Historia de Arte

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I. EUROPA FINAIS DO SÉCULO XVI 1. Europa Católica Nos finais do século XVI a arte europeia apresenta grandes nomes de que são exemplo Andrea Palladio (1508 – 1580), arquitecto responsável pela construção de Villa Rotonda, que imita ainda o panteão Romano; Tintoretto (1518 – 1594) e El Greco (1541 – 1614) na pintura, procurando novos efeitos de modo a provocar emoção e impacto com os seus quadros. 2. Europa do Norte No Norte da Europa, com o advento da Reforma Protestante assiste-se a uma crise na arte questionando se a pintura podia e devia existir, pois muitos protestantes punham objecções à presença de quadros ou estátuas nas igrejas. Aos artistas restava a ilustração de livros e a pintura de retratos. O único ramo da pintura que sobreviveu à Reforma foi o retrato tão firmemente estabelecido por Hans Holbein. Apenas nos Países Baixos a arte sobreviveu perfeitamente à Reforma. Em vez de os artistas se concentrarem exclusivamente no retrato, especializaram-se em todos os assuntos sobre os quais a Igreja Protestante não levantava objecções, sobretudo cenas da vida quotidiana, de que é exemplo Pieter Bruegel (1525 – 1569) II. EUROPA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XVII 1. Europa Católica O BARROCO E O ROCOCÓ O estilo que sucedeu à Renascença é usualmente chamado de Barroco. Mas enquanto é fácil identificar os estilos anteriores por característica definidas de reconhecimento, a tarefa não é tão simples no caso do Barroco. Da Renascença em diante, quase até aos nossos dias, os arquitectos usaram as mesmas formas básicas: colunas, pilastras, cornijas, entablamentos e molduras – todas elas inspiradas originalmente em ruínas clássicas. Destaca-se na Arquitectura Giacomo Della Porta - Igreja Il Gesu da Companhia de Jesus (em Roma), uma Ordem na qual depositavam grandes esperanças para combater a Reforma na Europa.

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I. EUROPA FINAIS DO SCULO XVI 1. Europa Catlica Nos finais do sculo XVI a arte europeia apresenta grandes nomes de que so exemplo Andrea Palladio (1508 1580), arquitecto responsvel pela construo de Villa Rotonda, que imita ainda o panteo Romano; Tintoretto (1518 1594) e El Greco (1541 1614) na pintura, procurando novos efeitos de modo a provocar emoo e impacto com os seus quadros.

2. Europa do Norte No Norte da Europa, com o advento da Reforma Protestante assiste-se a uma crise na arte questionando se a pintura podia e devia existir, pois muitos protestantes punham objeces presena de quadros ou esttuas nas igrejas. Aos artistas restava a ilustrao de livros e a pintura de retratos. O nico ramo da pintura que sobreviveu Reforma foi o retrato to firmemente estabelecido por Hans Holbein. Apenas nos Pases Baixos a arte sobreviveu perfeitamente Reforma. Em vez de os artistas se concentrarem exclusivamente no retrato, especializaram-se em todos os assuntos sobre os quais a Igreja Protestante no levantava objeces, sobretudo cenas da vida quotidiana, de que exemplo Pieter Bruegel (1525 1569)

II. EUROPA PRIMEIRA METADE DO SCULO XVII

1. Europa Catlica O BARROCO E O ROCOC O estilo que sucedeu Renascena usualmente chamado de Barroco. Mas enquanto fcil identificar os estilos anteriores por caracterstica definidas de reconhecimento, a tarefa no to simples no caso do Barroco. Da Renascena em diante, quase at aos nossos dias, os arquitectos usaram as mesmas formas bsicas: colunas, pilastras, cornijas, entablamentos e molduras todas elas inspiradas originalmente em runas clssicas. Destaca-se na Arquitectura Giacomo Della Porta - Igreja Il Gesu da Companhia de Jesus (em Roma), uma Ordem na qual depositavam grandes esperanas para combater a Reforma na Europa.

Pintura Algumas influncias de Tintoretto e El Greco adquiriram cada vez mais importncia na arte do sculo XVII: nfase na luz e na cor; desprezo pelo equilbrio simples; preferncia por composies mais complicadas. Roma era o melhor local para contemplar o esplndido panorama da pintura nos pases que aderiram ao catolicismo romano. Miguel ngelo Caravaggio (1573-1610) Procurava copiar fielmente a realidade, fazendo tudo para que as suas figuras dos eventos sagrados parecessem muito reais e tangveis; at a sua maneira de tratar a luz e a sombra reforava essa finalidade. Claude Lorrain (1600-1682). Era tambm um perfeito mestre de representao realista da natureza, seleccionando apenas os motivos que considerava dignos. Foi quem primeiro abriu os olhos das pessoas para a beleza sublime da natureza. Peter Paul Rubens (1577-1640) Para ele a misso do pintor era pintar o mundo sua volta. Pintava telas gigantescas e aprendeu a dispor as figuras num quadro e a usar a luz e a cor para aumentar o efeito geral. Diego Velzquez (1599-1660) pintor espanhol, absorvera o naturalismo de Caravaggio e consagrou a sua arte observao desapaixonada da natureza, independentemente de convenes. Foi pintor da corte de Filipe IV.

