Guia_Desperdicio Grafico

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GUIA PRÁTICO MENOR DESPERDÍCIO, MAIOR PRODUTIVIDADE DA GRÁFICA. PRATIQUE ESSA IDÉIA COM A GENTE. Qualquer dúvida ou esclarecimento ligue para: 0800 055 3966 ou acesse www.spp-nemo.com.br C M Y CM MY CY C M Y CM MY CY Impresso em papel Couché Reflex Suzano 170 g/m 2 (capa) e 115 g/m 2 (miolo), distribuído pela SPP-NEMO.

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GUIA PRÁTICOMENOR DESPERDÍCIO,

MAIOR PRODUTIVIDADEDA GRÁFICA.

PRATIQUE ESSA IDÉIA COM A GENTE.

Qualquer dúvida ou esclarecimento ligue para:

0800 055 3966ou acesse www.spp-nemo.com.br

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É todo e qualquer recurso que se gasta na execução de um produto ou serviço além do estritamente necessário (matéria-prima, tempo, dinheiro, energia etc.).É um dispêndio extra acrescentado aos custos normais do produto / serviço, sem trazer qualquer tipo de melhoria ao cliente.

PROCESSO GRÁFICO

PRÉ-IMPRESSÃOTrata-se da etapa de preparação para o processo de impressão propriamente dito, incluindo a passagem da imagem do original para a forma.

IMPRESSÃOÉ o principal estágio do processo gráfico e consiste na transferência da imagem da forma para um suporte.

PÓS-IMPRESSÃOÚltima etapa do processo. Consiste no acabamento dos produtos impressos ou convertidos, conforme os requisitos definidos pelos clientes.

ENERGIA ELÉTRICAUtilizada na maioria dos equipamentos do processo gráfico. Tem origem no sistema interligado nacional.

DESPERDÍCIO

“O desperdício é um prejuízo real para a empresa e um prejuízo moral para os empregados”.

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Desperdício

Efetivaçãodo Pedido

de Compra

Recebimentoda Matéria-prima

Estocagemdo Material

Utilizaçãodo Material

Mão-de-obra

Máquinas

Trabalhos em Processamento /

Métodosde Trabalho

Material

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PRINCIPAIS INSUMOS

Os desperdícios ou perdas de matéria-prima e / ou de tempo, particularmente associados à utilização do papel, podem ocorrer em locais e por motivos dos mais variados.Conhecer onde e o porquê dessas perdas e a adoção de medidas visando a eliminação das mesmas, resulta na melhoria de eficiência do processo produtivo e conseqüente maior produtividade da gráfica.Antes de abordarmos as várias formas de desperdício, apresentamos a seguir, de maneira resumida, as principais etapas do processo gráfico e os insumos mais utilizados.

Mantendo o propósito de contribuir com a disseminação de práticas de gestão que possibilitem competitividade crescente aos nossos clientes, oferecemos mais um GuiaPrático, desta vez abordando aspectos que reflitam menores desperdícios e maior produtividade da gráfica.

Boa leitura.

Gestão do RelacionamentoSPP-Nemo Distribuição Nacional

SUPORTETambém conhecido como substrato, é o material onde será impressa a imagem. O mais comum dos suportes é o papel. A escolha do sistema de impressão a ser utilizado deve considerar o tipo de substrato definido pelo produto final.

TINTASEspecíficas para cada sistema de impressão. São constituídas, em geral, de resinas, pigmentos, solventes, veículos e produtos auxiliares como ceras, secantes etc.

MATÉRIAS-PRIMASSão materiais que entram no processo e que, direta ou indiretamente, levam ao produto final. As principais matérias-primas são:

ÁGUAEmbora de pequeno consumo, tem utilização no preparo dos banhos na pré-impressão e nas operações de limpeza de um modo geral.

MENOR DESPERDÍCIO,MAIOR PRODUTIVIDADEDA GRÁFICA.

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“Um produto pode estar perfeitamente dentro das especifi cações técnicas de qualidade, porém, não ser o mais

indicado ao fi m a que se destina”.

