Materiais de Constru§£o II ( TC-031) DOSAGEM DE CONCRETOS

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  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Materiais de Construo II( TC-031)

    Prof. Jos de Almendra Freitas Jr.

    freitasjose@terra.com.br

    DOSAGEM DE CONCRETOS

    Ministrio da EducaoUniversidade Federal do ParanSetor de TecnologiaDepartamento de Construo Civil

    Verso 2014Verso 2014

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    DOSAGEM DE CONCRETOSProcesso para determinar as propores adequadas dos

    componentes de um concreto: Cimento

    Agregados gua

    Aditivos Adies

    Inmeros mtodos:Diversas abordagens para os mesmos tipos de concreto.

    IPT/EPUSP, ABCP, ACI ...Especficos p/ tipos especiais de concretos

    CCR, CAD, CAA, ...

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Como os materiais influenciam no concreto ?

    Cimento:

    Maior consumo acarreta:

    Maior plasticidade;

    Maior coeso;

    Menor segregao;

    Menor exsudao;

    Maior calor de hidratao;

    Maior retrao.

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Como os materiais influenciam no concreto ?

    Agregado mido:

    Maior teor acarreta:

    Aumento no consumo de gua;

    Aumento no consumo de cimento;

    Maior plasticidade.

    Gros mais arredondados e lisos acarretam:

    Maior plasticidade.

    Gros lamelares (ou agulhas) acarretam:

    Maiores consumos de cimento e gua.

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Como os materiais influenciam no concreto ?

    Agregado grado:

    Gros mais arredondados e lisos acarretam:

    Maior plasticidade;

    Menor aderncia com a pasta.

    Gros lamelares acarretam:

    Maiores consumos de cimento, gua e areia;

    Menor resistncia do concreto.

    Melhores agregados so cbicos e rugosos.

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    MTODOS

    Experimentais:

    Partem de alguns parmetros laboratoriais dos componentes, mas para chegar ao trao final

    dependem fundamentalmente de experimentos sobre amostras e corpos-de-prova do concreto.

    No experimentais:

    Determinam o trao diretamente a partir do levantamento laboratorial das caractersticas dos

    componentes do concreto: granulometria dos agregados, resistncia mecnica do cimento, etc.

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    MTODOS

    Experimentais:Estabelecem o trao em funo de avaliaes da resistncia

    e da trabalhabilidade feitas em laboratrio.So mais eficientes em custos (do concreto), geram um

    menor desvio-padro (Sd).

    No experimentais:Devido a dificuldade de avaliar muitos aspectos dos

    componentes atuando no conjunto, ocorre uma variao muito grande nos resultados obtidos, implicando em desvio-padro (Sd) muito alto, elevando custo final do concreto. S so aplicveis em obras pequenas, onde os custos para

    um mtodo experimental fica muito alto.

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    NBR 12655:2006 Concreto - Preparo, controle e recebimento

    Determinao da resistncia de dosagem: fcdEnquanto no temos referncias estatsticas,

    usamos as condies de preparo do concreto:

    a) Condio A - aplicvel s classes C10 at C80:

    O cimento e os agregados so medidos em massa, a gua de amassamento medida em massa ou volume e corrigida em funo da umidade dos

    agregados;

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    NBR 12655:2006 Concreto - Preparo, controle e recebimento

    Condies de preparo

    b) Condio B:Classes C10 at C25: o cimento medido em massa, a gua medida em volume e os agregados medidos em massa ou volume (com controle de umidade e

    inchamento sempre que for necessrio);

    Classes C10 at C20: o cimento medido em massa, a gua medida em volume e os agregados medidos em volume (com controle de umidade e inchamento

    3 x por turno).

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    NBR 12655:2006 Concreto - Preparo, controle e recebimento

    Condies de preparo

    c) Condio C: Aplicvel s classe C10 e C15

    O cimento medido em massa, os agregados medidos em volume, a gua medida em volume e a sua quantidade corrigida em funo da estimativa da umidade dos agregados e da determinao da consistncia do concreto, conforme disposto na

    NBR 7223.

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    NBR 12655:2006 Concreto - Preparo, controle e recebimento

    Concreto com desvio-padro desconhecido

    Enquanto no temos referncias estatsticas, usamos as condies de preparo do concreto:

    Para condio C, e enquanto no se conhece o desvio-padro, exige-se para classe C15 o consumo mnimo de 350 kg de cimento por m3.

    7,0C5,5B4A

    Sd - Desvio-padro (MPa)Condio

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Concreto com desvio-padro conhecido:

    Quando o concreto for elaborado com os mesmos materiais, mediante equipamentos similares e sob condies equivalentes, o valor do desvio-padro Sd deve ser fixado com no mnimo 20 resultados consecutivos obtidos no intervalo de at 30 dias.

    Em nenhum caso o Sd pode ser menor que 2 MPa.

    NBR 12655:2006 Concreto - Preparo, controle e recebimento

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Formao de lotesA amostragem do concreto para ensaios de resistncia

    compresso deve ser feita dividindo-se a estrutura em lotes que atendam a todos os limites da tabela.

    De cada lote deve ser retirada uma amostra, com nmero de exemplares de acordo com o tipo de controle.

    NBR 12655:2006 Concreto - Preparo, controle e recebimento

    3 dias de concretagemTempo de concretagem11Nmero de andares

    100 m350 m3Volume de concreto

    Flexo simplesCompresso ou compresso e flexo

    Solicitao principal dos elementos da estrutura

    Limites superiores

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Amostragem

    As amostras devem ser coletadas aleatoriamente durante a operao de concretagem, conforme a NBR 5750. Cada

    exemplar constitudo por dois corpos-de-prova da mesma amassada, conforme a NBR 5738, para cada idade

    de rompimento, moldados no mesmo ato. Toma-se como resistncia do exemplar o maior dos dois valores obtidos

    no ensaio do exemplar.

    Tipos de controle da resistncia do concreto: Controle estatstico do concreto por amostragem parcial

    Controle do concreto por amostragem total (100%)

    NBR 12655:2006 Concreto - Preparo, controle e recebimento

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Sd = [ (fcm-fci) / (n -1)]

    NBR 12655:2006 Concreto - Preparo, controle e recebimento

    Determinao do Desvio Padro Sd:

    Quando j temos referncias estatsticas, (vinte ou mais concretos consecutivos produzidos em 30

    dias), calcular o Sd:

    ni = nmero de exemplares de cada amostra em questo

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    Conceitos:

    Resistncia Caracterstica do concreto: fckfck = 95% corpos-de-prova rompero com valor definido

    fcm = mdia de resistncia dos corpos-de-prova

    Sd = Desvio-padro (Standard deviation)

    Sd = [ (fcm-fci) / (n -1)]

    fcd = a resistncia para o qual devemos dosar um concreto para que, estatisticamente, esteja assegurado ofck em funo do Sdfcd = fck + 1,65 . Sd

    Valores em MPa - 1 MPa = 10 kgf/cm2

    RESISTNCIA DE DOSAGEM: fcd

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Conceitos: RESISTNCIA CARACTERSTICA

    fck = 95% corpos-de-prova rompero com valor definidofcm = mdia de resistncia dos corpos-de-prova

    Ex.: fck = 30 MPa

    ww

    w.r

    evis

    tate

    chn

    e.co

    m.b

    r/en

    gen

    har

    ia-c

    ivil/

    152/

    arti

    go

    1568

    94-2

    .asp

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    fcm = mdia de resistncia dos corpos-de-provafck = 95% corpos-de-prova rompero com valor definido

    (Hel

    ene/

    Ter

    zian

    , 199

    3)

    Conceitos: fck , fcm e Sd

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Manual de Dosagem e

    Controle do Concreto

    Prof. Paulo Helene e

    Paulo Terzian

    So Paulo, 1993

    Ed. Pini.

    Mtodo IPT/EPUSP

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    (Hel

    ene/

    Ter

    zian

    , 199

    3)

    70 10 mm 60 10 mmParedes de fundao,Sapatas e tubules

    80 10 mm 60 10 mmPilar do edifcio

    80 10 mm 60 10 mmViga e parede armada

    70 10 mm 60 10 mmLaje

    Muito armadaPouco armada

    ABATIMENTO em mmElemento estrutural

    P/ concreto bombeado a consistncia deve estar entre 70 e 100 mm.

    Mtodo IPT/EPUSP

    Consistncia desejada:Valor em milmetros do ensaio de abatimento do tronco de

    cone, escolhido em funo do tipo de transporte e dificuldade de aplicao do concreto.

  • Jos de A. Freitas Jr. | Materiais de Construo IIDosagem

    Dimenso Mxima Caracterstica (DMC)

    do agregado grado:Determinada pelo construtor, limitada projeto estrutural atravs de detalhes levantados em obra, observa-se as distncias entre as armaduras, as formas e outras, seguindo as regras: (Adotar o menor destes valores).

    DMC 1/3 da espessura da laje

    DMC da distncia entre faces das formas

    DMC 0,8 do espaamento entre armaduras horizontais

    DMC 1,2 do espaamento entre armaduras verticais

    DMC do dimetro da tubulao de bombeamento (no caso)

    DMC 1,2 do cobrimento nominal

    Mtodo IPT/EPUSP

  • Jos de A.