Palestra no ZDAY 2014

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Palestra no ZDAY LISBOA em 23.03.2014.

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  • 1. Nesta palestra vou apresentar um projeto que estou a divulgar desde 2010 o qual denominei de Modelo Cooperativo Familiar. Trata-se dum novo modelo econmico que tem como objetivo colocar a humanidade a cooperar em vez de competir. As palavras modelo econmico podem dar a entender que algo megalmano ou complicado mas na realidade algo muito simples. E para comear vou fazer uma afirmao que poder ser considerada polmica, que a seguinte: a sobrevivncia da vasta maioria da humanidade depende de executarmos ou no este modelo especfico. E passo a explicar porqu. bastante comum ouvir dizer ao pblico em geral e aos ativistas que no existe uma nica soluo, que existem vrias, que o que importa que caminhem na direo correta e que cada um faa o seu melhor no seu campo de atuao. Por outro lado tambm frequente ouvir dizer que esto muitos a lutar mas est cada um no seu galho, que cada um tem o seu projetozinho e que precisavam unir-se para terem fora. So duas vises opostas mas que tem origem no mesmo problema.

2. E o problema est descrito nesta frase: "Tudo o que o homem no conhece no existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento." Como todos temos nveis de conhecimento diferentes temos tambm diferentes vises do mundo. E eu tive a felicidade de conhecer esta frase na mesma altura em que vi os meus primeiros documentrios (entre os quais os do MZ) e que me fizeram perceber que havia mais caminhos para alm da esquerda e da direita apresentados pelos meios de comunicao. E a eu percebi que antes de agir o mais importante era obter o mximo de conhecimento para alargar o meu mundo o mximo possvel. Conhecer bem os problemas e conhecer as solues que as mentes mais brilhantes certamente j deviam ter pensado e defendido. 3. E por isso durante 3 anos gastei cerca de 6 horas por dia a conhecer, a ver documentrios, a ler livros e a analisar as partilhas de outros ativistas. E isso que todos deveramos fazer. A unio s pode acontecer quando existir uma base de conhecimento comum. Alis, se todos alargassem o seu conhecimento o mximo possvel a unio aconteceria de certeza absoluta. E digo de certeza absoluta porque todos os contedos que analisei at hoje, sem excepo, todas as mentes mais brilhantes, nas reas mais diversas, chegam todos mesma concluso: 4. a humanidade prejudica-se com a competio, a humanidade prospera com a cooperao. Poderia aqui apresentar citaes sem fim com essa concluso mas partilho apenas as palavras dum cientista bastante conhecido: "O que vemos neste exato momento a COMPETIO e destruio mtuas, as guerras, a luta por sobrevivncia e as pessoas destruindo o planeta para conseguirem alguns pedaos dele. Cada um desses movimentos destrutivo no s para o planeta, mas para a civilizao humana, pois a civilizao humana PROSPERAR ATRAVS DA COOPERAO e MORRER ATRAVS DA COMPETIO. Se voc pensar a partir dessas verdades, voc vai acabar chegando... na extino que est diante de ns. Por isso a nica soluo s pode ser aquela que coloque a humanidade a cooperar. Qualquer soluo que no tenha como objetivo colocar todo o planeta a cooperar ser sempre uma soluo incompleta. 5. E o problema principal das solues incompletas, alm da sua ineficcia, que so morosas e tempo um luxo que no dispomos. Porque no campo dos problemas tambm todos os contedos que analisei at hoje concordam no mesmo ponto: a atual civilizao predadora de recursos naturais j entrou na fase de colapso e portanto avizinham-se tempos muito perigosos. Claro que todos terminam com a habitual mensagem de esperana, mas neste momento tudo aponta que seja a mesma esperana que tinha o povo mais rico da Alemanha nos comboios a caminho de Auschwitz. No devemos encarar o futuro com otimismo, nem com pessimismo, mas com realismo. Realismo conhecer a realidade, alargar ao mximo o nosso conhecimento, conhecer bem como funciona a sociedade e conhecer a histria pois como dizia Confcio Se queres prever o futuro, estuda o passado. Por isso este mundo catico que aparenta ser to complicado tem, quando analisado a fundo, uma nica soluo muito simples. Este facto facilita muito o nosso trabalho porque s precisamos despender tempo a analisar as solues que sejam um plano que tenha como objetivo final colocar toda a humanidade a cooperar. Eu idealizei o MCF e sei que ele o caminho indicado porque algo extremamente simples e porque se baseia em projetos cooperativos que felizmente j existem por esse mundo fora, j bastante experimentados e que j afetam positivamente a vida de milhes de pessoas. No fundo ele apenas pega no Cooperativismo do Sculo 20 e adapta-o ao conhecimento do Sculo 21. 6. MODELO COOPERATIVO FAMILIAR (MCF) O manual para a construo duma sociedade que considere todos os seres humanos como iguais, que funcione como uma FAMLIA global, utilizando um Modelo econmico COOPERATIVO em substituio do atual Modelo nocivamente COMPETITIVO. 