundo plano. Material e Métodos: Estudo retrospetivo unicên-trico de adultos com diagnóstico clínico e imagiológico de AH, entre 2013 e 2016. Os dados foram obtidos a par-tir do processo clínico e submetidos a análise univariada e multivariada. Resultados: Total de 54 doentes (média de idades 66.6 ± 12.9 anos), 53.7% do sexo mascu-lino, diagnosticados com AH. Além do AH criptogénico (31.5%), as etiologias mais frequentes foram a patologia maligna (18.5%) e benigna (14.8%) das vias biliares e pâncreas. Em 37%, foi realizada drenagem percutânea; destes, 30% careceram de intervenção cirúrgica subse-quente. A mortalidade a 30 dias foi 20.4%, maioritaria-mente associada a progressão de doença neoplásica coexistente. Ao contrário do tamanho do abcesso, a hipoalbuminémia relacionou-se com o risco de mortali-dade; a sépsis na admissão associou-se apenas com a mortalidade diretamente relacionada com abcesso. Dis-cussão: A elevada mortalidade associada ao AH reflete sobretudo o estádio terminal da neoplasia coexistente. Os trabalhos que têm em conta a evolução recente da fisiopatologia e história natural do AH são escas-sos, pelo que a sua abordagem constitui um desafio.

HOSPITAL: Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Ana Alagoa João, Rita Martins, Ricardo Rocha, Carla

Carneiro, Nuno Pignatelli, Vítor Nunes CONTACTO: Ana Alagoa João E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 253)

SESSÃO: P-HBP 2

TÍTULO: Cistoadenoma biliar. A propósito de um caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: Os cistoadenomas são neo-

plasmas hepáticos raros, frequentemente confundidos clinicamente e radiologicamente com cistos hepaticos simples ou cistos hidatídicos. Esses tumores requerem ressecção completa, devido ao potencial de recorrên-cia e de transformação maligna. Material e Métodos: Relatamos um caso de uma doente com diagnostico de cisto hepático simples volumoso, submetida a cirurgia de marsupialização, cuja histologia revelou tratar-se de um cistoadenoma. Resultados: Doente de 54anos, com antecedentes de marsupialização de cisto hepático há 8anos, retorna por recidiva. TAC reve-lou volumosa lesão cística com 32cm, sem conteúdo endolesional detetável. Exercia efeito de massa sobre o restante fígado, condicionando alterações da perfusão do lobo direito. A doente foi submetida a laparoscopia tendo sido efetuado esvaziamento e posterior fenes-tração da lesão. Um fragmento sacular com 14cm foi enviado para histologia revelando cistoadenoma, sem evidência de malignidade. A doente foi proposta para nova cirurgia de totalização. À data de re-intervenção já apresentava recorrência com cisto de dimensão pra-ticamente sobreponível ao previamente observado. Foi realizada laparotomia com remoção total da cápsula. O pós-operatório decorreu sem intercorrências. Dis-

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cussão: O prognóstico dos cistoadenomas hepáticos é extremamente bom se os pacientes forem submeti-dos a uma ressecção cirúrgica completa. O tratamento inadequado como marsupialização ou drenagem, está associado a uma recorrência em 90% dos casos.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE SERVIÇO: (1)Serviço de Cirurgia Geral 1, (2) Serviço de Cirur-

gia Geral 2, (3)Diretor do Serviço de Cirurgia Geral da ULSAM

CAPÍTULO: Cirurgia Hepáto-Bilio-Pancreática AUTORES: Manuel A.V. Ferreira (1); Aires Martins (1); Álvaro Gon-

çalves (2); Mariana Lima (1); Cristina Monteiro (1); Rui Escaleira (2); José Luís Sanches (1); Jorge Campaná-rio (1); Conceição Monteiro (2); Alberto Midões (3)

CONTACTO: Manuel Alexandre Barreiros Viana Fernandes Ferreira E-MAIL: [email protected]

SALA 5 09/03/2018 08:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 506)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Obstrução intestinal secundária a hérnia do hiato de Winslow: um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A hérnia do hiato de Winslow é uma causa rara de obstrução intestinal. Dos pou-cos casos descritos, as hérnias de intestino delgado e as hérnias de cego e cólon ascendente são as mais comuns. Devido à inespecífica apresentação clínica desta patologia, muitas vezes este diagnóstico não é considerado, o que aumenta a ocorrência de isquémia intestinal, associada a uma mortalidade entre 36-50%. Material e Métodos: Caso de uma doente de 66 anos de idade que recorre à urgência por vómitos incoercí-veis e dor abdominal severa com 10 horas de evolu-ção. Os achados da TC abdomino-pélvica revelaram volvo do cego. Foi realizada laparotomia de urgência e diagnosticada hérnia do hiato de Winslow. Foi rea-lizada uma cecostomia de descompressão seguida de uma hemicolectomia direita com anastomose íleo--cólica por isquémia intestinal. Resultados: Não houve intercorrências no pós-operatório e a alta ocorreu 6 dias após a cirurgia. Aos 15 dias do pós-operatório, em consulta de seguimento, a doente apresentava-se sem queixas. Discussão: A hérnia do hiato de Winslow é uma condição rara, correspondendo a 8% de todas as hérnias internas. A apresentação clínica é caraterizada por dor abdominal inespecífica e o seu diagnóstico ima-giológico precoce pode prevenir a ocorrência de isqué-mia intestinal. Devido ao possível dano iatrogénico ao pedículo hepático, o encerramento cirúrgico do hiato de Winslow não está preconizado na prevenção da reci-diva da hérnia, uma vez que as aderências inflamató-rias pós-cirúrgicas podem obliterar o mesmo.