2. Europa do Norte A diviso da Europa entre pases catlicos e protestantes afectou a arte. No Norte os pintores dedicavam-se essencialmente ao retrato, outros pintavam nas suas oficinas e tinham que ir procura de compradores, o que era algo de novo, pois at a os pintores viviam de encomendas. A concorrncia era feroz e os artistas, para a superarem, tinham tendncia a especializar-se num tema para garantir o mercado. Destacam-se: Rembrandt van Rijn (1606-1669) Pintou uma srie de auto-retratos examinando vezes sem conta as prprias feies sempre disposto a aprender mais sobre os segredos do rosto humano. Atribua verdade e franqueza (tal como Caravaggio) um papel muito mais importante do que harmonia e beleza. Os artistas holandeses provaram que o tema de importncia secundria, como prova a obra de Jan Vermeer pintando com mestria cenas simples (em que se destaca a representao da luz e das texturas).

III. EUROPA FINAIS DO SCULO XVII

1. Europa Catlica Em meados do sculo XVII o barroco atingira o seu pleno desenvolvimento. As espirais e as curvas do estilo barroco tinham passado a dominar o aspecto geral e os detalhes decorativos, em edifcios com excesso de ornamentao e teatrais. Quanto mais os protestantes pregavam contra a ostentao nas igrejas, mais se empenhava a igreja catlica romana em suscitar o poder do artista. O mundo catlico descobriu que a arte podia servir a religio de um modo que superava a simples tarefa que lhe fora atribuda nos comeos da Idade Mdia a de ensinar a doutrina sagrada aos que no sabiam ler. Agora podia ajudar a persuadir e a converter. As igrejas foram transformadas e cenrios grandiosos, importando menos os detalhes e mais os efeitos de conjunto. Esta arte s faz sentido no local em que est e no admira que, como artes independentes, pintura e escultura tenham declinado neste perodo na Europa catlica. No sculo XVIII os artistas italianos eram sobretudo soberbos decoradores de interiores. Destaca-se: Bernini (escultor) foi o artista que mais desenvolveu esta arte de suprema decorao teatral (ex. Santa Teresa de vila). Tambm os reis, como a igreja, queriam exibir o seu poder e assim aumentar a sua ascendncia sobre os sbditos, sobretudo Lus XIV em Frana por exemplo com o Palcio de Versalhes construdo em 1660-1680. Os palcios e igrejas francesas do estilo barroco estimularam a imaginao da poca. Todas as artes contribuam para a imagem de um mundo fantstico e artificial. Para muitos passou a reflectir o gosto da aristocracia francesa dos incios do sculo XVII conhecido por Rococ, numa predileco por cores e decoraes delicadas que sucedera ao gosto mais robusto do perodo barroco.

2. Europa Protestante O NEOCLSSICO Os pases protestantes no o adoptaram o estilo Barroco e continuam a seguir o estilo da Renascena. No interior das igrejas o espao projectado como uma sala para reunio dos fiis, o seu intuito no evocar vises do outro mundo mas propiciar recolhimento e meditao. O livro escrito por Andrea Palladio, arquitecto da Renascena, era seguido como autoridade suprema em toda as regras de bom gosto da arquitectura inglesa do sculo XVIII. Nos arranjos dos jardins seguiam a pintura de Claude Lorrain.

IV. EUROPA SCULO XVIII No sculo XVIII as instituies inglesas e o gosto ingls tornaram-se os modelos admirados por todos os povos da Europa que ansiavam pelo domnio da Razo. Pois em Inglaterra a arte no fora usada para enaltecer o poder e a glria dos governantes por direito divino. Comeava agora o declnio de todo esse mundo de deslumbramento aristocrtico que caracterizou o Barroco. Em Frana, como em Inglaterra, o novo interesse pelos e humanos comuns em detrimento de acessrios decorativos e exteriores do poder beneficiou a arte do retrato. Destaca-se a obra de Sir Joshua Reynolds e Inglaterra e Houdon em Frana.

PORTUGALO BARROCO A arquitectura barroca portuguesa caracteriza-se mais pela decorao do que propriamente pelas plantas e alados ou pela concepo do espao, atribuindo-se essencialmente ao Reinado de D. Joo V. de carcter cnico, o apelo ao belo para captar a ateno. Caracteriza-se pela talha dourada no interior das igrejas, cerimnias em que os padres usam paramentos decorados com cores e bordados a fio de ouro; cerimnias religiosas mais encenadas; grande desenvolvimento das procisses; influncia na arquitectura no fausto das fachadas e nos santurios em lugares cnicos (os sacro-montes) como o Bom Jesus de Braga e de Matosinhos, ou Nossa Senhora dos Remdios em Lamego. Um grande arquitecto toscano que trabalhou e Portugal foi Nicolau Nasoni (segundo quartel do sculo XVIII). Nasoni soube encontrar um estilo novo e pessoal, inteiramente adaptado ao gosto portugus, criando uma viso barroca intensa e muito rica de efeitos de luz e sombra em que o granito, modelado com rigor surpreendente, toma as formas mais expressivas e movimentadas. Construiu numerosos edifcios de que so exemplo: Torre e Igreja dos Clrigos, Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, Palcio do Freixo, Palcio de S. Joo Novo, Quinta da Prelada, Solar de Mateus (Vila Real)