Importante na emissão do pedido de compra é atentar para a correta especifi cação do material.Isto se aplica principalmente ao caso da matéria-prima papel, devendo-se questionar os seguintes pontos:

- Se a qualidade for superior à recomendada, pode representar maior investimento com maior custo para se obter o mesmo resultado;

- Se a qualidade for inferior, o material pode não atender às necessidades do trabalho e exigir reparos ou, ainda, gerar a perda total do produto.

QUALIDADEO papel mais barato pode se transformar no mais caro, em uma análise fi nal, se ele não apresentar um desempenho conforme a expectativa ou, ainda, se ultrapassar os gastos estimados para a impressão.O uso de material com qualidade superior ou inferior às reais necessidades do trabalho gráfi co, pode signifi car desperdício, uma vez que:

GRAMATURAEsta característica afeta a maioria das propriedades do papel.

Acima dos níveis necessários, representa desperdício de matéria-prima, com a conseqüente elevação dos custos.

Abaixo, pode representar produção defeituosa, operação comprometida, não aceitação do trabalho gráfi co pelos clientes etc.

Nota: No caso de bobinas, um papel mais pesado, isto é, de maior gramatura que o especifi cado, resulta em menos folhas, sacos ou outras subunidades na conversão.A gramatura é especifi cada na emissão do pedido de compra, devendo-se nesses casos, atentar para os aspectos econômicos, uma vez que o papel é comercializado por peso e o produto gráfi co por área impressa.

FORMATOAs dimensões das folhas ou bobinas devem ser solicitadas de modo a se obter o melhor aproveitamento em relação ao formato do produto fi nal.

Quando inferiores às necessidades, podem gerar perda de material em branco e impresso.

Quando as dimensões forem maiores, podem representar perdas em refi le e a ocorrência de desperdícios de material em branco.

EFETIVAÇÃO DO PEDIDO DE COMPRA

QUANTIDADEAs quantidades de material, quando solicitadas de forma incorreta, também podem dar origem a desperdícios.

A aquisição de quantidades abaixo das necessidades pode signifi car nova entrada do serviço gráfi co na impressora, com elevação dos custos, comprometimento da qualidade com maiores desperdícios e, ainda, com possibilidades de atrasos na entrega dos pedidos aos clientes.

Aquisição de quantidades maiores que as necessárias podem provocar sobras de material e, em conseqüência, ser fonte de algum tipo de desperdício.

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DESPERDÍCIOS DE MATÉRIA-PRIMADentro das atividades desenvolvidas pela indústria gráfi ca, muitas medidas podem ser tomadas para eliminar ou reduzir os desperdícios de materiais.

FORMA, MATRIZ, OU PORTA-IMAGEMAs formas mais comuns são as chapas metálicas para o sistema offset de impressão, os cilindros de rotogravura etc.

OUTRAS MATÉRIAS-PRIMASAlém das já citadas, são também utilizados solventes para limpeza dos equipamentos, fi lmes, reveladores, goma, adesivos etc.

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Quando menores que o recomendado, geram maior número de trocas de bobinas com perda de material em branco e impresso, além de perda de tempo.

Quando maiores, podem gerar sobras com desperdícios de papel em branco, principalmente, no uso de mais de uma bobina simultaneamente. Pode ainda, nesses casos, ocorrer a impossibilidade de uso no sistema de alimentação da impressora.

ACABAMENTO OU TRANSPORTEO tipo de acabamento e a forma de entrega dos produtos durante o transporte, devem ser especificados corretamente de modo a se obter o melhor desempenho do papel, tanto no tocante ao manuseio quanto na sua utilização, reduzindo ao mínimo a geração de perda de material e de tempo.Como exemplo de situações não recomendáveis podemos citar a entrega de papel em resmas soltas e não paletizadas e o transporte de bobinas deitadas e não em pé, ou seja, na forma de chaminé.

A matéria-prima, ao ser recebida, deve ser devidamente conferida, inspecionada sobre possíveis danos e ter descarga efetuada corretamente.