HOSPITAL: Hospital Particular do Algarve SERVIÇO: Cirurgia Geral (1), Imagiologia (2), Aluna do Curso de

Medicina (3) CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Paulo Sousa (1), Vasco Marques (2), Tânia Sousa (3) CONTACTO: Tânia Rosa David de Sousa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 281)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Oclusão Intestinal Pós-Operatória RESUMO: Objetivo/Introdução: As hérnias internas, adquiridas

ou congénitas, consistem na protusão, de vísceras abdominais, através de aberturas anormais na cavi-dade abdominal. As adquiridas resultam da criação de defeitos mesentéricos após procedimentos cirúrgicos, como a ressecção intestinal. Material e Métodos: Os autores apresentam o caso de um homem de 71 anos, com antecedentes de hemicolectomia esquerda lapa-roscópica, que recorre ao Serviço de Urgência por dor abdominal com náuseas e vómitos. Realizou radiogra-fia abdominal que revelou distensão de ansas de intes-tino delgado com níveis hidroaéreos. Pedida TC-AP que mostrou imagem de hérnia interna. Proposta lapa-rotomia exploradora. Resultados: Constatada hérnia interna condicionada pela passagem de ansas de intes-tino delgado por brecha mesocólica com brida local. Realizada lise de brida e reposicionamento do intestino em posição anatómica. Ao 4º dia, por persistência do quadro oclusivo, proposta reintervenção. Verificada nova recidiva herniária, optando-se pelo encerramento da brecha mesocólica com fixação do mesocólon ao retroperitoneu periduodenal. Alta clinicamente bem ao 14º dia de internamento. Discussão: O encerramento de defeitos do mesentério nem sempre é obrigatório. A formação de hérnias internas após uma colectomia laparoscópica ocorre em cerca de 1% dos casos pelo que o encerramento do defeito mesocólico não é feito por rotina. Apesar de rara, a herniação pode ocorrer condicionando quadros de oclusão intestinal cujo tra-tamento consiste na redução herniária e encerramento do defeito.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Ana Logrado, Júlio Constantino, Jorge Pereira, Carlos

Casimiro CONTACTO: Ana Logrado E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 284)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Hérnia Transepiplóica Dupla – um caso clínico RESUMO: Objetivo/Introdução: Uma causa rara de obstrução

intestinal alta são as hérnias internas, apresentando uma incidência de 0.2 – 0.9%, com mortalidade ron-dando os 45%. A hérnia transepiplóica é tipicamente constituída por intestino delgado que perfura o grande epiploon. Estas representam 5% das hérnias internas, sendo ainda mais rara a incidência da hérnia transepi-plóica dupla (HTD). A HTD define-se pela saída pelo pequeno epiploon do conteúdo herniário que se encon-tra na retrocavidade. O seu tratamento é cirúrgico, com redução do conteúdo, mediante ressecção, se inviável. Material e Métodos: Caso Clinico. Resultados: Este é um caso clinico de um doente do sexo masculino de 24 anos, desportista, com hábitos tabágicos (3,5 UMA), observado na urgência por epigastralgia de

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inicio súbito, associada a vómito alimentar, com cerca de 6h de evolução. No exame objectivo identificou-se defesa á palpação abdominal no epigastro. Dos meios complementares realizados, destaca-se aumento dos parâmetros inflamatórios nas análises, niveis hidroae-reos no Rx abdómen, e evidência tomodensitométrica de hernia interna. Procedeu-se a laparotomia explora-dora, constatando-se uma hernia transepiplóica dupla, com ansas de delgado viáveis após redução. Teve alta ao 4º dia pós-operatório, sem intercorrências no follow-up. Discussão: Perante a clínica inespecífica e a incidência muito baixa deste tipo de patologia, a elevada suspeição imagiológica e a actuação breve permitiram a preservação de orgão num doente jovem, trazendo uma qualidade de vida muito boa após tratamento.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral do Hospital José Joaquim Fernandes CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: André Pacheco, Ricardo Escrevente, Fátima Caratão CONTACTO: André Cabral Pacheco E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 301)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Apendicite Aguda por Metastização ao Apêndice – Um Caso Clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: Apendicite aguda (AA) é uma das patologias cirúrgicas agudas mais comuns. A obstrução do lúmen do apêndice ileo-cecal é o fator dominante na AA e apesar do fecalito ser a causa mais vulgar de obs-trução, existem outros mecanismos mais raros. Resul-tados: Apresenta-se o caso de um homem de 65 anos com o diagnóstico de adenocarcinoma gástrico, já com carcinomatose peritoneal confirmada em laparoscopia de estadiamento, proposto para quimioterapia palia-tiva, com quadro de dor abdominal persistente. Recorre ao serviço de urgência por quadro de dor abdominal intensa no epigastro com irradiação dorsal, associado a vómitos, sem outras queixas. A palpação abdominal dolorosa na fossa ilíaca direita sem evidência reacção peritoneal. Analiticamente registam-se valores de bilir-rubina total de 2,87mg/dL (direta 2,07mg/dL) e PCR de 27,5mg/dL. A TC abdomino-pélvica identifica densifica-ção da gordura junto ao cego com espessamento apen-dicular. Admitindo AA procedeu-se à apendicectomia. O exame histológico descreve apendicite com infiltração transmural do apêndice ileo-cecal por adenocarcinoma bem diferenciado, de origem secundária. Mantém seguimento em consulta de Oncologia, cumprindo o plano terapêutico proposto. Discussão: As neopla-sias primárias do apêndice são raras, sendo ainda mais rara a metastização ao apêndice. É provável que todas as neoplasias secundárias ao apêndice gradu-almente culminem em AA, por obstrução do lúmen do apêndice.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Setúbal, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral, Hospital São Bernardo, Cen-

tro Hospitalar de Setúbal, EPE CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Xavier de Sousa, Fabíola Amado, Joana Seabra,

