Or§amento de obras

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  • 1. INTRODUO Os Oramentos de Obras geralmente, e particularmente no EngWhere, so subdivididos nos seguintes grupos e subgrupos: 1. CUSTOS DIRETOS 2. CUSTOS INDIRETOS 2.1. Despesas Indiretas 2.2. Taxas do BDI Ser necessrio (estando dentro ou fora de uma obra) entendermos conceitualmente o que representam os Grupos acima, o que falaremos mais adiante, assim como diferenciar "custo" de "venda" ou seja, saber que aplicando-se as Taxa do BDI sobre a somatria dos Custos Diretos e Indiretos, encontraremos o Preo de Venda. Nestas nossas anotaes no iremos nos referir a alguns assuntos ou termos como: Despesas Fixas Diretas ou Indiretas, Taxas Mensais Variveis, Curvas de Gauss, ou mesmo o Levantamentos de Custos Horrios de Equipamentos, desnecessrios ao nosso estudo. No faremos tambm distino entre materiais permanentes, materiais de consumo, ou de outra espcie ou rtulo. Poderemos encontrar, outrossim, outras classificaes ou nomenclatura j que algumas empresas definem o BDI como sendo Bonificao e Despesas Indiretas, representando a somatria dos itens 2.a e 2.b (que convertidos em taxa, dever ser lanada sobre as Composies de Preos para se obter o Preo de Venda), enquanto que outras utilizam o termo para definir to somente a somatria dos lucro com alguns impostos (aplicando a taxa encontrada sobre os custos diretos+indiretos ou 1 + 2.a). Ateno: o suporte a este texto est sendo oferecido apenas ao usurio do EngWhere.

2. OS CUSTOS DIRETOS (SEM BDI) So os custos oriundos da mo de obra aplicada, dos materiais utilizados, dos equipamentos empregados, ou subempreiteiros contratados para os servios da obra propriamente dita, tais como, o cimento, a areia, as horas de pedreiros, carpinteiros, ajudantes, etc., para elevao da alvenaria, para o revestimento das paredes, para execuo da estrutura da obra, por exemplo. Podero incluir, ainda, os Custos Diretos, em alguns casos, o operador, o combustvel, e os custos com sua manuteno e mobilizao, quando so agrupados para compor os preos horrios do equipamentos. Todas estas despesas sero agrupadas e formaro as Composies de Preos Unitrios, para cada tipo de servio. Os recursos referentes aos Custos Diretos mantm certa proporcionalidade com a Produo, ou seja, aumentando-se, por exemplo a quantidade da mo de obra aplicada, teoricamente, os servios sero tambm realizados em menor tempo. Observamos que os mesmos insumos, quando utilizados na construo do Canteiro de Obra, por exemplo, faro parte, como este, dos Custos Indiretos. As Composies de Preos Unitrios So os custos unitrios dos servios e representam a maneira mais comum, e eficiente, para se calcular os custos das obras. Atravs da apropriao da mo de obra e equipamentos empregada em servios anteriormente executados (em uma ou vrias obras) ou da apropriao ou clculo de consumo dos materiais gastos, so elaboradas as CPU's (Composies de Preos Unitrios), que com relativa preciso, iro nos fornecer o custo unitrio dos servios. Vejamos um exemplo de CPU e de sua elaborao: SERVIO: BLOCO DE CONCRETO APARENTE 19CM Unidade: m A - MO DE OBRA Un ndice Preo Unit. Total Pedreiro h 0,63 R$ 2,22 R$ 1,21 Serventes h 0,63 R$ 1,49 R$ 0,82 SOMA R$ 2,03 Encargos Sociais (126,10%) R$ 2,56 Total da Mo de Obra R$ 4,59 B - MATERIAIS Bloco de concreto 19x19x39 un 13 R$ 0,88 R$ 11,44 Cimento kg 2,5 R$ 0,20 R$ 0,50 Areia m 0,1216 R$ 24,90 R$ 3,03 Total dos Materiais R$ 14,97 C - EQUIPAMENTOS / FERRAMENTAL Betoneira 380 l h - - - Ferramentas diversas vb - - - Total dos Equipamentos / Ferramental - D - Total dos Custos Diretos (A + B + C) R$ 19,56 E - Custos Indiretos (por exemplo: 70,50% s/ a somatria de todas as CPU's desta obra) R$ 13,79 Soma D + E R$ 33,35 F - Taxas do BDI (por exemplo 30,00% s/ D + E) R$ 10,01 TOTAL GERAL D + E + F (Preo de Venda) R$ 43,36 Observao: durante a oramentao as Taxas dos itens E e F acima so unificadas para se facilitar os clculos. Assim: - D - Total dos Custos Diretos: R$ 19,56 Preo de venda: R$ 43,36 Taxa de converso (ou BDI a ser aplicado sobre a planilha de custo para gerar a planilha de venda): 121,68% (ou 2,2168), ou seja, R$ 19,56 x 2,2168 = R$ 43,36. Lembrete Observar que trabalhamos com 3 taxas distintas: 70,50% (dos custos indiretos), 30,00% (taxas do BDI) e 121,68% (BDI propriamente dito j que somatria final). 