OJORNAL 14/03/2010

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OJORNAL 14/03/2010

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  • LLJORNAO JORNAOMacei, domingo, 14 de maro de 2010 || Ano XVI || N 87 || wwwwww..oojjoorrnnaallwweebb..ccoomm || ALAGOAS

    Carolina Sanches

    Marco Antnio

    Lula Castello Branco

    Justia, MP, polcia eDefensoria: carncia

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    RR$$ 22,,0000

    As deficincias das de-legacias no interior do Es-tado vo desde a falta depoliciais estrutura pre-cria dos prdios. No Ser-to, os problemas se a-gravam e h delegaciasque fecham nos finais desemana. Outras ficam fe-chadas e o expediente

    dado na cidade vizinha,deixando a populao lo-cal desassistida. O JOR-NAL foi a Canapi, MataGrande, Inhapi, Poo dasTrincheiras e Maravilha,onde foram flagradassituaes que comprovama deficincia da polcia.

    Pginas A17 e A18

    Representantes de se-tores do poder pblicoadmitiram a O JORNALque, em Alagoas, faltamjuzes de Direito, promo-tores de Justia, delega-dos de polcia e defenso-res pblicos para atender

    demanda no Estado.Eles acreditam que osservios populao e osndices de impunidadeseriam melhorados se oquadro de funcionriosfosse incrementado.

    Pgina A3

    O JORNAL presta uma justa homenagem a Selma Britto, uma das maio-res referncias na msica clssica alagoana. Pginas B1, B4 e B5

    Nos prximos 30 dias, Pilar iniciar as obras de instalao da rede de saneamento bsico. A or-dem de servio ser assinada na tera-feira, na festa de emancipao poltica da cidade. Nes-ta primeira etapa, as obras se concentraro nas comunidades prximas lagoa. Pgina A14

    O Mundial de Frmula 1 desta temporada comea hoje, s 9h, com o GP do Bahrein. A atrao do circo o retorno de Schumacher, que se afastou do automobilismoh trs anos, mas decidiu aceitar a proposta da Mercedes. O Brasil conta com quatro pilotos no grid: Massa, Barrichello, Lucas Di Grassi e Bruno Senna. Esportes

    Em Maravilha, a delegacia foi fechada e o delegado d expediente em Ouro Branco

    Nesta edio so 316ofertas de imveis

    Classificados

    MARSMARS02h02.................................................................. 1.5

    07h56 ................................................................. 0.3

    14h53.................................................................. 1.5

    20h21................................................................. -0.1

    Frmula 1

    Comea hoje agrande temporada

    Delegacias fecham nos fins de semanaPrdios das polcias Civil e Militar esto praticamente abandonados nos municpios sertanejos

    SERTO

    TV

    Histrias sobreprdios antigosque arrepiamPginas A9 e A10

    Semas mapeiaas regies de

    vulnerabilidadePgina A11

    Os riscos de criar animais

    silvestresPgina A16

    Habibs abreprimeira lojaem Alagoas

    Pgina A21

    RubensBarrichello

    BrunoSenna

    Quatro brasileiros no Mundial

    Lucas DiGrassi

    FelipeMassa

    VELOC

    DADE

    I

    Grande mulherno Governo de AL

    Nanda Costafala da

    evoluode Soraia,da novela

    Vivera Vida

    Pilar vai iniciarobras da redede saneamento

  • AA22

    JORNALO JORNALO

    Domingo, 14 de maro de 2010 || wwwwww..oojjoorrnnaall--aall..ccoomm..bbrr || e-mail: opiniao@ojornal-al.com.br

    OpinioA carteirada marcou a semana que terminou. A

    confuso que envolveu policiais, sindicato, governoestadual e Ministrio Pblico deixou sua marcanegativa na imagem de Alagoas, at mesmo nacio-nalmente. Mesmo assim, sendo alvo de diversas cr-ticas, a prtica instituda h muito tempo na vida dealguns funcionrios pblicos no deve acabar apsesse episdio. Assim como no tem prazo para termi-nar o uso de adesivos travestidos como credenciaisoficiais que do direito ao acesso livre.

    O tal benefcio de poder entrar em cinemas,espetculos e casas de show mostrando apenas umafuncional est to difundido que at mesmo umadelegada tentou entrar com as filhas no cinemarecm-inaugurado. Para os padres de Alagoas, essaao seria algo normal, mas em nenhum momento sequestionou que pessoa ganha mais de R$ 10 mil porms, salrio bem maior que o da maioria dos alagoa-nos que no portam sequer carteiras assinadas,quanto mais as ditas funcionais.

    Em um Estado pobre economicamente, a cultu-ra do favorecimento de uma minoria apenas reforaa manuteno dessa situao. Afinal, um sistema decastas invisveis criado e coloca empresas e inves-tidores como refns daqueles que, na prtica, deve-riam defender direitos, pois esto inseridos namquina pblica. Policiais civis especialmente, poisse espera deles a investigao e o acompanhamentode processos o que no tem sido a praxe emAlagoas.

