Gestão de Redes na OPAS/OMS Brasil - · PDF fileTrabalho em rede: uma mudança de...

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Elaborao e coordenao tcnica e editorialOPAS/OMS - Representao Brasil

Gesto de Redes na OPAS/OMS Brasil:conceitos, prticas e lies aprendidas

Organizao Pan-Americana da Sade/Organizao Mundial da SadeOPAS/OMS

Representao no Brasilhttp://www.opas.org.br

Elaborao e coordenao tcnica e editorialDiego Gonzlez MachnLuciana ChagasPriscila Almeida AndradeRoberto Montoya

Apoio administrativoWilliam RodriguesSusana Damasceno

RevisoMaria Alejandra Schulmeyer Iriarte Alessandra Sora

Capa Jlio Takayama

EditoraoFormatos Design

Tiragem500 exemplares

Ficha catalogrfica elaborada pelo Centro de Informao e Gesto do Conhecimento da Organizao Pan-Americana da Sade/ Organizao Mundial da Sade Representao do Brasil

Organizao Pan-Americana da Sade. Gesto de Redes na OPAS/OMS Brasil: Conceitos, Prticas e Lies Aprendidas. Organizao Pan-

Americana da Sade. Braslia, 2008. 174 p.: il.

ISBN 978-85-87943-78-1 1. Sade redes. 2. Sade sistemas. I. Organizao Pan-Americana da Sade. II. Ttulo.

NLM: W 18

(c) Organizao Pan-Americana da Sade 2008

permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.

Sumrio

Sobre os autoresPrefcio do Representante da OPAS/OMS no BrasilLista de siglas

Seo 1: Aspectos tericosSeo 1: Aspectos tericos

Introduo - aspectos conceituais ...........................................................................................19Trabalho em rede: uma mudana de paradigma .....................................................................26Passo a passo para a implementao de redes: proposta de um modelo de gesto ....................30A viso da OPAS/OMS em relao s redes: contextualizao. ...............................................39

Seo 2: Aplicao de conceitos em experincias prticasSeo 2: Aplicao de conceitos em experincias prticas

A comunicao nas redes .......................................................................................................51A Produo de informao em rede: a experincia da RIPSA .................................................58Anlise das vantagens das tecnologias de difuso eletrnica: Experincia da Rede de Eqidade, Sade e Desenvolvimento Humano ......................................................................64Harmonizao de projetos, programas e estratgias: a experincia da RAVREDA...................70A cooperao horizontal nas redes: a experincia do RILAA ...................................................81Estratgia da OPAS/OMS para apoiar o aperfeioamento na gesto de redes formais: um estudo de caso .................................................................................................................90

Seo 3: Atuao da OPAS/OMS Brasil na cooperao tcnica em redesSeo 3: Atuao da OPAS/OMS Brasil na cooperao tcnica em redes

Redes de relacionamento estratgico para a cooperao tcnica da Representao da OPAS/OMS Brasil ..............................................................................................................101Papel da OPAS/OMS Brasil: descrio das redes em que est articulada ...............................135Consideraes finais .............................................................................................................173

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Seo 1: Aspectos tericos

Passo a passo para a implementao de redes: proposta de um modelo de gesto

Peter Pfeiffer

Muitas redes se formam espontaneamente a partir de interesses comuns de um grupo de pessoas. s vezes esses grupos continuam funcionando por algum tempo como uma rede social, sem regras explcitas e para o benefcio de todos os seus membros. No entanto, a partir de um determinado nmero de pessoas envolvidas e, especialmente quando organizaes passam a fazer parte de uma rede, ser imprescindvel que haja algum grau de formalizao da rede em que os propsitos so explicitados e os papis dos atores so definidos e as regras de cooperao e convivncia so estabelecidas.

H redes que evitam esse tipo de formalizao por temer que as vantagens da espontaneidade e da informalidade se percam. Por outro lado, quando uma rede cresce e com ela a sua complexidade, geralmente, a informalidade que faz com que informaes relevantes se percam. O desafio de uma rede , portanto, encontrar o equilbrio entre a formalidade e informalidade, entre organizao e descentralidade, entre processos sistemticos e processos espontneos.

Os passos sugeridos a seguir podero servir de arcabouo para a implementao e gesto de redes, mas no devem ser vistos como regras obrigatrias. A proposta parte da suposio de que a vida de uma rede cclica e que durante este ciclo, a rede passa por diversas fases distintas. As fases podem ser denominadas: Concepo, Proposta, Estabelecimento, Planejamento, Implementao e Avaliao.