Vanessa Praxedes, André Batista, Nuno Monteiro, José

Baptista, Pedro Ferreira, Joana Almeida, Luis Branco, Vitor Rigueira, Luis Cortez

CONTACTO: Xavier Ponte de Sousa E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 373)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: “Um mal nunca vem só” – Apendicite e Torsão Ová-rica “síncronas”

RESUMO: Objetivo/Introdução: A torsão ovárica refere-se à rota-ção parcial ou completa do ovário e parte da trompa de Falópio ao longo do seu pedículo vascular. Esta é uma entidade rara, que ocorre geralmente em mulheres em idade reprodutiva, sendo mais frequente do lado direito (60%). A apresentação clínica sob a forma de dor abdo-minal nos quadrantes inferiores, associada a vómitos e febre, é inespecífica, fazendo diagnóstico diferencial com outras patologias como a apendicite aguda. Mate-rial e Métodos: Adolescente de 17 anos, sem antece-dentes relevantes, com dor abdominal a nível da fossa ilíaca direita (FID), contínua com agravamento progres-sivo, com mais de 24 horas de evolução, associada a náuseas, vómitos e anorexia. Abdómen ligeiramente doloroso à palpação da FID, sem sinais de irritação peritoneal. Analiticamente com leucocitose e neutrofi-lia discretas. Ecografia abdómino-pélvica normal. Por agravamento das queixas álgicas com refratariedade à analgesia, com suspeita de apendicite aguda, é pro-posta cirurgia. Resultados: Submetida a mini-laparoto-mia exploradora com identificação de apendicite aguda flegmonosa e torsão ovárica direita com hematoma sal-pingo-ovárico extenso com rutura, tendo sido realizada apendicectomia e anexectomia direita. Teve alta ao 3º dia pós-operatório. Discussão: Apesar da infrequente associação de duas patologias abdominais agudas, o seu diagnóstico depende de um elevado nível de sus-peição baseado na clínica e no exame objetivo quando os exames auxiliares de diagnóstico se apresentam normais.

HOSPITAL: Centro Hospitalar TondelaViseu, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: André Tojal, Vítor Marques, Carlos Casimiro CONTACTO: André Tojal E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 361)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Hérnia interna transepiplóica, uma causa rara de abdómen agudo.

RESUMO: Objetivo/Introdução: A hérnia interna é uma patolo-gia rara e consiste na protusão de segmento intestinal, através de orifício, congénito ou iatrogenico, no interior da cavidade abdominal. Geralmente assintomáticas, podem apresentar encarceramento. Baixo índice de suspeição e imagiologia inespecifica atrasam o diag-nóstico (geralmente intra-operatório) e diminuem a pro-babilidade de manutenção da viabilidade do segmento intestinal acometido. Resultados: Caso clinico; Doente

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do sexo feminino 67anos sem antecedentes pessoais recorre ao SU por dor abdominal difusa, intensidade crescente, sem outra sintomatologia associada. Ao EO abdómen livre e analiticamente leucocitose e neutrofilia. TC-Abdomen com alterações inflamatórias inespecifi-cas de segmento de delgado, sem dilatação de ansas. Por agravamento do estado geral e aumento marcado dos parâmetros inflamatórios foi realizada laparotomia exploradora onde se verificou herniação de segmento de delgado de aspecto isquémico através do grande epiplon. Procedeu-se à redução do segmento herniado, e encerramento do orifício verificando-se a manutenção da viabilidade do intestino. Discussão: A hérnia interna encarcerada pode ter baixo índice de suspeição na ausência de antecedentes cirúrgicos. Perante agrava-mento do estado geral e sinais de isquemia intestinal deve proceder-se à realização de laparotomia exploradora. O tratamento conservador com redução do segmento her-niado e lavagem com soro fisiológico quente pode ser suficiente, sem necessidade de resseção do segmentar.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia II, Hospital Egas Moniz, CHLO CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Castro L (1), Costa C (1), Coelho FB (1), Mendes R (1),

Capella V (1), Matias R (1) CONTACTO: Luis Miguel Branco de Castro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 461)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Divertículo de Meckel: Um caso raro de oclusão in-testinal intermitente

RESUMO: Objetivo/Introdução: O divertículo de Meckel é a ano-malia gastrointestinal congénita mais comum e, apesar de frequentemente assintomático, pode estar associado a complicações. Em idade adulta, a oclusão intestinal é a complicação mais frequente mas, em idade geriátrica, são escassos os casos descritos. Material e Métodos: Doente de 89 anos, sexo masculino, sem cirurgias abdominais prévias, recorre ao Serviço de Urgência por dor abdominal difusa com meses de evolução, de início pós-prandial, associado a vómitos tardios. Estudo endoscópico e ecografia abdominal realizados em ambulatório, sem alterações. Exame objectivo sem alterações de relevo. Por persistência das queixas, rea-lizou TC Abdominal que revelou “Intestino delgado todo localizado à direita da linha média, com distensão de todas estas ansas, mas ileo terminal colapsado”. Foi submetido a laparoscopia exploradora tendo-se iden-tificado hérnia interna contendo praticamente todo o intestino delgado, sem isquémia, causada por brida entre divertículo de Meckel e o mesocólon transverso. Foi efectuada diverticulectomia com EndoGIA® englo-bando a brida. O pós-operatório decorreu sem intercor-rências, com alta ao 6º dia. Discussão: O divertículo de Meckel tem uma prevalência de 4% na população geral, sendo frequentemente um achado incidental. As complicações associadas podem ser hemorragia, per-furação e obstrução intestinal. Um elevado índice de suspeita clínica associado a uma correcta interpretação dos achados da TC pode permitir o seu diagnóstico e tratamento precoce.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia B – Centro Hospitalar Universi-

tário de Coimbra, (2) Unidade de Transplantação Hepá-tica – Centro Hospitalar Universitário de Coimbra

CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Viveiros D (1), Melo C (1), Canhoto C (1), Oliveira P (2),

Velez A (1), Leite J (1) CONTACTO: Duarte Viveiros E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 465)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Peritonite biliar: Abordagem laparoscópica após complicação rara de biópsia hepática

RESUMO: Objetivo/Introdução: A biópsia hepática percutânea é uma ferramenta diagnóstica de reconhecida importância. No entanto, tratando-se de um procedimento invasivo, pode estar associada a complicações potencialmente fatais. Material e Métodos: Doente de 65 anos, sexo masculino, seguido na Consulta de Hepatologia por alterações das provas hepáticas. Submetido a biopsia hepática aspirativa percutânea com saída imediata de bilís, o que motivou a interrupção do procedimento. 12h depois inicia quadro de dor abdominal a nível dos qua-drantes direitos com irradiação para o ombro homolate-ral e febre. Encontrava-se hemodinamicamente estável, com dor e defesa à palpação do hipocôndrio direito. Analiticamente não apresentava alterações de novo. Realizou TC Abdóminal que revelou “derrame peritoneal perihepático, goteira parieto-cólica direita e escavação pélvica (…) vesícula biliar não distendida com conteúdo denso”. Por suspeita de peritonite biliar, foi submetido a laparoscopia exploradora que revelou hemobilio-peritoneu em relação com perfuração punctiforme da vesícula biliar, pelo que se efectuou colecistectomia. O pós-operatório decorreu sem intercorrências, com alta ao 5º dia. Discussão: A peritonite biliar pós-bióp-sia hepática aspirativa é uma complicação rara (0,03-0,22%) sendo a perfuração da vesícula biliar de ainda maior raridade. Para o seu diagnóstico, além da sus-peição clínica, contribuem a TC e o Cintigrama Hepato--Biliar. O tratamento cirúrgico é uma opção embora existam casos descritos de tratamento conservador.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia B – Centro Hospitalar Universi-

tário de Coimbra; (2) Serviço de Transplantação Hepá-tica – Centro Hospitalar Universitário de Coimbra

CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Viveiros D (1), Melo C (1), Oliveira P (2), Velez A (1),

Leite J (1) CONTACTO: Duarte Viveiros E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 504)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Linfoma difuso de células B do intestino com perfu-ração após colonoscopia

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os Linfomas gastrointestinais representam 1% dos tumores do tubo digestivo dos

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quais menos de 10% são do intestino delgado. A per-furação é uma forma de apresentação pouco frequente destes tumores. Material e Métodos: Doente de 73 anos em estudo por anemia com quadro de choque e dor abdominal após a realização de colonoscopia total, sobre anestesia geral. Apresentava defesa generali-zada, sem evidência de hemorragia digestiva. Reali-zou TC abdominal de urgência que revelou volumoso pneumoperitoneu sugerindo perfuração intestinal e sinais hemorragia recente, além de área mal definida de 19 x 9 cm, sem plano de clivagem com o sigmoide e cego. Foi submetido a cirurgia urgente, inicialmente por laparoscopia. Identificou-se um tumor perfurado envolvendo o ileon terminal sem planos com o cólon e o cego e sinais de hemorragia. Após conversão realizou-se uma ressecção em bloco do tumor, ileon terminal, cego e cólon sigmoide com anastomose ileo-cólica e colorectal mecânicas. Resultados: O resultado histológico revelou Linfoma difuso de células B, sem invasão do cego ou sigmoide, com 3 gânglios em 12 invadidos. O doente teve alta ao 8º dia foi e iniciou pos-teriormente quimioterapia. Discussão: A perfuração nos Linfoma intestinais é factor de mau prognóstico. A excisão total da doença permite um melhor resultado oncológico. Mesmo em contexto de peritonite é pos-sível a realização de anastomoses com risco cirúrgico aceitável.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia A – CHUC CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: André Amaro, Rodrigo Nemésio, António Manso, Júlio

Leite CONTACTO: António Manso E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 505)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Gastropexia laparoscópica num caso raro de volvo gástrico mesentérico-axial no adulto

RESUMO: Objetivo/Introdução: O volvo gástrico é raro nos adultos, sendo o organo-axial o mais frequente (59%), normalmente associado a hérnias do hiato ou diafrag-máticas, enquanto o mesentérico-axial relaciona-se com a agenesia dos ligamentos gástricos. Normalmente necessita de tratamento cirúrgico urgente pelo risco de necrose gástrica, com morbi-mortalidade importantes. Os tratamentos descritos na literatura são a gastrope-xia ou gastrectomia, com correção dos defeitos her-niários que existam. Material e Métodos: Doente de 72 anos com quadro de dores abdominais intensas, distensão abdominal e intolerância alimentar marcada com 1 semana de evolução. Realizou TC abdominal e que revelou volvo gástrico mesentérico-axial e endos-copia com impossibilidade de progressão para o duo-deno e congestão da mucosa. Pelo risco de isquemia gástrica optou-se por realizar uma laparoscopia explo-radora. Identificou-se um volvo gástrico mesentérico--axial, facilmente reduzido e ausência de hérnia do hiato ou diafragmática. Constatou-se agenesia do liga-mento gastrocólico e espessamento gástrico. Realizou--se uma gastropexia à parede abdominal anterior com pontos transparietais para evitar recidiva. Resultados:

Pós operatório sem intercorrências com alta ao 6º dia. Sem recidiva após um ano de seguimento. EDA de con-trole sem alterações relevantes. Discussão: A gastro-pexia por laparoscopia é uma técnica segura e eficaz para o tratamento do volvo gástrico. O uso de pon-tos transparietais facilita a realização da gastropexia anterior.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Universitário Coimbra SERVIÇO: Serviço de Cirurgia A- CHUC CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: André Amaro, António Manso, Rodrigo Nemésio,

Manuel Rosete, Júlio Leite CONTACTO: António Manso E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 322)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Patologia do apêndice ileocecal: revisão de 732 ca-sos

RESUMO: Objetivo/Introdução: A apendicite aguda é uma das principais causas de dor abdominal aguda e o seu diagnóstico precoce é essencial para minimizar compli-cações. Várias patologias do apêndice podem simular apendicite. A morbilidade associada a apendicectomias negativas não é negligenciável. Material e Métodos: Foi efetuado um estudo retrospetivo dos doentes sub-metidos a apendicectomia urgente, no ano de 2014. Foram analisados dados demográficos, imagiologia pré-operatória e dados histopatológicos. Resultados: No ano de 2014 foram realizadas 732 apendicectomias, no nosso Centro Hospitalar. A idade média dos doen-tes foi de 18 anos; 71,4% dos doentes apresentava idade inferior a 18 anos. Quarenta e um por cento dos doentes era do sexo feminino. O exame histopatológico foi compatível com: apendicite aguda em 690 (94.3%) dos apêndices ressecados; outra patologia em 1.4%, incluindo 8 neoplasias, e 4.4% das peças de ressecção não apresentaram alterações histológicas. Neste último grupo, 77.8% dos casos verificaram-se no sexo femi-nino e 71.8% em idade pediátrica. Achados ecográfi-cos positivos associaram-se de forma estatisticamente significativa a uma menor taxa de apendicectomias negativas. Discussão: A imagiologia complementa o diagnóstico clínico de apendicite aguda. O diag-nóstico no sexo feminino é particularmente difícil. O exame histopatológico deve continuar a ser feito por rotina uma vez que permite o diagnóstico de outras patologias do apêndice para além da apendicite aguda.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de São João, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral (1), Cirurgia Pediátrica (2) CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Fernando Resende (1), Sofia Castro (2), Renato Bessa

Melo (1), José Estevão-Costa (2) José Eduardo Costa Maia (1)

CONTACTO: Fernando Resende E-MAIL: [email protected]

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 469)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Perfuração iatrogénica do reto: A propósito de um caso clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: As perfurações iatrogénicas do cólon e reto durante a de colonoscopia são complica-ções raras mas associadas a elevadas taxas de morbi--mortalidade. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais, contudo a abordagem terapêutica não é consensual. Material e Métodos: Doente 82 anos, sexo feminino, com antecedentes de obesidade e his-terectomia. Referenciada para realizar polipectomia por colonoscopia de lesão diagnosticada em ambula-tório. Durante o procedimento verificou-se perfuração intestinal sendo contactada a Equipa de Cirurgia. À observação a doente apresentava extenso enfisema subcutâneo (ESC) da parede abdominal com dor e defesa à palpação do quadrante inferior esquerdo. Foi submetido a laparotomia exploradora que revelou uma lesão a nível do cólon transverso com expressão na serosa, mas não foi possível identificar a perfuração. Foi realizada colonoscopia intra-operatória com identifi-cação de perfuração a nível da parede látero-posterior do reto. Optou-se por efectuar ressecção segmentar do cólon transverso com linfadenectomia e recessão em cunha da parede lateral do reto. O período pós-ope-ratório decorreu sem intercorrências , com alta ao 8º dia. Discussão: A taxa de perfuração do cólon e reto durante colonoscopia varia entre 0,2-5%. Muitos casos são tratados endoscopicamente, contudo a cirurgia desempenha um papel muito importante, especialmente em perfurações grandes. Em casos selecionados, é possível evitar procedimentos cirúrgicos complexos, utilizando abordagens como a que apresentamos.

HOSPITAL: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE SERVIÇO: (1) Serviço de Cirurgia B – Centro Hospitalar Universi-

tário de Coimbra; (2) Serviço de Transplantação Hepá-tica – Centro Hospitalar Universitário de Coimbra

CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Viveiros D (1), Melo C (1), Simoes J (1), Oliveira P (2),

Baptista H (1), Velez A (1), Leite J (1) CONTACTO: Duarte Viveiros E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 480)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Sacrifice skin and fat to save limbs RESUMO: Objetivo/Introdução: Fasciitis is a potentially lethal

disease but frequently underestimated. Early drainage and aggressive debridement is the only effective the-rapeutic approach. Material e Métodos: In this pre-sentation we describe clinical cases of patients with severe fasciitis with insidious onset and minor signs and symptoms at the diagnosis and fulminant progression to severe sepsis and spread of the infection. Resultados: Timely surgical treatment in the setting of intensive care environment allowed for efficient control and prognos-tic improvement. Discussão: High suspicion and low threshold to act is decisive for success.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE

SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Carlota Ramos, Tânia Monteiro, Cátia Felício, Teresa

Pereira, Cristina Lavado, João Coutinho CONTACTO: Teresa Pereira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 525)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Hemorragia digestiva alta recorrente – Abordagem multidisciplinar desafiante

