Pragas e Doen§as Do Cafeeiro

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Manual de identificação de pragas e doenças da cafeicultura

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  • Pragas e doenasdo cafeeiro

    Pragas e doenasdo cafeeiro

    DE OLHO

    FIQUE

  • Limiar de dano econmico a menor densidade populacional

    de determinado organismo que causa dano econmico.

    a quantidade mnima de sintoma que justifica a aplicao de determinada ttica de manejo.

    Manejo Integrado de Pragas MIPManejo integrado de pragas e

    doenas a melhor combinao de medidas culturais, biolgicas e qumicas que produz a administrao referente a insetos e doenas das culturas, numa dada situao, socialmente mais aceita, ambien-talmente mais sadia e de despesa mais vlida.

    Objetivos do Manejo Integrado- Racionalizar os custos de produo.- Preservar a sade do consumidor.- Reduzir o risco de intoxicao do aplica-dor.- Manter o equilbrio ecolgico e preservar o meio ambiente.

    Fatores determinantes- Patgeno.- Hospedeiro.- Meio ambiente

    Princpios do Manejo Integrado- Histrico da rea e diagnstico da situao.- Conhecimento do agroecossistema a ser manejado.- Definio da estratgia de manejo.

    Pragas e doenas do cafeeiro: fique de olho!

    - Estabelecimento de tcnicas de monitora-mento.- Estabelecimento do limiar econmico.- Desenvolvimento de modelos de previso.

    Para desenvolver modelos de previ-so deve-se ter conhecimento:

    A) do Patgeno- perodo de incubao.- forma de sobrevivncia.- raas predominantes e sua virulncia.- formas de disperso.- local de penetrao do patgeno no hospedeiro.

    B) do Hospedeiro- nvel de resistncia.- extenso da cultura.- densidade de plantas por rea.- espaamento.- estado nutricional.- disponibilidade de diferentes cultivares.- arquitetura da planta.

    C) do Ambiente- temperatura.- umidade relativa.- molhamento foliar.- precipitao.- altitude.- tipo de solo.- tipo de irrigao.- poca de plantio.- local de plantio.- nvel de fertilidade do solo.- pH do solo.

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    Pragas e doenas competem com as culturas econmicas, causando quedas na produo.

    A garantia de produo e produtividade competitiva s obtida, no mercado agrcola, com plantas sadias.

  • no for possvel, fazer mensalmente.- Dividir a rea em talhes de 5 hectares, levando em conta a idade da planta, densidade populacional, variedade do caf e face do terreno.- Caminhando em zig-zag, fazer a amostragem em 30 plantas por talho, retirando 10 folhas por planta, sendo 5 de cada lado do cafeeiro, totalizando 300 folhas.- Retirar, em ramos diferentes, as folhas na altura mdia do cafeeiro, entre o segundo e o quarto par de folhas, contando da ponta do ramo para dentro.- Separar as folhas sadias das folhas contaminadas, ou seja, com p alaranjado no verso.- Fazer a contagem das folhas doentes e calcular a porcentagem para verificar o ndice de infestao da doena no talho.- Anotar as informaes na ficha de controle do talho e encaminha-la a um tcnico ou agrnomo para analisar as medidas a serem tomadas.

    Dentre as doenas que ocorrem no cafeeiro, a Ferrugem a mais importante, por causar prejuzos relevantes cultura e reduo na renda do produtor. Os primeiros sintomas da enfermidade so pequenas manchas circulares de cor amarelo-alaranjada.

    Os prejuzos desta enfermidade para o cafeeiro so a desfolha prematura, com conseqente seca dos ramos laterais, afetando o florescimento, o desenvolvimento dos frutos e a produo do ano seguinte, com queda na produo entre 20 e 45%.

    A ocorrncia da doena favorecida por fatores ligados ao cafeeiro e ao fungo e relacionados com o ambiente. Dentre os fatores relacionados com a planta e com o ambiente esto o enfolhamento, a carga pendente (produo) e a densidade de plantas. O controle da Ferrugem pode ser feito pela utilizao de variedades resistentes ou por produtos qumicos preventivos, curativos e preventivo-curativos.

    Ao programar o controle convm lembrar que:

    - Quanto maior o enfolhamento, maior ser o inculo para o prximo ciclo da Ferrugem.- Quanto maior for a carga pendente, maior ser a intensidade da doena.- No sistema de cultivo adensado, o microcli-ma plenamente favorvel ao desenvolvi-mento da Ferrugem.

    Como fazer o monitoramento: - A amostragem deve ser feita a partir de novembro.- A periodicidade ideal de 15 em 15 dias. Se

    DOENAS DO CAFEEIROFerrugem

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    Como controlar:- Fazer sempre uma adubao equilibrada.- Plantar linhagens resistentes.- Fazer desbrotas, evitando o excesso de hastes e assim o auto-sombreamento.- Consultar um tcnico quando aplicar produtos qumicos.

  • Cercspora uma doena que ataca as folhas e

    frutos em desenvolvimento. Os maiores prejuzos ocorrem em mudas e plantios novos. A Cercosporiose causa perdas de 15 a 30% na produtividade da lavoura de caf.

    A doena provocada por um fungo que recebe denominaes de: cercosporiose, mancha de olho pardo, olho de pombo, olho pardo.