    A priso da gerente do Centerplex deixou umamarca triste para todos. Ela foi vtima do abuso deautoridade ao tentar impedir a carteirada, que depoisviria a ser justificada com a desculpa de um pedidodo Gecoc, que, vale ressaltar, nunca utilizou dessesmeios para concretizar suas operaes. O episdiocomo um todo envergonhou alagoanos que traba-lham e pagam suas contas, deixando exposta umarealidade que no tem menor a graa, e no servenem para roteiro de filme trash.

    Filme trash

    Ponto de vista

    San

    Esta uma temtica das antigas e tambm uma das mais atuaispara a humanidade. uma questo de ordem internacional. NoBrasil, no calor da conjunta e do sensacionalismo de determinadasmdias, tem se transformado em um debate estril e moralista, enco-brindo interesses polticos, ideolgicos e econmicos. O tema invadeos recantos do pas, por todos os lugares encontra-se algum comen-tando, esbravejando ou lamentando contra polticos, beneficiandoamigos e familiares.

    O fato de nos ltimos tempos aparecer tantas informaes e casosde denncias referentes a desvio do dinheiro pblico no significaque est havendo uma epidemia dos atuais polticos correndo atrsdos cofres pblicos. Aqui no cabe nenhuma defesa, mas uma consta-tao: as instituies fiscalizadoras esto agindo de forma competentee gil, com destaque para o Ministrio Pblico, Polcia Federal eReceita Federal.

    Anteriormente, a corrupo ocorria, mas era colocada para debai-xo do tapete, alimentando a impunidade. As instituies pblicasencontravam-se presas aos ditames da ditadura militar e aos interes-ses do capital internacional. Com o processo de abertura poltica eparticipao da sociedade, com a organizao e mobilizao dosmovimentos sociais e instituies da sociedade, a cobrana torna-semais vigilante sobre os agentes pblicos.

    Quanto indignao da massa, muito bom! Entretanto, insufi-ciente! Colocam-se algumas questes para a reflexo em busca deuma explicao. Analisando a realidade social brasileira, por um lado,parcela da populao encontra-se ainda sem assistncia mnima emeducao, sade, moradia, transporte e trabalho. Por outro lado, pro-jetos na rea social, como a reforma agrria e a demarcao das terrasindgenas, ainda no foram realizados plenamente.

    A massa limita sua indignao ao bate-papo de botequim, esquinade ruas, caladas e banco de praas. At parece que tem prazer emconversar sobre o assunto, mas ou contenta-se com as aes institucio-nais ou se sentem impotentes diante do volume de denncias. A reali-dade agrava-se com o conformismo diante dos fatos, a convivncia ecumplicidade.

    Nesse contexto, relevante destacar a necessidade da compreen-so e formao sobre a tica como princpio. Aqui se encontra o cerneda questo: a tica deve ser tratada permanente em todo o seio dasociedade, desde a formao familiar, na escola, no trabalho e nasrelaes sociais. No pode ser algo da conjuntura, que aparece quan-do os meios de comunicao veiculam fatos que contrariam os princ-pios ticos e cria comoo.

    A carncia social de parcela da populao e a ausncia de forma-o slida da sociedade possibilitam que a poltica se torne hereditriae negcio de grupos econmicos, desprovida de projeto de sociedadee de esprito pblico. O modelo que permeia o imaginrio da maioriado povo brasileiro e exemplo de bem sucedido, quem na vida bur-lou as leis, as regras morais e ticas.

    A luta pela construo de uma nova sociedade encontra-se a cami-nho. Requer de todos os segmentos, partindo dos organismos vivosda sociedade, a exemplo da CNBB, OAB, pastorais sociais, CEBs,escolas e universidades, que fortaleam a formao pela cidadania e omovimento pela tica na poltica.

    As instituies fiscalizadoras estoagindo de forma competente e gil

    Jorge VieiraJornalista

    tica e poltica

    O homem e a sociedade no se conformam em ficar confinados pura anlise e explicao do porque o meio ambiente degradado oudestrudo, o que no passaria de um exerccio estril e sem sentido,pois somente quando nada se sabe a respeito da natureza que nadase faz para preserv-la, deixando-se tudo aos desgnios dos deuses. Oconhecimento sobre o meio ambiente, porm, leva incansavelmente ao para proteg-lo, se no ao cientista puro que a ele chegou, mas,pelo menos, sociedade quando toma conhecimento daquele saber.Passa-se assim do ambientalismo positivo, em sentido estrito, para oambientalismo normativo, aquele cuja inspirao normatizar as rela-es do ser humano com os organismos e com todos os demais fato-res naturais e sociais que compreendem seu ambiente, ou melhor, agirsobre os processos ambientais e com cada um dos demais, incluindoos aspectos econmicos, sociais, culturais e psicolgicos peculiares aohomem.

    No podemos perder de vista que as concluses do ambientalis-mo normativo, quando formuladas, no so, ainda, necessariamentenormas jurdicas, mas recomendaes que podero ou no convert-erem-se em normas jurdicas.

    De uma forma ou outra, sempre se doutrinou quanto busca deum estado de harmonia entre o homem e o meio ambiente; reorien-tao do uso da terra e de todos os bens, materiais e imateriais, que aconstituem; em suma, quanto organizao das atividades dos home-ns de maneira a no agredir direta ou indiretamente o meio ambientee assim utilizar, de forma racional, os recursos naturais (renovveis eno renovveis), sejam em suas linhas gerais,