eBook Concreto Armado

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Concreto armmado E-book

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  • Manuteo de Estruturas de Concreto

  • Introduo A dcada de 80 ser conhecida como a dcada da durabilidade, onde vrios estudos foram desenvolvidos, porm no foram includos na NBr 6118, nem to pouco no C.E.B. de 1970. Em 1989, R. E. Rowe, presidente do C.E.B., refere-se ao conceito de durabilidade, no prlogo do Guia para Projeto de Estruturas de Concreto Durveis, mais adiante, o Cdigo Modelo 1990, no item 8.1.3, faz a primeira meno sobre durabilidade, ao que se passou a chamar estratgias de utilizao e manuteno das estruturas de concreto . Neste mesmo Cdigo Modelo 1990, no item 8.4.7, ficou estabelecido que as estruturas devem ser projetadas, calculadas, detalhadas e construdas considerando-se o ambiente que as envolve, durante a sua vida til. O desenvolvimento da manuteno mais apropriada, significa que as estruturas devam ser comodamente inspecionadas. Desta forma torna-se clara a necessidade de definies de estratgias de manuteno de cada obra, isto em funo da maior ou menor confiana quanto a concepo, a construo (isto inclui o prprio clculo estrutural), em termos de utilizao. Assim sendo, baseado nestes critrios, dois grandes grupos classificadores das estratgias de manuteno so identificados:

    No primeiro caso os responsveis esto em nveis municipal, estadual ou federal e os proprietrios e responsveis particulares, tenha a possibilidade para definir uma poltica de manuteno, dispondo de pessoal capacitado e devidamente instrumentado para exerc-la com capacidade. No segundo caso, onde existam vrios proprietrios durante a vida da estrutura, ser mais difcil estabelecer estratgias confiveis de inspeo e de manuteno .

    9 Estruturas que possivelmente tero um s responsvel durante a sua vida til, o caso de grandes estruturas, como: pontes e viadutos, os estdios e ginsios poliesportivos, as galerias enterradas (metrs), estruturas off-shores, etc;

    9 Estruturas em que os proprietrios ou responsveis sero vrios, ao longo da vida til

    delas. Esta uma situao comum, como para os prdios comerciais e residenciais, em que a anlise econmica indica horizontes previsivelmente curtos.

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  • Definio: baseada no Bristish Standards 3811, de 1984 Manuteno estrutural a

    combinao de todas as aes de carter tcnico e/ou administrativo que tenham por fim garantir ou restabelecer, para uma determinada estrutura, as condies necessrias para que esta desempenhe, de forma capaz, as funes para as quais foi concebida.

    A manuteno pode ser classificada: Fluxograma 1 - Critrio para a manuteno das estruturas A partir do fluxograma 1, podemos concluir que a manuteno estratgica (cadastral) ser toda a manuteno planejada, incluindo-se nesta manuteno as programaes de intervenes corretivas e emergenciais. Estas manutenes so baseadas em registros e informaes tcnicas, assim como os sistemas que devam ser adotados para o

    CONCEITO DE MANUTENO ESTRUTURAL

    Manuteno

    Manuteno Estratgica Manuteno Espordica

    Preveno

    Inspees Peridicas

    Inspees Condicionadas

    Manuteno Emergencial (Reparos)

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  • acompanhamento comportamental das partes da estrutura, detectadas de maior vulnerabilidade, tanto no projeto quanto na construo, ou durante os prprios servios de recuperao. Manutenes preventivas so todas aquelas executadas a partir das informaes adquiridas pelas inspees que se fazem necessrias em tempos regulares, de acordo com critrios preestabelecidos, de modo a obter uma reduo das probabilidades de runa ou da degradao da estrutura, tendo como objetivo um aumento da sua vida til. Pode ocorrer o caso em que uma inspeo peridica seja complementada por outras inspees adicionais, de forma especfica, para detectar algum problema em alguma pea estrutural, a da por diante, o ritmo das inspees sejam alterados. Manuteno espordica, nasce da necessidade de um reforo ou de uma interveno na estrutura e no est centrada em nenhum plano de ao determinado. Cabe lembrar que os custos com um ou outro sistema de manuteno variam de acordo com a localizao geomtrica das obras e, em particular, com o meio ambiente onde estas estruturas se inserem.

    A- custo de reparao de defeitos originais, de projeto ou construo. B- Custo fixo de um sistema de inspees programadas. C- Custo de um sistema de manuteno estratgica, com base no resultado das

    inspees programadas. D- Custo de manuteno espordica, sem inspees.