Embora uma rede geralmente no seja projetada para um prazo limitado, isto no quer dizer que ela seja estabelecida uma vez para todas. Pelo contrrio, bastante provvel que ao final de um ciclo, as fases iniciais sejam percorridas novamente, a fim de realizar as atualizaes e ajustes necessrios ou pertinentes.

A gesto da rede no uma fase prpria do ciclo, pois ela necessria ao longo de todas as fases com maior ou menor grau de intensidade. A forma de gesto depende, naturalmente, do modelo escolhido e adotado. Ela pode ser mais ou menos centralizada, pode estar localizada permanentemente em determinadas pessoas ou em uma equipe, ou pode ser alternada. Nas descries das diferentes redes das quais a OPAS/OMS no Brasil participa, podem ser observados diferentes modelos.

Gesto de Redes na OPAS/OMS Brasil: conceitos, prticas e lies aprendidas | 31

Seo 1: Aspectos tericos

Muitas vezes so os patrocinadores que influenciam ou at determinam o modelo de gesto atravs dos seus requisitos administrativos e regras institucionais. Com isso pode ser imposta a aplicao de determinados instrumentos de relatoria, por exemplo, ou de contabilidade. No entanto, esta interferncia pode prejudicar o funcionamento da rede, porque o seu modelo de gesto deveria ser determinado por ela prpria.

De todo modo, a importncia da gesto no pode ser subestimada. Se os processos de gerar e compartilhar o conhecimento no forem sistematizados e gerenciados, os interesses comuns entre os membros da rede podem no ser suficientes para a aglutinao por muito tempo.

O modelo apresentado a seguir demonstra, de forma genrica, as principais fases do ciclo de uma rede e os principais processos que ocorrem dentro de cada fase. O modelo no completo nem sugere que todos os processos ocorrem necessariamente em todos os casos. A sua inteno oferecer uma abordagem para construir o seu prprio modelo de gesto.

Figura 1: Modelo de gesto de uma rede formalFigura 1: Modelo de gesto de uma rede formal

GESTODA REDE

Estabelec

imen

to

Pro

post

a

Planejamento

ConcepoAvali

ao

Impl

emen

ta

o

Complementarmente ao modelo de fases e dos processos que nelas ocorrem, necessrio construir uma caixa de ferramentas a ser aplicada dentro de cada fase. Sem as ferramentas apropriadas e as respectivas competncias para aplic-las, as sadas esperadas no se realizam. Portanto, a gesto de redes se torna mais eficiente quanto maior o grau de profissionalizao.

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Seo 1: Aspectos tericos

ConcepoConcepo

As origens de uma rede podem ser muito diferentes. Podem surgir de necessidades concretas de obter informaes ou de construir conhecimento coletivo, ou podem ser inspiradas em uma experincia semelhante. Em todo caso, uma rede surge a partir de um grupo de pessoas com interesses comuns e com a vontade de compartilhar o seu conhecimento e as suas experincias, a fim de aperfeioar aquilo que esto fazendo. Mas nem todos os grupos tm fora para se tornar uma rede, nem todos os temas so aptos para sustentar o intercmbio por muito tempo. Portanto, aconselhvel averiguar logo no incio se h realmente espao e necessidade para uma determinada rede.

Tambm importante saber se h pessoas suficientes para investir o seu tempo e energia na construo de uma rede, cujo xito no previsvel.

O que ajudar nesta situao a elaborao de um documento de concepo, cuja finalidade demonstrar tanto para os prprios autores quanto para potenciais membros ou patrocinadores, que a idia vlida e a princpio, vivel. No raro que nesta fase as bases no sejam suficientemente fortes para produzir um documento convincente e que se encerre a tentativa. Mas se os autores conseguirem estruturar as idias em um documento consistente ser dado o primeiro passo.

PropostaProposta

A segunda fase do ciclo tem dois objetivos principais: o amadurecimento da concepo e a busca de patrocinadores da rede.

Os propsitos da rede ficam mais evidentes na medida em que se define a misso dela, desenha uma viso do futuro e que se estabelecem objetivos. Da mesma forma importante que a rede inicie a reflexo sobre o modelo organizacional que se pretende adotar e, vinculado a ele, o sistema de comunicao, j que este vital para o bom funcionamento da rede. Tambm importante mostrar que tipo de servios e produtos a rede oferece aos seus membros e como eles sero gerados e, se necessrio, financiados. Enfim, a proposta tem que mostrar o que pretende fazer, como e para quem. Um instrumento apropriado para isso seria um Plano de Negcios. Negcio neste caso no tem uma conotao comercial, seno o sentido original da palavra ocupao ou trabalho, e assim se refere rea e ao tipo de atuao. O Plano de Negcios um instrumento de