RESUMO: Objetivo/Introdução: A Lesão de Dieulafoy (LD) é causa rara de hemorragia massiva e recorrente de difícil diagnóstico. Material e Métodos: Doente do sexo feminino,62 anos,antecedentes de FA e prótese mitral,sob Varfarina.Internada por quadro de hema-temeses e melenas com repercussão hemodinâmica.AngioTC a documentar foco hemorrágico na junção esófagogástrica.Angiografia com embolização super-seletiva de ramos da artéria gástrica esquerda (AGE).Recorrência hemorrágica com AngioTC que revelou hemorragia ativa do fundo gástrico.Angiografia com embolização de ramos da artéria frénica esquerda.Por manutenção do quadro realizou estudo com videocápsula, que revelou tumor do jejuno, pelo que se procedeu a enterectomia segmentar.Novo episó-dio de hemorragia com choque.EDA demonstrou LD do fundo, controlada com adrenalina e endoclip.Por recorrência de hemorragia repetiu EDA,sem identificar ponto hemorrágico.Nova Angiografia com emboliza-ção de vasos curtos.Recorrência do quadro,realizando EDA que identificou lesão hemorrágica adjacente aos endoclips,sem resolução endoscópica.Submetida a sutura hemostática de LD e laqueação de ramo fún-dico da AGE.Hemorragia no pós-operatório, reope-rada com sutura do ponto hemorrágico e laqueação da AGE. Resultados: Sem recorrência hemorrágica após 34 dias de internamento e 71 UCE. Discussão: A LD é frequentemente subdiagnosticada,sendo um desafio diagnóstico e terapêutico.A abordagem mul-tidisciplinar é fundamental.A cirurgia está reservado para 5% dos casos,após insucesso do tratamento médico,endoscópico e angiográfico.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Cirurgia (1); Radiologia (2) CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: João Aniceto (1), Patrícia Amaral (1), Filipe Veloso

Gomes (2), Tiago Bilhim (2), Raquel Mega (1), Edite Filipe (1), Élia Coimbra (2), Oliveira Martins (1), Eduardo Barroso (1)

CONTACTO: João Pedro Aniceto E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 430)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Causa Rara de Ruptura Esplénica – A Propósito de uma Caso Clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: A colonoscopia é um procedi-mento cada vez mais realizado, quer com fins diagnós-

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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ticos quer terapêuticos. A perfuração e a hemorragia são as complicações mais comuns, sendo a ruptura esplénica uma complicação rara mas que pode pôr em risco a vida. As causas mais frequentes são a tração do ligamento espleno-cólico ou a excessiva manipulação durante o procedimento. A realização de polipectomia durante o procedimento aumenta 7 % o risco de com-plicações. Material e Métodos: Os autores apresen-tam o caso clínico de um homem de 75 anos, trazido ao serviço de urgência por dor abdominal difusa. Ao exame objectivo apresentava-se com quadro de ven-tre agudo, com estabilidade hemodinâmica mantida. Teria realizado uma colonoscopia com polipectomia há menos de 12 horas. Realizou TAC-AP mostrou hemo-peritoneu de moderado volume e sinais de laceração esplénica, sem pneumoperitoneu. Duas horas após a admissão, inicia quadro de choque não responsivo à ressuscitação inicial e é proposto para esplenectomia. Discussão: A ruptura esplénica é uma complicação rara da colonoscopia. No entanto, com o aumento do número de colonoscopias realizadas é expectável que esta complicação se torne mais frequente. Apesar do tratamento conservador seja de optar perante uma lesão esplénica, o tratamento cirúrgico ou por radiolo-gia de intervenção pode ser necessário em casos de instabilidade hemodinâmica.

HOSPITAL: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Sofia Fonseca, Mariana Santos, Elsa Francisco, Joana

Esteves, Carmen Carvalho, Sílvio Vale, Jorge Maciel CONTACTO: Sofia Filomena Pereira Fonseca E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 490)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Diverticulite do cego: um achado durante apendi-cectomia

RESUMO: Objetivo/Introdução: Nos países ocidentais, a doença diverticular é rara no colo direito e cego, sendo ainda menos frequente a presença de divertículo único, que normalmente contem todas a camadas da parede intes-tinal e que se pensa ter origem congénita. O diagnos-tico pré-operatório de diverticulite do cego é difícil uma vez que os sintomas mimetizam os de uma apendicite aguda, sendo este efectuado apenas intra-operato-riamente. A abordagem terapêutica é variável e vas-tamente discutida na literatura. Material e Métodos: Apresentação de caso clínico Resultados: Doente de 39 anos, que recorreu ao SU com um quadro de dor abdominal localizada ao nível da fossa ilíaca direita. Analiticamente sem aumento dos parâmetros inflama-tórios. Por duvida diagnostica foi pedida ecografia que foi compatível com diagnostico de apendicite aguda tendo sido proposta cirurgia em contexto de urgên-cia. Intra-operatoriamente verificou-se apêndice sem alterações macroscópicas mas identificou-se massa inflamatória no cego que após exploração revelou ser um divertículo único do cego inflamado. Optou-se por efectuar diverticulectomia e apendicectomia incidental tendo o pós-operatório decorrido sem intercorrências. Discussão: Na literatura discute-se qual a melhor

abordagem terapêutica nestes casos de diverticulite. Há quem defenda a terapêutica médica, ou no caso da opção cirúrgica a ressecção ileo-colica/hemicolectomia direita, por se tratarem de verdadeiros divertículos. A diverticulectomia está descrita na literatura e neste caso mostrou-se uma opção eficaz.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Lisboa Central SERVIÇO: Serviço de Cirurgia do Centro Hospitalar de Lisboa Central CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Sofia Frade, Sofia Pina, Daniela Cavadas, Helder Viegas CONTACTO: Sofia Frade E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 520)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Perfuração traumática da bexiga RESUMO: Objetivo/Introdução: Aproximadamente 10% dos

