Pale Cap Apr

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    17-Nov-2015
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Pale Cap Apr

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  • MINISTRIO DE MINAS E ENERGIASECRETARIA DE MINAS E METALURGIA

    PALEONTOLOGIA DAS BACIAS DOPARNABA, GRAJA E SO LUS

    Maria Eugenia de Carvalho Marchesini Santos

    Marise Sardenberg Salgado de Carvalho

    Rio de Janeiro 2009

  • Departamento de Apoio TcnicoSabino Orlando C. Logurcio

    Diviso de Editorao GeralValter Alvarenga Barradas

    EQUIPE DE PRODUO

    Editorao

    Pedro da SilvaAgmar Alves LopesJos Luiz Coelho

    Andria Amado ContinentinoLaura Maria Rigoni Dias

    Hlio Tomassini de Oliveira FilhoSrgio Artur Giaquino

    Santos, Maria Eugnia de Carvalho MarchesiniPaleontologia das bacias do Parnaba, Graja e So Lus /

    Maria Eugnia de Carvalho Marchesini Santos [e] MariseSardenberg Salgado de Carvalho. Rio de Janeiro : CPRMServio Geolgico do Brasil DGM/DIPALE - 2009.

    215 p.

    Programa Geologia do Brasil PGB.

    1. Paleontologia Brasil Nordeste. 2. Bacias sedimentares.3. Estratigrafia. 4. Paleoecologia. 5. Paleogeografia. I. Carvalho,

    Marise Sardenberg Salgado de. II. Ttulo.

    DD 560.9813

  • APRESENTAO

    Este trabalho narra a histria geolgica e paleontolgica de parte do territrio brasileiro compreendidopelos estados do Maranho, Piau e parte do Tocantins, Par e Cear. nessa regio que esto situadasas bacias sedimentares do Parnaba, So Lus e Graja, cujos sedimentos ocupam uma rea de cerca de600 mil km

    2com uma espessura mxima de 3400 metros de sedimentos.

    A CPRM-Servio Geolgico do Brasil, desde 1973, tem realizado nessas bacias projetos de mapeamentogeolgico, metalogentico, hidrogeolgico e de prospeco mineral, sobretudo para carvo e fosfato, con-tribuindo de forma determinante com um incontvel nmero de dados geolgicos e paleontolgicos, cuja in-terpretao permitiu uma ampla correlao dessas reas sedimentares a nvel local, regional e continental.

    O estudo dos sedimentos de afloramentos e de subsuperfcie ao longo da coluna estratigrfica, forne-ceu os melhores exemplos das sucesses de faunas e floras, dentro de um panorama evolutivo e de diver-sidade da vida. Alm dos registros geolgicos, biolgicos e dos eventos extremos, como as inovaes eextines, foram tambm identificados os paleoambientes e as mudanas climticas ocorridas na regio.A histria mais recente representada pelas pinturas rupestres registradas nos paredes e cavernas dasrochas paleozicas da bacia do Parnaba.

    O conjunto desses conhecimentos est aqui expresso numa srie de ilustraes que reconstituem asantigas e diferentes paisagens que existiram nos estados do Maranho e do Piau, permitindo dessa formaum melhor entendimento dos stios geolgicos e das paisagens que integram a geografia e a histria geo-lgica da regio.

    Diversos parques nacionais e reservas naturais a localizados so constitudos pelas unidades geolgicasexaminadas no trabalho. Explicaes simples para essa geologia local podem ser acrescentadas aos roteirosutilizados na indstria do turismo, atividade capaz de gerar emprego e renda para as populaes locais.

    A ilustrao e divulgao desses dados geolgicos, das inovaes e extines biolgicas, das mudanaspaleoambientais e da deriva dos continentes, podem subsidiar o sistema educacional do Brasil, da Amricado Sul, frica e outros continentes, que outrora estiveram unidos na Pangea e no supercontinente Gondwana.

    Com a divulgao deste trabalho, a CPRM atravs do Programa Geologia do Brasil est cumprido comsua misso de gerao e divulgao do conhecimento das geocincias no pas e contribuindo com AnoInternacional do Planeta Terra (AIPT), programa da Organizao das Naes Unidas que est sendo reali-zada entre os anos de 2007 e 2009.

    Agamenon Srgio Dantas Manoel BarrettoDiretor-Presidente Dretor de Geologia

  • AGRADECIMENTOS

    O Projeto Paleontologia da Bacia do Parnaba foi desenvolvido pela Diviso de Paleontologia no Departa-mento de Geologia (DEGEO), da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais da Companhia de Pesquisa de Re-

    cursos Minerais (CPRM), sob coordenao das autoras. Parte dos resultados foi apresentada pela primeira au-

    tora como tese de doutorado no Instituto de Geocincias da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em

    1998. A redao final foi examinada e criticada pelo Prof. Emrito Dr. Cndido Simes Ferreira e pelos Drs. Dia-

    na Mussa, Norma M. Costa Cruz, Victor Klein, Ismar de Souza Carvalho e Narendra K. Srivastava.

    Agradecemos o apoio recebido na CPRM, no decorrer da execuo do Projeto, dos gelogos Carlos Oiti

    Berbert e Sabino Orlando C. Logurcio, do engenheiro de minas Idelmar Cunha Barbosa, e da paleontloga

    Norma Maria da Costa Cruz, chefe da Diviso de Paleontologia (DIPALE).