O NEOCLSSICO A primeira obra neoclssica em Lisboa foi a capela de S. Joo Baptista na igreja de S. Roque. Mas o Rococ continuava muito presente e o Neoclassicismo s se afirma com o teatro pera de S. Carlos (do arquitecto Jos da Costa e Silva) com a fachada inspirada no Scala de Milo. No Centro o Neoclssico surge sob a gide de Pombal, por exemplo nos museus da Universidade de Coimbra. No Porto o mais antigo edifcio neoclssico o Hospital de Santo Antnio no Porto, apesar de inacabado. Outros exemplos so: Feitoria dos Ingleses (1785), Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco (1795), Palcio dos Carrancas (1795) hoje Museu Nacional de Soares dos Reis, Edifcio da Alfndega (1859), Faculdade de Cincias/Reitoria no Porto, Cadeia da Relao.

EUROPA FINAIS SCULO XVIII A Revoluo Francesa (1789) ps fim a muitos princpios tidos como verdadeiros durante sculos ou mesmo milnios. Como a Revoluo tem as suas razes na Era da Razo (Racionalismo - o sujeito como ponto de partida do conhecimento), operaram-se tambm mudanas nas ideias do homem sobre a arte, tornando-se mais exigentes quanto ao estilo que deixou de ser visto apenas como a melhor forma de obter certos efeitos, dando um enorme impulso ao interesse pela histria e pela pintura de temas hericos. Na Arquitectura procurava-se o estilo correcto, num revivalismo gtico e num revivalismo grego. A arquitectura era concebida como a aplicao de regras simples e rigorosas, o que atraa os paladinos da Razo, cujo poder e influncia crescia em todo o mundo. Na Pintura deixara de ser um mero ofcio que passava de mestres para aprendizes, convertendo-se numa disciplina ensinada em Academias, que funcionavam sob patrocnio rgio, mostrando o interesse que os reis punham no florescimento das artes no seu reino. Para que o pblico comprasse as suas obras as academias faziam exposies anuais, que se converteram em eventos sociais. Muitos artistas achavam que viviam tempos hericos e que os acontecimentos dos seus prprios dias eram to dignos da ateno do pintor como os episdios da histria grega e romana. Destacam-se: Francisco Goya (1746-1828, Espanha). Considerado um pintor pr-romntico, afirmou a sua independncia das convenes do passado, mesmo nos retratos reais. Os artistas sentiam-se agora livres para passar ao papel as suas vises pessoais o que at ento s os poetas faziam.

EUROPA SCULO XIX O ROMANTISMO O Romantismo um movimento artstico, poltico e filosfico surgido no final do sculo XVIII na Europa e que perdurou grande parte do sculo XIX. Caracterizava-se com uma viso do mundo contrria ao Racionalismo uma viso do mundo centrada no indivduo, retratando o drama humano, amores trgicos, ideais utpicos. No sculo XVIII o mundo ocidental foi marcado pela objectividade, pelo iluminismo e pela razo. No incio do sculo XIX seria marcado pelo lirismo, pela subjectividade, pelo nacionalismo, pelo sonho, pela emoo e pelo eu, mas tambm pelo pessimismo O Romantismo pretende cortar com os formalismos, fugindo s regras, centrando-se no individuo. Destacam-se: Turner (1775-1831) - reuniu nas suas telas todos os efeitos que pudessem torn-las mais impressionantes e dramticas. Em Turner a natureza reflecte e expressa sempre as emoes dos homens. Constable (1776-1837) Queria pintar o que via com os seus prprios olhos, queria apenas a verdade. Arquitectura A REVOLUO FRANCESA (1789) veio alterar toda a situao em que viviam e trabalhavam os artistas. Mas outro factor veio abalar a arte: a REVOLUO INDUSTRIAL, que comeara a destruir as tradies do artesanato o trabalho manual dava agora lugar produo mecnica, a oficina dava lugar fbrica. Assiste-se a uma expanso das cidades (em Inglaterra, nos EUA), convertendo-se enormes extenses de campos em reas construdas, sem estilo prprio, em que os arquitectos juntavam s construes vrios elementos decorativos dando lugar a um Ecletismo Artstico. Contudo, alguns arquitectos do sculo XIX conseguiram criar edifcios de referncia, de que exemplo o edifcio do Parlamento em Londres. ~Pintura e escultura Os artistas perderam o sentimento de segurana no sculo XIX. Desaparecida a unidade tradicional nos temas tratados, as relaes do artista com o pblico/cliente tornavam-se difceis, situao piorada pela Revoluo Industrial, crescendo a classe mdia sem tradio associada produo de bens vulgares e pretensiosos mascarados como arte. Muitos artistas comeam a ver-se como uma raa parte, enfatizando o seu desdm pelas convenes para chocar o burgus. Pela primeira vez a arte era um veculo perfeito para expressar a individualidade. Paris era a capital artstica da Europa do sculo XIX. Destaca-se: Eugene Delacroix (1798 1863) revolucionrio, acreditava que em pintura a cor era mais importante do que o desenho, e que a imaginao era mais importante do que o conhecimento.

I. EUROPA SCULO XIX REALISMO E NATURALISMO Realismo Nome do movimento inspirado por Gustave Coubert (1819 1877) que sua exposio em Paris em 1855 deu o nome O Realismo. Assinala uma revoluo na arte. Queria ser unicamente discpulo da natureza, como Caravaggio. No queria formosura, queria a verdade, repudiava as convenes. Jean-Franois Millet (1814-1875) quis pintar cenas da vida camponesa tal como ela era, cenas simples, sem qualquer acontecimento, mas dignas e cheias de significado.

Naturalismo a radicalizao do Realismo, baseando-se na observao fiel da realidade e na experincia.

II. EUROPA FINAL DO SCULO XIX E INCIO DO SCULO XX IMPRESSIONISMO, SIMBOLISMO, ARTE NOVA Edouard Manet (1832 1883) Descobriu que se olharmos a natureza ao ar livre (plein air) no vemos objectos individuais, cada um com a sua cor prpria, mas uma brilhante mistura de matizes que se combinam. Manet abandonou o mtodo tradicional de sombras suaves em favor de contrastes fortes e crus, mas as suas obras parecem mais reais, embora com menos pormenor, dando uma sensao de real profundidade. Impressionismo Claude Monet (1840 1926) A ideia de Monet que toda a pintura da natureza deve realmente ser terminada in loco, pois a natureza ou o motivo mudam de minuto a minuto. O pintor tem que fixa-las imediatamente na sua tela, em pinceladas rpidas, cuidando menos dos detalhes e mais do efeito geral produzido pelo todo. Pierre Auguste Renoir (1841 1919) encantava-se com a beleza festiva (Ex. Baile no Moulin de la Galette), mas o seu interesse principal era a combinao de cores brilhantes e o estudo do efeito da luz do sol. Camile Pissarro (1830 - 1903) - invocou a impresso de um Boulevard de Paris. Estes artistas tinham alguma dificuldade em que as suas telas no ortodoxas fossem aceites. Assim, resolveram juntar-se em 1874 e organizaram uma exposio no estdio de um fotgrafo, que chocou a crtica, tendo ento esta designado o movimento depreciativamente como impressionista. Levou algum tempo at ao pblico descobrir que, para apreciar um quadro impressionista, se deve recuar alguns metros e desfrutar o milagre de ver essas manchas ganharem vida diante dos. De repente o mundo inteiro oferecia temas adequados para a paleta do pintor. Os velhos chaves do "tema condigno", da "composio equilibrada", do "desenho correcto" foram enterrados. Rapidamente os impressionistas foram aceites e as suas telas passaram a integrar coleces pblicas. Talvez essa vitria no fosse to rpida e to completa sem a interferncia de dois aliados: Fotografia - A mquina fotogrfica porttil e o instantneo ajudaram a descobrir o encanto das cenas fortuitas e do ngulo inesperado. At a a pintura tinha esses fins utilitrios, mas a fotografia iria assumir, no sculo XIX, essa funo de arte pictrica. Os pintores viram-se compelidos a explorar regies onde a mquina no podia substitu-los. Cromotipia japonesa - os artistas japoneses escolhiam cenas da vida humilde como temas para as suas xilogravuras coloridas que combinavam grande arrojo de inveno com perfeio tcnica. Com as relaes comerciais do Japo com a Europa e Amrica, no sculo XIX, essas estampas podiam ser compradas por preos mdicos. O desdm pela regra elementar da pintura europeia exerceu grande efeito sobre os impressionistas, que compravam e coleccionavam essas gravuras. Porque havia a pintura de mostrar sempre a totalidade ou a parte relevante de cada figura de uma cena? Destacam-se ainda neste perodo: Edgar Degas (1834 - 1917) - manteve-se um pouco distanciado do grupo impressionista. Nos seus retratos procurava realar a impresso do espao e das formas slidas, vistos de ngulos mais inesperados, estudando o escoro e o efeito de iluminao. Auguste Rodin (1840 - 1917) - escultor francs consagrado, embora muitas das suas obras gerassem controvrsia pois Rodin, tal como os impressionistas, desprezava o aspecto externo de "acabamento", preferia tambm reservar algo para a imaginao dos espectadores. Abbot McNeill Whistler (1834 - 1903) tornou-se uma figura de destaque no designado "movimento esttico", procurando demonstrar que a sensibilidade artstica a nica coisa que merece ser levada a srio na vida.