doentes com lesões traumáticas graves têm lesão do sistema genito-urinário. O trauma da bexiga na sua maioria resulta de trauma fechado; as ruturas da bexiga são na maior parte consequência de fraturas da bacia. Material e Métodos: Case-report Resulta-dos: Caso clínico: Homem de 68 anos com história de queda 8 dias antes de ser levado ao serviço de urgên-cia por quadro de dor abdominal, anúria e obstipação com 48 horas de evolução. Analiticamente: creatinina 8.7mg/dL e PCR 17.3mg/dL. Sem alterações ecográ-ficas renais. Foi internado pela medicina interna por lesão renal aguda, obstipação e infeção urinária. Por agravamento da distensão abdominal e ausência de dejeções foi solicitada tomografia computorizada que revelou: “Quadro radiológico de oclusão intestinal com distensão da quase totalidade das ansas de intestino delgado(...)obstrução intestinal localiza-se na última ansa de íleo(…)na pequena pélvis(…)curto segmento do íleo com afilamento(…)que atribuímos a torção do segmento de ansa do íleo ou a brida inflamatória ou pós-cirúrgica”. Foi submetido a laparotomia explora-dora urgente onde se identificou rutura da bexiga e extenso processo inflamatório a envolver a ultima ansa de íleon. Foi realizada biopsia da bexiga e rafia em dois planos. No pós operatório houve evolução favorável: recuperou débito urinário e retomou transito intestinal. Teve alta clínica ao 8º dia de internamento. Sem outra causa suspeita a rutura da bexiga foi atribuída a lesão traumática na sequencia de queda.

HOSPITAL: Hospital de Vila Franca de Xira SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Oliveira N, Morgado M, Carvalho P, Queimado H,

Ramos L, Rodrigues F CONTACTO: Nuno Oliveira E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 467)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Estenose duodenal após trauma abdominal fecha-do – Caso Clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: O trauma duodenal fechado é muito raro e está geralmente associado a outras lesões.

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Revista Portuguesa de Cirurgia

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Este trabalho tem como objetivo apresentar um caso de traumatismo toraco-abdominal fechado com lesão duodenal. Material e Métodos: Descreve-se o caso de um homem de 70anos, com antecedente de trau-matismo toraco-abdominal fechado, com componente compressivo importante, com fraturas de arcos costais à esquerda, com recusa de mais exames complemen-tares ou internamento. 2 meses após este episódio, iniciou quadro de intolerância alimentar progressiva e perda ponderal significativa. Fez estudo com endosco-pia digestiva alta, que identificou estenose com mucosa irregular a nível de D3, que foi biopsada. Realizou também TC abdominal que revelou distensão gástrica e duodenal, com transição abrupta de calibre a nível de D3-D4, com espessamento parietal concêntrico. Resultados: As biópsias revelaram duodenite ero-siva, sem malignidade. Perante a suspeita de estenose duodenal pós-traumática e a intolerância alimentar, o doente foi proposto para cirurgia. Foi realizada gastro-jejunostomia derivativa com anastomose jejunojejunal de Braun, que decorreu sem intercorrências. O pós--operatório complicou com hemorragia digestiva alta ao 2º dia, com origem na anastomose gastro-jejunal, resolvida com tratamento endoscópico. Discussão: O trauma duodenal fechado com lesão isolada é incomum e de diagnóstico difícil, pela localização retroperitoneal, e neste caso com complicação tardia. Ocorre geral-mente por compressão do duodeno contra os corpos vertebrais.

HOSPITAL: Centro Hospitalar Cova da Beira, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar Cova da

Beira CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Tobias Teles, Rui Cunha, Guillermo Pastor, Augusta

Ruão CONTACTO: Tobias Teles E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 524)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Ulcera jejunal? Complicações tardias de cirurgia bariátrica

RESUMO: Objetivo/Introdução: A cirurgia bariátrica tem um papel cada vez mais preponderante com opção terapêutica para a redução de peso e tratamento das comorbilida-des metabólicas. Estão descritos vários procedimentos entre os quais o bypass gastrojejunal. Pela alteração do transito intestinal promove uma absorção reduzida dos nutrientes e contribui de forma significativa para a perda ponderal. Estas alterações na fisiologia do tubo digestivo colocam novas exigencias a estruturas anatomicas não preparadas para o efeito. Material e Métodos: Relato de caso clínico sobre complicação tardia de cirurgia de bypass gastro-jejunal Resulta-dos: Doente do sexo masculino de 57 anos de idade com antecedentes de cirurgia bariátrica em Novembro 2016 recorre ao Serviço de urgencia por dor abdomi-nal intensa Realizou TC abdo(laparotomia exploradora) contatando-se ulcera perfuração na ansa alimentar cerca de 3 cm a jusante da anastomose gastro jeju-nal. Foi realizada rafia e epiploplastia. O pos operatorio decorreu sem intercorrências. Teve alta ao 6º dia de

operatório a tolerar dieta e com transito mantido. Dis-cussão: As complicações tardias da cirurgia bariátrica devem ser sempre equacionadas mesmo que o inter-valo temporal seja significativo. Este caso exemplifica uma complicação rara mas já descrita da cirurgia de bypass gastro jejunal

HOSPITAL: Hospital de Vila Franca de Xira SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Tiago Louro, Ana Catarina Caseiro, Nuno Bentes, Clau-

dia Diogo, Pedro Correia, Teresa Antunes, Francisco Rodrigues

CONTACTO: Tiago Xavier Louro E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 372)