“A conferência e inspeção do produto, a sua descarga, as condições da embalagem etc.,

são fundamentais e podem contribuir para uma redução significativa das perdas de materiais”.

DIÂMETRO OU METRAGEMA utilização de papel em bobinas com o diâmetro ou metragem inadequados, pode dar origem a perdas e / ou desperdícios de material ou de tempo.

ESTAR EM CONFORMIDADE COM O PEDIDOO produto recebido deve estar em conformidade com o pedido de compra.Verificar a conformidade com o pedido no que se refere a qualidade, quantidade, prazos de validade e demais especificações, evita que sejam admitidos produtos equivocados e / ou já deteriorados ou, ainda, que possam gerar perdas por queda de eficiência na sua utilização.Qualquer anormalidade detectada deve ser informada ao comerciante ou fabricante envolvido e, dependendo do grau de anormalidade, o material não deve ser aceito.

SER INSPECIONADA QUANTO A DANOSOs produtos recebidos com danos, ocorridos em produção ou durante o transporte, devem ser questionados quanto ao seu recebimento, uma vez que podem gerar perdas enormes em seu uso ou mesmo impedir a sua utilização.Um exame detalhado deve ser realizado no recebimento do material a fim de que os danos já existentes, mesmo não impedindo o seu emprego, devam ser notificados para conhecimento e responsabilidades do fornecedor.

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RECEBIMENTO DA MATÉRIA-PRIMA

Nota: Mais detalhes quanto às perdas em razão do sentido de fibra do papel, estão à frente no item “Utilização do Material”.

SENTIDO DA FIBRATem importância significativa tanto no desempenho do papel durante a impressão quanto nas operações de acabamento e de uso final do produto impresso.

A utilização de papel com o sentido de fibra não recomendado pode gerar perdas de material em branco ou impresso e, ainda, riscos de envio de produto que não estejam de acordo com as exigências do cliente.

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Neste sentido, deve-se atentar para a qualidade da embalagem dos produtos, otimização do seu manuseio e correta armazenagem e rotatividade dos materiais estocados.

“O excesso de manuseio, a estocagem realizada em local e de forma inadequada e a falta de rotatividade dos materiais armazenados,

podem gerar perdas consideráveis”.

OTIMIZAÇÃO DO MANUSEIOO manuseio deve ser o menor possível e realizado com o uso de equipamentos apropriados, de modo que não haja perda de tempo e nem de produto, principalmente em relação ao papel.A movimentação excessiva dos materiais, o layout defi ciente,

a falta de sistemas automatizados ou, ainda, os sistemas mal projetados, podem provocar manuseio desnecessário com perda de tempo e / ou danos com perda de produto.

ARMAZENAGEM E ROTATIVIDADE DO ESTOQUEA armazenagem dos produtos em locais úmidos ou com exposição ao sol, pisos desuniformes ou com defeitos, iluminação defi ciente, janelas com vidros quebrados, telhados em más condições etc., são causas de geração importante de perdas de materiais e de tempo.No caso específi co de papéis, é importante atentar para a forma preferencial de estocagem a fi m de evitar perda de material:

Em bobinas: recomenda-se a armazenagem dispondo-as na vertical, isto é, na forma de chaminé e utilizando, sempre que possível, empilhadeiras específi cas.

Em folhas: o recomendável é estocar sempre de forma paletizada.O empilhamento de folhas em resmas soltas ou paletizadas, os skids ou as bobinas não devem ser feitos de forma desalinhada.

QUALIDADE DA EMBALAGEM

Produtos com a embalagem imprópria ou danifi cada podem comprometer

a integridade do material e gerar perdas em maior ou menor quantidade na

sua utilização. As embalagens danifi cadas devem ser reparadas antes do

armazenamento do material.

Deve-se solicitar junto ao fornecedor, sempre que possível, que sejam

enviados produtos em embalagens de volume adequado ao consumo.

Ainda em relação à estocagem, deve-se atentar para o caso de perda de

identifi cação, que pode representar uso indevido com perda de tempo e de

produto e conseqüente queda da efi ciência de utilização do material.

