Portas abertas

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    15-Apr-2017
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    Spiritual

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  • PORTAS ABERTAS Caminhada Espiritual sob a Luz do Santo Daime

    A caminhada somente prosseguir serena, sob a orientao iluminada de nossa prpria f.

    Abenoemos os filhos queridos, mesmo que se encontrem distncia, enviando-lhes

    pensamentos de paz e esperana, encorajamento e bom nimo, e confiemos em Jesus, cuja

    Infinita Bondade jamais nos desampara.

    Bezerra de Menezes

  • Sentir a Doutrina! Quo difcil ! Porque a

    Doutrina o Cristo, so as virtudes do seu Esprito e senti-la

    sentir o prprio Mestre, na acepo completa da palavra.

    Bittencourt Sampaio

  • Quando os homens forem bons, organizaro boas instituies, que sero durveis, porque todos

    tero interesse em conserv-las. O progresso geral a resultante de todos os progressos

    individuais. (Allan Kardec - Credo Esprita - "Obras Pstumas".)

    Quando se abrem as portas de um templo esprita cristo, uma Igreja, um ponto de

    luz, uma casa de orao ou de um santurio domstico, dedicado a comunho do Santo

    Daime, uma luz Divina acende-se nas trevas da ignorncia humana e, atravs de raios

    benfazejos desse astro de fraternidade e conhecimento, que brilha para o bem da

    comunidade, os homens que dele se avizinham, ainda que no desejem, caminham, sem

    perceber, para a vida melhor.

    A Igreja uma escola onde podemos aprender e ensinar, plantar o bem e recolher-

    lhe as graas, aprimorar-nos e aperfeioar os outros, na senda eterna.

    o posto de atendimento fraternal a todos os que o procuram, com o propsito de

    obter orientao, esclarecimento, ajuda ou consolao. o ncleo de estudo, de

    fraternidade, de orao e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, luz da Doutrina

    apresentada pelo Mestre Irineu Serra. o recanto de paz construtiva, propiciando a unio

    de seus frequentadores na vivncia da recomendao de Jesus: Amai uns aos outros.

    um erro enorme transformar o trabalho espiritual em campo de experincias e

    prticas prprias de outras correntes espiritualistas, a pretexto de que o Santo Daime admite

    tudo em seu contexto, em nome da liberdade e desde que a prtica no seja prejudicial.

    O trabalho sob a Luz do Santo Daime tem finalidades definidas, que so clara e

    lmpida em seus objetivos, no podem e no devem estar merc dos que, por opinio

    pessoal, por simpatia a certas tendncias, buscam transform-lo em laboratrio dos mais

    diferentes exerccios.

    A Igreja Daimista, descaracterizada por prticas no autorizadas pela Doutrina, gira

    ao sabor dos interesses individuais e grupais. O modismo outro responsvel pelo

    induzimento a teorias e prticas prejudiciais limpidez doutrinria. Esquecem que a Igreja

    s deve dar guarida ao que autoriza a Doutrina, ou ao que seja decorrncia natural dela.

    A gnese da Igreja bem orientada, voltada ao bem, est na Espiritualidade Superior.

    Seus fardados dedicados tomam compromissos de bem servir, seja antes da reencarnao,

    seja no decorrer da vida carnal.

    Todos esto sujeitos a transvios e enganos leves ou srios, sob as influncias da

    materialidade da vida e de injunes espirituais de toda ordem.

    A Igreja, por sua natureza, por suas finalidades e por seu desempenho, sempre alvo

    das tentativas da Espiritualidade inferior de desvi-la de seu roteiro normal. A vigilncia,

    tanto individual quanto coletiva, dever de todos os fardados da Casa.

    A igreja deve ser o refgio, o porto de esperanas e consolaes para todos os

    carentes que lhe batem s portas, especialmente os necessitados do esprito. Por isso, a

    Igreja precisa contar com fardados conscientes de seus deveres, conhecedores da Doutrina,

    capazes de, em nome do Consolador, socorrer e ajudar, elucidar e exemplificar, aprender e

    servir.

    Ideias nobres e generosas, demonstraes vivas de fraternidade para com todos, o

    que nunca deve faltar na instituio que tem a responsabilidade da aplicao da mensagem

    de Jesus, na interpretao inequvoca da Doutrina da Virgem Soberana Me.

    Essa Doutrina libera as conscincias. Seus princpios e postulados so lgicos e

    exprimem uma realidade imanente. Quem se prope a transmiti-la precisa, antes de tudo,

    conhec-la. O processo de transmisso do conhecimento deve ser simples e direto, sem

    desvios, com apelo constante razo e ao bom senso.

  • A Igreja, sendo grande ou pequena, preparando seus fardados por meio do estudo

    constante, agente permanente de difuso da Doutrina.

    A condio absoluta de vitalidade para toda reunio ou associao, qualquer que seja o

    seu objetivo, a homogeneidade, isto , a unidade de vistas, de princpios e de sentimentos, a

    tendncia para um mesmo fim determinado, numa palavra: a comunho de ideias.

    Todas as vezes que alguns homens se congregam em nome de uma ideia vaga jamais

    chegam a entender-se, porque cada um apreende essa ideia de maneira diferente. (Allan Kardec,OBRAS PSTUMAS, item VIII)

    Ao planejarmos a construo de uma Igreja, devemos ter tambm assegurados os

    recursos necessrios sua manuteno, vez que isso proporcionar aos dirigentes da

    instituio a possibilidade de desenvolver as atividades sem tantas preocupaes com a

    conta de luz, gua etc.

    A experincia tem demonstrado que as casas espritas que no produziram um

    planejamento adequado para esse fim, geralmente, acabam por adotar atitudes

    antidoutrinrias, tais como a realizao de rifas, sorteios, etc. e principalmente a falta de

    caridade ao cobrar pelo atendimento prestado.

    Temos visto muitos companheiros, imbudos da melhor das boas vontades,

    empenharem-se na construo de uma casa esprita sem, contudo, atentarem para as

    despesas que todo empreendimento acarreta.

    Com isso, quando conseguem levar a bom termo a obra, passam a vivenciar uma

    necessidade imperiosa de recursos financeiros para manter a instituio, acabando por

    transformar a obteno de recursos financeiros como atividade principal em detrimento das

    atividades doutrinrias.

    Diante disso, a Igreja, que deveria ser local de meditao e paz, estudo e serenidade

    passa a vivenciar o ambiente prprio das organizaes humanas, vidas pela arrecadao de

    dinheiro.

    comum que as Igrejas, na sua fase de formao, utilizem-se de sedes provisrias,

    sendo importante tecer consideraes quanto ao local que deve oferecer condies mnimas

    de trabalho.

    A sede deve possuir um mnimo de conforto, de condies higinicas e garantir a

    facilidade de acesso aos seus frequentadores e fardados.

    O mais urgente seria prover a Sociedade Parisiense de Estudos Espritas de um local

    convenientemente situado e disposto para as reunies e recepes. Sem lhe dar o luxo

    desnecessrio e, ao demais, sem cabimento, seria preciso que a nada denotasse penria, mas

    aparentasse um aspecto tal que as pessoas de distino pudessem estar ali sem se considerar

    muito diminudas. (Allan Kardec,OBRAS PSTUMAS)

    Essas consideraes ainda esto vlidas em nossos dias, especialmente quando a

    direo de algumas casas enfrenta crticas para promover melhorias nas instalaes, o que,

    por vezes, confundido com excessos ou ostentaes.

    Mesmo no caso de instituies localizadas em regies mais carente, do ponto de vista

    scio econmico, o descuido com a aparncia do espao e mobilirio utilizado no se

    justifica, tendo em vista que toda pessoa deseja estar em um local que lhe propicie

    condies agradveis de permanncia e conforto.

    A harmonia e beleza do local no precisam, no entanto, ser confundidos com luxo

    ou ostentao. Porm, precisam traduzir para os frequentadores condies de tranquilidade

  • e harmonia ntima, como tambm demonstrar a preocupao dos responsveis pelo

    trabalho em acolher e atender melhor a todos.

    As diferentes atividades que uma Igreja pode e deve desenvolver pedem locais

    prprios e fixos, considerando a organizao de mobilirio e a preparao espiritual do

    ambiente.

    Ressalta-se, assim, a importncia da preocupao dos dirigentes quanto ao espao da

    Igreja, sendo essencial que o mesmo procure acomodar de maneira adequada todas as

    atividades que so desenvolvidas e suas especificidades.

    O bem-estar dos frequentadores e trabalhadores deve ser propiciado ainda com os

    ajustes necessrios de luz, som, ventilao, limpeza e organizao dos espaos.

    Os dirigentes devero ainda estar atentos quanto segurana funcional da sede da

    Igreja, mantendo uma reviso peridica da rede eltrica e da estrutura do prdio e dos

    extintores contra incndio. Promover a limpeza da caixa de gua, filtros e bebedouros do

    salo, evitando entulhos que possam provocar acidentes e/ou doenas.

    Atentar para as necessidades de desinfeco e da instalao dos botijes de gs em

    ambiente prprio e adequadamente protegido.

    Em outras palavras, isso significa que os homens que querem mudar seu estado de conscincia

    necessitam de uma escola. Mas, antes de tudo, devem dar-se conta de que precisam dela.

    Enquanto acreditarem poder fazer algo por si mesmos, no podero tirar nenhum proveito de

    uma escola, ainda que a encontrem. As escolas existem somente para aqueles que precisam delas

    e sabem que precisam delas. (P.D. Ouspensky, Psicologia da Evoluo Possvel do Homem)

    Uma escola espiritual tem a princpio trs funes principais. Guardar o

    Conhecimento, transmitir o Entendimento e agregar os que buscam Sabedoria. A primeira funo manter todo o conhecimento da escola intacto, todos os

    escritos, toda a tradio oral, a ritualstica, a forma de ver o mundo, todos os dados, as

    informaes