SESSÃO: P-TRAUMA-INT. 2

TÍTULO: Pneumomediastino Espontâneo – Uma Entidade Rara, Uma Queixa Frequente

RESUMO: Objetivo/Introdução: O pneumomediastino espon-tâneo é uma entidade rara, reportada tipicamente em jovens adultos do sexo masculino. Pode ocorrer em situações de aumento da pressão intra-alveolar, como tosse, vómitos ou esforços, que culminam na rotura alveolar. Os sintomas mais comuns incluem dor cer-vical e torácica súbita, dispneia, disfagia e rouquidão. Pode haver enfisema subcutâneo no pescoço e tórax. Material e Métodos: Aqui relata-se um caso clínico. Resultados: Sexo feminino, 14 anos de idade, previa-mente saudável Cervicalgia direita e toracalgia pleurí-tica com 24 horas de evolução, sem dispneia Referia pequeno esforço ao elevar a cama No exame objec-tivo: Enfisema subcutâneo cervical e supraclavicular direito Internamento sob O2 suplementar e analgesia com melhoria progressiva das queixas. Alta clínica no 5º dia. Follow-up (1 mês): assintomática. TC tórax (1 mês): “Regressão total do enfisema celular subcutâ-neo, pneumomediastino e pneumotórax.”. Discus-são: Devido à baixa incidência de pneumomediastino espontâneo, o diagnóstico pode facilmente escapar. A dor torácica está presente em até 75% dos casos. A radiografia do tórax é essencial, sendo diagnóstica na maioria dos casos. Realiza-se TC de tórax se a radio-grafia não é conclusiva e/ou para determinar a extensão do pneumomediastino. A presença de pneumomedias-tino justifica o internamento para vigilância do doente. Na maioria dos casos, o quadro clínico é autolimitado e o tratamento é de suporte, com resolução da sinto-matologia em poucos dias. O risco de recidiva é muito baixo.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, EPE SERVIÇO: Cirurgia Geral CAPÍTULO: Cuidados Intensivos, Trauma, Cir. Urgência AUTORES: Filipa Narciso Rocha, Gabriel Gomes, Fátima Caratão CONTACTO: Ana Filipa Narciso da Rocha E-MAIL: [email protected]

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XXXVIII Congresso Nacional de Cirurgia

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SALA F 2.3 09/03/2018 08:00:00

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 280)

SESSÃO: P-VÁRIOS 2

TÍTULO: Reconstrução Esofágica com Interposição Cólica: Caso Clínico

RESUMO: Objetivo/Introdução: Os autores descrevem o caso de um doente de 72 anos com necrose gástrica com-pleta em contexto de ingestão premeditada de agente cáustico. Foi submetido de forma emergente a gastrec-tomia total com encerramento dos topos de ressecção e após vários meses de alimentação exclusiva por jejunostomia foi proposto para reconstrução do trân-sito intestinal. A presença de sequelas cicatriciais e estenose impediram a utilização do esófago remanes-cente, sendo necessária a interposição do hemicólon direito como substituto. A evolução no pós-operatório foi favorável com recuperação funcional e nutricional. Discussão: Graças ao seu comprimento e excelente aporte sanguíneo, o cólon é uma alternativa viável na reconstrução esofágica quando não é possível usar um conduto gástrico.

HOSPITAL: Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia do Hospital Pedro Hispano CAPÍTULO: Outro AUTORES: Pedro Valente, Catarina Quintela, Rosa Saraiva, Pedro

Gonçalves, Bárbara Costa Leite, Emanuel Guerreiro, António Gouveia

CONTACTO: Pedro Valente E-MAIL: [email protected]

RESUMO DE COMUNICAÇÃO (P 175)

SESSÃO: P-VÁRIOS 2

TÍTULO: Adenocarcinoma do jejuno com obstrução intesti-nal- relato de caso raro

RESUMO: Objetivo/Introdução: As neoplasias malignas do intestino delgado são raras- <5% das neoplasias GI. As mais frequentes são carcinóide, adenocarcinoma, tumores do estroma e linfoma. Duodeno é o mais atingido, seguido pelo jejuno e íleo. Está associado a síndromes genéticas, doença de Crohn e doença celí-aca. Diagnóstico é tardio, com sintomas inespecíficos, variam com localização do tumor: dor abdominal, ano-rexia e perda de peso, oclusão intestinal, hemorragia digestiva. O tratamento é cirúrgico: resseção do tumor primário e gânglios associados, quando não há doença à distância. Resultados: Homem, 45 anos, internado para estudo- intolerância alimentar, anorexia e perda de peso, 3 meses de evolução. Fez EDA e EDA: sem alte-rações. TAC: dilatação do duodeno/ jejuno por processo obstrutivo. Enteroscopia: jejuno proximal, neoplasia estenosante e ulcerada. Histológico: adenocarcinoma. Submetido a laparotomia exploradora: lesão esteno-sante do jejuno, a 15cm do ângulo de Treitz, realizada enterectomia segmentar. Identificadas lesões hepáticas e peritoneais múltiplas, sugestivas de metastização- realizada biópsia. Pós-operatório sem intercorrências, introduzida dieta com tolerância; alta 5 dias depois, a aguardar resultado histológico e consulta de grupo

oncológico. Discussão: O adenocarcinoma do jejuno é um diagnóstico raro e tardio. A cavidade peritoneal é um local frequente de metastização. O prognóstico é mau para todos os estádios, com taxas de sobrevivên-cia aos 5 anos de 14-33%, com doença metastática de 3-5%.

HOSPITAL: Centro Hospitalar do Alto Ave, EPE SERVIÇO: Serviço de Cirurgia Geral- Hospital Senhora da Oli-

veira- Guimarães CAPÍTULO: Outro AUTORES: Diana Souto Brito, André Graça Magalhães, Catarina

Longras, Lima Terroso, Paula Costa, Carlos Alpoim, Washington Costa, Pinto Correia

CONTACTO: