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  • TituloTexto

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    DEPENDNCIA

    UCADUNIDADE DE INTERVENO EM COMPORTAMENTOS ADITIVOS E DEPENDNCIAS

    GUIA PRTICO PARA AS FAMLIASPR-ESCOLAR, INFNCIA E ADOLESCNCIA

    Estratgia

    s

    de Preven

    o

    do Consum

    o de

    Substncia

    s Psicoativ

    as

    Lcitas e Il

    citas

  • DEPENDNCIA

    Ficha TcnicaREGIO AUTNOMA DA MADEIRA, Secretaria Regional da Sade, Instituto de Administrao da Sade e Assuntos Sociais, IP-RAM

    Guia Prtico para as Famlias - Pr-escolar, Infncia e Adolescncia: Estratgias de Preveno do Consumo de Substncias Psicoativas Lcitas e Ilcitas

    TEXTO E COORDENAO TCNICA: Nelson Carvalho; Rubina Nbrega e Mnica Pereira

    COORDENAO EXECUTIVA: Unidade de Interveno em Comportamentos Aditivos e Dependncias (UCAD)

    Rua da Alegria n 2F, 9000-040 Funchal; ucad@iasaude.sras.gov-madeira.pt

    ILUSTRAO, DIAGRAMAO E PAGINAO: Instituto de Administrao da Sade e Assuntos Sociais, IP-RAM

  • A educao uma tarefa importante na vida de cada um. Para educar baseamo-nos na intuio, no senso comum ou na experincia dos que nos esto prximos. Infeliz-mente, no dispomos de modelos perfeitos ou de manuais de referncia com estratgias que nos ensinem a educar de um modo totalmente adequado. E, porque aprender a educar prevenir, elaboramos este guia para os pais adquirirem algumas estratgias e capacidades educati-vas.

    Este Guia de preveno pretende fornecer ideias e es-tratgias que possam ajudar os pais e encontrar formas de atuao, que lhes permitam comear desde cedo uma verdadeira educao para a sade.

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    PR-ESCOLAR

    A preveno de comportamentos de risco cada vez mais entendida como um processo de educao para a sade e para os valores, uma vez que se entende que a sade tem uma dimenso fsica, psicolgica e moral.

    O papel dos pais comea pela criao e desenvolvimento de relaes afetuosas e seguras com os filhos, ajudan-do-os a distinguir o bem do mal, estabelecer limites, transmitir regras claras de comportamento, dar res-postas s suas dvidas com informao correta, dispen-sar o seu tempo para conversar e sobretudo ouvi-los.

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    QUANDO AINDA BEB

    Apesar de nos primeiros meses a me ter uma relao mais prxima com o beb tambm o pai assume tarefas educativas. Para o bom desenvolvimento do beb no bastam os cuidados ao nvel da sua sobrevivncia (co-mida e higiene), tambm importante a relao afetiva entre os pais e o beb. Converse e brinque intensamen-te com ele mesmo que seja por pouco tempo.

    Indicamos-lhe algumas sugestes a ter em conta no re-lacionamento com o seu beb:

    Fale com afeto, com calma e exprima com o corpo o que lhe diz por palavras;

    Ponha-o a ouvir msica ou cante para ele;

    Utilize objetos adequados e jogos didticos nas brincadeiras (sobretudo a partir dos cinco meses);

    Valorize o contacto corporal, pois o beb precisa de algum colo e do toque fsico.

    A partir dos oito meses o beb pode manifestar alguma angstia quando se separa da me, pois acredita que quando a me se ausenta poder nunca mais voltar. An-tes que chegue o momento destas primeiras separaes, treine o seu beb, pouco a pouco, no contacto com no-vas pessoas (a av, a prima, a ama). Nestas separaes no convm enganar o beb, despea-se com um adeus firme e sem tristezas. importante que o pai/me ao reencontr-lo se mostre feliz. Assim, o contagiar!

  • DEPENDNCIA

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    QUANDO O BEB J UMA CRIANA (2-3 ANOS)

    Falar sobre o consumo de drogas e lcool a crianas desta faixa etria no faz muito sentido, no entanto, entendendo-se a preveno como um processo de educao para a sade, compreende-se a importncia de se falar sobre os seguintes temas:

    O corpo e como importante aprendermos a gostar e a cuidar dele;

    A sade e o que fazer para a preservar;

    A importncia de uma alimentao correta e equili-brada como fonte de energia e bem-estar;

    As substncias txicas - aprender a identific-las porque so perigosas.

    Nestas idades podemos introduzir o tema das drogas das seguintes maneiras:

    Explicar porque que as crianas necessitam de ali-mentos saudveis, quais os seus alimentos preferidos e como contribuem para a sua sade;

    Indicar as substncias txicas que se encontram em casa, tais como lixvias, detergentes da roupa e de cozinha e leia as etiquetas em voz alta;

    Esclarecer que os medicamentos podem ser perigosos se no forem utilizados adequadamente. Ensinar a no tomar medicamentos a no ser indicados por si ou pelo mdico;

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    Elucidar a diferena entre o uso controlado de gu-loseimas e outros alimentos e que o seu abuso pode provocar indigesto e danos na sade;

    Ensinar a partilhar os brinquedos e jogos e a dizer a verdade para que percebam quais os comportamentos que os pais esperam deles;

    Ajudar a tomar decises, sugerindo vrias opes como por exemplo escolher a roupa que deseja usar ou o que quer pedir no restaurante. Desta forma, estamos a reforar a capacidade de tomar decises.