ESTOCAGEM DO MATERIAL

A maior parte das matérias-primas da indústria gráfi ca possui especifi cações particulares quanto às suas condições de armazenagem. Filmes e papéis fotográfi cos são sensíveis à luz, reveladores e fi xadores são passiveis de oxidação e os substratos, principalmente o papel, são bastante suscetíveis à umidade.

Especifi camente no que se refere ao acondicionamento, o papel sem a devida proteção pode ter a sua umidade alterada e comprometer signifi cativamente o seu desempenho na impressão e operação de acabamento.

Outro exemplo no tocante ao acondicionamento é o de manter bem fechadas as embalagens das tintas, principalmente as mais viscosas.Além disso, muitos produtos têm prazos de validade razoavelmente curtos, podendo deteriorar-se perdendo seu valor comercial e representando um custo pela perda da matéria-prima.

Todos os materiais armazenados, independente de ser ou não papel, devem estar perfeitamente acondicionados e identifi cados e nunca colocados diretamente sobre piso sem qualquer proteção.

A estocagem deve também ser realizada segundo um arranjo que possibilite acesso a todo o material, facilitando inclusive a utilização dos produtos por ordem de chegada conforme o sistema FIFO – First In First Out – primeiro que entra primeiro que sai.

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TER DESCARGA CORRETAA forma incorreta na descarga pode gerar perdas e afetar a efi ciência do material em sua utilização. Danos e outros inconvenientes podem ocorrer caso não exista um procedimento formal e adequado que controle esta operação. Em se tratando de papel, a descarga deve ser efetuada, de preferência, por equipamentos apropriados tanto para o caso de produto em folhas quanto em bobinas.

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As medidas neste sentido são inúmeras devendo ser consideradas:

“Medidas adotadas preventivamente ou durante a utilização nas impressoras ou qualquer outro tipo de conversão, podem

minimizar ou mesmo evitar perda de produto em branco ou impresso e também perda de tempo”.

PROTEÇÃO DO PAPEL ANTESE DURANTE A IMPRESSÃOA não proteção do papel que está aguardando para entrar em máquina e casos especiais de produtos já parcialmente impressos e aguardando nova entrada na impressora, com um tempo prolongado de espera, podem apresentar problemas de variação de umidade, comprometendo o desempenho tanto em qualidade quanto em produtividade, pela perda de tempo e de produto.

Outros inconvenientes causados pela falta desta proteção, estão ligados ao acúmulo de sujeira nas pilhas e aos possíveis danos que podem ocorrer, gerando perdas principalmente de material.

DOBRA E VINCO NOS PAPÉISDE MAIOR ESPESSURAEfetuar a dobra contra a fibra nos papéis de maior gramatura, pode resultar em rachadura no impresso e, conseqüentemente, inutilização do trabalho gráfico.

Não usar fio de vinco cuja largura e profundidade seja proporcional à espessura e rigidez do papelcartão, pois provoca ineficiência da vincagem e rejeição de material impresso não conforme.Nos dois casos tem-se perda de material impresso e de tempo para se refazer o trabalho ou, ainda, riscos de envio ao cliente de produto defeituoso.

OPERAÇÃO DE GUILHOTINANa preparação do papel para a impressão, a operação de guilhotinagem, quando são usadas facas cegas, pode provocar corte irregular nas folhas com a ocorrência de rebarbas e desprendimento de pó. Como conseqüência, tem-se impressão com falhas que geram perda de material, além de paradas constantes da impressora para limpeza de chapas e blanquetas e a correspondente perda de tempo.

Além destas perdas, corre-se o risco de envio aos clientes de material fora dos padrões exigidos.

Outro inconveniente devido ao corte irregular está na formação de pirulito com a possibilidade de perdas, principalmente de tempo, além de custos adicionais por eventuais danos nos equipamentos.Independente de maior rigor nas inspeções e controle de qualidade de corte, uma boa prática é a implementação de um programa de troca sistemática de facas nas guilhotinas. Uma vez fixado um prazo de duração das facas, trocas antecipadas podem eventualmente ocorrer devido a problema de desgaste prematuro ou mesmo acidentes, porém, nunca após os prazos de duração pré-definidos.