3. Por incrvel que parea nem todos oramentistas, rgos contratantes e empresas, fazem distintino entre entre essas taxas e as rotulam simplesmente como BDI. Antes de passarmos s etapas, ou dicas, para se elaborar uma Composio de Preos Unitrios ser necessrio ter em mente as seguintes regras: Regra Primeira - O CHUTE No existem estimativas em oramento. O Engenheiro tem, ou precisa obter, todas as condies de calcular ou cotar a totalidade dos valores com preciso e tranquilidade. O "chute" dever sempre ser dispensado, mesmo a ttulo de se adiantar os servios, pois com o tempo e a experincia, os oramentos inevitavelmente acabaro se tornando cada vez mais rpidos e precisos. Nosso pel-oramentista trabalha, pois, muito mais com a pacincia e persistncia, que com a canela. Regra Segunda - O ARREDONDAMENTO To nocivo quanto o "Chute" poder ser o Arredondamento, inexplicvel prtica feita obstinadamente por quem parece no gostar de todo e qualquer nmero que no termine com 0(zero). ... expressamente proibido ao Oramentista. No iremos nos prender nos erros que este podem ocasionar, mormente se acumulativos, porm em um detalhe: no h condies de se conferir uma srie longa de clculos, quando se pratica o Arredondamento. Ao serem refeitos os clculos, cada vez se encontrar um valor final diferente, j que os Arredondamentos dificilmente sero, em rigor, os mesmos. Regra Terceira - O CALDO O Engenheiro termina seus clculos e, por insegurana no que est fazendo, e por sentir-se com direto de dormir tranquilo, acrescenta uns 10% ou 20% a mais nos resultados. J os superconfiantes, acreditando no poder de suas posteriores negociaes ou de seu desempenho durante a execuo da obra, reduz suas contas em iguais percentuais. Lembrando que entre as Taxas do BDI existe o campo Taxa de Risco, calculvel, e que no estamos fazendo sonoterapia ou preparando macarronada... ... expressamente proibido ao Engenheiro. Regra Quarta Antiburriquice - O BDI J que estamos falando de erros gerais, contrrios prtica da Engenharia, nos referiremos rapidamente ao BDI: dever ser calculado e no estimado, imposto ou sei l o qu mais. Tabelar o BDI com taxas fictcias (ou impraticveis) querer tampar o sol com a peneira. BDI se calcula (tm milhares de ndices) e temos inclusive um software para facilitar isto. AS COTAES Todos os preos lanados numa CPU, a menos dos salrios que so os praticados pela Empresa, devero ser cotados preferivelmente com mais de um fornecedor. Observar sempre, nas cotaes: O local da obra e do fornecedor (h diferenas significativas entre o mesmo material em regies distintas); O valor do transporte at a obra; Os impostos (IPI, ICMS, etc.); As condies de pagamento; Os prazos de entrega; As dimenses, peso e caractersticas do material a ser cotado (tendo nosso bloco aparente 18,5 x 18,5 x 38,5 devero ser alterados seus ndices de consumo); A logstica do fornecimento: so estudos, a maioria das vezes agradabilssimos e gratificantes, que podem influir no resultado de uma concorrncia. No seria possvel, por exemplo, adquirir nosso cimento diretamente em uma fbrica e transport-lo, talvez via ferroviria, at nossa obra? A logstica do transporte, em funo da quantidade do material adquirido ou possibilidade de transport-lo juntamente com materiais de outra aquisio. Regra para as cotaes Em vista do acima disposto, os preos informados em revistas ou jornais, mesmo que especializadas, devero, somente em ltimo caso, placidamente aceitas. A APROPRIAO Os ndices de mo de obra de nossa CPU devero ter sido apropriados diretamente em campo e em mais de uma obra e regio, devido s variaes que so sujeitos. Os ndices encontrados na literatura a respeito devero, sempre que possvel, serem constantemente aferidos, servindo sua itemizao apenas orientativamente. Ao se apropriar os ndices em uma obra, pelo menos 2 (dois) critrios devero ser obedecidos: 4. A Apropriao direta do tempo gasto pelos profissionais envolvidos, que feita por apropriadores, sob instrues de Engenheiro Oramentista, que tambm calcular os quantitativos destes servios e A Apropriao geral de todos os servios executados e afins (pelo setor de medio), confrontando-os com as horas da folha de pagamento (que elaborada no Departamento de Pessoal); Ambas as apropriao devero fornecer, evidentemente, os ndices ou sua somatria idntica, para muitos grupos de atividades. A apropriao da mo de obra - Ao se apropriar a mo de obra, dever ser levada em conta a relao entre oficiais e ajudantes usualmente empregada em campo, segundo os critrios de cada Empresa. Assim, como exemplo, as seguintes relaes podero ser empregadas em turma de 12 operrios: 4 ajudantes de carpinteiro para 8 carpinteiros; 5 serventes para 7 pedreiros; 6 ajudantes de armadores para 6 armadores; 6 ajudantes de montagem para 6 montadores; etc. Serventes x Ajudantes - sempre conveniente, distinguir nas CPU's, funes como Serventes, Ajudantes, Ajudantes de Armador, Ajudantes de Carpinteiro, embora com mesmo salrios, para que se obtenha melhores informaes dos servios, ao serem extradas os Cronogramas e Curvas de mo-de-obra. Taxas de Leis Sociais e Riscos do Trabalho - Sobre os salrios constantes nas CPU's devero ser consideradas as Taxas de Leis Sociais e Riscos do Trabalho, que, para os mensalistas compreendem-se de: ENCARGOS SOCIAIS BSICOS 20.00 A.1 Previdncia Social 8.00 A.2 Fundo de Garantia por Tempo de Servio 2.50 A.3 Salrio Educao 1.50 A.4 Servio Social da Indstria (SESI) 1.00 A.5 Servio Nacional de Aprendizagem Industrial(SENAI) 0.60 A.6 Servio Apoio . Pequena e Mdia Empresa (SEBRAE) 0.20 A.7 Instituto Nacional Coloniz. e Ref. Agrria INCRA) 3.00 A.8 Seguro contra os acidentes de trabalho (INSS) 37.80 1.00 A.9 SECONSI - S