Arte Nova O final do sculo XIX os pintores estavam cada vez mais insatisfeitos com as finalidades e mtodos da arte que agradava aos pblicos, sobretudo na arquitectura em que a construo se convertera numa rotina vazia. Grandes blocos de apartamentos, fbricas e edifcios pblicos das cidades em rpida expanso, eram construdos numa diversidade de estilos que careciam de qualquer relao com a finalidade do edifcio. Muitos ansiavam pela regenerao da arte, mas outros percebiam que isso era impossvel, ansiando por uma "Arte Nova", baseada numa nova sensibilidade para o desenho e para as capacidades inerentes a cada material. Na ltima dcada do sculo XIX os arquitectos experimentaram novos tipos de materiais e novos tipos de ornamentos. Era chegado o momento da nova arquitectura do ferro surgida nas gares do caminho de ferro e em estruturas fabris. Victor Horta (1861-1947) arquitecto belga, aprendera com a arte japonesa a descartar a simetria e a explorar o efeito das curvas sinuosas caractersticas da arte oriental, transpondo-as para estruturas de ferro que se harmonizavam perfeitamente com os requisitos modernos. Um estilo inteiramente novo. Esta influncia apareceu tambm na pintura desenvolvendo-se vrios movimentos a que hoje se d o nome genrico de Arte Moderna: Paul Czanne (1839-1906) Visava uma arte que possusse grandeza e serenidade. A tarefa consistia em pintar a natureza, fazer uso das descobertas dos mestres impressionistas e reconquistar o sentido de ordem. Usou formas simples e bem delineadas, dando a impresso de equilbrio e tranquilidade. Estava fascinado pela relao da cor com a modelao, desafiando a correco convencional do contorno. Georges Seurat (1859-1891) usando como ponto de partida o mtodo impressionista de pintura, estudou a teoria cientfica da viso cromtica e decidiu construir os seus quadros por meio de pequenas e regulares pinceladas de cor ininterrupta como um mosaico, levando mistura de cores no crebro tcnica do Pontilismo. Vincent Van Gogh (1853 1890) nascido na Holanda deslocou-se para Paris e depois para o Sul de Frana, Arles. Ansiava por uma arte despojada, que agradasse no apenas aos conhecedores mas propiciasse alegria e consolo a todos os seres humanos. Absorvera as lies do Impressionismo e do Pontilismo, mas Van Gogh utilizou cada pincelada no s para aplicar a cor, mas tambm para exteriorizar a sua prpria emoo. Paul Gauguin (1848-1903) Orgulhava-se de ser chamado brbaro, ansiava por uma arte que no se limitasse a uma aprendizagem de truques que podem ser apreendidos, deslocando-se para o Taiti e tentando ver as coisas como os nativos as viam. Gauguin considerado um pintor do Simbolismo, estilo que surge em Frana no final do sculo XIX como oposio ao Realismo e Naturalismo. O mtodo que a Europa aprendeu do Japo mostrou-se particularmente adequado arte da propaganda. Foi antes da viragem do sculo que o seguidor de Degas, Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) recorreu a uma idntica economia de meios para a nova arte do cartaz.

A arte de um sculo de sublevaes e revolues. As vanguardas de incio do sculo XX.

A primeira metade o sculo XX - a arte experimentalistaNo incio do sculo XX assiste-se ao desenvolvimento das vanguardas (do termo militar avant-garde) que no s transformaram radicalmente as prticas pictricas, como tambm puseram em causa o prprio estatuto da arte.A rpida evoluo tecnolgica, as consequentes alteraes ao nvel social, no domnio da arte a inveno da fotografia, colocavam em primeiro plano a questo do papel da prpria arte, que parecia ter chegado ao extremo da suas funes tradicionais exigia uma teorizao urgente.A arte do sculo XX parece marcada por uma aura de crise que se traduz na subverso de todas as regras normalmente aplicadas na actividade artstica, na criao de cnones estticos e no mercado da arte. O desenvolvimento industrial e a ideia de bem-estar que lhe estava associada, encorajara os contemporneos a voltar-se confiantemente para o futuro.A poca oferecia, por um lado, a imagem festiva de uma sociedade em crescimento econmico, por outro lado, revelava sintomas dispersos de uma crise crescente.

Foi aos artistas da primeira metade do sculo XX que coube a rdua tarefa de destronar a tradio. Distorcem cor e forma e todos os cnones da arte (Expressionismo, Fauvismo), deixando de se preocupar com a sua verosimilhana com o real.Depois a dimenso espacial (que com o Renascimento passou a ser expressa de acordo com as leis matemticas de perspectiva) Cubistas, com a sua viso fragmentada do espao, mostrando imagens em vrios planos.Os Futuristas dinamizam as imagens, multiplicando-as, ligando-as umas s outras, gerando a ideia de movimento, sem limites estticos.

Outros materiais, para alm das tintas, passam a ser usados areias, plumas, recortes de jornal (Dadasmo).Mas a imagem continuava a existir, esta arte continuava a ser figurativa. Em 1910 surge a primeira obra abstracta que se conhece, com Wassily Kadinsky, mostrando que era possvel libertar-se de qualquer referncia do real, produzindo composies de cor com valor emotivo intrnseco.

Modernismo a designao ampla atribuda aos diversos movimentos vanguardistas da primeira metade do sculo XX. Rejeitavam o domnio do Naturalismo e do Academismo, optando por uma arte experimental, procurando respostas a questes fundamentais sobre a natureza da arte e da experincia humana. Partilhavam de um sentimento comum de que o mundo moderno era diferente de tudo o que estava para trs. Para uns era a rejeio da indstria a favor do primitivo - primitivismo. Para outros consistia na celebrao da maquinaria e da tecnologia, da cincia futurismo.