BARRAS ANTI-ESTÁTICAS NAS IMPRESSORASA utilização de papel com muita eletricidade estática, devido principalmente a umidade excessivamente baixa, prejudica a alimentação e arrumação das folhas na saída das impressoras, gerando em decorrência perda de material impresso, além de comprometer o processo de impressão como um todo.

A instalação de barras anti-estáticas nas impressoras minimiza a gravidade do problema, reduzindo a geração de material irregular.

UTILIZAÇÃO DO MATERIAL

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SENTIDO DE FIBRA NA IMPRESSÃOE CONVERSÃO DO PAPELO sentido de fibra e as variações de umidade afetam a estabilidade dimensional do papel influindo diretamente no resultado de qualidade do trabalho gráfico. A recomendação, em impressões pelo sistema offset, é para que o papel seja alimentado com o sentido de fibra paralelo aos rolos impressores, evitando ou reduzindo a ocorrência de problemas de qualidade quanto ao “registro” e formação de rugas na folha.

Estas irregularidades provocam perdas significativas de material impresso.

O sentido de fibra é importante no setor de acabamento por vários motivos, como por exemplo, maior tendência de “rachar” na dobra do produto impresso, quando esta é perpendicular a direção das fibras, gerando igualmente, perdas de material impresso.

Estas irregularidades podem ainda chegar aos clientes gerando queixas e até mesmo devolução do material.

TEMPERATURA DO FORNO NAS ROTATIVAS

Papéis em bobinas revestidos e, principalmente, com

características de baixa porosidade, elevado conteúdo de umidade

e carga alta de tinta em ambas as faces da folha, apresentam

grande probabilidade de formação de “Blistering” (bolhas) quando

são utilizadas elevadas temperaturas nos fornos de secagem. Este

inconveniente gera perdas consideráveis de material impresso,

afetando os resultados de eficiência do processo gráfico.

Pode, todavia, ser minimizado com a redução da temperatura do

forno e velocidade da impressora, além de outras medidas como

o uso de tintas que secam em temperaturas mais baixas (“Low

Energy”), redução da solução de molhagem etc.

DECALQUE E EMPILHAMENTO DO PRODUTO IMPRESSOA transferência da tinta impressa, ainda úmida, para o verso de outra folha na pilha de entrega da impressora, provoca decalque e gera perdas que podem ser significativas na produção.

Fazer pilhas pequenas de modo que o peso seja inversamente proporcional à carga de tinta impressa e a seleção desta de acordo com as propriedades do papel como porosidade, absorção etc., podem minimizar o problema.

Nota: Em geral, nos finais de semana de interrupção da produção, deve-se tomar todo o cuidado para que ao recolher as tintas dos tinteiros não ocorra de juntamente serem coletadas partículas de tinta seca.

CONTAMINAÇÃO DO IMPRESSO COM CAROÇOAs imperfeições classificadas como caroços, ou seja, pequenas áreas impressas circundadas por um anel branco são causadas por partículas sólidas que aderem às chapas e blanquetas, compremetendo a qualidade do trabalho gráfico. Como conseqüência, tem-se perda de material e de tempo, com elevação dos custos de produção e, ainda, riscos de envio aos clientes, de material impresso com defeito.

A fonte mais comum destas partículas são cascas de tinta gráfica, que uma vez misturadas às tintas não podem mais ser removidas. A solução nestes casos é limpar todo o sistema de tinta, substituindo-a.

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MISTURA DE LOTES DURANTE A IMPRESSÃOA mistura de diferentes lotes de fabricação dos diversos tipos de matérias-primas ou, principalmente, de papéis com os dois sentidos de fibra, pode resultar em irregularidade na qualidade de impressão com a geração de perdas de material impresso. Esta prática, portanto, deve ser evitada sempre que possível.