    Os sintomas da doena so manchas circulares de colorao castanho-clara a escura, com o centro branco-acinzentado, quase sempre envolvidas por um halo amarelado.

    Principais danos provocados pela doena:

    - Viveiros: queda de folhas e raquitismo das mudas.- Ps plantio: desfolha e atraso no cresci-mento das plantas.- Lavouras novas: aps as primeiras produes, pode causar queda de frutos e seca de ramos produtivos.- Lavouras adultas: queda de folha, amadurecimento precoce e queda prema-tura de frutos, chochamento. As leses funcionam como porta de entrada para outros fungos que depreciam a qualidade do produto.

    Alm das condies climticas, como umidade relativa alta, temperaturas amenas, excesso de insolao e dficit hdrico, um estado nutricional deficiente ou desequilibrado favorece a doena.

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    Como controlar:Fases de plantio e ps-plantio:- Fazer a correo necessria do solo, um bom preparo das covas e sulcos de plantio, seguindo um plano de adubao e nutrio adequado.- Ficar atento para a realizao do controle qumico, principalmente se o plantio for feito no final de perodo chuvoso, pois o excesso de insolao, ventos e deficincia hdrica neste perodo predispem as plantas ao ataque da Cercosporiose.- Fazer adubaes nitrogenadas de cobertura aps o pegamento das mudas, o que reduz a intensidade do ataque de Cercosporiose.

    Lavouras adultas:- Fazer adubaes equilibradas, principalmente por ocasio das primeiras produes dos cafeeiros, a fim de evitar o desequilbrio da relao parte area e sistema radicular, condies que favorecem a doena.- Fazer o acompanhamento do estado nutricional das plantas periodicamente, atravs de anlises foliares.- Fazer adubaes equilibradas em lavouras adultas, dando ateno especial em anos de carga pendente alta.

  • PhomaA doena foi constatada no

    Brasil inicialmente em cafezais locali-zados em altitudes elevadas (acima de 900m), no estado do Esprito Santo e em regies do Tringulo Mineiro e Alto Paranaba, em Minas Gerais. No entanto, a doena tem sido encontrada em outras regies, em lavouras expostas a ventos fortes e frios, com as faces voltadas para o Sul, Sudeste e Leste.

    A penetrao do fungo facilitada por danos mecnicos nos tecidos da planta, produzidos por insetos ou pelo roar de folhas tenras causado pelos ventos. Favorecem a doena perodos intermitentes de frio, ventos frios e chuva.

    Os sintomas nas folhas novas so manchas circulares de colorao escura e de tamanho variado, podendo chegar a 2cm de dimetro. Quando as leses atingem as bordas das folhas, estas se encurvam, podendo apresen-tar rachaduras.Podem ocorrer nos ramos, iniciando-se a partir dos fololos ou do ponto de absciso das

    folhas. Nos ramos atacados observam-se leses deprimidas e escuras. Estas leses podem ocorrer nos botes florais, nas flores e nos frutos na fase de chumbinho, causando a morte e mumificao desses rgos atacados.

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    Como controlar:- Evitar a instalao de lavoura em reas sujeitas a ventos frios. - Programar a instalao de quebra-ventos provisrios ou definitivos desde a implantao da lavoura.- Fazer adubaes equilibradas e em quantidades adequadas.- Fazer o controle com fungicidas especficos durante os perodos favorveis doena.- Fazer o controle preventivo, principalmente nas fases ps-florada (chumbi-nho), nas reas onde a doena ocorre sistematicamente.- Consultar um tcnico quando utilizar produtos qumicos.

  • Ascochyta

    Mancha Aureolada

    Os sintomas nas folhas so semelhan-tes aos causados pela Phoma, e no observam-se diferenas em nvel de campo, sendo necessrias diagnoses laboratoriais com o auxlio de tcnicas especficas para identificar suas estruturas reprodutivas.

    Geralmente encontra-se associada a outras enfermidades do caf, principalmente a Phoma.

    Os sintomas so mais evidentes nas folhas mais velhas, caracterizando-se por leses escuras e com anis concntricos. Causa a queda prematura de folhas, frutos e seca dos ramos.

    A Mancha Aureolada uma doena causada por uma bactria e pode ocorrer tanto em mudas de viveiro, onde causa maiores prejuzos, como em plantas adultas. Sua denominao em decorrncia da formao de um halo amarelo circundando a leses. As reas lesionadas normalmente desprendem-se das bordas das folhas, dando um aspecto rendilha-do.

    As lavouras instaladas em locais de maiores altitudes e desprotegidas da ao dos ventos esto mais sujeitas doena. Os ventos provocam ferimentos nas folhas e ramos novos, abrindo portas para a penetrao da bactria. A ocorrncia de chuvas de granizo e frio intenso podem provocar leses nas plantas, o que tambm facilita a entrada da bactria.

    As condies de temperatura, umidade relativa e precipitao que favorecem a ocorrn-cia da doena vo de outubro a dezembro.

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    Como controlar:- Evitar a instalao de lavoura em reas sujeitas a ventos frios.- Programar a instalao de quebra-ventos provisrios ou definitivos desde a implantao da lavoura.- Fazer adubaes equilibradas e em quantidades adequadas.- Fazer o controle com fungicidas especficos durante os perodos favorveis doena.

    Como controlar:- Fazer o controle preventi