O INCIO DA VANGUARDA

FauvismoParisResultante da exposio realizada em 1905 intitulada Les Fauves (As Feras). Estes artistas homenageavam o sentido de liberdade. Ao dar prioridade ao padro decorativo sacrificavam a antiga prtica de modelar todas as formas em luz e sombra. Tiveram influncia de Van Gogh e Gauguin, sendo os principais artistas Henri Matisse, Andr Derain e Maurice Vlaminck. Utilizavam cores fortes com pinceladas espessas e pesadas, directamente do tubo e aplicavam-nas de imediato nas telas, sem as misturar. As suas telas mostram o mundo simplificado em formas vigorosas, omitindo muitos dos detalhes. No se sentiam obrigados a usar as cores verdadeiras. O que interessa que as cores correspondam s necessidades emotivas do pintor e no a sua verosimilhana com a realidade.

ExpressionismoDie Brucke ( A Ponte)Dresden e depois BerlinO expressionismo alemo, tal como o fauvismo, tambm no nasce de um manifesto subscrito pelos membros de um grupo j constitudo. A escolha do nome Die Brucke fica a dever-se importncia que este grupo de artistas d experincia comum e ao confronto de ideias. Pretende ser uma espcie de trao de unio entre as diversas correntes artsticas inovadoras da poca.Os expressionistas alemes recuperam as suas razes romnticas, acentuando o seu desejo de liberdade expressiva, que se traduz no tratamento subjectivo da forma e da cor. Mas so alheios vitalidade alegre que caracterizava a pintura fauve. O pincel guiado por uma mo raivosa, libertadora sim, mas agressiva e no pela alegria de viver de Matisse. Mesmo que os temas sejam aparentemente pacficos, as linhas distorcidas e as cores intrusas sugerem um sentimento de mal-estar, como acontece, por exemplo, na obra de Kirschner.

Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul)MuniqueA escolha do nome denuncia a permanncia de laos com a cultura simbolista: a ideia de liberdade, associvel s imagens do cavalo e do cavaleiro junta-se o valor simblico do azul, que evoca o cu, o imaterial, o absoluto. esse o propsito: dar voz interioridade do indivduo. As cores assumem uma importncia essencial, dado que cada uma dever representar um estado de esprito particular.A importncia da cor sobretudo evidente em Kadinsky, cujas pinturas abstractas so constitudas como partituras musicais, regidas pelas relaes que se estabelecem entre os sinais ascendentes e descendentes, entre as cores positivas e negativas.

O TRIUNFO DA VANGUARDA

CubismoParisO cubismo, movimento em que se destaca Pablo Picasso, no abstraco, antes procura penetrar mais profundamente na realidade, consciente que ela no bidimensional como a tela que serve de suporte pintura. O objectivo no desorientar o pblico, mas acentuar a verosimilhana das composies, enriquecendo-as com valores escultricos. Os cubistas veneravam Czanne por ter sabido reduzir o real a volumes simples.

FuturismoItlia, Rssia, InglaterraPublicao em 1909 nas pginas do Le Fgaro do manifesto do futurismo, assumido por Filippo Marinetti. O manifesto expe os seus diferentes pontos na forma agressiva que caracterizar todas as iniciativas do movimento. Pretendem celebrar o dinamismo que simboliza o progresso, a rejeio de um passado considerado negativo e a projeco para o futuro ( um prolongamento do positivismo do sculo XIX, apesar de negarem o passado). As formas acabam por se interpenetrar pois qualquer eventual delimitao criaria estaticismo contrrio realidade, como acontece, por exemplo, na obra de Umberto Boccioni.

SuprematismoRssiaA exposio de Kazimir Malevitch (1878-1935) na Rssia do seu Quadrado Negro sobre Fundo Branco (1913) o incio do suprematismo, cujo manifesto foi publicado em Moscovo em 1915.Malevitch defende a ideia de uma arte autnoma, que no tenha qualquer inteno de imitar o real e se concentre nas suas potencialidades, afirmando assim a supremacia da sensibilidade pura nas ates figurativas. A arte de Malevitch distingue-se da pintura abstracta de Kadinsky, que procura analogias com o domnio das emoes e no se considera, portanto, auto-suficiente.

ConstrutivismoRssiaAps a Revoluo Socialista de Outubro de 1917 na Rssia os artistas passam a estar envolvidos num programa de reconstruo e participam activamente na vida social.O Construtivismo pretende colocar a criao artstica ao servio da sociedade, de acordo com uma tendncia oposta dos suprematistas. A arte deve apoiar-se na tecnologia e, ao contrrio da prtica artstica tradicional, os artistas devem empenhar-se em grandes projectos que visem introduzir a arte na vida; a arte assume-se como propaganda, denotando uma necessidade de imediatismo comunicativo de que exemplo a obra de Vladimir Tatlin, Projecto para monumento III Internacional (1919-1920)