USO DE EQUIPAMENTOS MAIS EFICIENTESManter atualizados do ponto de vista de tecnologia, os equipamentos principalmente de impressão, de modo a permitir acertos mais precisos e rápidos, reduzindo-se as perdas de matérias-primas como papel, tinta, solvente etc., como também a perda de tempo.Como exemplo nesta linha de ação podemos citar:

- Sensores de água e tinta, que detectam as quantidades aplicadas de tinta e de água, corrigindo e otimizando sua relação para obtenção de uma impressão de qualidade;

- Sistemas de ajuste automático dos tinteiros que ajustam as quantidades de tinta conforme as necessidades e exigências do trabalho gráfico, evitando o uso de tinta em excesso no reservatório, o que resultaria em sobras a serem descartadas.

Nota: O uso de matéria-prima com deficiências, compromete a qualidade da impressão e gera em conseqüência, perda de material impresso, devendo sempre que for o caso, evitar o uso destes materiais.

PRODUÇÃO COM DEFEITOÉ considerado o pior tipo de desperdício. Produção com defeito gera retrabalho, custos de recuperação ou mesmo a perda total do trabalho e do material, risco de devolução do trabalho gráfico pelos clientes e atrasos na entrega dos pedidos.

Deve-se assegurar que a quantidade de refugos devido a produto fora de padrão seja reduzida, através de melhorias obtidas por meio de monitoramento em todo o processo produtivo da gráfica.

Nota: Este procedimento é particularmente recomendável nas gráficas que operam rotineiramente com tiragens reduzidas e perdas que podem atingir proporções significativas, em razão dos freqüentes e necessários ajustes de qualidade.

MANUAL DE DEFEITOSAs perdas tanto de material como de tempo podem representar índices bastante elevados caso as soluções dos problemas sejam demoradas. Solucionar os problemas rapidamente, portanto, implica em se reduzir o impacto nos custos de produção a níveis admissíveis em razão do menor volume de material rejeitado.

Desta forma, além dos cuidados quanto aos requerimentos de qualidade das matérias-primas, dos equipamentos, da mão-de-obra e dos métodos de trabalho, é recomendável que se crie um “manual de defeitos” com fotos ilustrativas, que contemple as irregularidades mais comuns do processo gráfico, seus efeitos e as principais medidas para a sua correção.

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“A definição de procedimentos por si só não é suficiente, as pessoas

precisam e devem ser treinadas a fim de se evitar perda de produtividade devido ao trabalho não adequado”.

DESPERDÍCIOS DE TEMPOAs perdas ou desperdícios de tempo sejam em relação à mão-de-obra, às máquinas, aos processos ou aos materiais, uma vez reduzidas, representam um aumento da taxa de ocupação com melhoria da produtividade dos recursos existentes.

PERDAS POR ESPERAPerdas decorrentes do tempo ocioso entre as várias operações.

Nota: Deve-se avaliar o desperdício de tempo, ou seja, a produtividade da mão-de-obra, em termos de:

- Relação entre horas produtivas e horas totais dos funcionários da empresa;

- Relação entre horas extras e horas normais.MÃO-DE-OBRA

FALTA DE QUALIFICAÇÃOO desconhecimento do processo operacional para a realização do trabalho, ou seja, a não qualificação da mão-de-obra, pode gerar perdas significativas de tempo pela necessidade de se proceder a retrabalhos, em razão da produção de material com irregularidades.Ao contrário, excesso de capacidade pode ser representado por mão-de-obra mais cara com elevação dos custos além do necessário.

EXCESSO DE MÃO-DE-OBRAReduz a produtividade com a conseqüente elevação dos custos. Trata-se de má utilização do tempo, isto é, subutilização da mão-de-obra disponível.

PERDAS POR FALHAS OPERACIONAISSão perdas de tempo relacionadas ao não cumprimento dos padrões de trabalho previamente estabelecidos. Estes padrões ou práticas de operação são procedimentos pré-determinados de realizar o processoe tê-lo sob controle, após eliminar os problemas.

A obediência aos procedimentos elimina variações na qualidade que possam ocorrer com a mudança de operadores nos turnos de trabalho, substituição de mão-de-obra etc.