    Utilizar as situaes de frustrao para fortalecer a sua capacidade de solucionar os problemas. Por exem-plo, se a criana no consegue manter de p a torre que faz com as peas de legos, colaborar com ela para encontrar as possveis solues. Assim, aprende a se-guir os vrios passos necessrios para alcanar uma meta e a transformar um fracasso em xito, reforando a sua confiana.

    Quando a criana cometer um erro: criticar o erro e no a criana.

    Fale com ela sobre os seus problemas ou sobre pro-blemas que ela se apercebe nos outros;

    D oportunidade para se autonomizar, dando-lhe tare-fas domsticas para aprender a responsabilizar-se por elas (ex: arrumar os brinquedos depois de brincar);

    Valorize as suas capacidades e as coisas positivas que faz, atravs do reforo;

    No dar importncia apenas aos erros e aos defeitos.

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    CRIANAS DOS 3 AOS 9 ANOS

    As atitudes e comportamentos apreendidos pelas crian-as com idades entre os 3 e os 5 anos tm uma importn-cia fundamental em todo o processo de desenvolvimento, podendo ser determinantes nas decises e opes que venham a ter no futuro.

    Nesta faixa etria as crianas demonstram um grande interesse pelo que os rodeia.

    Aos cinco anos as crianas so imaturas fsica, social e emocionalmente. Porm, aos nove anos apresentam uma personalidade largamente desenvolvida. As crianas nes-ta faixa etria apresentam as seguintes caratersticas:

    Aprendem novas experincias relacionais atravs do processo de socializao que coincide com a entrada na escola;

    Necessitam de regras para orientar o seu comporta-mento e de informaes corretas para tomarem decises, sendo os adultos as principais fontes de aprendizagem;

    Manifestam curiosidade pelo corpo e o seu funcio-namento.

    Nesta faixa etria, as crianas possuem poucos conhe-cimentos sobre as drogas, no entanto, provvel que j tenham ouvido falar. importante a famlia estar disponvel para responder s suas questes com infor-mao correcta e apropriada idade. Caso no se sin-

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    ta preparada, a famlia dever recorrer aos servios especializados.

    Se no falar com as crianas sobre as drogas, algum o far. Poder ser por via dos amigos, da TV, de con-versas casuais, no sendo a mais correta e, por vezes, confusa e mal interpretada. Pelo que importante os pais abordarem naturalmente estes temas com eles.

    Na abordagem sobre o lcool, o tabaco e outras dro-gas, fundamental no optar pela perspetiva negativa caraterizada pelo medo, o exagero, a dramatizao do problema dos consumos, pois pode ter efeitos inversos.

    Nestas idades o importante ajudar as crianas a desenvolverem competncias necessrias na tomada de deciso e o sentido de responsabilidade.

    Definio de regras

    As regras so importantes para o bom funcionamento da famlia e para a preveno dos comportamentos de risco. Devem ser definidas em conjunto e conhecidas por todos. Assegure-se que a criana as compreende. Esclarea o porqu das regras e seja especfico na sua definio, detalhando, quem faz o qu, quando, como e onde. Explique, por exemplo, porque que os pais po-dem beber moderadamente bebidas alcolicas e eles no, porque que os pais ficam acordados at mais tarde

    Por ltimo, o papel dos pais centra-se na superviso do cumprimento das regras e na aplicao dos reforos e das punies previstas para quem as cumpre ou no respetivamente. As regras no so estanques, pois evoluem e alteram-se face s diferentes dinmicas familiares e medida que

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    as crianas se vo desenvolvendo.Apresentamos, de seguida, algumas regras que podem ser definidas nesta faixa etria:

    Horrio das refeies;

    Distribuio de tarefas caseiras;

    Horas para ver televiso e a durao;

    Horas para dormir;

    Horrio de estudo;

    Horas para jogar (Playstation, computador, pesqui-sar na net, jogar futebol);

    Pedir autorizao para;

    Onde, quando e com quem podem brincar.

    Transmitir valores e princpios

    A transmisso de valores e princpios deve ser clara e funcionar como referncia e fator protetor. Estes permitem-lhes saber o que se espera do seu comporta-mento. Tornam-se crianas mais seguras e confiantes porque sabem o que se lhes pede e o que se espera delas.

    A imitao uma das principais formas de aprendizagem sendo os pais os principais modelos. Por conseguinte, comportamento dos pais importante e decisivo.

    Assegure-se que a criana compreende os valores trans-mitidos na famlia em todos os momentos, tais como a honestidade, a solidariedade, a partilha, a sade, o respeito.

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    Converse com o seu filho

    Incuta na sua famlia um cultura de dilogo, de con-versa aberta e sincera, respeitando sempre o espao do seu filho quando este no quer conversar, pois h crianas que so ma