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  • Para uma obra bem concebida e executada, segundo critrios de resistncia e durabilidade, os seguintes pontos devem ser observados:

    Os objetivos relacionados acima sero atingidos sempre que os responsveis pelo projeto e construo, com o envolvimento do proprietrio, forem capazes de responderem as seguintes perguntas:

    Quando a obra ao entrar em servio, simultaneamente o Manual de Utilizao e Manuteno dever estar concludo e dele dever constar:

    facilidade de execuo; confeco de um sistema adequado de cadastramento e registro e garantia de

    acesso para as inspees tcnicas (no caso de elementos no inspecionveis, como o caso das fundaes, garantia de qualidade de execuo);

    nveis de qualidade de execuo e manuteno definidos; prvio estabelecimento de uma estratgia de manuteno.

    qual a maneira mais simples de execut-la? como garantir que ela ser resistente? quanto tempo ir durar? fcil o acesso at l? quanto tempo deve durar? como pode ser limpa? pode ser substituda?

    consideraes bsicas sobre o projeto, em especial: modelo estrutural; sobrecargas admissveis;

    materiais utilizados; registros de ocorrncias; indicaes prprias da estratgica de manuteno:

    periodicidade das inspees; pontos carentes de maior ateno.

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  • Desta forma, os trabalhos de manuteno estratgica de uma dada estrutura contemplariam, pelo menos, as seguintes fases: i. cadastramento; ii. inspees peridicas; iii. inspees condicionadas; iv. servios de limpezas; v. reparos de pequena monta; vi. reparos de grande monta; vii. reforos.

    Com base no cadastramento de uma estrutura possvel manter-se um efetivo controle das atividades rotineiras de inspeo e programar e registrar possveis reparos ou reforos durante a sua vida til. O cadastro poder ser centralizado no prprio local de utilizao (edifcios residncias, comerciais ou industriais, p. ex.) ou em rgos habilitados para controle de vrias estruturas (pontes, usinas, estruturas off shore, etc.). O cadastro dever conter:

    Deve ser ainda elaborado uma ficha resumo com todos estes dados, p. ex.:

    ttulo da obra;

    CADASTRAMENTO DAS ESTRUTURAS

    histrico da construo, contendo projetos (com desenhos, memoriais descritivos e de clculo e especificaes) investigaes preliminares (geotcnicas, hidrolgicas, etc.), programa de execuo, dirio de obra, relatrio da fiscalizao, contratos, alteraes de quantitativos e controle de materiais;

    intervenes tcnicas j realizadas, com toda a documentao pertinente; registro de vistoria cadastral (recebimento da obra); registro de vistorias de rotina j realizadas; documentao fotogrfica e/ ou vdeo;

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  • nmero do processo da obra e/ ou nmero do contrato; nome da firma executora com os respectivos dados; fiscalizao; data do incio dos servios; data do trmino dos servios; projetista;

    Na vistoria cadastral devem ser anotadas quaisquer anomalias observadas (fissuras, deformaes excessivas, recalques estabilizados, etc.), que devem ser mapeados e registrados em desenhos e em fotos.

    A inspeo peridica deve ser adequada ao tipo de estrutura, podendo variar em termos de procedimento, de pea para pea dentro de uma mesma estrutura. Sua finalidade registrar danos e anomalias e avaliar a segurana destes elementos estruturais. Ela o procedimento mnimo para todas as estruturas que s tm um nico proprietrio, e consiste na programao de uma srie de observaes de carter expedito, registradas em formulrios adequados, que permitiro a tomada de decises. No necessitam ser feitas por engenheiros especialistas em Patologia das Estruturas. Os equipamentos necessrios em geral so: binculo; mquina fotogrfica; filmadora; trena, lpis de cera; nvel; prumo; esclermetro; martelo de gelogo; fissurmetro; marreta; ponteira, aspersor de fenolftalena; equipamentos auxiliares (escada, equipamentos de segurana, etc). Aps o registro, a planilha enviada ao responsvel pelo cadastro e acompanhamento da estrutura, que tomar as providncias cabveis. A periodicidade das inspees varia de acordo com a idade, a importncia e a vulnerabilidade da estrutura ou de seus elementos. A anlise da planilha de inspees peridicas poder conduzir a:

    INSPEO PERIDICA

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  • Os pontos crticos da estrutura e as anomalias mais comuns devem compor a base mnima de observao, registro e mensurao em todas as inspees. Pontos e anomalias a observar:

    danos desprezveis ou inexistncia de danos - sem atitude a tomar, a no ser talvez trabalhos de limpeza;

    pequenos danos - trabalhos de pequena monta, podem ser executados por pessoal no especializado, mas condicionam as futuras inspees peridicas;

    danos importantes - trabalhos de maior envergadura, podem ser executadas por empresas do ramo de pequeno ou de mdio porte, sob a superviso de engenheiro especializado;

    danos emergenciais - existe perigo segurana da obra, o que d origem convocao de especialistas ao local para realizao de inspeo emergencial e tomada de decises;

    alarme - casos de runa iminente: devem ser tomadas as providncias necessrias para o escoramento parcial ou total ou at mesmo a interdio da obra, com convocao imediata de equipe tcnica especializada.

    fissuras - marcar com trao contnuo, paralelamente, identificando as extremidades, abertura mxima e data; alinhamentos e verticalidades - verificar