Os procedimentos conferem confiabilidade aos processos sendo, portanto, fundamental verificar se estão sendo seguidos.

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“Mesmo mão-de-obra apropriada e procedimentos eficientes não

surtirão efeito, caso as ferramentas ou equipamentos não sejam adequados à execução dos serviços, podendo gerar

perdas de material e de tempo”.

EQUIPAMENTOS OBSOLETOSEquipamentos já superados comprometem tanto a qualidade quanto a quantidade produzida, gerando em conseqüência, perdas de material e de tempo além de provocar atrasos na entrega dos trabalhos. Outro aspecto a ser considerado em relação ao emprego de equipamentos obsoletos é o fato de que a produção fica abaixo da média de outras empresas semelhantes e isso reduz a competitividade.Por outro lado, equipamentos excessivamente avançados geram

significativos aumentos de custos que não são absorvidos pelo mercado. Também o excesso de equipamentos aumenta a necessidade de espaço além de que, se não usados, podem sofrer degradação e provocar elevação do custo unitário de produção.

DESGASTES PREMATUROSSão perdas incorridas na produção devido a desgaste prematuro de ferramentas e / ou peças do equipamento, não atingindo a vida útil esperada. Como resultado, tem-se perda de tempo e conseqüente queda na produtividade.

PERDAS DE PRODUÇÃO / AJUSTESPerdas de hora x máquina existentes entre o final da produção de um produto e o início da produção do próximo, livre de defeitos.

Nota: Deve-se avaliar a perda de tempo em relação às máquinas, em termos de:- Relação entre horas disponíveis e horas utilizadas;- Horas perdidas por falta de trabalho;- Porcentagem de horas perdidas por manutenção;- Porcentagem de horas para corrigir produção defeituosa devido aos equipamentos.

“Procedimentos ou práticas de operação são formaspré-determinadas de realizar o processo e tê-lo sob controle,

após a eliminação dos problemas. A obediência aos procedimetnos elimina variações na

qualidade que possam ocorrer com a mudança de operadores nos turnos de trabalho, substituição de mão-de-obra etc.”.

TRABALHOS EM PROCESSAMENTO / MÉTODOS DE TRABALHO

PERDAS POR MOVIMENTAÇÕES DESNECESSÁRIASMovimentações desnecessárias dos recursos humanos ou de materiais, não adicionam valor ao produto e geram perdas de tempo com queda de produtividade no processo de produção. Por outro lado, realizar atividades em paralelo ao invés de em série e a criação de novos arranjos – novos “layouts” – reduzem o tempo de operação e elevam a produtividade.

AUSÊNCIA OU REDUNDÂNCIA DE PROCEDIMENTOSA falta de procedimentos operacionais não garante confiabilidade no processo e implica em se obter resultados diferentes e como conseqüência, geração de perdas que acabam por reduzir a produtividade de todo sistema.Processamentos redundantes também geram perdas, além de serem desnecessários e não adicionar valor ao produto.

Nota: Deve-se avaliar a perda de tempo em relação a trabalhos em processamento / métodos de trabalho, em termos de duração do ciclo de fabricação.

PERDAS POR QUEBRAS / FALHAS

Tratam-se de perdas de tempo devido

a parada inesperada do equipamento,

decorrente de quebras ou falhas durante

o regime normal de produção.

Um programa de paradas periódicas

para manutenção pode reduzir em muito

estas ocorrências e, como conseqüência,

elevar a produtividade em relação ao uso

dos equipamentos.

MÁQUINAS

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Page 11: Guia_Desperdicio Grafico

“O uso de materiais com características superiores ou inferiores às necessárias ou,

ainda, com quantidades incorretas constituem desperdício tanto de

tempo como de produto”.

MATERIAIS COM CARACTERÍSTICASSUPERIORES AO ADEQUADORepresentam maior investimento para a obtenção de mesmo resultado, ou seja, há elevação dos custos sem que haja, em contra partida, qualquer forma de compensação.

