Esquistossomose_2012 - Copia

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  • Esquistossomose

  • Agente etiolgico Histrico Epidemiologia Transmisso Hospedeiro Intermedirio Ciclo de vida Diferentes formas do parasita Patogenia Diagnstico Tratamento Controle Vacinas

    Enfoque desta aula:

  • uma infeco produzida por cada uma das trs espcies de esquistossomo: Schistosoma haemotobium, Schistosoma japonicum e Schistosoma mansoni.

    O que esquistossomose?

    Taxonomia Filo Platyhelminthes Classe - Trematoda Subclasse Digenea

    Hospedeiro intermedirio: moluscos da Famlia Planorbidae

  • 1900 A.C. Hematria do Egito (S. haematobium).

    Theodor Bilharz descreve o parasito em 1851 a partir do exame da veia mesentrica de um

    paciente no Cairo.

    Patrick Manson em 1902 descreve ovos com espinho lateral encontrados nas fezes de um

    paciente na ndia.

    Piraj da Silva em 1904 descreve ovos com espinho lateral encontrados nas fezes de

    paciente na Bahia

    Leiper em 1915 estabelece o ciclo biolgico envolvendo Planorbdeo.

    Histrico

  • Schistosoma mansoni frica (52 pases) , Caribe, Mediterrneo Oriental, Amrica do Latina (Brasil, Venezuela e Ilhas do Caribe)

    Schistosoma japonicum Pases asiticos e no Pacfico

    Schistosoma haematobium frica (54 pases), Mediterrneo Oriental S. hematobium

    S. mansoni

    S. japonicum

    Distribuio das esquistossomoses no mundo

  • Fonte: WHO, 2008

    Distribuio das esquistossomoses no mundo Cerca de 220 milhes de infectados, 800 mil mortes/ano

  • rea endmica (9 UF): MA, AL, BA, PE, PB, RN, SE, MG e ES

    rea com transmisso focal (10 UF): PA, PI, CE, RJ, SP, PR, SC, RS, GO e DF

    Acomete 2,5 a 6 milhes de

    pessoas

    Situao Epidemiolgica no Brasil Distribuio da esquistossomose, de

    acordo com a faixa de prevalncia, por municpio. Brasil, 2009

  • Populao examinada, portadores de S. mansoni e percentual de positividade detectados em inquritos

    coproscpicos. Brasil, 1981 a 2009*

    * Dados parciais Fonte: SVS/MS

  • Percentual de positividade para S. mansoni na populao examinada, por unidade federada. Brasil, 2004 - 2009

  • Hospedeiro Intermedirio Moluscos da Famlia Planorbidae Vrias Espcies do Gnero Biomphalaria gua doce ou salobra; infeco por toda

    vida

  • Espcies brasileiras: Biomphalaria glabrata - Regies Nordeste e Sudeste, Gois

    e Paran

    Biomphalaria tenagophila Regio Sul

    Biomphalaria straminea Regio Nordeste

  • Ciclo de vida

  • Ovo

    Mede 150 m x 60 m Oval Espcula lateral Longevidade do ovo maduro: 3 a

    4 semanas (at 5 dias no meio externo)

    Miracdio

    Oprculo aberto

    Espcula

  • Ovo

  • Miracdio Vivel por at 12 horas Epitlio ciliado Deslocamento Fototropismo +, Termotropismo + Quimiotropismo pelo molusco Invaso: 5-10min Enzimas lticas + movimento giratrio Superinfeco mata moluscos

    glndulas

    papila apical

    Clulas Germinativas

  • Miracdio

  • Desenvolvimento no molusco

    Miracdio (origina 1 esporocisto primrio)

    Esporocisto Primrio (origina 20-40 esporocistos secundrios)

    Esporocisto Secundrio (origina 1000-3000 cercrias em 3-4 semanas)

    Cercria

  • Liberao de cercrias por B. Glabrata: 3-4 semanas aps a infeco

    1000-3000 por dia, 100.000 durante a vida do molusco Ritmo circadiano: dia (luz, calor...)

    Cercria~0,5mm Molusco~1,5-2cm

  • Cercria

    Tem 8 horas para invadir o hospedeiro definitivo (vivel por 24/36 horas) Fatores facilitadores: Movimento da cauda (0,3 mm dos 0,5 mm totais) Glndulas secretoras de proteases, hialuronidases, colagenases Turbulncia da gua; Sombra do corpo Quimiotropismo por molculas da pele (Chemical attractants of human skin

    for swimming S. mansoni cercariae; Parasitol Res 2008)

    Glndulas de penetrao Cauda

    Bifurcada

  • Penetrao da cercria na pele

  • Perda da cauda Mudana no fototropismo Grandes mudanas no tegumento: Esquistossmulo no subcutneo (3

    a 6 horas) So levados para corao e pulmes, alm de outros rgos Somente os que chegam ao sistema porta heptico (3 semanas

    depois) amadurecem

    Esquistossmulo

    Aps a infeco no homem

    Navigation within host tissue: Cercarias towards dark after penetration (Paras Res 2004)

    Schistosoma responds to chemical gradients (Int J Parasitol 2004)

  • Desenvolvimento no Homem

    ESQUISTOSSMULO

    VERME ADULTO

    OVOS

  • Pele: Esquistossmulo

    Pulmo: (capilares finos)

    Esquistossmulo (verme jovem)

    Fgado (Sistema Porta): Vermes adultos 1. repasto sanguneo; acasalamento/ maturao fmea No vulnerveis.

