MEDIUNIDADE E SINTONIA - e Sintonia (psicografia Chico Xavier... · MEDIUNIDADE E SINTONIA ... São

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    MEDIUNIDADE E SINTONIA

    FRANCISCO CNDIDO XAVIER

    DITADO PELO ESPRITO EMMANUEL

    PREFCIO Alinhando neste livro alguns apontamentos em torno da mediunidade, consideramos que no seria correto esquecer o problema da sintonia.

    Mediunidade fora mental, talento criativo da alma, capacidade de co-municao e de interpretao do esprito, m no prprio ser.

    Sintonia acordo mtuo. Eis porque, examinando a mediunidade e sabendo que a sintonia se lhe faz inerente, se possvel ousaramos perguntar: Sintonia para que e com quem?

    *

    Parafraseando o antigo provrbio Dize-me com quem andas e dir-te-ei

    quem s, concluiremos que basta a pessoa explicar onde repetidamente est para sabermos que objetivos ela procura e basta notarmos com quem anda para que saibamos com quem essa mesma pessoa deseja se parecer.

    *

    Atravs do exposto, reconheceremos que todo aquele corao que palpita e trabalha no campo dos ensinamentos de Jesus, a Jesus se assemelhar.

    EMMANUEL

    Uberaba, 02 de janeiro de 1986

    1

    rvores Humanas O texto evanglico, ante a luz da Doutrina Esprita, no se refere aos m-diuns categorizando-os por fachos ou estrelas, anjos ou santos.

    *

    Com muita propriedade, reporta-se a eles como sendo rvores frutferas.

    *

    E sabemos, saciedade, que as rvores produzem segundo a prpria espcie.

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    *

    No vivem sem irrigao e sem adubo; entretanto, o excesso de uma e

    outro pode perd-las.

    * Em verdade, no prescindem do cuidado e do carinho de cultivadores

    atentos; contudo, se obrigam a tolerar vento e chuva, cancula e tempestade.

    * So abenoadas por ninhos e melodias de pssaros amigos; todavia,

    suportam pragas que por vezes lhes carcomem as oras e pancadas de criaturas irresponsveis que lhes furtam lascas e flores.

    * Registram a gratido das almas boas que lhes recolhem o favor e a

    utilidade, mas agentam o assalto de quantos lhes tomam a golpes de violncia ramos e frutos.

    *

    E, conquanto estimveis aos pomicultores, que lhes garantem a existncia,

    so submetidas por eles mesmos poda criteriosa e providencial, com vistas ao rendimento e melhoria da produo.

    *

    Assim tambm so os mdiuns da Terra, postos no solo da experincia

    para a extenso do bem de todos. E anotemos que, semelhantes s rvores preciosas, todos eles, por muito dignos, como sucede a qualquer criatura humana, se elevam em pensamento no rumo do Cu, conservando, porm, os prprios ps nas dificuldades e deficincias do cho.

    2

    Fenmeno e Doutrina At hoje, os fenmenos medinicos que se desdobraram margem do apostolado do Cristo se definem como sendo um conjunto de teses discutveis, mas os ensinamentos e atitudes do Mestre constituem o macio de luz inatac-vel do Evangelho, amparando os homens e orientando-lhes o caminho.

    * Existe quem recorra idia da fraude piedosa para justificar a transforma-o da gua em vinho, nas bodas de Can.

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    Ningum vacila, porm, quanto grandeza moral de Jesus, ao traar os mais avanados conceitos de amor ao prximo, ajustando teoria e prtica, com absoluto esquecimento de si mesmo em benefcio dos outros, num meio em que o esprito de conquista legitimava os piores desvarios da multido.

    *

    Invoca-se a psicoterapia para basear a cura do cego Bartimeu. H, todavia, consenso unnime, em todos os lugares, com respeito viso

    superior do Mensageiro Divino, que dignificou a solidariedade como ningum, proclamando que o maior no Reino dos Cus ser sempre aquele que se fizer o servidor de todos na Terra, num tempo em que o egosmo categorizava o trabalho conta de extrema degradao.

    *

    Fala-se em hipnose para explicar a multiplicao dos pes. O mundo, no entanto, a uma voz, admira a coragem do Eterno Amigo que

    se consagrou aos sofredores e aos infelizes sem qualquer preocupao de posse terrestre, conquanto pudesse escalar os pinculos econmicos, numa poca em que, de modo geral, at mesmo os expositores de virtude viviam de bajular as personalidades influentes e poderosas do dia.

    * Questiona-se em torno do - reavivamento de Lzaro. Entretanto, no h quem negue respeito incondicional ao Benfeitor Sublime

    que revelou suficiente desassombro para mostrar que o perdo alavanca de renovao e vida, num quadro social em que o dio coroado interpretava a humildade por baixeza.

    *

    Debate-se, at agora, o problema da ressurreio dele prprio. No entanto, o mundo inteiro reverencia o Enviado de Deus, cuja figura renasce, dia a dia, das cinzas do tempo, indicando a bondade e a concrdia, a tolerncia e a abnegao por mapas da felicidade real, no centro de cooperadores que se multiplicam, em todas as naes, com a passagem dos sculos.

    *

    Recordemos semelhantes lies na Doutrina Esprita.

    Fenmenos medinicos sero sempre motivos de experimentao e de es-tudo, tanto favorecendo a convico, quanto nutrindo a polmica, mas edu-cao evanglica e exemplo em servio, definio e atitude, so foras morais irremovveis da orientao e da lgica, que resistem dvida em qualquer parte.

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    3 Examina o teu Desejo

    Mediunidade instrumento vibrtil e cada criatura consciente pode sintoniz-lo com o objetivo que procura. Mdium, por essa razo, no ser somente aquele que se desgasta no intercmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Espiritualidade.

    * Cada pessoa instrumento vivo dessa ou daquela realizao, segundo o tipo de luta a que se subordina.

    * Achars o que buscas - ensina o Evangelho, e podemos acrescentar -

    fars o que desejas. Assim sendo, se te relegas maledicncia, em breve te constituirs em

    veculo dos gnios infelizes que se dedicam injria e crueldade.

    *

    Se te detns na caa ao prazer dos sentidos, cedo te converters no intr-prete das inteligncias magnetizadas pelos vcios de variada expresso.

    * Se te confias pretensa superioridade, sob a embriaguez dos valores inte-lectuais mal aplicados, em pouco tempo te fars canal de insensatez e loucura.

    *

    Todavia, se te empenhas na boa vontade para com os semelhantes, imperceptivelmente ters o corao impelido pelos mensageiros do Eterno Bem ao servio que possas desempenhar na construo da felicidade comum.

    * Observa o prprio rumo para que no te surjam problemas de companhia.

    *

    Desce animalidade e encontrars a extensa multido daqueles que te acompanham com propsitos escuros, na retaguarda.

    * Eleva-te no aperfeioamento prprio e caminhars de esprito bafejado pelo concurso daqueles pioneiros da evoluo que te precederam na jornada de luz, guiando-te as aspiraes para as vitrias da alma.

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    * Examina os teus desejos e vigia os prprios pensamentos, porque onde si-tuares o corao a a vida te aguardar com as asas do bem ou com as algemas do mal.

    4

    Intercmbio Toda vez que um agrupamento de preces se rene, observamos sempre rogativas e pensamentos elevados Esfera Superior, na expectativa com que se congregam os companheiros encarnados, na procura de reconforto.

    E respondendo, movimentam-se falanges de servidores, fraternos e amigos, estimulando as obras do bem para a alegria de todos.

    So ensinamentos novos que se derramam. Informaes iluminativas que descerram sendas edificantes. Blsamos para chagas abertas. Remdios para enfermidades diversas. Auxlios que se estendem vida

    mental coletiva. Bnos de consolao que refazem a esperana. Socorro espiritual s dores comuns. Amparo indistinto por resposta

    abenoada do Cu s perguntas aflitivas da Terra. *

    No nos esqueamos, porm, de que o movimento de intercmbio. Se o homem recebe o concurso dos

    Espritos Benfeitores, natural que os Espritos Benfeitores algo esperem igualmente do homem. Nada existe sem permuta ou sem resultado. O lavrador planta as sementes e recolher os frutos. O lapidrio auxilia a pedra, que lhe retribui, mais tarde, com a sua beleza e. brilho.

    * O idealista sofre a tortura do sonho, para contemplar, algum dia, o prmio

    da realizao.

    * E ns, que tanto temos recebido de Jesus, que oferecemos em troca? Que cedemos de ns mesmos, em honra do amor, pelos benefcios com

    que o Senhor nos ampara e levanta? No alimentemos qualquer dvida. A mensagem divina pede a resposta humana.

    *

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    O anjo cede. O homem pode contribuir. No grande campo da sementeira evanglica que a Doutrina Esprita nos descortina, h muitos recursos do Alto, disseminando consolaes e conhecimentos no mundo. Todavia, no olvidemos que h muito trabalho nossa espera.

    * No nos esqueamos. O apostolado da redeno da Espiritualidade Superior; mas tambm formado de servio, fraternidade e colaborao na Terra. O progresso universal, em todos os tempos, obra de intercmbio.

    5

    Mediunidade Mediunidade sem exerci-cio no bem, semelhante ao ttulo profissional sem a funo que lhe corresponde.

    * A medicina venervel em suas finalidades, mas se o mdico abomina os

    doentes, no lhe vale o ingresso no apostolado da cura.

    *

    A lavoura servio que assegura comunidade o po de cada dia, contudo, se o homem do campo odeia o arado, preferindo acomodar-se com a inrcia, debalde a gleba em suas mos recolher o apoio do sol e a bno da

    chuva.

    *

    Mediunidade no pretexto para situar-se a criatura no fenmeno exterior ou no xtase intil, maneira da criana atordoada no deslumbramento da festa vulgar.

    *

    , acima de tudo, caminho de rduo trabalho em que o esprito,