MATERIAIS COM CARACTERÍSTICASINFERIORES AO ADEQUADOPodem não atender às necessidades do trabalho gráfico e gerar em decorrência, perda de material e de tempo.

QUANTIDADES INCORRETAS DE MATERIALConstituem também perda de produtividade, principalmente quando menores que o solicitado, uma vez que podem comprometer a produção provocando nova entrada em máquina dos serviços.

Nota: Deve-se avaliar a perda de tempo em relação

ao material, em termos de:

- Rejeição pela má qualidade do material adquirido;

- Rejeição ocorrida durante a fabricação.

OTIMIZAÇÃO DA ÁREA OPERACIONALO desperdício, ou seja, tudo que gera custo extra, pode ainda ser eliminado, através da adoção e obediência a procedimentos em relação a área operacional da gráfica.A seguir, comentários a respeito desses procedimentos:

TENHA SÓ O NECESSÁRIOEliminando o que não é útil, pode-se concentrar apenas no que é útil. Com esta medida, reduz-se a necessidade de espaço e de estoque, facilita-se o transporte interno, o arranjo físico, a execução do trabalho, além de evitar danos aos materiais e trazer maior senso de organização e economia com aumento da produtividade de máquinas e pessoas.

Nota: Uma boa prática está em filmar ou fotografar o local, antes e após as mudanças serem efetuadas e, em seguida, comparar os resultados obtidos.

UM LUGAR PARA CADA COISATer o que é necessário, na quantidade certa, na qualidade certa, na hora e lugar certos, traz vantagens. Tudo deve estar sempre disponível e próximo do local de uso.

Esta arrumação promove maior racionalização do trabalho, menor cansaço físico e mental, melhor ambiente, menor tempo de busca do que é preciso para operar etc. Com isto, tem-se maior facilidade no transporte interno e na execução do trabalho e, de mesma forma, ganhos em produtividade do setor.

MATERIAL

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Por outro lado, produtos aguardando para serem impresso devem, da mesma forma, estar estocados em área próxima ao uso e devidamente embalados e identificados. Produtos acabados aguardando para envio aos clientes devem estar em localpré-definido e perfeitamente sinalizado.

O aspecto limpeza é fundamental para a imagem (interna e externa) da empresa, evita perdas e danos de materiais e proporciona maior produtividade das pessoas, máquinas e materiais, evitando o retrabalho. Na prática, cada pessoa deve ser responsável pela limpeza de seu ambiente de trabalho.

Nota: A higiene é a manutenção da limpeza

e da ordem. Empresa limpa e asseada,

facilita a segurança e melhora o desempenho

dos empregados, pela elevação do nível de

satisfação e motivação dos mesmos.

Na promoção de uma política de higiene

na empresa, alguns recursos visuais são

úteis como:

- Avisos que ajudam as pessoas a evitar erros;

- Avisos de perigos e outras advertências;

- Indicações de locais onde coisas devem ser

colocadas;

- Avisos de manutenção preventiva;

- Instruções necessárias ao trabalho etc.

MELHOR AMBIENTEUm ambiente limpo lembra qualidade e segurança. Cada pessoa na empresa deve, antes e depois de qualquer trabalho realizado, retirar o lixo resultante e dar o fim que foi previamente acordado.Portanto, sobras de materiais de manutenção, de papéis em branco, de embalagens etc., devem ser devidamente acondicionados e levados para os seus respectivos estoques. Restos de material impresso descartado como refugo, devem ser retirados da área e levados para o depósito de aparas e, resíduos como lata de tinta, vernizes, panos e estopas com solventes e óleos, chapas e blanquetas usadas, sobras de plástico, de fitas adesivas, de resíduos metálicos etc., devem ter destinação perfeitamente conhecida e nunca espalhados pela área operacional.

ROTINA – DISCIPLINAA obediência à rotina de uma melhoria alcançada, reduz a necessidade de controle; facilita a execução de toda e qualquer tarefa; traz previsibilidade do resultado final da operação, com produtos dentro dos requisitos de qualidade e de volume e, em conseqüência, gera ganhos em produtividade.

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