    Migrao do casal at vnulas do plexo mesentrico; oviposio. No vulnerveis.

    1

    2

    4

    3

  • Verme adulto Diferenas entre macho e fmea Topologia do canal ginecfaro Schisto = fenda + Soma = corpo Schistosoma (corpo em forma de fenda)

  • Macho a Mede 1 cm, cor esbranquiada, corpo dividido em 2 pores:

    Anterior " ventosa oral e ventral Posterior " canal ginecforo Fmea a Mede 1,5 cm, cor mais

    escura, corpo dividido em 2 pores: Anterior " ventosa oral e ventral Posterior " glndulas vitelinas e

    ceco

  • Tubo digestivo igual nos dois sexos: boca na ventosa oral (a), tubo curto (b) que se bifurca (g) e torna a unir-se em intestino nico (h) que TERMINA EM FUNDO CEGO.

    Aparelho reprodutor do macho: vescula seminal (d),

    testculos (e) que terminam em canal e poro genital (f). A p a r e l h o r e p r o d u t o r d a f m e a : ( N O

    REPRESENTADO): Glndulas vitelneas (ocupam 2/3 do corpo!) e um s ovrio.

    Esquema Morfolgico do Tubo Digestivo e Aparelho Reprodutor dos Machos

  • Casal de S. mansoni em vaso do plexo mesentrico

    Nutrio: hemcias Machos: 40.000 hem/dia Fmeas: 300.000 hem/dia Tegumento: glicose e ons Metabolismo maior do que de

    clulas tumorais Troca membrana/24 horas Ovos: 300/dia (1/5min) Vida mdia: 3-10 anos (mais

    que 30) Ovos: 6-8 semanas aps infeco 1 semana at sair nas fezes

  • Ciclo de vida

  • Patogenia

    Esquistossomose aguda Esquistossomose crnica

  • Esquistossomose aguda CERCRIA a Dermatite cercariana: sensao de comicho,

    eritema, edema, pequenas ppulas e dor. ESQUISTOSSMULOS a 3 dias aps so levados aos

    pulmes e 1 semana depois esto nos vasos do fgado (febre, eosinofilia, linfadenopatia, esplenomegalia, hepatomegalia e urticria). Forma toxmica.

    VERMES a Os mortos causam leses no fgado Ao espoliadora " Consomem 2,5 mg de ferro por dia

    Patogenia

  • Dermatite Cercariana

    Patogenia

  • Esquistossomose aguda OVOS

    Fase pr-postural: 10 a 35 dias aps infeco: a Assintomtica ou inaparente a Mal estar, febre, tosse, hepatite aguda Fase aguda: 50 a 120 dias aps a infeco: a Disseminao de ovos, provocando a formao

    de granulomas, caracterizando a forma toxmica Forma toxmica a Sudorese, calafrios, emagrecimento,

    fenmenos alrgicos, clicas, hepato-esplenomegalia discreta, alteraes das transaminases, etc.

    Patogenia

  • Formao do Granuloma

  • Esquistossomose Crnica Forma intestinal a A maioria benigna Casos crnicos graves a Fibrose da ala retossigmide, do

    peristaltismo e constipao constante (priso de ventre). a Diarreia, dor abdominal, tenesmo,

    emagrecimento, etc. a Formao de numerosos granulomas (presena

    de grande nmero de ovos num determinado ponto) Forma heptica a No incio: fgado aumentado e doloroso a palpao. Os ovos prendem-se nos espaos porta, com a formao de numerosos granulomas (fibrose) a Fibrose com lobulaes a Fibrose periportal Obstruo dos ramos intrahepticos da veia porta a Hipertenso portal

    Patogenia

  • Esquistossomose Crnica Forma esplnica Devido a congesto

    do ramo esplnico " Esplenomegalia Consequncias Desenvolvimento da circulao colateral anormal intra-heptica e de anastomoses do plexo hemorroidrio, umbigo, esfago, regio inguinal Formao de varizes esofagianas

    Patogenia

  • Sistema Porta

    Heptico

    Patogenia

  • Casal de S. mansoni em veia do plexo mesentrico

  • Parasitolgico Exame de fezes: Kato-Katz Lutz (sedimentao espontnea) Bipsia retal, bipsia heptica

    Imunolgico Intradermoreao ELISA, hemaglutinao, imunofluorescncia

    Diagnstico

  • Tratamento No cura a doena, evita progresso

    PRAZIQUANTEL: Aumenta o influxo de clcio e afeta a contrao muscular (Molec

    Biochem Paras 2009)

    Liga-se miosina do parasita (PLoS 2009)

    Indicao 50 mg/kg de peso do paciente, dose nica, por via oral.

    Crianas: 60 mg/kg de peso, dose nica, por via oral.

  • Ca2+ Praziquantel

    Greenberg Int. J. Parasitol., 35:1-9, 2005

    Canais de Ca2+ controlados por voltagem e praziquantel

  • Tratamento No cura a doena, evita progresso

    OXAMNIQUINE Possvel paralisia e destacamento do parasito das veias

    mesentricas

    Indicao

    20 mg/kg de peso do paciente, dose nica, por via oral. Crianas com menos de 30 kilos " 20 mg/kg de peso, em duas doses d