    Nos trabalhos de campo, agradecemos o apoio da Residncia de Fortaleza (REFO), com os gelogos Jos

    Alcyr Pereira Ribeiro e Jos Felicssimo Melo, e da Superintendncia de Salvador, com o gelogo Jos Augusto

    Pedreira, com quem fizemos a identificao dos principais afloramentos da Bacia do Parnaba.

    No Setor de Paleontologia do Departamento Nacional da Produo Mineral, foram realizados os trabalhos de

    laboratrio. Agradecemos ao gelogo Digenes de Almeida Campos e s paleontlogas Rita de Cssia Tardin

    Cassab (MCT/DNPM) e Vera Maria Medina da Fonseca (MN/UFRJ) pelo acesso ao material da Coleo de Fs-

    seis e aos dados do Projeto Localidades Fossilferas. Rita de Cssia Tardin Cassab foi de inestimvel ajuda na

    leitura crtica, correes e finalizao de edio.

    Pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, agradecemos Fundao de Amparo Pesquisa do Estado do

    Rio de Janeiro (FAPERJ), que financiou trabalho de campo do Projeto Paleontologia e Estratigrafia do Cretceo

    da Bacia do Parnaba, em 1990, cujos resultados esto incorporados ao presente trabalho.

    Agradecemos pela cooperao e troca de informaes sobre a Bacia do Parnaba, aos paleontlogos Ro-

    berto Iannuzzi da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Eva Caldas, da Universidade Federal do Cear.

    Pela cesso de documentao fotogrfica aos gelogos Samir Nahass e Jos Augusto Pedreira, da CPRM, e

    Ismar Souza de Carvalho, da UFRJ. Agradecemos ainda a Milena Salgado de Carvalho, que fotografou o mate-

    rial fssil apresentado neste trabalho e aos companheiros do DEGEO Martin Elias Dias e Henrique Alves de

    Lima, que confeccionaram figuras e tabelas. Os desenhos e reconstituies paleobiolgicas foram elaborados

    pelo desenhista Mario Roberto Santos.

    Pela editorao do trabalho aos gelogos Fernando P. de Carvalho e Valter Alvarenga Barradas, pela diagra-

    mao a Pedro da Silva e Agmar Alves Lopes, pela arte-final a Andria A. Continentino e Laura Maria Rigoni Dias e

    reviso ortogrfica e tcnica a Sergio A. Giaquinto e Hlio T. de Oliveira Filho.

    Este trabalho uma homenagem memria de saudosos companheiros

    que compartilhavam o mesmo interesse pela Bacia do Parnaba: os gelogos

    Atahualpa Valena Padilha, da CPRM e Rodi vila Medeiros da Petrobras,

    que muito nos incentivaram e o paleontlogo Murilo Rodolfo Lima da USP, pelas

    pesquisas pioneiras em palinologia.

  • RESUMO

    A Bacia sedimentar do Parnaba, situada emrea epicontinental, tem registros de antigas faunase floras, indicativas da alternncia de influnciascontinentais e marinhas, durante a histria fanero-zica. Estas faunas e floras possibilitam as anlisesestratigrficas referenciadas s variaes globaisdo nvel do mar.

    A Histria Geolgica compreende as interaesentre os fenmenos geolgicos e biolgicos, pelareconstituio de antigos ecossistemas. Estes socorrelacionados com as sucessivas posies docontinente em movimento, variaes climticas eas histrias biogeogrficas dos hemisfrios norte esul.

    As faunas marinhas do Siluriano, Devoniano eCarbonfero so aparentadas com faunas de pro-vncias biogeogrficas da margem oeste da Amri-ca do Sul, e registram as conexes com o protocea-no Pacfico. As floras do Carbonfero Inferior e florase faunas terrestres do Permiano so portadoras degneros endmicos, o que caracteriza incidnciade processos macroevolutivos. Estes processosiniciados em paleolatitudes temperadas, no Carbo-

    nfero Inferior, foram acentuados no Permiano compaleolatitudes tropicais. Os fatores climticos pro-piciaram estmulos a biodiversidade.

    No Cretceo, as correlaes das faunas so coma Margem Leste Brasileira e a costa ocidental dafrica. Os eventos biolgicos so relacionados como desenvolvimento do oceano Atlntico Sul e evolu-o da Margem Continental. No Aptiano/Albiano, asbacias do Parnaba, Araripe e Sergipe/Alagoasapresentam como evento biolgico em escala regi-onal, uma ictiofauna, onde esto registrados novosgneros, documentando alto ndice de processosmacroevolutivos e coevoluo. No Albiano a sedi-mentao da Bacia do Parnaba encerrada.

    Em superfcie, a sedimentao final do Cretceopertence s bacias de Graja e So Lus. Os fsseis,de idade cenomaniana so representantes de inver-tebrados marinhos, peixes, rpteis, plantas e pega-das de dinossauros.

    Algumas ocorrncias do Cenozico foram anali-sadas. So as faunas e floras de Tercirio, mamfe-ros do Pleistoceno e o homem primitivo e suas pin-turas rupestres.

    xii

  • ABSTRACT

    The Parnaba sedimentary basin, situated in anepicontinental area, has records of Phanerozoicfauna and flora. Its historical reconstitution is basedon paleobiological studies of the interactions amonggeological and biological events. The ecosystemsare correlated with the geological processes, conti-nental drift, paleoclimates, and biogeographical his-tories between Northern and Southern hemispheres.

    The Silurian, Devonian and Carboniferous marinefaunas are related to biogeographical provinces ofthe West Margin of South America. The Carbonifer-ous and Permian floras are correlated with theNorthern hemisphere. During the Paleozoic