DadasmoZurique, Nova Iorque, Berlim, Colnia, HanverDurante a I Guerra Mundial a Sua, pas neutral, um refgio para muitos intelectuais que tentam escapar ao conflito.Nasce no cabaret Voltaire em 1916 a designao Dadasmo, que desde logo anuncia a irracionalidade da sua inspirao (dada). A escolha fortuita da designao exprime os objectivos do grupo: o que importa no propor um sistema, mas destruir um sistema. A prpria ideia de beleza declarada caduca, e com ela desaparecem tambm, inevitavelmente, no s a crtica de arte, mas tambm a relao tradicional de dependncia entre o artista e o pblico, dado que a arte considerada como uma actividade individual ou privada. Procura provocar, chocar, iconoclasta. Manifesto de 1918 afirmava que o Dadasmo era uma nova realidade.Destaque para Marcel Duchamp e as suas composies irnicas que jogam com o duplo sentido e a ambiguidade. Foi o progenitor da arte conceptual, tanto por ter anteposto a ideia ao objecto, como por ter conferido ao artista uma espcie de omnipotncia irnica, no dependente do pblico. A inteno era fazer com que as pessoas consciencializassem que as definies e os padres pelos quais rotulamos e julgamos obras de arte so talvez secundrias para a arte e no so definitivas. So curiosos os seus ready-mades (j feito), objectos de produo industrial ou de uso quotidiano que a assinava como se os tivesse feito e expunha em galerias.Saliente-se ainda a obra de artistas como John Heartfield que usa fotomontagens, ou ainda Kurt Schwitters dedicando-se a uma pesquisa mais original, um outro tipo de associaes, sobretudo de materiais de refugo como bilhetes de elctrico, pregos, restos de cartazes, penas de galinha

De StijlHolandaRevista que nasce em 1917 na Holanda (Leyden) aps o encontro de Piet Mondrian e Theo Van Doesburg. Seguem-se trs manifestos: 1918, 1920 e 1921. Como acontece com o suprematismo, que tambm se interessava pelas figuras geomtricas, deixa de haver qualquer referncia ao real, mas a dimenso outra.No Neoplasticismo, como designado este movimento, salientam-se as caractersticas pinturas de Mondrian em quadrcula pretendiam significar a ordem espiritual e intemporal subjacente interminvel mudana do aspecto do mundo. Caracteriza-se por linhas pretas horizontais e verticais sobre um fundo de um falso branco ao que ele adicionava blocos de cores. Sugerem quietude e suspenso, foras opostas em equilbrio. Mondrian defendia que as pinturas no tivessem um centro, sem nenhum ponto onde os olhos possam pousar.De Stijl no procura isolar-se do mundo, mas exprimir-se em termos universalmente vlidos, por isso renuncia a qualquer manifestao de emotividade e da individualidade que, em geral, so expressas por formas morfolgicas complexas e excessos cromticos.As teorias de De Stijl vo encontrar um amplo campo de aplicao na arquitectura modernista do perodo entre as duas guerras e desempenhar um papel de primeiro plano no seio da Bauhaus.

A BauhausEm 1919 Walter Gropius funda a Bauhaus, instituto de artes e ofcios. Foi concebido como um laboratrio de produo artstica no sentido lato. Pretendia ser um centro de concepo e de criao para a indstria, mas em breve se converteu no ponto de referncia para os maiores artistas da vanguarda europeia. Pela ousadia das suas propostas acabou por construir uma ameaa na Alemanha que se encaminhava para o nazismo, sendo suprimida em 1933.

SurrealismoFrana, Blgica, Nova IorqueO primeiro manifesto do Surrealismo foi publicado e 1924. O Surrealismo nasce com intenes literrias e percorrido pela linha Dadasta experincias do irracional subversivo na arte. Mas ao contrrio desta, deseja abrir novas vias, desejo legtimo do ps-guerra. No manifesto exalta-se a liberdade de imaginao, cujo conceito foi fundamentalmente alterado por Freud (com a publicao em 1909 da obra A Interpretao dos Sonhos): importncia atribuda ao sonho e actividade psquica inconsciente. A escrita surrealista automtica, a arte automtica do inconsciente, no moldada pela razo ou julgamentos estticos, libertar o inconsciente e a sua criatividade da barreira da razo. Nas obras de Salvador Dali amontoam-se, como num pesadelo nocturno, objectos prestes a fundir-se ou metamorfosear-se. Parania crtica o seu mtodo, transpondo para a pintura as suas vises onricas, delirantes, povoadas de metamorfoses monstruosas. Em Dali as formas tornam-se hbridas, como se pertencessem a uma outra dimenso.Destacam-se ainda artistas como Paul Delvaux, Ren, Joan Mir.

A ARTE DO SCULO XX at ao limiar da II Guerra MundialNo incio dos anos vinte, a tragdia da I Guerra Mundial, guerra desgastante de trincheiras, conduziu instaurao de uma nova ordem poltica na Europa. Em 1925 Lxposition Internationale ds Arts Dcoratifs et Industriels Modernes, organizada em Paris, permitiu avaliar a amplitude das mudanas ocorridas no domnio artstico e social: a austeridade das formas geomtricas; os tecidos requintados, as pedras e as madeiras preciosas suplantavam os materiais pobres - Art Dco. Demonstrava-se mais uma vez que a beleza pertencia s elites.Foi neste contexto de restaurao dominante que em diversos Estados europeus se assistiu ao aparecimento de governos autoritrios que prometiam a resoluo dos problemas mais graves gerados pela guerra, a pobreza e o desemprego.A arte no podia deixar de se ressentir deste clima de despotismo, mas quem pagou o tributo mais elevado foram as expresses artsticas na Alemanha e na Rssia.