7. O MCF por definio um manual para a construo duma sociedade que considere todos os seres humanos como iguais, que funcione como uma FAMLIA global, utilizando um Modelo econmico COOPERATIVO em substituio do atual Modelo nocivamente COMPETITIVO. como se dessemos a cada pessoa um manual com 5 regras muito simples e que ela dever tentar executar na sua comunidade. Trata-se de ir criando cooperativas sociais para que todas as relaes comerciais da comunidade sejam efetuadas atravs do MCF at que toda a comunidade no fundo seja uma cooperativa. O planeta apenas a soma de milhes de comunidades locais por isso quanto mais pessoas executarem o plano na sua comunidade mais depressa o mundo estar a cooperar. Vou ento passar a apresentar as 5 regras e falar um pouco sobre os projetos que j existem hoje e que j se baseiam em cada regra. 8. Mas como introduo vou pegar num excerto do Documentrio Crossroads e fazer minhas as palavras de grandes pensadores e cientistas que em 7 minutos resumem muito bem tanto a encruzilhada em que nos encontramos como a soluo para sairmos dela, e que por isso a melhor introduo que j encontrei at hoje para o projeto MCF. http://www.youtube.com/watch?v=eAn3wiPiPbM 9. 1. No tem emprstimos bancrios nem aluguer de instalaes. N de Famlias Rendimento Mensal Se distribudo em recursos: 1.500.000 440,00 Renaul Clio Comercial (1 m3) 500.000 839,00 Renault Kangoo (2,30 m3), 1.000.000 1.466,00 Renault Traffic (5 m3) 300.000 3.744,00 Renault Master (10 m3) 15.000 12.500,00 IVECO (35 m3) 879 > 18.000,00 Camio TIR 10. A 1 regra que a empresa no pode ter custos com JUROS ou ALUGUERES. E aqui vou comear por salientar 2 pontos: O 1 que as pessoas olham para o dinheiro como nmeros quando deveriam olhar para ele como recursos. Porque se houver dinheiro mas no houver recursos para comprar o dinheiro no vale nada. E se eu olhar para o dinheiro como recursos vejo que: se eu comparar o Presidente da EDP que ganhou 100 mil euros por ms com as centenas de milhares de pessoas que ganham o SMN eu veria que as pessoas do SMN levantariam os seus recursos com um Renault Clio comercial enquanto que o Presidente da EDP precisaria de 3 camies TIR para receber os seus recursos. Um quadro intuitivamente insano mas algo normal na cultura dominante. 11. 1. No tem emprstimos bancrios nem aluguer de instalaes. N de Famlias Rendimento Mensal Se distribudo em recursos: 1.500.000 440,00 Renaul Clio Comercial (1 m3) 500.000 839,00 Renault Kangoo (2,30 m3), 1.000.000 1.466,00 Renault Traffic (5 m3) 300.000 3.744,00 Renault Master (10 m3) 15.000 12.500,00 IVECO (35 m3) 879 > 18.000,00 Camio TIR 12. O 2 ponto algo tambm muito simples e intuitivo mas tambm completamente oposto ao pensamento dominante. As pessoas deviam mentalizar-se deste facto muito simples: Todos os recursos / dinheiro que algum obtenha sem trabalhar so obtidos a partir do trabalho de algum, e isso tem um nome: escravatura. O resultado monetrio da escravatura tradicional exatamente o mesmo: o escravo trabalha e os recursos obtidos pelo seu trabalho so entregues ao seu dono. E se olharmos o mundo luz deste facto verificamos que escravizar ou explorar os outros o objetivo (e num sistema competitivo tem de ser) de todas as pessoas e existem inmeros mecanismos para o fazer: juros, alugueres, lucros, dividendos, royaltis de patentes, reformas, salrios elevados, etc, etc 13. 1. No tem emprstimos bancrios nem aluguer de instalaes. N de Famlias Rendimento Mensal Se distribudo em recursos: 1.500.000 440,00 Renaul Clio Comercial (1 m3) 500.000 839,00 Renault Kangoo (2,30 m3), 1.000.000 1.466,00 Renault Traffic (5 m3) 300.000 3.744,00 Renault Master (10 m3) 15.000 12.500,00 IVECO (35 m3) 879 > 18.000,00 Camio TIR Bancos sem juros www.novacomunidade.org/jak-portugal Banca Islmica 14. Focando-nos apenas no juro, que provavelmente o mecanismo mais nocivo face da terra, o JURO um mecanismo muito simples: quem tem poucos recursos paga a quem tem muitos recursos. Como um mecanismo que aumenta a desigualdade, no admira que ele seja proibido por grandes religies como a Islmica, as Testemunhas de Jeov e durante muitos sculos foi mesmo proibido pela Igreja Catlica. O sistema bancrio nos Pases Islmicos no utiliza o juro por esse motivo, e mesmo na Europa existe um Banco que tambm no o utiliza que o Banco JAK da Sucia. O Banco JAK uma cooperativa de crdito com cerca de 40 mil membros mas cujo conceito no se conseguiu difundir porque quem l deposita o seu dinheiro acaba por perder dinheiro. Isso acontece porque como a pessoa no recebe juros acaba por ser prejudicada por outro mecanismo escravizador invisvel que a inflao. As pessoas pensam que a inflao um fenmeno natural como o tempo, mas a inflao um imposto escondido sobre os mais pobres que funciona atravs da manipulao da quantidade de dinheiro posta a circular na economia. Algum disse certa vez que "Ter banqueiros a tomar conta do sistema monetrio a mesma coisa que ter pedfilos a tomar conta dum infantrio" e realmente verdade. O sistema mone