O desejo de construo que se segue o conflito provoca um regresso aos valores pictrico tradicionais. Este perodo de reconstruo integra, contudo, a experincia adquirida. Na maior parte dos pases que foram marcados por essas vanguardas (Frana, Itlia, Alemanha, Amrica), a pintura encaminha-se para uma figurao mais estruturada, integrando os contributos das pesquisas cubistas e expressionistas.

No domnio da arquitectura esta revoluo esttica comeara apenas a firmar-se, levando o funcionalismo at s ltimas consequncias e rejeitando qualquer carcter ornamental, para privilegiar somente o carcter utilitrio.

A origem da arquitectura Modernista est no neoplasticismo de Mondrian e de De Stijl, mas a influncia do americano Frank Lloyd Wright, que antecipou o esprito modernista, determinante.Adolf Loos considerado o grande pioneiro da arquitectura moderna. Estabelece uma distino ntida entre arte e arquitectura e rejeita a sua interpenetrao, dado que a segunda revela uma exigncia fundamental de funcionalidade. A sua inovao mais original , contudo, a organizao do espao interior e a liberdade com que articula os volumes, que deve antes de mais obedecer s exigncias e aos hbitos de vida dos habitantes.Le Corbusier um terico e inovador incansvel, que se interessa tanto pelas casas particulares como pelos grandes projectos urbansticos. A simplificao das formas tambm a caracterstica essencial da sua arquitectura.

A Arte aps a II Guerra MundialA II Guerra Mundial pe fim s pretenses nazis de Hitler, dando lugar a uma Alemanha dividida pelo Muro de Berlim. O conflito latente a partir de ento a Guerra Fria vai conhecer o seu termo apenas na dcada de 90 do sculo XX, permitido pela queda do Muro de Berlim em 1989.

Artistas como Graham Sutherland, Francis Bacon, Lucian Freud, denunciam, cada qual segundo o seu cdigo estilstico, o mal-estar psquico e fsico provocado pela guerra.Em Itlia, muitos artistas, ligados sobretudo pelo desejo de contribuir para a recuperao colectiva constituem o movimento designado por Fronte Nuovo della Arti, uns mais influenciados pelo expressionismo, outros mais voltados para a abstraco. Trata-se, porm, de uma curta experincia, porque o partido comunista italiano, cuja influncia se vai fazendo sentir cada vez mais, revela-se hostil arte abstracta, considerada como uma manifestao pequeno-burguesa, apostando no Neo-realismo, de que exemplo a obra de Renato Guttuso.

A Arte Informal: o gestoEUA, Japo, EuropaO expressionismo abstracto desenvolveu-se em Nova Iorque, durante as dcadas que se seguiram II Guerra Mundial. tambm conhecido como a Escola de Nova Iorque ou, com menor exactido, como action painting e caracteriza-se por uma tentativa de representao das emoes universais.Designa uma pintura no descritiva, cujo tema o prprio acto de pintar. Portanto, o resultado final no uma representao, mas o conjunto de gestos que o artista imprime na tela para exprimir as suas pulses emotivas e que, nas suas intenes, no so ditados por uma ideia premeditada. Trata-se portanto, de uma pintura que renuncia a qualquer prazer formal ou cromtico e se apresenta como visualizao imediata de interioridade do artista. Os expressionistas abstractos, como Jackson Pollock, voltaram-se para o subconsciente.No Japo, o Grupo Gutai caracteriza-se por experincias ainda mais radicais como telas rasgadas at boxing action painting (Ushio Shinohara cala luvas de boxe, ensopa-as num balde de tinta e depois esmurra a tela).

A Arte informal: a matriaFrana, Espanha, ItliaTende a pr de parte qualquer tipo de figurao; no sublinha apenas o acto de pintar ou a fora da cor, interessa-se tambm pelo valor de matria pictrica, pela textura da cor, pelo mdium em si, como na obra de Jean Fautrier que aplica camadas sucessivas de tmpera misturada com cola para tornar a pasta mais grumosa e como que dotada de uma experincia tctil.

A superao do movimento modernoAnos 40-50. As formas arquitectnicas defendidas pelo movimento moderno evoluem para caminhos diferentes. No Guggenheim Museum (1957-1959, com projecto de 1943-1946) de Nova Iorque, Frank Lloyd Wright os paraleleppedos do lugar a uma imponente espiral ascendente, totalmente dividida por terraos circulares sobrepostos. O espao girava sobre o mesmo, obedecendo a impulsos de orientao circular.O purismo de Le Corbusier evolui para formas mais suaves, como mostra a Capela de Ronchamp (1950-1954), uma nova morfologia feita de audaciosas sinuosidades e de salincias imponentes.O filands Alvar Aalto constri em 1945-1946 o Baker Dormitory de Massachussets Institute of Technology de Cambridge, conferindo-lhe uma dupla ondulao, no plano e no perfil. tambm a este perodo que remontam alguns exemplos extraordinrios de arquitectura orgnica que considera o edifcio como um organismo vivo e defende que a sua morfologia depende da funo a que se destina, de que exemplo a pera de Sydney (1956-1973) do dinamarqus Jorn Utzon, construda sobre a gua, exibindo as suas imponentes coberturas elpticas que sobressaem como conchas abertas ou velas inchadas pelo vento e prontas para navegar.